Solares

35 Capítulo 35


Notas iniciais
********** teresinha *** Bella_Isa ******** obrigadooo pela recomendação e ameiiii!!!! essa cap vai para vcsss. bjooo no coração :D

BELLA......

Final do capítulo anterior.

Acomodei-me no travesseiro e sequei as lágrimas que ia rolando, eu não queria que ele me privasse de sair. O teto já havia desabado sobre mim mesmo e eu o convenceria.

Eu olhei para o lado e ele estava de olhos fechados. Aproximei-me mais dele não me importando que as lágrimas estivessem rolando por eu estar me sentindo sensível demais e ele abriu os olhos.

—Edward..... Interrompi a minha fala e o beijei em meio ao meu choro. ..................1min ½ depois.— Nós estamos casados e já está mais que provado que eu não irei fugir. Falei o olhando.

—O que tem isso? Perguntou ele me olhando intensamente, o verde dos olhos dele era mesmo incrível, eu reparava.

—Não me deixe presa. Pedi o beijando novamente e me afastei para poder me sentar sobre ele sem haver a penetração.

—Bella é melhor não. Disse ele me segurando, mas não o obedeci.

O fiz se sentar estando eu sobre ele e beijei o pescoço dele todinho. Edward era mesmo fraco e ele já estava mais que excitado, do nada ele levantou o meu quadril e me penetrou vagarosamente me roubando um gemido longo de puro contentamento. Comecei a me mover bem devagar sentindo a mão dele correndo pelas as minhas costas e gemi entre os nossos lábios. Afastei-me dele e o fiz se deitar novamente, eu comecei a me mover com mais sensualidade e acariciei toda a extensão do peito dele sem parar com os movimentos. Em contentamento ele fechou os olhos e tornou a abri-los segundos depois. O prazer já estava me consumindo em doses elevadas e aumentei o meu movimento acompanhado de gemidos baixinhos.

Edward me fez deitar de lado e conectou o nosso sexo novamente, ele me fez inclinar o meu rosto para trás e me beijou sem parar com as investidas. O senti apertar de leve a minha cintura e através de seus movimentos e linguagem corporal, eu notei que ele já estava em seu limite assim como eu. Comecei a rebolar de leve e ele segurou em minha perna que estava apoiada na dele, sem se conter ele investiu um pouco mais e gozamos juntos gemendo feito dois loucos. Foi maravilhoso e o meu coração parecia que iria sair do meu peito. Edward continuou investido agora bem lentamente e foi parando.

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Momentos depois.

Ele soltou a minha perna e desconectou o nosso sexo devagar ao afastar o quadril, de imediato eu senti falta dele dentro de mim e ganhei um selinho. Eu não podia negar que foi mesmo maravilhoso e só aí que a minha ficha caiu.

—Do que você me chamou? Perguntei me virando para ele e ele antes de responder nos cobriu.

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—Quando? Perguntou ele fugindo do meu olhar.

—Ainda pouco quando nós começamos a.....

—Eu te chamei pelo o seu nome. Por quê?

—Tem certeza? Perguntei franzindo a minha sobrancelha.

—Por que isso agora?

—Não é nada demais. Falei o olhando sem piscar. –Pensei ter ouvido outra coisa.

—Já está bem tarde, apenas descanse.

—Tudo bem.

Permanecemos deitados um de frente para o outro e fechei os meus olhos, a exaustão se apoderou de mim e momentos depois eu dormi. Já passava das 4h da manhã.

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Às 11:09min.

Despertei do nada e abri os meus olhos, vi que Edward dormia ainda e seu braço estava rodeando a minha cintura. Nós estávamos de frente um para o outro e eu ao me mover, ele também se moveu estando inconsciente e ajeitou o braço em minha cintura. Seu rosto estava sereno e seu cabelo um pouco desarrumado, em meio a minha observação eu senti a minha filha mexendo bem pertinho do braço dele e tornou a ficar quietinha. Olhei a hora no relógio e ela já estava avançada, nós iríamos embora hoje e seria uma pena pelo lugar ser mesmo bom. Desvencilhei-me do abraço dele e me levantei devagar, fui andando um pouquinho rápido para o banheiro por causa da temperatura do quarto e fui me aliviar. Aliviei-me devagar e me asseei, dei descarga e fui para o Box tomar banho, eu estava precisando.

Meu banho não foi muito demorado e saí para me secar, vesti o roupão e escovei os meus dentes. Fui para o quarto pedir o café da manhã para nós dois, tirei o telefone do gancho e digitei o número correspondente à recepção, chamou duas vezes e no terceiro toque a moça atendeu. Pedi um café da manhã completo para duas pessoas e em poucos minutos ele chegaria.

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Um tempinho depois.

O nosso café da manhã chegou e após o garçom se retirar deixando a mesinha no quarto, eu fui até a cama. Subi na mesma engatinhando devagar e parei ao lado de Edward.

—Edward. O chamei sacudindo o ombro dele de leve. –Edward acorde.

—O que foi? Perguntou ele abrindo os olhos.

—O café da manhã chegou.

—Ah! Tudo bem. Você o pediu?

—Sim. Eu não devia?

—Não há problema.

—Precisamos nos apressar, logo iremos embora.

—Está doida para ir não é?

—Não. Falei o olhando. –O lugar é incrível.

—Então você gostou daqui?

—Muito.

—Muito?

—É. Falei afirmando com a minha cabeça e ele se levantou me olhando, Edward estava nu e não me senti mal com a nudez dele.

—Ok. Disse ele indo para o banheiro.

Minutos depois ele saiu já estando de banho tomado e vestido com um roupão.

—O café da manhã parece bom, o wafer com calda de caramelo está com uma cara ótima. Falei estando sentada na cama.

—Coma à vontade.

—Estou sem fome pra falar a verdade.

—Qual o problema agora? Perguntou ele empurrando a mesinha e a trouxe para perto de mim.

—Nenhum. Vamos comer de uma vez. Falei me sentando na beirada da cama e ele veio se sentar ao meu lado, dessa forma ficamos de frente para a mesinha.

Fomos comendo devagar e eu beliscava na verdade, isso chamou a atenção dele e ele nada falou. Edward misturou o café com o leite e colocou em nossas xícaras. O agradeci e bebi meia xícara só, eu estava sem vontade e por fim o deixei comer sozinho permanecendo ao lado dele.

—Vai ter que me falar o que está pegando Isabella. Diz-me o que é agora? Perguntou-me ele de forma tranquila.

—Cismou com isso. É coisa de mulher grávida, eu acho.

—Não irei insistir.

—Tudo bem. Às 13h os seguranças virão nos buscar?

—Isso.

—Então quando nós acabarmos iremos nos preparar.

—Sim.

Edward terminou de comer e eu tive que me levantar da cama apressada, fui até o banheiro e acabei que coloquei tudo para fora na pia mesmo, não daria tempo de chegar no vaso. Coloquei bem dizer o pouco que eu comi para fora e o rebuliço em meu estômago estava custando a passar, o mau star era horrível e estava com força total. Edward veio ficar ao meu lado e me virei para ele tentando esconder a sujeira dentro da pia.

—Não precisa olhar. Falei com a mão em meu estômago e tive que me virar novamente correndo.

Coloquei o que sobrou para fora e abri a torneira para poder eliminar aquilo tudo. Lavei o meu rosto devagar, molhei a minha nuca e olhei para o lado vendo Edward ainda ali.

—Dessa forma não restou nada em seu estômago.

—Tem razão. Irei beber o suco de laranja que eu larguei intacto.

—É da fruta e bem natural, pode ser que não lhe faça mal.

—Tomara. Falei secando o meu rosto com a toalha e terminei de limpar a pia jogando água nos cantos dela.

Fomos para o quarto e esperei uns minutos estando deitada na cama relaxando, após esse tempo eu bebi o suco para não ter chance do meu estômago rejeitá-lo e tornei a me deitar.

—Sente-se mal além do enjoo? Perguntou-me ele após afastar a mesinha da cama.

—Só nauseada.

—Nós andamos brigando ontem, pode ser isso.

—Talvez. Falei o olhando. –Vou arrumar as nossas coisas.

—Podemos ir embora amanhã se quiser.

—Os seguranças devem estar quase chegando, não quero fazer com que eles deem viagem perdida, é bem distante da mansão número três. A número um é onde eu fiquei assim que você me sequestrou, a número dois é a do mar onde os seus pais moram e a três é onde iremos morar agora. É uma bela casa.

—Alice disse que tinha certeza que você iria gostar.

—É. Falei acariciando a minha barriga. -Acho melhor nos aprontarmos. Falei me levantando devagar.

Edward quis arrumar a mala dele e eu arrumei a minha, nos ajeitamos e eu preferi vestir um vestidinho solto. Depois de tudo pronto para poder partir, Edward ligou para a recepção informando que já estávamos prontos para ir. O combinado era sairmos às 13h do Resort. Momentos depois um funcionário do hotel veio pegar as nossas malas, os cartões de abrir a porta e saímos do quarto junto dele. Passamos na recepção para pagar a conta e quase caí para trás ao ver o valor absurdo que Edward teria que pagar. Disfarcei olhando para o lado e Edward pagou a conta com o cartão dele após olhar a relação de tudo que consumimos fora do combinado no pacote.

A recepcionista perguntou se fomos bem atendidos durante a nossa estadia ali e afirmamos que sim. Ela perguntou também o que deveria ser melhorado na nossa opinião e falamos que nada, a comida principalmente era nota dez. Sorrindo ela nos agradeceu e pediu que voltássemos outras vezes se fosse da nossa vontade. Saímos do Resort pela porta principal. Fomos para o estacionamento e avistamos a pirua Blazer já nos aguardando, Lima deu uma buzinada e ele foi andando com o carro no mesmo ritmo que o nosso passo. Fomos até o carro de Edward e ele guardou as malas, o rapaz se despediu de nós e se retirou após Edward dar uma gorjeta de cinquenta dólares a ele. O mesmo o agradeceu.

—Tudo certo? Perguntou Edward ao segurança.

—Tudo em ordem patrão.

—Beleza. Falou Edward no momento que eu entrava no carro e ele fechou a porta.

Edward deu a volta e entrou no veículo, ele ligou o carro e saímos. Fui olhando tudo a nossa volta e o sono foi me atacando devagarzinho, mas eu lutei bravamente com ele. Edward dirigia tranquilamente e vez ou outra ele me olhava de relance para não perder a atenção na estrada. Eu estava voando em meus pensamentos.

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Horas depois. 18h da noite.

Chegamos na nossa casa após perdermos bastante tempo no engarrafamento, a estrada estava uma loucura. Digo nossa porque ali era a nossa casa agora e Edward deixou bem claro isso ao afirmar que moraríamos ali. Fiquei apavorada por me torna dona de casa assim tão rápido, mas eu não poderia fazer nada já que eu optei por ficar ao invés de fugir quando houve a oportunidade. Será que eu conseguiria? Eu me perguntava.

Eu estava azul de fome e assim que Edward abriu a porta da sala, eu fui direto para o quarto. Entrei no banheiro e tirei a minha roupa, fui para o Box e me deliciei sob o jato de água morna, parecia uma sessão de massagem. Eu odiava engarrafamentos. Lavei-me da cabeça aos pés e saí para me secar. Após eu escolher o que vestir no closet, eu coloquei um conjunto de shortinho e blusa de alça de algodão. Voltei para o banheiro para pentear o meu cabelo, passei um pouco de colônia e nada de Edward subir. Calcei o meu outro chinelo e saí do quarto, fui andando na direção da escada e ao chegar na mesma eu vi Edward sentado no sofá com uma lata de coca-cola na mão. Ele parecia cansado e não era para menos após mofarmos no transito engarrafado.

—Está com muita fome? Perguntei após descer a escada.

—Um pouco.

—Vou preparar algo para nós.

—Tudo bem, eu irei tomar um banho.

—Amanhã eu lavo todas as roupas que usamos, hoje já está um pouco tarde.

—Já está escuro, amanhã é o ideal.

—É sim.

Fui para a cozinha e abri o freezer, a minha opção seria preparar uma daquelas comida congelada. Optei por aquecer duas caixinhas de lasanha no microondas e fui até a sala ajeitar a mesa, Edward já não estava mais ali e devia ter ido para o quarto. Tornei a voltar para a cozinha e a lasanha ainda estava aquecendo, esperei mais um pouco e momentos depois o microondas apitou anunciando que já estava pronto. Com cuidado eu as levei para sala e aguardaria elas esfriarem um pouco. Decidi voltar para a cozinha e preparei um suco para nós bebermos, já estava de bom tamanho na minha concepção.

Minutos depois Edward desceu de banho tomado e vestia uma bermuda somente, seus pés descalços não o incomodavam e ele ao ver a mesa posta, ele veio se sentar. Fiz o mesmo após colocar os dois copos na mesa e começamos a nos servir.

—Eu estou sem inspiração devido o cansaço para elaborar outra coisa. Algum problema em comermos apenas a lasanha?

—Por mim está bem.

—Tem certeza?

—Eu gosto.

—Tudo bem.

Dei a primeira garfada e aprovei o sabor, estava deliciosa e comemos devagar por causa da quentura. Apesar de eu estar sentindo fome, da lasanha estar deliciosa, eu notei que o meu estômago não estava aceitando bem da quinta garfada adiante. Tentei continuar comendo e eu já estava quase na metade, mas acabei me levantando da cadeira e fui rápido para o banheiro social. Só deu tempo de eu levantar a tampa do vaso e coloquei tudo para fora, a vontade era imensa e eu sem querer fazia muita força para me livra daquilo em meu estômago. Ao notar a presença de Edward, eu o olhei e ele estava parado na porta me olhando. Tive que parar de prestar atenção nele e mais uma vez eu coloquei o que tinha e o que não tinha no estômago para fora.

