Solares
28 Capítulo 28
BELLA.......
Final do capítulo anterior.
11:03min da manhã.
Acordei me sentindo um pouco melhor e ao me mover, senti que esbarrei em algo e era Edward que dormia ali ao meu lado. Seu rosto estava sereno e evitei ficar o avaliando, após esse pensamento eu me levantei.
Já estando no closet, eu troquei de roupa e fui para o banheiro.
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Depois que eu escovei os meus dentes, penteei o meu cabelo e passei um pouquinho de desodorante, eu saí do quarto. Desci a escada devagar e fui para a cozinha encontrando com a Mary lá.
—Bom dia amiga! Cumprimentou-me ela sorrindo.
—Bom dia. Falei sorrindo levemente.
—Sente-se que eu irei pôr o seu café.
—Tudo bem Mary, mas eu prefiro um café com leite e torradas apenas.
—Ok. Algum problema amiga? Perguntou ela me sondando com o olhar.
—Todos, mas não esquente com isso porque eu estou bem.
—Ta.
Mary foi preparar o meu café da manhã e preferi ficar calada, eu não estava com muita vontade de falar hoje e o silêncio estava sendo confortante para mim.
Fui servida e fui comendo devagar, respeitando o meu silêncio, Mary deu continuidade no preparo do almoço.
Terminei de comer e fui lavar a louça que sujei. Pensando melhor, acho que ir pra Solares seria uma boa ideia e fui até o quintal ver se Sebastian estava por ali. Perguntei aos outros seguranças e me informaram que ele estava lá na frente da casa, pedi que o chamasse.
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—Mandou me chamar senhorita?
—Sim, desejo ir pra Solares e vou só pegar a minha bolsa.
—Tudo bem. Disse ele me olhando e sorri.
—Pode me aguardar na garagem Sebastian, irei do jeito que eu estou e vou só pegar a minha bolsa e por alguns pertences.
—Tudo bem.
Afastei-me dele e entrei, informei a Mary que eu iria para o meu apartamento e ela nada falou. Saí da cozinha e caminhei pelo corredor, subi a escada e entrei no quarto encontrando Edward dormindo ainda. Fechei a porta devagar e fui direto para o closet pegar a minha bolsa, eu levaria algumas peças de roupa somente porque lá em meu apartamento havia roupas ainda.
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Saí do closet pisando bem devagar e fui até o banheiro pegar algumas coisas para eu levar, sendo esperta eu não me demorei ali. Edward dormia igual a um anjo e saí do quarto fechando a porta bem devagar. Desci a escada e fui para a cozinha.
—Mary os pais de Edward estão dormindo ainda?
—Acho que sim, não desceram ainda.
—Diga a eles que eu fui pra Solares.
—Quando você volta?
—Não sei ainda, ligo para avisar.
—Está pensando em ir embora? Perguntou-me ela me sondando com o olhar novamente.
—Juro que não, mas tenho muito o que fazer lá. Diga a Esme que eu voltarei no meio da semana.
—Pode deixar, eu darei o recado.
—Obrigado Mary.
Fui até ela e a abracei, sorrindo eu saí da cozinha e fui para a garagem encontrando Sebastian em pé ao lado do veículo. A porta de pirua Blazer já estava aberta e só era eu entrar.
—Obrigado. Eu o agradeci e entrei no veículo, segundos depois a porta foi fechada.
Sebastian deu a volta e se sentou no banco do motorista, ele deu a partida e saímos da mansão logo a seguir. Fui olhando para o lado de fora o tempo todo e logo chegamos na pista principal.
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Um tempo depois.
Toda a viagem foi tranquila. Chegamos em meu prédio e o porteiro liberou a nossa entrada, nós fomos para a garagem e saí do carro com a ajuda de Sebastian.
—Valeu Sebastian. Você quer beber uma água, um café ou ir ao banheiro?
—Obrigado senhorita Isabella, mas não se preocupe porque eu irei voltar agora. Aliás, a senhorita ainda vai precisar de mim?
—Não irei não. Ligo para a mansão informando o dia que eu irei embora, aí pedirei que você venha me buscar.
—Tudo bem. Então até outro dia.
—Até e boa viagem de volta.
—Obrigado.
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Sebastian me acompanhou até o elevador e entrei no mesmo quando ele chegou. Nos despedimos com um aceno de mão e as portas do elevador se fecharam, não demorou muito e logo eu cheguei no meu andar.
Abri a porta do meu apartamento e tudo estava do jeito que eu deixei, eu avaliei e tornei a fechar a porta após entrar. Fui direto para o meu quarto e deixei a minha bolsa em meu closet, mas me lembrando do telefone de Ângela, eu fui pegar o papel onde eu havia escondido por causa de Edward. Ele estava junto da carta de jake e fui até a sala para eu poder ligar para ela, chamou três vezes e na quarta vez ela atendeu.
—Alô.
—Oi amiga, sou eu bella.
—Amiga! Que bom falar com você e fico menos preocupada. Poxa! Você sumiu e disse que me ligaria assim que desse. Não faz mais isso comigo. Falou ela um pouco agitada por causa da preocupação.
—Estou bem Ângela, eu estou bem de verdade.
—Tem certeza que você está realmente bem? Sabe que pode vir morar aqui até hoje mesmo se quiser.
—Sei disso. E você como vai?
—Eu estou mais que bem.
—E o seu namorado?
—Ele está bem também.
—Tem falado com o jake?
—Sempre.
—E ele como está, você sabe?
—Bem na medida do possível. Ele está preocupado com você e isso você sabe que não é novidade. A sua gravidez o deixou muito surpreso.
—Eu imagino. Falei pensativa. –Mas eu não quero envolvê-lo, eu prefiro enfrentar a barra sozinha mesmo e você sabe que eu irei me casar.
—Irá mesmo se casar com esse rapaz e assassino dos seus pais?
—Estou vivendo lá e eu estou grávida Ângela. A família dele quer muito o bem do bebê e sei que de mim também. Tenho dó dos pais de Edward.
—Vai se sacrificar por causa dos pais dele? Eu não acredito amiga, só pode estar louca! Peço que não faça isso e desapareça da vida deles como eu te sugeri aqui. Eu até te ajudo a criar a neném, mas não faça isso com si própria. Acredito que seria um desgosto imenso para os seus pais.
—Desde que os meus pais estavam vivos, eu vivia na loucura e na mentira. Tudo que estou passando é graças aos meus pais e a minha vida está destruída mesmo. Um bebê não é um boneco e algumas vezes o Edward dar a entender que ele também tem direito sobre a criança. Se eu fugir ele vai me procurar até me achar e viver me escondendo é um pesadelo, talvez seja melhor deixar como estar. É um castigo merecido por tirarem a vida da irmã dele graças aos meus pais.
—Pare de falar essa bobagem! Sua vida vai ficar completamente destruída quando você se casar com esse cara. Aí sim você vai poder falar que a sua vida está destruída. Você irá assinar um papel o qual a unirá com esse rapaz e depois sim irá ficar difícil de você se livrar dele. Sabe disso e um bebê não é bicho de sete cabeças para criar. Eu tenho dinheiro e isso não é problema, eu te ajudo até a situação melhorar. Você é jovem, bonita e tem condições de arranjar uma pessoa legal que goste realmente de você.
—Eu sei e eu já até assinei papéis lá no cartório. Eu estou confusa demais.
—Pense bem e não falo isso visando a sua união com jake. Eu desejo a sua felicidade e esse homem desgraçou a sua vida completamente. Você não fez nada para eles e não merece isso. Tem certeza que você não se interessou por esse Deus grego que você me descreveu? É incrível, mas é possível se envolver e até mesmo se apaixonar pela pessoa errada.
—Obrigado amiga pela a sua preocupação e eu sei disso. Não estou interessada no Edward e você não imagina o quanto ele me odeia. Ele disse que nunca trairia a memória da irmã ao ficar comigo, é como se fosse uma traição na mente dele se envolver sentimentalmente. Eu estou bem confusa agora e me lembro de tudo que eu passei desde do início. É duro para eu lembrar quantas vezes eu fiquei com fome e nua naquele fim de mundo. Não estou amando ninguém no momento, mas digo que sinto um carinho imenso pelo o jake e ele é apaixonante pela sua forma cavalheira de agir.
—Não viva do passado ao ficar se lembrando das coisas ruins, mas sim do presente. Sabe que pode dar a volta por cima!
—Eu sei disso.
—Apenas pense bem. Casamento não é brincar de casinha, ainda mais com um homem que diz que a odeia bella. Perdeu a cabeça ou o juízo?
—Pode deixar que eu irei pensar. Como eu te disse ainda pouco, eu estou confusa.
—Sem querer invadir a sua privacidade. Vocês ainda....?
—Ainda o que amiga? Perguntei curiosa.
—Vocês, quer dizer, ele a obriga a ter...
—Quer saber se temos envolvimentos íntimos, é isso?
—É isso sim.
—Ultimamente ele não tem me procurado e antes ele vivia me enchendo o saco. Acho que é por causa da Julieta uma ficante dele.
—E você ainda está confusa se casa ou não com ele saindo com outra?
—Preciso pensar antes Ângela de agir. Não sabe a pressão psicológica que ele faz em cima de mim todos os dias.
—Imagino, mas pensa bem amiga.
—Pode deixar. Eu liguei para dar um olá e saber como você está.
—Estou estudando bastante e continuo com o meu amor.
—Que bom! Agora eu tenho realmente que desligar amiga, outro dia eu torno a ligar para você.
—Tudo bem. Você está precisando de algo?
—Agradeço a sua preocupação, mas não. Menti. Eu não queria pedir dinheiro emprestado a ninguém, por mais que eu estivesse precisando.
—Tudo bem. Qualquer coisa me liga e resolveremos a situação juntas.
—Obrigado e um beijo para você Ângela.
—Outro.
Encerrei a ligação e me sentei no sofá, eu estava perdida em pensamentos. Eu não sabia como eu iria explicar a jake a perda do anel que ele me deu e sei que ele o escolheu com tanto carinho. Até hoje eu pensava em como é que eu consegui perder aquele anel, eu havia colocado ele sobre o criado mudo e dali ele se foi. Bem estranho eu pensava e Edward entrou no quarto após chegar do trabalho.................
—Será? Eu me perguntei. Acho que ele não seria tão baixo, aliás, eu acho que sim.
Edward era capaz de tudo, mas não havia como condená-lo sem ter certeza. Foi uma lástima e sei que o jake gastou uma boa grana nele.
