Solares

31 Capítulo 31


BELLA.......

Final do capítulo anterior.

Às 18:20min da noite.

Esme e eu ainda assistíamos televisão quando Carlisle chegou.

—Boa noite. Falou ele se aproximando do sofá.

—Boa noite amor. Falou Esme sorrindo e ganhou um selinho.

—Boa noite bella.

—Boa noite Carlisle. Falei recebendo um beijo na testa.

—E o meu filho ainda não chegou? Ele saiu cedo do trabalho.

—Já sim, pelo visto deve estar no quarto.

—Hum!

—O que acham de irmos jantar fora hoje? Sugeriu Carlisle sorrindo para a esposa e depois olhou para mim.

—Eu acho ótimo, mas não está tarde amor?

—Podemos ir em paz, fique tranquila.

—Tudo bem. Disse ela sorrindo.

—Vamos bella?

—Vamos, estou com água na boca já. Falei envergonhada.

—É compreensível. Falou Esme sorrindo.

—Vamos nos arrumar então. Falou ele olhando no relógio. –Podemos sair às 19:30min.

—Combinado. Irei subir para tomar um banho e me arrumar.

—Fale com o meu filho, se ele quiser ir conosco será ótimo.

—Ta. Falei pensando em fazer o contrário.

Subimos todos juntos e abri a porta do quarto, Edward acabava de sair do banheiro estando completamente nu e segurava o copo contendo whisky para baixo do meio. A toalha estava em seu ombro e ele continuou andando normalmente, já eu passei direto para o closet para escolher a minha roupa.

Após escolhê-la, eu fui para o banheiro tomar banho e me despi um pouco rápido, a hora passava voando. Fiquei completamente nua e olhei para o quarto, Edward vestia uma boxer branca e depois se deitou na cama de barriga pra cima. Desviei a minha atenção dele para o que eu estava fazendo e me apressei, lavei-me por inteira.

Saí para me secar e Edward me olhou encabulado estando ainda deitado quando eu comecei a me maquiar. Fiz uma maquiagem leve, mas bem bonita e penteei o meu cabelo. Sai do banheiro enrolada na toalha e o seu olhar me seguiu até o closet, não me importando com isso eu fui me arrumar. Vesti uma blusa de oncinha coladinha no corpo e babados do mesmo tecido na ponta. A minha saia era justinha amarela e calcei meu sapato de salto preto. Eu estava bem. Estando encabulado com a minha produção e com a minha demora dentro do closet, Edward veio me olhar e ficou chocado por me ver arrumada. Ele não queria que eu saísse sozinha.

—Onde pensa que vai? Perguntou ele me avaliando.

—Sair e, muito bem acompanhada. Falei olhando para ele e sorri.

—Pode ir tirando o seu cavalinho da chuva, não irá sair coisa nenhuma! Disse ele vindo até a mim e começou a tirar a minha blusa sem ter muita dificuldade por ser forte, mas não me machucava com o seu ato.

—Largue-me! Falei me afastando dele e com a blusa ainda em meu corpo. –Volte para a cama!

—Eu não autorizei a sua saída! Disse ele vindo até a mim e passou o dedão em minha boca, nisso o meu batom vermelho borrou e ele tornou a passar o dedo em minha boca vagarosamente me olhando. O ritmo do seu movimento foi vagaroso demais e soou sexy para quem visse. Com o meu coração já acelerando, eu fugi das garras dele e sai do closet com ele vindo atrás de mim.

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—Não ouse me impedir, eu irei jantar fora com os seus pais. Resolvi abrir o jogo logo, antes que ele destruísse pra valer a minha produção.

—Com os meus pais?

—Sim. O seu pai chegou e sugeriu que fossemos comer fora.

—Por que não me falou?

—Você deu espaço?

—Era para ter falado quando você entrou no quarto e não agora depois de arrumada.

—Não precisa, você pode comer em casa se quiser!

—Acha que eu irei deixá-la sair assim?

—Assim ou assado, eu irei. Não vem querer me por pra baixo, sei o quanto eu estou bonita! Já que você acha que eu estou tão ruim como você deixa claro constantemente, vá ficar com a Julieta de uma vez! Tenha certeza que mesmo eu estando grávida, tem muitos aí que me assumiria e ainda cuidaria da MINHA filha! Sabe que é a mais pura verdade.

—Já estou cheio de lero, lero. Vou junto!

—Por mim tanto faz! Estou descendo.

—Você abusa da minha paciência, mas não gastarei energia à toa com você.

—Ótimo! Já começamos pelo término de sexo, agora passe a poupar os meus ouvidos!

—Está sentindo falta? Perguntou ele me aprisionando na parede e me comia com os olhos, foi instantâneo o bico dos meus seios endurecerem. –Sei que você sente saudades de ser bem alimentada, não é? Perguntou ele cheirando o meu pescoço e prendi um gemido que quase escapou dos meus lábios. –Posso perceber o quanto está a fim. Disse ele tornando a me olhar de forma intensa. –Quer agora e aqui em pé mesmo, ou prefere de quatro na cama? Perguntou ele baixinho em meu ouvido e gemi baixinho sentindo o meu sexo comichar intensamente. –Posso ir um pouco rápido como eu sei que você gosta ou bem devagarzinho quase parando. Disse ele em meu ouvido novamente e tornou a me olhar sério, mas um fio de sorriso apareceu em seus lábios, ele estava caçoando de mim novamente e o empurrei.

—Está delirando! Falei me afastando dele com o meu coração aos saltos. -Não o desejo seu convencido!

—Isso não está em questão.

—Está sim!

Vindo até a mim novamente, ele me agarrou e me pôs encostada na parede outra vez, eu sentia a pele dele encostando na minha e o seu porte físico era mesmo irresistível. Com a perna dele, ele abriu a minha e sua mão mais que de pressa invadiu a minha calcinha, o meu gemido foi espontâneo e eu senti através dos dedos dele o quanto eu estava molhada. O desejo me consumia ardentemente e fiquei muito envergonhada, sentindo-me péssima não o encarei.

—Está vendo como eu sei? Perguntou ele tirando a mão do meu sexo e a levou em minha boca. –Está louquinha! Disse ele se afastando de mim e foi para o closet.

—Seu estúpido! Falei alto e ele nem ligou.

Eu respirava com um pouco de dificuldade, o meu desejo estava mesmo intenso e eu não sabia controlá-lo. Fui até o banheiro lavar a minha boca e fui me aliviar. Até para me aliviar, o roçar do xixi em meu sexo mexeu comigo. Sequei-me devagar e me levantei, dei a descarga no vaso sanitário e fui lavar as minhas mãos.

Saí do quarto ajeitando a minha roupa e estando desejosa demais. Eu me recriminava, mas era o meu corpo falando por si só. Eu precisava de sexo urgentemente e desci a escada, nem Esme e Carlisle haviam descido ainda e fui até a cozinha beber um pouco de água gelada. Talvez isso esfriasse um pouco o meu sangue e preferi ficar ali na cozinha em pé ao lado da mesa. Observei que Victória ajudava a Mary a preparar a janta, afinal elas e os seguranças iriam jantar. Momentos depois Edward entrou na cozinha todo arrumado e colocou o copo que ele havia bebido whisky sobre a pia. Victória o olhou disfarçadamente e ele veio até a mim sorrindo de forma cínica. Sem eu esperar ele me abraçou por trás e eu deixei, isso atraiu a atenção das meninas, mas nada falaram e tornaram a fazerem os seus afazeres. O senti excitado e ele deixou que eu percebesse ao sarrar de leve em mim e de propósito, sem que os outros vissem e tentei me afastar, mas ele não deixou. Fiquei assim quase enfartando até os pais dele descerem, mas no momento que eles entraram na cozinha, Edward já tinha se controlado.

Saí do agarre dele o reprovando com o meu olhar e saímos da cozinha após nos despedirmos das meninas. Fomos para a garagem e iríamos todos no carro de Carlisle. Esme foi na frente com o marido e Edward iria comigo no banco traseiro.

Os seguranças nos seguiriam e saímos da mansão. Para me provocar Edward colocou a mão em minha perna e a acariciou de forma bem lenta, fingi não ligar e continuei olhando para o lado de fora. Sem que o pai o visse, Edward avançou mais com a mão e eu o olhei.

—Pare! Falei baixinho, mas ele balançou a cabeça que não.

Edward se aproximou mais de mim e por eu estar sentada atrás do banco de Carlisle, ele invadiu a minha calcinha com os dedos. Suas carícias foram aumentando e eu sentia o quanto excitada eu estava, ele me olhava intensamente e mesmo no escurinho do carro por ser noite, dava para eu perceber por causa da leve claridade que entrava pelos vidros serem filmados. Sem pensar eu me aproximei do rosto dele, mas ele se afastou e me penetrou com um dedo, cheguei a suspirar baixinho e tive que tossir para disfarçar. Edward me levaria ao orgasmo em segundos, mas ele parou no meio do caminho ao sentir as contrações constantes do meu sexo e tirou a mão do meio de minhas pernas.

—Está mais que claro que eu sou capaz de te levar a loucura em poucos minutos. Duvido que o seu engomadinho faça o mesmo! Disse ele baixinho em meu ouvido e se afastou como que estivesse sentindo repulsa de mim.

Ele me deixou ardendo de desejo ao se afastar e ficou como se nada tivesse acontecido. Isso me levou as lágrimas e chorei de forma silenciosa, ele estava de joguinhos e se vangloriava em seu silêncio. Eu era uma boba mesmo e me deixava ser levada por ele fácil, fácil. A verdade era para ser dita, nessa parte eu estava nas mãos dele.

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Momentos depois nós chegamos no restaurante e desci do carro pela mesma porta que Edward saiu. Ajeitei a minha roupa e cruzei os meus braços, eu não estava a fim de fingir e decidi ir segurar no braço de Esme. Ao segurá-la ela sorriu e Carlisle fez o mesmo, entramos dessa forma e Edward veio atrás de nós. Fomos bem recepcionados pelo garçom e nos sentamos à mesa no centro do restaurante. Escolhemos o que beber e eles beberiam um vinho, já eu ficaria no suco. Preferimos o rodízio e me levantei para ir pegar a minha comida junto de Carlisle, evitei olhar na direção de nossa mesa e peguei tudo que eu queria. Optei por coisas menos calóricas e fui me sentar, nesse mesmo momento Edward se levantou e foi pegar a comida dele junto do pai que pegaria a comida para a esposa.

