Solares
36 Capítulo 36
BELLA......
Final do capítulo anterior.
Momentos depois ele saiu todo arrumado do closet, o cabelo estava perfeitamente penteado e ele usava outro perfume. O cheiro era delicioso também e fiquei o olhando, sendo que o celular dele tocou e ele foi o atender fora do quarto. Resolvi me levantar da cama e eu ao chegar na porta do quarto o vi descendo a escada. Tentei me aproximar sem ser vista e só escutei.
—Eu cheguei bem. E você? Perguntou ele para a outra pessoa do outro lado da linha e parei onde eu estava na mesma hora.
.............
—Ok então, tchau.
Ao pensar na possibilidade de ele estar falando com alguma mulher por causa de ontem, minha raiva triplicou dentro de mim e tentei me controlar a todo custo, piorava por ele ter cancelado a minha ida ao médico sem me consultar. Acho não, eu tinha certeza que ele estava me castigando por causa do jake e do carro dele. O pior de tudo foi ele ter me expiado e me viu beijando o meu ex. Piorava por Esme ter tocado no nome da irmã dele, eu não sabia dizer o que mais pesava, sendo que na nossa lua de mel ele estava me tratando de uma forma tão diferente. Por isso eu estava apreensiva, agora ele estava me tratando de forma seca.
Edward foi à direção da cozinha e quando voltou de lá ele estava com uma caixa de suco de uva, ele liberou a proteção da porta principal e saiu da residência deixando o seu rastro perfumado para trás. Logo após ele a trancou. Eu sentia que ele estava me evitando e fiquei olhando para a porta estando no alto da escada. Pensar a respeito disso estava me deixando muito para baixo, suspirei me sentindo derrotada e fui me deitar na cama outra vez.
—Será que ele estava se encontrando com a outra, ou melhor, será que ele se encontrou com a outra ontem? Perguntei para mim mesma.
.........................................................................................................................................
Lembro-me que durante o nosso período de lua de mel, digo as minhas primeiras horas aqui nessa casa após chegar da festa do meu casamento, Edward queria ter relações e eu não por estar chateada com ele. Eu o neguei veemente mesmo sentindo o desejo corroendo em minhas entranhas e as palavras dele se repetiam agora em minha mente.
—Isso é o mesmo que me mandar ir procurar na rua. Essas foram às palavras dele, eu me lembrava, mas não entendia por termos tido relações sexuais dias depois.
Eu me recriminava por me importar com isso e juro que eu não sabia mais o que fazer. Conviver, nos tolerar e acho que daqui para a frente eu teria que fazer vista grossa para muitas coisas, mas isso seria o mesmo que ser submissa e eu não tinha essa palavra no meu perfil. Edward queria me dominar a todo o momento e a verdade é que ele era mais forte que eu. Havia os seguranças, o meu documento que estavam com ele e eu estava sem a chave da porta principal. Por fazer isso tudo só demonstrava o quanto ele não se importava comigo, mas na nossa lua de mel ele estava se comportando diferente, eu não me cansava de pensar e esse enrola todo me deixava frustrada.
—Mas depois de tudo que aconteceu, o que eu posso fazer e a forma de reagir a tal comportamento? Eu me perguntei.
Eu não sabia como agir e a minha rejeita não passava de uma forma de me proteger dele, então era mais que aceitável. Vê-lo sorrindo para os outros e, eu ao ver um outro Edward nesse mesmo momento, isso me deixava constrangida comigo mesma. Pior de tudo era saber que eu só fiquei por dó de outra pessoa e talvez medo dele me perseguir para o resto da vida. Eu não viveria em paz por Edward se sentir o meu dono e ele fala como se tivesse posse de mim. Estava uma bagunça a minha cabeça, eu pensava. Ser submissa a isso tudo ou revidar? Nem eu sabia mais.
.
.
Às 17:50min da tarde.
Eu ainda não havia comido ou sequer levantado da cama após Edward ter saído para trabalhar. Eu não sentia vontade de comer e tão pouco eu iria ficar me matando no fogão à toa, eu estava totalmente off. Desliguei o ar e permaneci deitada, acabei dormindo momentos depois.
.
.
Às 23h da noite.
Despertei do nada e só enxerguei a escuridão. Meu estômago estava dando voltas por estar vazio e o ignorei, juro que nesse momento eu nem pensei na minha filha e continuei deitada. Estava óbvio que Edward não havia chegado e eu ao olhar o relógio já passava das 23h. Eu não me sentia cem por cento bem. Talvez por eu estar com o meu estômago vazio, isso estava me causando náuseas. Continuei deitada e fechei os meus olhos, nisso uma lágrima rolou e a gotícula se desfez provavelmente no travesseiro.
.
.
35min depois.
A porta do quarto foi aberta e fingi estar dormindo. Edward acendeu a luz e foi para o closet, abri os meus olhos e fiquei olhando para a direção que ele entrou. Ele deve ter estranhado que a casa estava toda no escuro e para falar a verdade eu não dormia tão cedo assim. Ao sentir que ele sairia, eu fechei os meus olhos e ele saiu mesmo, mas foi para o banheiro e fechou a porta.
.
.
15min depois.
Edward saiu do banheiro, caminhou pelo quarto estando apenas vestido com o short do pijama, apagou a luz e saiu do quarto deixando a porta aberta. Eu o espiava com os meus olhos entre abertos. Comecei a sentir os meus lábios secos pela falta de água e ignorei, mas a vontade que me deu de ir me aliviar foi tamanha a ponto de não me deixar em paz. Levantei-me com cuidado e senti tudo rodar, sem ter onde me apoiar melhor, eu fui segurar no criado mudo, mas sem querer eu esbarrei no abajur e ele foi ao chão se partindo em vários cacos. O barulho foi alto e tentei me apoiar na mesma hora, por sorte eu consegui e tornei a me sentar na cama sentindo em um ponto da minha perna pinicar. Eu estava sentindo muita tonteira e seria complicado conseguir me levantar. Sem alternativa eu me deitei sobre o lençol. Digo, me deitei não, eu caí praticamente por causa do meu mau star. Fechei os meus olhos sentindo a minha cabeça girando como se eu estivesse tomado um porre alcoólico e minha perna continuava pinicando, tentei alcançar essa parte do meu corpo ao me sentar, mas não foi possível e vi tudo escurecer, acabei chocando a minhas costas no colchão novamente e desmaiei.
.
.
9min depois.
Despertei aos pouquinhos e me vi sozinha no quarto, tudo estava como antes pelo o que parecia, pois, o quarto estava escuro e fui me arrastando pela cama. Com dificuldade eu consegui acender o abajur que ficava no lado que Edward dormia e vi a cama com respingos de sangue. Desesperada eu me alto avaliei, mas a ardência em minha perna me chamou a atenção, eu havia me cortado no que o abajur se quebrou. Eu não estava tendo sangramento como eu pensei, até porque as gotinhas de sangue não estavam na direção do meu quadril. Sentindo-me zonza ainda, eu consegui descer da cama e fui andando bem devagar na direção do banheiro, acendi a luz do próprio quando alcancei o interruptor. Fui caminhando até o Box e tirei a minha camisola, permaneci com a minha calcinha e liguei o chuveiro. Não me sentindo cem por cento eu peguei o sabonete e me sentei no Box sobre o jato d’água. Fiquei quietinha na minha e deixei a água me lavar. Com a mão livre eu a coloquei em minha boca e tentei beber um pouco de água, até que consegui.
Comecei a me ensaboar devagar e teria que me levantar, então eu me levantei me escorando na parede e tirei a minha calcinha sem baixar muito a minha cabeça, acho que seria pior. Eu a lavei devagar e vi que o corte em minha perna ainda sangrava, no que eu olho para cima, eu vejo Edward acabando de parar na porta do banheiro e olhava para o meio de minha perna como se procurasse algo ali em minhas partes intimam, mas eu estava sob o jato d’água e caso eu estivesse sangrando mesmo não daria para ele notar. Estava na cara que a preocupação dele era essa ao ver a desordem no quarto.
—O que houve? Perguntou ele se aproximando do Box.
—Pro seu azar nada demais.
—Nada demais? Como nada demais se o abajur está quebrado, a cama está com sangue e no chão há gotinhas do mesmo! Me diz o que está havendo Isabella? Perguntou ele abrindo a porta do Box não se importando com os respingos d’água caindo nele.
—Eu já disse que para o seu azar nada!
—Por acaso está com sangramento íntimo? Perguntou ele me alto avaliando com o olhar.
—Pro seu......
—Pare! Falou ele mais alto e me encolhi na parede. –Estou te perguntando numa boa e você me fala uma coisa dessas? Eu não quero o mal da menina droga! Eu quero saber o que está acontecendo aqui?
—Não precisa se preocupar, eu estou bem....... Quero dizer, a menina está bem.
—Bem é uma ova! Onde está sangrando?
—Eu cortei a minha perna. Falei mostrando o corte próximo do meu tornozelo na parte lateral entre as minhas pernas, só aí ele foi ver.
—Não está tão grave, mas vai precisar por remédio e o sangue vai estancar.
—Eu mesma irei limpar o quarto, eu mesma irei por remédio e pago o abajur quando der! Não gaste o seu tempo aqui porque será à toa! Por favor, saia do banheiro. Falei sentida por ele estar me privando e.... mentindo ao chegar tarde.
—Não irei sair.
—Eu quero ficar sozinha Edward, SOZINHA! EU JÁ PASSEI O DIA TODO AQUI SOZINHA NESSA CASA IMENSA, AGORA NÃO SERÁ DIFERENTE. DROGA! Falei deixando as minhas lágrimas rolarem.
—Eu fiz a minha parte, agora é com você! Se não quer que eu fique, ÓTIMO, eu não irei insistir! Mais saiba que o mal da menina eu não desejo. Disse ele saindo do banheiro e bateu a porta com força quase a quebrando.
—É UM ESTÚPIDO! Falei bem alto olhando para a porta.
.
.
5min depois.
Coloquei a mão em meu estômago lembrando da fome que estava tamanha e fechei a água. Saí devagar para me enxugar e eu não me sentia cem por cento ainda. Peguei o roupão e o coloquei, meu corpo secaria por si só e fui abrir a porta do banheiro, Edward estava limpando a bagunça que eu fiz no chão e o que sujou de sangue sobre a cama ele tirou.
—Eu disse que faria, não precisa perder o seu tempo. Falei em vão, pois ele fingiu não me escutar. –Eu faço Edward...... deixa que eu faço. Mais uma vez ele fingiu não me escutar e deixei pra lá.
Olhei na direção da mesinha e vi o quite de primeiro socorros, fui na direção dele andando devagar por causa do mau star e o peguei, isso não passou despercebido por ele. Sentei-me na cadeira e abri o saquinho de gaze, depois peguei o remédio e o passei com cuidado em minha perna. Ardeu bastante e reclamei, mas o sangue não estava escorrendo mais como antes e já tinha bem dizer parado, por último eu fiz o curativo. Aliviada eu me levantei devagar e fui até o banheiro jogar a gaze fora, depois lavei as minhas mãos e penteei o meu cabelo.
.
.
Entrei no closet e peguei um blusão que eu havia trazido da casa de Esme, o vesti e depois eu coloquei uma calcinha. Por estar nauseada eu não passaria colônia hoje e saí do closet, o quarto já estava arrumado e Edward não estava mais ali. Saí do mesmo e fui andando com calma, ao chegar na beira da escada eu desci segurando fortemente no corrimão. Edward entrou na sala e foi se sentar no sofá segurando uma xícara contendo café, pelo cheirinho estava fresco e fui para a cozinha. Senti o meu bebê mexendo pela quinta vez hoje e comecei a preparar algo comível rápido, arroz ainda tinha só um pouquinho e o aqueci. Não demorei a preparar o bife e peguei a salada que ainda havia na geladeira.
.
.
Fui para a sala...
.
.
................................................(No mesmo instante)
Madrugada de quarta feira, 19 de março.
1h da manhã.
e me sentei no sofá, a televisão estava ligada e Edward estava sentado no outro lado. Comecei a comer devagar e por sorte o meu estômago estava aceitando. Eu estava com muita fome, mas mesmo assim eu comi com calma. Edward terminou de beber o café dele e estava demorando a ir se deitar, eu estava estranhando porque ele acordaria cedo e já era de madrugada. Coloquei o garfo no prato contendo comida ainda e continuei mastigando, passei a mão em minha barriga que estava bem dura e continuei a acariciando.
—Na sexta feira eu precisarei viajar. Falou ele me olhando e parei tudo que eu estava fazendo.
—Para onde?
—Vou para Orlando, preciso resolver uns assuntos lá e volto no domingo à noite.
—Por mim tudo bem.
—Victória ficará aqui para lhe fazer companhia.
—Não ficarei aqui, vou ficar com a sua mãe. Se quer ir se divertir com a sua amante, você que vá, mas eu não ficarei aqui com ela. Não há necessidade!
—Pare de infantilidade Isabella. Já é bem crescida e sabe se virar!
—Já falei que eu não........ Aliás, eu até posso ficar aqui sozinha, mas a Victória não precisa vir.
—Você está com implicâncias besta com a moça!
—Se você quer ir viajar, que vá, mas eu não preciso de babá.
—Quer ficar lá em casa porque sabe que a minha mãe dará o aval para você sair, por isso está doida para ir pra lá!
—Ao me casar com você, eu assinei o meu nome tornando-me a sua esposa e não a sua prisioneira como antes! Aliás, acho que estou confundindo as coisas, sempre fui a sua prisioneira. Pelo andar da carruagem, eu prefiro......
—Continue! Fale logo porque a resposta irá ser sempre não! Eu preciso resolver coisas da empresa, mas você como sempre prefere piorar tudo!
—Pros cambal, você é quem não tem paciência!
—Lá no Resort eu estava tentando, mas você não deu chance!
—Queria o quê? Que eu acreditasse em você depois de tudo? VOCÊ NÃO ACREDITA EM MIM!