Eu não ligaria para o jake hoje, eu deixaria para falar com ele amanhã, pois sei que se eu ligasse, ele iria querer vir aqui. Não quero envolvê-lo ainda mais por saber que ele topa ser o meu amante e cometi a loucura de beijá-lo. Seria duro me abrir com ele e contar que eu iria me casar em tão pouco tempo, seria duro por saber que ele gosta realmente de mim. Ele sim seria capaz de me fazer realmente feliz, mas eu não queria feri-lo igual eu fiz com o Max sem ter a intenção. Abandonar tudo e ficar com o jake seria o mesmo que condená-lo. Edward já torna a minha vida difícil e imagina estando longe e com uma filha que ele também tem o direito? Para me atingir, eu acho que ele seria capaz de envolver a justiça, ainda mais estando ao lado de outro homem. Edward era bem estranho às vezes comigo.
—Mas será que ele realmente gosta de mim como afirmam? Eu me perguntei. -Não, ele não gosta por causa das ações dele para comigo e ....... eu não sabia o que pensar.
Resolvi me levantar e fui para a cozinha, eu já estava sentindo fome e havia coisas ali para serem preparadas. A hora já estava avançada e o meu estômago já protestava.
Engraçado é que Edward não havia ligado para me dar esporro e até mesmo me fazer voltar, pela hora ele já havia acordado há muito tempo. Estranhei de verdade e deixei pra lá, ele era imprevisível. Pensei no que preparar e após escolher o que fazer, eu coloquei a mão na massa.
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Terminei de fazer a comida e já escurecia, as horas se passaram rápido e ao invés de eu almoçar, eu iria jantar. Arrumei a cozinha e fui para o meu quarto, eu iria tomar um banho relaxante e foi o que eu fiz.
Após me secar eu vesti um blusão, peguei a minha vitamina na bolsa e fui para a cozinha tirar a minha comida. Fiz um suco básico com a polpa do caju primeiro e tirei a minha comida depois, sem demorar eu fui para a sala comer e assistir televisão ao mesmo tempo.
A comida estava boa e a fome me devastava, mesmo assim comi devagar e assistindo um programa de entrevistas.
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Quando eu acabei de comer, eu fui lavar o meu prato e o meu copo. Sequei a pia e voltei para a sala para assistir televisão, a hora foi passando rápido e quando dei por mim, já estava na hora da novela. Coloquei no canal e me deitei no sofá para assisti-la.
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Às 22:23min da noite.
A novela acabou e eu já me sentia bem sonolenta, então, eu resolvi desligar a tv e fui para o meu quarto após apagar as luzes. Só deixei a do corredor acesa.
Fui para o banheiro escovar os meus dentes e depois me aliviei. Após lavar as minhas mãos eu voltei para o quarto e liguei o ar, deixei a luz que vinha de fora através da janela iluminar o local e me deitei com cuidado. Cobri-me e fechei os meus olhos, eu estava sonolenta demais.
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Segunda feira, 25 de fevereiro.
08:30min da manhã.
Despertei e me espreguicei, eu dormi muito bem a noite inteira. Sem pestanejar eu me levantei e fui fazer a minha higiene bucal, a seguir foi à vez de me aliviar e lavei as minhas mãos. Voltei para o quarto e desliguei o ar, abri a janela após afastar a cortina e o cheirinho de maresia estava acentuado. O sol estava quente mesmo sendo cedo ainda, mas em Solares isso não era novidade. Resolvi sair do quarto e fui abrindo as janelas devagar, lembrei-me do buquê de flores que ganhei de jake e fui até o closet do quarto que pertenceu os meus pais. As rosas já estavam secas por causa do calor. A água já estava um pouco mal cheirosa pelo talo ter apodrecido e tratei de jogá-las fora. Aquele quarto sempre me trazia recordações dos meus pais e a minha mãe........ Saudades eu sentia dela.
Fui para a cozinha preparar algo básico para eu tomar café e desjejuei com café com leite apenas. Dei um trato de leve em meu apartamento por estar limpo e lavei o banheiro do meu quarto por último. Lembrei das roupas que foram dos meus pais e todas elas estavam embaladas prontas para serem dadas. Havia subúrbios um pouco distante dali e acho que seria uma boa dar as roupas para as pessoas carentes. Digo homens e mulheres, já que eram roupas de adulto. Eu não iria incomodar o jake no trabalho e o jeito seria chamar um táxi ou pedir que o Sebastian viesse até aqui. Optei pela segunda opção e fui até a sala ligar para a mansão. Chamou cinco vezes e na sexta vez atenderam.
—Alô. Falou Mary.
—Oi Mary.
—Oi amiga!
—O Sebastian está aí?
—Está sim. Quer falar com ele?
—Fala para ele vir até Solares, eu estou precisando dele aqui.
—Algum problema para você precisar do segurança? Perguntou ela preocupada.
—Nada disso, eu só preciso dele aqui.
—Vou chamá-lo. Fale com ele.
—Ok.
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2min e ½ depois.
—Pois não senhorita Isabella, eu soube que deseja falar comigo.
—Venha até aqui, pois eu preciso de você. Pode ser?
—Estou livre aqui. Eu irei sim.
—Quando chegar, peça para o porteiro interfonar para mim.
—Pode deixar. Quer falar com a Mary?
—Sim, por favor.
—Ok e até daqui a pouco.
—Até.
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1min depois.
—Oi amiga.
—Está tudo bem por aí?
—Tudo está normal.
—Edward quando acordou ontem não perguntou por mim?
—Por incrível que pareça, ele não perguntou por você. Após ele acordar ele foi para a praia com os amigos. Eu soube porque ele passou por mim falando com um deles no celular e foi na direção da garagem. Parece que ele está voltando à rotina de antes. Ele sempre saia com os amigos….
—E amigas pelo visto né Mary?
—Ele tem bastantes amigos, amigas e todos ricos como ele. Alguns nem tanto, mas fazem parte do círculo de amizade dele. O patrãozinho voltou por volta das 20h e os pais dele estavam na sala com os pais de Alice conversando. Eles vieram aqui um pouco e depois foram embora.
—Hum. Ele foi trabalhar hoje?
—Foi sim. Tomou o café dele mais cedo e foi trabalhar.
—Ele não a interrogou como tem mania de fazer? Perguntei desacreditada.
—Juro que não. Nem deu tempo de dar o seu recado e….
—Por que parou de falar?
—Na verdade, quando eu ia falar a seu respeito e dizer que tinha um recado seu para ele, ele disse que não devia ser importante e não queria saber de pessoas insociáveis. Ele foi educado comigo, mas falou que não queria saber do seu recado.
—Sério? Perguntei abobalhada, já que ele me cercava sempre.
—Sério amiga. Ele disse que nada que tinha haver com você era importante para ele.
—Estou chocada. Falei sentindo uma sensação estranha.
—Eu também estou. Pode ser que tenha haver com essas saídas do seu noivo.
—Você suspeita que ele esteja se interessando por essa Julieta?
—Eles já saíram né amiga e acredito que saem. Sabe disso.
—É eu sei, mas não ligo mesmo. Falei me lembrando que a linha não era muito segura. –Até outro dia então e diga aos pais de Edward que eu mandei um beijo para eles.
—Pode deixar que eu darei o recado.
—Tchau.
—Tchau amiga.
Encerrei a ligação estando pensativa e mil coisas se passavam pela a minha cabeça. Era a primeira vez que ele não interrogava as pessoas a meu respeito e fui me deitar em minha cama estando perdida em pensamentos. Eu não liguei e achei até bom, eu pensava. Talvez ele estava voltando à velha rotina e isso por um lado era bom, talvez ele estivesse melhorando, mas a sua grosseria ao me chamar de “pessoa insociável” não dava a entender que ele estava começando a pegar leve para o meu lado. Não mesmo. Ele não era do tipo de mudar da noite para o dia e resolvi parar de pensar a respeito dele.
Levantei da cama e fui até o quarto que foi dos meus pais. Peguei as roupas que já estavam embaladas para serem dadas e fui levando para a sala aos poucos, estavam pesadas demais. Quando Sebastian chegasse, era só descer com elas.
Havia muitas roupas para serem doadas, nessa parte os meus pais não poupavam, eles só andavam bem arrumados e quem olhasse não diria que eram uma dupla de ladrões. Era duro ter que me referir a eles dessa forma, mas era a realidade. Continuei levando as coisas para a sala e quando terminei, eu me sentia bem exausta. Na casa dos Cullens eu arrumava, passava e fazia outras coisas a mais e não me senti tão cansada como foi mexer nas coisas dos meus pais, talvez já tivesse passado do tempo de dá-las. Deduzi.
Tornei a voltar para o quarto que foi deles e olhei para dentro do closet, estava vazio, vazio e fui para a sala novamente.
Resolvi ir preparar o almoço para distrair a minha mente. Durante o preparo, eu ia pensando a respeito das minhas contas a serem pagas, sobre o meu casamento que se aproximava e eu não estava a par de nada. Nem a respeito do vestido eu quis saber, mas pensando bem, me bateu a curiosidade a respeito dos preparativos. Pensei nas saídas de Edward e foi sem querer. Quando dei por mim, eu já estava pensando a respeito dele e de Julieta. Se é que só havia ela, mas pelo visto eu acho que sim. A moça não era feia para ser realista. Também pensei em Max e magoá-lo me deixou bem mau. Eu estava sentindo saudades dele, das nossas conversas e na verdade, eu estava sentindo falta da amizade dele. Era diferente amar e amizade.
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Horas depois.
O interfone tocou quando eu acabei de me arrumar após o banho e imaginei ser o segurança que já havia chegado. Fui atendê-lo e o porteiro me informou que o Sebastian já havia chegado, então, o liberei para subir.
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—Boa tarde senhorita. Cumprimentou-me ele após eu abrir a porta.
—Boa tarde, entre.
—Ok. Falou ele sem jeito passando por mim e fechei a porta.
—Aceita uma água ou um suco?
—Não obrigado.
—Pode aceitar se quiser, não fique acanhado.
—Não e obrigado. Falou ele sorrindo.
—Ok. Sabe Sebastian, eu te chamei aqui para me ajudar a levar essas roupas que foram dos meus pais. Quero doá-las e um pouco distante daqui há subúrbios. Não usarei nada disso mesmo, então quero que me ajude a me desfazer delas.
—Doe para mendigos, mas ir ao subúrbio pode ser um pouco perigoso senhorita. Acho que o patrão não aprovaria a nossa ida até lá. Pode ser perigoso.
—Você acha? Perguntei um pouco medrosa.
—Sim. Há mendigos morando em baixo de viadutos, até barracos há lá com famílias. Será muito bem aproveitado por eles. Disse ele olhando para as bolsas.
—Tem razão. Mas será que vai dar neles?