Comi calada e Esme percebeu.

—Está tão quieta filha.

—Um pouco. Acho que é o desejo de comer logo essas delícias que eu coloquei aqui no prato. Eu falei com a doutora o quanto o meu apetite aumentou, sendo que eu tenho que me controlar. Parece ser normal em mulheres grávidas.

—É sim filha, tem um serzinho pequenino aí sugando as suas energias. Por isso causa-lhe fome constantemente, até o humor da mulher muda e fica tudo à flor da pele.

—Estou vendo e Edward ainda me provoca.

—Em vez de brigarem, façam amor. Sei que o m.......

—Está aqui a sua comida amor. Falou Carlisle colocando o prato dela sobre a mesa e Edward se sentou à minha frente.

—Obrigado. Falou ela no momento que o marido lhe deu um selinho e o som saiu abafado. Eles sorriram por causa disso e eu também.

Começamos a comer, Edward conversava muito com a mãe, vez ou outra com o pai e eu o evitava. O papo estava interessante e Carlisle estava contente por ter fechado contrato com uma grande empresa. Eles iriam transportar os seus produtos para algumas partes do mundo e nós brindamos por causa disso. Mantive-me na minha, eu não queria demonstrar muita empolgação para o outro não falar que eu estava de olho no dinheiro deles. Carlisle pediu um champanhe muito bem requisitado nas mesas de quem tinha grana. Quando a bebida chegou dentro de um balde de gelo, o garçom colocou um pouco nas três taças e os serviram me deixando com água na boca. Eles beberam e não resisti, acabei pedindo um pouquinho.

—Esme, eu quero um pouquinho. É só um gole para matar o desejo.

—Não acho conveniente. Falou Edward e eu o ignorei de forma sutil.

—Você quer um pouco, está com vontade filha?

—Sim, acho que não vai pesar tanto por ser suave. Já acho a cerveja um pouco mais agressiva e o whisky não fica atrás.

—Acho que não tem problema só um gole.

—Ela não irá beber mãe, está grávida! Não banque a irresponsável Isabella!

—Eu quero um pouquinho sim. Falei continuando a olhar para a Esme.

—Então para não ficar na vontade, é só um gole. Disse Esme de forma gentil.

—Ok. Falei sorrindo e peguei a taça da mão dela, bebi um golinho e estava tão geladinha, que eu acabei bebendo dois golinhos por ser tão saborosa. –Que delícia! Falei devolvendo a taça a ela com cuidado já que ela não enxergava.

A partir desse momento, Edward ficou na dele e não falou mais nada. Ficou claro que eu ao matar o meu desejo pela bebida, isso não o agradou e evitei olhá-lo. Nessa parte de reações Edward era transparente demais.

—Gostou?

—Deliciosa demais Esme. Matei o meu desejo com vontade.

—Agora nem mais um gole hein! Falou Esme sorrindo.

—Pode deixar mamãe. Após eu falar, ela e Carlisle sorriram. Já Edward não achou nem um pingo de graça por estar com a cara fechada e Carlisle reparou.

—É muito novo para estar se comportando igual a um velho filho.

—É melhor deixar como estar Carlisle, não quero me aborrecer mais ainda. Falou Edward p#* da vida.

—É bom que estamos reunidos, comendo junto fora, senti falta disso. Falou Esme.

—Eu concordo amor. Disse Carlisle. –Agora somos quatro, mas logo seremos cinco. Quem sabe um dia por milagre podemos ser em seis, sete, oito. Não sei. Quanta loucura do destino meu Deus!

—Eu não quero ser estraga prazeres Carlisle, mas eu não quero ter outro bebê. Depois que a minha filha nascer, eu quero terminar os meus estudos. Eu quero também ter um bom emprego para poder bancar uma faculdade que eu sei que não é barata, ou até mesmo um cursinho. Quero ter o meu próprio dinheiro e ser independente, ter mais filhos não se enquadra nos meus planos futuros por agora.

—Não há necessidade de termos pressa querida. Disse ele sorrindo.

—E quais são esses planos? Perguntou Edward me olhando fixamente.

—Terminar os meus estudos, trabalhar, é isso. Falei olhando para ele.

—Não precisa ter pressa quanto ao trabalho, não faltará nada para você. Faça uso do cartão do meu filho, é seu.

—Eu o dispensei Carlisle e não me leve a mal.

—Não vou forçá-la a nada bella. Será do jeito que você achar melhor, mas sei que uma dama tem as suas vaidades.

—Nunca fui de gastar muito. Isso não quer dizer que eu seja pão dura ou algo do tipo, eu sempre fui simples demais. Gosto de andar bem arrumada e tal, normal. Antes eu ganhava muito presentes do meu ex-namorado, então eu quase não precisava gastar o meu dinheiro com nada. Minha mãe me dava dinheiro, o meu pai também, mas não era sempre. Eu vivia no luxo, mas eu me considerava como uma pessoa sem status por causa da faceta dos meus pais.

—Podemos falar de assuntos mais importantes que os de seus pais? Pediu Edward me olhando seriamente.

—Continue filha. Falou Carlisle me olhando. –Se vamos ser uma família, teremos que começar a superar algumas coisas.

—Então já perdoou aqueles que causou danos em nossa família? Perguntou Edward olhando para o pai com raiva.

—Não falei isso filho, mas não poderemos viver constantemente um jogando na cara do outro. Não viveremos em paz nunca dessa forma.

—Eu concordo Carlisle. Falou Esme.

—Eu não sei o que falar, eu fui prejudicada, pois estou sozinha no mundo agora. Digo em termo de parentes de sangue. Acho que só com o passar do tempo essa dor vai amenizar, mas agora está tudo muito recente Carlisle.

—Eu a compreendo filha.

—Obrigado. Falei no momento que ele segurou a minha mão. –A sua gentileza e a da sua esposa é algo que Deus admira. Saibam que estou aqui é somente por causa de vocês. Estou sendo a mais clara possível. Falei olhando para os dois.

—Isso já não é novidade para mim. Falou Edward atraindo a minha atenção. –É como se eu me importasse com isso!

—É bom desabafarmos, só assim podemos ir superando. Falou Carlisle olhando de forma severa para o filho.

—Concordo com você Carlisle. Não irei viver a minha vida toda com mágoas em meu coração. Não adianta porque sei que eles não irão voltar. Só Deus pode condená-los pelos atos já que somos todos pecadores e eles traficantes ou não, eles eram os meus pais. Eles nunca me aconselharam a usar entorpecente, nunca mesmo. Acho que é o maior desgosto que um filho pode dar para os pais e eu nunca tive esse problema e sei que nunca terei. Mesmo que eu tivesse muito dinheiro e facilidade para conseguir, eu rejeitaria por não ser fraca. Isso é para os fracos e sem miolos.

—Então é a santa do pau oco? Perguntou Edward me fulminando com o olhar, ele sabia que essa indireta foi para ele.

—Não sou santa.

—Acho que já deu. Falou Carlisle nos olhando. –Lembre-se que eu falei que somos uma família agora. Tente arrancar esse ódio do coração filho. Não estou pedindo que você Isabella perdoe o meu filho, não tenho esse direito, mas posso pedir que tentemos viver em paz um pouco. O clima está pesado e quando a minha neta nascer, espero que já tenha amenizado ou quem sabe melhorado. Pra Deus nada é impossível.

Olhei pra Edward e fiquei na minha, ele fez o mesmo e continuamos a comer. Esme ficou na dela aceitando vez ou outra as garfadas de comida que o marido dava e conversavam entre si cheios de amor para dar.

Na hora da sobremesa comemos em paz. Pedi algo light para eu me deliciar e Edward comia na dele, Esme também se deliciava e trocava beijos com o marido. Eu ficava olhando a cena e pude perceber o quanto eles eram unidos, por isso ela sentiu tanta falta do marido quando ele se afastou. Edward vez ou outra olhava para os pais que estavam envolvidos na bolha do amor e momentos depois ele olhou para mim, minha filha mexeu e desviei o meu olhar do dele para poder acariciar a minha barriga. Ele sabia que quando eu fazia isso do nada, era porque a neném estava mexendo e permaneceu na dele.

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Às 22:46mim.

—Podemos ir? Perguntou Carlisle após comer a sua segunda sobremesa e Edward havia acabado a sua terceira.

—Podemos sim. Falei me levantando da cadeira. –Irei ao banheiro antes de irmos, já volto.

—Eu irei também. Falou Edward se levantando e Carlisle olhou para o filho.

—Irei pagar a conta então.

—Use o meu cartão. Falou Edward o pegando na carteira.

—Não filho, não precisa.

—Ok. Disse ele tornando a guardá-lo. –Vou com você. Disse ele me olhando.

—Por mim. Falei andando na frente e ele me seguiu.

Passamos por algumas mesas e nelas continham famílias, em outras amigos reunidos e até casais. Eu fui olhando para as pessoas e Edward segurou em minha cintura, para evitar mais brigas a contra gosto eu deixei. Entramos no corredor dos banheiros e entrei no feminino, acredito que ele entrou no dos homens e fui me aliviar.

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Lavei as minhas mãos após terminar e saí do banheiro, Edward me aguardava do lado de fora e o alertei.

—Não precisa me tocar novamente. Falei me lembrando com o que ele vinha aprontando comigo.

—Eu não ia.

—Permaneça assim então!

Andei na frente dele e parei em frente à mesa que estávamos ocupando.

—A conta já está paga, podemos ir.

—Ok.

Caminhamos pelo restaurante e saímos, fomos para o estacionamento e entramos no carro. Eu já estava me sentindo exausta e encostei-me no banco olhando para a janela do carro. Minhas pálpebras já estavam começando a pesar, mas lutei bravamente com o sono durante todo o trajeto.

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Chegamos na mansão e descemos do carro após Carlisle estacioná-lo na garagem. O carro de Edward não havia voltado do conserto ainda e Carlisle não comentou nada a esse respeito. Sua expressão foi muito clara ao olhar a vaga do Volvo vazia.

Andamos pelo jardim e entramos na casa pela primeira vez pela porta principal e não a da cozinha. Edward fechou a porta a pedido do pai e fiquei olhando o casalzinho subindo a escada. Fiz o mesmo quando eles já estavam quase lá em cima e Edward veio logo a seguir.

