Solares
16 Capítulo 16
Notas iniciais
BELLA......
Final do capítulo anterior.
Dando-me coragem eu abri a porta e entrei não o temendo, ele só percebeu a minha presença quando eu já despejava o conteúdo da garrafa todo no vaso de uma só vez. Ele ficou passado e veio até mim completamente nu tentar pegar a garrafa da minha mão, mas já era tarde demais.
—Você jogou o meu whisky que custa uma nota fora? Você é louca mesmo! Disse ele tomando a garrafa da minha mão.
—Tome vergonha e saiba que de manhã se toma é café e não bebida alcoólica!
—Se meta na sua vida!
—Já fiz o que eu tinha que fazer aqui, to indo para o quarto!
—Saia daqui sua enxerida! Você só me dá prejuízo!
Virei as costas e sai do quarto deixando ele reclamando muito. Fui para o quarto e me deitei sentindo um pouco de dor, preferi me encolher colocando a mão em cima da dorzinha no momento que Edward entrou no quarto vestindo um roupão. Ao ver a minha situação ele colocou a garrafa vazia em cima do criado mudo e veio me olhar, com certeza ele tinha vindo reclamar do meu ato mais uma vez. Edward era surtado e parecia um velho às vezes de tanto reclamar.
—O que é agora Swan?
—Nada! Só vá para o seu quarto! Falei de olhos fechados.
—Você está mentindo! Está sentindo dor? O seu filhote está com problemas?
.............................................................................................................................................................................................
—Estou nervosa por você não parar de falar e me culpar! Não estou passando mal, mal mesmo. Só estou nervosa droga! Falei chorando.
—Então se acalme se calando! Falou ele se levantando e saiu do quarto.
.
.
3min depois.
Alice entrou no quarto e segurava um copo de suco. Ela me deu de forma calma e eu o bebi devagar notando ser de maracujá e estava bem forte. Paciente ela acariciou a minha barriga e olhou para mim.
—É bom que fique calma.
—É. Falei me deitando e ela continuou acariciando-me de forma gentil.
—Está agitada e ontem andou demais Isabella.
—Cadê a bella Alice? Ficou chateada comigo não foi?
—Um pouco, mas já está passando. Está fofinha a sua barriga. Disse ela me acariciando e aquele incomodozinho já estava bem melhor.
—Está crescendo rápido Alice.
—Vou tentar pôr na cabeça dura do meu primo que a deixe tranquila, ou você vai acabar tendo um treco daqui pra li.
—Estou bem agitada, mas sinto que esse suco forte vai ser o suficiente para me derrubar daqui a pouco.
—Seria tão bom se tudo fosse diferente.
—É o que eu penso todos os dias, não tem noção. Sinto muitas saudades de Solares e da minha vida de antes que era...normal na medida do possível.
—Apesar de parecer loucura, você não imagina o quanto você e o meu primo ficam perfeitos juntos. Apesar de toda a briga e um quase matando o outro, a química é visível. Pode parecer coisa da minha cabeça, mas quem olha de fora enxerga o quanto é perfeito. Mesmo você dando bola para o meu primo Max, eu ainda acho que o Edward é o seu par perfeito e não digo isso por causa da minha tia Esme não. Não se sinta obrigada por causa dela a nada porque ela tem a mim.
—Vocês alimentam algo impossível Alice, mas você falando ou não eu quero cuidar dela. Gosto dela você sabe disso.
—O casamento nessa família é levado a sério, diferente de alguns por aí que não duram nem meses.
—Edward é mulherengo Alice e o pior de tudo é que ele não sabe falar comigo direito. Ele matou os.....
—Está sentindo dor ainda?
—Não, sua mão está sendo milagrosa. Acho que esse bebê vai ser bastante paparicado por vocês.
—Eu adoro bebês, acho fofo.
Edward entrou no quarto segurando uma xícara e foi se sentar na cadeira ao canto, ele ficou nos olhando. Tentei abaixar o vestido, mas Alice não deixou.
—Seu primo está nos olhando. Falei chateada.
—Que besteira! Disse Edward virando os olhos.
—Estou terminando, vai se sentir melhor depois.
—Ok. Falei me ajeitando e Alice de forma carinhosa acariciava a minha barriga.
—Quando você melhorar iremos ajeitar o quarto do bebê, mas precisamos saber o que é antes. Tem ideia do que seja?
—Não, não tenho um palpite.
—Se for uma menina nós iremos deixá-la igual uma boneca. Será linda se puxar os olhos da mãe, não que os olhos de Edward sejam feios, claro que não! Mas o azul dos seus olhos é lindo demais.
—Prefiro que seja a cor do pai, só assim ficará para sempre visível quem é o pai de verdade!
—Que bobagem! Edward sabe que é dele.
—Não sei não! Disse Edward ligando a televisão.
—Ele sabe bella, acredite em mim e por isso irão se casar. Acho que ambos devem cooperar porque esse bebê não merece viver num campo minado, do contrário eu irei falar com a minha tia e levá-lo daqui! Não duvidem de mim!
—Levá-lo? Perguntei surpresa, essa palavra mexeu comigo.
—Sim! Eu irei levá-lo já que você não liga e não o quer por ser um de nós.
—Eu, eu... Alice. Falei tentando me esquivar.
—Apenas relaxe bella. Disse de forma gentil. — Calma que não é por mal.
—Tudo bem. Falei sentindo as lágrimas brotarem em meus olhos e as sequei antes de rolarem.
—Acho que já está bom.
—Não estou sentindo mais dor, foi passageiro.
—Do contrário Edward a levaria ao médico. Falou ela séria.
—Eu iria pedir ao segurança e a você para levá-la. Disse ele nos olhando.
—Você é o pai! Trate logo de reverter essa situação!
—Ta Alice, eu não vou discutir com você.
—Por que não desce e vá cuidar da sua Julieta? Não precisa ficar aqui!
—Fico aonde eu tenho vontade. Viu com é você que começa Isabella?
—Pouco me importo! Falei secando as minhas lágrimas.
—Descanse um pouco bella e você Edward, dê um tempo! A deixe descansar e vá para o seu quarto!
—Ele estava bebendo antes mesmo de tomar café Alice.
—Acho melhor eu sair mesmo. Fui! Disse ele enfezado.
—Isso vai logo e me deixa em paz! Não serve para nada mesmo!
—Ta vendo bella como você também não é fácil?
—Deixa pra lá Alice, deixa pra lá. Falou Edward antes de fechar a porta.
—Descansa bella. Ta bom?
—Pode deixar.
Alice ajeitou o lençol sobre mim e saiu do quarto levando a bandeja do meu café da manhã, não me restou a não ser ficar assistindo televisão.
.
.
55min depois.
Aquele suco milagroso de maracujá que ela me deu foi fazendo efeito aos pouquinhos e eu já estava bem sonolenta quando bateram na porta.
—Sou eu filha.
—Pode entrar Esme.
Bernadete a trouxe até a mim e se retirou do quarto nos deixando a sós.
—Vim te ver como prometi.
—Fico feliz, eu estava carente mesmo.
—Está sonolenta? Está falando um pouco arrastado.
—Um pouco, Alice me deu um suco de maracujá bem forte.
—Está funcionando então.
—Está sim. Ele deixou as molas do meu corpo frouxas e sinto-me bem mole. Sorrimos.
—Nossa! Falou ela sorrindo e se ajeitou ao meu lado. Já eu a abracei sem me sentir enxerida, era natural.
—O bebê ainda não se mexe Esme.
—Está cedo, logo ele passará a se mexer e não vai te deixar em paz. Precisa se acalmar porque tudo que a mãe sente o bebê também sente, então não o ignore filha.
—Não estou não, só está sendo estranho para mim. Acho que não me resta a não ser me acostumar.
—Assim que pegá-lo no colo irá mudar a sua visão, dizem que os bebês têm essa capacidade de nos mudar.
—Acredito que sim.
—Até o meu filho deve mudar mais.
—Não sei dizer, Edward é impossível.
—Tentem se dar bem.
—Ele matou os meus pais Esme. Como isso será possível?
—Ele diz que não filha e sei reconhecer uma mentira longe.
—Ele facilitou para que acontecesse, é a mesma coisa.
—Não estou a par do assunto, mas dizendo ele existia pessoas atrás deles. Sabe disso filha.
—É eu sei.
—Por sorte não foram essas pessoas a te pegar, há essa hora já estaria morta e não aqui que bem ou mal você tem de tudo. Até a chatura do meu filho. Sorrimos.
—É. Eu é que o diga.
—Se encantou pelo Max? Perguntou ela de repente e me pegando de surpresa.
—Ele é uma gracinha de rapaz e muito gentil.
—Mas ele não é o seu futuro esposo e nem o pai do meu neto.
—Ele sabe que eu estou grávida.
—Eu não me sinto à vontade de falar sobre isso, apesar de tudo Edward é o meu filho e tenho certeza absoluta que ele está caído de amores por você. Eu comecei a rir após ela falar isso.
—Pare de dizer bobagens Esme.
—Não é nenhuma bobagem, é você quem está cega e não enxerga.
—Não quero saber disso.
—Tudo bem filha, agora tente dormir um pouco.
—Ta bom. Falei dando um beijo na testa dela e a abracei, eu sentia saudades da minha mãe e aos poucos o sono foi me dominando.
.
.
Às 15h da tarde.
Acordei do nada e Esme não estava ali comigo, eu me encontrava sozinha no quarto. Fiquei pensando nas coisas que aconteceram ontem e essa madrugada, Edward quem o olhasse pensaria que novo, novo estava ficando surtado. Talvez Edward devesse se consultar no psicólogo igualmente o pai dele, eu pensava. Ou acabariam alcoólatras de verdade e pondo tudo a perder. Mesmo eu sendo o saco de pancada e ser culpada diariamente por ele, eu não achava certo o que estava acontecendo e Esme bem ou mal, ela era a única sã ali no momento e eu claro.
Tratando-se de Edward eu só desejava espancá-lo mesmo não tendo coragem para fazer pior. Eu estava tão perdida que procurei esquecer, acabei cochilando novamente.
.
16:06min da tarde.
Acordei no momento que Edward se deitou de qualquer jeito na cama, olhei para o criado mudo e vi o copo vazio colocado por ele ali.
—Já andou bebendo Edward?
—Vai pegar no meu pé por causa disso?
—Vou e andei pensando...
—Não quero saber!
—Mas vai sim! Insisti. –Andei pensando e tenho certeza que você e o seu pai precisam desabafar com um psicólogo. Diga o que está sentindo e peça um conselho......
—Não preciso disso! Disse ele de forma dura.
—Sabe que o seu pai precisa e ajudará a livrá-lo do trauma. Ele não toca na sua mãe e você sabe disso! Eles são casados e não é normal já que demonstram que se amam.
—Por que quer bancar a enxerida na vida deles?
—Não estou bancando a enxerida, eu só quero ajudar.
—Não precisamos da sua ajuda!
—Pare com isso, sabe que o seu pai não pode ignorá-la para sempre. Como fica a sua mãe e até ele mesmo? Eles são casados, são jovens ainda e tinham uma vida de companheiros juntos. Amam-se ainda e só precisam de uma forcinha sua, mas o filho imprestável pré-alcoólatra não se toca ou não quer enxergar! Um casal precisa estar junto, precisam de carinho, amar e ser amado nos dois sentidos e sua mãe precisa disso. Sei que o seu pai também. Ele não a tocando, você não vê como isso é grave e fere a sua mãe que é uma mulher ainda jovem? Acho que um bom psicólogo ajudaria e existe terapia de casais. Não seja orgulhoso Edward e aceite o meu conselho.
—Já esqueceu quem malditamente ocasionou isso?
—Se quer a verdade e eu aqui pensando, os meus pais o roubaram como você afirmar e eu acredito. Sendo que eles não pediram que sequestrassem ou fizessem ou que fizeram com os seus Edward. Foi.....
—Eles colaboraram de qualquer forma! Disse ele alto e aborrecido.
—Não vou discutir isso com você, isso me deixa mal também.
—É bem mentirosa!
—Pense o que quiser, o que importa é a minha verdade e o que Deus pensa a meu respeito.
—Deus não pode vir aqui e me falar à verdade!
—Você não é burro! Mas se acha que eu estou servindo por ser uma Swan como válvula de escape, então continuei porque eu já me acostumei. Mas faça algo pelos os seus pais.
—Não deve se meter com a minha família!
—Agora eu faço parte dela e aceite você ou não! Comece a ir aceitando a ideia de ser pai também e se você pensa que irá maltratar o meu bebê, a briga vai ser feia entre eu e você! Ele começou a rir.
—Quem vai cuidar da sua cria é você! Não vou chegar perto.
—Fala da boca pra fora!
—Olha é melhor você ficar quieta, eu não quero te escutar!
—Com você não há dialogo! Todos já foram embora?
—Pra que quer saber?
—Todos já foram embora?
—Alguns, agora me deixe em paz! Aaahhh! Quer saber se o meu primo já foi?
—Não toquei no nome dele, mas se você quiser me falar eu irei gostar.
—Ele foi embora e nem perguntou por você. Viu como você não é tão importante assim?
—Isso quem diz é você, eu só sirvo para sexo e xingamentos acompanhados de agressões. Já pra ele eu sou mais que isso.
—Tenho pena do meu primo.
—Já eu tenho pena é de você! Um homem barbado que não aguenta segurar as próprias pontas e nem move o mundo pra ajudar a família! Só pensa em si próprio e na bebedeira.
—NÃO TEM O DIREITO DE FALAR ISSO! Disse ele segurando no meu braço e de propósito eu me aproximei dele.
—Tenho sim! Falei olhando nos olhos dele. –Minha intenção é das melhores e sempre foi! Tive a oportunidade de denunciá-lo por cárcere privado, estupro, lesão corporal, sequestro e Deus sabe mais o que, sendo que eu não fiz por causa da sua mãe! Quero o bem dela e sua melhora, até o seu pai mesmo também merece as minhas condolências, mas você não! Engraçado que mesmo assim eu não teria coragem de matá-lo por não ter o extinto assassino igual o seu!
—JÁ FALEI QUE EU NÃO MATEI OS SEUS PAIS! NÃO PRECISEI SUJAR AS MINHAS MÃOS E CASO EU PRECISASSE EU TINHA QUEM FIZESSE POR MIM! JÁ TE PROVEI ISSO!