—Eles dão jeito para tudo.
—Acredito que sim. Pode ser que eles fiquem desapontados por ser roupas e não comida.
—Tudo é bem-vindo, eles não têm dinheiro. O que ganham esmolando ou catando coisas para o ferro velho é para poder comer.
—Sei. Falei pensativa. –Iremos dar essas roupas lá então e sei que eles irão gostar. Só tem peças boas e quase novas.
—Acredito que sim.
—Então vamos logo. Já almoçou?
—Fiz um lanche e não estou com fome.
—Tudo bem.
Fui até o meu quarto pegar a minha bolsa e Sebastian começou a descer as coisas para o carro. Foram várias idas e vinda, mas graças a Deus ele desceu tudo. O carro devia estar cheio já e me lembrei que havia alguns mantimentos de sobra em meu armário e geladeira. Não iria me fazer falta mesmo e resolvi doá-los também para a surpresa de Sebastian. Aproveitei para pegar as cobertas que foram dos meus pais também e os aqueceriam de alguma forma. Talvez ele deva ter pensado que eu era uma pessoa egoísta, mas a minha ação o surpreendeu, nós descemos com cinco bolsas cheias de alimentos e cobertores. Não era muito, mas dava para matar a fome e o frio.
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Já no carro, ele abriu a porta do carona para eu entrar porque no banco de trás não havia espaço. O carro estava lotado e saímos do meu prédio. Fomos conversando e evitei tocar em assuntos se referindo ao patrão dele, quando dei por mim, já estávamos chegando em locais com moradores de ruas e juro que fiquei um pouco receosa. Meu coração batia acelerado em meu peito por haver muitas famílias carente morando ali e havia de todas idades, até crianças. Isso cortou o meu coração e fiquei feliz que eu trouxe alguns alimentos.
—Sebastian, eu não sei como abordá-los e estou com um pouco de medo. Não sabemos qual pode ser a reação deles.
—Deixe comigo. Disse ele saindo do carro e alguns moradores de rua ficaram olhando para nós.
Fiquei observando o Sebastian falando com um senhor de idade e o mesmo assoviou para um rapaz mais novo, fiquei observando bem medrosa e pensei que, seja o que Deus quiser quando eu resolvi sair do carro. Na mesma hora o Sebastian me olhou, mas juro que ao me aproximar não senti tanto medo assim. Uma criança aparentando seus dez anos de idade parou ao lado do homem e ficou me olhando desconfiada, mas o seu olhar caiu para a minha barriga e ali o seu olhar se prendeu. Cheguei a sorrir para ela, mas muito tímida ou temerosa, o seu sorriso não apareceu.
Sebastian explicou o motivo da nossa vinda e o homem sorriu quando ele foi informado que havia alguns mantimentos também. Ele agradeceu tanto, que tive que prender as lágrimas que quiseram vir. Fiquei bem mal com a situação e logo dois rapazes aparentando seus dezesseis vieram ajudar a tirar as coisas do carro. Expliquei que poderia ficar um pouco grande e uma moça saiu de dentro do barraco, ela também estava grávida e devia estar já perto, pois a barriga já estava enorme e bem maior que a minha. Olhando bem, após ela dar à luz às roupas da minha mãe caberiam nela. Quanto às de sair, eu não sei o que eles fariam, mas eram deles e podiam fazer delas o que quisessem.
Expliquei que o que não desse neles era para passar para a frente e o homem falou que ali todos eram unidos. Que tudo era repartido e que a comida veio numa boa hora.
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O carro ficou vazio e como o pessoal agradeceu pela a nossa bondade. Sorrindo eu entrei no carro e Sebastian também entrou, logo saímos dali.
—Eles adoraram tudo. Falou ele olhando rapidamente para mim.
—É. Aquele pobre homem agradeceu tanto que fiquei com dó. Sinto-me aliviada que ajudei alguém.
—Isso é bom senhorita.
—Se é. Hein Sebastian, eu preciso pagar algumas contas e com o dinheiro que me restou, posso pagar duas delas. Leve-me ao banco, mas preciso passar em meu apartamento primeiro.
—Tudo bem.
Sebastian dirigia tranquilamente e eu ia observando as ruas o tempo todo. Quando chegamos em meu prédio e após entrar na garagem, eu saí do carro com a ajuda dele. Fui até o compartimento de cartas na portaria e havia uma ali a ser paga. Essa era a do telefone e após abri-la, vi que era pouco a ser pago, eu quase não o usava mesmo e subimos.
Peguei a conta de luz e pagaria as duas, a do telefone e a de luz. Depois fui no banheiro me aliviar e lavei as minhas mãos, aproveitei para beber um pouco de água e Sebastian também aceitou. Logo saímos pelo fato dos bancos fecharem cedo e dessa vez Sebastian foi um pouco mais rápido. Deu tempo de eu pagar as contas tranquilamente e após pagá-las o Sebastian me deixou em frente o meu prédio. Despedi-me dele e entrei.
Tomei um banho para me refrescar e preferi ficar de blusa e calcinha somente, estava quente à tarde e bebi um copo de suco de caju bem geladinho. Deitei-me em minha cama e fiquei assistindo televisão completamente distraída. Senti a minha filha mexendo pela primeira vez no dia e me deitei de barriga pra cima, ela mexeu novamente minutos depois e tornou a ficar quietinha. Eu estava me sentindo tão sozinha, bateu-me a carência e abracei o meu travesseiro deixando as minhas lágrimas rolarem.
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Às 21h da noite.
Eu ainda estava deitada em minha cama quando o telefone lá na sala tocou. Levantei-me lerdando um pouco por estar prendendo o meu sono há tempo, desliguei a televisão e fui atendê-lo.
—Alô.
—Sou eu filha. Liguei para saber como você está.
—Eu estou bem Esme. E você?
—Eu estou bem e pedi o meu marido para te ligar. Fico preocupada quando você fica aí sozinha.
—Não fique, aqui é tranquilo demais. Inclusive hoje eu me desfiz das roupas dos meus pais e doei tudo. Sebastian foi quem me ajudou.
—Soube que ele foi pra Solares a seu pedido. Mary foi quem me falou.
—É eu liguei mais cedo para aí e pedi que ele viesse para me ajudar.
—Está usando o cartão de crédito?
—O de Edward?
—Sim.
—Não e o devolvi. Não quero o dinheiro dele.
—Poxa filha, aceite já que ele lhe deu.
—Me deu porque o Carlisle foi quem ordenou e do contrário, ele não teria me dado nada até hoje. Sou a inimiga dele, lembra?
—Mas de qualquer forma ele deu. Já é um bom começo. Não acha?
—Deu-me sob a pressão do pai e não por ter boa vontade Esme. Desculpe e sei que ele é seu filho, mas não.
—Sei que precisa de dinheiro. Está sem os seus pais para bancá-la, tem o seu apartamento que não deve ser tão barato para mantê-lo e você não trabalha.
—Pretendo vendê-lo o mais rápido possível. Quero me livrar dele e já comecei a agilizar doando as roupas, alguns lençóis, cobertas e edredons que foram dos meus pais. Não tem utilidade para mim mesmo, então eu dei para quem precisa.
—Admiro essa sua ação filha.
—Ao contrário das coisas ruins que o Edward pensa a meu respeito, eu sei o quanto eu sou uma pessoa boa.
—Eu não tenho nenhuma dúvida disso. O que pretende fazer com o dinheiro?
—A princípio eu pretendo guardá-lo. Mesmo amando Solares, eu quero me desfazer o quanto mais rápido desse apartamento.
—Se gosta tanto daí, por que quer vender?
—Me livrar da sujeira, é isso que eu pretendo.
—Mas é só uma residência qu......
—Que foi comprada com dinheiro sujo!
—Esqueça isso, ele agora é seu e pode mantê-lo com o dinheiro do seu noivo.
—Não aceito um tostão dele. Já disse.
—É orgulhosa demais filha.
—No meu lugar, eu tenho certeza que você também seria. Edward me deixa mal constantemente, mas deixa pra lá esse papo. Quando eu der à luz, eu pretendo trabalhar.
—Temos dinheiro o suficiente, não precisa se preocupar com isso.
—Percebi desde que entrei na casa de vocês que são milionários, mas esse dinheiro não é meu.
—Basta com essa bobeira! Disse ela chateada.
—Me desculpe, mas é verdade. Falei deixando algumas lágrimas rolarem e por causa do choro ele afetou a minha voz.
—Não precisa chorar, mas está obvio que precisa de ajuda financeira e sou eu quem está te oferecendo ajuda agora, não o meu filho. Pare com o orgulho bobo filha, ele não nos leva a nada.
—Não é orgulho e sim vergonha na cara, mas não me referindo a você e sim a ele. Tudo que eu quero é poder vender o meu apartamento, só isso.
—Pense antes e esse é um conselho meu.
—Obrigado por se importar comigo.
—Sabe que me preocupo. Já jantou?
—Ainda não. Vou esquentar a comida daqui a pouco e tomarei a minha vitamina.
—Tenha uma boa noite então. Quando você pretende voltar para casa?
—Essa semana ainda, mas não sei o dia certo.
—Sem problemas. O meu marido está mandando um abraço para você.
—Outro para ele e um abraço forte para você.
—Obrigado filha.
—E boa noite para você também. Tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação e fui para a cozinha esquentar a comida. Depois de quentinha, eu tirei a minha comida e fui para a sala comer assistindo televisão. Não demorou nada, o meu telefone tornou a tocar. Deixei o meu prato sobre o sofá e fui atendê-lo sem saber quem podia ser.
—Alô.
—Oi gata.
—Oi jake. Como soube que eu estava aqui?
—Falei com a Ângela de tarde e estou te ligando agora após eu ter jantado e estou aqui em meu quarto deitado já pronto para dormir.
—Parece cansado.
—Um pouco, mas não resisti e quis te ligar. Você sumiu né.
—É eu sei, mas levo um outro tipo de vida agora. Sabe disso.
—É eu sei, infelizmente. Você sabe que pode viver a sua vida longe daqui.
—Não é tão simples assim.
—Por que você não quer.
—Não é dessa forma.
—Não vamos acabar brigando por causa disso. Diz-me, como você está?
—Bem, eu estou bem jake. E você?
—Melhor agora falando com você e por saber que está bem. Vamos nos ver amanhã?
—Amanhã? Perguntei indecisa.
—Não pode?
—Eu até posso. Que horas?
—Ta a fim de ir jantar comigo? Eu só posso te ver a noite por causa do trabalho.
—Parece ótimo!
—Ta usando o anel que eu te dei? Perguntou ele e eu fiquei travada por alguns segundos
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—Eu vou ser sincera jake.