—Boa noite. Saudei o casal.

—Boa noite filha.

—Boa noite querida. Saudou-me Carlisle. –Boa noite filho.

—Boa noite Carlisle. Boa noite mãe.

—Boa noite filho e durmam em paz.

Edward entrou no quarto primeiro e eu fiquei dando atenção a tuquinha no corredor. Não resistindo eu a peguei no colo e fiquei brincando com ela. Seu latido fino era engraçadinho e ela a todo o custo queria lamber o meu rosto, seu rabinho não parava quieto. Lembrei da minha vitamina e coloquei a tuquinha no chão, desci a escada e fui até o banheiro social lavar a minha mão de cachorro.

Fui até a cozinha, peguei um copo no escorredor de louça e abri a geladeira para poder pegar uma garrafa d’água. Fui até o pote onde ficavam os remédios no armário e vi que havia várias caixas fechadas da minha vitamina ali guardadinha. Peguei uma vitamina na caixinha que estava aberta e a ingeri junto da água. Após beber toda a água, eu lavei o copo e subi. Abri a porta do quarto notando o ar já fazendo efeito e Edward escovava o dente no banheiro. Ele já estava de banho tomado e vestia apenas uma boxer de cor cinza, evitei olhá-lo e fui até o closet pegar a minha camisola vermelha. Ao retornar, eu o aguardei a sair do banheiro e decidi ajeitar a cama para poder dormimos, ele estava demorando a sair.

—Edward, eu quero entrar.

—Entre. Falou ele enxaguando a boca.

—Você está demorando.

—Qual é à parte do seu corpo que eu ainda não vi? Acho que nenhuma.

—Faz questão de me olhar nua? Perguntei parando na porta do banheiro.

—Não tenho culpa que o vidro não respeita a sua privacidade.

Resolvi deixá-lo pra lá e comecei a tirar a minha roupa estando bem próxima dele. Primeiro tirei o meu sapato, depois foi à vez de tirar a minha saia, a minha blusa, o meu sutiã e por último foi a minha calcinha. Entrei no Box e evitei molhar o meu cabelo, nesse momento Edward saiu do banheiro e foi se deitar. O banho estava mesmo relaxante e demorei um pouco, mas resolvi sair e me sequei. Enrolada na toalha eu escovei os meus dentes e quando acabei de escová-los, eu vesti a minha camisola e hoje seria mais um dia que eu dormiria sem a minha calcinha. E gostava de dormir assim.

Apaguei a luz do banheiro antes de sair e o quarto estava sendo iluminado apenas pela luz do abajur que ficava ao meu lado.

Edward estava deitado de lado virado para mim e me deite na cama. Apaguei a luz do abajur e preferi me deitar de frente para ele, era possível sentir a sua respiração suave chocar-se em meu rosto, mas olhá-lo era impossível porque o quarto estava escuro demais. O senti se mover e continuei parada, seu cheiro estava me tirando de órbitas e permaneci quieta por longos e longos minutos. Edward se movia vez ou outra e com isso eu estava sentindo a respiração dele se chocar cada vez mais em meu rosto, eu estava tensa por ele estar bem próximo de mim e não me mexia para ele não pensar que eu estava acordada. Sendo que momentos depois eu acabei dormindo ao sentir que ele também pegou no sono estando quase colado em mim.

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Quarta feira, 05 de março.

06:30min da manhã.

Acordei assustada com o relógio despertando e abri os meus olhos, Edward dormia feito pedra estando encostado em mim e de propósito, eu desliguei o relógio e tornei a me acomodar no travesseiro. Acabei dormindo outra vez.

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Às 10:05min da manhã.

Acordei do nada e ao olhar para trás, Edward dormia de barriga pra cima. O sacudi de leve e com muito custo ele abriu os olhos.

—O que foi? Perguntou ele me olhando.

—Não vai trabalhar hoje?

—Que horas são?

—10:06min.

—Isso tudo já? Perguntou ele se sentando rápido na cama.

—É.

—Você não escutou o relógio despertar? Por falar nisso, ele não para de apitar sozinho. Deixou-me atrasar de propósito não foi?

—Não o ouvi tocar. Não deve ter colocado ele para despertar ontem Edward.

—Claro que coloquei! Mas fazer o quê? Já estou atrasado mesmo!

—Se o seu pai bateu na porta ou alguém veio chamá-lo, eu não ouvi.

—Você não dorme Isabella, você desmaia e vira uma pedra. Eis a diferença.

—Por causa da gravidez, somente por isso! Ou você acha que quando eu estudava alguém ia me chamar? Claro que não!

Edward levantou da cama e foi para o closet se trocar, ele já estava muito atrasado pra poder tomar um banho despertador. Quando ele saiu de lá, ele estava bem arrumado e foi para o banheiro escovar os dentes. Ele se aliviou e depois lavou as mãos, penteou-se e saiu do banheiro vindo até a cama.

—Nada de inventar modas. Está me entendendo? Perguntou ele me olhando fixamente.

—Não pretendo sair. Dê um desconto para o Sebastian, ele não teve culpa Edward.

—Ele foi imprudente!

—Fui eu quem destruiu o seu carro e descontou nele?

—Seria em você se não estivesse cheia! Quem não achou graça nenhuma fui eu! Outro em meu lugar o teria dispensado, mas sei o quanto ele é competente. Já você consegue influenciar as pessoas!

—Não desconte o salário dele, eu fui à culpada Edward e coitado.

—Não diga coitado, ele é um atirador profissional e já fez muito serviços que digamos, limpinhos. Não o conhece!

—Não me importo para o que ele faz ou deixa de fazer! Ele me trata bem e com respeito.

—Os outros não fazem o mesmo? Perguntou ele me olhando sem piscar.

—Sim, claro que me respeitam, mas tudo tem que perguntar primeiro para o patrão. Falei me sentando.

—É o correto, você não é fácil e o Sebastian acaba caindo na sua lábia. Desconfio que ele sinta algo por você.

—Epa, epa! Não coloque chifres na cabeça de cavalo Edward! Não há esse tipo de coisa entre nós e muito menos da parte dele!

—Que seja assim! Vou trabalhar agora e pelo menos dê atenção a minha mãe.

—Sabe que eu dou, se faz de besta!

—Estou saindo. Diga a minha mãe que chegarei tarde hoje.

—Vai sair com a sua prostituta hoje?

—Isso não vem ao caso. Disse ele se afastando da cama.

—VEM AO CASO SIM! Falei alto do nada.

—Estou indo. Falou ele parado na porta, depois saiu do quarto e fechou a porta.

Levantei-me da cama e fui escovar os meus dentes, ele iria sair novamente eu pensava e isso não era da minha conta. Após fazer a minha higiene bucal, eu fui me aliviar. Lavei as minhas mãos logo a segui e fui trocar de roupa rápido.

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Após sair do closet, eu arrumei a cama e saí do quarto. Desci a escada e fui até a cozinha, estava ali apenas a Mary.

—Bom dia Mary.

—Bom dia bella. Quer o seu café agora?

—Por favor, Mary. Cadê a Victória?

—Está na área de serviço.

—Hum.

—Por quê?

—Nada não, só curiosidade.

Ficamos caladas e Mary foi preparar o meu café, eu o tomaria ali mesmo na cozinha e mais uma vez eu me lembrei do meu casamento no sábado e sem querer brotaram lágrimas em meus olhos. Eu não queria que Mary as visse, então me levantei da cadeira e fui rápido para o banheiro social. Fechei a porta e encostei-me na mesma fechando os meus olhos, na mesma hora uma torrente de lágrimas escorreram. Eu estava começando a sentir o peso do que estava preste a acontecer e faltavam pouquíssimos dias para a minha forca.

Fugir? Não havia possibilidades mais. Edward não estava permitindo a minha saída e bem ou mal, eu acho que era um pouco tarde para isso. Sentindo-me bem fragilizada por causa do choro, eu fui até a pia e lavei o meu rosto. O pior era saber o quanto infeliz seria esse casamento e eu nunca almejei que o meu fosse dessa forma, parece cômico, mas não era. Nunca imaginei que tudo isso aconteceria comigo e peguei a toalha de rosto para poder secar o meu. Coloquei a toalha de volta no lugar e me preparei para sair, abri a porta e resolvi ir para o quarto, deitei-me na cama e fiquei quietinha apenas pensando.

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11:02min da manhã.

Mary bateu na porta e concedi a entrada dela, ela se preocupou ao me ver amuada na cama e falei que não era para ela se preocupar. Ela falou que o meu café estava posto lá na mesa da cozinha há tempo, mas o recusei veemente. Ela disse que o traria até a mim, mas nem isso eu quis e disse para ela que eu não estava a fim de comer, após ouvir a minha negativa ela saiu do quarto.

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13h em ponto.

Resolvi me levantar apenas para ir me aliviar e retornei para cama, após me deitar bateram na porta.

—Entre.

—Sou eu filha. Falou Esme entrando no quarto com a ajuda de Victória e depois a arrumadeira saiu nos deixando a sós.

—Soube que não quis tomar o café da manhã, mas vim te buscar para almoçarmos. Disse ela estando sentada ao meu lado.

—Estou um pouco enjoada hoje. Menti. –Por isso eu não quis comer.

—Está se sentindo mal?

—Até que não, mas não estou com apetite no momento.

—Estou achando a sua voz afetada, esteve chorando?

—Não, é impressão sua Esme e não se preocupe.

—Não vai querer comer então?

—Não, mas posso acompanhá-la durante o almoço.

—Não precisa, a agradeço. Pode descansar querida.

—Obrigado. Falei a abraçando.

Chamei a Victória e ela veio ajudar a Esme a descer, tornei a me deitar e passei a tarde desta forma, sendo que Mary trouxe a minha vitamina e um copo de água para mim ingeri-la. Eu estava sem ânimo.

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Às 21h.

Eu ainda estava deitada e ao escutar a voz de Carlisle horas antes, eu soube que o expediente na empresa já havia acabado. Nem sinal de Edward em casa e resolvi permanecer no escuro, estava confortável desta forma.

Dizer que eu não estava com fome no momento eu estaria mentindo, mas continuei deitada.

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Às 22:15min.

Alguém bateu na porta e resolvi ficar na minha, eu não atenderia, mas para o meu azar a porta foi aberta e fechei os meus olhos correndo. Alguém se aproximou e se sentou ao meu lado.