—Eu sei disso Edward. Ainda afirmam que você gosta de mim e que sente algo. Não vou cansar de afirmar que é mentira por você não demonstrar nem um pouco que se importa comigo. Sou inocente.
—Não me importo mesmo!
—Ótimo! Sempre soube disso e quando nós nos casarmos eu exijo que dormiremos em quartos separados!
—Não será desse jeito. Será como eu quiser.
—Que seja então! Falei totalmente fria e ele ficou me olhando ao me afastar para ir me deitar novamente no travesseiro.
—Sabe que fará papel de esposa você querendo ou não! Disse ele a centímetros de mim.
—Por que eu deveria se o que nos move a isso é o seu filho?
—Por saber que quem decide aqui sou eu! Grávida ou não você não teria escolha!
—Está louco Edward cullen!
—Acertou na mosca!
—Me deixa em paz!
—Não mesmo e agora acho melhor você ficar na sua!
—Eu tento, mas é você que acaba vindo me importunar.
Edward se afastou e se ajeitou no travesseiro fechando os olhos, já eu fiquei pensando em tudo em que havíamos conversado e me deu fome. Eu não havia almoçado e olhei para Edward.
—O que está pegando agora? Perguntou ele ao notar que eu o olhava.
—Preciso almoçar, eu não comi ainda.
—Alice não quis acordá-la, disse que faria bem deixá-la descansando e achei besteira da parte dela.
—Então vá arrumar a minha comida.
—Não sou o seu empregado.
—Por mim tudo bem. Falei me levantando e fui até o banheiro me aliviar.
Dei um trato em meu cabelo e na minha aparência, quando sai do banheiro Edward ainda estava deitado e ao me ver ajeitadinha novamente.
—Aonde pensa que você vai? Perguntou ele se levantando.
—Pare de me atormentar Edward!
—Vai deitar nessa cama e ficar na sua!
—Já parou para reparar como você gosta de mandar em mim?
—Já! Mais é claro que já e estou certo!
—Saia da minha frente!
—Não irei não!
—Edward com licença!
—O que vai fazer lá em baixo? Perguntou ele segurando o meu pulso.
—Almoçar ou jantar como queira saber, já está tarde! Largue-me! Falei puxando o meu pulso e me soltei dele, fui na direção da porta e a abri, mas ele me segurou. –Para e me largue Edward!
—Vou descer com você!
—Que se dane! Mas me larga!
—Não vou não! Disse ele segurando na minha mão e fui obrigada a ficar quieta ao ver a tia dele subindo com uma xícara na mão.
Ela passou por nós e nos cumprimentou, Edward foi andando na frente e segurava na minha mão não dando espaço para mim se soltar dele.
Ele me pegou no colo para descermos a escada e amarrei a minha cara, mas quando chegamos no pé da escada eu fui entender o porquê de ele implicar comigo, o primo dele não tinha ido embora coisa nenhuma.
Dei um arranco com a mão e me soltei dele, fui cumprimentar Rosalie que ainda estava ali e troquei algumas palavras com ela. Olhei pra Max e sorri para ele de forma simples, sendo que ele me retribuiu muito bem e discreto.
—Dormiu bem? Perguntei de forma simples.
—Mais ou menos. Já imagina o porquê.
—Hum! Mas fica tranquilo porque está tudo bem.
—Sério?
—Claro. Falei sorrindo e saí da sala vendo Edward encostado no bar com os braços cruzados e passei por ele o olhando, mas resolvi voltar e me aproximei dele. –Então o Max já tinha ido embora? Que feio! Falei me afastando e fui para a cozinha.
Entrei na cozinha e Mary estava preparando o lanche do pessoal.
—Isabella o que faz aqui?
—Edward não quis vir pegar comida para mim, eu estou faminta.
—Eu levo para você já, já. Agora não abuse, sabe que o primo do seu noivo está na casa.
—Eu o vi. Falei sorrindo.
—Sentiu algo por ele?
—Me senti querida Mary, mas não se preocupe.
—Tudo bem, chega de brigas. Já basta a diária entre você e o seu futuro marido.
—Você está gostando disso, não é?
—Me tire dessa. Falou ela voltando a trabalhar e olhei para trás, Edward acabava de entrar na cozinha e foi mexer na geladeira.
—Te espero então.
—Já estou indo.
—Ta.
Sai da cozinha e andei devagar até chegar na escada, olhei para o bar e vi muitas garrafas de whisky, eu sabia que essas eram as preferidas e já tinha em mente qual seria o destino delas. Sorri e subi a escada, eu sabia que estava mexendo em casa de maribondo, mas Edward iria me pagar.
Entrei no quarto e fui me deitar novamente pensando no meu plano, dizendo ele aquelas garrafas custavam uma nota e devia ter umas dez ali no bar contando por alto. Comecei a sorrir e Edward abriu a porta na hora me pegando no flagra sorrindo.
—Está feliz porque viu o seu amante?
—Que pena que a sua já deve ter ido embora, só lamento. Liguei a televisão o ignorando e ele veio tomar o controle de mim e desligou a televisão.
—O que você estava falando com ele?
—Não me lembro!
—É bom que se lembre ou irá dormir no sereno e amarrada! Ou ainda duvida de mim?
—Não me lembro, acho que foi algo bobo como um cumprimento e mais nada Edward!
—Se eu perceber que você está de graça pela as minhas costas.....
—Vá procurar a sua paquera e não me perturbe! O interrompi.
Alguém bateu na porta e Edward jogou o controle de volta na cama com raiva. Ele foi olhar para o lado de fora através do espelho e Mary entrou com a minha comida.
—Está aqui a sua comida, o seu remédio e a sua sobremesa atrasadíssima. Mate quem está te matando. Falou ela sorrindo.
—Obrigado. Eu estou faminta mesmo, aliás, eu vivo com fome ultimamente.
—Então coma.
Mary saiu do quarto e Edward se deitou ao meu lado ligando a televisão novamente. Comi tranquilamente e me lembrando de Max lá em baixo, Edward havia mentindo de propósito e isso não fazia sentido. Ele não devia se importar comigo.
Continuei comendo tranquila e quando acabei eu comi a sobremesa aos pouquinhos por estar tão gostosa. Edward estava calado ao meu lado olhando para a televisão. Seus olhos realmente eram de um verde lindo, eu olhava perdida em pensamentos. Saindo dos meus devaneios eu me levantei e fui fazer uma higiene bucal rápida.
.
.
7min depois.
Deitei-me na cama ao lado dele novamente e fiquei deitada de lado o encarando de propósito. Eu estava pensando na infantilidade dele e corri os meus olhos na lateral do rosto dele, ele estava tão entretido na tv que não prestou a atenção que eu o observava e pensava o quanto louco ele era com a minha pessoa. Se fosse outra pessoa eu diria que era ciúme, mas entre eu e ele não devia haver nada, nem eu queria e nem ele que vivia deixando claro isso. Éramos como óleo e água, não nos misturávamos e nem devíamos, éramos impróprios um para o outro.
—Por que está me olhando, está me achando bonito? Perguntou ele olhando para mim.
—Quem te iludiu?
—Sei que sou bonito, tenho espelho e a quantidade de mulheres que dão bola para mim revela isso.
—Que bom pra você, mas o que importa pra mim não é a quantidade e sim a qualidade. Não se gabe, a sua está baixíssima!
—Tem razão, por isso não achei a mulher certa ainda. Encontrei pessoas legais, mas a certa está difícil de achar.
—Bem! Continue procurando, mas as mulheres não gostam de homens beberrões e tenho certeza que eu já encontrei alguém legal. Falei sorrindo –Podemos entrar num acordo.
—Não faço acordos com você! Se eu bebo você não tem nada com isso!
—Não sabe o que eu irei propor. Falei ignorando as grosserias.
—Não me interessa!
—Mas a mim sim e muito! Quero que após o nosso casamento o nosso relacionamento seja totalmente aberto. Você sai com as suas mulheres e eu terei um namorado, não sou fã de quantidade. Seremos separados de corpos e a união será apenas por causa do nosso filho.
—Não vou fazer esse acordo absurdo com você, não terá homem algum porque eu irei te vigiar! Acho bom esquecer essa ideia louca!
—Só você vai poder arranjar alguém?
—Sou homem!
—Não é justo!
—Você se importa?
—É claro que sim! Se você pode, eu também posso!
—Mas será assim e não farei trato algum. Não quero as pessoas falando nas minhas costas e vocês Swans não fazem nada certo!
—E elas podem na minha?
—Fica quieta e sossega!
—Então ta Edward, será do jeito que você está falando para mim. Falei irônica e ele me olhou.
—Não duvido e você faça o mesmo. Disse ele se aproximando e muito cara de pau Edward deu um selinho em meus lábios.
Afastei-me dele limpando a minha boca de propósito e ele veio até a mim me beijar a força, não tendo força pra lutar com ele eu retribui, eu não iria dar bandeira pra ele. Ele ia se ver comigo.
Retribui o beijando de verdade, ele tinha que sentir o que era um beijo de verdade e me empenhei bem pelo encaixe de nossa boca ser perfeito apesar de tudo. Levei a minha mão até a cabeça dele e enfiei os meus dedos em seu cabelo, aprofundei bem o nosso beijo ao me aproximar mais um pouco dele e continuamos. Movi a minha boca com suavidade e hora com um pouco de selvageria, quem visse diria que estávamos loucos e apaixonados, mas não era amor e sim provocação. Eu podia dizer que o beijo estava até gostoso demais e me afastei cedo demais olhando para ele. Sorri de forma irônica para ele. Ele também me olhava e não sorria, mas cortou o seu olhar com o meu.
—Sei que trama para mim por me beijar dessa forma. Você é falsa!
—Que forma? Perguntei me aproximando dele sorrindo ainda e ele saiu da cama na mesma hora.
—Você é uma raposa astuta, nunca irei me esquecer disso. Devo ter muito cuidado com o seu tipo!
—Não dramatize. Falei de maneira suave me deitando na cama novamente. –Está com medo de se apaixonar pela raposa aqui? Viu o quanto eu sou desejada pelos os outros homens?
—Isso nunca! Não faz o meu tipo e eu a odeio mais que tudo!
—Imagina se eu fizesse então. Estou treinando para atuar futuramente, não sou muito boa com atuações, então querido, me ajude aos poucos. Falei sorrindo pra valer para provocá-lo e ele limpou a boca dele me olhando sério. -Agora fora do quarto!
—Vou mesmo, o seu veneno ficou em minha boca. Falou ele saindo do quarto com raiva e fechou a porta.
—Ótimo! Falei para mim mesma e fechei os meus olhos pesarosos.
.
.
Às 18:10min da noite.
Eu estava distraída no quarto assistindo televisão quando uma batida tímida soou na porta.
—Quem é?
—Sou eu Rosalie.
—Ah! Entre. Falei me sentando na cama e ela abriu a porta estando com o Max e uma moça chamada Vivian prima deles também.
—Viemos te ver antes de irmos embora.
—Está tarde não acha?
—Que nada! Falaram eles sorrindo e eu sorri também. –Até um dia desses então.
—Até a próxima.
—Eu soube que está grávida do meu primo.
—É verdade.
—Então felicidade para você e para o bebê.
—Obrigado. Após eu falar ela veio me cumprimentar com dois beijos um em cada lado da bochecha. Depois foi a vez de Vivian e por último foi o Max que se aproximou de mim.
—Soube que irá se casar em breve. Disse ele olhando no fundo dos meus olhos.
—Por conveniência apenas, Carlisle quis assim. Falei baixo só para ele ouvir e continuei falando dessa maneira. –Estou bem dizer sendo obrigada a isso.
—Ninguém é obrigado a se casar.
—Você não conhece o seu primo, mas a minha vida vai ser a mesma. Esme quer o bem da criança.
—Ela é a avó e isso é normal.
—É sim. Mas eu continuarei sendo uma moça solteira mesmo assim.
—Nos falamos depois.
—Ta. Falei sorrindo e ele me deu dois beijos na bochecha, sendo que o último foi bem próximo da minha boca. Ele exalava carinho e isso era um pouco perigoso na minha situação.
—Até Isabella.
—Apenas bella.
—bella?
—Sim.
—Então ta bella. Sorrimos um para o outro e eles se foram, já as outras não entenderam nada ou se fizeram de bobas. Escutar eu sabia que elas não tinham escutado mesmo.
.
19:23min da noite.
Levantei da cama para ir tomar o meu banho e fui para o banheiro. Despi-me devagar e entrei no Box, abri a torneira regulando a temperatura da água e entrei deixando a água cair da minha cabeça aos pés. Peguei o xampu e passei em meus cabelos esfregando-os bem, provocou bastante espuma e os enxaguei repetindo a dose. Passei sabonete em meu corpo e entrei em baixo d`água para retirar a espuma, passei condicionador em meu cabelo e aguardei ele agir deixando a água morninha banhar o meu corpo inteiro para relaxá-lo, estava tão bom.
.
Por fim enxaguei o meu cabelo e fechei a torneira. Peguei o roupão e o vesti, passei a toalha em meu cabelo para secá-los bem e o penteei com um pouco de creme. Movi as minhas mãos sobre o roupão para secar o meu corpo e tirei os pequenos pêlos de minhas sobrancelhas que estavam nascendo com a pinça. Aquilo doía, mas ficar cabeluda é que não. Fui para o closet depois e vesti uma camisola clara soltinha, não me preocupei com sutiã e vesti a calcinha. Deixei o roupão no banheiro e me sentei na cama. Nisso Alice entrou no quarto.
—Oi Alice. Está muito cansada?
—Um pouco. Disse ela se sentando ao meu lado. –Não tinha outro jeito, minha tia não poderia fazer, então, resta a mim somente.
—Sabe que eu não ajudei por ter que ficar de molho aqui.
—Estou acostumada, não se importe.
—Me importo sim. Gosto de me sentir útil.
—Deixe para quando você poder. Mesmo assim você abusa, não é?
—Sim. Fico com nostalgia de ficar nessa cama o tempo todo.
—Eu imagino. Disse ela me olhando séria.
—O que foi Alice?
—Nada demais, apenas pensando. Titia me falou que quer dar as roupas de Brenda e as coisas que foram dela.
—Sim é verdade. Muitas adolescentes carentes irão adorar.