—Por que ficou muda, algum problema?
—Sim e há um.
—O que foi? Perguntou ele preocupado.
—Eu o perdi e me desculpe jake por isso, mas eu não sei como é que eu o perdi até agora. Eu adorei aquele anel e estou bem triste por causa disso.
—É isso?
—Sim. Desculpe pela a minha falta de atenção e lamento por ter perdido o anel que você me deu com tanto carinho. Eu lamento, pois adorei aquela joia.
—Posso te dar outro. Não digo um igual porque eu não o comprei aqui.
—Não quero que gaste mais o seu dinheiro comigo jake.
—Não faça essa desfeita porque é de coração.
—Não, eu não quero. Acho que dessa forma você acaba se iludindo e eu não quero magoá-lo.
—Não estou me iludindo e já deixei claro que os meus presentes são sem segundas intenções. Dessa forma me ofende bella.
—Não foi a minha intenção. Só não quero magoá-lo, não é a minha intenção magoar alguém que eu gosto e quero o bem.
—Te conheço o suficiente para saber que isso é a mais pura verdade. Vamos sair amanhã, conversar e nos distrair? Vai ser bom.
—Concordo e tudo bem.
—E o bebê?
—Está bem.
—Posso te pegar às 19h?
—Pode sim e me espere na garagem.
—Ok. Eu ligarei quando eu chegar.
—Perfeito então. E a sua família?
—Estão todos bem.
—Que bom!
—Vou desligar e tenha uma boa noite gata.
—Boa noite para você também jake.
—Obrigado.
—De nada e tchau.
—Tchau.
Encerrei a ligação bem pensativa. Peguei o meu prato estando da mesma forma e ao levar a comida em minha boca, notei estar um pouco fria. Resolvi ir esquentá-la um pouco no microondas e me lembrei da minha vitamina, eu havia a esquecido. A ingeri com um pouco de suco e tornei a me sentar no sofá da sala para eu poder finalmente comer. Sem querer eu pensei em Edward, a respeito da sua despreocupação para comigo e era de se estranhar. Ele sempre ligava para cá praticamente me ordenando, ameaçando fazer mil coisas comigo e ontem, hoje, ele nem me ligou. Acho que ele estava apaixonado pela outra lá, pela forma que sempre a elogiava na cama e tudo mais, bem, devia ser isso mesmo. Não liguei e fiquei pensativa enquanto eu comia, afinal eu estava com um bebê dele sendo gerado dentro de mim. Essa situação era bem embaraçosa para mim que sempre sonhei em formar uma família perfeita.
Terminei de comer e fui escovar os meus dentes. O sono já estava me dominado, fui verificar se a porta da sala estava fechada e estava. Fechei as janelas, apaguei as luzes e deixei somente a do corredor acesa. Fechei a porta do meu quarto, a janela e liguei o ar.
Deitei-me em minha cama e fechei os meus olhos, eu me sentia bem cansada e aos poucos o sono foi me levando.
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Terça feira, 26 de fevereiro.
10h da manhã.
Acordei bem disposta e fui preparar o meu café da manhã. Após tomá-lo, eu não sabia o que eu iria fazer o dia inteiro ali dentro daquele apartamento e resolvi ir para a praia me refrescar um pouco. Fui para o closet colocar um biquíni, peguei tudo que eu precisaria na praia e levaria apenas vinte dólares comigo. Eu precisava economizar ultimamente.
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Chegando na praia, eu armei o guarda sol e forrei a minha canga, sem me sentir envergonhada eu tirei a minha roupa e me sentei na canga sob o guarda sol. Eu sentia o ventinho seco e o mormaço estava intenso. Passei protetor solar em todo o meu corpo e fiquei observando tudo a minha volta, olhando bem a praia estava vazia. Havia poucas pessoas por ser meio de semana.
Senti a minha filha mexendo e olhei para a minha barriga, em seguida eu a acariciei perdida em pensamentos.
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5min depois.
Resolvi me levantar e fui para a água, a mesma estava geladinha e me fez recuar um pouco sorrindo. Tomei coragem e molhei os meus pulsos, molhei o meu rosto e a minha nuca. Sorrindo eu andei mais um pouco e me abaixei para me molhar por inteira.
Á água me refrescou bastante e tornei a ficar em pé, olhei para trás e minhas coisas estavam seguras. Continuei aproveitando a água e mais uma vez o bebê mexeu, cheguei a colocar a minha mão sobre o ovinho que havia se formado em minha barriga e logo se desfez. Ela tornou a ficar quietinha e me abaixei para me molhar por inteira novamente. Tornei a ficar de pé e passei a mão em meu cabelo para ajeitá-los, depois foi à vez de passar a mão em meu rosto e decidi sair da água.
Chegando em minha canga, eu resolvi me deitar um pouco estando protegida do sol e peguei-me pensando em todos lá na mansão. Há essa hora Esme devia estar em seu quarto ou na sala como gostava de ficar escutando televisão, mas ela devia estar é mesmo em seu quarto junto de tuquinha. Já Mary, ela devia já estar preparando o almoço e os dois homens da casa, na empresa trabalhando. Até hoje eu não sabia o que os meus pais realmente roubaram deles para causar tantos estragos, mas um dia eu iria descobrir.
Um casal de namorados bem jovens se acomodou ao meu lado, ali era um ponto bom de se ficar por estar próximo da água e fiquei observando-os de forma discreta. A aliança no dedo anelar direito denunciava que eles estavam noivos e deram um selinho sorrindo, o clima entre eles era bem diferente que o meu e de Edward. Nos conhecemos através de uma tragédia e estamos prestes a nos casar em poucas semanas por causa da minha gravidez e do meu altruísmo. Eu poderia muito bem sumir, mas eu não conseguia. Ou eu era uma tremenda fraca, uma medrosa, ou eu era mesmo altruísta demais. Eu estava tão confusa meu Deus e os dias estavam passando rápido demais. Edward estava bem estranho, talvez foi porque eu aprontei na festa. Desde dali ele não ficou mais atrás de mim, eu pensava olhando para o guarda sol a cima de mim.
O mais estranho é que hoje era terça feira e desde de domingo nem sinal dele, não era para eu estar me preocupando com isso e resolvi mais uma vez deixar pra lá. Fechei os meus olhos e tornei a abri-los, mais uma vez o casal ao lado me chamou a atenção por se beijarem como se não tivesse mais ninguém ao lado deles e dava para eu sentir a paixão rolando entre eles. O beijo era intenso, o abraço junto da pegada era com vigor e ela se afastou sorrindo para ele.
—Estamos em público amor. Falou ela olhando de forma apaixonada para ele.
—Não estamos fazendo nada demais. Disse ele sorrindo. Eles faziam um casal bonito, eu reparava.
—Sei disso. Falou ela dando um selinho nele e o mesmo a acariciou cheio de ternura.
Fiquei pensando no meu “quase relacionamento” com o Edward e eu via a grande diferença que era entre nós. Eu o xingava, ele me agredia com palavras duras e muitas vezes para me magoar, ele dizia o quanto a amante era boa de cama. Sem entender nada, as minhas lágrimas brotaram em meus olhos e eu dei logo um basta nelas. Ficar ao lado daquele casal meloso estava me fazendo mal e resolvi me vestir. Fechei o meu guarda sol primeiro e o coloquei dentro da capa junto do seu suporte, depois peguei a canga que estava na areia e me vesti. Calcei a minha rasteirinha e andei indo à direção do calçadão, quando cheguei lá eu fui até o trailer comprar uma água de coco para me hidratar e a mesma estava bem geladinha. Lembrei-me que eu poderia estar sendo vigiada e olhei de forma discreta para os lados, mas nem sinal da pirua Blazer. Olhei cada rosto e nenhum conhecido que era os dos seguranças. Parecia que eu estava só aqui em Solares. Sem ter nada o que fazer, eu resolvi ir para o ponto de ônibus, eu iria até o posto três ver se eu teria a sorte de ver o meu amigo Fred, mesmo que fosse de longe. Não demorou nada e estava vindo o ônibus que passava lá, ele ia pela orla da praia.
Fiz sinal e o mesmo parou, entrei com um pouco de dificuldade por ter tempo que eu não andava de ônibus e uma moça me ajudou com o guarda sol. Eu me esqueci de tirar o dinheiro e eu precisava pagar a minha passagem, após tirá-lo eu agradeci a moça e dei o dinheiro para o trocador. Passei pela roleta com cuidado e fui me sentar, eu observava a paisagem do lado de fora e o ventinho era maravilhoso em meu rosto. Até o trailer do Duque eu vi durante o trajeto.
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Um tempinho depois. (14:35)
Já estava próximo do posto três e me levantei do banco. Fui andando pra perto da porta traseira do ônibus e apertei o botão que anunciava que eu queria descer no próximo ponto. Minutos depois o ônibus parou e desci com cuidado.
Olhei tudo a minha volta, estava normal e nem sinal dele já que ele gostava de ficar ali no trailer. Devia já estar trabalhando ou até mesmo cursando a faculdade naquele momento, a vida segue e só a minha que parou. Sentindo-me bem triste por causa disso, eu resolvi ir me sentar no trailer. Logo o rapazinho que auxiliava o dono do trailer veio ver se eu queria algo e pedi uma garrafinha de água somente. Aquele rapaz era outro, antes eu costumava vir com a galera beber aqui e menos mal de ninguém me reconhecer ali. Olhei para a janela do apartamento do meu amigo e a mesma estava fechada, apenas a do quarto dele estava entre aberta e isso não queria dizer que ele estava em casa. Paguei a água e o rapaz a entregou para mim, com isso eu fiquei ali perdida em pensamentos mais uma vez. Peguei-me pensando em meus amigos e essa barriga imensa de certa forma me deixava um pouco mal. Não que eu culpasse a menina pela a minha má sorte, não, muito pelo o contrário. Eu apenas me envergonho pela rapidez que tudo aconteceu e a minha idade.
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2h horas depois.
Cansada de ficar sentada e já sentindo fome, eu resolvi me levantar. Atravessei a rua com cuidado, fiquei aguardando o ônibus que me deixaria na praia e perto da rua que ficava o meu prédio passar. Dessa vez ele demorou um pouco.
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8min depois.
Lá vinha ele e fiz sinal.
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Desci do ônibus e caminhei pela rua distraída, olhei em volta ali na minha rua, mas nem sinal da perua Blazer. Ajeitei o guarda sol em minha mão e parei em frente à portaria do meu prédio, na mesma hora o porteiro liberou a minha entrada e o agradeci ao passar ao lado da cabine. Entrei no elevador e o aguardei a chegar em meu andar, ao sair dele eu caminhei até a minha porta e abri a mesma. Entrei em meu apartamento e tranquei a porta após eu entrar. Fui para o meu quarto e de lá eu fui para o banheiro levando o meu guarda sol junto. No Box eu tirei a minha roupa, o meu biquíni e os lavaria junto do meu guarda sol.