—Amiga, sei que está acordada. Abra os olhos.

—O que é Mary?

—Está o dia inteiro sem comer e está com um bebê no ventre! Ficou maluca de vez?

—Estou na minha, está sendo bom assim.

—Está sendo bom? Conta outra! Agora se levante, vá tomar o seu banho que eu irei trazer a sua comida.

—Depois eu irei descer. Estou precisando de sossego mental. Falei me sentando.

—Sem se alimentar, por acaso isso tem algo haver?

—Pra mim sim. Irei me casar no próximo sábado Mary e sei que não há para onde fugir! Não sei o que esperar e um dia eu cheguei a pensar que o meu casamento seria com um homem que me amasse de verdade, mas não. De quebra estou grávida ainda por cima e colocar o vestido de noiva nesse estado não era o meu sonho, pulei as etapas sem desejar. Agora ele deve estar com a outra nesse momento, já que ainda não chegou em casa.

—Seu casamento está mesmo chegando amiga e hoje já é quarta feira. Soube que já está tudo certo para o seu casório.

—Eu irei morar aqui.

—É, eu sei amiga.

—Estou nervosa por causa desse casamento, pra falar a verdade eu estou apavorada. Casar-me com dezoito anos não estava mesmo nos meus planos, mas estou tão grávida.

—Não é o fim do mundo bella.

—Isso é o que você diz. Um casamento não é base de ódio, mas fui eu que fiquei aqui e tive muitas oportunidades para fugir. Eu adoro a Esme e não queria decepcioná-la por te me aceitado. Não mesmo. Todos os casais que se amam, tem uma lua de mel inesquecível. Eles passeiam e curtem um ao outro, mas eu e Edward não. Não duvido nada que ele como é cara de pau, vá procurar a outra logo assim que acabar toda a encenação no sábado.

—Eu posso entendê-la. Disse Mary vindo me abraçar e deixei as minhas lágrimas rolarem ao abraçá-la. –Não me resta a aceitar esse fardo, acho que preciso me acostumar mesmo. Esse é o presente que os meus pais me deixaram.

—Apesar de tudo, sei que os seus pais não desejavam seu mal e tire da cabeça essa ideia maluca.

—Estou tão confusa Mary.

—Estou aqui para o que der e vier, mas aprenda a ignorá-lo. Em vez de ficar por baixo, fique sempre por cima. Ele a provoca porque sabe que você cai feito patinho. Já te falei milhares de vezes e não é de hoje que eu te aconselho, mas entra em um ouvido e sai no outro.

—Ele me provoca demais.

—Apenas tente. Casamento é muito mais.

—Sei disso.

Permanecemos abraçadas.

.

.

10min depois.

—Preciso descer amiga. Agora tome o seu banho e logo eu trarei a sua janta. Sua sogra e o seu sogro já jantaram e perguntaram por você. Falei que estava dormindo para acalmá-los, Esme se mostrou bem preocupada com você e ela não é boba amiga.

—Sei disso Mary. Agora eu irei tomar um banho e preciso mesmo comer, estou faminta.

—Ok.

Mary se levantou da cama e saiu do quarto. Senti a minha filha se mexendo e me levantei da cama, fui até o closet pegar um short e uma blusa para eu por. Eu não tornaria a colocar roupas de dormir, principalmente as minhas camisolas.

Fui para o banheiro e me despi rápido, entrei no Box e liguei o chuveiro deixando a água na temperatura morna. Ensaboei-me e evitei molhar o meu cabelo, lavaria apenas o meu corpo.

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Saí para me secar e a porta do quarto foi aberta por Edward, imediatamente eu envolvi a toalha em meu corpo e ele olhou para mim, mas fingi me olhar no espelho. Sequei-me com cuidado e ele foi para o closet, nesse meio tempo eu me vesti correndo e penteava o meu cabelo quando ele saiu do closet segurando o short do pijama dele.

Sai do banheiro e ele entrou no mesmo, sem demora eu saí do quarto e desci. Fui até a cozinha e Mary preparava o meu prato.

—Vou comer aqui mesmo Mary.

—Tudo bem.

Fui até o armário pegar a minha vitamina e a ingeri com um pouco de suco. Sentei-me à mesa e logo Mary pôs o meu prato de comida para eu comer, estava bom demais e comi devagar.

Mary me fez companhia e o relógio já dizia ser 23:18min.

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Terminei de comer e recusei a sobremesa, Mary lavou o meu prato e quando terminou deixando tudo limpinho, ela veio até a mim.

—Não ligue para as provocações. Aprenda a se defender, mas não baixe o nível, seja inteligente menina!

—Sei que eu perco a minha paciência rápido. Tudo está aflorado em mim.

—Finja que não liga para ele, deixe-o pensar que está no comando e não revide. Você é uma moça muito bonita e sabe o seu real valor. Pode ser isso que o incomoda.

—Tem razão Mary.

—Se ele chegar tarde, finja que está tudo bem.

—Não está tudo bem, ele dorme ao meu lado.

—Você disse que ele não a toca mais.

—Não, ele não quer sexo comigo, tem a outra.

—Se você diz não ligar, deixe ele pra lá. Sabe que ele não a deixará partir mesmo.

—Tem razão. Subirei e me deitarei sem demonstrar qualquer reação.

—Faça isso e conviva um pouco melhor, deixe-o falando sozinho quando for preciso.

—Farei isso.

—Só quero ver.

—Você irá ver.

—Vou tomar o meu banho e dormir amiga, amanhã eu tenho que levantar cedo.

—Boa noite Mary.

—Boa noite amiga.

—Amanhã a Alice vai vir aqui para eu poder provar o vestido. Não sei como ele é ainda e irão fazer os últimos retoques.

—Alice tem bom gosto, acredito que será lindo.

—Sabe se irá muita gente Mary?

—Amigos e parentes, umas cem pessoas e são apenas os mais íntimos.

—Entendi. Da minha parte não irá ninguém, digo os meus amigos.

—É, eu sei.

—Vá descansar Mary, já te aluguei demais.

—Que nada! Agora faça o mesmo e siga o meu conselho.

—Ta. Falei sorrindo levemente e ela se foi.

Continuei sentada e pensando, era muita coisa pra se assimilar e o dia do meu casamento me assombrava a todo o momento. Juro que tentei não pensar a respeito, mas estava difícil por estar tão perto. Tomei coragem e me levantei da cadeira, fui até a geladeira pegar uma garrafa de água e depois peguei um copo no escorredor, só sei que bebi um copo de água e meio.

Guardei a garrafa, lavei o copo e fui apagar a luz. Já estava tarde e saí da cozinha, eu andava devagar e subi a escada estando na marcha lenta.

Abri a porta do quarto e Edward estava deitado já de banho tomado assistindo televisão. Passei direto para o banheiro e escovei os meus dentes, depois me aliviei e lavei as minhas mãos. Não tendo mais nada para fazer ali no banheiro, eu apaguei a luz e caminhei na direção da cama. Edward ficou olhando para a minha roupa, já que eu sempre me deitava ao seu lado com roupa de dormir e nem liguei. Suspendi o edredom e me deitei de barriga pra cima, fiquei assistindo televisão quieta na minha e isso chamou o meu sono momentos depois.

Eu abria e fechava os meus olhos constantemente, eu estava sonolenta demais e....

—A Alice vai vir aqui amanhã.

—É eu sei. Falei o olhando e tornei a olhar para a televisão. –Irei experimentar o vestido com ela.

—Será aqui, não confio em você.

—Por mim tudo bem Edward, que seja. Onde você decidir, estará de bom tamanho pra mim.

Ele ficou quieto na dele depois disso e eu me deitei de lado, eu dei as costas pra ele e fechei os meus olhos. Acabei dormindo um tempo depois.

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Quinta feira, 06 de março.

06:30min da manhã.

Acordei com o relógio despertando e vi Edward se levantando pouca coisa pra desligar o alarme. Ele tornou a se deitar e me olhou, não fingi estar dormindo e fiquei olhando para ele por estar deitada de frente para o próprio. Com isso ele se deitou de barriga pra cima e fechou os olhos, se ele dormisse outra vez, ele iria acabar perdendo a hora. Ele devia estar bem cansado já que chegou tarde ontem, devia estar na farra com a outra e da forma que ele era incansável, imagino que estivessem trepando.

Dei as costas para ele e fechei os meus olhos, não demorei nada para tornar a dormir.

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10h do dia.

Despertei ao escutar as cortinas do quarto sendo abertas e vi ser Alice quem as abria.

—Que bela forma de dizer bom dia. Falei me sentando e olhei para o lado, Edward pelo visto já havia ido trabalhar.

—Sei o quanto anda dorminhoca Isabella, mas o meu tempo está curto. Cindy que é a costureira, ela nos aguarda lá em baixo e faremos a prova do vestido no escritório. Esme a está recepcionando. Apresse-se, estamos lhe aguardando.

—Ok. Falei afastando a coberta e me levantei, com isso....

—Não dorme com roupas apropriadas?

—Eu quis dormir dessa forma.

—Titia pediu que eu as comprasse e na época foram muitas.

—Eu já usei quase a metade Alice.

—Irei avisar a Mary que prepare o café da manhã.

—Obrigado.

—Minha tia irá tomá-lo também.

Alice saiu do quarto.

—Ok. Falei para mim mesma.

Fui até o banheiro pensativa, eu sentia que ela estava chateada comigo ainda, mas eu não poderia fazer nada. Só me restava lamentar. Eu não seria indelicada, eu mostraria ser uma pessoa diferente e sei que isso causaria espanto por eu sempre ter sido respondona. Eu não estava satisfeita em ter que engolir sapos, mas seria melhor assim eu acho.

Escovei os meus dentes, eu passei um lápis de olho pra não ficar completamente crua e peguei o meu gloss, já estava de bom tamanho. Coloquei um vestidinho bonitinho, calcei uma rasteirinha e prendi o meu cabelo, olhei-me no espelho e estava bom.

Fui para o quarto e arrumei a cama rápido, depois eu saí do quarto e desci.

Cheguei na sala e vi uma moça muito elegante ali conversando com Alice e Esme, ao me ver ela olhou para a Alice.

—Ela finalmente chegou. Disse Alice olhando para mim.

—Bom dia para todas vocês.