—Não acha melhor ligar para a doutora e dizer que nada estar parando no seu estômago hoje?

—É enjoo, isso é coisa de grávidas. Falei dando descarga no vaso sanitário.

—Você só bebeu um suco de laranja hoje e mais nada praticamente.

—Eu sei, mas vou ficar bem. Não precisa incomodar a doutora à toa, ou você se chatear à toa com essa situação. Vá terminar de comer numa boa que eu ficarei bem. A propósito eu já estou indo.

—Ok. Disse ele saindo.

Fiquei ali no banheiro me olhando no espelho e decidi lavar a minha boca, eu a sentia um pouco amarga por causa do ocorrido e molhei a minha nuca. Hoje não foi um dia bom para mim e decidi arrumar a mesa após Edward acabar de comer. Saí do banheiro e voltei para a sala, Edward estava sentado à mesa e tornou a comer ao me ver de volta. Sentei-me novamente e não mexi em minha lasanha mais. Fiquei o observando e o cheiro começou a me fazer mal também.

—Preciso me levantar, o cheiro está me enjoando.

—Por mim tudo bem.

—Vou retirar o meu prato, depois eu faço o mesmo com o seu.

—Não precisa eu mesmo o levo.

—Ok então.

Retirei o meu prato e tudo que eu usei, os levei para a pia e lavei. Coloquei a louça no escorredor para secar e abri a porta da cozinha, eu precisava tirar a roupa da corda que eu havia lavado dias antes e o ventinho bateu em minha pele causando-me bem star. Todas elas estavam do jeito que eu deixei e as retirei, levei as peças para a área de serviço e passaria toda ela amanhã.

Eu ao retornar para a cozinha, eu tranque a porta e fui para a sala novamente. Edward ainda estava jantando e subi, eu estava sem pique para assistir televisão ou fazer qualquer outra coisa. Eu só desejava me deitar, depois dormir e então subi para o quarto.

Fui me aliviar e escovei os meus dentes, a seguir eu fui até o closet trocar de roupa e vesti uma camisola. De volta ao quarto, eu arrumei a cama e liguei o ar deixando na temperatura amena. Deitei-me e me cobri, permaneci quietinha e senti a minha filha mexendo. Acho que o casamento, morar sozinha com ele e outras coisas a mais estava me assombrando. Por um lado, eu tinha medo do meu futuro e eu não queria ser infeliz ou uma mulher não realizada na vida. Eu não podia reclamar. Por que eu não fugi antes? Agora era tarde. Como eu já havia deixado claro, foi tudo tão de repente e meses seguintes eu iria dar à luz. Eu estava um pouco amedrontada por isso também. É nessas horas que o papel da nossa mãe é importante, mas infelizmente eu não tinha a minha mais. Restava-me a me agarrar nas lembranças. Eu era jovem demais e mal desabrochei para a vida, já estava com culpas e responsabilidades nas costas. Na verdade, eu me sentia mal perante os Cullens, talvez culpa, não sei, era muito para se assimilar, acho que eu já estava pirando. Morar sozinha com ele era muita informação com o nosso histórico de convivência. Eu não sei...

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7min depois.

Despertei da minha leve sonolência quando Edward abriu a porta do quarto e a seguir tornou a fechá-la. Ele me olhou e eu fazia o mesmo, notei que ele estava com o celular na mão e a luz azul do visor do aparelho se apagou segundos depois. Ele devia estar no celular momento antes de entrar no quarto e deixei pra lá. Ele guardou o aparelho na gaveta do criado mudo e depois foi para o banheiro após me avaliar por uns segundos. Devia ter ido escovar os dentes. Momentos depois ele voltou estando apenas de boxer branca e se deitou ao meu lado, permanecemos calados e ele apagou a luz do abajur que ficava ao lado dele. De ambos os lados estavam acesos e ficou só o do meu lado iluminando o quarto.

—Não quero incomodar e se você quiser, pode ligar a tv.

—Não estou muito a fim.

—Você é quem sabe.

Edward não falou nada. Eu só queria esclarecer que eu não me apossei da casa por estarmos morando ali e dar a entender que eu não queria incomodá-lo, pois eu sabia que ele tinha a mania de assistir televisão no quarto. Eu sabia que ele estava apenas tentando me aturar por causa dos pais dele, essa situação me deixava um pouco sem jeito e sem saber como agir, casamento e morar junto sozinhos era bem diferente.

Resolvi apagar a luz do abajur que estava ao meu lado e o quarto ficou escuro.

—Eu vou ter que ir à empresa amanhã, você ficará aqui e terá a companhia dos seguranças.

—Amanhã é sábado.

—Não há problema em ser sábado.

—Tudo bem, mas não precisa mentir caso vá se encontrar com a Julieta, com a Tânia ou quem quer que seja da vez, eu já aceitei tudo que está acontecendo na minha vida Edward, então não se prive ou me poupe entre aspas. Não sou mais criança como você bem acha, mas faça o que quiser. Só não quero lidar com mentiras, pois sou a favor da verdade.

—Prefiro dormir que é bem melhor. Disse ele se virando para o outro lado e o meu corpo sacolejou, a maciez do colchão era tamanha.

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Às 23:13min.

Eu estava sem sono e para piorar eu estava com muita fome. Pelo silêncio e pela quietude parecia que Edward já dormia, então não me restou alternativa a não ser acender a luz do abajur ao meu lado. Meu estômago estava roncando pra valer e me levantei devagar, Edward dormia realmente. Fui sem fazer muito barulho até a porta e a abri da mesma forma, saí do quarto e fechei a mesma devagarzinho. A luz do corredor estava acesa e desci a escada, fui acender a luz da sala e vi que os vidros estavam com as proteções. Por eu estar sentindo muita fome, eu fui direto para a cozinha e acendi a luz. Caminhei até o armário e peguei um biscoito leve de água e sal, em seguida eu fui até a geladeira e peguei o suco que eu havia preparado e nem cheguei a beber. Coloquei um pouco no copo e comecei a come devagar, eu precisava ir com calma. Bebi um pouco do suco e não me senti mal em momento algum.

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Terminei de beber o meu suco e guardei a jarra na geladeira, fiz o mesmo com o pacote de biscoito, mas esse eu guardei no armário. Lavei o meu copo e o coloquei para secar no escorredor, mas tendo uma ideia eu fui até a geladeira e o enchi de água. Eu iria levar o copo de água para o quarto. Sem ter mais o que fazer ali em baixo, eu subi. Edward ainda dormia e coloquei o meu copo de água sobre o criado mudo antes de ir escovar os meus dentes.

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Após fazer a minha higiene bucal, eu tornei a me deitar. Eu estava me sentindo um pouco mais satisfeita e me permiti relaxar. Era informação demais em minha cabeça e acabei dormindo um tempinho depois.

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Sábado, 15 de março.

Às 11:36min da manhã.

Fui despertando aos pouquinhos e abri os meus olhos, bocejei com vontade e me espreguicei. Ao olhar para o lado eu não vi Edward ali e me lembrei que ele havia comentado em ir até a empresa hoje. Eu duvidada, eu realmente duvidava e Edward tinha a amante dele. Nós ficamos muito tempo fora, então era o momento de matar a saudade um do outro. Sem esperar eu chorei por toda essa situação e abracei o outro travesseiro que pelo cheirinho era o dele. Não me importei e continuei deixando as lágrimas vir. Eu não queria ficar chorando à toa, mas eu não conseguia parar. Algo estava mesmo muito errado comigo eu sentia e sequei as minhas lágrimas. Senti a minha filha mexendo e continuei parada, eu estava sem pique, mas arrumaria algo para eu fazer.

Levantei da cama e fui para o banheiro, primeiro eu fui me alivia, depois lavei as minhas mãos e escovei os meus dentes. Ao terminar eu penteei o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo. Retornei ao quarto e arrumei a cama, olhá-la me fazia recordar de muitas coisas e tratei de ir logo para o closet. Peguei um conjuntinho de short e blusa para eu vestir e me troquei, pendurei a camisola no cabide e por curiosidade eu fui olhar as roupas de Edward. Ali havia muitas das quais eu comprei com o próprio dinheiro dele e outras mais que ele mesmo comprou depois do episódio o qual eu queimei as roupas dele. Estavam todas organizadas, inclusive o terno que ele usou para nos casarmos. Lembrei do meu vestido e fui até o quarto, ele ainda estava no mesmo lugar e o peguei, ele era mesmo lindo. Eu o dobrei e o coloquei dobradinho no canto, estava ótimo no lugar que eu escolhi.

Saí do closet e a seguir eu saí do quarto, fui andando pelo corredor com calma e desci a escada da mesma forma, vi que as proteções não estavam ali e a vista era incrível. Caminhei até a cozinha e procurei uma leiteira, a achei no armário e fui até a geladeira pegar o leite. Eu o aqueceria um pouco e o tomaria, eu não queria abusar por ultimamente andar bem enjoada. O deixei aquecer só um pouco e apaguei o fogo, peguei o açúcar e o adocei. Depois de pegar um copo e enchê-lo de leite, eu peguei quatro biscoitinhos de água e sal no armário e fui me sentar no sofá da sala.

Comi devagar e fazia o mesmo ao ir bebendo o leite, por sorte não me enjoou e liguei a televisão. Fiquei a assistindo, mas ao mesmo tempo perdida em pensamentos, eu queria poder sair. Sendo que eu escolhi esse caminho e teria que levar a vida de casada com ele, quanta ironia depois de ter sido pisoteada e humilhada na frente dos outros. Edward não confiava em mim, por isso a ordem era não me deixar sair. Tentei me desligar desses pensamentos e agiria mais, eu precisava ser mais esperta a me lamentar. O leite já havia sido derramado mesmo, não havia mais jeito. Olhei para o telefone na mesinha que ficava no canto da sala e fui até ele, eu ligaria para a casa dos Cullens, aliás, agora eu era um deles. Quem diria!

Peguei o aparelho e fiquei com ele na mão, eu não queria preocupá-los ou incomodar a Mary tirando-a de seu serviço, por fim tornei a colocar o aparelho no lugar mesmo sentindo muitas saudades da minha amiga. Lembrando que havia roupas a serem passadas, eu fui para a área de serviço. Ao chegar lá eu liguei o ferro e comecei a passá-las, não eram muitas, mas o suficiente para me distrair um pouco.

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Quando eu terminei de passar tudo, eu peguei os cabides ali disponíveis e organizei tudo, já o lençol eu apenas o dobrei. Fui para o quarto e guardei todas as roupas em seus devidos lugares. Tornei a descer e nossas malas estavam no canto da sala. Abri a minha e retirei toda a roupa suja, depois abri a do Edward e fiz a mesma coisa. Fui para a área e coloquei as roupas na máquina, menos os biquínis e as sungas, eu os lavaria na mão. Após lavá-los eu fui estendê-los na corda.

Decidi guardar as malas e subi uma por uma, não estavam muito pesadas por eu ter tirado a metade das roupas e guardei no closet as que estavam limpas. Coloquei os nossos objetos pessoais no lugar e alguns no banheiro, por último eu guardei as malas. Eu estava me sentindo cansada e fui me sentar na cama, por fim eu me deite sentindo-me exausta. Acabei pegando no sono sem querer.

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Às 17:09min.

Despertei do nada e abri os meus olhos, a casa estava silenciosa e a porta do quarto estava aberta como eu havia deixado. Levantei da cama e fui até o banheiro lavar o meu rosto, notei o quanto o meu estômago estava protestando por eu estar faminta e sequei o meu rosto na toalha.

Desci e Edward não havia chegado, fui para a cozinha sem saber o que preparar para se comer. Eu inventaria algo, eu não queria depender só de congelados e fiquei bolando o que preparar. Decidida eu fui olhar no armário o que tinha ali e havia muita coisa, fui até o freezer e peguei um peito de frango, em seguida eu o coloquei no microondas para descongelar.

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Estando o peito de frango descongelado, eu o limpei. Temperei e o coloquei para cozinha, depois seria apenas desfiar e refogá-lo de forma suculenta acrescentando outros ingredientes. Continuei com a mão a obra e parti para outra etapa, mas no fim daria certo.

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Às 20:35min.

Fazia dez minutos que eu finalizei a janta e já estava um pouco tarde. Lembrei de estender as roupas que eu tinha colocado na máquina e o fiz.

Edward estava demorando e não houve nenhuma ligação dele durante o dia, pelo menos para saber se eu estava viva.

Sentindo-me entediada, eu subi e fui direto para banheiro tomar um banho para tirar a gordura do meu corpo. Esfreguei-me bastante por inteira e fiquei curtindo a água após me enxaguar.

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15min depois.

Saí do Box e me sequei, fui para o closet escolher uma roupa e optei por colocar um shortinho preto e uma blusa de alcinha fina rosa, algo básico e confortável. Retornei ao banheiro e penteei o meu cabelo, peguei a pinça e limpei a minha sobrancelha de leve, depois lavei o meu rosto e saí do banheiro.

Desci para a sala e estava tudo silencioso ainda, já passava das 21h e nada dele chegar. Por fim eu resolvi pôr a mesa, eu havia preparado um arroz com lentilhas que ficou incrivelmente bom e fiz um rocambole de frango que estava com uma aparência divina. A salada colorida seria para o caso dele querer comer apenas o rocambole e ela. A cor estava em harmonia e bem temperada. Tudo estava perfeito. Sentei-me na cadeira, parti o rocambole e coloquei uma fatia em meu prato. Coloquei um pouquinho de arroz para mim e um pouco de salada, rezava para não enjoar e comecei a comer. O sabor estava muito bom, eu comia numa boa e não enjoei como pensei que iria acontecer. Lembrei do refrigerante e da minha vitamina, na mesma hora eu me levantei e fui para a cozinha. Peguei o que eu pretendia e retornei para a sala, Edward acabava de chegar e fechou a porta. O olhei por breves segundos e me sentei na cadeira.