—Irão sim. Faremos isso amanhã pela manhã e já está combinado com um dos seguranças. Vamos deixar Edward sair para o trabalho e daremos tudo para um orfanato contendo muitas moças em um bairro próximo daqui.
—Que bom!
—É sim. Estou organizando já o seu casamento também e ficará bem bonito.
—Não precisa de muito luxo, não é real.
—Bem que poderia.
—Olha Alice, eu não quero falar mais sobre isso.
—Tem razão, não irei falar mais. De qualquer forma vai ficar bonito.
—Terei que atuar bem.
—Faça como quiser.
—E farei, vai parecer real para as outras pessoas. Seu primo irá me ensinar.
—Edward? Perguntou ela desacreditada.
—É ele mesmo. Ele é cínico, hipócrita e tudo de ruim comigo. Preciso de umas aulinhas para me tornar assim.
—bella tente fazer com que ele mude, aprendam juntos com os erros. São duas pessoas boas.
—Só para você porque pra mim ele não é!
—Cedo ou mais tarde isso irá acontecer.
—O que?
—Você verá. Está com fome?
—Não muito por eu ter comido tarde.
—Se quiser lanchar tem salgadinhos e besteirinhas lá em baixo. Posso trazer com refrigerante pra você.
—Ta, eu vou aceitar. Você falando assim me deixou desejosa demais.
—Se apaixonou pelo o meu primo Max?
—Eu sabia que algo estava errado com você, mas saiba que me apaixonar eu não irei tão cedo por alguém. Gostei da forma educada dele e da gentileza. Só Deus sabe o nosso destino.
—Fique longe dele para o seu bem.
—Nós não estamos namorando e ele já foi embora Alice.
—Estou sabendo, mas se não quer problemas esquece ele.
—Alice eu só o vi ontem e o conheci ontem! Pelo amor de Deus!
—Tudo bem bella, tudo bem. Volto já então.
—Que doideira! Falei indignada e ela saiu do quarto me olhando.
Ajeitei-me melhor na cama e fiquei pensando na minha conversa com Alice. Afinal quem quis prosseguir com o casamento fui eu e mesmo que eu desistisse quando Esme deu a oportunidade, eu sabia que Edward nunca me deixaria em paz. Talvez esse casamento me desse à liberdade de ir e vir, do contrário ele ia querer me manter sob o teto dele. Realmente eu teria que ser astuta como ele sempre fala que eu sou, acho que acabei me tornando mesmo e para o meu bem. Eu queria ter liberdade e sei que presa a ele dessas duas formas ele amenizaria, tomara mesmo, mas presa é que eu não iria ficar mais. Ele iria provar do sabor amargo que eu estava provando e sorri. Ele me maltratava demais sem me conhecer bem, ele não conhecia a minha verdadeira essência, ele julgava-me como bem queria e achasse conveniente.
Por mais que às vezes eu chegava a ter dó dele, mas ele não tinha de mim e isso me fez mudar drasticamente. Por mais que fosse errado ele não poderia julgar à minha maneira de ser daqui para a frente, foi ele que me obrigou a ser assim.
.
.
30min depois.
Alice entrou no quarto trazendo os salgadinhos em demasia e dois copos de refrigerante, notei que era para nós duas. Ela colocou a bandeja sobre a cama e se sentou devagar, depois pegou a bandeja e a colocou próxima de nós.
—Exagerei na quantidade e sobraram muito.
—Estou percebendo.
—Antes sobrar do que faltar. Foi boa à festa.
—É. Falei de forma simples e olhei para a televisão.
—Coma eles estão quentinhos.
—Irei sim.
Peguei o copo de refrigerante e comecei a comer, Alice se manteve calada enquanto nós comíamos e assim ficamos ao assistir televisão.
.
.
13min depois.
Interrompi o silêncio.
—E a sua tia?
—Está descansando. Depois que todos se foram ela subiu para tomar banho e se deitou.
—Você é muito boa com ela.
—Faço tudo que eu posso, mas ficarei preocupada quando eu tiver que ir embora. Minha vida é bem corrida, mas não deixo de ligar onde quer que eu esteja para conversar com todos um pouco.
—Entendo, mas o que eu poder fazer eu farei, sabe disso.
—Não estou querendo jogar responsabilidades nas suas costas e não se sinta obrigada a nada. Faço isso de coração.
—Você é da família e mesmo eu não sendo, eu me preocupo de verdade com ela.
—Não duvido e obrigado por se importar.
—Não precisa agradecer, faço por gostar de ser útil. Esse é o meu jeito.
—Eu sei bella. Só não se sinta obrigada a nada.
—Se continuar com esse papo Alice de eu estar fazendo por me sentir obrigada eu irei ficar profundamente chateada com você.
—Tudo bem. Não está mais aqui quem falou.
—Assim é melhor. Quando eu estiver recuperada, eu irei até o meu apartamento pegar as minhas coisas. Tenho muita roupa e desejo ter os meus pertences perto de mim. Sinto falta das minhas joias e dos meus perfumes.
—Isso será fácil. Se quiser eu posso ir com você. Posso comprar mais coisas se você quiser.
—Claro que sim, irei apreciar a sua companhia e não se preocupe quanto a comprar coisas para mim. Não quero nada Alice, está me escutando?
—Perfeitamente.
—Ótimo!
Continuamos comendo e cada uma perdida em seus próprios pensamentos. Edward não apareceu mais aqui no quarto e achei ótimo isso.
Terminamos de comer e Alice saiu após me dar boa noite, amanhã o dia seria puxado por ter que tirar todas as coisas de Brenda.
Fui escovar os meus dentes e voltei para a cama, fiquei assistindo um filme conhecido por mim e quando ele acabou eu coloquei na novela.
.
.
Bem mais tarde, 23:08min da noite.
Desliguei a televisão e fui fazer xixi. Tornei a me deitar e logo o sono chegou.
.
.
.
...........................................................
Quinta feira, 02 de Janeiro.
09:50min da manhã.
Acordei me sentindo disposta, Edward não havia dormido aqui, então, eu tive um sono tranquilo. Liguei a televisão e fiquei assistindo.
.
.
Momentos depois Mary veio trazer o meu café.
—Bom dia Isabella.
—Bom dia Mary. E as outras?
—Estão no quarto que foi da senhorita Brenda. Elas acabaram de tomar café cedo e estão tirando tudo dela e colocando em caixas. A patroa está bem emocionada, mas está se conformando aos poucos e ela está ajudando como pode. Alice é quem está fazendo tudo com a ajuda do segurança e estão quase acabando. Estão sendo rápido.
—E o meu noivo?
—Tomou café cedo, era 08:15 e já foi trabalhar. Disse ela estranhando a minha forma de falar.
—Entendi. Vou tomar café rapidinho e irei até elas.
—Dona Esme está preocupada com você e diz que não está repousando como deveria por andar pra lá e pra cá. Eu concordo com ela.
—Eu fico mais na cama do que outra coisa. Estou enlouquecendo!
—Você não é fácil.
—Não mesmo. Sou outra pessoa Mary.
—Por que diz isso?
—Verá.
—Não quer o mal da patroa né? Perguntou ela preocupada.
—Isso nunca! Jamais e fica tranquila.
—Vê lá o que você está tramando.
—Nada e fica tranquila. Falei sorrindo e pisquei um olho para ela.
—Não gosto desse sorriso.
—Relaxa Mary.
Terminei de comer e troquei de roupa rapidinho. Sob o olhar desaprovador de Mary eu fui até o quarto de Brenda e vi Alice arrumando as roupas dela na caixa. O segurança fechava uma caixa enorme com sapatos dela e Esme estava sentada na cama segurando um porta retrato contendo a foto da filha. Com certeza dado por Alice.
O quarto estava com aquele cheiro doce novamente e ignorei isso, fui andando até Esme.
—Oi.
—Oi. Falou ela segurando o porta retrato cheia de cuidado e me sentei ao lado dela.
—Já está bem dizer tudo pronto titia. Falou Alice. –Bom dia bella.
—Oi Alice.
—Agora o segurança irá levar tudo para o carro e precisaremos ocupar as duas pirua blazer e mais o meu carro. Pode pôr tudo lá, por favor. Disse ela olhando para o segurança e o mesmo chamou mais um através do rádio.
Segurei na mão de Esme e fiquei assistindo os dois seguranças levando tudo, até Alice ajudou e o quarto ficou vazio. Nada sobrou apenas a cama, o piano, a foto na parede e fui olhar o closet dela, estava tudo vazio. O cheiro doce estava presente o tempo todo e tornei a me sentar ao lado de Esme.
—Está um cheiro bom aqui, bem adocicado.
—Não estou sentindo nada filha. Tem certeza?
—Acho que é coisa de grávida. Falei a ajudando a se levantar. –Seja lá o que for esse cheiro, está sendo bem difícil esse momento para todos. Falei com os meus botões e Esme não entendeu nada, melhor assim.
Os seguranças terminaram de levar tudo e Mary tirou a roupa de cama que já estava ali há muito tempo.
—Vamos indo titia, já está tudo lá em baixo.
—Ficarei com ela. Falei entrelaçando os meus dedos nos de Esme.
—Ok bella. Disse ela saindo do quarto e os seguranças a acompanharam, nisso Esme começou a chorar.
—Agora não tem mais nada filha. Disse ela bem triste e desesperada. –Eu me lembro do rostinho dela quando fecho os meus olhos e superar está sendo tão difícil para mim. Disse ela deixando as lágrimas rolando pra valer.
—Eu sei e posso sentir a sua dor. Vamos lá para o quarto?
—Não quero perturbá-la.
—Está igual Alice agora? Perguntei muito chateada e não separei a nossa mão por causa disso. –Ela ficou insinuando que não quer que eu me sinta obrigada em relação a você e saiba que estão erradas ao pensarem isso de mim!
—Não a leve a mal filha, Alice só é preocupada demais e partilho do mesmo pensamento. Estou sendo um peso para vocês.
—Pare de pensar isso, é com prazer que eu a ajudo quando é possível. Falei a abraçando e fomos assim para o quarto que eu estava ocupando. Tuquinha latia bastante no corredor e eu a chamei para ver se ela sossegava, hoje ela estava atacada e se acalmou por si só.
Esme se deitou na cama e de tanto deixar as lágrimas rolarem ela acabou pegando no sono. Lembrei de um dos meus planos e me levantei com cuidado, saí do quarto encostando a porta e desci a escada bem devagar. O bar era onde eu iria atuar.
O segurança que ficava dentro de casa para nos auxiliar estava para a rua com Alice e os outros ficavam do lado de fora, me aproximei do bar e contei quantas garrafas de whisky havia ali. Para a minha surpresa haviam doze. Peguei quatro delas e fui para o banheiro social, Mary estava para a cozinha e nem sabia que eu estava ali em baixo. Entrei no banheiro e tirei o lacre de todas, sem pena eu despejei o conteúdo delas na pia uma por uma. Voltei no bar e peguei mais quatro e fiz o mesmo, depois fiz o mesmo com o restante. Algumas garrafas de cachaça cara que havia despejei também e foram no total de dezesseis garrafas. Eu tinha certeza que Edward iria enlouquecer, foi um prejuízo bruto e um arrombo enorme no bolso dele ou de quem comprou. Carlisle não ficava em casa mesmo e coloquei as garrafas vazias sobre o bar.
—Mary, Mary. Eu a chamei.
—Oiii. Já estou indo.
—Ta bom, estou aqui no bar.
.
.
2min depois.
—Estou aqu...... falou ela passada ao ver as garrafas vazias e eu sorri.
—O que há Mary?
—O senhorzinho irá te matar! Disse ela colocando a mão na boca apavorada. –Por que fez isso com as bebidas?
—Eu disse que eu mudei, então estou começando a fazer a limpa por aqui. Falei gargalhando e ela ficou olhando para mim, aos seus olhos eu devia estar louca. –Edward me maltrata, então não ligo para o que fiz. Foram alguns dólares somente.
—Cada garrafa dessa é uma nota Isabella.
—Pouco me importo, ele tem muito! Está contra a mim agora?
—Claro que não, mas você o conhece. Já terá a surpresa de terem tramado levar as coisas da irmã dele e mais essas garrafas caríssimas. É você procurou!
—A chamei aqui para se livrar dessas garrafas. Não posso eu mesmo levá-las, então, eu peço a sua ajuda. Coloque-as em um saco de lixo e as jogue fora sem ser aqui na residência. Tem muito mato por aí.
—Está me colocando em uma cilada isso sim!
—Não vai me ajudar?
—Ta, fazer o que?
—Obrigado! Falei beijando a bochecha dela. –Sei que posso contar com você.
—Se meteu em encrenca. Vou tirar isso o mais rápido e disfarçar por causa dos dedos duros lá fora. Daqui a pouco a Alice volta e não quero que ela veja.
—Qualquer coisa eu assumo, fica despreocupada que nem sob tortura o seu nome será revelado. Você é minha amiga de verdade.
—Você só apronta, agora suba. Já abusou muito.
—Tudo bem. Falei batendo continência sorrindo e subi a escada, eu estava lascada mesmo e sorri.
Entrei no quarto e fui me deitar satisfeita, Esme ainda dormia tranquila e segurava o porta retrato que continha a foto da filha. Eu fiquei olhando para o porta retrato em minha mão perdida em pensamentos após pegá-lo de Esme, Brenda tinha os olhos lindos e bem expressivos. Passei a mão na foto e a coloquei de volta na mão de Esme, uma vontade imensa de chorar bateu em mim, mas me controlei e uma lágrima teimosa desceu. Eu não queria me sentir fraca, ou eu não teria força para enfrentar Edward, eu pensava.
.
.
13h da tarde.
Mary veio trazer o meu almoço e o de Esme, dizendo ela Alice ainda não havia chegado, mas os seguranças sim. Ela informou-me que Alice foi resolver assuntos dela e comeria fora mesmo.
Esme comia calada e nós respeitamos o momento dela. Levantei-me da cama e fui com Mary até a porta. Pedi a ela bem baixinho que me trouxesse o telefone e ela hesitou.
—Vamos Mary, eu irei ligar para o seu patrãozinho, esqueceu que ele é o meu noivo?
—Não posso com você mesmo e saiba que foi um custo pra eu sair escondida com todas aquelas garrafas vazias! Vou começar a arrumar as minhas coisas, sei que perdi o meu emprego.