Lavei as minhas coisas e depois eu tomei o meu banho com calma. Lavei a minha cabeça bem para poder retirar a areia que sempre ficava entre os fios e me ensaboei devagar. Enxaguei-me pensando na minha saída hoje com o jake e jantar fora com ele seria bem legal. Ele sempre me deixava bem com o seu bom humor e quando eu terminei o banho, eu saí para me secar. Deslizei a toalha devagar pelo o meu corpo, ao tocar em meus pontos mais sensíveis eu me lembrei que fazia muitos dias que eu estava sem ter relações sexuais e eu não poderia negar que eu estava sentindo falta disso. Eu não era fria como Edward disse que eu era. Eu não sabia o que era ser quente para ele já que transávamos a maioria das vezes como dois loucos, apesar de tudo eu reconhecia que no meio do ato eu acabava me doando e deixava rolar de forma entregue. Eu ficava nas mãos dele e ele fazia o que queria comigo. Ele colocava defeitos onde eu pensava não ter e eu não o entendia, talvez fosse porque eu era uma Swan e uma Swan nunca seria boa o bastante para ele. Acho que agora ele estava se encontrando, pois já estava me deixando pra lá e até agora ele não me ligou para me ameaçar ou me ordenar. Eu era tola por perder o meu tempo pensando a respeito dele, eu tinha mais é que deixá-lo pra lá. Alice também não deu mais notícias e apesar de tudo eu me lembro de sua preocupação para comigo no momento em que eu fiquei sem poder andar direito, mas estávamos balançadas por causa da minha relação com o Max, essa que nem existia mais. Nessa parte eu estraguei tudo, eu só não queria perder a amizade dele também. Não era normal aquele tratamento que ele me deu no apartamento dele e resolvi esquecer essas coisas. Terminei de me secar e fui para o meu closet.
Vesti um blusão somente e fui até a cozinha preparar apenas uma salada, logo eu sairia com o jake para jantar e eu queria ter apetite para poder acompanhá-lo a mesa. Seria deselegante ir para um restaurante sem ter apetite e o meu estava severo, já que eu estava comendo por duas. Lavei os tomates que ainda estavam bons na geladeira e cortei todos eles em rodelinhas, depois adicionei azeite, um pouquinho de sal e cortei a cebola bem fininha. Foram poucas tirinhas, já que me dava azia. Coloquei duas colheres de arroz no prato e fui até a minha bolsa pegar a minha vitamina. Voltei para a cozinha e a ingeri com um pouco de água, depois fui para a sala almoçar e acabei comendo rápido por me sentir bem faminta. Quando eu acabei, eu ainda estava com fome, mas eu esperaria a janta.
Fui lavar o meu prato e bebi dois copos de água para enganar a fome. Voltei para a sala e fui me deitar no sofá para assistir um pouco de televisão, eu estava sonolenta e acabei dormindo.
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18:40min da noite.
Despertei com o telefone tocando de forma insistente e pela forma pensei ser Edward. Levantei um pouco zonza e fui atendê-lo.
—Alô. Falei de forma preguiçosa.
—Oi gata, daqui a pouco eu estou chegando aí.
—É verdade, o nosso jantar e eu acabei pegando no sono. Vou me arrumar correndo jake.
—Sem problemas, estou saindo de casa agora e por isso te liguei. Chegarei uns dez minutos atrasado.
—Um black chegando atrasado? Isso é raro.
—Sai do escritório um pouco tarde.
—Ok. Então irei me arrumar. Espere-me na garagem como combinamos.
—Pode deixar.
—Beijo.
—Outro linda.
Encerrei a ligação e fui para o Box tomar um banho rápido para despertar. Eu estava faminta e isso me deixou um pouco zonza e com os meus reflexos lentos.
Entrei em meu closet e escolhi o que vestir. Fui para o banheiro pegar o meu creme hidratante e hidratei todo o meu corpo, depois fiz uma maquiagem leve e penteei o meu cabelo todo para trás. Eu precisava passar a minha roupa e liguei o ferro, eu a passaria sobre a minha cama mesmo e foi o que eu fiz. Após vestir um vestido preto justinho e calçar o meu sapato de salto da mesma cor, eu aprovei o meu visual. Passei um pouco de perfume e já estava de bom tamanho, então fui aguardar o jake na sala após pegar a minha bolsa. Um tempinho depois o telefone da minha casa tocou e eu sabia ser o jake.
—Alô.
—Oi gata, eu já cheguei.
—Vou descer.
—Te espero.
—Ok.
Fui até o meu quarto fechar a janela e apaguei a luz ao sair. Apaguei a luz da cozinha e fechei a janela da sala, mas deixei a luz acesa e saí do apartamento. Tranquei a porta do meu apartamento e apertei o botão do elevador, assim que ele chegou, eu entrei e desci para a garagem. Jake estava me esperando ao lado do carro e quando me viu, ele sorriu e veio ao meu encontro estando gato como sempre.
—Boa noite. O saudei o abraçando.
—Boa noite gata. Está linda, linda.
—Não exagera, estou redonda feito bola.
—Não estou reparando esse detalhe, de qualquer forma está mesmo linda e a gravidez a embelezou ainda mais.
—Está me achando gorda?
—Pelo amor de Deus e claro que não! Não confia na minha palavra?
—Acredito e obrigado então. Falei sorrindo e dei um beijo em sua bochecha, ele pareceu nem ligar porque não foi na boca e sorrimos um para o outro estando abraçados. –Você não é fácil jake.
—Não mesmo. Falou ele gargalhando e fiz o mesmo o estapeando no ombro de leve. -Está coradinha. Observou ele.
—Fui para a praia hoje. Falei no momento que ele abriu a porta do carro para eu entrar.
—Aproveitou bem?
—Um pouco, ir para a praia sozinha é um pouco chato.
—Era só ter me ligado que eu iria com você. Poderíamos ir a outra praia, em Miami há várias. South beach é uma delas e há centenas de coisas legais lá para curtimos durante o dia e a noite. É bem interessante.
—É eu sei, fica para a próxima então.
—Ok. Agora vamos. Falou ele fechando a porta do carona e deu a volta no carro.
Jake ocupou o banco do motorista e ligou o carro, o ronco se fez presente quando ele acelerou com o pé no freio e sorriu para mim.
—Não comece jake! O reprovei sorrindo e um morador que acabava de sair do carro olhou na direção do carro de jake. – Olha o que está provocando!
—Estou apenas brincando e você está grávida, eu respeito isso.
—Então pare!
Sorrindo, ele parou com a sua façanha e saímos da garagem. Olhei em volta e nem sinal deles, então relaxei ao encostar-me no banco e fomos conversando durante o trajeto. Falamos a respeito do anel que eu perdi e fiquei bem sem jeito por ele ter gastado uma boa grana e eu perder assim de forma banal. Ele de forma gentil me tranquilizou e segurou em minha mão dizendo que isso poderia acontecer com qualquer um.
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1h depois.
Paramos em frente ao restaurante e observamos o lugar, para o meio de semana o lugar estava cheio, mas na cidade dava muito turistas durante o ano inteiro. Jake foi estacionar o carro e desci do mesmo com a ajuda dele.
O lugar em que iríamos jantar era incrível, tocava uma canção sensual ao fundo e fomos acomodados de forma atenciosa em uma mesa mais ao fundo, era bem privado onde estávamos. O garçom trouxe o menu e deixei jake escolher para nós dois, ele tinha muito bom gosto para comida e o que ele pedisse eu tinha certeza que era bom. A escolha foi um prato a base de lagosta e na minha opinião foi bem escolhido, eu adorava isso e a salada que a acompanharia era bem incrementada. De quebra jake pediu um arroz com frutos do mar que dizendo ele, o dali era delicioso e sua mãe adorava. Ele pediu um vinho branco para acompanhar e eu preferi ficar no drink sem álcool.
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Quando a comida chegou, nós comemos conversando e muito discreto, ele não perguntava a respeito dos meus sumiços. Eu precisava contar que eu iria me casar, mas eu estava sendo covarde e toda a coragem se foi quando ele colocou uma caixinha pequena de veludo a minha frente durante o jantar.
—O que é isso? Perguntei pegando a caixinha.
—Eu sou ansioso demais e não aguentei esperara até a hora da sobremesa. É para você.
—Já gastou o seu dinheiro novamente jake? Perguntei o reprovando.
—Pare com o drama e veja se gostou. Falou ele sorrindo.
—Ta, não vou negar que eu também estou curiosa.
—Então vá em frente e abra.
—Ok. Falei abrindo a caixinha e o que tinha dentro me encantou.
Fiquei sem palavras mediante ao anel com o dobro de diamantes e um pingente em ouro amarelo e diamantes em formato de uma menininha pendurado no mesmo. Com certeza mais caro que o outro que ele havia me dado e o olhei.
—E aí gostou? Perguntou ele me olhando com uma cara engraçada, diria que curioso demais.
—É lindo esse anel e tem pingente como o outro que você me deu. É lindo jake e é uma menininha. Falei sorrindo.
—Já que terá uma menina, escolhi bem.
—Claro que sim seu bobo. Falei sorrindo e me levantei para ir abraçá-lo, ele estava sentado de frente para mim. –Amei o seu presente. Falei segurando o anel e ele fez questão de colocá-lo em meu dedo após se levantar sorrindo.
—Que bom então! Disse ele dando um beijo em minha testa e me abraçou de forma carinhosa. –Agora vamos comer, ou a nossa comida irá esfriar. Disse ele beijando a minha mão e sorriu.
—É vamos. Falei pensativa e me sentei olhando para ele, jake era tão gentil comigo.
—Já resolveu a sua situação com o outro cara?
—Eu já e o melhor foi permanecer na amizade. Ele ficou bem chateado comigo, mas ele é uma pessoa incrível. Pena que sem querer eu o magoei e não quero repetir a dose. Entende?
—Se refere a mim?
—É. Eu me refiro a você e já disse que você merece o melhor. É um rapaz muito bonito senhor Black e sei que não vão faltar pretendentes. Já eu, eu estou com a minha vida arruinada e grávida ainda por cima. Não quero arruinar a sua vida também jake.
—Quem está dizendo isso é você e não compartilho da mesma opinião. Não quero ouvir mais você falando essas coisas e não tenho mais quinze anos bella. Sou homem o suficiente para saber o que é bom e o que é ruim para mim.