—Eu acabei pondo a mesa, pensei de você chegar de madrugada como faz às vezes.

—Eu não iria chegar de madrugada. Disse ele indo à direção do corredor e sumiu de minhas vistas.

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Ele ao retornar novamente.

—Mesmo assim eu pensei. Falei no momento que ele se sentou à minha frente segurando um prato, um copo, um garfo e uma faca.

—Eu já cheguei. Não estou aqui?

—Estou vendo.

Começamos a comer após interrompermos uma possível briga. Eu havia perdido a minha fome e afastei o meu prato, inconformada com as minhas suspeitas eu cruzei o meu braço. Edward continuou comendo como se não estivesse vendo a minha birra e colocou um pouco de refrigerante para ele beber.

—Eu quero continuar comendo na paz Isabella. Pode ser?

—Estou falando algo? Acho que não, então pode continuar comendo “na paz” Edward.

Ele tornou a comer e eu olhei para o meu prato contendo no máximo duas colheres de arroz e um pedaço de rocambole, já a salada não havia por eu tê-la comido toda. Preferi ficar na minha e ele comeu bastante, sinal que estava mesmo bom.

—Amanhã nós iremos almoçar na casa da minha mãe. Mary ligou para o meu celular a pedido dela nos convidando. Estarão lá os meus tios, Emmett, Rosalie, Alice e só.

—E porque o seu pai não o convidou? Vocês não trabalharam junto hoje?

—Nem sempre ele vai aos sábados. É somente eu, a nossa secretária que faz um extra e os outros funcionários. São muitos a propósito.

—Você e a sua funcionária?

—Eu preciso dela.

Edward terminou de comer e eu me levantei na última garfada que ele deu. Peguei a louça que eu sujei de uma forma um pouco desnecessária e ele ficou me olhando, mas nem liguei e levei para a cozinha. Eu as lavei e coloquei no escorredor. Voltei na sala e tirei as travessas contendo a comida, Edward levou o que ele sujou para a cozinha e depois subiu para o quarto.

Eu preferi ficar na sala e me deitei no sofá, liguei a televisão e fiquei assistindo, pois seria melhor ficarmos em ambientes diferente no momento. Por eu saber que ele era mulherengo, digo, quando eu entrei na vida dele, ele tinha outra pessoa. Depois as coisas pioraram bastante e eu acabei arruinando tudo ainda mais ao ficar grávida. Meio que sou a culpada por separá-los, por isso eu não queria subir ou acabaríamos brigando por eu desconfiar que ele estava com outra mulher e não trabalhando. Eu não conseguia segurar a minha raiva ou a minha língua, eu era espontânea demais e sei que algumas mulheres não desistem assim tão fácil de um homem. O melhor seria ficar na sala mesmo.

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1h depois.

Eu estava assistindo um programa de culinária e nada do meu sono chegar, o motivo foi eu ter dormido a tarde. Resolvi desligar a tv e me levantei, peguei uma das almofadas do sofá e fui para a área da piscina. Deitei-me em uma das cadeiras reclináveis e sentia a brisa fresquinha em minha pele, não estava tão calor essa noite. Já estava tarde, devia ser em torno das 23:08min da noite, já que eu ao sair da sala era exatamente 23:05min. Fiquei olhando para o céu distraída e comecei a acariciar a minha barriga, mas eu não conseguia parar de pensar na saída de Edward hoje.

—Isso não é da minha conta! Falei para mim mesma. –Nos odiamos. Falei gesticulando para o nada. –É melhor que ele saia mesmo e me deixe em paz! Uma hora eu o odeio, outra hora eu o desejo loucamente sexualmente, mas não há espaço para reclamar a respeito da vida amorosa que ele tenha com outra mulher! Não mesmo e isso não é da minha conta. Não é! Eu falava inconformada.

Continuei na minha e conforme os minutos se passavam ia trazendo a minha sonolência. Meus olhos abriam e fechavam constantemente, decidi entrar e levei a almofada junto comigo. Fechei a porta de vidro por dentro e fui me deitar no sofá sem ligar a televisão, nessa eu acabei dormindo.

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Madrugada de Domingo, 16 de março.

01:27min da manhã.

—Isabella. Chamava-me Edward. –Isabella. Chamou-me ele mais uma vez.

—Hum? Fiz me virando para o outro lado, eu o ignorei.

—Vamos subir, já é madrugada e iremos sair daqui a pouco. Disse ele colocando a mão em minha cintura.

—Eu vou ficar aqui! Não quero ir para o quarto.

—Deixa de bobeira, vai ficar com dor nas costas à toa.

—Daqui a pouco eu subo, vai indo à frente.

—Vou vir buscá-la se isso não acontecer.

—Não quero subir agora Edward.

—Você é teimosa demais! Disse ele com o controle das proteções na mão e as fechou.

O ignorei e continuei deitada, Edward apagou a luz da sala de propósito e subiu, a luz do corredor do andar de cima iluminava um pouco a sala e a escada. Continuei deitada e o sofá não era um lugar confortável para se dormir realmente, ainda mais se estando grávida. Resolvi me levantar e subi a escada devagar, ao entrar no quarto a luz estava apagada, mas eu sabia que dormindo Edward ainda não estava. O ar estava gelando bem e acendi a luz, Edward continuou deitado de lado sob a coberta e eu após fechar a porta fui acender a luz do abajur. Tornei a apagar a luz principal e fui para o banheiro, chegando lá eu escovei os meus dentes e fui me aliviar, asseei-me bem depois e lavei as minhas mãos. Do jeito que eu estava eu iria dormir, de short e blusa de alcinha, estava de bom tamanho. Voltei para o quarto e me deitei, apaguei a luz do abajur e me acomodei melhor sob a coberta. Após se passarem os minutos eu acabei dormindo.

.

.

Às 8h da manhã.

Acordei com o celular de Edward despertando e ele também acordou, eu me sentia cansada e com muito sono. Edward pegou o aparelho no criado mudo e desligou o alarme, por fim ele me olhou e eu não desviei o meu olhar.

—Vou tomar um banho e me arrumar. Minha mãe está nos esperando.

—É eu sei. Falei me sentando na cama. –Você me falou quando chegou ontem tarde da noite.

—Podemos ficar numa boa lá? Perguntou ele me olhando fixamente.

—Não se preocupe, não irei fazer com que vocês se sintam envergonhados por minha causa. Não é essa a minha intenção.

—Não falo eles e sim nós.

—Eu, eu.....

—Podemos fazer isso Isabella? Pelo menos lá, aqui que se dane!

—Ok. Falei o olhando e me levantei da cama.

Fui para o banheiro escovar os meus dentes e Edward entrou no Box para tomar o banho dele. Fui para o closet escolher o que eu iria vestir e calçar, após escolher eu fui arrumar a cama.

Quando Edward saiu do banheiro eu entrei, fui me aliviar e entrei no Box para finalmente tomar o meu banho. Para a minha surpresa Edward entrou no banheiro estando de roupão ainda e fez a barba sem ficar me olhando como ele costumava fazer. Assim que ele terminou, ele lavou o rosto e saiu do banheiro. Já eu continuei me lavando e me enxaguei, eu não estava suja mesmo e saí para me secar. Estando seca já, eu fui para o closet me vestir e Edward terminava de se arrumar. Após me produzir, eu gostei do resultado para um almoço de domingo com a minha mais nova........ família.

Eu estava me sentindo bonita com aquele vestidinho azul clarinho coladinho no corpo de alças mediana. havia relevos na cor branca dando um charme e o tecido era muito bonito. O sapato era branco de saltinho de agulha e saí do banheiro após terminar de me arrumar. Edward ficou me olhando quando eu saí do mesmo estando sentado na cama e mexendo no laptop dele. Saí do quarto e ele me seguiu levando o laptop, na certa o levaria junto. Andando pelo corredor e antes de chegarmos na escada.....

—Vou preparar o café da manhã.

—Pra mim não precisa, faça apenas para você. Eu tomarei um suco apenas. Falou ele.

—Eu não irei comer nada então, posso acabar enjoando na estrada.

—Nós chegaremos a tempo do café da manhã. É quase 9h agora e estamos à 50minutos apenas de Ourinhos.

—Ok.

Descemos a escada e fomos para a cozinha, bebemos um pouco de suco apenas e saímos da casa a trancando. Iria ficar três seguranças ali e dois nos acompanharia.

Fomos para a garagem e o segurança abriu a porta do carro para mim, o agradeci após me sentar e o mesmo fechou a porta. Edward entrou no carro e o ligou, lembrei de pôr o cinto de segurança e ele fez o mesmo, após isso saímos da residência. Ele ia dirigindo com cautela e não como ele dirigia antes de nos casarmos para me amedrontar. Eu ia olhando a vista e pelo suave sacolejo do carro, o sono mais uma vez me atacou. Acabei cochilando pra valer.

.

.

1h depois.

—Nós já chegamos. Falou Edward desafivelando o meu cinto.

—Nós já chegamos? Perguntei abrindo os meus olhos.

—Já.

—Eu estou um pouco cansada na verdade.

—Durma um pouco lá no quarto.

—Quem sabe depois. Falei saindo do carro.

Ele saiu do veículo segundos depois e os seguranças que vieram junto estacionaram a pirua Blazer mais ao fundo. Edward segurou em minha mão, fomos caminhando pelo jardim e eu ao pisar ali novamente, foi bom. Eu estava sentindo saudades dali. Aparecemos na porta da cozinha e Mary estava distraída, ela preparava o que julguei ser o café da manhã. Bati de leve na porta com um simples toc, toc e falei.

—Tem alguém em casa? Perguntei sorrindo e Mary olhou na mesma hora, ela fez menção de vir falar comigo, mas ficou sem jeito porque Edward segurava em minha mão.

—Patroinha, quantas saudades! Patrãozinho, é bom ver o senhor. Disse ela um pouco sem jeito.

—Oi Mary. Disse Edward a olhando e sorriu. –Cadê a minha mãe e todo mundo?

—Seus pais estão na sala conversando com os seus tios, eles dormiram aqui e Alice também. Emmett e Rosalie podem chegar a qualquer momento. Agora que chegaram, eu irei servir o café da manhã, eles os aguardam.

—Tudo bem. Disse Edward me puxando, mas não de forma desrespeitosa e olhei para a Mary.

—Depois nós conversamos. Falei gesticulando com a minha boca, mas não saiu som algum e ela sorriu afirmando que sim. Ela ainda fez um sinal de positivo com o polegar aprovando a minha roupa e sorrimos. Isso chamou a atenção de Edward, mas ele não ligou.

Fomos para a sala e encontramos com o pessoal lá, a primeira coisa que chamou a atenção deles foram as nossas mãos unidas, depois foi o nosso rosto e por último os olhares caíram para a minha barriga, sei que ela estava maior e a acariciei. Esse ato foi espontâneo e os olhei.

—Bom dia mãe, Carlisle. Falou Edward e nos aproximamos.

—Bom dia filho. Falou Esme sorrindo e Edward soltou a minha mão pra ir falar com ela.

—Bom dia filho. Cumprimentou Carlisle.

—Bom dia, tio, tia e bom dia para você também Alice.

—Bom dia Edward. Falou ela o olhando e olhou para mim.

—Bom dia Esme, bom dia Carlisle. Como vocês estão? Os saudei.

—Melhor agora. Falaram eles juntos e sorrimos. Fui até Esme e a abracei, fiz o mesmo com Carlisle e Edward tornou a segurar a minha mão. Nisso Alice nos sondava e fingi não perceber.

—Bom dia. Falei cumprimentando os pais de Alice. –Bom dia Alice.

—Bom dia bella.

—Bom dia mocinha. Falou Bernadete.

—Bom dia jovem. Falou o pai de Alice.

—Aproveitaram bem a lua de mel? Perguntou Bernadete e eu a olhei.

—Muito! Falei a olhando. –Aproveitamos não foi? Perguntei a Edward e ele me olhou estranhando. Talvez a minha atitude ao o perguntar.

—Cada minuto. Disse ele me olhando intensamente e isso causou estranheza no pai dele que juntou as sobrancelhas, mas foi discreto.

—O restaurante recomendado pela Alice, o Resort depois, tudo foi muito bem aproveitado. Falei de forma tranquila.

—Sério? Perguntou o pai de Alice nos olhando.

—Claro que sim. Por que não?

—Por nada minha jovem! Então que bom né?

—Foi bem legal. Falei indo me sentar ao lado de Esme e Edward se sentou ao meu lado.

—Gostou mesmo do restaurante? Perguntou Alice me olhando, sei que ela tentava decifrar as minhas reais reações.

—A comida é de primeira, valeu pela dica Alice. Falei de forma educada e Edward moveu a mão dele na minha, o ato foi natural da parte dele. –A casa é linda e tudo estava perfeito quando nós chegamos lá na madrugada de domingo. Você não é fácil.

—Não mesmo. Disse ela sorrindo e olhou para o primo, depois ela tornou a olhar para mim. –O que achou do local da mansão?

—Perfeito. A vista é linda e o nascer do sol é mais ainda no horizonte. Não que aqui não seja bonito também, mas lá a casa é no alto, é diferente.

—Vejo que coisas bonitas a atraem. Falou Bernadete, mãe de Alice.

—Sinal que eu tenho bom gosto não acha?

—Eu concordo! Falou Esme sorrindo.

—Sei o quanto o meu sobrinho é mesmo um gato. Disse ela me olhando e eu remexi-me sem jeito no sofá. –Não é mesmo?

—Pegaria mal se eu ridicularizasse o meu “querido esposo”.