—Pare, pare e agora vá buscar o telefone, por favor. Pedi de forma carinhosa.
—Tudo bem. Disse ela se afastando, mas parecendo se lembrar de algo. –Ligue do quarto do seu noivo, lá tem um sem fio.
—Perfeito!
—Volto daqui a vinte minutos.
—Tudo bem.
Sentei-me na cama e comi junto de Esme. Ao terminarmos comemos a nossa sobremesa e resolvi conversar a respeito de mim. Contei das minhas aventuras e consegui roubar alguns sorrisos dela, essa era a minha intenção.
Depois Mary veio pegar as bandejas, mas antes levou a patroa para o quarto dela para ajudá-la, ela quis ir pra lá. Aproveitei e fui para o quarto de Edward, me deitei na cama dele sentindo o seu cheirinho e ignorei, o meu propósito ali era outro e peguei o telefone sem fio após esticar o meu braço. Digitei o número do celular dele e chamou duas vezes, no terceiro ele atendeu.
—Oi Alice.... Mãe...?
—Hora, hora......É só elas que podem te ligar? Perguntei com a voz bem macia. –Sou a sua noiva ou já se esqueceu?
—Infelizmente eu estou tentando conviver com isso ultimamente, mas o que você quer?
—Senti saudades, você não quis vir dormir comigo essa noite.
—Preferi ficar no meu quarto pensando na outra, o bom é que eu tenho opções.
—Aceito dividi-lo, mas isso porque é você.
—Se me ligou para falar abobrinhas vou desligar!
—Precisamos nos dar bem ou já se esqueceu?
—Não estou interessado.
—Sabe onde eu estou?
—O que é hein?
—Estou deitada na sua cama. Ainda me lembro das formas brutas que você me pegava ao usar o meu corpo. Você é bem bruto às vezes, mas o sexo meia boca que eu ofereço parece agradá-lo e muito. Falei de forma macia e prossegui. — Mesmo sendo ruim você se empenha e me faz gozar quase o esmagando como você mesmo diz. Ainda me lembro das suas visitas lá no porão, mas sinto muito que você não foi merecedor de saber o quanto o meu quadril é capaz de se mover, por isso o meu ex era louco. Após falar eu sorri. -Se bobeasse ele queria toda hor....
—Por que é você, por isso sou bruto mesmo! Disse alto do outro lado da linha. — Agora se ligou pra encher a droga do meu saco em plena hora de trabalho perdeu o seu tempo! Após falar ele desligou o telefone na minha cara e eu sorri, ele iria ter uma surpresa.
.
.
Às 18:57min da noite.
Levantei-me para ir tomar o meu banho e escutei passos no corredor, ignorei e entrei no banheiro. Querendo ou não eu estava preocupada por ter mexido onde eu não devia e tirei a minha roupa, fui para o Box e fiquei sob o chuveiro de forma a não molhar o meu cabelo.
Esfreguei todo o meu corpo com o sabão e tomei um sustou com Edward ali me olhando, ele me olhava com bastante raiva e se aproximou do Box após fechar a porta do banheiro com a chave. Ele se aproximava tendo uma faca e não uma arma na mão. Assustei-me pra valer e tentei não demonstrar, mas as minhas pernas se tremiam toda por dentro. Ele me puxou para ele e encostou-me na parede do Box nem se importando de se molhar, imediatamente ele encostou a faca no meu pescoço e perguntou entre os dentes.
—Cadê. As. Garrafas. De. Whisky? Perguntei a todos na casa e ninguém sabe, mas duvido disso!
—Eu é que vou saber Edward?
—Sei que alguma você aprontou! Desembucha logo para o seu bem e me diga à verdade! Disse ele pressionando a lâmina e eu fiquei olhando para ele.
—Não sei! Eu não sei Edward! Não conseguirá me incriminar então faça o que tem vontade de uma vez!
—Sei que foi você! Ainda teve a ajuda da cozinheira que coitada teve que se meter nisso! Sei que você é astuta e influenciam os outros!
—Como pode afirmar com tamanha convicção?
—Porque não foi a minha mãe e Alice ficou fora quase o dia todo, assim me falaram! Já a cozinheira foi quem saiu com um saco suspeito! Para que pagamos seguranças, é para enfeitar por acaso? Perguntou ele jogando a faca no canto e segurou no meu pescoço. –Tem sorte que está grávida, eu sou capaz de muitas coisas Isabella Swan. Disse ele me apertando.
—Pare com isso Ed... Edw..
—Parar porque? Se você me deu um prejuízo de mais de trinta mil? Você é uma vagabunda de primeira classe! Sei que tem dedo seu, por isso deram as coisas da minha irmã! Da minha irmã! Falou ele entre os dentes e apertou bem mais o meu pescoço.
—Ent....m...m.. Solte-me! Ahhhh!!!
—Não estou com vontade! Mas saiba que eu posso comprar tudo de novo!
—Jogarei fora ... Ai!!!! Fare......
—Fará outra vez? Diga!
—Sim... Ai, par....
—Não vou parar! Você se mete demais nas nossas vidas! Não tem o direito! Não tem o direito sua raposa astuta e enxerida! Após falar ele afrouxou o aperto e isso me levou a tossir.
—Posso ser tudo que você quiser. O provoquei. –Já aceitei tudo que você diz que eu sou. Inclusive eu quero que treinemos um pouco. Falei envolvendo o meu braço no pescoço dele e por ser alto eu tive que ficar na ponta dos pés. Ele me afastou e teimosa eu tornei a me aproximar. Beijei os lábios dele e ele me empurrou.
—Fique longe de mim! Disse ele entre os dentes e alto. Ele foi pegar a faca e a apontou para mim. –Da próxima ficará sem os dedos! Está me escutando? Perguntou ele vindo até a mim e esticou a minha mão na marra, sem pena ele deu um talho em meu dedo que me fez encolher. –Isso não foi nada para o que eu farei da próxima vez!
—Seu ignorante! Seu bruto! Mas mesmo assim eu vou perdoar.
—Fica longe sua bruxa!
Edward destrancou a porta e Alice estava ali preocupada. Sem receio ela entrou e eu coloquei o meu dedo sangrando sob a água.
—Bella você brincou com fogo e por sorte ele não dispensou a cozinheira por gostar muito dela.
—Nem esquento Alice por brincar com fogo. Ele não dispensaria a Mary e se o fizesse eu pediria a Esme que não deixasse.
—Está sangrando, precisa fazer um curativo no dedo.
—Edward não consegue me ferir com as suas palavras mais e nem os seus atos.
—Bella, bella. Você é bem corajosa em jogar as bebidas fora. Teve muita ousadia.
—Eu sei Alice.
Enxaguei-me despreocupada e Alice saiu do banheiro. Enxuguei-me deixando umas gotinhas de sangue cair na pia e imediatamente Alice veio fazer o curativo, até que o sangue estancou.
—Não o provoque mais.
—Ele se entope de bebida e vem me pentelhar.
—Não consigo convencê-los. Você e Edward são demais para minha cabeça!
—Relaxa Alice, não o temo mais.
—Ele a machucou, imagina se fizesse algo mais grave?
—Não é para tanto, ele não faz por causa do bebê.
—Não fica se garantindo nisso, meu primo está bem mudado. Olha o seu pescoço todo marcado!
—Não tenho medo dele.
—Ok bella. Vou para o quarto descansar e relaxe você também.
—Hoje ele não tem o que beber.
—Existem outras bebidas e lá no bar têm várias. Na geladeira tem vinho.
—Que pena que eu não pensei nisso.
—É melhor esquecer! Não mexa no que sobrou.
—Ta bom Alice. Ta bom!
Alice saiu do banheiro e eu vesti somente a camisola, Edward por pouco não cometeu uma loucura, eu olhava o meu pescoço no espelho. Parei de auto me avaliar e penteei o meu cabelo, eu fui bem ousada e juro que aquela faca me amedrontou, mas estou aprendendo a não demonstrar medo perante ele.
Fui para o quarto e me bateu curiosidade, resolvi abrir a porta do quarto e o corredor estava vazio, fui caminhando devagar e abri de leve a porta do quarto dele, ele estava no banho e lavava a cabeça. Seu cabelo estava tomado de sabão.
Entrei devagarzinho e bem que Alice falou, ele bebia vinho e eu sabia que aquele era finíssimo. O copo já estava pela metade e me deitei na cama, eu iria infernizá-lo de uma tal forma que ele nem imaginava. Eu tinha a vantagem de estar grávida e virei para o lado do banheiro, sem me perceber na cama ele pegou o copo do lado de fora e o bebeu de uma vez só. Quando ele foi pôr o copo sobre a pia novamente foi aí que ele me viu deitada ali o filmando, seus olhos surpresos me olharam por segundos e ele tirou a espuma do corpo rápido, eu sabia que ele queria vir até eu confrontar-me.
Edward fechou a torneira e colocou o roupão, vindo igual um bicho feroz ele parou perto da cama.
—O que faz aqui?
—Quero saber se vai dormir lá comigo.
—Eu tenho o meu quarto e você o seu!
—Somos noivos, estou grávida e esperando um filho seu. Bem! É natural não acha?
—Saia daqui já!
—Não sou cachorro para ser enxotada!
—É uma cachorrinha safada e astuta! Acho melhor sair!
—Não irei não! Você vai me importunar e eu quero fazer apenas companhia. Falei descendo a alça da minha camisola e deixei os meus seios à mostra. Levantei a minha camisola na parte de baixo e ele viu algo que já tinha cansado de ver, a amargura me deixou sem limites e fria. Deitei-me na cama sob o olhar dele e toquei em meus seios. –É assim que as suas cachorras fazem para você? Levei a minha mão até a minha parte íntima e corri o meu dedo ali após abrir as minhas pernas para ele. –O que é, cansou de se divertir?
—Fora daqui! Disse ele me levantando.
—Não quero ir.
—É odioso vê-la.
—Não acho! Posso não ser tudo isso, mas os homens gostam de se saciar. Sei que eu tenho o corpo bonito e sou apertadinha do jeito que vocês homens gostam. Não ligo que você venha aproveitar, perdi o meu valor ao ter sido deflorada por você e com o passar dos dias......
—Está uma oferecida e com o vocabulário mundano.
—É assim que você gosta. Você vive me chamando de puta e não ligo mais.
—Fora daqui, já falou demais!
—Não, não mesmo! Falei me aproximando dele e ele se afastou.
—Você não presta!
—Não mesmo, por isso estou aqui no seu quarto praticamente nua. Tornei a me aproximar dele e passei a minha mão em sua barriga, imediatamente ele a agarrou.
—Pare!
—Por que? Você é tão insistente que me sinto no direito também. Falei segurando a camisola e fiz com que ela caísse.
—Coloque já a sua roupa! Disse ele se abaixando para pegá-la e por estar já meio alto por causa da bebida, eu o empurrei e ele caiu sentado na cama. Sem me arrepender eu me sentei sobre ele e beijei o seu pescoço, avancei para a orelha e circulei o lóbulo ali. O peguei distraído e empurrei Edward na cama, sem ter alguma reação eu abri o roupão dele e beijei o seu peito todo. Sem remorso eu o beijei no lábio inferior e esfreguei o nosso sexo um no outro, aprofundei o beijo sentindo que ele me molhava intimamente e olhei para baixo, era a sua excitação que me deixou escorregadia e o meu mover era mínimo por causa do meu problema. –Veio me provocar sua puta safada? Perguntou ele me dando um tapa no traseiro e eu sorri.
—Sei que gosta! Ele esticou a mão e abriu a gaveta, fiquei surpresa que ele tirou uma tesoura e sai de cima dele na mesma hora, sendo que ele me barrou na hora de escapar.
—Agora que a brincadeira estava esquentando? Não mesmo! –Sente-se na beirada da cama agora! Ordenou-me ele autoritário e zangado.
—Não irei não! Com rapidez, eu só senti um pouco de cabelo caindo em meu ombro, era uma mecha pequena de uns vinte fios e no cumprimento do meu cabelo.
—Ou é o que eu quero, ou ficará careca! Poderá usar uma peruca no casamento, não irei sair com você mesmo. O que escolhe?
—Não precisa cortar o meu cabelo, ou já esqueceu que....
—Calada! Agora faça! Disse ele ficando na minha frente e eu sabia o que era.
—Não!
—Então. Disse ele levando a tesoura na direção do meu cabelo e eu o barrei.
—Não precisa fazer isso!
—Então me mostre o que sabe fazer. Estou com você até o pescoço sua atrevida! Eu engoliria toda a minha vergonha na cara, mas eu faria de tudo para ficar livre. Conhecendo-o o pouco que eu conhecia, mas o suficiente, ele não me deixaria em paz. Então eu tinha em mente de fazê-lo pagar por tudo, ele não teve pena de mim. Foi com essa ideia que eu afastei o roupão dele e beijei a sua virilha totalmente lisa, ele era todo limpo e segurando em meu cabelo ele... –Anda logo! Ordenou ele.
Ele era bem servido, eu diria mais que isso e segurei em seu sexo. Sem pensar muito eu coloquei a minha boca nele e senti a maciez em meus lábios, abri mais a minha boca e fui até o meu limite para depois retornar a base e rodeá-la com a minha língua por diversas vezes. O acariciei movendo os meus lábios sem parar e parando na base outra vez, eu o chupei de forma intensa. Fazendo dessa forma eu senti o corpo dele estremecer levemente, segurando em meu cabelo ele começou a impulsionar o seu corpo em minha boca e não ousei olhar para cima, acho que eu desistiria pela vergonha ter me atingido, mas disfarcei.
Beijei em volta de seu sexo e passei a língua em alguns lugares, cheguei a dar uma mordidinha nele e tornei a sugá-lo sendo que bem mais intenso. Era de propósito.
Eu o acariciei com a minha língua e tornei com o vai e vem dos meus lábios, sendo que dessa vez eu fazia igualmente com a minha mão e senti o jato quente bater em minha língua bem rápido. Tentei tirar a minha boca na mesma hora, mas ele não deixou e com medo de perder mais cabelos eu continuei a acariciá-lo. Edward gozava intensamente na minha boca e contra a minha vontade os meus seios já cansavam de estarem com os bicos duros. Sentindo-se satisfeito ele se afastou e fechou o roupão.
—Não há mais o que você fazer aqui! Disse ele se recompondo do intenso orgasmo, era visível que foi bom através do rosto dele.