—Eu sei jake, mas eu não sirvo. Estou grávida de outro homem e de certa forma comprometida. Já falei isso.
—Você está aqui agora. Pode se livrar dessa vida que vem levando e eu poderia cuidar de vocês duas.
—Não tenho o direito de envolvê-lo nisso. Podemos continuar como estamos e logo você vai encontrar a mulher ideal para você.
—Isso é o que você acha?
—É.
—Respeito a sua opinião, quem sou eu para dizer o contrário, mas eu também tenho a minha.
—Não vamos brigar.
—Não estamos brigando bella, eu só não gosto de vê-la se rebaixando dessa forma e sei perfeitamente a mulher incrível que você é. Isso não irá apagar só porque você passou por momentos que imagino difíceis e que acabou grávida.
—Sua gentileza me comove jake. Eu adoro você e obrigado pelo presente mais uma vez.
—De nada. Falou ele antes de levar o garfo cheio de comida a boca.
Continuamos a comer e fiquei perdida em pensamentos. Eu não queria, mas o meu pensamento estava em Ourinhos a maior parte do jantar. Eu não sabia mais o que fazer da minha própria vida e vontades. Outra mulher em meu lugar, fugiria com o jake hoje mesmo.
O jantar estava ótimo e nota mil ainda seria pouco para o sabor da comida. Apesar de estar comendo frutos do mar, o prato não me deixou enjoada e pude aproveitar bem. Na hora da sobremesa nos deliciamos em uma a base de graviola, mas comi pouco pela fruta ter me pesado o estômago. Continuamos a conversar e jake se sentou ao meu lado para me abraçar, estava sendo acolhedor esse carinho sem um pingo de maldade e um dia cheguei a pensar que eu nunca mais falaria com ele, mas aqui estava eu trocando carinhos e palavras incentivadoras. Ele me conhecia o suficiente para poder perceber que a minha alta estima estava um pouco baixa e me deixou saber o quanto linda eu estava.
—Sou mesmo linda da forma que você afirma? Perguntei olhando séria para ele.
—Esqueceu do sucesso que você fazia lá no colégio e onde você passava?
—Não, mas você não ficava atrás jake.
—Sei disso. Disse ele sorrindo e sorri também.
—Seja sincero comigo.
—Sobre? Perguntou ele ainda me abraçando e olhando para mim.
—Quando fazíamos amor, era realmente bom para você?
—Bom ainda é pouco para o que fizemos. Sei o quanto você gosta mesmo da coisa.
—Dessa forma me constrange jake.
—Estou sendo sincero. Disse ele sorrindo. –Com todo respeito a nossa situação, posso dizer que é deliciosa e maravilhosa na cama senhorita Marie. Disse ele baixinho, pois as mesas ao nosso redor estavam ocupadas agora.
—Não me acha uma mulher fria e até mesmo uma pedra de gelo?
—Um dia se alguém dizer isso e você fazendo da mesma forma que fez comigo, saiba que está mentindo. Falou ele dando um beijo em minha bochecha e lembrei que a minha forma de agir na cama com o Edward ainda foi melhor. De certa forma foi uma experiência a mais e se fosse verdade o que jake estava me dizendo, Edward mentia para mim. –Desencana gata, você é mesmo maravilhosa. Disse ele ao me ver perdida em pensamentos.
—Obrigado e saiba que você também.
—Bom ouvir isso. Sorrimos.
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Conversamos muito e jake finalmente pediu a conta. Já estava tarde e faltava pouco para a meia noite, o restaurante já estava bem mais vazio e sei que os homens ali estavam loucos para irem embora. Saímos do restaurante e fomos caminhando pela calçada de mãos dadas. Não havia apelo algum nesse ato.
Jake abriu a porta do carro para eu entrar e depois ocupou o banco do motorista, não demorou nada pegamos a estrada de volta para Solares.
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Madrugada de Quarta feira, 27 de fevereiro.
01:10 da manhã.
Chegávamos em meu prédio e de forma discreta eu olhei em volta, nem sinal da pirua Blazer. Fomos liberados para entrar e jake parou o carro próximo do elevador.
—Pode ficar aqui comigo jake se quiser. Está tarde para você ir embora.
—Não se preocupa com isso linda. Está cedo.
—Não, não está. Falei olhando a hora no relógio de pulso dele e marcava 01:15min da manhã. –Depois você vai.
—Se insiste, mas juro que irei respeitá-la.
—Sei disso jake. Agora estacione o carro na vaga correspondente o meu andar e vamos subir. Comi tanto que me deu sono.
—Nossa! Falou ele sorrindo.
Jake estacionou o carro e saímos do automóvel. Fomos na direção do elevador e por sorte ele estava ali em baixo.
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Saímos em meu andar e abri a porta do meu apartamento, assim que nós entramos, eu tornei a fechá-la e a tranquei.
—Se quiser tomar um banho, fique à vontade e te empresto um roupão.
—Vou aceitar.
—Quer tomar um cafezinho, um suco???
—Estou satisfeito, obrigado. Aceitarei um copo de água apenas.
—Vamos até a cozinha, até eu estou com cede e preciso tomar a minha vitamina que eu esqueci. Ela é só um complemento nutricional por causa da gravidez.
—Hum!
Fomos para a cozinha e peguei a água para nós, depois fomos para o meu quarto e peguei a minha vitamina na bolsa. A engoli com uma boa quantidade de água e se sentindo bem à vontade, jake foi para o banheiro tomar banho. Ele encostou a porta e minutos depois o chuveiro foi ligado. Enquanto isso eu arrumei a cama para eu dormir e forrei lençóis no carpete para ele dormir, seria melhor assim. Ou vice versa, eu não me importaria de dormir no chão mesmo.
Momentos depois o jake saiu vestindo um dos roupões branco que ficavam em meu banheiro.
—Você pode dormir na cama e eu fico no carpete.
—Sou um perfeito cavalheiro bella, pare com isso e durma na cama você.
—Tem certeza disso?
—Absoluta gata.
—Ok. Falei sorrindo e fui para o meu closet pegar um blusão para eu dormir.
Já em meu banheiro, eu fechei a porta e me despi devagar. Escovei os meus dentes, fui me aliviar e entrei no Box para tomar um rápido banho. Eu não estava suja e seria tirar apenas a minha maquiagem.
Saí para me secar e vesti o meu blusão, depois foi à vez da minha calcinha e saí do banheiro após apagar a luz.
—Tenho escova de dente nova aqui.
—Eu estava te esperando para poder te perguntar. Vou aceitar sim.
—Ok.
Fui até o armário do banheiro pegar tendo a companhia dele e a entreguei, saí do banheiro para deixá-lo mais à vontade e me deitei na cama.
Jake saiu do banheiro minutos depois e se deitou ao lado da minha cama. Ao me lembrar do ar, eu o liguei e estaria o cômodo gelado em poucos minutos. Deixei a luz do abajur acesa e jake se sentou, depois ele veio até a mim e me deu um beijo na bochecha.
—Boa noite bella.
—Boa noite jake. Falei sorrindo.
—Sonhe com os anjos gata e comigo.
—Irei. Falei afirmando com a minha cabeça e gargalhei.
Jake se deitou sorrindo e eu apaguei a luz do abajur, a claridade vinha de fora e deixou o quarto um pouco claro. Fiquei mais tranquila que ele aceitou ficar aqui a ir pra casa, eu tinha medo de assaltos e o carro dele chamava muito a atenção, o mesmo eu dizia dos carros dos Cullens. Momentos depois eu acabei dormindo e parecia que jake havia dormido primeiro que eu, ele devia estar cansado.
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.Às 9h do dia.
Despertei me sentindo muito bem e me espreguicei, ao olhar para baixo jake ainda dormia profundamente. Sem fazer barulho algum, eu me levantei e fui para o banheiro escovar os meus dentes e me aliviar logo a seguir.
.
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Saí do banheiro e fui para a cozinha preparar o nosso café da manhã. Havia embalagens de torradas no armário e as peguei, não tinha muita opção e faria um café com leite para nós. Eu precisava fazer uma compra e por ficar dias fora do apartamento, o queijo e alguns mantimentos que eu comprei se estragaram e não havia pão. Peguei a manteiga na geladeira e logo ficou pronto o café, depois aqueci o leite e fui até o quarto acordar jake. Ele devia estar mais que atrasado para o trabalho.
—Jake, jake, acorde. Falei sacudindo ele de leve.
—Oi? Falou ele de olhos fechados.
— Não irá trabalhar hoje?
—Tenho que ir. Que horas são?
—09:20min.
—Estou em cima da hora, mas chego todos os dias cedo mesmo. Hoje não haverá problema.
—Preparei um café simples demais por falta de opção. Espero que não se importe.
—Sabe que não. Desde quando você está aqui?
—Desde domingo. Por quê?
—Por nada. Está precisando de algo?
—Irei ao mercado depois. Estou aqui e preciso das coisas, nem pão tem aqui para te oferecer. Importa-se de comer torradas?
—Não me importo e como torradas quase todos os dias lá na minha casa.
—Está falando isso só para me agradar.
—Juro por Deus que é verdade.
—Não precisa jurar, acredito em você.
—Vou escovar os meus dentes e me vestir. Se vista você também.
—Pra quê?
—Apenas se vista. Falou ele se levantando e veio me abraçar com cuidado. –Esse bebê está crescendo.
—E a minha fome aumentando cada dia que passa. Após eu falar, sorrimos.
Nos separamos e fui para o meu closet por um vestidinho. Hidratei a minha pele e aguardei jake sair do banheiro para eu poder pentear o meu cabelo.
Após ele sair faltando pôr a blusa apenas, eu entrei para pentear o meu cabelo e passei um pouquinho só de perfume. Depois nós fomos para a cozinha colocar o nosso café, preferimos nos sentar à mesa na sala e comemos tranquilamente.
Assim que terminamos, faltava pouco para as dez da manhã e fui pegar a minha bolsa, dizendo jake, nós iríamos ao mercado. Só aceitei que ele me levasse por afirmar que eu não precisaria gastar dinheiro com o táxi e ficaria chateada se ele pagasse algo para mim. Eu não estava com muito dinheiro, então eu teria que economizar o quanto desse e eu não precisava comprar muito.
Saímos de meu apartamento e descemos para a garagem, lá jake abriu a porta para eu entrar e saímos do meu prédio após ele entrar no carro. Durante o trajeto eu fui admirando o anel que ele me deu, era tão fofo e a menininha ali tinha tudo a ver comigo. Afinal eu estava grávida de uma menina.