—NÃO MESMO ISABELLA!
—Estamos empatados então.
—Você mente demais, é isso que eu não confio. Posso ser o que for, mas não minto e faço as minhas coisas às claras!
—Mentira! As claras uma ova porque você faz o que não presta escondido!
—Já vem você com esse assunto, isso é um problema meu!
—É SEU, CLARO QUE É SEU E EU DETESTO ISSO! Não posso fazer nada se ao me ver beijando o meu ex, isso foi demais para você. Não posso fazer nada se a minha liberdade o deixa com um pé atrás. Pelo menos tem quem me queira realmente! Isso te desagrada por sempre me querer por pra baixo e a realidade é outra! Sabe disso!
—Saiba que querer não é poder!
—E você pode sair com quem lhe convém, não é?
—Não irei ficar aqui ouvindo as suas maluquices! Quem não dá assistência, abre a concorrência.
—O problema é seu! Falei alterada e tentei me controlar. –Transe ou trepe com quem você quiser! Agora saiba que eu não preciso de babá! Vá viajar em paz, mas não quero uma babá aqui, pois sei me virar muito bem! Ou ela já se tornou a sua cúmplice também, ou mais que isso?
Levantei-me bem chateada e fui andando devagar, eu não conseguia ficar quieta e acabava o confrontando. Estando no corredor que me levaria até a cozinha eu desabei em lágrimas, minha vontade era de socá-lo. Lavei o meu prato e o coloquei para secar. Peguei a minha vitamina e a ingeri com um pouco de suco de maracujá que eu fiz naquele exato momento colocando a polpa, um pouquinho de açúcar e água.
.
.
Após lavar o meu copo, eu fui apagar a luz da cozinha e subi a escada devagar deixando Edward deitado no sofá da sala. Quando entrei no quarto, eu fui direto para o banheiro, escovei os meus dentes, me aliviei e depois me asseei. Lavei as minhas mãos e fui me deitar, só aí é que eu deixei as minhas lágrimas virem com vontade.
Não se passaram três minutos e Edward entrou no quarto, ele foi para o banheiro e deduzi que ele foi escovar os dentes.
.
.
Momentos depois ele voltou para o quarto e ligou o ar, ele se deitou ao meu lado e ficou a luz do abajur ao lado dele aceso já que o meu havia quebrado. Não escondi que eu chorava e ele se aproximou de mim, mas me afastei de forma desnecessária.
Acho que gastei tanta energia ao chorar, que talvez por eu ter bebido o suco forte de maracujá, eu acabei sentindo a sonolência vindo com força total.
—Podemos viver de forma civilizada Isabella.
—Você não facilita. Falei o olhando e eu piscava constantemente.
—Eu perguntei o que é que você tinha ou estava sentindo, mas você me tratou como tratou.
—Mereceu! Falei o olhando. –Não mereço ficar presa aqui nessa casa!
—Quer que eu a libere para ir correndo para aquele engomadinho filhinho de papai? É isso que você quer e não me engana! Não vou permitir ou tolerar uma coisa dessas! Não irá me fazer de bobo outra vez!
—E eu posso? Eu posso ficar aqui presa, tolerar as suas decisões infundadas e não poder falar nada? Então eu posso ficar ouvindo as suas mentiras?
—Não há mentiras.
—Edward, é melhor irmos dormir, eu estou cansada demais e enjoada demais.
—Acho melhor mesmo. Disse ele apagando a luz do abajur.
O quarto ficou todo no escuro e fiquei de barriga pra cima. Edward tornou a acender a luz e isso ofuscou os meus olhos, mas ele só tornou a acendê-la para pegar o controle do ar e o ligar. Fiquei quieta na minha e ele tornou a apagar a luz, me virei de lado e fechei os meus olhos, mas me lembrei de algo importante como preparar o café da manhã dele. Na verdade, ele não estava merecendo e deixei pra lá, eu não iria ficar me desdobrando para ele que nem se importava em me deixar trancada.
Mas eu precisava tirar uma dúvida.
—Edward.
—O quê?
—Que horas que a Victória irá chegar aqui?
—Por volta das 7h. Lima irá buscá-la e dará tempo de ela preparar o café da manhã para mim. Tem de tudo aí.
—Ela precisa prepará-lo por você não gostar do meu! Por isso quer que ela chegue mais cedo, não é? Já vai começar a pôr defeito na minha comida também?
—Não estou a fim de discursão agora e esse é o trabalho dela, eu estou pagando bem.
—Quer que ela o prepare por achar o meu ruim! Sei que é isso.
—É melhor você dormir. Disse ele de forma simples. –Farei o mesmo.
—Não a quero cozinhando para mim e eu já disse a ela que a comida eu mesma preparo.
—Já está pirando? O que tem demais a moça cozinhar Isabella? Ela cozinha muito bem!
—Mas não vai porque eu não quero!
—Qual é o seu problema com ela? Perguntou ele acendendo a luz e veio me olhar nos olhos
—Nenhum, horas bolas!
—Isso não existe! Ninguém pega implicância com a outra pessoa à toa Isabella! O que ela te fez?
—Nada! Ela não me fez nada e se você a defender é porque ficou interessado nela!
—Não vou mentir e falar que ela é uma moça feia, mas a nossa relação é apenas profissional. Trabalho Isabella, trabalho!
—Não parece! Por isso a quer aqui de toda maneira e eu disse que preferia a Mary! Esqueci que é a sua casa e devo obedecer às suas regras. O plano de vingança pelo visto ainda não acabou! Eu nunca terei voz aqui e isso é uma realidade pelo o que você faz comigo. Não se importa!
—Você extrapola literalmente, eu não estou a fim de ficar ouvindo as suas viagens na maionese. Deve ser coisa de grávidas, só pode! Não é possível!
—Não estou neurótica, só não interfira nas minhas decisões! Já que eu me tornei a sua esposa, eu tenho o direito de decidir também. Não serei a sua marionete para o resto da minha vida! Não vou aceitar isso!
—Eu sou o homem da casa, quem deve decidir sou eu.
—Você pode ser sim o homem da casa, mas não é o meu pai para ficar mandando em mim a todo o momento! Para eu ter que viver desta forma e para o resto da minha vida, eu prefiro morrer! Talvez um dia você se canse dessa brincadeira e vá viver a sua vida. Eu sou mesmo uma tola!
—Ok Isabella, já deu por hoje. Disse ele apagando a luz com gestos exagerados por estar chateado. –Já ouvi demais para uma noite apenas
—Não me leva a sério porque sabe que está em vantagem! Só por isso. Tem recursos para isso com os seus seguranças e eu estou sozinha! Estou sozinha na porcaria desse mundo! Falei alto e descontrolada deixando as lágrimas rolarem. –Acende a droga da luz, por favor, Edward!
Senti a cama se mexer e ele acendeu a luz do abajur, depois ficou me olhando.
Sentei-me na cama e depois me levantei, fui andando um pouco mais rápido por estar com as minhas energias um pouco melhor e abri a porta do quarto, eu iria dormir no quarto ao lado, o de hospedes.
—Isabella! Chamou-me Edward e não liguei.
—Vá dormir Edward e me deixa em paz! Falei fechando a porta do quarto após sair.
Pela luz do corredor estar acesa me facilitou, fui andando com calma e abri a porta do quarto, ele estava arrumadinho.
Fui até a cama e puxei a grossa coberta, acendi o abajur e fui até o interruptor da luz principal do quarto e a apaguei. Voltei para a cama e me deitei, a maciez ali era incrível também.
Permaneci com a luz do abajur acesa e fiquei pensando, eu precisava dar a volta por cima, não era possível a quantidade de degraus que eu desci, aliás, eu despenquei. Eu não poderia continuar presa, nem que eu tivesse que falar com a Esme, mas isso seria o mesmo que levar problemas até ela e eu não queria isso. Com certeza Edward pediu a Victória para preparar o café nos dias que ela viesse porque o meu devia estar ruim, eu não sabia o que se passava na cabeça dele. Definitivamente eu já estava pirando e achei melhor tentar dormir novamente.
.
1h depois é que eu consegui dormir e Edward não veio até a mim.
.
Às 15h da tarde.
Fui despertando aos poucos e me espreguicei, lembrei que Victória estaria aqui limpando e me sentei na cama devagar. Em relação à náusea eu me sentia melhor, até a tonteira não estava mais me perturbando e me levantei após avaliar a minha perna machucada. Arrumei a cama e saí do quarto após calça o meu chinelo, fui até o quarto que eu dormia com Edward e encontrei Victoria o aspirando todinho e o foco dela era o chão, talvez para retirar.....
—Boa tarde senhora.
—Boa tarde Victória.
—O patrão antes de ir trabalhar pediu que eu o aspirasse bem. Ele disse que quebrou o abajur e que pena, a peça era muito bonita. Acredito que seja igual aquele outro ali.
—É verdade.
—O quarto que a senhora dormiu eu preciso limpá-lo por completo?
—Não precisa, está limpo. Você fez o café da manhã para o meu marido?
—Sim, a pedido dele. Ele comeu de tudo um pouco, parece que gostou do café que eu preparei e depois saiu para trabalhar. Já dei um trato nas janelas com o pano úmido e depois passei o limpa vidro. Passei as roupas que estavam na corda e as coloquei no cabide. Devo colocá-las no closet?
—Depois eu as coloco, obrigado.
—De nada.
—Você já almoçou?
—Sim, mas eu não quis mexer nas coisas aqui e comi com os seguranças lá trás.
—Desculpe-me por isso. Por que não me chamou? Eu prepararia para nós duas.
—Não se incomode senhora, eu não quis interromper o seu sono lá no outro quarto.
—Irei ficar mais atenta. Falei passando para o banheiro e fechei a porta.
Escovei os meus dentes e depois lavei o meu rosto, a seguir eu fui me aliviar. Após me assear bem eu lavei as minhas mãos, penteei o meu cabelo e saí do banheiro.
—A propósito, o patrão pediu para lhe avisar que ele chegará um pouco tarde hoje. Deve ser os negócios né?
—Ele falou que horas chegaria?
—Não senhora, ele só pediu para falar isso.
—Por mim, tudo bem. Falta muito para você acabar aqui?
—Não, já estou acabando. Não há muito que fazer por estar tudo limpinho.
—Tem razão, está tudo limpo e não usamos todos os cômodos ainda, mais esse aqui. Recém casados. Falei sorrindo levemente.
—Pois é senhora. Disse ela sorrindo.
—Irei comer algo, estou faminta.
—E com razão. Disse ela olhando para a minha barriga.
Saí do quarto e andei pelo corredor pensativa, desci a escada devagar e fui para a cozinha. Fiz o meu almoço, mas também só cozinhei pouca coisa, diria o suficiente para eu comer.
.
Sentei-me no sofá para almoçar e não demorou muito o telefone tocou, fui atendê-lo após colocar o meu prato sobre o sofá.
—Alô.
—Oi filha como você está?
—Oi Esme, eu estou bem......E você?
—Estou levando né filha, mas estou bem também. Pedi a Mary para ligar pra você. Como está tudo aí?
—Estamos bem. Falei pensativa. — E Carlisle?
—Meu marido está bem, trabalhando como sempre. É muita responsabilidade sabe filha.
—Imagino.......Ele costuma viajar a trabalho?
—Às vezes, mas é raro por termos um encarregado. Gente de confiança e empenhado para a tal coisa. Por quê?
—Por nada, é curiosidade.
—Estive pensando e sei que está meio cedo para eu lhe pedir isso, mas para você não ficar durante o dia aí sozinha, venha para cá se quiser e depois o meu filho passa aqui e te pega.
—Estou me acostumando com a vida de casada, mas claro que vou adorar ir para aí. Peça para os seus seguranças virem me buscar no sábado de manhã.
—Será um prazer filha, mas diga ao meu filho para vir junto.
—Ele anda ocupado com assuntos da empresa, ele não poderá ir.
—Sei.
—Só não comente nada até lá Esme e peça apenas para virem me buscar a seu pedido.
—Claro que sim e tudo bem. Algum problema meu bem?
—Não nenhum.
—Meu filho está lhe tratando bem?
—Está...sim. Sabe Esme...
—O que filha?
—Edward Parece ser responsável no trabalho.
—Dizendo o meu marido, o nosso filho é sim.
—Ele costuma viajar a negócios também?
—Olha, sempre que precisa é o pai que geralmente vai.
—Ahh sei.
—Sinto uma certa curiosidade no ar.
—Um pouco, coisas da minha cabeça, deixa pra lá.
—Diz o que está acontecendo filha, eu conheço você querida.
—Iiiii, eu não posso perguntar nada a respeito do meu “marido”? Perguntei brincando.
—Conhecendo você, não sei o que pensar.
—Dessa forma me ofende. Falei brincando novamente.
—Sinto que algo a incomoda, só isso, mas tudo bem.
—O problema é que eu estava acostumada a viver aí, agora tudo é muito novo. Menti, por um lado era verdade. –A gravidez está me deixando agitada.
—É compreensível você é muito nova e inexperiente.
—Pois é então junta tudo e me deixa assim dessa forma.
—Está precisando de uma massagem. Sem ser ousada o meu marido sabe me deixar relaxada, ele tem mania de fazer massagem em mim quando me sinto tensa.
—Isso é bom.
—É sim. Mudando de assunto filha, você está se alimentando direitinho?
—Sim.
—Que bom!
—Amanhã eu tenho médico.
—Quem irá te levar?
—O Edward.
—Venha almoçar aqui amanhã então.
—Não sei se vai dar.
—Peça o meu filho para te deixar aqui depois da consulta.
—Vou ver com ele e mais tarde eu te ligo te dando a resposta.
—Tudo bem filha, agora eu vou desligar.
—Um beijo Esme.
—Outro e até amanhã.
—Vou ver, não irei dar certeza.
—Eu ficaria feliz se viesse filha.
—Vou fazer o possível para que sim.
—Ok,Ok.