—Bom dia filha. Falou Esme sorrindo e fui até ela abraçá-la.

—Dormiu bem?

—Sim.

—Isabella, essa é a Cindy e Cindy, essa é Isabella a noiva.

—Prazer querida. Disse ela sorrindo com seus lábios extremamente vermelhos e com um leve sotaque francês, ela era uma moça jovem e muito bonita.

—O prazer é todo meu. Falei indo cumprimentá-la com dois beijos na bochecha.

—Alice disse que você preferiu algo simples, simples.

—É verdade.

—Posso dizer que ficou lindo, lindo. Foi Alice mesmo quem o escolheu e pediu para eu fazê-lo bem largo por causa da gravidez. Ela calculou que você estaria no quinto mês de gestação e com os últimos ajustes hoje, ficará perfeito.

—Que bom. Falei sorrindo levemente.

—Isabella irá tomar o café da manhã, está servida a nos acompanhar?

—Não obrigado Esme.

—Não faça desfeita, tome um chazinho ou até mesmo um café conosco.

—Vou aceitar então.

—Ok.

Fomos nos sentar à mesa e Mary logo nos serviu. Tomamos o café da manhã conversando e digo elas, já eu falava vez ou outra por me sentir um pouco tensa com o clima de casamento. Alice pouco falava comigo e eu até lamentava por isso, Alice no início foi tão legal comigo e agora ela estava distante por causa do primo que não cooperava em nada comigo. Preferi ficar na minha também e não banquei a hipócrita tentando puxar assunto. Sem contar que o outro primo dela também era a razão dos desentendimentos.

Quando terminados de comer, nós fomos para o escritório. As janelas estavam fechadas e olhei para o sofá, sobre ele estava um imenso saco preto e deduzi que era o meu vestido, com isso o meu coração acelerou um pouco.

—Aqui está o seu vestido querida. Agora tire a sua roupa, pois irá experimentá-lo. Disse a jovem costureira com a malinha na mão.

—Ok. Falei um pouco sem jeito por eu estar me sentindo acanhada. Afastei-me um pouco e tirei o meu vestido, fiquei apenas de calcinha e cruzei os meus braços sobre os meus seios que estavam enormes e cheios.

—Não precisa ficar envergonhada, já estou acostumada. Falou ela de forma gentil e Esme sorriu.

—Tudo bem.

Alice a ajudou com o vestido e ao tirá-lo do imenso saco, eu percebi o quanto o vestido era mesmo lindo. A simplicidade da peça era o que dava o ar da graça. A renda em si tornava a peça meiga.

—Gostou do vestido filha? Alice disse que você queria algo simples e ela resolveu obedecê-la para não contrariar, será em si um dia delicado.

—Eu adorei de verdade Esme, ele é lindo.

—Então vamos. Nós duas iremos lhe ajudar a vesti-lo. Falou a costureira e Alice se aproximou.

—Ok.

Com um pouco de dificuldade eu o vesti, minha barriga não cooperou muito, mas em fim consegui vesti-lo. O cheirinho de novo preencheu o local e me senti diferente com o vestido em meu corpo, eu não sabia explicar o porquê.

Cindy foi marcando o vestido e com isso as minhas pernas ficaram trêmulas, juro que me senti pateta, mas era por causa da tenção antes do tempo e ela percebeu.

—Algo errado querida?

—Não, está tudo bem.

—O que ela tem? Perguntou Esme na mesma hora.

—Ela está tremendo. Falou ela sorrindo. –Já está nervosa antes do tempo?

—Bastante. Falei de forma gentil.

—Não fique e dará tudo certo. O vestido não é muito pesado e isso irá facilitá-la por estar gravidíssima.

—Ok.

—Relaxe filha. Pediu Esme de forma carinhosa e Alice nos olhava apenas.

—Estou tentando.

Cindy continuou marcando aonde teria que ajustar e não precisaria de muitos retoques, ele estava a bem dizer perfeito. Bem mais rápido que ao colocá-lo, eu tirei o vestido com a ajuda delas. Tornei a colocar o meu vestido simples e vi o cuidado que elas guardavam a peça.

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Saímos do escritório e a costureira trazia o vestido, dizendo ir colocá-lo no carro, Victória a acompanhou até a garagem junto de Alice. Ficou Esme e eu apenas na sala as aguardando.

—Ficou envergonhada filha?

—Só um pouco por não a conhecer.

—Gostou mesmo do vestido? Pode ser sincera comigo e damos um jeito.

—Juro que amei e me casaria com ele se o visse na vitrine. Amo coisas simples e muitas vezes elas dão o ar da graça. Sei que não foi barato toda aquela renda Esme e sinto-me mal por vocês gastarem tanto.

—Afinal de conta é o casamento do meu filho também. Disse ela segurando em minha mão.

—Compreendo.

—Só desejo que tudo dê certo.

—Eu irei cooperar, não quero que Carlisle e você passem vergonha por minha causa no dia.

—Não se preocupe com isso.

—Ok.

Alice e a Cindy voltaram.

—Titia, eu tenho mesmo que ir agora.

—Mais já?

—Sim, estou correndo contra o tempo. Tenho que deixar a Cindy no ateliê dela e irei à casa de uma cliente fazer uma avaliação. No sábado minha mãe ficará na parte da manhã lá em casa para acompanhar a arrumação e Edward também ficará lá. As empregadas irão auxiliar e dará tudo certo. Venho pegar no sábado a senhora e a Isabella para irmos para o dia da noiva às 9h da manhã. Então Isabella esteja acordada e pronta.

—Pode deixar Alice que quando eu preciso, eu sou pontual.

—Tudo bem. Titia já está tudo organizado e fique calma, não precisa se preocupar que já está tudo caminho andado.

—Ótimo.

—Os quartos já estão arrumados para recebê-los lá em casa, sabe que há o suficiente para todos. No domingo iremos almoçar fora e nos distrair junto de nossos familiares que moram em outros estados. Eles chegarão amanhã e ficarão lá em casa, apenas a titia Ana que ficará aqui. Sabe como eles são e não querem vir para cá para atrapalhá-los, eles afirmaram que deverão estar todos tensos com o casamento.

—Isso é bobeira, mas tudo bem. Dona Ana será muito bem-vinda, ela é uma senhora alto astral. Pedirei a Victória que a ajude no sábado e que os seguranças a leve ao salão.

—Perfeito titia, dizendo ela sente muitas saudades de vocês.

—Eu também sinto.

—Então é isso. Até sábado e se quiser, me ligue.

—Pode deixar querida.

—Até sábado Isabella. Falou Alice vindo me cumprimentar com dois beijos na bochecha e se afastou para poder ir falar com a tia. —Até titia.

—Até querida.

—Então eu desejo felicidades à noiva. Disse Cindy vindo me dar um abraço que sentir ser verdadeiro.

—Obrigado. Falei sorrindo e senti que uma lágrima rolou.

—Não vá chorar no dia, que bom que temos maquiagem à prova d’água. Disse ela sorrindo e secou a minha lágrima de forma carinhosa. –Tudo de bom querida e felicidades para o seu bebê. Soube que é uma menininha.

—É sim.

—Vai ser uma florrrzinha. Falou ela com o seu sotaque mais que acentuado e sorrimos.

—Sei que sim. Falei sorrindo.

—Bem, não quero fazer a noiva chorar mais. Um beijo Esme e qualquer coisa eu estou em meu ateliê.

—Pode deixar e obrigado mais uma vez. Tudo que você faz fica perfeito.

—Obrigado. Disse ela indo cumprimentá-la com dois beijos e um abraço. –Além de costureira, você tem uma amiga, pode contar comigo.

—Obrigado querida e é uma pena você não poder comparecer no casamento.

—Tenho muitos compromissos. O meu pensamento e o meu coração estará lá e espero que tenha gostado mesmo do meu presente.

—É o seu vestido. Falou Alice sorrindo levemente e me olhava.

—Não brinca! Falei surpresa e fui abraçá-la. –Muito obrigado. Falei sorrindo.

—Esme é muito querida para mim, espero que curta durante a festa essa preciosidade que fiz com muito carinho.

—Pode deixar.

Sorrimos e segurei no braço de Esme, fomos até a garagem acompanhando-as e acenei quando elas entraram no carro. Falei para a Esme que eu acenava e ela fez o mesmo, segundos depois ela parou de acenar. As duas se foram e o portão da garagem foi fechado.

Caminhamos de volta com cuidado e ficamos na sala conversando, dizendo Esme eu iria adorar a dona Ana. Ela era da família dela, sendo que os pais de Esme não estavam mais no meio de nós. Restaram poucos familiares e alguns deles eu havia conhecido no réveillon.

Ficamos ali na sala por muito tempo.

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Às 13:20min.

Eu e Esme almoçamos na mesa do jardim sob a sombra da árvore e comíamos um filé de peixe no capricho, até limão nós colocamos para dar um sabor a mais no peixe. Eu comi bastante e a Esme também, por fim rejeitamos a sobremesa.

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No período do meio da tarde pra lá nos fomos caminhar um pouco na praia e tomamos banho de mar com roupa e tudo, a água estava tão quentinha que foi impossível apenas molharmos os nossos pés. Curtimos bastante a água e nos sentamos na areia. Esme pediu que eu me sentasse no meio de suas pernas e ela fez uma massagem tão relaxante em meus ombros que por pouco eu não dormi. Estava tão abafado e decidimos mais uma vez irmos para o mar.

A noite já raiava e decidimos voltar, caminhamos pela areia devagar e passamos pelo portão. Andamos pelo jardim e fomos até o chuveirinho próximo da piscina retirar a areia de nossos pés. Quando terminamos, eu fechei a água e Esme segurava em meu braço ao andarmos pelo quintal.

Chegamos na porta da cozinha e secamos os nossos pés no tapete antes de entrar.

—Os patrões já chegaram. Falou Victória se aproximando de nós.

—Tudo bem querida. Disse Esme com a sua forma gentil.

—Posso ajudá-la no banho. Ofereceu-se a moça.

—Não precisa, Carlisle com certeza a ajudará. Não é Esme?

—Claro que sim filha. De qualquer forma obrigado querida.

—De nada. Falou Victória de forma gentil nos olhando.

Continuamos andando e passamos pelo corredor, quando subiríamos a escada.

—Então estavam se banhando com roupa no mar? Perguntou Carlisle sorrindo e veio dar um selinho na esposa.