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Chegamos rápido no mercado por não ser muito longe e jake foi pegar um carrinho pra mim. Comecei a pegar o que julguei necessário e que estava faltando em meu apartamento, jake me ajudou a pegar algumas coisas também. Às vezes ele extrapolava nas besteiras e afirmava que ele iria comprar para ele, então eu acreditava e deixava. Olhando o carrinho cheio, nós compramos bastante coisa.
Fomos para o caixa pagar e ele me traiu pagando toda a conta, meu bico ficou enorme e cruzei os meus braços muito da chateada, ele veio me abraçar e pela a sua bondade para comigo não me deixou afastar e o abracei.
—Um dia desse eu vou lhe pagar jake. Juro para você que eu irei.
—Não estou te cobrando. Disse ele me olhando.
—Estou sem jeito e me sentindo mal até. Não estou passando fome graças a Deus, mas preciso resolver a situação da venda do meu apartamento logo. Tenho que me livrar daquele luxo que eu não posso ostentar sozinha e tenho o condomínio que não é tão barato assim para eu pagar.
—Eu pago e quando você poder, me dar o dinheiro. Sei que não aceitará a minha ajuda sem ser dessa forma.
—Tem toda a razão. Quebre-me esse galho e logo, logo eu irei pagá-lo com toda a certeza desse mundo.
—Fechado.
Ensacamos as compras e saímos do mercado.
.
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Já em meu apartamento.
Nós guardamos todas as comprar, a pedido de jake eu fui pegar a conta que era a do condomínio e fomos pagá-la no banco após jake passar no banco do cartão dele e retirar dinheiro o suficiente na boca do caixa.
Fiquei bem mais aliviada e voltamos para o meu prédio, sendo que dessa vez ele não subiria comigo, ele precisava ir.
—Obrigado de coração jake.
—Não me agradeça gata, agora eu preciso ir.
—Te ligo de tarde.
—Vou esperar.
—Ok. Falei sorrindo e dei um beijo demorado em sua bochecha. Tchau.
—Tchau. Falou ele ligando o carro e ficou me olhando ir à direção do elevador.
Acenei antes de entrar e o elevador fechou as portas após eu apertar o número do meu andar. Saí do elevador e abri a porta do meu apartamento, tornei a trancá-la após eu entrar e fui tomar um café da manhã reforçado, aquele apenas com torradas me deixou faminta e louca pedindo por mais. Depois eu tomei um banho e coloquei uma camisola confortável.
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Passei o dia bem dizer inteiro vendo televisão em meu quarto e nada do meu telefone tocar. Já passava das 15:30min da tarde e nada dele tocar. Eu não ligaria para Ourinhos hoje e fiquei na minha.
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Às 17h da tarde.
Levantei-me da cama e fui preparar um lanche para eu comer. Almocei já fazia tempo e eu precisava acalmar o meu estômago que já estava roncando, então eu fiz um misto quente para mim.
O comi com um pouco de suco e fui olhar a vista da janela, eu estava entediada de ficar ali sozinha e ficando em Ourinhos, eu tinha a companhia de Esme e da Mary. Juro que eu estava sentindo saudades delas. Resolvi ligar para o jake como eu prometi mais cedo, eu era de palavra. Disquei o número dele e chamou três vezes, na quarta.
—Alô.
—Oi jake, sou eu bella.
—Sei que sim. Falou ele sorrindo. –Tudo bem por aí?
—Está sim. Liguei para saber se levou esporro do seu pai por chegar pra lá de atrasado.
—Nenhum gata, eu sempre chego antes da hora aqui. Ele imaginou que eu estivesse com alguma gata já que dormi fora.
—É imagino. Falei sorrindo.
—Ta a fim de comer um sanduíche e que tal no trailer do Duque hoje? Posso passar aí às 19:30min. O que acha?
—Por mim, tudo bem. Falei sorrindo. –Sinto-me sozinha aqui nesse apartamento.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—Então me espere.
—Liga quando você chegar que eu descerei.
—Na garagem?
—Sim jake.
—Ok. Um beijo.
—Outro.
Encerrei a ligação e fui colocar o telefone na base. Continuei olhando para o lado de fora da janela e fiquei vendo as pessoas transitando pra lá e pra cá. O mormaço ainda se fazia presente e acariciei a minha barriga estando bastante distraída. Cheguei a pensar em me afastar de jake antes, mas ele estava sendo tão importante para mim nesse momento. Quando dei por mim, a noite já estava vindo. 17:58min eu vi já ser.
Não consegui resistir e decidi ligar pra Ourinhos, chamou quatro vezes apenas.
—Alô. Atendeu uma voz feminina e me era estranha, nunca ouvi ninguém com essa voz antes.
—Com quem eu falo? Perguntei estranhando.
—É Victória quem está falando. Com quem deseja falar senhora?
—Quem é você, não a conheço. Falei sentindo o stress aflorar, só podia ser coisa de Edward.
—Sou a nova empregada.
—Nova empregada? Perguntei surpresa.
—Sim. Eu comecei a trabalhar aqui ontem, sou nova na verdade. Com quem eu falo?
—Está falando com a noiva de Edward.
—Oh! Então é um prazer senhorita. Deseja falar com ele?
—Não, eu desejo falar com a Mary.
—Só um momento. Falou ela com a voz melosa, não devia ter muita idade, parecia ser nova.
—Ok.
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1min e ½ depois.
—Oi amiga.
—Oi Mary. Quem é essa moça?
—É a nova empregada que a mãe de Alice recomendou. Parece ser sobrinha da moça que trabalha para ela.
—Então ela é jovem?
—24 anos. Foi ela mesma quem me falou.
—Como ela é?
—Ela é uma moça morena clara, olhos castanhos e cabelos da mesma cor. Para falar a verdade ela é uma moça bem bonita amiga. Dá toda a atenção para a dona Esme quando ela precisa e limpa a casa muito bem.
—Pelo visto a moça é eficiente.
—É sim. Ela dorme no outro quarto de empregados.
—O que estão achando dela aí?
—Parece que estão gostando, nada a reclamar ainda.
—Sei.
—E o Edward?
—O que tem ele?
—O que anda aprontando?
—Não sei, mas ele tem vindo para casa normalmente. Janta e depois vai dormir. Ontem ele ficou na sala assistindo televisão enquanto vick arrumava a mesa após o jantar. Todos comeram a mesa.
—Vick?
—É a forma que a moça gosta de ser chamada.
—Ela a ajudou a servir?
—Sim.
—Pelo menos você não ficará mais sobrecarregada.
—Pois é amiga.
—Que bom! Desejo falar com a Esme.
—Vou até a sala entregar a ela.
—Ok. Tchau amiga.
—Tchau.
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—Oi filha. Eu estou com saudades de você.
—Eu também. Como você está?
—Estou bem. Mary lhe contou que estamos com uma funcionária nova?
—Sim estou sabendo. A própria Victória foi quem me atendeu. Está gostando dela?
—Ela é uma moça simpática.
—Se você diz, eu acredito.
—Está gostando de ficar aí? Aliás, essa é uma pergunta fácil de saber a resposta.
—Estou sim, mas fico solitária aqui sozinha.
—Sua casa é aqui agora. Bem ou mal você tem a minha companhia e a da Mary que sabemos gostar muito de você. Agora tem a Victória também.
—A sua companhia é muito importante e não tem essa de bem ou mal Esme. Não fale mais isso.
—Ta, eu prometo não falar mais se isso a chateia filha.
—Tudo bem.
—Está comendo frutas e se alimentando bem?
—Eu estou sim. Fui comprar umas coisinhas hoje mais cedo no mercado.
—Então pretende ficar muitos dias aí?
—Não, não pretendo. Não comprei tantas coisas assim por ser só para mim. Se eu exagerar irá estragar.
—Segunda feira você tem médico.
—É eu estou sabendo.
—Sexta feira eu irei passear com o meu marido, já Edward não quis ir quando eu falei para ir nós quatro. Há vários resorts de luxo em Miami com sauna, spar 24h por dia com vários tipos de massagens. Até salão de beleza para os hóspedes há e sairíamos de lá renovados.
—Parece bem interessante, eu nunca estive em um desses antes.
—Tenho certeza que você iria adorar. Podemos ir nós três então. O que acha?
—Não quero estragar o momento de vocês, irei outro dia.
—Eu posso convencer o meu filho.
—Ele é bem decidido Esme e ele disse que não. Não insista para não criarmos problemas.
—Tem certeza?
—Sim. Se divirta bastante.
—Com o meu maridinho, eu irei sim. Falou ela sorrindo. –Gostamos de fazer esses programinhas para poder sair da rotina.
—Está mais que certa.
—E você e o meu filho?
—O de sempre. Briga, briga e mais briga.
—Não vamos tocar em assuntos delicado por telefone.
—Tem razão. Então espero que se divirta. Sexta feira eu volto para a mansão.
—Sexta feira você volta para casa?
—Sim, eu estarei voltando para a mansão.
—É para a sua casa. Será sua e do meu filho quando nós faltarmos.
—Não quero falar a respeito de perdas Esme, eu não imagino essa possibilidade no momento. Eu já estou sem os meus pais que me fazem uma baita falta apesar dos pesares. Eu sou uma jovem de dezoito anos ainda e não aproveitei nada da vida, estou aprendendo sozinha.
—Sabe que tem a mim e ao Carlisle.
—É eu sei. Agradeço vocês por tudo, mesmo parecendo loucura vocês acharem normal a minha união com Edward.
—É um pouco egoísta da nossa parte filha, mas a queremos ao nosso lado para cuidar e proteger. É o mínimo que podemos fazer por você.
—Sei o quanto você e o seu marido são bons comigo. Agradeço por isso Esme.
—Não há de que filha. Quer que eu peça o Sebastian para ir buscá-la na sexta?
—Por favor, faça esse favor para mim. Peça que ele venha de manhã, umas dez horas está de bom tamanho ele chegar aqui.
—Pode deixar, darei o recado.
—Obrigado.
—Tchau filha e tenha um ótimo fim de semana se não nos falarmos até sexta feira.
—Obrigado Esme e curtam bastante.
—Iremos filha. Beijos.
—Outro.
Encerrei a ligação pra lá de pensativa e fui colocar o telefone na base. Então havia uma moça trabalhando lá? Perguntei-me e olhei para o relógio vendo estar na hora de trocar de roupa. Eu estava limpa e iria para a orla da praia, não havia necessidade de tomar banho. Fui para o meu closet, peguei um vestido amarelo soltinho e estampado com babados nos ombros. O vesti e hidratei o meu corpo, fui para o banheiro pentear o meu cabelo e fiz um rabo de cavalo que estava um pouco maior. O meu cabelo estava maiorzinho e eu estava adorando isso. Passei batom, desodorante e fui calçar a minha rasteirinha, já estava de bom tamanho a minha produção. Comecei a arrumar a bagunça que eu fiz, inclusive eu arrumei a minha cama que estava bem bagunçada.