—É. Falei sem jeito.
Encerrei a ligação e fui colocar o telefone sem fio de volta na base. Fiquei pensativa e tudo que eu mais queria era poder me distrair um pouco, mas eu tinha certeza que Edward não facilitaria para o meu lado. Tornei a me sentar e peguei o meu prato, comecei a comer e após a segunda garfada eu liguei a televisão. Comi a assistindo e assim se passaram os minutos, eles correram na verdade.
.
Às 17:15min.
Eu estava deitada no sofá quando a Victória veio da cozinha.
—Senhora, está na minha hora e está tudo limpinho já.
—Tudo bem Victória, até sexta feira.
—Até patroa.
Victória saiu e fechou a porta, olhei na direção da mesma e me sentei no sofá. Pensei em Edward e resolvi ligar para ele, levantei do sofá e fui até o telefone. Eu sabia o número dele de cabeça e disquei, chamou duas vezes e ele atendeu.
—Alô.
—Sou eu Edward.
—Sei que é você. O que quer?
—Sua mãe me ligou hoje.
—O que tem isso?
—Ela me chamou para almoçar com ela amanhã após a consulta.
—Não duvido nada que a ideia não surgiu de você.
—Enquanto sempre pensar o pior de mim, nunca iremos conversar de forma decente!
—Estou ocupado.
—Quero que me leve lá amanhã.
—Vamos ver, agora eu não posso falar com você.
—Ok.
—Victória te deu o recado?
—Que você chegará mais um dia tarde? Sim. Tchau Edward. Após falar, eu desliguei o telefone na cara dele.
Com certeza ele não jantaria em casa hoje, pensei, mas eu decidi não me abalar mais. Eu estava me sentindo mal com toda essa situação, Edward ao me privar de sair novamente foi o mesmo que prender um passarinho na gaiola. Sempre gostei de ir e vir, então eu não queria me abalar, mas estava muitíssimo difícil. Minha gravidez não está sendo tranquila, eu vivia constantemente agitada e isso estava me fazendo tão mal. Piorou por ele estar chegando em casa tarde, isso era indicio que ele estava saindo com outra mulher enquanto eu ficava aqui nessa prisão. Com certeza eu não era o suficiente para ele, digo, eu não devia me importar com isso. Todas essas brigas ultimamente só pioravam tudo e bem ou mal na nossa “lua de mel”, ele estava realmente um pouco diferente. Entre os outros casais havia palavras de carinho, mas entre nós não. Eu sabia que nós não éramos um casal normal, Edward nunca seria normal comigo e mesmo eu dormindo com ele, coisa que não estava acontecendo ultimamente, ele não deixaria eu sair.
Resolvi me levantar e fui colocar o telefone na base, fui até a cozinha e preparei um pouco de café. Aqueci um pouquinho de leite e depois o misturei com café. Peguei umas torradas e passei um pouco de requeijão, depois fui me sentar à mesa na sala para lanchar. Não tinha como evitar e acabei pensando nessa situação novamente. Acho que nos separarmos mesmo estando recém-casados seria a melhor decisão, eu acho.
Continuei comendo e quando eu terminei, eu fui para cozinha lavar o copo. Ao terminar eu abri a geladeira para escolher o que preparar para a janta, mas Edward chegaria tarde, talvez até já alimentado e eu estava sem pique para encarar o fogão. Eu faria um lanche e estava de bom tamanho, ele que se virasse se quisesse comer. Retornei à sala e desliguei a televisão, depois abri a imensa porta de vidro e fiquei admirando a paisagem, era o início da noite.
.
Deu 19h.
.
Depois chegou a vez das 21h.
.
Às 00:00h.
Eu o aguardava a chegar estando ainda do lado de fora sentada em uma das cadeiras. Eu estava aproveitando o ar fresco da noite e não tinha tomado o meu banho ainda. Nem sequer eu havia entrado em casa após sair mais cedo.
Dando-me uma loucura eu me levantei, fui caminhando até a piscina e entrei na água. Eu estava com o blusão ainda e mergulhei, tornei a emergir e fui me sentar no degrau da escada da piscina, sendo que eu fiquei no degrau baixo onde a água ficou cobrindo o meu ombro. Não me importei com o meu corte em minha perna e fiquei na minha.
.
.
15min depois.
Comecei a sentir frio e saí da água. Dei o meu jeito e entrei sem fazer estragos no chão, imediatamente eu subi. Ao chegar no quarto eu fui direto para o banheiro, tirei a minha roupa e fui para o Box, à água morna fez a diferença. Lavei-me por inteira com calma, acabei deixando as lágrimas vir para poder desabafar e me sentir um pouco melhor. Eu não queria viver mais desta forma. Eu acabaria enlouquecendo com o jeito de Edward em relação a minha pessoa. Eu me sentia tão vulnerável e solitária dentro dessa casa enorme.
.
.
Saí para me secar e fui até o closet, escolhi vestir uma camisola rosa de rendas até muito bonita por sinal e retornei ao banheiro para poder pentear o meu cabelo. Passei um pouco de colônia e fui arrumar a cama do quarto de hospedes ao lado para eu poder dormir. Sendo que eu não iria dormir agora, eu estava o esperando. Passei pomada em meu corte e fiz curativo para não manchar o lençol da cama. Vendo que ficou bom eu saí do quarto e fechei a porta, fui andando devagar e me sentei no alto da escada, eu o aguardaria ali.
.
.
13min depois.
Eu estava distraída quando escutei a maçaneta da porta mexer, era ele que estava chegando. Para não parecer está fazendo papel de boba, eu levantei rápido e achei melhor ir para o quarto o qual dormíamos. Sentei-me na cama e o esperei, não demorou muito a porta foi aberta. Edward tomou um susto ao me ver ali sentada.
—Ainda está acordada? Perguntou ele surpreso.
.
.................................................................(No mesmo instante)
Madrugada de quinta feira, 20 de março.
1h da manhã.
—É, eu estou Edward e precisamos conversar. Após eu falar essas simples palavras, ele me olhou minuciosamente.
—Pode falar, mas eu preciso tomar um banho primeiro.
—Ok, eu aguardo.
.
.
20min depois.
Quando Edward entrou no quarto estando vestido apenas com o short do pijama, ele veio até a mim e eu o olhei.
—Pronto. Falou ele me olhando.
—Não seria novidade..... Comecei meio incerta, mas prossegui estando bem decidida e tomei fôlego. — Cedo ou mais tarde isso aconteceria mesmo Edward.
—Estou ouvindo. Disse ele já demonstrando mudança de humor e se sentou na cama ao meu lado.
—Não somos um casal normal e mal acabamos de nos casar......... Interrompi por me sentir um pouco nervosa.
—Continue. Falou ele quase me penetrando com o olhar dele.
—Eu quero que isso acabe o mais rápido possível Edward e....... eu quero me divorciar. Não dará certo, a menina pode ser criada da forma que eu já sugeri algumas vezes. Viva a sua vida, acabemos com essa farsa e vamos ......viver cada um na sua.
—Isso é que nunca! Falou ele se levantando da cama na mesma hora e isso me assustou um pouco. –SE VOCÊ ACHA QUE EU IREI TE DAR O DIVÓRCIO, SAIBA QUE ESTÁ ENGANADA! NÃO IREMOS NOS DIVORCIAR! ISSO É QUE NUNCA ISABELLA E NÃO!
—Não posso viver desta forma trancafiada aqui dentro dessa casa Edward, eu estou sofrendo. Nós não somos um casal de verdade.
—A culpa foi sua! Tinha a sua liberdade, o segurança que te levava para onde você queria mesmo não sendo da minha total vontade por conhecer a sua arte manhas, mas não soube usá-la e preferiu fazer o que fez!
—Você chega tarde em casa, faz o que quer e quando tem vontade.... E eu? Não estou suportando mais essa situação! Eu não estou Edward. Estou grávida, sensível, sozinha e não estou aguentando mais. Essa não é a vida que eu pedi a Deus ou sonhei. Se você quer continuar saindo com as suas ficante, ótimo, continue, mas fique livre de mim e eu de você. Posso me virar sozinha com a minha filha, posso viver em algum lugar perto daqui por não lhe negar o direito de pai. Você pode viver a sua vida de outra forma, se casar com a Julieta ou com a outra........ Falei o olhando e ele me olhava. –Você pode ter a sua vida e eu a minha. Só não posso mais viver dessa maneira.
—Não iremos nos separar Isabella. Disse ele negando com a cabeça.
—Pra que continuarmos casados? Isso faz parte da vingança? É, eu tinha me esquecido desse detalhe. Falei me levantando da cama e ele veio até a mim.
—Estamos casados e isso nunca irá mudar!
—Deixe-me sair então?
—Está cega por ele!
—Não, eu não estou Edward. Esquece que ele existe!
—Sei que sim!
—Não entendo a sua perseguição se tratando disso, eu não o entendo! Quero poder dar uma volta no shopping, estamos casados e eu estou presa a você! Por que dessa perseguição infundada com o jake?
—Não gosto dele, simples assim e você sabe muito bem!
—Ah! É claro.......... Eu esqueci que essa não é uma situação normal e me lembro o porquê eu vim parar no meio de vocês. Por isso faz isso comigo sem sentir um pingo de pena ou remorso..........Tudo bem Edward, eu não irei implorar mais. Cabe a mim continuar aceitando isso e fazer vista grossa.
Saí do recinto sem bater à porta, entrei no outro quarto e fui acender a luz do abajur. Em seguida eu apaguei a luz central e fui andando devagar até a cama, me deitei e deixei a luz do abajur acesa.
Deixei as lágrimas virem, mas logo eu as sequei. Solucei um pouco e me cobri melhor, estiquei o meu braço e apaguei a luz do abajur. O quarto ficou no escuro e logo a porta se abriu, continuei quieta na minha e a porta tornou a se fechar. Escutei os passos dele no quarto e logo a cama afundou ao meu lado.
—Não iremos............E eu nunca irei te dar o divórcio. Disse ele bem ao meu lado. –Não irei permitir e não ligo de ser egoísta se tratando de você!
—Não liga e nem gosta de mim, não há problema em nos separar.
—Diz isso por não se importar! O que os outros irão dizer?
—Não ligo para o que irão pensar, não estão na minha pele. O que temos é vingança da sua parte e sexo Edward. Não quero isso para o resto da minha vida, mereço mais. Muito mais e nós não somos normais. Tudo é uma farsa, não passa de uma farsa.
—Não quero continuar falando a respeito disso Isabella. Falou ele e pude sentir a respiração dele em meu rosto. Com isso eu acendi a luz do abajur e me afastei.
—Por hoje ok. Sei que nada será resolvido hoje e eu preciso tentar dormir, amanhã eu tenho médico.
—Sei disso.
Tornei a apagar a luz e me ajeitei na cama, fiquei pensativa e depois fechei os meus olhos. Senti Edward se mexer na cama e depois ele se levantou, não demorou muito a porta foi aberta e ele saiu. Ele era bom em andar no escuro, deduzi.
.
.
5min depois.
Não demorou muito, a porta tornou a abrir e ele entrou, a porta foi fechada e eu acendi a luz do abajur. Fiquei o olhando e ele se deitou ao meu lado. Apaguei a luz e tentei relaxar, amanhã, digo, daqui a pouco eu teria que me levantar.
Acabei pegando no sono momentos depois.
.
Às 06:05min da manhã.
Acordei com o celular dele despertando e abri os meus olhos, olhei para o lado e ele dormia estando bem próximo de mim. Olhei no criado mudo a minha frente e ali havia um chaveiro contendo três chaves desconhecida por mim, ao lado estava o cartão de crédito que Edward havia me dado e juro que eu não estava entendendo o que eu estava vendo. Será que ele havia voltado atrás e resolveu me dar à liberdade ou eu estava sonhando com essa possibilidade? Resolvi não mexer e aquilo poderia ser mais uma das armações dele, então me levantei e fui para o outro quarto.
Estando no closet, eu escolhi uma roupa bonitinha e o que calçar, depois eu fui para o banheiro. Tirei a minha camisola, depois as minhas peças intimas e fui me aliviar estando completamente nua. Tomei um leve susto quando Edward entrou no banheiro com a cara amassada de sono e foi escovar o dente dele.
—Temos que nos apressar.
—Eu vou tomar um banho rápido. Falei me levantando e dei descarga no vaso sanitário.
—Tudo bem. Disse ele me olhando, depois tornou a virar e continuou escovando os dentes dele.
Fui até a pia ficando bem ao lado dele e peguei a minha escova, mas desisti de fazer a minha higiene bucal e fui para o Box. Lembrei do meu curativo e o tirei, fui até o cesto de lixo e o joguei fora. Voltei para o Box, liguei o chuveiro e comecei a me ensaboar, sendo enxerido Edward tirou a roupa e veio tomar banho junto de mim. Afastei-me de forma sutil e continuei me ensaboando, depois me enxaguei e saí para me secar.
Sequei-me rápido e fui escovar os meus dentes, enquanto isso Edward se enxaguava e eu o observava sem ser indiscreta. Após escovar os meus dentes eu fui para o closet, hidratei a minha pele e comecei a me arrumar.
.
.
7min depois.
Fiquei pronta e me senti bem da forma que eu estava vestida. vestido branco rendado soltinho, cintinho delicado de lacinho para combinar. o sapato branco com flores rosa completou o look romântico e aprovei.
Saí do closet deixando Edward lá terminando de se arrumar e desci estando com a minha bolsa e tudo que eu precisaria. Fui até a cozinha e fiz café, aqueci um pouco de leite, peguei algumas bolachas e estava mais que bom. Olhando bem, eu precisava fazer uma visita ao mercado. Precisávamos de pão, alguns frios, entre outras coisas. Estávamos abastecidos, mas nem tudo tinha validade longa, eu observava agora a geladeira e Edward entrou na cozinha. Ele se serviu como bem queria e foi para a sala, fiz o mesmo após fechar a porta da geladeira.