—É tem razão. Falei vestindo a camisola. –Já consegui saciá-lo, então vou para o quarto.
—Não foi grandes coisas Swan.
—Não ligo. Eu disse sorrindo levemente. –Não tem importância a sua opinião, mas quem sabe da próxima eu faço melhor. Falei me levantando e pisquei um olho para ele. –Tenha uma boa noite se conseguir. Só não se apaixone.
—Eu tenho que estar maluco para isso acontecer, só me interesso pelo o seu corpo e mais nada. O sexo n.....
—O sexo não é dos melhores, mas dá para o gasto. Falei o cortando. –Eu concordo, o nosso é bem ruim. Após eu falar andei na direção da porta e a abri, saí sem olhar para trás.
Fui para o quarto e deixei as lágrimas rolarem durante todo o trajeto, lavei a minha boca na pia do banheiro e fui me deitar na cama. O que eu estava fazendo ia contra os meus princípios, mas eu não fazia mais questão de tê-los. Sequei as minhas lágrimas quando a porta se abriu e era Mary.
—Trouxe a sua janta mais uma vez, você não estava no quarto ainda pouco.
—É eu estava com o meu noivo.
—Ele não a......
—Claro que não Mary, eu não posso e ele está até respeitando isso. Pelo menos não está maltratando o bebê.
—Ele ficou zangado com as garrafas e disse que era para mim obedece a ele e não a você. Ele a chamou de louca e outros elogios a mais na frente da prima.
—Já não ligo mais, eu faria tudo novamente.
—Fiz dois tipos de verdura a pedido de Alice. O suco de maracujá está bem forte também a pedido dela.
—Alice é exagerada.
—Ela se importa com você é diferente. Você é bem malcriada às vezes.
—Ah Mary, não fique pegando no meu pé também.
—Ta, mas agora coma tudo.
—Pode deixar, te devo uma por causa de hoje. Sorrimos cúmplices e Edward abriu a porta na hora, Mary imediatamente saiu do quarto e eu parei de sorrir na hora. –Já estava sentindo saudades de mim? Perguntei colocando novamente a minha máscara.
—Só vim alertá-la a não ligar mais quando eu estiver no serviço.
—Ligarei quando me der vontade. Até na hora que você estiver com as suas vagabundas eu irei ligar!
—Eu estava com uma há poucos minutos atrás.
—Eu estava com o meu noivo há poucos minutos atrás e de zero a dez, eu daria uns três.
—Incrível, pela forma que engolia a minha pica parecia estar gostando.
—Eu estava louca que terminasse logo, por isso me empenhei mesmo que não o tivesse agradando. Não estou certa?
—Certíssima! Esteja avisada. Ele saiu do quarto e bateu a porta.
Continuei comendo como se ele não tivesse aparecido no quarto e terminei sem deixar uma lágrima sequer rolar. Bebi o suco e fui ao banheiro, quando eu voltei me deitei na cama e fiquei assistindo televisão. Liguei o ar o deixando ameno e me cobri bem, sendo que a exaustão me pegou e tratei logo de desligar a televisão, fiz o mesmo com o abajur e momentos depois eu acabei dormindo.
.
.
.....................................................
Sexta feira, 03 de janeiro.
A manhã seguiu o de sempre. Procurei repousar bastante e só fui no banheiro mesmo, eu não queria piorar o meu quadro. Esme ficou no quarto dela e Alice tinha ido para casa dela hoje, mas antes de ir ela veio aqui falar comigo. Prometeu voltar em breve e pediu que eu olhasse a tia dela. Falei que nem precisava pedir e ela recomendou que eu não provocasse o primo outra vez. Isso seria impossível.
.
.
Por volta das 15h da tarde eu liguei para o Edward novamente. Chamou duas vezes e na terceira ele atendeu.
—Alo. Falou ele.
—Oi meu noivinho querido.
—Tchau! Falou ele desligando na minha cara e sorri. Deixei pra lá e fui me deitar no outro quarto, eu havia ligado do quarto dele novamente.
Após me deitar eu fiquei lendo revista, era a terceira opção. Dormir, assistir televisão ou ler revista, não tinha muito que fazer.
Meu restante de tarde foi à base de revista.
.
.
Às 21:30 da noite.
Já estava bem tarde e eu já tinha jantado, dizendo Mary ao entrar no quarto o patrãozinho não havia chegado.
—Ele ainda não chegou mesmo?
—Não. Ele às vezes sai por lá, vai entender os homens.
—Por favor, Mary, eu já aprontei demais, por favor, pegue o telefone para mim.
—Já volto então.
—Ok.
.
.
5min depois.
—Aqui está o telefone, pego o aparelho depois.
—Tudo bem.
—Com licença patroinha. Falou ela brincando.
—Tem toda. Falei sorrindo e dei a língua para ela. Mary era jovem, então eu a considerava como uma irmãzona para mim. Ela saiu do quarto sorrindo.
Eu digitei os números. Chamou sete vezes e na oitava ele atendeu com a voz um pouco diferente, diria que ofegante.
—Alô.
—Onde você está que ainda não apareceu em casa?
—No motel! Está satisfeita? —Anda logo, continue! Falou uma voz feminina ao fundo toda dengosa.
—Faça o que quiser a vida é sua. Eu só liguei para sua mãe não ficar preocupada com o marmanjão dela.
—Agora que já sabe, pare de me importunar!
—Será como desejar. Você vai vir hoje ainda?
—Mais é claro que não!
—Ok. Falei desligando o telefone na cara dele.
.
.
25min depois.
Mary entrou para pegar o aparelho.
—Diga a Esme que o filho dela não virá hoje, ele preferiu ficar num hotel por se sentir cansado.
—Tudo bem. Falou ela pegando o telefone e olhou para mim. –Sem ser da minha conta, vocês não brigaram né?
—Não.
—Menos mal. Falou ela me olhando e saiu do quarto.
Apaguei a luz e me deitei, aos pouquinhos o sono foi me pegando.
.
.
.
.
Nisso os dias se passaram, desde da última noite do dia 03 de janeiro eu parei com as provocações. Edward continuou me tratando da mesma forma e eu nem ligava, revidava quando precisava e só. Eu não o temia mais como eu vinha fazendo, apenas as provocações eu as deixei de lado no momento por Edward ficar se encontrando com outras mulheres e vir me tocar, ou vice e versa. Por isso eu o queria o mais longe de mim e nem ele mais me procurou como vinha fazendo antes.
Ele voltou a comprar whisky e discutimos feio no dia 10 que era uma sexta feira. Motivo? Eu despejei fora as quatro garrafas que ele havia comprado novamente, ele virou uma fera. Resolvi deixá-lo falando sozinho nesse dia e fui para o banheiro, nisso ele veio atrás e deu no que deu, brigamos no banheiro feio e depois ele saiu batendo a porta. Ele continuou saindo com as mulheres e tornou a sair com os amigos novamente, dizendo Esme isso era normal antes. Quem me ligou no dia 13 foi o Max e quem atendeu foi Mary, completamente esperto ele me ligou no horário que o primo estava trabalhando e conversamos bastante, ele era tão legal e isso me ajudou e muito. Era uma válvula de escape no meio daquela situação toda a nossas conversas e para evitar atrito, eu conversava com ele na outra sala a que eu deixei um enfeite quebrar ao limpá-la.
Eu cuidava da mãe dele, acho que o pai dele era um caso um pouco perdido por eu não poder fazer muito por estar impossibilitada, mas as coisas iriam mudar quando eu pudesse voltar a minha vida normal. A se iria e digo em todos os sentidos!
ATUALMENTE.
(Domingo, 19 de Janeiro).
10:25min da manhã.
Acordei com Mary trazendo o café para mim e me sentei na cama, amanhã era dia de consulta médica e eu não via Edward desde ontem de manhã.
—Mary, Edward está em casa?
—Está no quarto dele, chegou hoje de manhã.
—E Esme?
—A patroa está pegando sol na varanda do quarto dela.
—Que bom! Preciso lembrar o seu patrãozinho que amanhã eu tenho consulta média às 8h da manhã e farei todos os tipos de exame. Inclusive vou precisar daqueles dois potinhos que Alice providenciou.
—Estão guardados, irei deixá-los aqui para você fazer a coleta amanhã cedo.
—Ai que nojento!
—É assim mesmo. Disse ela sorrindo.
—É eu sei Mary. Não vejo a hora de estar boa e me liberarem, preciso ir ao meu apartamento resolver alguns assuntos. Sair desse quarto e dessa casa um pouco. Espairecer a mente, sabe?
—Você precisa mesmo, é muita informação para uma moça ainda muito jovem.
—Não faz ideia de como eu preciso espairecer. Acho que se eu passar mais dez dias dentro desse quarto eu irei sair daqui direto para o manicômio.
—O patrãozinho não irá implicar?
—Acredito que não, irei ao meu apartamento com um segurança e terei a companhia de Alice. Mas acredite, eu não irei ficar saindo com babás atrás de mim.
—Ahh entendi.
Ficamos conversando mais um pouco e fui até o quarto de Esme dar bom dia para ela após colocar um shortinho folgado e uma blusinha, estava calor. Já ela estava com um conjuntinho clarinho, seu cabelo estava penteado e ela estava muito cheirosa. Ela estava se cuidando e aquelas marcas já haviam sumido todas.
Permaneci ali com ela conversando um pouco e fui até o quarto de Edward, sem bater na porta eu a abri e ele dormia ainda.
Cheguei bem mais perto e o ar estava bem ameno, ele estava coberto e dormia de bruços. Quem olhasse diria que era um anjo, mas de anjinho ele não tinha nada. Resolvi me sentar na cama e liguei a televisão de propósito deixando num volume acima do normal. Ele se mexeu pra lá e pra cá e aumentei mais um pouco, inconformado por ter sido acordado ele abriu os olhos e me olhou ali ao seu lado.
—O que quer aqui já cedo?
—São quase 12h do dia. Não tem nada de cedo!
—Eu trabalho e mereço acordar na hora que eu quiser no fim de semana!
—Ontem você não trabalhou, apenas foi sair com a sua puta da rua!
—Não tem nada a ver com isso!
—Não mesmo, mas só vim te lembrar que amanhã eu preciso está lá na clínica às 8h da manhã. Terei que fazer uns exames e me consultar, isso custa uma boa quantidade de dinheiro naquela clínica e eu não tenho! Você vai ter que ir junto para pagar tudo.
—Minha mãe já a incluiu no nosso plano, amanhã levará a sua identidade e pronto! Pra eventuais imprevistos o segurança terá dinheiro. Simples e resolvido! Disse ele de forma dura.
—Não irá me vigiar?
—Não estou a fim e tenho que ir trabalhar. Tenho quem faça e muito bem por mim, então, não abuse!
—Bem se ele for me levar, por mim tudo bem. Pode continuar dormindo então! Após eu falar desliguei a televisão e saí do quarto deixando ele de olhos fechados.
Caminhei pelo corredor e fui para o quarto, deixei a roupa de amanhã arrumada no closet e fui me deitar na cama. Fiquei olhando a minha barriga abobalhada. Estava bem grande e o bebê parecia preguiçoso, ele não se mexia ainda. Cheguei a perguntar a Esme um dia desses e ela disse ser normal, mas que a qualquer hora ele poderia começar a mexer pela quantidade de tempo que eu já estava. Fiquei ali admirando, admirando e abaixei o tecido da blusinha fina.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Deixei as lágrimas repentinas virem e me deitei de lado, era tão bom acariciar a minha barriga e resolvi assistir televisão. Eu não contava a respeito da vida mundana de Edward com Esme, ele mentia para ela e eu ficava quieta. Eu não tinha nada com isso mesmo. Só ficava triste por eu não ter engravidado na hora correta e com um homem que me amasse de verdade, isso era o que mais me deixava pra baixo e eu não demonstrava. Com esses pensamentos me rondando o resto da manhã se foi.
.
.
16:30min da tarde.
Eu e Esme lanchávamos no quarto dela quando Edward entrou de banho tomado e vestia uma bermuda somente por estar bem quente hoje. Acho que ele havia acabado de levantar a pouco tempo pelo rosto estar ainda amassado. É! A farra foi boa.
—Boa tarde mãe.
—Pra você também. Disse ela de forma simples e colocou a torrada na boca. –Está servido?
—Não obrigado, eu irei comer comida mesmo.
—Ok.
Eles ficaram conversando e eu abaixei a blusa que vira e mexe subia por causa da barriga, o tamanho das minhas roupas estava ficando incompatível já. Continuei comendo calada e quando acabei.
—Esme querida, eu vou para o quarto relaxar um pouco.
—Mas já?
—Sim. Qualquer coisa me chama.
—Tudo bem.
—Não me esqueci e quero agradecê-la por me incluir no plano de saúde de vocês. Obrigado.
—Não há de que filha. Levantei-me devagar e calcei o chinelo, fui até ela e a abracei.
—Obrigado mesmo.
—Tudo bem. Disse ela sorrindo levemente e acariciou a minha barriga cheia de carinho. Era sempre assim . –Está linda e apesar de eu não poder ver, eu posso imaginar.
—Não vejo a hora do bebê começar a se mexer. Sorrimos.
—Eu não vejo a hora de segurá-lo ou segurá-la. Disse ela empolgada.
—Imagino! Estou louca para tê-lo e voltar o meu corpo normal, estou me sentindo inchada e sem graça.
—Novidade! Disse o outro me provocando e o ignorei.
—Acredito que não bella! Isso é bobagem sua. Dizendo Alice, mesmo grávida você está perfeita e muito linda.
—Eu não sei. Falei pensativa. — Estou indo então.
—Ok filha e pare de pensar essas bobagens.
Sai do quarto sem olhar para trás. Andei pelo corredor e tuquinha veio atrás de mim quietinha abanando o rabo.
—Que foi garotinha linda? Brinquei com ela e a peguei no colo, o segurança havia levado a tuquinha para banho e tosa hoje, ela estava bem cheirosinha. Em resposta ela ficou querendo me lamber e eu sorri. –Quietinha!
Entrei no quarto com ela e a coloquei no chão, ela ficou correndo pra lá e pra cá fazendo gracinhas. Ela era muito fofa e carinhosa.