—Estávamos sim Carlisle. Falei no momento que ele beijava a minha testa ao me cumprimentar de forma carinhosa. –A água estava quentinha e está calor demais essa noite.

—Está sim. Chegamos ainda agora e Edward subiu para tomar banho por estar com calor.

—Ok Carlisle. Eu irei tomar um banho também.

—Então vamos subir.

—Ta bom.

Subimos os três e entrei no quarto, Edward estava no banheiro tomando banho e ao notar a minha presença ele me olhou. Ele avaliou o meu vestido molhado e continuou se lavando. Fui para o closet pegar um short soltinho e uma blusa de alcinha para eu por e aguardei em pé no quarto a saída de Edward do banheiro. Eu estava de costas para o banheiro e como a televisão estava ligada, eu fiquei assistindo.

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12min depois.

Finalmente ele saiu do banheiro e eu entrei. Abri a porta do Box e entrei de roupa mesmo, depois tornei a fechá-la e comecei a tomar o meu banho. Estando de vestido ainda, ele foi lavando sozinho conforme a água caia sobre mim e lavei o meu cabelo também.

Quando me dei por satisfeita, eu o tirei e me enrolei na toalha rapidamente após pegá-la. Tirei a minha calcinha e a lavei estando no Box ainda, depois a torci para que saísse toda a água.

Saí do Box e peguei outra toalha para secar o meu cabelo, após esfregá-la bastante nos mesmos eu passei creme e o penteei.

Resolvi olhar para o quarto e Edward assistia televisão, imediatamente eu coloquei a minha roupa e pendurei ali a toalha menos encharcada. A outra toalha e a minhas roupas eu as colocaria na corda para secarem.

Saí do banheiro e passei direto indo no sentido da porta do quarto, sem cerimônia eu a abri e saí do quarto. Desci a escada e fui para o quintal pendurá-las. Depois eu tornei a entrar e fui para a sala assistir televisão.

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Às 20h da noite.

Eu assistia um programa estando deitada no sofá quando Edward desceu e foi se sentar à mesa, a mesma já estava arrumada e os pais de Edward também desceram ambos de cabelos molhado. Eu me levantei e fui me sentar à mesa também, a minha vitamina já estava ali ao lado de um copo com água e eu a ingeri sob o olhar de Carlisle e Edward.

Mary nos serviu junto de Victória e nós comemos em paz. Carlisle conversava muito com a esposa e eu acabei entrando na conversa. O assunto da vinda da costureira também foi abordado, mas Esme não falou como o vestido era. Carlisle ficou contente quando soube que eu adorei de verdade o vestido e Edward me olhou, mas continuou comendo na dele e nada falou a respeito.

Terminamos de comer e aceitamos a sobremesa, Carlisle contava algumas piadas e eu sorria bastante por causa disso. Não era nada ofensivo e muito da engraçada até. Vez ou outra eu percebia que Edward prendia o sorriso ao colocar a colher de doce na boca e nem liguei. Até Mary sorria e Victória nos olhava bem risonha. Foi bem legal a nossa estadia a mesa.

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Momentos depois.

Carlisle subiu com a esposa e ficou Edward e eu assistindo televisão. As empregadas já haviam ido descansar e o doce me deu muita sede. Sem falar nada eu me levantei do sofá e fui para a cozinha beber água.

Ao retornar estando eu no meio do corredor ainda, eu decidi subir. Ficaríamos em silêncio mesmo por não haver diálogo decente entre nós e eu subiria para evitar possíveis atritos. Abri a porta do quarto e tornei a fechá-la, o ar ainda estava ligado e fui escovar os meus dentes. Aliviei-me, me asseei e fui lavar as minhas mãos. Após secá-las eu fui me deitar deixando o quarto todo no escuro.

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20min depois.

Edward entrou no quarto e acendeu a luz, permaneci de olhos fechados e escutava apenas os seus passos pelo quarto. Momentos depois eu escutei o barulho do interruptor e eu soube que ele apagou a luz. Abri os meus olhos e senti a cama afundar bem ao meu lado. Ele se cobriu e por estarmos próximos, eu sentia a respiração dele em meu pescoço e fechei os meus olhos. O ventinho se chocava constantemente em mim e eu fiquei parada sem me mover, ele se aproximou ainda mais e sentiu o meu perfume através do meu pescoço. O roçar suave de seu nariz despertou algo que eu não queria em meu corpo e pedi a Deus que ele parasse com aquilo que ele estava fazendo, mas ele não parou de fazer. Meu cheiro devia estar mesmo bom e fingi me mover, aí que ele continuou mesmo e chupou a minha pele ali bem devagarzinho por duas vezes, sendo que em lugares diferentes.

—Edward. Falei fingindo voz de sono. –O que está fazendo? Perguntei numa boa e continuei assim.

—Está claro demais.

—Eu estou com sono e me sentindo cansada. Por favor, eu não estou a fim.

—Você nunca vai estar, não é?

—Não estou falando isso. Estou tensa com o casamento, é apenas isso.

—É mentira! É por causa do outro que não sai da sua cabeça! Por isso estava lá com ele!

—Não é isso.

—Não acredito depois que vi vocês se agarrando! Falou ele acendendo a luz e me olhou fixamente.

—Aquilo foi fogo de palha. Falei o olhando da mesma forma. –Jake é o meu amigo apenas.

—Amigos que trepam e beijam na boca? Conta outra!

—Juro pela a felicidade da minha filha que eu e ele não transamos depois que eu passei a sair daqui da mansão.

—Você jura em vão por ela ser a minha filha também!

—Nunca que eu faria isso com ela, eu a amo. Se eu a deixei aqui é porque eu não tive coragem Edward e não por causa do seu dinheiro. Nunca que eu desejaria o mal da minha filha, nunca e, não é do meu feitio fazer isso. Já você tem a outra, você afirma o quanto ela é boa e continue assim. Eu não ligo e digo que fique com ela, já nós mantenhamos as aparências. Só não toque mais em mim, eu não faço o seu tipo de mulher e sou uma fedelha ainda desabrochando para a vida. Já aceitei essa vida que estou levando e prometi a sua mãe que sábado eu não iria fazê-los passar vergonha. Continue com a sua namorada e não sei o que ela representa para você, mas no momento eu não estou a fim.

—Isso é o que você diz Isabella.

—Essa é a mais pura verdade.

—Então você quer que eu vá procurar na rua?

—É. Falei pensativa. –Você já faz isso há muito tempo, só dê continuidade.

—Quem deve decidir isso sou eu.

—Sei disso Edward.

—Quando eu a desejar, eu a terei. Não a quero para enfeitar!

—É para me usar como vem fazendo. Não é?

—Você também tira proveito. Não irei ficar sem tê-la, mas hoje eu deixarei passar.

—Acho melhor irmos dormir. Falei secando uma lágrima que rolou e me virei de lado dando as costas para ele.

—Tenho mesmo que acordar cedo amanhã. Disse ele apagando a luz e sequei mais uma lágrima que rolou.

O senti se aproximar, mas ele manteve uma fina distância de mim. Talvez por causa do meu choro e o meu sono chegou minutos depois sem dar espaço para eu tentar resisti-lo.

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Sexta feira, 07 de março.

05:49min da manhã.

Acordei do nada com uma vontade imensa de fazer xixi e me levantei após acender o abajur que ficava ao meu lado. Caminhei até o banheiro apressada e arriei o meu short junto da calcinha de uma vez. Sentei-me no vaso sanitário e me aliviei com vontade, quanto mais eu fazia, mais eu queria. Após eu terminar foi alívio total, asseei-me, depois fui lavar as minhas mãos e ao retornar para a cama Edward me olhava. Fiquei surpresa por ele estar acordado, já que quando eu me levantei ele dormia.

—Eu não quis acordá-lo. Precisei usar o banheiro urgentemente por eu estar muito apertada.

—Eu notei.

—Volte a dormir. Falei me deitando novamente e apaguei a luz do abajur.

—Já vai dar seis horas e se eu dormir agora não ouvirei o relógio despertando. Sei que você não irá ouvi-lo também.

—Sei disso.

Edward acendeu o abajur que ficava ao lado dele e se levantou para ir ao banheiro. Ele escovou os dentes e depois foi tomar banho. Aos poucos as minhas pálpebras foram pesando, pesando e acabei dormindo novamente.

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Foi estranho, eu estando longe em minha inconsciência, eu senti algo macio se chocar em meus lábios e isso me trouxe a realidade fazendo com que eu abrisse os meus olhos. Na cara de pau Edward tornou a me dar um selinho longo e eu me afastei sem ser grosseira o olhando. Ele foi à direção da porta e reparei piscando bastante o quanto ele estava bem arrumado, sem falar nada ele saiu levando a chave do carro, o celular e a carteira dele. Fiquei pensando nessa loucura dele e acabei dormindo novamente sem entender nada.

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11h da manhã.

Acordei e olhei em volta, tornei a fechar os meus olhos e pensei em meu casamento amanhã. Procurei não ficar nervosa e me levantei devagar, fui abrir as cortinas e desliguei o ar. Escovei os meus dentes, aliviei-me e fui trocar de roupa.

Optei a colocar um conjuntinho de saia e blusa vermelha, fui fazer uma maquiagem leve e hoje chegaria a parente de Esme e eu não queria estar igual a uma bruxa. Fiz um rabo de cavalo e coloquei um brinco, um cordão e uma pulseirinha de ouro. Olhando-me no espelho eu estava apresentável e fui calçar uma sandália baixinha, depois fui arrumar a cama rapidinho e desci.

Encontrei a Esme tomando café a mesa sozinha e de companhia Victória estava ao seu lado.

—Bom dia Esme. A saudei com um beijo na bochecha.

—Bom dia filha.

—Bom dia Victória.

—Bom dia senhorita. Irei servi-la.

—Ok.

Victória me serviu com o que já estava posto ali na mesa e tomei o meu café conversando com a Esme. O assunto do casamento não saia da boca dela e ela estava tão feliz por ser eu a nora dela.

—Gosto do seu jeitinho meigo filha, mas não deixo de adorá-la por ser também explosiva. Disse ela sorrindo.