—Tem razão filha. Disse Esme.

—Senti a sua falta. Falei não tão alto e segurei a mão dela.

—Eu também. Disse ela sorrindo.

—Soube que estava preocupada conosco.

—Conheço o gênio do meu filho e sei que você também não é fácil filha. Dois fios desencapados é faísca quando juntos. Disse ela baixinho.

—Tem razão, mas tiramos de letra.

—Fiquei tranquila quando Alice telefonou para vocês e disse que os dois estavam se comportando.

—Isso é verdade.

—O que está achando da vida de casada? Perguntou-me o pai de Alice e o olhei.

—Diferente.

—Diferente em que sentido?

—Tenho dezoito anos de idade apenas, tudo aconteceu tão rápido que estou me habituando ainda.

—Isso é verdade, mas tenho certeza que Esme não irá deixar você a ver navios. Tem o seu esposo que é um homem bem capacitado e tenho certeza que nada faltará para as duas.

—Por isso mesmo eu não vejo a hora da minha filha nascer, quero poder trabalhar e não depender apenas do dinheiro do meu querido esposo. Quero poder agradar a minha filha também e não faço o tipo descansada. Se é que me entende.

—Ela sabe que eu sou contra que ela saia.......para trabalhar. Disse Edward me olhando.

—Isso é bobeira dele, sou do tipo independente.

—Você é uma jovem inteligente. Disse o pai de Alice.

—Ela é mesmo. E uma moça muito amorosa. Não é mesmo filha?

—Com quem realmente merece sim e você é uma delas Esme.

—Tem toda razão. Disse ela sorrindo e eu também sorri.

—Dessa forma eu irei ficar com ciúmes titia. Falou Alice sorrindo.

—Não fique querida. Falou Esme sorrindo pra valer e eu a acompanhei.

Mary entrou na sala com Victória para ajudá-la e as duas foram arrumar a mesa para pôr o café da manhã. Victória me cumprimentou com um bom dia e eu a respondi, ela fez o mesmo com Edward e Edward a respondeu normalmente. O banquete do café foi posto na mesa e fomos nos sentar, preferi tomar leite apenas e comi um pãozinho com queijo branco. Depois peguei uma banda de mamão e a comi, para mim já estava de bom tamanho. Edward ao meu lado se enfartava, ele comia bem e conversava bastante com os tios, por isso esse cuidado todo para com ele em relação a mim. Mas eu era do tipo que não ficava quieta e por enquanto eles estavam se comportando. Apenas as perguntas foram um pouco com segundas intenções, mas talvez para saber um pouco mais sobre a minha real opinião e até quem sabe de mim. Eu seria inteligente ao respondê-los.

Eles estavam comendo bem, menos eu por causa do medo de enjoar e....

—Não está com fome? Perguntou Alice ao me ver observando e não comendo mais.

—Ando enjoada ultimamente, quero evitar.

—Compreendo. Que chato isso!

—Nem me fale, estou sofrendo com esses enjoos.

—Espero engravidar e ficar livre deles.

—Há mulheres que não enjoam tanto filha. Falou Bernadete a olhando. –Isso varia de mulher para mulher.

—Sei disso mãe.

—Alice está louca para se casar. Falei sorrindo.

—Estou sim, já está na hora e só falta o noivo.

—Você é uma moça bonita, logo conquistará o coração de alguém. Falei sorrindo levemente.

—Claro que sim. Falou Carlisle sorrindo.

—Saia, vá curtir, quem sabe numa dessa você encontre o seu verdadeiro amor.

—Em baladas eu não levo muita fé.

—Acho que pode acontecer em qualquer lugar.

—E você, gostava de sair muito? Perguntou-me Bernadete.

—Eu não era de sair muito porque os....... meus.... pais não deixavam. Falei meio insegura, essa palavra “meus pais” era complicada ali no meio deles, mas prossegui estando insegura ainda por causa de Edward e seus ataques. –Eu era, aliás, eu sou uma moça um pouco reservada. Quando me permitiam eu saia com os meus amigos e íamos para a praia curtir. Muitas vezes nos reuníamos na casa de um deles e fazíamos churrasco, tipo, cada um leva algo ou um só bancava. A maioria dos churrascos era na casa do meu ex-namorado. Falei olhando brevemente para o Edward e a expressão do rosto dele estava indecifrável, mas continuei. –Ele é um tipo de rapaz festeiro e tem bom coração, quer sempre ver o bem das pessoas ao redor e deixar todo mundo Feliz. Eu me dava muito bem com os meus amigos.

—Então o seu ex é fã de festas?

—Eu diria que é mais uma reunião com os amigos queridos. Onde estava um, estava os outros.

—Não sente saudades disso?

—Pra falar verdade eu sinto muita saudade dos meus amigos e de muitas coisas, mas agora estão todos separados por causa da faculdade, uns estão trabalhando e a minha melhor amiga está morando no Queens em Nova York. Eles estão amadurecendo para a vida e começando uma carreira.

—Isso é muito importante.

—Também acho. Falei pensativa. —Farei o mesmo após a minha filha nascer.

—Filho exige muita atenção. De início por você ser nova ainda, você vai estranhar bastante, pois a vida muda completamente com a chegada de um filho Isabella.

—Sei perfeitamente bem disso Bernadete.

Depois disso, eles continuaram a comer e eu fiquei quieta na minha, eu já estava me sentindo saciada e não liguei para comer mais. Quando todos terminaram de comer, eu me levantei da cadeira e pedi licença para me retirar da sala. Subi a escada tendo como destino o quarto de Edward e tuquinha começou a latir ao me ver, a peguei no colo e comecei a brincar com ela.

—Que coisinha fofa, eu estava sentindo saudades de você. Falei sorrindo e ela se remexia inquieta em meu colo a fim de me lamber.

A coloquei no chão e ela veio atrás de mim pulando em minha perna, ela era boa para pular e pulava bastante. Seu latido ecoava no quarto e eu sorri. Fui para o closet e a maioria das minhas coisas estava ali, inclusive os meus brincos, pulseiras, anéis e muitas bijuterias que eu gostava de usar. Inclusive as joias que Esme e Carlisle me deram.

Eu sabia que eu iria voltar para o meu mais novo lar mais tarde e decidi pegar uma de minhas bolsas maiores, peguei a bolsinha que eu fui sair com o jake e a abri, por sorte Edward não tinha pegado a minha chave do apartamento. A coloquei em minha bolsa e outros pertences meus, inclusive as minhas joias. Peguei algumas roupas minhas que eu gostava de andar em casa e enfiei dentro da minha bolsa, nisso eu sinto alguém se aproximando e eu ao olhar para trás vejo ser Alice.

—Fazendo arrumação?

—Estou pegando alguns pertences meu, mas não todos porque terá vezes que iremos dormir aqui.

—Acredito que sim. Está sendo ruim a ideia de morar lá com o seu marido?

—Eu sinto mais por causa de Esme, por isso ficaremos lá e cá. Apavora-me a ideia de ficar lá sozinha Alice.

—Em Solares você também fica.

—Saiba que agora eu me sinto solitária até lá também, mas eu não teria vário par de chifres na cabeça estando lá sozinha. Saiba que eu não ligo que Edward saia com outras mulheres, mas não sonhei um dia com isso. Sei que ele está tentando conviver comigo por causa da menina, tem as outras e tudo mais, mas essa situação toda está muito embaraçosa para mim. Sou um ser humano, em meu peito bate um coração e eu tenho sentimentos também.

—Eu a entendo perfeitamente e não ligue para as perguntas da minha mãe. É por pura curiosidade.

—Talvez por pura maldade também, mas informe a ela que o dinheiro de vocês não me interessa e já provei isso ao tentar fugir uma vez. Edward não é o único homem rico na face da terra, dou valor a algo mais importante que isso.

—Sei disso. Sei que é do tipo que se apaixona, depois casa e constrói família. Eu sou assim.

—É isso mesmo Alice, mas eu pulei essas etapas e fui atropelada literalmente pela vida. Já aceitei a forma que eu estou vivendo se você quer saber. Diga a ela também que bem ou mal eu tenho o meu apartamento em Solares, tenho o carro que foi da minha mãe e poderei recomeçar a minha vida numa boa caso tudo algum dia desmorone. Como você bem sabe, sei que o seu primo não me deixaria em paz caso isso aconteça ou pode ser que ele se enjoe dessa brincadeira toda! Algum dia pode ser que ele se canse.......de tudo isso....... Falei pensativa e voltei a realidade.

—Mesmo assim há a menina, ela é dos dois.

—Sei disso Alice, isso complica ainda mais a minha vida.

—Sei que você e o meu primo tem uma grande dificuldade devido aos acontecimentos, mas de alguma forma você está sendo abençoada de uns tempos para cá. Após ela falar, eu sorri incrédula.

—Abençoada? Perguntei a olhando.

—Os meus tios são ótimas pessoas e sei que a minha tia a tem como uma filha.

—Sei perfeitamente disso.

—Ela gosta mesmo de você bella e agora você tem uma família. Mesmo que não seja perfeita, como sei que ninguém é perfeito, eu peço para você ver por esse lado. Edward não foi e nem é fácil eu sei, mas eu em seu lugar não sei se seria capaz de perdoá-lo algum dia. Como a minha tia fala, somos todos vítimas. Cedo ou tarde você poderia estar morta se vivesse ainda com os seus pais. Essa vida que eles levavam era arriscada demais e seria muito fácil você ser vítima de ataques de vingança. Vingança até pior sem direito a contestar e morte na certa e.....

—O que eu passo é o que para você Alice? O porque Edward começou a me seguir? Depois me sequestrou, me violou sem dó ou piedade e ainda estou grávida. Por que Alice me diz? Por causa da maldita vingança! Já estou sendo vítima dela a um tempão! Estou com a minha vida destruída e psicologicamente também, eu não queria isso para mim. Não mesmo Alice.

—Está correta Isabella e não posso passar a mão na cabeça dele nessa questão, mas está tão na cara.

—O que está tão na cara Alice?

—Ele, ele a....

—Já estão fofocando? Perguntou Edward entrando no quarto

—Trocando umas ideias. Conversa de mulher para mulher. Falei normalmente e continuando a por roupas em minha bolsa.

—Isso funciona. Disse ele me olhando.

—Vou ver se Mary precisa de ajuda. Falou Alice se retirando do closet.

Alice fechou a porta do quarto com um baque audível e ficamos sozinhos.

—Estou pegando algumas roupas para levar para a outra casa. Aproveitei para pegar os meus brincos, pulseiras, bem, de tudo um pouco.

—Há roupas novas lá, aliás, tudo que você precisa há lá.

—É eu sei, mas as que eu estou levando são um pouco mais simples e de andar em casa. Sei que passarei a maior parte do meu tempo dentro de casa mesmo. Algum problema para você?

—Não, pegue o que quiser. Sei que não quer ficar lá, podemos dormir aqui hoje.

—Não se preocupe Edward, nós iremos embora hoje numa boa. De verdade e eu não quero magoar a Alice ou a sua mãe com criancices. Não vamos alimentar esse papo, a intenção é passarmos um domingo na paz com a família. Falei numa boa com ele.

—Tem razão. Disse ele me olhando e foi para o quarto.

Continuei pegando as minhas roupas e quando me dei por satisfeita, eu fechei a minha bolsa. Arrumei o que eu acabei bagunçando sem querer e deixei a minha bolsa no canto da parede, quando eu fosse embora eu a pegaria ali.

Saí do closet e vi Edward brincando com a tuquinha no quarto, ele jogava a bolinha rosa dela e ela ia buscar, era engraçado de se ver e fui para o banheiro me aliviar. Eu estava apertada.

Após me assear, eu me levantei e suspendi a minha calcinha. Fui lavar as minhas mãos e me olhei no espelho, eu estava bem ainda e voltei para o quarto.

—O seu amigo e sua prima já chegaram?

—Quando eu subi, eles ainda não haviam chegado. Acredito que eles chegarão depois de 12:30.

—Entendi. O Volvo.... Eles já o consertaram?

—Só terça feira. Terça feira Lima irá buscá-lo e demorou porque o estrago foi grande e a pintura exige capricho e cuidado. Sou exigente com tudo que é meu. Disse ele me olhando e prendi o leve sorriso que surgiu em meus lábios. Foi involuntário.

—Não há graça.

—Não estou sorrindo. Falei me lembrando de algo importante. –Preciso dos meus documentos, devolvam-me eles para que eu possa guardá-los comigo.

—Eles estão muito bem guardado, não se preocupe. Disse ele parando de brincar com a cachorrinha.

—Você que sabe. Se você diz que estão guardados, ótimo. Falei o olhando.

—É eles estão sim. Disse ele me comendo com o olhar, talvez para observar as minhas expressões faciais ao falar “ótimo”.

—Ok. Falei indo olhar a vista da janela.

O mar estava calmo, eu o observava. Edward não daria mole pelo visto, acho que ele ao me ver beijando o jake piorou ainda mais as coisas. Eu não entendia essa insistência em querer me ter ao seu lado, mesmo me vendo com outro ele não me deixava ir. Para piorar ele me beijava, eu podia sentir os lábios dele nos meus ao fechar os meus olhos e passei os meus dedos neles. Edward não me estuprava como ele fez das primeiras vezes após me sequestrar, agora ele ia com delicadeza e um pouco mais rápido quando o prazer nos consumia em doses altíssimas e eu sinceramente gostava. O que eu estava fazendo comigo mesma? Eu me perguntava e acariciei a minha barriga continuando a olhar para o mar. Tornei a fechar os meus olhos e lembrei de todas aquelas formigas me mordendo ao cair no chão estando vendada. De todas aquelas folhas batendo em meu corpo quase nu, a coceira que elas me provocaram e me banhar naquela cachoeira gélida era...... .Tornei a abrir os meus olhos e deixei uma lágrima rolar, mas tornei a secá-la e sai da janela indo à direção da porta deixando Edward sentado na cama sem entender nada. Abri a mesma e saí do quarto, desci a escada e fui para a cozinha encontrando Mary preparando parte do almoço.