Preferi deixar a televisão desligada e peguei uma revista para ler, distraí-me assim e com tuquinha me fazendo companhia. Não se dando por satisfeita ela ficou pedindo colo e a peguei novamente no colo. Resolvi deixar a revista de lado e fiquei dando atenção para ela, eu fazia carinho e acabou que a danadinha se encolheu na cama após eu colocá-la ao meu lado e acabou dormindo.
Deitei-me também já que eu estava sentada e com as minhas costas apoiada na cabeceira. Fiquei de barriga pra cima e levantei a minha blusa deixando a minha barriga novamente de fora, acabei cochilando junto de tuquinha ali na cama.
.
.
18:05min da noite.
Acordei na escuridão do quarto e liguei o abajur, tuquinha estava encolhidinha ao lado da minha cintura e ao perceber o meu movimento ela abriu os olhinhos.
—Obrigado pela companhia. Falei acariciando os pelos curtinhos dela e ela abanou o rabinho. –Agora eu irei tomar um banho. Ela latiu após eu falar e sorri.
Coloquei a cachorrinha no chão e fui para o banheiro, me despi e entrei no Box ligando o chuveiro logo a seguir. Lavei a minha cabeça e depois o meu corpo, eu agia com calma e levantei o meu rosto fechando os meus olhos para a água poder me banhar ali. Apoiei as minhas mãos na parede do Box e deixei a água cair em meu rosto mais uma vez, estava tão bom fazer isso e movi a minha cabeça pra frente deixando a água escorrer em minha cabeça. Escutei um barulho no banheiro e passei a mão no meu rosto para livrar os meus olhos da água, ao olhar para trás eu não vi ninguém e vi a cachorrinha brincando com o meu chinelo. Sorri e voltei à atenção para o meu banho, ao me dar por satisfeita eu fechei a torneira e sai do Box para pegar a toalha. Passei o tecido pelo o meu corpo e rodeei a minha barriga olhando-me no espelho, aquilo era surreal para mim, não no tom pejorativo, mas por saber que ali dentro crescia um bebê. Eu mal desabrochei para a vida e já estava com uma baita responsabilidade nas costas, mas eu não podia fazer nada. Seria levar um dia de cada vez.
Terminei de me secar e penteei bem os meus cabelos, eles estavam caindo um pouco ultimamente. Vesti o roupão e sai do banheiro dando de cara com Edward deitado na cama assistindo televisão, ignorei a presença dele não o olhando mais e passei direto para o closet. Peguei um pijama branco com blusa de alcinhas, mas ela estava pequena e deixaria a metade da minha barriga de fora, mas a vesti mesmo assim.
Sai do closet e fui para o banheiro novamente deixar a toalha pendurada. Edward ali no quarto, Edward ali no quarto eu pensava e decidi sai da minha pequena prisão.
Passei pelo quarto com tuquinha atrás de mim e abri a porta.
—Aonde pensa que vai?
—Por aí, te interessa?
—Na minha casa tudo interessa.
—Parabéns pra você! Falei fechando a porta.
Caminhei pelo corredor, parei em frente à janela e abri a cortina deixando o sereno da noite misturada com a maresia do mar bater em meu rosto. Alguns seguranças notaram a minha presença na janela e o que me carregava olhou para mim, o saudei movendo o meu dedo e sorri de leve. Fui retribuída de forma discreta e olhei para a frente onde estava o mar. Não dava para ver muito, apenas as pequenas ondas se quebrando na beirada e o negror da noite se estendia mar a fora. Senti uma presença atrás de mim e fiquei presa entre os braços de Edward por ele ter apoiado as mãos na janela em cada lado do meu corpo.
—Então deu para flertar com os seguranças? Perguntou ele no meu ouvido e senti o corpo dele junto ao meu.
—Está vendo isso acontecer? Perguntei tentando me afastar, mas ele não se moveu do lugar.
—É o que dá a entender. Falou ele beijando o meu pescoço e os homens ali em baixo viam a cena, mas se espessaram pelo quintal.
—Pare! Não se encoste em mim! Falei me afastando dele e ele se afastou de mim sorrindo com os seus dentes perfeito. –Tenho nojo de você! Falei entrando no quarto e bati a porta, logo a seguir fechei a minha mão em punho e soquei uma vez somente a porta.
Resolvi ignorar e fui me deitar na cama, o melhor seria pôr a minha máscara mesmo. Era um meio de eu me defender.
.
.
19:49min da noite.
Mary trouxe a minha janta e era uma sopa bem nutritiva, ao terminar de me alimentar eu bebi o meu suco e fui ao banheiro escovar os meus dentes. Aproveitei para me aliviar e lavei as minhas mãos após me assear.
Voltei para o quarto e me deitei na cama, momentos depois Mary deixou os potinhos no banheiro para mim e veio colocar o relógio para despertar, eu havia me esquecido desse detalhe. Ela se retirou do quarto após me desejar uma boa noite e apaguei a luz.
.
.
5min depois.
Abri os meus olhos por não estar dormindo ainda na escuridão quando a porta foi aberta, segundos depois a cama afundou ao meu lado. Soltei um muxoxo por saber ser ele e Edward não fez questão de acender o abajur, ele se deitou na cama e se aproximou de mim.
—Fica onde você está! Chamei a atenção dele.
—Devia se preocupar em dormir para acordar cedo amanhã! Por isso eu tive que vir dormir aqui, não quero que a minha mãe gaste dinheiro à toa!
—Pode acreditar no que eu vou te dizer, num futuro próximo eu pretendo vender o meu apartamento e devolverei cada centavo que vocês estão gastando comigo! Não tive culpa de viver no luxo antes e não teria vergonha de viver em algum lugar bem mais simples que toda essa ilusão aqui ou lá! Pra que tanto luxo se ele me levou ao fundo do poço e ainda levo na barriga o filho de um monstro? Pouco me importo para o que você fala Edward!
—Torce a sua língua e lave a sua boca antes de falar de mim!
—Vá procurar as suas mulheres Edward!
—Você é uma delas por isso eu estou aqui.
—Amanhã eu pedirei à doutora que faça todos os testes possíveis de DST em mim. Tenho medo do resultado por um homem tão mulherengo ter tocado em mim!
—Peça o que quiser, a boca é sua mesmo.
—Pode apostar que sim. Agora cale a boca, preciso dormir!
—Não é falta de boa noite!
Liguei o abajur e me sentei na cama, calcei o meu chinelo e me levantei. Abri a porta e fui para o quarto ao lado fechando a porta em seguida, arrastei a cadeira e da forma que eu a coloquei escorada ele tentaria abrir a porta e não iria conseguir. Fechei a mesma com a chave e lembrando de deixá-la atravessada, ele jamais conseguiria abrir a porta do lado de fora. -Por que não me lembrei disso antes? Eu me perguntava.
Edward exigiu que eu abrisse a porta e chegou a bater bastante, mas se dando conta que não conseguiria abrir a porta ou que eu a abriria ele desistiu. Olhei em volta e o quarto era bem confortável. Parecido com o meu, porém era encarpetado.
Mexi no relógio que estava no criado mudo e o coloquei para despertar às 6h da manhã. Deitei-me na cama e me cobri, eu teria uma noite tranquila de sono.
Aos poucos o sono foi chegando e fechei os meus olhos sem ter forças para tornar abri-los.
.
.
...........................................................
Segunda feira, 21 de janeiro.
6h da manhã.
O despertador fazia muito barulho e percebi que ao despertar ele era diferente dos outros. Com aquele ali eu duvidava que alguém não acordasse.
Preguiçosa eu me levantei e me espreguicei com vontade, arrumei a cama e tirei a cadeira de trás da porta. Abri a mesma e saí, caminhei um pouco e entrei no quarto que eu dormia, Edward estava deitado ali e acordado, na certa o relógio o acordou ao despertar também.
Fui para o banheiro e me tranquei lá, colhi o material para o exame e guardei dentro da bolsa de plástico preta, sorte era que o material da embalagem era escura e tratei logo de tomar o meu banho. Não demorei muito e saí para me secar.
Maquiei-me, penteei o meu cabelo que estavam pouca coisa a baixo do ombro. Eu passei creme em todo o meu corpo, dando por satisfeita eu coloquei o roupão e fui para o closet me arrumar, em cinco minutos eu já estava pronta. Eu vestia um vestidinho branco soltinho, as mangas eram curtas e a sandália era da mesma cor e elegante também.
Peguei a minha identidade e o resultado da ultra que eu fiz antes, ali não dava para ver o que era ainda. Peguei tudo e fui para o quarto, Edward me olhava e o ignorei.
Saí do quarto e desci para o primeiro andar levando tudo comigo, fui para a cozinha dar bom dia para a cozinheira e o segurança já me aguardava, fomos para a garagem e ele abriu a porta do carro para eu entrar. Um outro entrou no carro e se sentou ao meu lado e o que apareceu na cozinha era quem iria dirigindo.
Tentei relaxar no banco e saímos da residência, matando a saudade do ar fresco em meu rosto eu ia admirando tudo a minha volta. Quanta saudade de ver movimento eu senti e apreciei tudo calada, os seguranças eram bem discretos e o que me acompanharia no hospital estava com roupas casuais.
.
.
Momentos depois.
Chegamos no hospital e descemos, o outro ficou no carro nos aguardando. Identifiquei-me na recepção e fui instruída pela recepcionista a deixar o material no lugar indicado por ela. Lá a moça colocou o meu nome, anotou outras coisas lá e eu poderia buscar o resultado três dias depois que já estaria pronto. Dali eu fui encaminhada para o ambulatório e colheram o meu sangue, me deu um pouco de nervoso na hora e logo chegaria à hora da consulta. Após a coleta eu fui para a cantina do hospital e o segurança pagou um suco mais um sanduíche para mim com o dinheiro de Edward.
Tive que comer rápido faltava cinco minutos para a minha consulta e me apressei. Entrei na sala da doutora e ela perguntou como eu estava, eu disse que indo à medida do possível. Ela fez outras perguntas e eu pedi que ela me passasse um exame para saber se eu tinha alguma doença venérea no corpo, notando o meu interesse ela foi bem discreta ao me perguntar.
—Se sente ameaçada?
—Não doutora, é só curiosidade mesmo. Menti e ela relaxou.
—Esse exame que você fez de sangue nos dirá tudinho, até HIV ele irá nos informar. Relaxe porque todas as grávidas são submetidas a um exame mais complexo, pois precisamos saber de tudo para segurança da mãe e do bebê.
—Acho que é nervoso de grávida. Falei sorrindo levemente.
—Vou encaminhá-la para a sala de ultra e saberemos como o bebê está e o seu estado.
—Tudo bem doutora.
—Quer saber o que é? Perguntou ela anotando umas coisas ali no papel.
—Sim, eu gostaria.
—Ok. Disse ela sorrindo de forma gentil.
Ela perguntou se eu estava tomando o remédio direitinho e me examinou. Ela mediu a minha pressão que estava boa por incrível que pareça, na verdade ela fez um checape geral em mim. Ela sempre anotava na ficha ao me examinar e percebi ser procedência médica mesmo.
Chegou à hora de eu ir para a sala da ultra e me preparei, o rapaz que estava ali leu tudo que a doutora anotou para entregar a ele e demos início. O bom de tudo foi saber que a placenta estava coladinha, ele pediu para eu não abusar, mas que eu poderia levar a minha vida normal novamente.
—Vamos saber o que é mamãe? Perguntou ele sorrindo e eu balancei a cabeça que sim, nisso uma lágrima rolou e eu a sequei, era curiosidade demais.
Ele rolou o aparelho pela a minha barriga pra lá e pra cá pra achar um bom ângulo, mas foi ao posicionar mais a baixo que ele parou. O coração do bebê batia numa frequência incrível e ele olhou para mim sorrindo.
—Temos uma meninona aqui dentro mamãe.
—É uma menina? Perguntei sentindo as lágrimas brotarem dos meus olhos intensamente e tentei impedi-las, mas eu não consegui por sentir algo diferente dentro do meu peito.
—Sim e dá para ver perfeitamente. O bebê está se desenvolvendo bem.
—Que bom!
—Com certeza. Disse ele tirando o aparelho de mim e foi anotar no papel só Deus sabe o quê. Fiquei contente ao saber o sexo do bebê e o pessoal iria vibrar, mas eu tinha certeza que menos um por nos odiar. Tentei bloquear esses pensamentos e me limpei no banheirinho do consultório.
.
.
Voltei na doutora e ela me deu os parabéns ao ler o sexo do bebê. Disse que estava tudo direitinho aparentemente e que ficaríamos a par da minha situação após os exames. Eu teria que tomar injeções e fiz cara de sofrimento por detestá-las, mas era necessário. Eu teria que continuar com a vitamina apenas e sem me esquecer, eu já estava com quinze semanas e logo com o passar dos dias eu iria para o quarto mês. Dizendo a doutora logo ela começaria a mexer. Ela me explicou que tem mulheres que começam a sentir o bebê mexer no final dos três meses e outras no quarto mês, isso variava muito. Ela sorriu com as minhas perguntas um pouco inocentes demais e afirmou que era normal por eu ser mãe de primeira viagem. O exame de sangue estaria pronto daqui a dez dias, então, eu falei para ela que só voltaria ali para pegar todos de uma vez e ela deixou eu fazer isso. Disse também para eu continuar me cuidando e me aconselhou bastante, achei bem legal isso. Ela pediu que eu levasse o meu cartãozinho de vacina também. Esse eu teria que pegar em meu apartamento, mas só Deus sabe quando seria possível.
Depois dos resultados ela iria pré-escrever a injeção e a consulta estava marcada para o dia que eu fosse buscar o resultado, no caso seria no dia 31 de janeiro numa quinta feira.
Agradeci pelo atendimento excelente e nos despedimos com um aperto de mão. Levei todas as papeladas e a ultra comigo, eu só pensava em Esme e na alegria dela ao saber do bebê. Sem contar a Alice.
Voltei para o carro com o segurança e fomos para a casa dos Cullens. Paramos em frente ao portão e o esperamos abrir, já na garagem o homem que me acompanhou no hospital abriu a porta para mim e eu saí. Não esperei ninguém, eu saí andando e entrei na cozinha dando de cara com Mary ali trabalhando.
—Eu já sei o que o bebê é, eu já sei, eu já sei. Falei brincando e sorrindo.
—O que é, conte-me já! Disse ela sorrindo e pra lá de curiosa.
—Calma, calma! Logo, logo!