Tomamos o café da manhã a mesa e quebrei o silêncio.
—Você precisa ir ao mercado.
—Eu percebi e precisamos mesmo. Podemos ir depois da consulta.
—Por mim, tudo bem. Só ligarei para a sua mãe após a consulta avisando que eu não poderei ir almoçar com ela.
—Podemos ir jantar.
—Ligue para ela então e avise.
—Farei isso. Disse ele mexendo no celular mais que moderno e o levou a orelha.
.
.
—Bom dia Mary, sou eu.
...................
—Liguei para te pedir um favor.
...................
—Diga a minha mãe quando ela acordar, que Isabella e eu iremos jantar aí hoje. Fala que teremos outros compromissos após a consulta médica da Isabella e chegaremos aí por volta das 19h.
.................
—Ok e brigado Mary, até mais tarde.
...........
Edward encerrou a ligação e eu fiquei o olhando.
—Ela dará o recado.
—Ok.
Levantei-me da mesa e fui lavar o pratinho e o copo que eu sujei. Edward também lavou o que sujou e saiu da cozinha. Fui para a sala e fiquei sentada no sofá enquanto ele não descia, acariciei a minha barriga quando a bebê mexeu e Edward apareceu no alto da escada. Ele desceu a mesma e me levantei do sofá, peguei a minha bolsa e saímos da residência.
Fomos para a garagem e vi o Volvo de Edward ali com a lataria novinha em folha, os faróis estavam novíssimos eu os avaliava e Edward me olhou como soubesse que eu estava fazendo uma pequena avaliação. Ele não falou nada e entrei no carro após ele abrir a porta para mim, me olhando ele tornou a fechar a porta. Segundos depois ele entrou no carro e ligou o automóvel, os seguranças nos seguiriam como sempre e saímos da garagem. O portão principal foi aberto e senti o gostinho da minha meia liberdade, era bom poder ver as novidades e fui observando tudo a minha volta. Edward me olhava vez ou outra quando dava e aquilo que ele estava fazendo comigo não era justo, não era justo eu ser mantida presa, mas eu sabia que ele me castigava por causa de jake. Eu só não entendia essa fixação dele, com certeza era mais um de seus caprichos e principalmente por ter relações sexuais comigo. Ele não queria dividir, devia ser esse o problema e fui despertada de meus pensamentos por ele.
—Quando nós chegarmos em casa, teremos uma pequena conversa de marido e mulher. Algo civilizado Isabella.
—Tudo bem. Falei o olhando e com a minha mão espalmada sobre a minha barriga.
—Podemos fazer isso?
—Ok. Eu não tenho nada mais a perder Edward.
—Iremos conversar.
Após encerrarmos a nossa pequena conversa, eu fiquei na minha.
.
.
Um tempo depois.
Chegamos no nosso destino e Edward estacionou o carro. Saí do veículo e fiquei o aguardando, Edward veio até a mim e segurou a minha mão. Juro que fiquei com vontade de afastar a minha mão da dele, mas para evitar possíveis brigas eu deixei pra lá. Fomos caminhando pelo estacionamento de mãos dadas e entramos na clínica, fomos até a recepção e informei o motivo da minha estadia ali. Primeiro era fazer a ecografia e segundo pegar o meu exame de urina. A recepcionista me informou onde ficava a sala para ser realizada a eco e depois me informou para pegar o resultado do exame na recepção do ambulatório.
Edward e eu fomos para o corredor bem mais ao norte da clínica e aguardamos sentados no sofá.
.
10min depois.
Meu nome foi chamado e me levantei, o doutor me cumprimentou ao parar ao lado dele e entramos. Fui até o banheiro da sala e Edward ficou me aguardando do lado de fora. Preparei-me para o exame e saí depois de pronta, deitei-me na maca e o gel foi passado em mim. O exame começou a ser realizado e pela tecnologia estar bem avançada, eu pude ver com perfeição as formas do bebê. Não consegui conter as lágrimas e logo a tela ficou escura no modo tradicional, os batimentos cardíacos eram constantes e nada passava despercebido aos olhos clínico do médico. Tudo estava sendo digitado e bem observado.
.
.
O exame acabou e fui para o banheiro me limpar, depois de limpa eu saí do recinto. O doutor me entregou os papéis e as imagens da eco, fiquei as observando e me despedi do doutor no término da consulta com um cumprimento e um sorriso.
Ao me ver saindo, Edward se levantou do sofá e veio até a mim.
—E aí?
—Parece que está tudo bem, agora irei marcar a minha consulta com a doutora.
—Vamos passar lá na recepção e resolver logo isso.
—É, mas preciso pegar o resultado do exame primeiro.
—É eu sei.
Fui andando ao lado dele e fomos até a recepção do ambulatório, peguei o meu resultado e nos dirigimos para a outra recepção. A moça olhou as datas disponíveis e escolhi segunda feira dia 24 de março, estava de bom tamanho para mim. Depois de tudo acertado nós nos retiramos, fomos caminhando pelo estacionamento e paramos ao lado do carro dele.
—Tem um supermercado próximo lá da casa, podemos ir lá. Tudo bem?
—Ok.
Edward abriu a porta do carro e eu entrei, ele tornou a fechá-la e deu a volta. Ele entrou e logo ligou o carro, saímos do estacionamento e olhei para o retrovisor, os seguranças estavam bem atrás e fiquei os observando.
—O que foi? Perguntou ele me olhando rapidamente.
—Nunca anda sozinho?
—Quando se tem muito, é bom evitar. Dinheiro é atrativo das vespas.
—Dinheiro nunca será o mais importante para mim. Não vou mentir e falar que ele não ajuda, até porque eu estou........
—Continue. Instigou-me ele.
—Deixa pra lá. Falei me lembrando das contas do meu apartamento.
—Eu gostaria de saber.
—São bobagens de grávida.
—Desculpe, mas não sei se eu acredito em você.
—É constrangedor para mim eu estar dependendo das pessoas as quais os meus pais prejudicaram. É envergonhoso levantar o meu rosto a maioria das vezes quando os seus tios estão presentes e ter que aturar algumas indiretas! Estou exausta com os efeitos colaterais dessa gravidez inesperada. Eu estou sufocando dentro daquela casa e a pior parte é ter sido condenada por aquilo que eu não tive culpa! Passei por coisas que eu não desejaria nem para o meu pior inimigo, mas bem ou mal algumas coisas melhoraram ao meu ver. Falei com os meus olhos cheios de lágrima e de ambos os lados escorreram.
Edward ficou quieto após as minhas palavras e continuou dirigindo. Sequei as lágrimas que rolaram e senti a minha bebê mexendo pra valer.
.
.
1h e 15 min depois.
Chegamos no supermercado e um dos seguranças nos acompanhou ficando um pouco distante sem chamar a atenção, até porque ele estava com roupa normal e não social como a maioria das vezes. Edward foi pegar um carrinho e depois veio até a mim.
—Pegue tudo que você acha que está precisando.
—Você também sabe, eu, eu. Falei sem jeito, o dinheiro era dele e eu não queria abusar pra depois ele falar que eu era uma aproveitadora.
—Isabella, pegue o que quiser.
—Irá jogar na minha cara depois, não obrigado e pegue você.
—Eu joguei na sua cara a bolsa que eu comprei para você? Por acaso eu joguei na sua cara o que bebeu lá no bar do Resort? Por acaso eu....
—Até hoje não.
—Eu não irei jogar, agora pegue o que você acha que iremos precisar lá. Falou ele bem próximo de mim sem parecer grosseiro e ao longe o segurança nos olhava.
—Ta, tudo bem Edward.
—Pegue o que você quiser.
—Ok. Na verdade, não precisamos de muita coisa.
—Pegue o que você quiser.
—Juro que eu não entendo as suas mudanças de humor Edward. Falei me afastando dele.
Fui para a ala da padaria e peguei alguns pacotinhos de pães, torradas, uma bandejinha de pão doce e estava muito bom. Edward quis pegar umas besteirinhas ali como folhado, pão integral e fomos para a ala dos frios. Pegamos tudo que queríamos e fomos pegar algumas carnes também. Afastei-me dele e fui na ala de congelados, havia muitas coisas gostosas pré-pronta e me deliciei ao pegar algumas caixinhas. Olhei para trás e Edward estava na fila para pesar algumas verduras, pelo menos pegar ele sabia, menos preparar. Lembro-me que a comida que ele me servia lá naquele lugar esquecido era muito boa e duvidava agora se era ele quem as preparava, na certa devia ser algum daqueles seguranças. Há homens que cozinham muito bem.
Sumi das vistas dele segurando quatro caixinhas de comida pré-pronta e fui pegar alguns biscoitos recheados, fiquei escolhendo outros e nas minhas mãos já não cabia mais nada. Ao longe o segurança me filmava e fingi não o ver, passei para o outro corredor e fui até Edward que esperava na fila um pouco impaciente.
—O que há?
—Por que sumiu das minhas vistas?
—Fui pegar essas coisas.
—Ah ok.
—Qual o motivo do stress agora?
—Esse rapaz deve ser novo, está custando a pesar as coisas.
—Deve ser. Irei pegar outras coisas.
—Espere-me, eu irei junto.
—Já saquei a sua, agora pare de bobeira Edward.
Eu estava lidando com um homem um pouco neurótico só podia e me afastei. Fui em uma ala mais afastada pegar sucos e refrigerante ainda havia bastante em casa, mal bebíamos. Quando me virei Edward vinha na minha direção.
—Já pesei.
—Ok.
—Pega mais caixa de suco, nós bebemos bastante.
—Escolha as que você quiser.
—Por mim, tudo bem.
Edward sendo um pouco exagerado pegou várias caixinhas. Fiquei o olhando e quando ele terminou, nós fomos pegar outras coisas.
.
.
Nos demos por satisfeitos e fomos para o caixa, Edward pagou as compras com o cartão e eu ajudei a moça a guardar a nossa compras. Fomos para o estacionamento e guardamos as bolsas no porta mala, a seguir eu entrei no carro e fechei a porta. Edward entrou no veículo e fomos embora.
.
.
20min depois.
Chegamos e Edward estacionou o carro, desci do veículo sem esperar que ele ou um dos seguranças viessem abrir a porta para mim e fechei a porta. Edward abriu o porta mala e começou a tirar as bolsas de compra, nisso um dos seguranças veio o ajudar. Ele abriu a porta da sala e as compras foram levadas para a cozinha, até eu ajudei a levar duas bolsas somente para não carregar muito peso.
O segurança nos deixou a só e começamos a guardar as coisas, ao olhar a hora no relógio da cozinha.
—Já passa do meio dia Edward. Não vai trabalhar?
—Digamos que estou de folga. Falou ele guardando as compras no armário.
—Está mentindo, você faltou o trabalho.
—Querendo ou não sou um dos chefes.
—Sei disso.
Parei com a conversa e comecei a guardar as coisas rápido, eu teria que preparar o almoço e por isso me apressei. Depois que guardamos tudo, Edward saiu da cozinha e eu fui lavar as minhas mãos para poder começar a preparar o almoço.
.
Quando o mesmo ficou pronto, eu lavei a louça e fui arrumar a mesa. Deixei tudo organizado a ponto de só servir depois e subi indo para o quarto. Edward já cansava de ter subido. Eu ao entrar no quarto o encontrei falando ao telefone estando deitado na cama com o ar e a televisão ligada, ele já estava de banho tomado pelo visto. Seus cabelos estavam úmidos e ele vestia apenas uma bermuda. O avaliei rápido e fui para o closet, lá eu peguei uma saia, uma blusa de alça, peguei uma calcinha e fui para o banheiro tomar um banho rápido.
.
.
Terminei de me lavar e saí para me secar. Vesti-me rápido e fui pentear o meu cabelo, depois passei um pouco de colônia e já estava de bom tamanho. Passei pomada em meu corte que já estava bem melhor e saí do banheiro, eu ao entrar no quarto...
—Edward, você vai querer comer?
—Vou.
—Estou indo almoçar agora.
—Então vamos. Falou ele desligando a televisão e saímos do quarto.
Andei um pouco mais rápido que ele e desci a escada, fui para a cozinha e coloquei a comida em nossos pratos. Arrumei tudo na bandeja e levei para a sala, Edward já me aguardava sentado à mesa e coloquei o prato dele primeiro, depois foi o meu. Após colocar os nossos pratos eu fui até a cozinha pegar as nossas bebidas e voltei, sentei-me e começamos a comer. A comida para mim estava muito boa e comi devagar, me lembrando de algo que ele sugeriu mais cedo.....
—A respeito de que é a nossa conversa?
—Convivência, colocar alguns pontos nos “ i ”, é isso.
—Iremos conversar agora?
—Após a comida é melhor.
—Também acho. Após eu falar, continuamos a comer e eu não sabia dizer se ele estava achando boa a comida ou não. Eu precisava falar e foi o que eu fiz. –Se a minha comida não o agrada, há comida pré-pronta lá no freezer.
—Iremos conversar a respeito disso também, mas não agora.
—Bem, você que sabe.
Paramos de falar e continuamos a comer, bebi um pouco de suco de maracujá e Edward bebia suco de amora. Por eu andar bem agitada ultimamente, eu preferi o maracujá que funcionava muito bem para mim.
.
.
25min depois.
Levantei da cadeira e levei o meu prato para a cozinha, Edward fez o mesmo, mas cada um lavou o seu prato e copo. Arrumei a cozinha de leve e fui para o banheiro do quarto escovar os meus dentes. Edward ficou lá em baixo vendo televisão e se ele queria conversar comigo, que ele viesse até a mim, eu não iria descer por me sentir um pouco cansada. Após escovar os meus dentes eu me aliviei, fui lavar as minhas mãos e saí do banheiro. Preferi ficar ali no nosso quarto mesmo a ir me deitar no quarto de hospedes, então liguei a televisão e me deitei. Não demorou muito Edward entrou no quarto, ele foi para o banheiro e acredito que para escovar os dentes. Ele não fechou a porta e eu continuei assistindo televisão, passava um filme de romance e eu adorava romance.