—Senti a sua falta senhorita Mary. Falei sorrindo levemente e fui até ela cumprimentá-la.

—Eu também patroinha. Falou ela sorrindo e balancei a minha cabeça que não sorrindo também. –Curtiu a lua de mel?

—Você sabia de tudo, não é?

—Eu pensei que vocês ficariam aqui na casa.

—Não minta para mim.

—Juro que dessa vez eu não pesquei nada desse tipo no ar. Acho que tomaram bastante cuidado por saberem que eu sou a sua cúmplice. Falou ela sorrindo.

—Desculpe por isso e deixá-la em maus lençóis.

—Que nada! Falou ela mexendo a panela de arroz e tornou a me olhar. –O bom de tudo é que estão se aturando pelo visto.

—Eu estou tentando seguir o seu conselho.

—Até que fim. Falou ela levantando a mão para cima e olhou na mesma direção por breves segundos e tornou a me olhar. –Sabe que essa é a única forma dele não ficar pegando no seu pé.

—Pois é Mary. Posso afirmar que a lua de mel foi legal e o Resort era incrível.

—Que chique! Disse ela sorrindo e baixou um pouco o fogo para não queimar a comida. –Não brigaram por lá né?

—Um pouco, mas está tudo aparentemente bem.

—Como assim?

—Edward disse que a nova empregada trabalharia lá na outra casa.

—Outra casa? Perguntou ela juntando as sobrancelhas.

—Sim. Agora nós teremos a nossa própria casa e ele me disse que a Victória trabalharia lá.

—Nossa! Isso que é babado. Eu não sabia disso e para mim vocês estavam no Resort ainda e vieram direto para cá, estou surpresa.

—Eu mais ainda ao sair da festa do meu casamento e ir para aquela mansão passar a nossa primeira noite lá, tudo cheira a novo naquele belo lugar. A vista é linda e a casa fica no alto da colina, sem contar que o amanhecer lá é lindo. O nosso quarto é a coisa mais linda, aliás, a casa é toda linda.

—Tenho certeza que a Alice estava por trás disso tudo.

—E está até o pescoço. Quase surtei ao ver as camisolas. Falei baixinho e Mary arregalou os olhos.

—O que têm elas?

—Todas elas são pra lá de transparente e sexualmente apelativas, fiquei sem jeito ao olhá-las pela primeira vez e.......... parei de falar porque Mary caiu em gargalhadas.

—Desculpe amiga, mas posso até imaginar a sua cara ao vê-las.

—Não foi das melhores, mas superei esse detalhe.

—Então você as usou?

—Sim.

—Não brinca? Sei que você é durona demais.

—Eu usei sim.

—E?

—Quer saber demais. Falei sorrindo. –Mas saiba que o meu suposto marido detesta que a esposa durma de roupas.

—Ah eu já entendi. Disse ela me olhando sacana. –O que está achando a respeito de tudo isso?

—É tudo novidade para mim, só tenho dezoito anos pelo amor de Deus!

—É uma forma de dizer que ele está assumindo a sua filha e vocês irão aprender um com o outro. O patrãozinho sempre teve tudo na mão. Sei que até ele apesar de ser um homem inteligente, muito fino e educado quando ele tem vontade de ser, até ele precisa amadurecer em alguns aspectos. Você é a única que pode mudá-lo.

—Ele me viu beijando outro Mary.

—Essa você não me contou Bella. Disse ela preocupada, depois olhou na direção da porta e eu fiz o mesmo, mas não havia ninguém ali e prosseguimos.

—Foi no sábado que eu saí e detonei o carro dele.

—E?

—Aí que ele me viu beijando o jake.

—Nossa! Como você me dá uma mancada dessa Isabella?

—Eu me esqueci que o carro deles tem rastreador Mary e eu queria me vingar dele. O pior de tudo foi que o jake dirigiu o carro de Edward a meu pedido e deixou o dele lá na garagem do prédio. Aí você já pode imaginar toda a situação.

—Foi confusão na certa.

—Os dois brigaram, mas eu não vi por estar desmaiada. Foi muita pressão e se eu não perdi a minha filha até hoje, isso é um milagre de Deus. Alguém lá em cima quer que ela faça parte da minha vida.

—Então o rosto inchado do patrãozinho foi porque ele brigou com o seu ex?

—Sim. Agora Edward não quer me deixar sair sozinha mais.

—Pode ter certeza que nem tão cedo.

—Eu não entendo essa perseguição para comigo. Acho que é para arruinar a minha vida e a minha felicidade mesmo.

—Com direito a festa de casamento chique, Resort de luxo pelo visto, e de presente uma casa com a vista que você me descreveu? Como arruinar a vida de uma pessoa desse jeito? Perguntou ela se afastando de mim com quem não quer nada e foi destampar a panela, eu ao olhar para trás vi ser Fausto andando com quem não quer nada e desconfiei.

—Vou beber um pouco de água. Falei indo até a geladeira e a abri.

Peguei a garrafa de água e fui até o armário pegar um copo, nisso eu escuto vozes e olhei na direção da porta da cozinha.

—Chegamos! Falou Rosalie e Emmett ao pararem juntos na porta da cozinha e empurravam um....... carrinho de bebê lindo e na cor rosa. Era grande e espaçoso, com certeza caro também.

—Bom dia! Falei sorrindo e olhando para o que o Emmett estava empurrando.

—Bom dia! Respondeu Rosalie vindo até a mim e me abraçou. –Espero que goste, escolhemos com muito carinho.

—São doidos! Eu amei.

—Cadê os outros?

—Lá na sala.

—Oi Isabella. Cumprimentou-me Emmett sorrindo e me entregou o presente. –Esse presente é para a bebê.

—Poxa! Que gentil.

—ÊÊÊ! Até que fim! Falou Alice aparecendo na cozinha e foi cumprimentá-los e depois olhou para o carrinho. –Que fofo!

—Eu também achei. Falei sorrindo e Mary ficou nos olhando. –É lindo não é Mary?

—Muito patroinha.

—É fácil para desmontá-lo e a caixa está lá no carro. Rose e eu queria fazer essa surpresinha ao virmos o empurrando. Para desmontar é só fazer isso. Disse ele nos amostrando a forma de desmontá-lo e achei fácil.

—Saibam que eu amei!

—Vamos para a sala pessoal. Falou Alice sorrindo.

—É vamos! Falei empurrando o carrinho e aquilo era bem novo para mim, eu já imaginava a minha filha ali dentro.

Fui na frente o empurrando e ao chegar no meio do corredor Edward descia a escada, ao ver o carinho e eu o empurrando, ele ficou me olhando perdido em pensamentos. Emmett o trouxe a realidade.

—Fala aí meu brother! Falou Emmett sorrindo e Edward sorriu também. Os dois apertaram a mão ao se cumprimentarem e deram um abraço camarada. –Tudo beleza?

—Tudo indo. Disse Edward sorrindo e eu o olhei.

—Esse lindo carrinho é presente do Emmett para a minha filha.

—Valeu por isso. Disse Edward sorrindo. –Tem bom gosto.

—Por isso a Rose é o meu amor.

—Ai que fofo! Falou Alice piscando os dois olhos sorrindo e eu também sorri.

—É o amor. Falei empurrando o carrinho e fomos para a sala.

O carrinho chamou logo a atenção dos outros ao expressarem em voz alta tipo, “ai que lindo”. Confesso que eu também achei e a cor rosa do carrinho combinava mesmo com o sexo da minha filha. Bernadete veio olhá-lo de perto e sorriu.

—É um carro bem confortável para a menininha. Gostou Isabella?

—Mais é claro que sim! Emmett tem bom gosto.

—Eu o ajudei a escolher. Falou Rosalie sorrindo. –O título é nosso.

—Então ambos têm bom gosto. Afirmei.

—Por isso estão junto. Falou Bernadete sorrindo. –Fazem um par perfeito, fiquei feliz de verdade. Sei que ele é um rapaz ajuizado, do contrário à minha afilhada não o escolheria.

—Tenho que concordar. Falou Edward sorrindo também.

—Se conhecem há muito tempo? Perguntei estando um pouco curiosa.

—Põe tempo nisso. Disse Rosalie sorrindo. –Mas estamos juntos a pouco tempo.

—Estamos juntos por intermédio de Edward e Alice. Falou Emmett olhando para mim risonho. –Juro que eu não acreditei quando Edward falou a respeito do casamento dele, ainda mais que havia um bebê no meio disso tudo. Cheguei a me perguntar se era mesmo verdade.

—Até eu fiquei surpresa. Falei o olhando. –A gravidez nos pegou totalmente desprevenido e Edward quase surtou ao descobrir que iria ser papai. Após eu falar sorri.

—Poxa amigo, não perdeu tempo mesmo hein! Falou Emmett brincando.

—Não vejo a hora da minha neta nascer. Falou Esme sorrindo.

—Se prepare, sua filha vai ser bem paparicada, esse povo vai deixá-la bem mal acostumada e dengosa. Afirmou Rosalie.

—Os avós e a madrinha eu sei que sim. Falei olhando para a Rosalie e sorri levemente estando meia pensativa. –Minha bebê vai ficar bem mal acostumada. Falei acariciando a minha barriga. –Estou louca que ela nasça logo para eu me livrar dessa imensa barriga, quero voltar a ser como antes. Sinto saudades do meu antigo corpo.

—É muito nova por isso tem essa mentalidade, vê se pode falar uma coisa dessas. É o seu bebê que está aí dentro mocinha. Falou Bernadete.

—Sei perfeitamente bem. Eu disse sorrindo e olhei para a Rosalie. –Estou louca para dormir de bruços.

—Eu no seu lugar, eu também estaria e muitas mulheres pensam em se livrar logo da barriga meses depois. É compreensível.

—Você me compreende?

—Sim. Disse ela sorrindo.

—Pode crer que eu também. Falou Esme sorrindo.

—Eu já estaria louca também. Falou Alice vindo até a mim e acariciou a minha barriga.

—Eu só vou querer ter um mesmo.

—Logo terá outro, muitas dizem isso e quando ver, já estão esperando o segundo.

—Eu não quero mesmo. E você Rose?

—Dois está de bom tamanho para mim.

—Que isso amor, você me disse que queria ter cinco.

—Ele está mentindo. Falou Rosalie sorrindo e eu também sorri.

—Exagerado. Falou Edward.

—Um pouco. Após Emmett falar todos sorriram. –Então Edward a escondeu por esse tempo todo?

—Digamos que sim. Afirmei o olhando.

—Eu nunca a vi.

—Podes crer que não, sou de Solares.

—Solares é bem conhecido, é um lugar bonito e com baladas show de bola.

—Isso é verdade.

—Então como se conheceram?

—Circunstância da vida. Nos vimos pela primeira vez eu voltando da praia e depois disso, tudo aconteceu bem rápido.

—Esse cara não perde tempo. Disse Emmett sorrindo, mas mal ele sabia.

—Tem razão. Falei o olhando. — Se me deem licença, eu irei guardar o presente. Falei de forma gentil sorrindo levemente.

—Tem toda.

Empurrei o carrinho até a escada e o desmontei com facilidade, nisso eu vi Victória vindo com uma bandeja contendo bebidas para servir para o pessoal.

—Vai querer algo senhora Cullen?

—Não Victória, obrigado.

—Posso ajudá-la com o carrinho.

—Não é pesado pelo o que parece e eu o arrastarei.

—Ok.

Ela se foi e eu subi a escada devagar puxando o carrinho sem ter muita dificuldade, ao chegar no segundo andar eu parei para descansar. Após se passarem alguns segundo eu me senti recuperada e fui para o quarto deixar o presente da minha filha no closet. O deixei no cantinho e voltei para o quarto, sentindo-me um pouco cansada eu tirei o sapato e me deitei na cama. Fechei os meus olhos e fiquei pensando, pensando e pensando. Até que o amigo de Edward era bem bacana, digo o meu padrinho de casamento.

Sem querer eu comecei a ir ficando sonolenta e meus olhos fechavam constantemente, eu estava travando uma luta árdua por estarmos com visitas, mas sem querer mesmo eu acabei cochilando estando de barriga pra cima e os meus pés sobre o travesseiro relaxando por causa do sapato.

.

.

15min depois.

Estando em minha inconsciência eu senti algo suave chocar-se em meus lábios e quase despertei, mas estava tão bom aquele soninho que eu permaneci inconsciente.

.

.

45min depois.

—Senhora acorde. Eu ouvia ao longe alguém me chamando. –Senhora, está na hora do almoço.

—Oi. Falei com a voz carregada de sono e abri os meus olhos, era Victória ali me chamando.

—Está na hora do almoço, logo ele irá ser servido.

—Obrigado por me chamar, já estou indo.

—Ok. Disse ela se retirando do quarto e fechou a porta.

Se eu continuasse na cama eu iria dormir novamente e me levantei, calcei o meu sapato e fui até o banheiro me olhar no espelho, eu estava bem. Passei a mão em meu cabelo o ajeitando de leve, depois lavei a minha boca e saí do quarto. Fui descendo a escada devagar e vi Edward sentado no bar bebendo junto com o amigo, para disfarçar eu fui até ele e selei os nossos lábios de leve.

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—Acabei cochilando. Falei o olhando e olhei para o Emmett. –Desculpe a minha falta de educação. Após eu falar, ele sorriu.

—Está tudo bem.

—Estou uma dorminhoca e parece que não há jeito para isso, coisa de grávida.

—Não esquenta.