—Sua malvada e eu que só entro em furada por sua causa! Disse ela séria, mas não se aguentando gargalhamos juntas.
—Vou avisar a vovó primeiro, venha junto então.
—Mas é claro que sim! Disse ela apagando o fogo e subimos juntas para ir até o quarto de Esme.
Bati na porta e não obtemos respostas, ela estava dormindo. Girei a maçaneta devagar e a abri, Esme dormia de lado e me deitei com cuidado ao lado dela a abraçando. Ela se mexeu e peguei na mão dela a acordando, nisso a levei até a minha barriga.
—Filha, o que foi? Perguntou ela se sentando.
—Sua neta está com três meses de vida e estou caminhando para o quarto mês que será em breve.
—Uma menina? Perguntou ela sorrindo e a lágrima rolou na hora.
—Sim é uma menina, uma menininha vovó.
—Mas que maravilha! Falou Mary me abraçando e me deu os parabéns, emocionada Esme fez o mesmo.
—Uma menina! Disse ela sorrindo. –Alice vai ficar louca quando souber.
—Podemos informá-la agora mesmo.
—Acho que ela não vai conseguir nem trabalhar direito após a notícias.
—Vamos avisar logo!
Mary foi buscar o telefone sem fio e me entregou, Esme disse o número do celular da sobrinha e aguardei ela atender. Chamou duas vezes e na terceira ela atendeu.
—Alô Alice. Falei fazendo drama e com a voz triste.
—Bella?
—Sim, sou eu mesma. Falei fingindo chorar e as outras sorriram.
—O que há de errado? Perguntou ela com a voz agoniada. –Diga bella o que houve com vocês? Diga logo mulher! Falou ela apavorada.
—É Uma menina Alice! Falei sorrindo e as outras fizeram um êêêêê ao meu lado.
—É uma menina, uma garotinha?
—Sim, eu descobri hoje.
—Você quase me matou do coração, mas está perdoada. Falou ela sorrindo e bem alegre, empolgadíssima eu diria. –Temos que iniciar os preparativos, as roupinhas, a cor do quarto. Temos que comprar de tudo para a minha afilhada. Disse ela sorridente.
—Calma Alice, respire. Brinquei sorrindo.
—Que felicidade bella! Ai que linda que será amiga! Estou louca para pegá-la e niná-la!
—Faço ideia.
—Minha tia deve estar toda boba.
—Está se desmanchando aqui ao meu lado. Falei abraçando Esme e ela me envolveu com os seus braços em minha cintura.
—Que ótima notícia! Assim que der uma folga eu irei correndo para aí.
—Vamos aguardar. Vem hoje?
—Infelizmente não, mas sexta feira eu estarei aí sem falta! Meu tio irá ficar contente. E o Edward foi com você ao hospital?
—Não, ele não foi.
—Imaginei. Ele sabe já?
—Não falei.
—Aconselho a dizer, quem sabe esse gelo nele vá descongelando com a notícia.
—Não sei dizer, mas farei a minha parte mais tarde.
—É, faça isso.
—Era só isso Alice, só liguei para te dar a notícia.
—Você já está melhor?
—Sim, graças a Deus. Agora é vida normal.
—Que ótimo! Valeu a pena ficar de molho.
—É, eu não tive escolha. Um beijão Alice.
—Outro para todas vocês e sexta eu estarei indo para aí com certeza!
—Ta bom. Beijos.
—Outros Alice.
Encerrei a ligação.
—E aí? Perguntou Esme curiosa.
—Alice está vibrando.
—Já era de se esperar, deve estar fazendo mil e quinhentos planos já. Minha sobrinha é bem exagerada. Gargalhamos.
—O bom é que eu estou bem e posso levar uma vida normal agora. Após eu falar Esme ficou pensativa e eu notei. –Eu não irei a lugar algum. Falei me sentando ao lado dela e entrelaçamos os nossos dedos.
—Bem! Eu tenho que voltar para a cozinha, o dever me chama.
—Vou poder te ajudar agora Mary.
—Ai Jesus! Falou ela fazendo drama e sorrimos. –Estou descendo. Ela saiu do quarto sorrindo.
—Não precisa ficar apreensiva, não irei fugir novamente, mas preciso que você confie de verdade em mim.
—Em que sentido filha? Eu confio. Disse ela olhando na minha direção.
—Preciso sair, levar uma vida normal. Sabe que Edward vai tentar implicar e peço a você que o impeça de me manter presa aqui. Falei segurando na mão dela. -Pela felicidade da minha filha e sua neta que eu não irei embora, minha vida já está afetada mesmo e bem ou mal eu gosto de ficar aqui com você. Eu a tenho como uma mãe
—Ele não irá impedi-la. Se quiser sair, sabe que um segurança irá acompanhá-la, mas não com o intuito de vigiá-la. O motorista a levará para onde desejar ir. Providenciarei com Edward um cartão para você, mas por enquanto eu lhe darei dinheiro para o que precisar e o aceite.
—Eu não quero o dinheiro de vocês. Falei me levantando. -Eu me sentiria mal em aceitá-lo com todo o meu histórico.
—Não seja orgulhosa Isabella.
—Não é orgulho. Eu irei vender o meu apartamento de Solares que vale uma nota.
—Mas gosta tanto de lá.
—É luxo demais e foge do meu padrão de vida nesse momento, não terei como mantê-lo. Gosto dele sim, mas não sou apegada a coisas materiais Esme. Eu estaria mentindo se falasse que eu não gostava da minha vida de antes, mas me acostumo com as situações e ocasiões com facilidade. Preciso pagar as contas e vendê-lo é uma ótima opção. Não irei aceitar dinheiro e irei devolver o que gastou comigo até hoje.
—Não precisa, sinto-me em dívida com você e se te dou as coisas é porque eu gosto de você.
—Não está em dívida comigo não.
—Não irei aceitar um não como resposta filha e isso está decidido. Se não o aceitar estará fazendo pouco do meu carinho por vocês.
—Olha a chantagem. Falei sorrindo. –Edward é quem tem que me dar dinheiro, fale com ele.
—Mas....
—Aceitarei, mas só se sair da conta dele e vir através do suor dele.
—Falarei com ele então.
—Então temos um acordo.
—Quer aprontar com ele através disso, não é?
—Eu estaria mentindo se eu dissesse que não, mas irei cometer algumas inflações sim.
—Eu não me importo que ele gaste dinheiro, só não desejo o mal do meu filho bella.
—É normal Esme, você é mãe. Não se preocupe. Falei sorrindo.
—Não quero o mal dele assim como eu não quero o de vocês, a considero como uma filha. Não posso pedir que o mude, meu filho é genioso demais. Disse ela pensativa.
—Não se preocupe Esme, ficarei ao seu lado e não quero o mal de vocês.
—Contará para ele a respeito da filha dele? Eu não irei falar nada, esse assunto é de vocês.
—Eu a entendo, mas eu juro que não quero o mal de vocês.
—Eu já sei filha. Eu já sei.
—Que bom! Falei a abraçando e ela ficou pensativa. -Agora eu irei tomar um banho e comeremos a mesa hoje.
—Que ótimo!
—Estou sentindo que você está triste Esme. O que há?
—Eu só queria que tudo fosse diferente.
—Eu a entendo. Quer tomar café agora?
—Acho que sim.
—Conceda que o motorista me leve no meu apartamento hoje. Falei de supetão, eu precisava das minhas coisas.
—Hoje?
—Sim e se bobear agora. Quer ir comigo?
—Eu...... Na sua casa?
—Não quer ir? Ah!....... Eu a entendo.......
—Não é frescura, mas é estranho para mim.
—Eu posso ir sozinha.
—Não! Eu irei com você filha, só preciso que me ajude a se arrumar e gostaria de ir com o outro carro do meu marido por achá-lo confortável. A chave está em uma das gavetas ao canto, por favor, olhe em cada uma delas.
—Claro que sim! Falei sorrindo.
Esme se levantou e fomos para o banheiro, liguei o chuveiro com cuidado para não me molhar e sai do banheiro deixando tudo ao seu alcance. Expliquei como diferenciar o xampu do condicionador e sai do banheiro. Fui para o closet e escolhi um vestido casual longo mais uma sandália, peguei algumas joias para pôr nela que combinasse com a roupa e aguardei ela terminar.
Após terminar, ela se secou e se vestiu após passar creme no corpo. Passou desodorante e eu a maquiei de forma suave, ela ficou bem bonita e tateando a pia ela pegou o vidro de perfume e borrifou contra o seu pescoço, pulsos e os esfregou.
—Está linda Esme.
—Estou? Perguntou ela sorrindo e colocou o brinco quando eu os entreguei em sua mão. Prendi o cordão em seu pescoço e fiz o mesmo com a pulseira. Todos eram de ouro amarelo com ouro branco, ficou perfeito.
Saímos do quarto e passamos juntas no que eu dormia pra eu fazer xixi. Lavei as minhas mãos, retoquei o batom e deixei as papeladas do médico tudo guardada no closet bem escondidinho.
Descemos as escadas juntas e Mary estranhou ao ver a patroa arrumada.
—Irá sair dona Esme?
—Sim. Falou ela sorrindo. –Tomarei o meu café aqui mesmo.
—Tudo bem. Falou ela preparando o café da patroa e acabei que comi mais um pouco.
—Não iremos comer aqui Mary.
—Tudo bem bella. Se o patrãozinho ligar?
—Diga que saímos.
—Ta bom. Falou ela pensativa.
Terminamos de comer e Esme chamou um dos seguranças, pedi a ela que chamasse o que era simpático comigo e seria ele quem nos levaria, já os outros ficaram apreensivos com a nossa saída. Edward os instruíam, mas ali era a dona majoritária quem estava pedindo e eles não seriam bobos em negar. Esme entregou a chave na mão do rapaz e eu sorri contente ao entrar no carro.
Sentei-me ao lado dela e no painel do carro já dizia ser 11:53min da manhã. O motorista perguntou o destino e eu disse ser Solares. Na mesma hora ele olhou para mim.
—O seu bairro? Perguntou ele.
—Exatamente. Falou Esme e ele ligou o carro.
Saímos da residência e vi outro carro nos seguindo.
—Não precisamos de vigias. Falei de forma simples.
—Precisamos sim filha.
—Esme, nós estamos seguras.
—Ok filha. Disse ela apreensiva, eu entendia o seu medo. –Diga aos outros que retornem imediatamente. Pediu Esme sempre gentil.
—Tem certeza patroa?
—Sim.
—Tudo bem.
Ele passou um rádio para os outros e eles fizeram a meia volta, sorte é que estávamos ainda perto e na estradinha da casa dos Cullens. Até que ele dirigia bem e faríamos uma viagem tranquila pelo o que eu percebi.
—Não se preocupe.
—Ok. Falou Esme pondo as mãos sobre os joelhos.
Encostei-me no banco e me deu sonolência por eu ter acordado cedo. Acabei cochilando despreocupada, o motorista sabia onde eu morava, todos eles sabiam.
.
.
HORAS DEPOIS.
—Filha, acorde. Falou Esme me chamando.
—Hum? Fiz apenas o som interrogativo e abri os meus olhos, estávamos em frente o meu apartamento. –Chegamos. Falei sorrindo e o motorista ficou estudando as minhas reações. –Pedirei o porteiro para liberar a nossa entrada.
—Ok filha.
O vidro ao meu lado foi aberto e eu coloquei a minha cabeça para o lado de fora. Fiz sinal para o porteiro conhecido por mim e ele ao me ver sorrindo acenou e abriu o portão consentindo a nossa entrada. Ao passarmos pela cabine eu dei um tchauzinho para ele e o mesmo sorriu surpreso. Ele pareceu relaxar ao me ver bem e pintada, a janela foi fechada e paramos na garagem.
—Iremos subir, preciso que me ajude a trazer algumas malas minhas. Falei olhando para o segurança e ele maneou a cabeça que sim. –Vamos Esme. Falei segurando na mão dela e entramos na recepção em vez do elevador. Cumprimentei o porteiro que ficou bem feliz ao me ver e falei que eu precisaria de um chaveiro por ter perdido a minha chave. Sem questionar nada ele o chamou e ficamos aguardando a chegada dele na recepção. O segurança ficou alerta, deveria estar pensando que era algum tipo de truque, mas falei que Edward havia escondido a minha chave. Ele ficou em pé o tempo todo e eu sabia que ele possuía uma arma também.
.
.
Finalmente o chaveiro chegou e podemos entrar em meu apartamento, estava tudo arrumadinho e o segurança olhava tudo de forma discreta, usando o dinheiro de Edward ele pagou o rapaz após ele terminar o trabalho. Levei Esme para o meu quarto e mesmo depois de dias fechado, o mesmo possuía o meu cheirinho. A coloquei sentada e o segurança ficou nos aguardando na porta do meu quarto.
—Vou pegar tudo em meu closet.
—Ok. Falou os dois ao mesmo tempo. –Quer ajuda? Perguntou ele de forma gentil, por isso o escolhi para vir conosco.
—Vou aceitar. Eu precisava ganhar mais a confiança dele.
Peguei quase toda as minhas roupas e pertences meus possíveis. Abri a minha caixinha de joias e vi os meus cordões ali, inclusive as que Jacob me deu que era a maioria. Cada uma mais linda que a outra e me perguntava porque eu não me lembrei delas quando mais precisei de dinheiro na minha estadia de fuga ali.
Peguei meus perfumes e os meus amados xampus de morango, não que eu não gostasse dos que eu estava usando na casa dos Cullens, mas o cheirinho do meu era tudo.
Fui interfonar para o porteiro perguntando se ele queria os mantimentos que estavam na validade em meu apartamento e ele aceitou um pouco envergonhado. Passando tranquilidade para o segurança eu pedi que ele levasse tudo para baixo e pedi também que ele levasse a chave do meu apartamento. Pedi que ele confiasse em mim e um pouco bolado ele me obedeceu. Foram várias bolsas que ele levou e joguei fora o que estava vencido no compartimento de lixo do prédio. Esme achou nobre da minha parte dar as coisas para o porteiro e eu sorri pra ela.
.
.
17:35min da tarde.
Um pouco mais tranquilo o segurança desceu as minhas coisas para a garagem e fez três viagens, foi preciso eu pegar as malas que foram dos meus pais também.
Estávamos famintos já e descemos após trancar o meu apartamento, me despedi do porteiro.
—Estou indo. Falei estando ao lado dele.