—Obrigado sogrinha. Falei sorrindo levemente. –Apesar de tudo eu gosto muito de ficar aqui, mas sinto falta de Solares também. Sendo que ultimamente eu tenho me sentido solitária quando eu estou lá. Sinto-me sozinha demais naquele imenso apartamento e como não deu tempo de vendê-lo, depois do casamento eu irei fazer isso o mais rápido possível.

—Se acha melhor assim.

—Agora eu acho sim Esme e guardarei o dinheiro.

—Faz bem. Aqui é a sua casa, sabe disso.

—Estou me acostumando, sabe que não é fácil aturar o mau humor do Edward.

—Eu sinto na pele as malcriações dele e com o pai também.

—Carlisle deve cortar um dobrado, ainda mais eles que trabalham juntos.

—Dizendo o meu marido, na área profissional o nosso filho é profissional e conversam de forma civilizada, mas quando acaba o expediente, ele continua carrancudo filha.

—Quem lamenta sou eu agora Esme.

—Não vamos falar de coisas ruins hoje, daqui a pouco a dona Ana estará chegando e animará a casa. Você vai ver.

—Tudo bem.

Continuamos a tomar o nosso café da manhã e conversamos bastante.

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Ás 12:30min.

Estava eu e Esme na sala com a televisão ligada, quando....

—Cadê o povo dessa casa? Perguntou uma voz feminina desconhecida e Esme sorriu pra valer.

—Ela chegou filha, só não repare o jeito dela.

—Que isso. Falei me levantando e Esme fez o mesmo com cuidado.

—Mas ninguém responde? Perguntou à senhora de idade aparecendo na sala e Edward a acompanhava segurando a alça da imensa mala dela. Ele sorria por causa do jeito dela.

—Estamos aqui querida Ana. Falou Esme sorrindo e a senhora aparentando os seus setenta e poucos anos veio até ela sorrindo.

—Oh! Minha filhona! Disse a senhora a abraçando apertado. –Senti tantas saudades. Disse ela de forma carinhosa e acariciou o rosto de Esme. –Continua muito bonita.

—São seus olhos aninha.

—Que nada! Disse ela sorrindo. –Então é essa joia que é a noiva?

—Sim. Falou Esme sorrindo. –Isabella, essa é Dona Ana.

—Pode me chamar de Ana querida e nada de dona. Disse a senhora de forma gentil e veio me cumprimentar com dois beijos na bochecha e me deu um abraço apertado. –Então temos uma encomenda? Perguntou ela com a mão em minha barriga e sorriu para mim.

—É. Eu falei sem jeito.

—É uma menina, o meu neto me falou e eu o considero assim sabe filha.

—Tudo bem.

—Poxa que coisa mais crua! Disse ela do nada e eu fiquei boiando.

—O que foi vó? Perguntou Edward se aproximando após deixar a mala dela em um cantinho.

—Você não cumprimenta a sua noiva? Na minha época era um beijo na mão ou um selinho carinhoso. –Esses homens de hoje em dia querida, em alguns faltam o romantismo.

—Eu não esquento. Falei sem jeito.

—Mas deve! Pro meu neto aceitar a se casar de forma rápida e que surpreendeu a todos, sei que ele gosta de você. Disse ela sorrindo e olhou para a Esme. –Tem uma nora muito bonita filha.

—Obrigado. Falou Esme sorrindo.

—Não seja por isso. Disse Edward vindo até a mim e selou os nossos lábios por breves segundos e se afastou me olhando. –Pronto? Perguntou ele sorrindo para a senhora.

—Meio insosso, mas deixem para curtir amanhã na lua de mel.

Esme sorriu e eu sorri levemente, a senhora era mesmo alto astral e pelo visto não tinha papa na língua no bom sentido.

—Irei levar a mala da senhora lá para o quarto.

—Tudo bem filho.

—Daqui a pouco iremos almoçar aninha.

—Tudo bem filha, até que não estou com muita fome agora.

—Quer uma fruta ou um chazinho?

—Aceito um pouco de água somente.

—Irei pegar. Ofereci-me.

—É muito gentil filha e obrigado.

—De nada.

Ajudei Esme a se sentar mais por cuidado da minha parte e a senhora ficou nos olhando. Perguntei a Esme se ela queria água também e ela recusou. Saí da sala a passos vagarosos e fui até a cozinha.

—Victória leve, por favor, um copo de água para a dona Ana.

—Pode deixar senhorita. Disse ela me olhando.

—Cadê a Mary?

—Está no quintal colocando a roupa na corda.

—Tudo bem. Sebastian veio trabalhar hoje?

—Veio sim, ele está lá fora. Deseja falar com ele?

—Não, não desejo.

—Ok.

Voltei para a sala e me sentei ao lado de Esme, pelo visto a conversa estava boa porque ambas sorriam bastante. Até eu entrei na conversa e ela lamentou quando soube que eu havia perdido os meus pais.

—Então seja a minha filha emprestada. Falou ela sorrindo após saber que eu era órfã.

—Ela já é a minha filha, mas aceito reparti-la. Disse Esme brincando.

—Não precisa ficar com ciúmes. Falou a senhora sorrindo.

—Não há problemas, tenho amor para as duas. Falei sorrindo.

—Então eu aceito. Falou a senhora sorrindo. –Está feliz? Perguntou ela me olhando.

—Claro que sim. Falei com o meu melhor sorriso.

—Está se sentindo aborrecida ou até mesmo triste filha? Perguntou ela me olhando séria agora.

—Não constranja a moça aninha. Ela diz que é sensitiva e brinca com isso. Falou Esme sorrindo.

—Mas é verdade. Disse a senhora me olhando. –Saiba que tem uma amiga. Disse ela e olhou para o Edward quando ele entrou na sala e veio se sentar ao meu lado. –Já o meu neto anda um pouco confuso. Disse ela olhando para o Edward.

—Pare com isso vó!

—Tudo bem. Disse ela sorrindo e parecia que nada abalava o bom humor dela. –Para sermos realmente felizes é preciso fazer por onde, é a lei da vida. Disse ela pegando o copo de água que Victória havia trago.

—Eu concordo. Falou Esme.

—Se me dão licença, eu irei até o quarto. Falei me levantando. –Preciso me aliviar.

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—Tem toda. Disseram eles.

Olhei pra Edward e me afastei, saí da sala e subi a escada devagar. Pelo visto a senhorinha não estava de brincadeira e achei melhor fugir no momento. Eu nunca me deparei com pessoas assim, mas ultimamente estavam acontecendo coisas estranhas, como sentir o cheiro do perfume de Brenda vez ou outra, por exemplo.

Abri a porta do quarto e entrei, tornei a fechá-la e fui olhar para o mar através da janela, fiquei perdida em pensamentos.

.

.

15min depois.

Achei melhor sair da janela e fui me aliviar. Após lavar as minhas mãos eu saí do quarto e peguei tuquinha no colo, eu a desceria comigo.

Fui descendo a escada devagar e quando cheguei lá em baixo eu a soltei, imediatamente ela saiu correndo e entrou na sala. Fui andando devagar e entrei no banheiro social, lavei as minhas mãos e me preparei para sair, mas eu dei de cara com Edward ali me olhando e parei de andar na mesma hora.

—Você demorou.

—Acabei me distraindo no quarto Edward. Falei normalmente e passando por ele.

—Minha mãe está lhe aguardando para almoçarmos, mas você estava demorando.

—Já estou aqui.

Afastei-me dele conforme eu ia à direção da sala e as duas já estavam sentadas à mesa.

—Desculpe-me a demora.

—Que nada filha. Falou Esme e a dona Ana me olhou.

—Fica tranquila filha. Falou dona Ana me olhando e Edward se sentou também, não me restou fazer o mesmo.

Fomos servidos e o almoço era especial, com direito a vinho e tudo, apenas eu quem não bebi e brindamos contendo em meu copo suco de melancia. Eu estava me sentindo inquieta com esse clima de casamento e pedi licença para me retirar no meio do almoço, tive que entrar no banheiro social apressada e coloquei tudo para fora após abrir a tampa do vaso sanitário. Coloquei o almoço todo para fora, ao notar que alguém me olhava, eu olhei para o lado e era o Edward.

—Não precisa ficar olhando para algo tão nojento. Falei me levantando e tapando a minha boca.

—Vovó mandou vim vê-la.

—Volte e diga que já estou melhor. Falei indo até a pia lavar a minha boca.

Após lavá-la eu fui dar descarga no vaso e Edward ainda estava parado ali na porta me olhando. Dias atrás eu brigaria feio, mas resolvi seguir o conselho de Mary, principalmente por estarmos com visita.

Passei por ele e senti que ele me seguia conforme eu ia para a sala, ao entrar na mesma.

—Um leve mau star? Perguntou dona Ana.

—Sim.

—É melhor comer uma saladinha filha.

—A comida está ótima, creio que não foi a comida.

—A princesa está nervosa com o casamento, mas isso é normal. Apenas relaxe e dará tudo certo.

—Estou tentando, ainda grávida por cima.

—Não há nada de errado, ela virá em uma boa hora. É uma pena que....

—Ok dona..... quero dizer, Ana. Após eu falar ela sorriu.

Comi bem menos e devagar, dessa vez eu não me senti mal e me entrosei no meio da conversa delas. Edward estava na dele e vez ou outra dona Ana brincava com ele e ele sorria. Pelo visto ele saiu cedo do trabalho e foi buscá-la no aeroporto.

.

.

Aceitamos a sobremesa e após comê-la, dona Ana muito gentil me aconselhou me deitar um pouco e relaxar. A agradeci por ser atenciosa e lhe dei um abraço, a figura dela era como uma avó mesmo e por isso Edward a considerava assim.

Fiz o mesmo com Esme e dei um beijo na testa dela, sua caricia em minha barriga foi observada por Edward e eu coloquei a minha mão por cima da dela.

—A menininha tem nome?

—Ainda não don... Ana.

—Chama-me de aninha.

—Tudo bem.

—Nada em mente, nada, nada?

—Em branco.

—Alice está empolgada com a afilhada, aquela ali não tem jeito mesmo.

—Alice é elétrica vó. Falou Edward.

—Sei disso filho, é contagiante.

—Olha quem está falando. Falou Esme sorrindo.

—Estou subindo. Falei me afastando.

—Ok.

Sai da sala e subi a escada, entrei no quarto e fui escovar os meus dentes. Após lavar a minha mão eu fui me deitar, para a minha surpresa Edward entrou no quarto e foi tomar banho para poder tirar a roupa de sair. Eu o observava da cama quieta e me ajeitei no travesseiro, depois fechei os meus olhos.