.
.
Edward retornou ao quarto e veio se deitar na cama, mas me lembrando da nossa conversa eu me sentei e apoiei a minhas costas na cabeceira. Vendo a minha atitude, Edward se aproximou e se sentou bem perto de mim.
—Então??
—Quero que a nossa conversa seja civilizada.
—Por mim será, desde que eu concorde com o que será dito por você.
—Primeiro eu quero deixar claro que está fora de cogitação a nossa separação.
—É, isso está claro para mim. Sendo que ninguém é obrigado a ficar casado com quem não quer.
—Infelizmente eu sou egoísta e passarei por cima disso.
—Então me diz por quê? Que pergunta boba, claro que é parte da vingança!
—Você sabe que foi o meu pai que bem dizer me obrigou a me casar com você, isso por causa da menina, claro.
—E com medo de perder a boa vida você aceitou.
—Tudo de material que eu tenho, foi porque eu trabalhei também. Ele é o meu pai e.....
—Agora você o chama de pai? Cadê o Carlisle?
—De qualquer forma ele é o meu pai, mas você sabe o que ele aprontou com a minha mãe!
—Ela que foi a vítima já o perdoou.
—Eu também fui! Falou ele me olhando.
—Eu que o diga também. Falei olhando para a janela e tornei a olhar para ele. –Prossiga.
—Não seja teimosa, aceite que a Victória cozinhe para nós.
—Por que desse seu insistente interesse?
—Você está grávida, vive se sentindo mal e....
—Parte disso é culpa sua, você sabe muito bem disso.
—Que seja, mas a minha mãe acha melhor a moça cozinhar para nós e evitar um acidente seu com as panelas quente.
—Veja o quanto a sua mãe é nobre comigo.
—Podemos prosseguir como eu sugeri? Na paz?
—Claro, continue.
—Victória passará a cozinhar.
—Arranje outra, aí sim eu aceito que a nova funcionária cozinhe aqui.
—Não piore tudo Isabella! Ela é de confiança e não irei por qualquer uma aqui dentro de casa, sabe disso!
—Existem muitas pessoas honestas ainda, ela não é a única!
—Me confessa uma coisa.
—O quê? Perguntei o olhando.
—Por que dessa implicância repentina? Juro que eu não entendo isso.
—Você sabe e se faz de bobo, por isso a quer aqui! É um sem vergonha e não escapa nem as empregadas.
—Então é isso?
—Por exemplo?
—Está com implicância por achar que eu irei dar em cima dessa moça?
—Antes eu não era, mas passei a ser a empregada e não escapei. Ou não está lembrado?
—O nosso caso é diferente e começou bem antes disso.
—Não vejo diferença Edward, não mesmo. Aliás, há uma grande diferença por ela não ser uma das vítimas da sua vingança.
—Não devia se importar, você vive afirmando que eu posso levar a vida de solteiro porque estamos unidos apenas no papel.
—E é verdade. Falei cruzando os meus braços.
—Saiba que eu não tenho um pingo de vontade de ficar com essa moça.
—Talvez eu até acredito em você, sei que há a outra, mas isso não vem ao caso. Problema é seu! Só não irei passar por palhaça na frente da arrumadeira! Quer sair? Que saia! Quer chegar tarde? Que chegue e saia com as outras quando bem quiser, mas não essa menina que trabalha aqui dentro!
—Se eu chego tarde é porque eu estou trabalhando.
—Mentira! Não me venha com mentiras esfarrapadas Edward!
—Tudo bem, da última vez eu fui conversar com um amigo em um barzinho e a hora acabou passando. Ficamos entretidos com a conversa e a bebida, por isso eu cheguei tarde.
—Não precisa me dar explicações.
—Mas eu quero falar! Estou falando a verdade. Disse ele me olhando nos olhos. –Nos casamos e temos uma vida sexual, eu não ando procurando por outra na rua. Ando trabalhando muito Isabella e é muita responsabilidade.
—Que bobagem! Falei secando uma lágrima que rolou sem o meu consentimento.
—Depois que nos casamos eu não saí com outras porque eu não quis.
—Prefiro mudar de assunto. O que mais tem para me falar?
—Quero que levemos esse casamento a sério.
—A sério? Traduz.... Não vou viver presa para o resto da minha vida Edward, juro que sou capaz de cometer uma loucura a viver infeliz.
—Não deveria pensar assim, dará à luz em poucos meses. Pense na menina.
—Penso nela e não suportaria vê-lo a maltratando por minha culpa.
—Eu jamais faria isso, podemos conviver numa boa Isabella.
—Reveja os seus conceitos primeiro, depois conversaremos a respeito de “viver numa boa”.
—Estamos conversando já. Não vou mentir e falar que confio em você depois do que eu vi lá naquela boate, isso só piorou as coisas. Prefiro ser sincero.
—Estamos quites então, você não pode cobrar de mim e não tem esse direito!
.
.
2min depois após o silêncio repentino.
—Não quero que isso se repita, que você tenha um caso com outro homem nas minhas costas. Estamos casados agora e por descuido há um bebê.
—Sim, dá para perceber.
—Podemos viver numa boa?
—Nós mal nos falamos decentemente, isso para mim não é viver numa boa.
—Vamos melhorar isso? Que seja para um convívio melhor e tem a minha mãe, não quero decepcioná-la.
—Então não se envolva com drogas! Já começa por aí em não a desapontar.
—Não estou, não sou um moleque Isabella.
—Se é para um convívio melhor e pela sua mãe, tudo bem. Faça o mesmo. Falei me deitando na cama. –Como eu já disse, eu não tenho nada a perder mais, eu já perdi tudo.
—Não quero que sempre que eu chegar um pouco mais tarde, você pense que é porque eu estou com outra mulher. Disse ele me olhando nos olhos. –Estamos morando um pouco mais afastados e tem a academia, você não pode reclamar, não falta nada aqui.
—Não estou reclamando quanto a isso, sei que tem de tudo aqui Edward e isso é o que menos importa para mim, bens materiais. É por eles que eu vim parar onde eu estou......... Alice me comprou roupas novas, sua mãe e ela fizeram um casamento lindo. As dicas para a lua de mel foram perfeitas e agradeço a elas por isso, mas não é real e eu não sou a Alice no mundo das maravilhas.
—Mas eu também concordei, não que eu me vanglorie por isso, mas......
—Não sou boba, sei que o dinheiro saiu do seu bolso. Falei o interrompendo.
—Foi possível porque eu também quis, saiba e lembre-se sempre disso.
—Sei... Falei o olhando pensativa e senti a minha filha mexendo. –Quer então que eu me ajoelhe e o agradeça por tudo que você tem gastado até aqui?
—Não pedi isso. Disse ele me olhando sem piscar. –Eu estava cooperando lá na lua.......
—Foi temporário isso. Falei o interrompendo, eu estava bem arredia por causa da minha atual situação.
—Não quero piorar tudo Isabella e, eu também não irei abrir mão do casamento e não posso mantê-la presa. Disse ele tirando as chaves da gaveta do criado mudo e as colocou em minha mão.
—Então eu......
—Não irei mantê-la presa, mas quero que se lembre que está casada ao andar na rua e haja como tal. Terá o Lima como o seu motorista e ele é tão competente quanto o Sebastian. É inegociável essa minha decisão.
—Eu aceito. Falei me sentando e ficamos frente a frente.
—Somos um casal e sempre será assim.
—Não entendo o porquê você.....
—Não fale nada. Disse ele de forma calma. –Pode ser dessa forma?
—Eu vou...
—Ótimo, iremos cooperar. Você não quer que a Victória cozinhe mesmo?
—Não.
—Então teremos que voltar para a casa da minha mãe.
—Não estou inválida Edward!
—É indiscutível isso. Mesmo que voltemos para lá temporariamente, seu motorista será o Lima.
—Eu já concordei.
—Resolverei esse assunto de contratar alguém e voltaremos.
—Não há necessidade!
—Minha mãe ficará feliz, ela terá com quem conversar.
—Digo o mesmo.
—Ok. Disse ele se deitando ao meu lado. –Sairemos às 18h de casa, podemos descansar um pouco.
—Tudo bem.
Ajeitei-me no travesseiro e fiquei o olhando, movi os meus dedos sentindo a chave em minha mão e a olhei.
—Saiba aproveitar. Disse ele me olhando.
—Está com medo que eu o traia?
—Não estou fazendo isso, espero que faça o mesmo.
—Quando iremos voltar lá para a casa da sua mãe?
—Já estamos indo para lá mesmo, iremos hoje.
—Para não decepcionar a Alice, nós podemos ficar lá e cá. Dê uma desculpa, mas não fale que iremos morar lá, até porque é temporário.
—É, pode ser.
Edward fechou os olhos e eu me levantei da cama, fui até o closet e guardei as chaves em minha bolsa. Senti-me aliviada por ter a minha liberdade de volta e por milagre ele voltou atrás. Eu não queria aquela arrumadeira oferecida todos os dias aqui, eu de certa forma não confiava nela e que bom que Edward não insistiu. Saí dos meus devaneios e voltei para o quarto, deitei-me na cama e Edward veio até a mim.
—Isso é seu. Falou ele colocando o cartão de débito em minha mão e o segurei sem jeito.
—Há de tudo aqui, não precisa.
—É seu.
—Desculpe, mas eu não irei aceitar. Não encare isso como uma reação negativa minha Edward, apenas não quero aceitar.
—É a minha esposa agora, não irei jogar isso na sua cara.
—Pegue. Falei devolvendo o cartão e ele o segurou me olhando sem piscar.
—Você não tem dinheiro.
—Darei o meu jeito.
—Não irá pedir para ele e.....
—Pare de bobeira! Eu não pedirei dinheiro a ninguém.
—O cartão é seu, guarde-o. Disse ele o entregando a mim novamente.
—Para manter a paz, eu o guardarei no closet e ficará aqui.
—Gaste-o quando quiser e essa é a senha. Disse ele me entregando o papelzinho e o li, a senha era de seis números e fácil de memorizar. Rasguei o papel e coloquei os pedacinhos no criado mudo.
—A senha é fácil, mas não pretendo gastá-lo.
Coloquei o cartão na gaveta do criado mudo e me deitei, Edward foi se deitar no travesseiro dele e fechou os olhos estando um pouco chateado. Lembrei de colocar o relógio para despertar às 17h e tornei a me deitar após programá-lo.
Pensei em tudo que nós conversamos e eu ficaria na minha desde que ele não aprontasse comigo. Edward queria a paz por causa da família, então, eu não iria contra por ser o mínimo que eu podia fazer. Eu não iria gastar o dinheiro dele, o meu apartamento seria vendido o mais rápido possível e assim eu esperava mesmo. Vendê-lo era prioridade número um agora e eu teria dinheiro. Eu ainda me lembrava das palavras dele em falar que eu tinha olho grande nas coisas deles e essa era uma prova que eu daria a ele. Eu não tinha olho grande nas coisas dos outros e mesmo ele tentando manter a paz agora, era difícil me esquecer das coisas que ele me fez. Ele feriu a minha alma e mesmo eu não resistindo na hora da intimidade, estava sendo difícil me enquadrar nessa nova vida de casada.
Olhei para o lado e Edward estava de olhos fechados, se era para descansar faríamos direito. Desliguei a televisão e me deitei de lado, fechei os meus olhos e acabei dormindo pra valer momentos depois.
.
.
Às 17:03min.
—Isabella, Isabella acorde. Chamava-me Edward.
—Hum?
—Ta na hora de se arrumar.
—Estou limpa, irei apenas me trocar. Falei abrindo os meus olhos e ele estava bem a minha frente.
—Tudo bem, só não demore.
—Não irei. Falei me sentando
Edward foi para o closet e eu me levantei, fui para o banheiro me aliviar e após eu lavar as minhas mãos eu me maquiei. Não fiz nada exagerado e me perfumei. Vendo que eu estava bem, eu fui para o closet encontrando Edward todo arrumado e procurei o que vestir no meio de milhares de roupa. Edward saiu do closet, peguei uma sandália de ponta de agulha nem muito alta e nem muito baixa e a calcei. Tirei a minha roupa de andar em casa e vesti a de sair, eu estava muito bem apesar de aparentar estar com uma melancia na barriga. Meu vestido era decotado na cor cinza e com detalhes em preto. Ele era coladinho no corpo. Pela temperatura estar caindo eu vesti uma jaqueta de cor creme e ficou bom.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Peguei algumas roupas e as coloquei numa mala menor, me dando por satisfeita eu saí do recinto e depois do quarto puxando a mala com rodinhas. Ajeitei a minha bolsa no ombro e fui andando devagar, ao chegar no alto da escada, Edward me aguardava já com a chave do carro e ele me olhou de cima a baixo bem discretamente. Ele veio até eu pegar a mala e saímos de casa, Edward trancou a porta e fomos para a garagem. Minha mala foi guardada e entrei no carro, Edward entrou logo a seguir e saímos do local na companhia de dois seguranças.
A noite já reinava eu observava e sorri levemente, eu precisava resolver os meus assuntos e agora eu tinha a minha liberdade. Edward me castigou feio ao me deixar isolada por esses dias, isso era o que eu mais detestava, que era ficar presa. Olhei para ele e fiquei o observando dirigir, mas fui pega de surpresa.
—O que foi? Perguntou ele normalmente sem me olhar, pois ele prestava atenção no transito.
—Nada, só estou pensando.
—Estava me olhando.
—É eu estava, mas ao mesmo tempo eu estava pensativa e não é nada demais. Se sente incomodado por causa disso?
—Não.
—Fará a sua mala hoje ainda?
—Tenho muita roupa na casa da minha mãe, não terei problema. Irei amanhã na parte da tarde, quase noite já que o voo é às 17:30min.
—Sei. Falei olhando para a janela rapidamente e tornei a olhá-lo.