—Ta certo. Após eu falar, sorri. –O pessoal está na sala Edward?

—Eles estão à sombra no jardim conversando, a brisa lá fora está fresquinha e o almoço vai ser servido lá fora também. Só estávamos lhe aguardando e a mesa já foi posta lá.

—Já estou aqui.

—Ok. Então vamos. Falou Edward se levantando do banco e Emmett fez o mesmo.

Edward segurou em minha mão e eu não queria ser indelicada ao retirar a minha da dele. Para conseguir a minha liberdade de sair novamente eu pegaria bem mais leve e seria suave ao extremo, acho que ele estranharia até. Já comecei por agora nesse pequeno gesto em não o rejeitar.

Fomos caminhando pelo corredor e logo chegamos na cozinha, observei Mary e Victória arrumando as coisas nas bandejas e passamos direto. Ao chegarmos no quintal, alguns olhares vieram em nossas mãos unidas e vi que Carlisle voltou a conversar com o irmão, acho que o meu sogro não estava entendendo nada e nem o irmão.

A mesa estava arrumada a sombra e o pessoal conversava estando bem animados. A maioria bebia, o balde de gelo estava sobre a mesa cheio de garrafinhas e por estar calor eles bebiam cerveja. Juro que eu cheguei a aguar vendo-os bebendo com o calorzinho que estava fazendo e nos sentamos à mesa. Edward se sentou ao meu lado e Emmett foi se sentar ao lado da namorada. Começamos a ser servido e bebi um copo de suco de abacaxi enquanto os outros se deliciavam na cerveja, olhei para o copo de Edward e ele o levou a boca me olhando, parecendo perceber o meu olhar pidão ele balançou a cabeça que não.

—Só é desejo por estar calor, mas não irei beber. Falei baixo no ouvido dele e ele me olhou estando a centímetros do meu rosto.

—Ok.

Nos afastamos um do outro e continuamos a comer, a comida estava mesmo boa. Por sorte eu não estava enjoando, eu pensava enquanto eu mastigava a farofa. Alice e Rosalie conversavam bastante, Esme e Bernadete idem, já eu ficava apenas prestando atenção. Vez ou outra eu entrava na conversa e sorria por causa dos comentários hilários de Emmett, ele era um crianção e não tinha como não gostar dele. Bebi o restante do meu suco e aceitei mais um pouco, Mary o colocou em meu copo e se afastou. Nossa sobremesa foi torta holandesa e estava maravilhosa, acabei repetindo e me senti saciada depois. Nada mais cabia em meu estômago e encostei-me na cadeira, comecei a sentir a minha filha mexendo e teve uma hora que pareceu que ela chutou o meu estômago, doeu e reclamei acariciando o local estando distraída demais olhando o nada.

—Algum problema bella? Perguntou Rose que estava do meu outro lado.

—Meu bebê está mexendo e pelo o meu estômago estar cheio, parece que o pezinho ou a mãozinha dela o acertou em cheio, mas estou bem. Não é a primeira vez que ela me apronta essa.

—Isso acontece porque ela está crescendo.

—Isso é. Falei a olhando. –O espaço deve está apertado. Após eu falar isso, eles sorriram.

—E o nome dela, qual é? Perguntou Emmett e todos olharam para mim.

—Eu não pensei a respeito ainda.

—Precisa se apressar, daqui uns dias você dá a luz e a menina não terá nome ainda. Falou Bernadete.

—Quando for o momento, quando eu estiver com a minha cabeça tranquila eu pensarei em um, até lá eu irei pensando.

—Não há nomes femininos que você concedera bonito? Perguntou-me Rose.

—Alguns. Até os nove meses eu pensarei, bem dizer pela data falta três meses apenas.

—Bem pouco.

—É Rose, falta pouco para eu trazer a minha filha ao mundo. Falei olhando para ela e sorri levemente.

—Qual será a cor dos olhos dela? Da mamãe ou do papai?

—Tomara que sejam verdes. Falei pensativa.

—Puxa saco. Falou ela sorrindo e Alice me olhou.

—Quero que sejam verdes, só assim ele terá certeza que é dele. Coisas da minha cabeça, não liga não Rose.

—Você está falando e está completamente distraída.

—Um pouco. Mesmo ela nascendo com a cor dos meus olhos, ela será bem-vinda.

—A cor dos seus olhos é linda, não se preocupe.

—Sem eu querer ser convencida, muitos já me falaram isso. O Azul dos meus olhos é intenso, mais para o escuro. Diferente eu diria.

—Deve ser mesmo lindo. Falou Esme sorrindo.

Após os elogios, eles voltaram a conversar a respeito de outros assuntos. Vira e mexe Edward me olhava por breves segundos e pedi licença para me retirar da mesa, eu precisava ir me aliviar urgentemente.

Caminhei devagar pelo quintal e vi Sebastian mais à frente, sem pensar eu caminhei até ele.

—Oi.

—Olá patroa, eu desejo tudo de bom com o casamento.

—Obrigado, mas você sabe a minha real situação Sebastian.......só aquelas milhares de pessoas presente naquele salão que não. E voltando ao tempo, eu realmente sinto muito por causa da sua suspensão. Não deu nem tempo de falar com você direito semana passada.

—Que nada! Disse ele sorrindo levemente. –A senhora é uma corajosa.

—Nada de senhora, apenas você está de bom tamanho.

—Acho que não é uma boa ideia conversarmos, seu marido está olhando e pode não gostar.

—Não ligue para os ataques dele, o pior de tudo é que eu fiquei sem o meu motorista que é você. Eu confio em você.

—Sou pago para ter olhos e não vê, ter ouvido e não escutar. A senhora é bacana, percebi.

—Sei disso Sebastian, mas fiquei mal por causa da minha loucura e quem pagou foi você.

—O patrão virou uma fera quando chegou naquele dia aqui e não viu o carro dele na garagem, pensei que eu iria ser demitido no ato. Piorou tudo quando você falou com ele no telefone, sem esperar mais um segundo ele saiu com os outros seguranças atrás de você.

—Foi o que eu imaginei, mas eu pedi que ele não descontasse em seu pagamento pela a ideia e a culpa ser minha.

—Obrigado por isso.

—De nada. É o mínimo que eu pude fazer por você, Edward é implacável e duro na queda. Agora eu estou presa novamente.

—Sinto muito.

—Eu também por não poder dar uma volta por aí.

—Sinto muito mesmo por causa disso.

—Agora eu preciso entrar.

—Ok.

Saí de perto dele e entrei, passei pela cozinha um pouco rápido, fiz o mesmo ao passar no corredor e fui para o banheiro social. Assim que eu fechei a porta, eu suspendi o meu vestido e arrumei a minha calcinha. Aliviei-me com vontade e me asseei com calma, depois lavei as minhas mãos e me preparei para abrir a porta, no que eu abri, Edward estava parado a minha frente. Cheguei a tomar um susto, mas ele foi direto.

—O que vocês estavam falando? Perguntou ele um pouco autoritário me comendo com o olhar.

—Se vamos conversar a respeito disso, que sejamos civilizados. Falei dando espaço para ele entrar pelo banheiro social ser grande e confortável. Ele foi se sentar na bancada da banheira e fechei a porta.

—Não gostei do seu bate papo. Já estava tramando?

—Claro que não. Falei encostando-me na pia. –Você cismou com isso e eu só estava pedindo desculpas.

—Desculpas? Perguntou ele duvidando de mim.

—Sim. Por minha culpa ele levou uma suspensão e não tive a oportunidade de me desculpar antes, então eu fiz ainda pouco.

—Ele errou por obedecê-la.

—Agora eu sou a sua esposa ou já se esqueceu?

—O que tem isso?

—Sinal que não deve se preocupar.

—Não estou me preocupando e sim lhe advertindo! Não tente nenhuma gracinha.

—É hilária a forma que você fala com posse a meu respeito, mas esse é você. Agora que já estamos conversados, desencana dessa ideia absurda que eu estou sempre tramando nas suas costas.

—Não quero vê-la perto de homens, já falei a esse respeito com você.

—Agora pouco eu estava conversando com o seu amigo Emmett.

—Ele é comprometido!

—Quanta bobagem! Homens comprometidos traem a sua mulher, alguns são assim.

—Rosalie não dá motivos e eu o conheço bem. Ele a ama.

—Percebi. Falei perdida em pensamentos. –Nem todas as mulheres têm a mesma sorte e sorte é a dela que ele a percebe como uma mulher de valor e não alguém que só serve para ser levada para a cama. Agora que sabe o porquê que eu e Sebastian estávamos conversando, relaxe.

Fui até a porta do banheiro e a abri, o olhei por breve segundos e saí do banheiro me sentindo um pouco mal, mas não mal fisicamente. Fui para o banheiro do quarto escovar os meus dentes e enxaguei a minha boca, olhei-me no espelho por breves segundos e ajeitei um pouco o meu cabelo. O vento era inimigo das mulheres nessa parte e fiquei pensando a respeito do companheirismo que havia entre os outros casais que estavam ali. Entre eles não havia raiva e viver assim soava bem melhor, não havia ressentimentos o que era bem melhor também. Resolvi descer, eu não queria ser indelicada com o pessoal e saí do quarto. Desci a escada com calma e vi Edward sentado no bar, ele não bebia e olhava o jornal.

—Pensei que você tivesse voltado ao quarto para dormir.

—Não, claro que não. Seria indelicadeza da minha parte estando a sua família aqui. Sou uma Swan, mas tenho coração.

—Agora é uma Cullen.

—É apenas um sobrenome e não o que eu sou realmente. Tenha em mente que se eu pertencesse realmente à linhagem dos meus pais eu já o teria matado. Sei onde fica a sua arma, tenho alcance das facas, eu poderia ter posto veneno na sua comida.

—Não é tão corajosa. Disse ele sorrindo para caçoar de mim.

—Você teve provas disso. Falei o olhando e lembrei da vez que eu o ameacei com uma faca e com a arma dele.

—Lembro-me das suas tentativas.

—Não quero jogar conversa fora, irei voltar lá para fora.

O deixei ali sentado e caminhei rumo a cozinha, passei por ela vendo as meninas trabalhando e saí no quintal. Fui me sentar novamente ao lado de Rosalie.

—Sabe bella, nós estávamos querendo ir dar uma volta no shopping, passear com a família. Topa?

—Hoje?

—Sim. Será bom e minha tia Esme vai gostar. Falou Alice.

—Ta, pode ser.Vou falar com o Edward. Falei me levantando da cadeira.

—Ok.

Tornei a entrar novamente e fui até o bar, mas Edward não estava ali e fui olhar na sala, nada dele também. Abri a porta do banheiro social e ele não estava, fui até o escritório e o mesmo estava vazio, olhei na outra sala e nada, ele deveria estar no quarto. Subi a escada e fui abrir a porta, Edward acabava de sair do banheiro.

—Alice e a Rosalie animaram de irmos todos ao shopping dar um passeio.

—Estou cansado e amanhã irei trabalhar.

—Então eu irei com elas e você fica aqui descansando.

—Nunquinha.

—Qual o problema Edward?

—Todos eles!

—Eu irei ao shopping você indo ou não!

—Só se formos juntos.

—Que seja, mas eu quero ir.

—Está sem um tostão, como é que você quer ir sozinha?

—Eu me contento em só olhar.

—Isso é o que as mulheres dizem. Disse ele tirando o rádio do bolso e chamou Fausto.

Escutamos o bip e....

—Pois não patrão.

—Iremos todos ao shopping. Fiquem à paisana com roupas casuais e ficará aqui na mansão o Sebastian e os outros da ronda da tarde.

—Combinado. Direi aos outros para se aprontarem. Após o bip....

—Perfeito.

Fiquei o olhando desacreditada, Edward estava com implicância com o rapaz.

—Então é isso?

—Isso o quê?

—Privou o rapaz de nos acompanhar por causa das suas desconfianças absurdas e incabíveis? Perguntei tentando me controlar, eu não poderia pôr o meu plano a perder.

—Algum problema nisso? Está preocupada com ele?

—Não.... Só não quero que cisme à toa. Falei indo até ele e no que eu fui selar os nossos lábios, ele se afastou de leve. Fingi não ligar e fiquei o olhando com ambas de minhas mãos em seu pescoço.

—É melhor irmos.

—Ok.

Saímos do quarto e fui andando na frente, eu não gostava de ser ignorada, mas eu tinha que conseguir a minha liberdade novamente de qualquer jeito. Eu me sentia sem valor ao fazer isso, mas.........Ele pelo visto não amaciaria tão cedo e descemos a escada, tentei andar um pouco mais rápido que ele e ele segurou na minha mão. Não liguei e fomos para o quintal.

—E aí o que decidiram? Perguntou Alice e os outros já estavam nos aguardando em pé.

—Nós iremos.

—Que bom! Disse ela sorrindo. –Iremos só pegar as nossas coisas e cada um irá no seu carro, de lá iremos embora.

—Ok. Vou falar com o meu pai e nós iremos juntos. Falou Edward.

—Você que sabe. Disse Alice se afastando.

Eu e Edward fomos até os pais dele e....

—Carlisle, nós iremos juntos.

—No meu carro?

—Pode ser?

—Tudo bem filho. Irei só pegar a minha carteira e a chave dele.

—Ok.

Afastei-me de Edward após afastar a minha mão da dele e fui me Sentar na cadeira. Os outros foram buscar os seus pertences lá na sala e, eu fiquei apreciando o ventinho em meu rosto. Edward se sentou à minha frente após posicionar a cadeira e ficou olhando para mim. Fingi não perceber e fiquei olhando em outra direção.

—Não levará bolsa? Perguntou Alice ao ir se aproximando de onde eu estava.

—Não levarei nada. Minha outra bolsa contendo um pouco de dinheiro ficou em Solares, então não levarei nada.