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Na hora marcada jake me ligou e desci. Nos encontramos na garagem do prédio e ele me deu um beijo na testa após me abraçar.
—Boa noite.
—Boa noite jake. Vamos?
—Vamos sim. Estou cheio de fome e acredita que não almocei?
—Acredito. Seu nome é trabalho agora.
—Acertou. Falou ele sorrindo.
Entrei no carro sorrindo e depois ele fez o mesmo, sem demora saímos do prédio e fomos rumo ao nosso destino. Olhei tudo em volta e nada suspeito, acho que Edward dispensou a segurança para não ficarem no meu pé. Eu estava receosa quanto a isso, mas era o que estava parecendo. Resolvi relaxar e curti a nossa ida conversando a respeito do dia que tivemos hoje. Ele disse que trabalhou bastante e sorriu de uma forma linda para mim, aliás, jake era um moreno muito lindo. Eu não me cansava de admirá-lo e vira e mexe, eu me pegava olhando-o. seus músculos cada vez mais definidos, mas nada exagerado e sim na medida certa. Quantas moças não devia ficar babando por aí.
Quando chegamos, jake estacionou o carro do outro lado da rua e desci do carro com a ajuda dele. Ele acionou o alarme e segurou em minha mão para atravessarmos, não demorou muito abriu uma brecha e atravessamos rápido. Caminhamos pela orla um pouquinho e chegamos no trailer do Duque. O cumprimentamos e ele sorriu ao nos ver junto.
—Então resolveu aparecer novamente? Perguntou ele sorrindo para mim.
—É. Eu estou voando baixo. Após eu falar nós sorrimos e o ajudante dele acenou para mim. Retribuí o gesto e nos sentamos.
—O que vão querer?
—Vou querer um hambúrguer com tudo que tem direito. Falou jake de forma sacana e sorri. –Estou faminto.
—E você?
—Quero um completo também. Só tire o ovo e o bacon. Preciso pegar leve.
—Tudo bem. E para beber?
—Eu quero uma cerveja. Falou jake.
—Eu quero um suco de morango que vocês preparam com água de coco.
—Logo trarei o pedido de vocês. Falou Duque como sempre simpático.
—Valeu. Falou jake me olhando e segurou a minha mão sobre a mesa. –Quer outra coisa?
—Não. Acho que o hambúrguer irá me saciar, não posso abusar e já engordei mais um pouco por causa da minha gula e da gravidez.
—Está com o corpo bonito. A gravidez lhe deixou melhor ainda, isso eu falo com todo o respeito e não vá me chamar de tarado.
—Você é um conquistador jake.
—Nem tanto. Não faço nada demais.
—É involuntário, sabe disso.
—Se você está falando, quem sou eu para duvidar. Disse ele beijando a minha mão e entrelaçou os nossos dedos.
Ele envolveu o meu pescoço com o seu braço, pois estávamos sentados um do lado do outro. Quem olhasse jurava que éramos um casal à espera do nosso filho e algumas pessoas pararam com os seus carros e veio se sentar à mesa no trailer para poderem se deliciar também.
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O nosso pedido chegou momentos depois e começamos a comer, estava mesmo bom e jake se deliciava na cerveja dele. Juro que me deu uma água na boca tremenda e bebi o meu suco que estava uma delícia feito com água de coco. Ele estava bem geladinho.
—Está do seu agrado? Perguntou ele todo atencioso.
—Está divino. O suco está tudo de bom, prove. Falei colocando o hambúrguer sobre o pratinho na mesa e segurei o copo colocando o canudo na direção da boca dele. Jake bebeu um pouco e aprovou.
—Bom mesmo. Afirmou ele e tornou a comer o hambúrguer dele, fiz o mesmo.
O troço era enorme e dava para matar a fome no primeiro, mas jake pediu outro para ele e perguntou se eu queria também, mas rejeitei e aceitei apenas outro suco.
O hambúrguer dele ficou pronto um tempinho depois e ele me deu um pedaço dele, mastiguei toda atolada por ter enchido a minha boca e ele sorriu de mim, fui obrigada a colocar a minha mão na boca para ser sutil e não pagar mico na frente das outras pessoas que estavam comendo ao nosso redor.
—Fez de propósito. Falei após engolir.
—Eu? Perguntou ele se fazendo de bobo e sorriu. –Foi você quem o mordeu.
—Da próxima eu mordo o seu dedo.
—Não faça isso, eu preciso dele.
—Não comece com a pornografia jake.
—Você é que tem a mente suja bella. Disse ele sorrindo com os seus dentes brancos perfeito. –Eu sou um sujeito comportado.
—Engana outra, não a mim.
—Tenho que ser safado nos momentos certos. Disse ele baixinho em meu ouvido e sorri pra valer com isso. –Ou irão falar mal de mim.
—Ta bom, sei.
Ficamos sorrindo por causa disso por um tempinho e abracei o jake, ficamos assim vendo a moda passar e fizemos amizade com um casal que estava ao nosso lado. Eles se juntaram a nós e ficamos conversando, eles eram bem legais até. Jake era extrovertido e fazia amizade fácil, então ele ficou conversando com o rapaz e eu com a moça. Eles se mudaram recentemente pra Solares e estavam morando no prédio em frente ao mar ali mesmo. Perdemos a noção do tempo conversando e quando vimos, já passava das 22h.
Nos despedimos de forma calorosa, jake pagou a conta e fomos para o carro. Dentro dele acomodados em nossos devidos lugares.
—Marta e Francesco, são pessoas bacanas. Observei.
—Pelo nome dele, parece ser italiano.
—Acredito que sim e eles têm sotaque. Reparou?
—Reparei. Falou ele colocando a chave na ignição. –Quando você pretende voltar para onde você estar vivendo agora?
—Irei na sexta de manhã.
—Dessa vez ficou bastante tempo aqui. Falou ele encostando-se no banco e me olhou.
—Muito tempo jake, mas prometo voltar logo.
—Assim espero. Após ele falar, ele veio me abraçar. Sem eu esperar ele me deu um selinho demorado e um beijo em minha testa, já eu fiquei olhando para ele sem nada dizer. Sem demora ele tornou a me beijar, permiti o beijo que estava muito bom como sempre e nos beijamos por longos minutos. O coração de jake batia acelerado em seu peito e o meu estava igual, mas um misto de confusão se passava em minha cabeça e me afastei de forma sutil.
—Vamos? Perguntei segurando na mão dele e entrelaçamos os nossos dedos.
—Vou te deixar na garagem.
—Ok. Falei sorrindo levemente e encostei-me no banco o olhando.
Jake ligou o carro e saímos.
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Na garagem do meu prédio.
—Quer subir?
—Acho melhor não.
—Por que não? Perguntei sorrindo levemente.
—Não seja inocente, Marie.
—Não seja covarde você. É só um convite para passar um tempinho comigo, conversar e beber um cafezinho.
—Já está tarde, preciso ir.
—São 22h e 52min jake. Falei saindo do carro e ele fez o mesmo vindo até a mim.
—Não sou covarde como você pensa que eu sou por não querer subir com você. Falou ele sorrindo e me abraçou, com isso acabei encostando-me na lateral do carro dele tendo ele junto de mim.
—Eu o entendo. Não é a minha intenção brincar com os seus sentimentos e a minha vida está toda bagunçada jake. Preciso de um tempo para mim mesma.
—E o pai da sua filha?
—O que tem ele? Perguntei um pouco agitada.
—Ele continua lhe maltratando?
—Estou aqui, ele nem está ligando.
—Vai ter que ficar para sempre ao lado dele?
—Não sei te responder a essa pergunta jake. Posso dizer com todas as letras que os pais dele são maravilhosos comigo. São como os meus agora e me tratam muito bem.
—E ele?
—Pelo visto, parou de pegar no meu pé.
—Isso é bom.
—É.
—Você tem o que precisa na casa dessas pessoas?
—Eles têm muita grana jake. São pessoas influentes na sociedade.
—Por isso então você tem medo de fugir?
—É um dos motivos e por isso eu não quero envolvê-lo.
—Já estou envolvido e não ligo.
—Primeiramente eu não desejo o mal dessas pessoas. O pai da minha filha é rude comigo porque ele tem os motivos dele, mas o restante são pessoas bem legais. Tirando algumas, mas acredito que elas agem na defensiva por serem uma família unida.
—Do jeito que você fala, parece que fez algum mal a essas pessoas bella.
—Eu não fiz mal a ninguém jake. Tudo que eu queria era estar com o meu terceiro ano concluído, eu não queria ser mãe agora e eu almejava fazer uma faculdade para ser alguém na vida. Olho essas moças novas e independentes andando pela rua sem filhos e eu queria o mesmo para mim, mas não tive coragem de cometer um assassinato depois de ter se passado tanto tempo quando eu descobri a gravidez. O pai da minha filha deixa claro as vezes que tem direito sobre a menina e eu não sou uma assassina jake. Em muitos casos é óbvio o aborto, mas em meu caso foi confuso, eu simplesmente não tive coragem.
—O Denuncie.
—NÃO jake! Eu não posso fazer isso, eles são uma família.
—Ele te destruiu e ainda está com pena desse camarada? Incrível!
—Juro para você que ele teve os motivos dele.
—Então está assumindo que foi culpada de algo bem ruim? É o que parece!
—Já disse para você que não! Só não quero tocar nesse assunto que julgo vergonhoso e delicado jake.
—Irei respeitar a sua vontade.
—Apesar de tudo eles são pessoas do bem. Tirando ele, mas antes eu soube que ele era. Jamais irei denunciar, os pais não me fizeram nada. Não quero decepcioná-los por eles gostar tanto de mim e lá na casa deles eu tenho de tudo. Tratam-me com tanto carinho, sendo que ele é à parte.
—Então vai ser sempre assim?
—Eu não sei.
—Nunca irá viver a sua vida por causa desse homem?
—Eu já estou vivendo como eu posso jake. Nós, nós..... ......Não tive coragem de continuar e em meus olhos brotaram lágrimas.
—Nós o que bella? Perguntou ele olhando para mim.
—Digo nós, mas não eu e você.
—O que tem isso?
—Nunca foi a minha intenção desapontá-lo jake ou magoá-lo. Nunca mesmo e juro para você.
—Diga logo, não precisa dar curvas bella. Vá direto ao assunto.
—Eu irei me casar com ele.
CONTINUA...........
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