Preferi encerrar o assunto e fiquei quieta na minha, Edward dirigia de forma tranquila e relaxei no banco.
.
.
Um tempo depois.
Chegamos na mansão e Edward estacionou o carro. O segurança veio abrir a porta para mim e saí, o agradeci e a porta foi fechada. Edward saiu do veículo e o trancou, depois veio até mim e segurou na minha mão.
—O segurança levará a mala.
—Ok.
Fomos andando entre os carros e Carlisle já estava em casa, o carro dele estava ali. Andamos devagar pelo jardim e chegamos na porta da cozinha, a mesma estava fechada e Edward a abriu. Estava ali apenas a Mary.
—Boa noite Mary. Edward a saudou.
—Boa noite patrãozinho.
—Boa noite Mary.
—Boa noite bella. Disse ela sorrindo.
Fomos para a sala e encontramos Esme sentada no sofá, ela escutava a televisão e olhou para o lado ao escutar a nossa aproximação.
—Oi. Falei ao nos aproximarmos e Esme sorriu.
—Chegaram. Falou ela demonstrando entusiasmo.
—Sim. Falei indo abraçá-la e fui retribuída. –Cadê o Carlisle?
—Está no banho, ele chegou ainda agora. A janta já está pronta e eu aguardava vocês.
—Hummm!!! Fiz sorrindo.
—Boa noite mãe. Falou Edward dando um beijo na testa dela.
—Boa noite filho. Disse ela sorrindo.
—Eu estava com saudades de Você. Falei segurando na mão dela.
—Eu mais ainda, agora eu passo a maior parte do meu tempo aqui sozinha. Disse ela um pouco triste, mas disfarçou em seguida. -Vez ou outra a Victória vem conversar comigo e Mary também vem, mas eu sei que a casa é muito grande e há muito trabalho.
—Isso é, mas eu tenho uma boa notícia para te dar.
—Qual filha? Perguntou ela curiosa.
—Eu e Edward ficaremos lá e cá para você não se sentir sozinha e nem eu.
—O motivo é mesmo esse? Não estão brigando né?
—Claro que não, saiba que eu também me sinto sozinha naquela mansão. Pedi a Edward para ficarmos lá e cá.
—Sabe que aqui a casa também é de vocês e para ser sincera, eu preferia que morassem aqui, mas eu sei que os dois já são crescidos.
—Sei disso. Nós podemos ficar aqui essa noite e eu a outra noite também?
—Mais é claro que sim! Fique o quanto quiserem
—Iremos mesmo. Falei sorrindo.
—E a consulta médica, como foi?
—Acredito que está tudo bem.
—Isso é ótimo!
—É sim. Hoje eu pude ver a minha bebê, a imagem estava meio alaranjada, estranha, mas foi perfeito.
—Acredito que você será uma boa mãe querida.
—Eu também espero, sou de primeira viagem e estou um pouco receosa. Acho que é normal na minha idade.
—Saiba que há mulheres que engravidam um pouco mais tarde e ficam da mesma forma que você.
—Acredito que sim Esme, eu acredito que sim.
—Vem aqui. Disse ela abrindo os braços e eu fui abraçá-la. Nesse momento tuquinha apareceu na sala e ficou pedindo colo ao Edward. Ele a pegou e ficou brincando com ela.
Ficamos conversando enquanto Carlisle não descia, Edward estava com a tuquinha no colo e a cachorrinha demonstrava está contente por causa disso já que não parava quieta. Vez ou outra eu passava a mão em minha barriga ao sentir a minha filha mexendo e teve momentos que eu ficava bem distraída e pensativa. Finalmente Carlisle desceu e ao se aproximar...
—Boa noite e olá Carlisle. O cumprimentei me levantando do sofá.
—Boa noite querida. Disse ele me cumprimentando com um beijo em cada lado da minha bochecha. –Como vão as coisas?
—Bem. Falei me sentando novamente.
—Olá filho.
—Oi.
—Não foi hoje, algum problema?
—Fui para a consulta médica da Isabella e depois fomos para o supermercado, ao chegarmos em casa nós almoçamos e acabamos dormindo.
—Isso é verdade. Falei sorrindo levemente.
—Fico feliz que vieram jantar aqui.
—Eu também estou Carlisle. Falei sorrindo para ele.
—Eles irão dormir aqui conosco meu bem. Falou Esme sorrindo.
—Como nos velhos tempos. Disse ele nos olhando.
—É. Edward irá viajar amanhã e eu não quero ficar sozinha lá naquela mansão enorme.
—É o meu filho fará uma viagem a negócios com a secretária, e ela irá para o auxiliar na reunião.
—Com a secretária?
—Sim. Falou Carlisle me olhando e nisso ele conseguiu enxergar a minha surpresa. –Edward não falou nada?
—Sim, ele me falou. Menti.
—Menos mal então.
—É. Falei olhando para Edward e tornei a olhar para o pai dele. –Por isso eu achei melhor ficar aqui, estou cansada de ficar sozinha. Agora se me deem licença, eu preciso me aliviar.
—Tem toda filha.
Levantei-me do sofá olhando bem para Edward e me afastei, fui andando um pouco rápido e tuquinha ficou latindo. Fui até o banheiro social e entrei, tranquei a porta do banheiro e fui me sentar na bancada da banheira. Edward era mesmo um mentiroso, ele não quis me falar a respeito que a secretária iria viajar com ele. Fui me olhar no espelho e sem ser convencida, eu era uma moça mesmo bonita, melhorou ainda mais após eu pintar o meu cabelo e deixar na cor natural. Eu merecia alguém que me desse amor de verdade e carinho. Alguém que tivesse paciência comigo, alguém que me cumprimentasse a cada amanhecer com um selinho e me desejar um bom dia com um abraço. Eu queria ser amada de verdade e não amedrontada como Edward me deixava às vezes. Por exemplo, ele me manter trancafiada.
O sexo era mesmo bom, eu diria maravilhoso e sensacional para ser sincera. Edward era de momento e lembrei de alguns momentos nosso durante a lua de mel. Eu não o entendia às vezes e isso estava me fazendo mal, piorou por ele ter mentido e na certa estava indo tratar dos negócios e se divertir com a tal secretária. Eu não ligaria, eu não ligaria pensei e fui me aliviar.
.
Lavei as minhas mãos e escutei alguém batendo na porta, mas soube quem era.
—Senhora?
—Sim, eu estou aqui Victória.
—A senhora está bem?
—Por que me pergunta isso?
—Pediram-me para vir saber já que o patrão achou que a senhora está demorando.
—Já estou saindo.
—Ok, eu irei avisá-los.
—Obrigado.
Respirei fundo e abri a porta do banheiro, Victória não estava mais ali e fui caminhando devagar até a sala, ao chegar lá.
—Tudo bem querida?
—Tudo bem Carlisle.
—Eu disse isso a ele senhora. Falou Victória. –Sirvo a janta agora?
—Por favor. Falou Esme um pouco pensativa.
—Estou faminta. Falei sorrindo. –Acho que agora eu estou comendo por três. Falei para tentar animar a Esme e ela sorriu.
—Então que a comida seja servida.
—Ok. Falou a arrumadeira se retirando.
.
O jantar foi servido e comemos, a comida estava deliciosa e comi as vieiras saboreando. Evitei olhar para Edward e o ignorava a todo o momento. Fiz de forma sutil ficando na minha e conversei bastante durante o jantar com os pais dele.
A sobremesa foi torta trufada de framboesa, morango e chocolate branco, por cima havia chantilly e ficou muito bom. Comi duas vezes um pedaço generoso e me senti satisfeita, depois Mary retirou os pratos e fomos para o centro da sala.
Carlisle colocou um cd e uma música instrumental suave começou a tocar, após isso ele se sentou ao lado da esposa e nos perdemos na conversa.
.
1h e ½ depois.
—Já deve estar tarde. Falou Esme abraçando o esposo.
—Já passa das 23h amor.
—Eu me diverti. Disse ela sorrindo.
—Eu também. Falei segurando na mão dela.
—Que bom!
—É. Falei afirmando. –Eu já estou com sono.
—Eu também, mas isso por causa do vinho.
—Você bebeu bem.
—Um pouco. Disse ela sorrindo. -Vamos subir amor?
—Claro, amanhã é dia. Falou Carlisle se levantando e a auxiliou a se levantar cheio de carinho e cuidado.
—Boa noite meus amores. Falou Esme.
—Boa noite mãe. Falou Edward segurando a taça de vinho dele e foi dar um beijo na testa da mãe. –Boa noite Carlisle.
—Boa noite filho. Disse Carlisle o olhando e olhou para mim. –Boa noite minha nora querida.
—Boa noite Carlisle. Eu irei subir agora também.
—Então vamos.
—É, vamos.
Os segui e Edward apertou o botão para arriar as proteções, ao subirmos a escada ele foi para a cozinha provavelmente para deixar a taça sobre a pia.
Os pais de Edward foram para o quarto após me cumprimentarem com um abraço e abri a porta do quarto de Edward, tornei a fechar a mesma e liguei o ar condicionado. Depois eu fui para o closet e escolhi uma camisola vermelha, ela era muito bonita e optei por tomar um banho relaxante antes de dormir. Entrei no banheiro e me despi, Edward entrou no quarto e veio até a mim.
—Viu a sua mala no closet? Perguntou ele me olhando nos olhos e não para o meu corpo.
—Sim.
—Tudo bem.
Ele sumiu das minhas vistas e entrei no Box, liguei o chuveiro e comecei a me ensaboar.
.
.
Minutos depois.
Edward entrou no banheiro e eu o olhei, mas eu não iria reprová-lo por sentir medo dele tornar a me trancafiar em casa. Ele escovou os dentes apenas e saiu do banheiro, o segui com o meu olhar e ele ligou a televisão. Terminei de me lavar e desliguei o chuveiro, saí para me secar e me sequei bem. Peguei a minha camisola e a vesti, ela ficou bonita em meu corpo e penteei o meu cabelo, depois passei um pouco de colônia e escovei os meus dentes. Peguei o kit de primeiros socorros na gaveta do banheiro e passei um pouco de pomada em meu corte, mas só um pouquinho mesmo e estava de bom tamanho por estar cicatrizando bem. Eu ao sair do banheiro, Edward entrou. Ele se despiu e foi se lavar, já eu me acomodei sob os edredons apreciando o momento de bem star.
.
.
Edward não demorou muito sob a água por estar limpo e saiu para se secar, ele vestiu somente o roupão após se secar com a toalha e apagou a luz do banheiro, após esse ato o quarto ficou sendo iluminado apenas pela televisão. Ele se deitou ao meu lado e de frente para mim, o olhei por breves momentos e sem se sentir intimidado, ele veio até a mim. Ele rodeou a minha cintura e me puxou para si, ao vir me beijar eu virei o meu rosto bem lentamente para afastá-lo sem ser estúpida, mas na verdade ele merecia que eu agisse assim. Eu não agi da forma que ele realmente merecia e me afastei pouca coisa estando ele rodeando a minha cintura ainda.
—Eu quero dormir Edward. Falei um pouco baixo.
—Eu quero.......
—Sexo. Falei o interrompendo e o olhei, nisso ele me deu um selinho e moveu a mão em minha cintura.
—Irei viajar amanhã, quero poder estar com você hoje.
—Eu estou um pouco enjoada. Menti.
—Então é melhor irmos dormir.
—É MELHOR, digo, é melhor mesmo. Falei me controlando, minha vontade era de acusá-lo de mentiroso e socá-lo.
Afastei-me dele disfarçando ao ajeitar o edredom e continuei deitada de barriga pra cima. Edward se ajeitou melhor na cama e ficou na dele.
.
.
30min depois.
Bocejei já me sentindo bem sonolenta e Edward ainda estava acordado, me virei de lado de frente para ele e fechei os meus olhos. Senti sua aproximação e sem eu esperar ele me beijou, mas me afastei dele e o olhei.
—É melhor ir dormir Edward.
—Não tem nada demais em um beijo.
—Tem sim, você, você............. Desisti de acusá-lo de mentiroso e continuei o olhando.
—O que tenho eu?
—Irá viajar amanhã, precisa estar descansado e eu não estou bem com esse leve enjoo. Quero dormir.
Virei-me para o outro lado, eu estava bem sonolenta e tornei a fechar os meus olhos. Não demorou muito e acabei dormindo.
.
.
..........................................................................
Sexta feira, 21 de março.
09:23min da manhã.
Despertei com um peso em minha cintura e abri os meus olhos, ao olhar para baixo vi ser o braço de Edward e tentei tirá-lo. Eu estava muito abalada com a prisão domiciliar recente e grávida ainda por cima piorava tudo, eu estava bem fragilizada sentimentalmente e mentalmente.
Ao tentar tirar o braço dele que estava em volta da minha cintura, ele se mexeu e se aproximou ainda mais de mim. Ele estava colado em minhas costas e tentei me afastar novamente, mas dessa vez eu me afastei ao me sentar na cama e olhei para o lado, Edward dormia ainda. Olhei para o criado mudo ao lado dele e avistei o seu celular, eu queria saber que horas eram e me levantei. Calcei o meu chinelo e dei a volta na cama, peguei o aparelho e apertei uma das teclas para iluminá-lo, era 09:25min da manhã. Juro que me bateu uma curiosidade tremenda de olhar a agenda de contatos dele, mas fiquei com medo dele acordar e eu pôr tudo a perder novamente. Coloquei o celular de volta no criado mudo e fui olhar a vista da janela, a mesma estava fechada por causa do ar e olhei mesmo assim através do vidro. Observei que o mar estava calmo e só aí me dei conta, Edward tinha que ir trabalhar e fui até a cama.
—Edward, Edward acorda. Eu o chamava e sacudia de leve o ombro dele.
—O que foi? Perguntou ele abrindo os olhos.
—Tem que ir trabalhar.
—Que horas são?
—Não sei, olha no seu celular. Fiz-me de boba, o relógio estava na outra casa e se eu falasse mais ou menos a hora, ele descobriria que eu mexi no celular dele.