—Seu marido está indo, qualquer coisa ele paga para você.

—Não preciso, eu não irei comprar nada mesmo. É apenas passear um pouco.

—Se você diz. O pessoal já está vindo, vamos.

—É vamos. Falei me levantando e Edward segurou em minha cintura.

Fomos caminhando até a garagem e o segurança abriu a porta da frente pra Esme entrar, depois eu me acomodei no banco de trás e Edward fez a mesma coisa. Aguardamos os outros a se acomodarem em seus carros e saímos na companhia dos seguranças. Até os seguranças dos pais de Alice estavam ali vos guardando. Carlisle ligou o ar e eu encostei-me no banco, já Edward ficou próximo da janela olhando a moda do lado de fora.

—Passear no shopping vai ser bom. Falou Esme.

—Eu adoro ir ao shopping. Antes, vez ou outra eu ia com as minhas amigas, elas adoravam torrar o dinheiro dos pais.

—E você, não gosta de fazer compra no shopping?

—Eu gosto, na verdade eu adoro, mas não sou compulsiva igual elas são.

—Alice já pensa o contrário, quando ela e a minha filha iam ao shopping, Brenda voltava cheia de bolsas e dizia que a prima ficava no ouvido dela dizendo que ficaria lindo nela, aí ela acabava comprando. Minha filha também gostava de gastar, por isso Edward tem vários presentes dela............. Minha filha, que Deus a tenha. Disse ela pensativa.

—Pelo visto ela tinha bom gosto, as jaquetas são bonitas. Falei sendo sincera.

—Eu também achei na época. Disse ela e entendi o seu ponto de vista, na época ela ainda enxergava.

Continuamos a conversar e nisso se aproximávamos cada vez mais do shopping. Edward ficou na dele e Carlisle também entrou na conversa, não sei se tocar no nome da irmã dele foi uma boa ideia, na verdade eu só saberia quando ele abrisse a boca pra poder falar comigo ou as suas atitudes para comigo ao chegarmos no shopping.

.

.

Finalmente chegamos.

Carlisle estacionou o carro, pelo o visto os outros que nos acompanhavam devem ter feito o mesmo e descemos do carro. Carlisle envolveu o braço da esposa e foi a conduzindo de forma tranquila. Edward segurou na minha mão e fomos ao encontro dos outros logo mais à frente, eles já nos aguardavam. Olhei para o lado e os seguranças estavam à paisana, fomos caminhando todos juntos e entramos no shopping. O ar condicionado estava ótimo e fomos olhando as vitrines. De forma paciente Carlisle dizia como tudo estava a Esme e falava das roupas que via na vitrine que eram a cara dela. Sorrindo Esme dizia que não queria.

Edward permaneceu na dele e nós andávamos normalmente, pra falar a verdade eu tinha muita roupa que Alice comprou, mas ali havia várias perfeitas. Eu namorava os vestidinhos, os shortinhos jeans e havia cada conjuntinho. Eu gostei de muitos ali, eu observava na minha. Alice se encantou por uma blusinha e a comprou, a mãe dela também comprou algumas coisas e Esme pareceu se interessar pelo vestido que o marido descreveu para ela. Sorrindo, nós entramos na loja e eu me ofereci para ir ajudá-la a experimentar, o vestido ficou perfeito nela e era vermelho. Esme o apalpou em seu corpo e aprovou o modelo, mas antes de tornar a se vestir......

—Desculpe ter tocado no nome da minha filha com o meu filho presente, sei que isso não ajuda em nada.

—Estamos tranquilos, não se preocupe Esme. Uma hora ou outra ele terá que se acostumar.

—Sei disso filha, mas agora que vocês estão morando sozinhos, eu não quero que ele a maltrate.

—Ele está se comportando Esme, só não me deixa.......

—Continua filha.

—Não quero trazer mais problemas, o importante é que estamos nos tolerando.

—Qualquer virgula fora da linha, por favor, me diga.

—Pode deixar. Falei abotoando a blusa dela atrás.

Saímos do provador e Esme disse que iria levar.

—A senhora não gostou de nada? Perguntou o vendedor sorrindo de forma educada para mim.

—Há várias roupas lindas aqui, mas hoje não, quem sabe outro dia.

—É uma pena, os modelinhos estão perfeitos e......

—Minha mãe já experimentou a roupa? Perguntou Edward ao parar ao meu lado.

—Sim, ela já.

—Então podemos ir?

—Claro. Falei o olhando e olhei para o vendedor. –Obrigado pela atenção, outro dia eu volto.

—De nada senhora e será bem-vinda. Falou ele completamente educado.

Edward foi andando e por nossas mãos estar unida eu o segui. Resolvi deixar a pequena bobeira dele de lado e por Carlisle ter pagado o vestido já, nós continuamos a andar pelo shopping.

—Não vai querer comprar nada? Perguntou-me Bernadete.

—Não estou a fim de comprar, há muitas roupas para eu usar. Contento-me com as que eu tenho.

—Conheço o meu sobrinho e sei que ele gosta de agradar a parceira. Já estamos a um bom tempo andando pelo shopping.

—Podemos continuar? Perguntou Edward a ela e ela sorriu para ele.

—Claro que sim querido.

Larguei a mão de Edward e fui andando na frente, sem poder falar o que tinha vontade por causa dos outros, ele me deixou em paz. Olhei as vitrines junto de Alice e olhei a moda a nossa volta, o shopping estava bem movimentado hoje. Eu estava me sentindo solta, mas para não sair perdendo depois, eu fui por vontade própria segurar a mão de Edward e ele me olhou.

—Podemos ficar numa boa. Falei baixinho enquanto os outros iam à frente. — Sua tia.... Deixa pra lá.

—Compre alguma coisa.

—Juro que não quero.

—Não minta para mim ou jure em vão.

—Há muitas roupas lá na casa da sua mãe, há várias outras novas lá onde estamos morando, não preciso de exageros.

—Mulheres da sociedade adoram comprar.

—Pois acredite, esse mérito não é meu. Podemos andar?

—Claro. Falou ele me olhando minuciosamente e tornamos a andar.

Decidimos ir a uma pizzaria famosa que havia ali no shopping e o pessoal comeu de forma civilizada, digo as mulheres para manterem a forma, já os homens aproveitaram.

Eu comi quatro fatias grandes e estava mesmo bom. A massa era grossa e macia, estava uma delícia e bebi todo o meu refrigerante. Edward e Emmett disputavam para ver quem comia mais e sorrimos quando eles pararam com a disputa por se sentirem pra lá de saciados.

—Podem acabar passando mal. Falou Esme sorrindo.

Sorrimos após ela dizer isso e vimos estar ficando bem tarde, já passavas das 21h. Decidimos ir embora um tempinho depois e nesse momento nós nos encontrávamos no estacionamento do shopping.

—Tivemos um domingo excelente. Falou Rosalie estando abraçada com o Emmett.

—Eu me diverti. Falou Esme.

—Foi bem legal. Falei sorrindo. –Obrigado pelo presente mais uma vez.

—De nada, a pequenina merece.

—Pois é. Falei sorrindo.

—Tenham uma ótima semana pessoal. Falou a mãe de Alice e cumprimentou um por um, até eu ela cumprimentou com dois beijos na bochecha e fiquei a olhando.

—Seria um prazer recebê-la onde eu estou morando Rosalie, digo o mesmo para você Emmett.

—Pode deixar bella, sei onde fica por Alice ter me contado Tim, Tim, por Tim, Tim.

—Não é novidade. Falei sorrindo.

Terminamos de nos despedir e cada um foi para o seu carro. Esme estando sentada no banco da frente segurava a bolsa do vestido que o marido lhe deu e resolvi encostar-me no banco. Eu estava saciada por causa da pizza e cansada por ter andando muito, com certeza ao chegarmos lá na outra residência eu iria dormir logo.

.

.

Chegamos na mansão de Esme e Carlisle estacionou o carro. Saímos do veículo e olhei para o Edward.

—Vou pegar a minha bolsa e já volto.

—Iremos dormir aqui hoje.

—Podemos ir embora. Falei o olhando. –Não quero contestar as suas decisões.

—Iremos ficar aqui.

—Ok.

—Que horas são filho?

—23:19min mãe.

—Isso tudo já filho?

—Nos entretemos e a hora passou rápido.

—É verdade. Está tarde para vocês irem não acha?

—É eu acho. Falou Edward me olhando.

—Por mim tudo bem. Iremos amanhã então.

—Podem ir quando quiserem, a casa é de vocês também.

—Ok.

Saímos da garagem e entramos na mansão, Mary e Victória já tinham se recolhido e estava tudo silencioso. Carlisle e Esme subiram e nos desejaram uma boa noite. Edward subiu para o quarto após os pais subirem, já eu permaneci na cozinha para tomar a minha vitamina e beber água. Eu fiquei ali sozinha pensando e pelo visto ele devia encher as ex dele de presente, isso dizendo Bernadete. Eu não iria deixar os comentários dela me nocautear e ficar sem grana era mesmo ruim, eu estava passando por essa situação e estava desagradável. Era ruim demais me sentir vulnerável e resolvi parar de pesar a respeito disso, eu não queria que o meu bom humor naufragasse. Então lavei o copo e o coloquei sobre a pia, apaguei a luz da cozinha e subi.

Ao entrar no quarto eu vi Edward tomando o banho dele e fui para o closet escolher o que vestir, mas desisti e voltei para o quarto. Estando em pé ao lado da cama, eu tirei primeiro o meu brinco, depois eu arriei ambas as alças do meu vestido e desci o zíper. Tirei o vestido e o dobrei estando apenas de calcinha e sapato. Coloquei o meu brinco sobre ele e terminei de tirar o resto, conclusão, eu estava nua e fui deixar a minha roupa no closet. Tornei a voltar para o quarto e liguei a televisão, deixei em um canal qualquer e fui para o banheiro escovar os meus dentes. Enxaguei a minha boca ao terminar de escová-los e Edward estava demorando a sair, então entrei no Box com quem não quer nada e coloquei um pouco de sabonete líquido na esponja que havia ali. Edward continuou tomando o banho dele normalmente e eu o meu.

.

.

Minutos depois ele saiu sem ter insinuado algo e vestiu o roupão, ele escovou os dentes dele e foi se deitar. Tratei de terminar o meu banho e saí para me secar, vesti um roupão limpo de cor bege e fui me deitar também. Edward havia ligado o ar, então eu peguei a coberta e a deixei próxima de mim, por enquanto o quarto não estava gelado ainda e eu sentiria calor caso me cobrisse nesse momento. Olhei para o lado e Edward assistia televisão estando de barriga pra cima, também fiquei nessa posição, mas tornei a olhá-lo.

—Algo errado?

—Não está tudo certo e eu mentiria se dissesse que está tudo bem.

—Boa noite Edward. O saudei, pois eu não queria arrumar confusão.

—Boa. Disse ele apagando a luz do abajur ao seu lado.

—Posso dormir lá em baixo se a minha presença estar sendo demais essa noite para você.

—Por favor, não vamos começar com isso! Estou a fim de relaxar, amanhã eu irei trabalhar e preciso estar com a cabeça fresca Isabella.

—Tudo bem.

Tornei a me ajeitar no travesseiro e fechei os meus olhos, eu estava exausta, muito exausta fisicamente e psicologicamente. Lembrei de Ângela nesse momento e pensei em como devia estar as coisas com ela, com o jake, meus amigos de verdade. O sono já estava chegando aos poucos e fechei os meus olhos, só aí, eu me dei conta que eles estavam marejados e os sequei com o tecido do roupão. Resolvi me virar de lado e fechei os meus olhos, não demorou muito e eu peguei no sono.

.

.

...................................................................................

Segunda feira, 17 de março.

06:30min da manhã.

Acordei com o despertador do quarto de Edward e ele se moveu, não demorou nada e ele abriu os olhos.

—Ta na hora. Falei me sentando e fui desligar o alarme, depois o olhei novamente. –Você irá me deixar lá agora?

—Não irei deixá-la lá, Fausto irá levá-la para mim junto da nova arrumadeira.

—Fala da Victória?

—Sim. Aquela casa é enorme e ela irá fazer as coisas aos pouquinhos. Ela só trabalhará as segunda, quarta e sexta, mas não dormirá lá.

—Por que não a Mary ao invés dela?

—Mary já está acostumada a ficar aqui e minha mãe já está acostumada com ela. Fora os outros dias, Victória ficará aqui para dar uma mão a Mary e ganhará bem mais por causa disso.

—Ok. Por mim tudo bem.

—Mentira, eu sei que você não aprova a ideia.

—Eu não esquento. Falei me levantando da cama.

Fui para o banheiro escovar os meus dentes, eu preferia a Mary, mas fazer o que, eu não tinha voz ativa com ele. Penteei o meu cabelo e fui me arrumar, coloquei uma blusa de alça e uma saia, estava de bom tamanho e peguei a minha bolsa contendo os pertences que eu peguei ontem no closet. Calcei uma rasteirinha e saí do quarto deixando Edward se arrumando, desci a escada devagar e fui para a cozinha, Mary já estava preparando o café da manhã e Victória já estava arrumada.

—Bom dia senhora. Saudou-me ela.

—Bom dia Victória.

—Irei começar na sua casa hoje.

—Estou sabendo. Falei sorrindo levemente. –Bom dia Mary.

—Bom dia patroinha. Está com cara de cansada hoje.

—Um pouco, aliás, eu estou bem cansada. Vou beber apenas um suco de laranja Mary pra não enjoar no caminho de volta.

—Já tem pronto, irei servi-la. Disse a outra arrumadeira

—Obrigado Victória.

Ela me serviu o suco e Edward apareceu na cozinha todo arrumado momento depois.