.

.

Escutei a porta de vidro do Box ser aberta e permaneci de olhos fechados. Lembrei que a dona Ana tocou no assunto da lua de mel e eu estava apavorada, eu e Edward não estávamos transando mais e eu não queria que ele encostasse...... em mim. A verdade é que ele ficava com as outras e estava fazendo coisas erradas, eu me sentia mal com isso. Nem o jake que na época era o meu namorado, imagina Edward que mesmo não sendo nada hoje, digo, ele é o “meu noivo” e amanhã será o meu marido, eu não irei permitir. Eu não topo essas paradas mesmo que para algumas pessoas soe normal.

Eu não sei se ele irá me procurar após o casamento, eu não sei o que esperar meu Deus, eu pensava e fui interrompida ao sentir a cama afundar ao meu lado. Eu abri os meus olhos e o olhei, ele estava com roupa normal de andar em casa. Edward ligou a televisão a deixando quase sem volume, sendo que eu precisava mesmo saber e o perguntei.

—Por que me beijou mais cedo Edward? Perguntei após me virar para olhá-lo.

—Podemos fazer isso, não é nada demais.

—Eu sei, mas...

—É melhor fazer o que a minha avó sugeriu.

—Tudo bem. Falei o olhando e ele fazia o mesmo.

—Como faremos amanhã se nós não somos um casal normal? Perguntei me sentando na cama, esse detalhe estava me incomodando.

—E você acha que eu não me pergunto o mesmo?

—Eu sei, mas é estranho para mim.

—Digo o mesmo.

—Estou apavorada. Falei me deitando novamente e fechei os meus olhos.

—Ninguém irá mordê-la, o máximo que você pode fazer é cumprimentar as pessoas com gentileza, elas não têm culpa de nada.

—Já sei disso. Falei continuando de olhos fechados.

Acomodei-me melhor no travesseiro e me virei para o outro lado. Aos poucos eu fui sentindo o meu corpo relaxando.

.

.

20min depois.

Eu estava bem sonolenta e bem dizer já na sonolência quando a televisão foi desligada, Edward levantou da cama e eu abri bem mais os meus olhos para olhá-lo. Ele foi para o closet e demorou um pouco lá.

.

.

9min depois.

Edward saiu do closet todo arrumado e ele me olhou, fiz o mesmo e ele foi para o banheiro. Lá ele penteou o cabelo, passou o perfume que era pra lá de irresistível e se olhou no espelho. Eu o filmava e ele saiu do banheiro.

—Já vai se encontrar com ela, não é? Perguntei me sentando na cama.

—Já está delirando?

—Isso não me interessa mesmo! Falei me deitando e fechei os meus olhos inconformados.

Escutei a porta se fechando e tornei a abrir os meus olhos, sem pensar eu me levantei e fui para a janela. Demorou um pouco e ele apareceu no jardim, ele foi caminhando rumo a garagem e quando saiu de lá, ele estava em seu Aston Martim. A pirua Blazer o seguiu e o portão foi fechado, imaginei que ele iria dar as escapadas dele antes de se atar a mim.

Ao avistar Sebastian andando no jardim, eu acenei para ele e falei um sinto muito, de forma gentil ele falou para eu não esquentar e tornei a me deitar.

Deixei as lágrimas rolarem pra valer e secava o meu rosto conforme elas rolavam, sem querer eu acabei dormindo.

.

.

.

Às 21h da noite.

Despertei do nada ao escutar alguém batendo na porta do quarto e me sentei na cama um pouco desorientada.

—Entre.

—Sou eu amiga. Falou Mary abrindo a porta no momento que eu acendia o abajur. –Vim te chamar para jantar, todos já estão à mesa.

—Preciso tomar um banho primeiro.

—Está limpa, vai ficar tarde para você jantar e lembre-se, amanhã é o seu casamento.

—É eu sei. Falei me levantando. –Que feio não haver um parente meu nesse casamento Mary.

—Feio não é, mas é estranho por ser só a família dele. Agora não lembre de coisas ruins e todos lhe aguardam para jantar.

—Todos quem?

—Os seus sogros, a dona Ana e o Edward.

—Ele está em casa?

—Sim, ele chegou ainda pouco.

—Ah! Oh. Diga que eu já estou descendo.

—Tudo bem e melhore esse rosto, está com cara de abatida.

—Vou passar uma maquiagem leve.

—Ok.

Mary saiu do quarto e eu fui para o banheiro me aliviar. Após lavar as minhas mãos e o meu rosto, eu fiz uma maquiagem básica passando base, lápis de olho e batom. Passei um pouco de rímel em meus cílios e estava mais que bom.

Tornei a lavar as minhas mãos e depois de secá-las eu fui ajeitar a cama, sem ter o que mais fazer ali, eu saí do quarto.

Desci a escada devagar e entrei na sala, a conversa estava bem animada e coloquei o meu melhor sorriso no rosto.

—Boa noite. Falei indo me sentar ao lado de Edward.

—Boa noite. Falaram eles e Edward se aproximou de mim para me dar um selinho, mesmo o repreendendo levemente com o meu olhar, ele o fez e se afastou me olhando. Eu fazia o mesmo e Carlisle pigarreou.

—Mary querida, pode começar a nos servir por gentileza. Disse o pai de Edward.

—Sim senhor.

Victória seguiu a Mary e eu fiquei na minha enquanto os outros conversavam. Edward conversava bastante com a dona Ana e ela parecia gostar muito do neto postiço. Ela era tão engraçada e sem eu esperar, me peguei sorrindo levemente.

.

.

—Alice vai vir amanhã cedo filha.

—Não me esqueci Esme. Falei de forma gentil.

—Nós sairemos do seu dia de noiva direto para a casa de Alice bem dizer na hora da cerimônia.

—Tudo bem. Falei antes de levar o garfo contendo macarrão à boca. –Sei como funciona mais ou menos isso.

—Deixem para brincar amanhã filho, hoje deixe a sua noiva descansar. Amanhã o dia será longo. Falou a dona Ana sorrindo e eu fiquei um pouco sem jeito, senti até as minhas bochechas corarem por causa do comentário estando todos ali. –Será o dia de vocês. Estão empolgados?

—Muito. Falou Edward sorrindo.

—E você filha?

—É claro. Falei olhando para ela e Edward me olhava.

—Imagino. Disse ela olhando para nós dois. –Você é uma moça muito gentil.

—Obrigado Ana.

—A faça feliz filho.

—Eu concordo contigo aninha. Falou Esme.

—Não se preocupe vó. Falou Edward olhando para mim e fugi do olhar dele fingindo mexer com o garfo em meu prato.

Continuamos a comer e logo chegou à vez da sobremesa, comi o tartelete de frutas vermelha na minha e conversava vez ou outra com eles.

Um tempinho depois após beber uma xícara de café, dona Ana quis ir descansar por alegar que se sentia cansada e os pais de Edward fariam o mesmo. Eles subiram após desejarem uma boa noite para o Edward e para mim. Preferi ficar assistindo televisão e vi Edward arriando as proteções do vidro, depois ele se sentou no sofá e eu continuei assistindo televisão. Eu ainda me lembrava da sua escapada hoje e isso me enojou ainda mais, eu podia sentir que ele me olhava e por causa disso eu me deitei no sofá. Eu estava sem sono por ter dormido bastante de tarde e me lembrei da minha vitamina, imediatamente eu me levantei do sofá e Edward continuou me olhando. Passei por ele e fui até a cozinha, Mary havia se esquecido de trazê-la para mim. Abri a porta da geladeira e peguei a garrafa de água, em seguida eu peguei o copo e coloquei um pouco de água nele. Fui até o armário e peguei a minha vitamina, sem demora eu a ingeri.

.

Após lavar o copo, eu decidi voltar para a sala. Eu a encontrei no escuro e a televisão estava desligada, Edward também não estava ali e devia ter subido. Com esse gesto, ele queria que a gente fosse dormir, mas eu estava sem sono e ficaria na sala até a hora que eu quisesse. Tornei a ligar a televisão e me deitei no sofá, troquei de canais e deixei em um filme qualquer, pelo menos ele poderia chamar o meu sono novamente.

.

.

Às 23:30min.

Escutei passos na sala e olhei para ver quem era, era Edward ali somente de roupão e julguei que ele dormiria apenas de Boxer.

—Sabe que tem que levantar cedo amanhã. Falou ele parando na minha frente e continuei deitada o olhando.

—Não estou com sono. Falei olhando para a televisão.

—Por que não assiste no quarto?

—Está bom aqui. Falei tornando a olhá-lo.

—Vamos subir agora? Logo você irá dormir de qualquer jeito aí.

—Tudo bem. Falei desligando a televisão e passei por ele sem olhá-lo, eu estava mantendo a calma e subi.

Olhei para trás e Edward subia a escada, ele havia apagado a luz da sala e estava no momento somente a do corredor acesa. Abri a porta do quarto e fui escovar os meus dentes, após escová-los eu tirei a minha roupa e entrei no Box para tomar banho.

Lavei-me devagar e evitei molhar o meu cabelo, olhei para o quarto e Edward estava deitado de barriga pra cima apenas de boxer. Enxaguei-me rápido e saí para me secar com a toalha, eu dormiria de roupão mesmo e apaguei a luz do banheiro.

Levantei o edredom e me deitei ao lado dele de barriga pra cima, Edward apagou a luz do abajur que ficava ao seu lado e o quarto ficou sendo iluminado apenas pelo o abajur ao meu lado. Sem se importar ele se deitou bem próximo de mim e pude ficar sentindo a respiração dele se chocando em meu pescoço. Sentindo-me bem incomodada com a aproximação dele, já que ele estava a bem dizer grudado em mim....

—Está em cima de mim Edward. Falei normalmente sem usar a grosseria e continuei assim.

—Em cima é bem diferente não acha?

—Está grudado em mim.

—Grudado é isso. Falou ele em meu ouvido após colar o corpo dele no meu.

—Não há necessidade.

—Por que não se somos bem dizer marido e mulher, não há escapatória, você é minha. Disse ele baixinho em meu ouvido e me arrepiei todinha, até o bico dos meus seios ficaram duros. –Sabe disso. Disse ele abrindo o meu roupão sob a coberta.

CONTINUA............