—Olharei mesmo, mas hoje eu ficarei em casa.
—Ah!
Afastei-me dele e fui para o banheiro escovar os meus dentes, depois me aliviei com vontade e me asseei. Após lavar as minhas mãos, eu penteei o meu cabelo e o deixei solto. Olhei para o quarto e Edward estava deitado de lado olhando para mim, fiquei um pouco sem jeito e acho que o motivo do olhar era por causa da minha camisola vermelha. Ignorei o olhar dele e saí do banheiro, fui para o closet e me troquei, coloquei um vestido soltinho que ia até o meio de minhas coxas e fiquei bem com ele. Saí do closet e vi Edward escovando os dentes, decidi sair do quarto e fechei a porta após passar pela mesma. Desci a escada e tuquinha ficou latindo, nisso eu a repreendi por estar cedo e Esme devia estar dormindo.
—Quieta tuquinha! Falei de forma amorosa e ela se sentou. –Isso mesmo, boa menina. Falei sorrindo e ela tornou a se levantar e ficou abanando o rabinho, eu com pena dela....... –Vou descer você. Falei subindo a escada e a peguei no colo.
Tornei a descer e chegando no primeiro andar a coloquei no chão. Ela ficou pulando em minha perna e caminhei até a cozinha com ela assim, Tuquinha estava feliz da vida por ter descido. Parei na porta da cozinha e avistei Mary e Victória preparando o café da manhã.
—Bom dia pessoal. Falei cumprimentando as duas logo de uma vez.
—Bom dia bella. Cumprimentou-me Mary.
—Bom dia. Cumprimentou-me a outra arrumadeira.
—Vai querer o café da manhã agora?
—Vou sim Mary e, por favor, sirva-o na sala. Esme já acordou?
—Ainda não, mas o patrão já foi trabalhar.
—Ok. Edward provavelmente irá tomar café agora também.
—Então eu colocarei dois lugares. Falou Victória me olhando.
—Tudo bem.
Decidi ir para a sala, mas antes fui lavar as minhas mãos no banheiro social.
.
Minutos depois.
Tuquinha me seguiu, sentei-me no sofá e liguei a televisão. Coloquei em um canal qualquer e fiquei assistindo, não demorou muito Edward desceu e veio até a mim.
—Mary irá nos servir. Falei no momento que ele se sentou ao meu lado.
—Que não demore, estou com fome.
Victória entrou na sala e começou a arrumar a mesa colocando os utensílios, depois foi à vez de Mary trazer o nosso café da manhã e fomos nos sentar à mesa. Mary nos serviu e começamos a comer, o pão de coco estava delicioso e bebi todo o meu café com leite. Eu não comeria mais nada.
Fiquei observando Edward a comer e senti a minha bebê mexendo, mas não toquei em minha barriga e continuei o observando.
.
.
Edward acabou de comer e nos levantamos da cadeira, fomos nos sentar no sofá e ele me olhou.
—Ficarei até domingo fora, mas serei informado caso algo fora do normal aconteça.
—Não acontecerá nada de anormal Edward. Você me pediu para vivermos em paz, mas não está cooperando ao ficar me ameaçando. Não sou mais criança e escuto muito bem. Você já me impôs as suas condições, falou que o Lima será o meu motorista e não precisa ficar repetindo isso sempre! Por que não me marca a ferro quente logo de uma vez como sendo, ou se achando o meu dono? Você não se sente assim?
—É para você se lembrar! Sei o quanto é teimosa e age por impulso, mas não perdoarei a próxima!
—Não me fale de perdão, aqui quem tem que perdoar sou eu e não você! Falei apontando para ele. –Não quero ficar nesse repeteco, preciso virar a página da minha vida!
—Pois que vire, mesmo assim eu estarei presente e nela e em todas outras. Disse ele convicto.
—Não vou ficar aqui na sala discutindo. Falei me levantando do sofá e saí da sala.
Encontrei com a Victória no corredor e ela ficou me olhando ao passar por ela. Caminhei apressada pela cozinha e saí no quintal, andei pelo jardim e fui até o portão que dava para a praia, o sol já estava quente. Pedi para o segurança abrir o portão para mim e o mesmo me obedeceu. Caminhei pela areia perdida em pensamentos e o sol já aquecia a minha pele, preferi tirar o meu chinelo e caminhei pela água, a mesma estava um pouco fria, mas tolerável. Eu andava distraída e eu ao olhar para trás o avistei vindo atrás de mim, eu já me encontrava um pouco distante da mansão e Edward estava um pouco distante de mim, com raiva eu parei e olhei para trás.
—O que está fazendo?
—Não precisava ter saído da sala daquele jeito.
—É um milagre eu não ter perdido a menina, é um milagre! Você só me aborrece. Falei estando bem chateada. –Você me faz sentir insignificante a todo o momento e eu preferiria mil vezes nunca ter ficado grávida. Talvez você com os seus homens já tivesse dado cabo de mim, só assim o meu espírito estava livre nesse momento, mas viver nessa prisão psicológica me esgota.
—Já te dei a liberdade, já pode sair. Disse ele parando em minha frente e me afastei dele.
—O que te levou a me dar às chaves?
—Eu disse que eu não poderia mantê-la presa para sempre. Tem que aprender a se comportar como uma mulher casada daqui a diante!
—E você, tem certeza que se comporta como um homem casado? A resposta é não! Você é um mentiroso Edward!
—Não vim aqui brigar com você. Vamos voltar, o sol está muito quente.
—Vá você, ficarei aqui. Falei entrando na água e a mesma ficou em minha cintura.
Abaixei-me na água e molhei todo o meu corpo, isso me fez ficar um pouco ofegante por estar gelada, mas agi de pura malcriação. Edward entrou na água e veio até a mim, ele não se cansava mesmo e fingi não ligar, mas fui surpreendida quando ele rodeou a minha cintura estando colado em minhas costas.
—Não ligo para o seu jeito de ser Isabella Cullen.
—Me solte! Pedi tentando me desvencilhar dele, mas ele não deixou.
—Não seja teimosa.
—E porque não?
—Não podemos viver em guerra. Eu irei viajar hoje e não irei deixando esse clima ruim para trás.
—Não se preocupe e pode ir tranquilo, não irei fugir se essa é a sua preocupação. Agora se me der licença, eu quero ficar sozinha.
—Tudo bem, mas não fique exposta ao sol.
—Logo entrarei. Falei me afastando dele.
—Virei buscá-la se estiver mentindo.
Edward se afastou me olhando perdido em pensamentos e retornou para a mansão. Eu fiquei curtindo a água um pouco, mas o sol a cada momento foi esquentando mais e mais.
.
45min depois.
Saí da água e decidi voltar, eu já estava levemente rosada por causa do sol. Passei pelo portão e caminhei pelo jardim, fui até o chuveiro da piscina e tirei o sal do meu corpo inteiro. Mary ao aparecer no lado de fora, ela veio até a mim.
—Resolveu tomar banho de mar com roupa e tudo?
—É Mary, eu precisava tirar essa energia pesada de mim e renovar.
—Por que diz isso amiga?
—Nem tudo é o que parece, você sabe disso.
—É eu sei.
—Edward me deixou trancada desde que voltamos da lua de mel Mary, eu ainda estou pagando por ter destruído o carro dele e ele ter me visto com o meu ex.
—Ele a manteve presa? Perguntou ela desacreditada.
—Sim, mas ontem ele me deixou sair novamente. Ele me castigou e feio, não creio e nem acredito que ele possa sentir um fio de sentimento por mim como vocês afirmam. Ta certo que ele tem certas atitudes às vezes, mas as suas proibições me destroem. Já estou esgotada mentalmente, eu não sei se aguento mais viver dessa forma.
—Ele se sentiu traído bella e sabe como é homem traído. Ele não a deixa ir por puro medo de perdê-la.
—Você acredita em duendes Mary. Nos casamos, estou atada a ele por causa da menina e ele não precisa mais me trancar em casa, sei me comportar. Se eu agi mal foi por pura culpa dele mesmo, ele está dificultando tudo e isso torna a situação ainda pior.
—Não sei até quando isso vai durar, já tem meses Isabella e nada. Nem um alívio se quer e apenas brigas, brigas e mais brigas.
— Sei que está repetitivo, agora eu preciso entrar e me secar.
—Pegarei uma toalha para você, espere-me aqui.
—Tudo bem e obrigado. Falei sorrindo levemente e a olhei se afastar.
Continuei apreciando a água do chuveiro e deixei a água cair em minha cabeça, estava tão boa a água que decidi tomar banho de piscina. Aguardei Mary vir com a toalha e eu subiria para pôr o biquíni.
.
.
3min depois.
—Está aqui a toalha.
—Obrigado Mary. Esme já acordou?
—Ainda pouco.
—Irei aproveitar a piscina um pouco.
—O sol está queimando, passe protetor. Você está um pouco vermelha já.
—Estou sim.
—Se cuide hein!
—Pode deixar. Sabe Mary, eu e Edward iremos ficar aqui por uns dias, não sei até quando, mas ficaremos.
—Por que amiga?
—Até ele arranjar uma cozinheira e futura arrumadeira, não quero a Victória lá.
—Ela aprontou algo?
—Não, mas eu não consigo confiar nela. Ficando lá, Edward vai querer que ela faça as coisas para mim e eu não quero, sei que ela arrasta as asas para ele.
—Isso a incomoda?
—Não pense bobagens Mary, Edward sai com outras mulheres. Ele está indo viajar com a secretária hoje.
—A trabalho Isabella.
—Vai ficar defendendo o seu patrão agora? Não me venha com isso Mary!
—Não é isso.
—Está parecendo que é isso sim Mary. O cara desde do início vem me maltratando, me atropelando literalmente, depois passou a achar que é o meu dono, agora ele vive mudando de comportamento. O pior é me trancafiar, já vivi assim antes, mas estou grávida agora e é diferente.
—Sei que é ruim amiga, mas tenho certeza que ele gosta de você. Acredite em mim.
—É bem difícil para eu acreditar nisso e só acreditarei quando ele, caso ele realmente goste de mim, mas não acredito nisso. Eu só acreditarei quando for ele mesmo a me confessar isso, até lá vou continuar desacreditando nessa possibilidade. Gostar e amar estão longe do padrão das atitudes dele. Impossível. Não tente defendê-lo porque eu não irei gostar, sou a vítima agora.
—Está certa em pensar dessa forma, mas a sua forma de pensar não mudará a minha opinião. Ele gosta de você do modo dele, agora eu preciso voltar para os meus afazeres. Disse Mary se retirando.
—O gostar dele não serve e nunca servirá para mim! Falei um pouco mais alto deixando as lágrimas rolarem e Mary entrou na cozinha não ligando para mim.
Estando com a toalha em minha mão, eu a levei até os meus olhos e os sequei. Depois torci a borda do meu vestido para retirar o excesso de água e caminhei rumo a porta da cozinha. Ao parar em frente a ela eu me enrolei na toalha e entrei, vi Mary com a outra arrumadeira ajeitando o almoço e passei direto para o corredor. Escutei a voz de Esme conversando com o filho na sala e subi direto por estar molhada. Abri a porta do quarto e fui direto para o closet, escolhi o biquíni que eu iria colocar e fui para o banheiro me trocar.
.
.
Estando vestida com o biquíni já, eu passei protetor solar em minha pele e peguei a toalha, peguei também a minha roupa molhada e desci. Fui até a área de serviço colocar a minha roupa molhada dentro da máquina e caminhei rumo a sala, chegando lá...
—Bom dia Esme. Falei a abraçando por trás, eu estava apenas de biquíni e segurava a toalha.
—Bom dia filha. Saudou-me ela sorrindo e Edward me olhou.
—Já tomou café?
—Já sim.
—Que tal irmos para a piscina nós duas?
—Seria ótimo! Disse ela sorrindo. –Tem é dias que eu não tomo banho de piscina. Preciso me trocar.
—Eu a ajudo. Falei segurando a mão dela.
—Obrigado filha.
—Teria algum problema eu subir e descer a minha mãe? Perguntou Edward roubando a minha atenção e o olhei.
—Não. Falei colocando a mão de Esme na do filho e ela se levantou.
—Não fico feliz caso estejam brigando as escondidas. Sou cega, mas sinto quando as coisas não vão bem ao meu redor. Até quando isso vai continua? Até quando vão brigar por pessoas que sabemos que não voltarão mais infelizmente? Eu não quero que nos machuquemos ainda mais e nem a minha neta quando ela nascer no meio disso tudo. Já passou da hora das coisas mudarem ou não serei mais a favor desse casamento. Não posso permitir que a magoe ainda mais filho e saiba que ninguém é dono de ninguém. Não quero que se magoem.
—Eu estava cooperando, mas ela me aprontou uma das grandes! Disse Edward me acusando.
—Mereceu! Você mereceu.
—Eu concordei com a lua de mel, fomos passear, tentei cooperar, mas ela me vetou.
—Não pode reclamar, ta certo que eu de início não cedi, mas depois.........você não pode reclamar. Não se esqueça que é difícil para mim também.
—Não estou reclamando.
—Tenho motivos de sobra para ser assim.
—Pois saiba que eu também!
—Vão ficar disputando para o resto da vida então? Acha que isso vai mudar alguma coisa? Perguntou Esme.
—Sei que os meus pais não irão voltar.
—Nem a minha irmã graças a eles!
—Acho que chegou a hora de acabar com as acusações. Já passou da hora.
—Já passou da hora do seu filho parar de me tratar feito cachorro, isso sim já passou da hora Esme e se tolero ou tolerei isso tudo, foi por sua causa.
—Admiro o seu gesto filha e dessa forma me sentirei culpada, sei que há erros irreparáveis.
—Sugeri o divórcio, mas Edward não vai me dá-lo.
—Não e nunca, sabe disso.