—Bom dia. Edward saudou as meninas.

—Bom dia patrão.

—Bom dia patrãozinho. Falou Mary.

—Vou querer apenas um café Mary, chegarei mais cedo hoje porque a secretária deixou a chave da porta do escritório no sábado sobre a mesa dela, na certa a esqueceu.

—Tudo bem.

Fiquei o olhando e me sentei na cadeira, Edward pegou a xícara de café dada por Mary e a bebeu. Fazendo cara que o sabor estava bom, ele veio até a mesa e se sentou de frente para mim.

—Mostre a Victória onde estão os produtos de limpeza.

—Ok.

—Às 17h acaba o turno dela e um dos seguranças irá trazê-la para cá.

—Ok.

—Não há bagunça no meu ponto de vista lá. É mais varrer, passar pano e limpar os vidros da casa hoje.

—Ok.

—Tenho que ir agora.

—Ok.

Edward ficou me olhando e afastou a xícara, ele se levantou e se despediu de nós com um tchau. Fiquei o olhando sair e dois minutos depois ele retornou à cozinha.

—Se preparem, vocês irão agora.

—Ok.

Ele olhou para mim e se foi. Despedi-me de Mary de forma calorosa e me lembrei de algo importante, eu pegaria o relógio no quarto de Edward, nós estávamos sem despertador e fui lá em cima rapidinho pegá-lo.

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Quando eu retornei à cozinha, eu dei um tchauzinho para Mary. Depois Victória e eu, nós fomos para a garagem e eu não estava nada satisfeita. Mas fazer o quê? Nada!

Edward saiu com o carro dele e fiquei o olhando se afastar. O segurança abriu a porta da pirua Blazer e Victória e eu entramos, eu estava um pouco sonolenta e encostei-me no banco, mas lutei arduamente com o sono durante o trajeto.

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59min depois.

Pro meu alivio chegamos, saímos do carro e o segurança abriu a porta para nós entrar, com esse pequeno gesto a Victória ficou me olhando. Geralmente as donas de casa portavam as suas próprias chaves, mas até o presente momento eu não tinha a minha ainda. Entramos na residência e levei Victória em cada cômodo da casa para ela conhecer, mas um dos quartos de hospedes estava trancado, pude reparar. Mostrei a Victória onde ficavam os produtos de limpeza e dei as instruções que Edward sugeriu. Varrer, passar pano no chão, nos móveis e limpar os vidros a princípio. Eles eram muitos e falei com ela que a comida eu fazia, dizendo não se importar em fazê-la qualquer dia que eu precisasse eu a agradeci. Ela foi pegar as coisas e eu subi para o quarto após retirar todas as proteções. Troquei de roupa e coloquei um shortinho de algodão e blusa de alcinhas do mesmo material, depois liguei o relógio e o deixei no criado mudo após ajustar a hora. Deitei-me um pouco na cama e fiquei relaxando.

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Às 12:05min.

Decidi que era a hora de me levantar e desci para preparar o nosso almoço. Victória estava limpando o chão da sala e os vidros já estavam todos limpos, o brilho estava diferente. Avisei que eu iria preparar o nosso almoço e fui para a cozinha, passei um bom tempinho lá cozinhando.

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Almoçamos e Victória retornou ao serviço. Um tempo depois eu fiquei no meu quarto enquanto ela limpava o banheiro do mesmo, a casa não estava imunda, então ela estava terminando rápido cada tarefa. Fui olhar o banheiro e o mesmo estava limpinho, pedi que ela não limpasse o nosso closet porque ele estava arrumado ainda e sem terra no carpete.

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Às 17h da tarde.

Chegou à hora de Victória ir embora e perguntei como seria a forma de pagamento, dizendo ela seria no fim do mês como combinou com Edward. Ela se despediu de mim com um até logo e o segurança foi levá-la, estando mais à vontade eu subi e me deitei na cama. Acabei pegando no sono pra valer.

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Às 22h da noite.

Acordei do nada e o quarto estava na escuridão total, sentei-me na cama e me aproximei mais da cabeceira. Fui tateando devagar o criado mudo e achei o interruptor do abajur, na mesma hora eu o acendi e olhei tudo a minha volta. Levantei da cama e resolvi descer, abri a porta do quarto notando a escuridão e devagar eu fui me escorando na parede, eu sabia em qual direção ficava o interruptor da luz e ficava na parede próximo da escada. Fui andando bem devagar com medo de tropeçar em meus próprios pés por causa do escuro e a claridade vinda de fora iluminava um pouco a sala. Com cuidado eu continuei andando e levantei a minha mão, fui certeira e acendi a luz do corredor. Ela iluminou toda a escada e desci devagar, constatei estar tarde já e fui para a cozinha.

O arroz estava fresquinho e o feijão também por eu tê-los feito no almoço, então eu faria um filé de peixe no capricho com molho de ervas e uma salada. Salada era o que mais eles gostavam de comer a noite e Edward algumas vezes malhava um pouco após o serviço, então era pra manter bem a forma.

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Terminei o preparo um tempinho depois e subi para tomar um banho. Resolvi pegar logo uma camisola no closet e fui me refrescar, ficar na frente do fogão não era fácil e por sorte estava fresquinho. Lavei-me da cabeça aos pés, depois saí para me secar e vesti a camisola somente. Penteei o meu cabelo, hidratei o meu corpo de leve, passei um pouco de colônia e calcei o meu chinelo. Estando pensativa a maior parte do tempo, eu imaginava que Edward estava na companhia de outra mulher. Sem saber se eu o esperava ou não para jantar, eu desci a escada e peguei o controle das proteções. Fechei todas elas, inclusive a da porta principal.

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15min depois.

O telefone da sala tocou e eu estava sentada no sofá assistindo televisão, levantei-me e fui atendê-lo.

—Alô.

—Eu estou aqui fora, abre a porta.

—Um momento.

Peguei o controle e liberei a proteção da porta, não demorou muito ela se abriu e Edward após entrar tornou a fechá-la. Com o controle ainda em minha mão, eu fechei aquela proteção e Edward olhou os meus trajes.

—Por que demorou? Perguntei logo de cara e coloquei o controle sobre o sofá.

—Eu estava ocupado.

—Lá na casa da sua mãe você chegava mais cedo.

—Tive um dia cansativo hoje Isabella.

—Tem comida pronta, vai jantar?

—Estou sem apetite e já comi fora. Victória limpou a casa?

—Ela fez tudo, ela é rápida.

—Que bom. Disse ele me olhando.

—Irei comer então.

—Eu irei tomar um banho e dormir.

Edward subiu a escada e eu fui para a cozinha, eu me sentia chateada e tirei a minha comida. Fui me sentar no sofá para comer e comi devagar, eu estava insatisfeita comigo mesma. O filé de peixe ficou muito bom, aquele molho o deixou divino e toda comida estava saborosa.

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Terminei de comer e fui lavar o meu prato, nisso Edward entrou na cozinha estando vestido apenas com o short do pijama e pegou uma garrafa de água na geladeira.

—Trouxe o relógio lá de casa?

—Sim.

Após eu respondê-lo, eu o deixei ali sozinho e subi, eu iria escovar os meus dentes e o fiz.

Tornei a descer momentos depois e Edward subiu provavelmente para dormir. Deitei-me no sofá da sala para assistir televisão e coloquei em um canal que passava um seriado. Ele era divertido ao meu ver e roubavam-me risadas sem ter a mínima vontade de sorrir.

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Nisso as horas se passaram e me lembrei da ecografia amanhã, pelo visto Edward havia a esquecido. Eu colocaria o relógio para despertar mais cedo e querendo ou não ele teria que me liberar para ir fazer o exame. Resolvi ir dormir e desliguei a televisão, apaguei a luz da sala e subi a escada.

Entrei no quarto e Edward estava assistindo televisão deitado sob o edredom, o quarto já estava bem frio e fui até o banheiro me aliviar. A seguir lavei as minhas mãos, as sequei e apaguei a luz do banheiro. Caminhei até a cama a passos largos e ao me deitar, eu o olhei.

—Amanhã é o dia da minha ecografia Edward. Dia dezoito.

—Não posso chegar atrasado amanhã e a desmarquei com a doutora. Após ele falar isso, eu fiquei bastante surpresa.

—Não é necessário você me levar Edward. O Lima, o Fausto, o Vicente, quem mais da segurança poderia me levar? Não precisava tê-la desmarcado por causa disso.

—Está marcado para quinta feira às 9h da manhã.

—Tudo bem, então eu poderei ficar lá em baixo mais um pouco. Falei me levantando da cama e saí do quarto.

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.....................................................(No mesmo instante)

Madrugada de terça feira, 18 de Março.

1h da manhã.

Acendi a luz da sala e liguei a televisão, deitei-me no sofá de barriga pra cima e coloquei uma almofada sobre a minha barriga. Essa mudança repentina de humor dele estava mexendo comigo, mas eu ignoraria veemente ou até eu aguentar. Eu estava louca para ir até o meu apartamento e logo as contas dele estariam vencendo. O telefone eu não pagaria quase nada, a luz idem, o gás ainda tinha, mas o condomínio era necessário estar em dia. Eu estava preocupada e ao mesmo tempo eu não queria pedir dinheiro ao Edward. Aquelas joias que Esme e Carlisle me deram me renderiam um ótimo dinheiro, mas vender uma delas seria o mesmo que desapontá-los caso descobrissem. Foi um presente eu pensava, na verdade eu não sabia o que fazer e pedir dinheiro ao meu adorável marido era o mesmo que ferir o meu ego profundamente. Eu sempre dava o meu jeito e o outro mês que se aproximava não seria diferente. Exausta de tanto pensar eu coloquei a minha mão sobre os meus olhos, foi bobeira dele cancelar a minha consulta. Fechei os meus olhos e fiquei assim por alguns minutos apenas escutando a televisão. A fim de relaxar de verdade eu fui até o interruptor e apaguei a luz da sala, depois eu tornei a me deitar no sofá e desliguei a televisão. Estava fresquinho e fechei os meus olhos, eu já podia sentir o sono me dominando.

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26min depois eu acabei dormindo.

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06:13min da manhã.

Acordei do nada e ao me mover eu senti a minhas costas bem dolorida, dormir numa posição apenas não era nada bom, ainda mais em um sofá. Levantei com cuidado e subi, ao abrir a porta do quarto vi que Edward não estava na cama. A porta do banheiro estava entre aberta, reparei, e o chuveiro estava ligado, fui até a porta e a abri mais.

—Edward. O chamei, ele estava de olhos fechados e sob a água.

—Oi. Falou ele se afastando da água e me olhou.

—O que você vai querer que eu prepare para o café da manhã? Sei lá, ontem você não quis jantar.

—Não precisa, vou pegar apenas uma caixinha de suco e vou bebendo.

—Posso fazer o café rapidinho.

—Faça então para você, eu vou beber suco.

—Ok. Vai jantar em casa hoje?

—Se eu for comer aqui eu ligo.

—Você é quem sabe.

Após eu falar decidi sair do banheiro, talvez a minha comida não o agradasse ou o café da manhã servido lá na casa dele fosse mais fino que o meu. Juro que tentei e estou tentando fazer com que a minha comida chegue à altura. Eles são simples, mas bem refinado nessa parte alimentar. Lá em Solares havia uma grande diferença, eu vivia no luxo, mas os meus pais faziam parecer que éramos pobres. Não fazia sentindo eu sei, mas apesar de conviver com pessoas ricas, digo os meus amigos, a minha alma era simples demais. Eu sabia cozinhar e sabia que não saia tão mal assim, jake adorava a minha macarronada. Aprendi muito com a Mary ao longo desse tempo também, mas gosto era gosto e não se discutia. Fiquei mal por causa disso e fui me deitar na cama, o ar ainda estava ligado e me cobri estando passada.

Edward saiu do banheiro estando enrolado na toalha da cintura pra baixo e passou rápido para o closet. Deu-me uma vontade imensa de chorar e me controlei, não, eu não iria chorar estando ele em casa.

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Momentos depois ele saiu todo arrumado do closet, o cabelo estava perfeitamente penteado e ele usava outro perfume. O cheiro era delicioso também e fiquei o olhando, sendo que o celular dele tocou e ele foi o atender fora do quarto. Resolvi me levantar da cama e eu ao chegar na porta do quarto o vi descendo a escada. Tentei me aproximar sem ser vista e só escutei.

—Eu cheguei bem. E você? Perguntou ele para a outra pessoa do outro lado da linha e parei onde eu estava na mesma hora.

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—Ok então, tchau.

Ao pensar na possibilidade de ele estar falando com alguma mulher por causa de ontem, minha raiva triplicou dentro de mim e tentei me controlar a todo custo, piorava por ele ter cancelado a minha ida ao médico sem me consultar. Acho não, eu tinha certeza que ele estava me castigando por causa do jake e do carro dele. O pior de tudo foi ele ter me expiado e me viu beijando o meu ex. Piorava por Esme ter tocado no nome da irmã dele, eu não sabia dizer o que mais pesava, sendo que na nossa lua de mel ele estava me tratando de uma forma tão diferente. Por isso eu estava apreensiva, agora ele estava me tratando de forma seca.

Edward foi à direção da cozinha e quando voltou de lá ele estava com uma caixa de suco de uva, ele liberou a proteção da porta principal e saiu da residência deixando o seu rastro perfumado para trás. Logo após ele a trancou. Eu sentia que ele estava me evitando e fiquei olhando para a porta estando no alto da escada. Pensar a respeito disso estava me deixando muito para baixo, suspirei me sentindo derrotada e fui me deitar na cama outra vez.

—Será que ele estava se encontrando com a outra, ou melhor, será que ele se encontrou com a outra ontem? Perguntei para mim mesma.

CONTINUA......