—Não irei fugir apesar de estar me sentindo bem magoada, sei que carrego algo que não só me pertence e sim a vocês. Ainda quer tomar banho de piscina? Eu perdi a vontade Esme, me desculpe.
—Tudo bem querida e me desculpe por tudo.
—Não há o que desculpar Esme. Falei a abraçando e voltei atrás por me sentir um pouco culpada em deixá-la visivelmente triste. –Acho que tomar banho de piscina irá nos fazer bem a propósito. Falei estando abraçando ela ainda.
—Tem certeza?
—Absoluta. Vamos?
—Eu subirei e descerei a minha mãe.
—Por mim, pode ser. Falei me afastando e Edward a levantou.
Afastei-me um pouco mais para eles passarem e Edward me olhou, mas não baixei a minha cabeça e os observei caminharem rumo a escada. Como eu iria ajudá-la, eu os segui e subimos a escada.
.
.
Chegamos no quarto de Esme e Edward abriu a porta, entramos e segurei a mão de Esme.
—Vamos para o closet, vou auxiliá-la.
—Tudo bem querida.
Edward se sentou na cama da mãe e eu e minha sogra fomos para o closet. Eu sabia onde ficavam os biquínis e abri a gaveta.
—Tem alguma cor em mente?
—Pegue o vermelho com bolinhas brancas, por favor.
—O Acho bonito.
—Eu também gosto dele, o comprei quando ainda enxergava, mas isso são águas passadas.
—Sei. Falei pensativa, mas tratei de nos animar. –O sol está a mil aí fora, é bom se proteger com o protetor, agora eu irei te dar privacidade para se trocar e eu já volto.
—Tudo bem querida e, obrigado por suportar o meu filho por minha culpa. Não é digno agradecê-la às custas da sua felicidade, mas continuo achando que você é a melhor nora do mundo.
—Ai, ai Esme. Falei a abraçando e dei um beijo em sua bochecha. –Agora se troque.
—Tudo bem.
Caminhei até a porta do closet e a fechei, Edward ao me ver saindo, ele veio até a mim.
—Não quero que briguemos dessa forma na frente da minha mãe e deixá-la triste, já basta ter que viver na escuridão todos os dias.
—A culpa não é minha, agora me deixe respirar um pouco Edward. Falei me afastando dele e fui olhar a paisagem da janela.
—Não estou falando que você é a culpada dela estar....... cega. Disse ele a última palavra com um pouco de dificuldade e eu olhei para trás.
—Não quero falar mais nisso, não quero matar a minha vontade de me divertir um pouco com a sua mãe. Só mais um lembrete, pode ir viajar tranquilo.
—Por que você está me falando isso?
—Deve estar preocupado em uma possível fuga minha, mas relaxe.
—Não estou pensando nisso, sei que essa possibilidade é remota.
—Tem razão, é remota. Carrego uma criança que não só me pertence, é por isso.
—Não vamos continuar com essa picuinha, quero relaxar para eu poder viajar tranquilo.
—Irá relaxar, terá companhia, se aliviará e irá se descontrair um pouco.
—Fala da secretária? Pelo amor de Deus Isabella! Falando dessa forma, parece que está com ciúmes. Não vejo ser outra coisa.
—É muito convencido Edward. Não estou sentindo ciúmes e até recomendo que se divirtam.
—Irei a trabalho. Disse ele vindo até a mim. –Irei tratar de negócios e você não faz ideia qual é o grau de responsabilidade ao transportar produtos que não nos pertence. Trabalhar, ter reuniões, precisar viajar e tratar de assuntos pessoalmente faz parte do que eu e o meu pai fazemos. Meu pai viaja, nem por isso a minha mãe acha que ele a está traindo com a nossa secretária.
—Não ligo que saia com as outras. Falei olhando para o lado de fora, mas ele me fez olhar para ele.
—Baixe a guarda um pouco e você muda constantemente de opinião.
—Já baixou a sua?
—Estou tentando. Disse ele invadindo o meu olhar com o dele. –Está livre para sair, mas o Lima irá acompanhá-la.
—Lima ou o Sebastian não irá fazer a mínima diferença, o respeito deles para comigo é o mesmo.
—Não poderia ser o contrário, seriam demitidos.
—Não é para tanto, por favor!
—É sim, é para tanto. Disse ele sério e fiquei na minha.
—Tudo bem Edward. Falei saindo da janela e de perto dele.
—Não precisa ficar fugindo de mim.
—Não estou. Falei parando de andar e o olhei.
—Não precisa, sabe disso.
—Não estou certa disso, mas deixa como está Edward.
—Ok.
Sentei-me na cama e escutei Esme me chamando....
—Filha, eu já acabei.
—To indo.
Tornei a me levantar e abri a porta, vi Esme já vestida com o biquíni e me aproximei dela.
—Está bom?
—Está perfeita sogrinha, vamos logo para a piscina.
—Vamos. Disse ela sorrindo.
Saímos do closet e Edward veio segurar o braço da mãe estando com uma toalha que ele provavelmente pegou no banheiro dela, saímos do quarto e fechei a porta. Caminhamos pelo corredor tranquilamente e depois descemos, andamos a passos vagarosos e chegamos no quintal. Andei na frente e forrei a cadeira com a minha toalha, depois eu peguei a toalha que estava com o Edward que era para a mãe dele e a forrei na outra cadeira também.
—Vou entrar na água agora.
—Eu esqueci de passar o protetor.
—Vou pegá-lo lá em cima. Ofereceu-se Edward e ele após ajudar a mãe a se sentar na cadeira, ele se retirou.
Entrei na água e fiquei aproveitando, o sol estava mesmo quente. Mergulhei algumas vezes, fui até o parapeito da piscina e fiquei próxima de onde Esme estava deitada e ficamos conversando.
.
.
Quando Edward voltou, ele estava apenas de sunga e segurava uma toalha, um bronzeador, um protetor solar e um copo contendo bebida. Fiquei o olhando e ele se sentou na cadeira após forrar a toalha e colocou o copo sobre a mesa ao lado. Com todo cuidado ele passou protetor solar na mãe e em si ele passou bronzeador. Ele se deitou exposto ao sol e esticou o braço para pega a bebida, não demorou nada Mary veio até nós.
—Desejam beber algo?
—Eu quero um suco, pode ser qualquer um Mary.
—Ok. Disse ela me olhando e olhou para a patroa. –E a senhora dona Esme?
—Quero uma taça de vinho.
—Branco ou tinto?
—Pode ser do branco minha querida.
—Tudo bem. O patrãozinho vai querer um pouco mais da bebida? Perguntou ela ao patrão.
—Não Mary, só esse está de bom tamanho.
—Volto logo com a bebida. Disse ela se afastando.
Resolvi ir aproveitar um pouco mais a água e mergulhei, fiquei uns segundinhos submersa e tornei a emergir. Passei a mão em meu rosto e abri os meus olhos, Edward me olhava e bebeu seu último gole de bebida. Não liguei para o seu olhar especulador e saí da água, deitei-me entre ele e a mãe já que a minha cadeira era a do meio. Peguei o protetor solar e passei um pouco mais em minha barriga, aproveitei para passar um pouco mais em meu rosto também e me deitei permanecendo de olhos fechados.
Senti a bebê mexendo e abri os meus olhos, o ovinho se fazia presente e o acariciei. Minha bebê estava espoleta e o ovinho demorou um pouco para se desfazer. Acariciei a minha barriga e tornei a fechar os meus olhos sem parar de acariciá-la, estava bom o carinho que eu mesma estava fazendo.
—Estou queimando já, acho que irei para a água filha.
—Tudo bem, está mesmo quente. Parece que o sol aqui nessa área é mais baixo.
—Pois é, tenho que concordar.
—Te levo na água mãe. Mesmo eu tendo passando bronzeador e indo para a água, sei que ficarei corado.
—Com esse sol todo, eu não duvido filho.
Edward ajudou Esme a se levantar e a guiou até a escada da piscina, eu só os filmava e peguei a empregada nova pondo roupa na corda e olhando para ele vez ou outra. Ela continuou a colocar as roupas na corda e depois entrou, juro que pensei em pegar um babador para emprestá-la. Eu sabia que ela não era flor que se cheira, talvez o pecado dela foi ter se interessado pelo Edward e sei que ele não era mesmo feio, ele atraía as damas com muita facilidade. Fiquei pensando a respeito disso enquanto Edward aproveitava a água com a mãe.
.
32min depois.
Eu os olhava aproveitando a água e mesmo com o protetor eu já estava bem corada. Cansada de olhá-los, eu pensei, se foi eu quem a convidei para a piscina, eu iria lhe fazer companhia. Se fosse para deixá-la um pouco mais contente, eu manteria o clima de paz. Levantei da cadeira e por causa do excesso de sol tomado, eu me senti um pouco tonta e me apoiei na cadeira. Mas não desisti e caminhei devagar até a escada da piscina e desci sentindo o choque da temperatura da água em minha pele. Juntei-me a eles e mergulhei, tornei a emergir e vi tudo girando, acabei me apoiando no braço errado e Edward me olhou ao segurá-lo com um pouco mais de força.
—Está tudo bem? Perguntou ele me alto avaliando.
—Estou um pouco zonza, estou exposta ao sol faz tempo e acho que isso baixou a minha pressão.
—Fica na sombra filha.
—Não mãe, está muito quente aqui fora. Eu já esperava que isso fosse acontecer, mas a Isabella é.....
—Acho melhor ficar na sombra filha, tome banho de chuveirinho e tente relaxar.
—Farei isso.
—Ajude ela a subir a escada filho, é um pouco perigoso.
—Claro que sim mãe. Vamos?
—Eu consigo subir não se preocupe.
—Não aja com teimosia filha, pode acabar ficando tonta e caindo.
—Tudo bem. Falei no momento que Edward rodeou a minha cintura.
Andamos pela piscina e pude sentir a pele quente do sol dele roçar na minha. Edward me envolvia com intensidade e subimos a escada devagar, ao chegarmos em terra firme ele me levou até o chuveirinho e o abriu.
—Vai ser bom essa água fresquinha.
—Está de bom tamanho. Falei me afastando dele e ele não deixou. -Qual é o problema agora Edward?
—Não quero que fique fugindo de mim.
—Estou chateada, pelo menos respeite isso no momento. Falei de forma calma e não agressiva.
—Eu irei. Após falar, Edward liberou a minha cintura e se afastou.
—Não a deixe sozinha na água Edward.
—Irei ficar com ela.
—Acho melhor eu tomar um banho e relaxarei no quarto, diga a Esme que podemos tomar banho de piscina amanhã um pouco mais cedo se ela quiser.
—Ela não irá se importar, o sol está muito quente hoje e não duvido nada que ela também vai querer sair.
—Ela vai precisar de ajuda no banheiro, pelo menos para sair depois no quarto.
—Pedirei a Mary para auxiliá-la.
—Ok, é melhor mesmo.
Desliguei o chuveiro e fui pegar a toalha sobre a cadeira. Saí da área da piscina e entrei, vi Mary perto da pia picando pêssegos e pensei ser para algum tipo de sobremesa.
—Mary, a Esme vai precisar de você para auxiliá-la no banho.
—Eu posso ajudá-la patroa. Se intrometeu Victória.
—Não precisa, Mary irá ajudá-la. Falei a olhando, mas com educação. -Qualquer coisa, eu lhe chamo Victória.
—Tudo bem senhora.
—Mary...
—Irei auxiliá-la, pode deixar.
—Ok.
Sai da cozinha, passei pelo corredor e subi a escada. Abri a porta do quarto e fui para o banheiro, entrei no Box e me despi por inteira. Liguei o chuveiro e tomei o meu banho tranquila.
Lavei o meu cabelo, esfreguei todo o meu corpo com a bucha macia e lavei bem o meu rosto, depois me enxaguei por inteira e apreciei bem a água. Passei condicionador em meu cabelo e o desembaracei com o pente, depois o enxaguei e foi no momento que Edward entrou no quarto. Ele passou direto para o closet e ficou por lá, já eu fechei a água e saí para me secar.
Enrolei-me na toalha após hidratar todo o meu corpo e fui para o closet, encontrei Edward arrumando a mala dele e a mesma não era tão grande assim, mas cabia bastante roupa. Peguei uma calcinha rosa e a vesti, depois peguei um shortinho e uma blusa de algodão para eu colocar.
—Irá para Solares nesse fim de semana?
—Não. Por quê?
—Por nada, é só curiosidade. Falou ele mexendo na mala.
—Pensou que você viajando, eu iria correndo mais que depressa pra lá?
—Não irei mentir, pensei mesmo.
—Eu não irei para Solares, tenho consulta médica na segunda feira.
—Sei disso, mas isso não a impede de ir.
—Ficarei exausta com a viagem, saberá quando eu decidir ir.
Na verdade, eu estava louca para ir até Solares, saber de jake, da minha amiga Ângela, mas ao mesmo tempo eu estava temerosa. Eu estava casada e dar essa notícia a eles, poderia não ser tão bem-vinda, principalmente para o jake que eu sei que gostava mesmo de mim.
Ele que era tão cheio de carinhos para comigo, seria o mesmo que o trair. Quem se casar com ele, sei que seria intensamente feliz, eu pensava e Edward me acordou para a vida.
—Bem, a minha mala está pronta. Falou ele subindo o zíper e saí dos meus devaneios. –Vai dar 13h, hora do almoço.
—Estou mesmo faminta.
—Irei tomar um banho primeiro.
—Ok.
Sai do closet e ele me acompanhou, liguei a televisão e me deitei na cama. Edward foi para o banheiro tomar banho e com o passar dos minutos eu fui sentindo o quanto o sol me nocauteou. Mais uma vez o meu bebê mexeu e devia estar faminta igual a mim, pensei. Fechei os meus olhos e o ventinho quente entrava pela janela sacudindo as cortinas, eu me sentia um pouco sonolenta e cheguei a cochilar nesse meio tempo.
.
.
Momentos depois.
CONTINUA......
Fale com o autor