—As coisas estão boas?
—Sim.
—Sua barriga está enorme. Falou ele sorrindo.
—Está sim. Pretendo vender esse apartamento e me dê o telefone daquela imobiliária por gentileza.
—O papel está guardado, você sumiu.
—É eu sei. Ele mexeu na gaveta e me entregou o papel. –Obrigado e até a próxima.
—Até senhorita.
Sorri para ele dando um aperto de mão e segurei na mão de Esme depois, fomos para a garagem e ela sugeriu que comêssemos em algum lugar. Aceitei e fomos em restaurante ali perto. Até o segurança comeu junto de nós e Esme estava um pouco inibida.
—Relaxe e imagine que está em sua casa, ninguém está nos olhando. A encorajei.
—Ok.
Ela comeu devagar, já eu e o segurança nós comemos bem rápido e estávamos bem famintos. Ao olhar para mim, ele sorriu.
—Já trabalha há muito tempo para a família? Eu quis saber por estar um pouco curiosa.
—Quatro anos, sou o mais novo de tempo no meio dos outros.
—Uau! Sério?
—Sim
—Hum!
Ficamos calados e eu não queria parecer enxerida, eu teria que conquistar a sua confiança aos poucos. Terminamos de comer e já estava tarde quando esme pagou a conta com o dinheiro, foi possível dar o valor certo porque fui eu quem o pegou na bolsa para ela. 18:59min dizia o relógio do restaurante e saímos com o rádio dele apitando.
—Garotinho, onde vocês então cara?
—Saindo de Solares agora.
—O patrão está preocupado com a mãe dele.
—Estamos a caminho.
—Valeu.
—Até já. Falou ele olhando para mim e entrei no carro com ele segurando a porta para nós entrarmos.
.
.
Às 22:36min da noite.
Quando o carro parou em frente à garagem para aguardar que o portão se abrisse foi que eu acordei.
—Chegamos!
—Sim filha. Meu filho ligou para o segurança duas vezes. Ele é exagerado demais.
—Deve estar uma arara. Falei despreocupada.
O portão se abriu e entramos, vi Edward na porta da cozinha bebendo algo e soltei um muxoxo. Ele ao ver o carro do pai entrando ele começou a andar, mas o perdi de vista por entrarmos na garagem.
De forma gentil o segurança abriu a porta para nós e saímos, Edward apareceu na garagem sem estar com o copo na mão, deve ter deixado em algum lugar.
—Mãe eu fiquei preocupado. Falou ele a abraçando e olhando bem sério para mim, virei a cara para ele e acompanhei o segurança até o porta mala do carro. Começamos a tirar as minhas coisas e Edward olhou na hora para todas aquelas malas.
—Fomos no apartamento dela.
—A senhora entrou naquela imundice mãe? Perguntou ele zangado e eu engoli as palavras malcriadas por causa do segurança, fingi não ouvir.
—Nada disso, Isabella nos tratou muito bem lá. Pare com isso! Falou Esme séria e se afastou do filho.
—Você que inventou isso não foi? Perguntou ele segurando forte em meu braço e o segurança ficou olhando, mas logo tratou de continuar tirando as minhas coisas. –Eu sei que isso é obra sua!
—Eu precisava trazer as minhas coisas! Falei colocando a minha mão sobre a dele e apertei os seus dedos a fim de tirar a força à mão dele do meu braço. –Tire. A. Sua. Mão. De. Mim!
—Depois iremos conversar! Disse ele se afastando.
—Me leve já para dentro! Pediu Esme aborrecida.
—Tudo bem mãe.
Edward de forma paciente levou a mãe dele e ficamos eu e o segurança. Ele não comentou nada e permanecemos calados, ajudei a levar as coisas para dentro e ele levou tudo para o quarto que eu estava ocupando sob a minha supervisão. Eu não queria que Edward mexesse em nada.
Depois de todas as malas no closet é que eu tranquei a porta do quarto e fui para o quarto de Esme, mas antes de bater na porta eu ouvi ele reclamando e decidi escutar.
—Mãe não é adequado sair com essa raposa! Ainda dispensar os seguranças. Onde está com a cabeça?
—Ela não é ruim filho, não presta atenção porque prefere alimentar a raiva! Estávamos bem.
—Não é de confiança! Sabe que pela nossa posição social não quero que ande desprotegida por aí.
—É sim e eu confio! Já estou de volta, isso é que importa!
—Vou dar a ordem para os seguranças, não quero......
—Você não vai nada! Ou pensa que vai passar por cima das minhas ordens agora? Perguntou Esme bem chateada. –Ainda sou a sua mãe!
—Claro que não! Mas não irei deixar que aquela enxerida se meta e dê alguma ordem aqui!
—Logo a fará uma de nós ou você já se esqueceu? Para evitar stress porque não se preveniu antes?
—Não, eu não me esqueci e detesto essa ideia. Quanto à gravidez essa criança é só dela!
—Ela foi ao médico hoje.
—Estou sabendo, eu a vi saindo. Era para eu ter limpado essa bagunça há muito tempo e fui um burro por deixar o tempo passar!
—A mataria e se tornaria um assassino de verdade?
—Por que não? Fizeram o mesmo com a minha irmã, então, por que não?
—Não teria coragem, ela espera um filho seu. Acho que deveria conversar com ela a respeito da ida dela hoje ao médico.
—Não quero saber de nada! Ela já tem a sua proteção e isso já basta. Essa união é só por causa da cria dela!
—E sua também! Agora eu preciso ficar sozinha, já ouvi grosserias demais suas!
—Pode acabar se arrependendo a respeito dessa raposa traiçoeira mãe.
—Ou você! Falou Esme séria.
Achei melhor dar meia volta e desci para a cozinha antes que Edward me pegasse ali ouvindo. Desci a escada e olhei no bar, havia uma garrafa de whisky pelo meio ali e resolvi deixar pra lá.
Mary limpava a pia e parou pra olhar para mim.
—Ele estava furioso com você e preocupado com a mãe. Ele acha você astuta demais.
—Ele cansa de falar isso para mim. Falei sorrindo levemente.
—Ele reclamou bastante e parece um velho rabugento. Gargalhamos. –Desculpe falar mal do seu noivo. Disse ela prendendo o riso.
—Com certeza ele parece um velho! Adorei espairecer a mente e trouxe as minhas coisas, vou subir para tomar um banho. Ah! Preciso tomar aquela vitamina, não tomei uma sequer durante o dia e nem me lembrei das que estavam lá em meu apartamento. Vou tomá-la com um pouco de suco. Falei indo até a geladeira e me servi, Mary mostrou o remédio e eu peguei um o ingerindo com o suco.
—Precisa ficar mais responsável nessa parte.
—Juro que irei. Falei lavando o copo e me despedi dela com um abraço. –Boa noite e não iremos jantar.
—Percebi.
—Ok.
Fui para o corredor e vi Edward deixando o copo dele no bar, tratei de passar por ele rápido, mas ele agarrou o meu braço.
—Não se meta onde não deve! Está me ouvindo?
—Já falou tudo? Perguntei puxando o meu braço e subi sem olhar para trás.
Fui para o quarto e entrei no closet, fui direto na bolsa contendo os meus xampus, meus perfumes e os levei para o banheiro. Voltei para pegar uma camisola minha na bolsa e arrumaria tudo aquilo amanhã. Entrei no banheiro novamente e me despi com calma.
Entrei no Box e liguei o chuveiro, sorrindo eu peguei o meu xampu de morangos e esfreguei bem os meus cabelos, tornei a repetir o processo após enxaguá-lo e passei o condicionador também de morangos.
Esfreguei o meu corpo com o sabonete e me enxaguei, o banheiro só cheirava a morangos e sorri ao sentir aquela fragrância deliciosa por todo o lugar. Saí para me secar e vesti a minha camisola muito bonita por sinal vermelha.
Borrifei um pouquinho só do meu perfume em mim e saí do banheiro dando de cara com Edward deitado ali na cama vendo televisão. Ignorá-lo seria a melhor opção.
Edward ficou me olhando e fui para o closet decidindo de última hora a dar início na arrumação. Eu o deixei no quarto e arrumei quatro das sete malas cheias, ainda tinha pertences meu lá no apartamento e eu teria que doar os que foram dos meus pais, mas para isso eu teria que pegar leve para poder sair mesmo Esme consentindo. Eu não queria Edward me perturbando sempre, o que seria difícil claro.
.
.
00:32min da noite.
Voltei para o quarto e a televisão já estava desligada, Edward dormia tranquilo e bebi um pouco de água ali da jarra. Sentei-me na cama e amenizei a temperatura do ar deixando-a amena, coloquei os meus pés sob a coberta e me cobri. Apaguei a luz do abajur e o senti se aproximar, na certa fingia estar dormindo por ser bem cínico. Acho que ele não se mancava, brigava comigo, me coloca pra baixo e vinha me procurar, ou melhor, importunar. Permaneci parada com os meus olhos abertos na escuridão, senti a mão dele passando pelas as minhas costas e seu rosto encostou-se ao meu pescoço, mas ao me lembrar da minha realidade eu me afastei e acendi a luz do abajur.
—Se vai dormir aqui, eu quero que fique quieto! Estou a fim de dormir ou você ainda não notou?
—Não devo lhe obedecer! Agora apague a droga luz!
—Não adianta discutir com você por ser um caso perdido!
—Ótimo! Falou ele. Apaguei a luz e ele veio fazer a mesma graça de antes, sendo que a mão dele entrou sob a minha camisola e ficou em minha cintura. Afastei-me dele e ele tornou a me puxar para si. –Por que não consegue ficar quieta?
—Por que eu não quero!
—Mas eu sim! Disse ele colocando a mão na minha cintura e se aproximou de mim para beijar o meu pescoço. Nisso a mão dele foi parar sobre o meu seio esquerdo e passou o dedo em meu bico completamente duro. Não se contentando ele me virou na marra e abaixou a alça da minha camisola. Sem demora ele beijou o meu seio e foi parar no vão do mesmo, da forma que ele estava fazendo estava me deixando subindo pelas paredes contra a minha vontade. Abri os meus olhos na escuridão mais uma vez no momento que o senti tirando a minha calcinha e fechei as minhas pernas para impedi-lo.
—Não, não! Falei movendo as minhas pernas e ele as segurou.
—Fica quieta!
—Não quero! Pare de tentar tirá-la!
—Mas eu sim!
—Estou doente ainda.
—Algo me diz que não!
—Por que diz isso?
—Mary me contou porque eu perguntei a ela se a raposa já estava boa e muito contente, ela me disse que sim.
—O que mais a obrigou a dizer?
—Mais nada porque?
—Nada!
—Sinal que podemos nos divertir. Disse ele ficando sobre mim.
—Não mesmo! Vá procurar as suas vadias e cuidado com a minha barriga! Falei chateada, mas ele não estava me machucando.
—Tenho uma vadia particular. Falou ele e levou um tapa certeiro no rosto que eu dei. –Droga! Falou ele prendendo as minhas mãos. –Se aprontar mais uma vez trate de se virar em arranjar uma peruca!
—Você transa com uma e com outra Edward... Falei chorando. –Não quero pegar doenças venéreas de você seu tolo, isso se eu já não estou com alguma! Estou com um bebê no ventre e se você não se preocupa com isso, eu me preocupo por mim e por el.... Interrompi a fala por quase ter falado “ ela “
—Diga! Instigou-me ele prendendo as minhas mãos, uma estava de cada lado da minha cabeça e era impossível tirá-las da trava que ele me deu.
—Tenho que me preocupar por mim e pela a criança também.
—Desejo que fique quieta! Disse ele beijando o meu pescoço e rápido ele tirou a blusa que ele vestia. Sem o meu consentimento ele veio beijar os meus lábios e afastei o meu rosto do dele. –Não! Disse ele vindo me beijar novamente e impossibilitada de fugir eu tive que retribuir. Ele não aceitava as minhas negações.
Edward me beijava e passou os beijos para o vão dos meus seios, ele se afastou e a cama se moveu junto chacoalhando o meu corpo de leve, mas ao tornar a ficar sobre mim eu o percebi nu. Seu sexo estava encostando no meu.
—Não Edward, não quero fazer sexo com você!
—Mas eu sim! Disse ele beijando os meus seios e veio beijar os meus lábios novamente, tentei me afastar de novo e nada.
—Não é o meu dono!
—Quem disse que não? Acho que já era para ter aprendido e se acostumado com isso! Falou ele no momento que se encaixava em mim e empurrou quase não saindo do lugar. Eu estava apertada demais. –Acho melhor cooperar! Disse ele fazendo força para invadir o meu corpo e relaxei o máximo que eu pude ao abrir bem as minhas pernas.
—Não tenho culpa se você sai com essas putas largas!
—Quieta! Falou ele apertando o meu pescoço com uma mão no momento que invadiu o meu corpo e gemi com o incomodo lá em baixo. Ele era fora do padrão.
Beijando os meus lábios com intensidade ele se movia roubando sussurros de desconforto de mim, não que ele estivesse indo rápido, o meu corpo que estava desacostumado com o dele. Fora que não existia carinho para completar.
Edward saiu de dentro de mim e se deitou de barriga pra cima segurando em meu braço. Colocando-me sobre o seu corpo eu ganhei uma tapinha em meu traseiro sentindo-me para lá de úmida já. Ele se encaixou em mim com perfeição mesmo na escuridão e entrou tudo de uma vez, um suspiro escapou da minha boca e fui obrigada a me mover um pouco tensa, mas saí de cima dele quando ele resolveu deixar por minha conta e acendi o abajur.
—Não force a barra, não está dando para mim.
—E porque não?
—Não estou a fim. Eu o detesto!
—Está pensando no meu primo ou naquele almofadinha do seu ex? Perguntou ele segurando forte em meu braço e me olhava bem sério.
—Quero que Jacob vá para o inferno e leve você junto! Agora o Max é totalmente diferente.
—Então é nele que está pensando? Perguntou ele me puxando para a cama e me deitou a força, lembrava-me bem o tipo de macho dominante. Sem demora ele ficou sobre mim e me invadiu roubando-me um gemido.
—Não estou pensando em ninguém!
—Pro seu bem não pense!
Ele me beijou e começou a se mover em mim tomando o meu ar, surpresa senti os dedos dele correndo em minhas dobras úmidas e meu corpo por aceitar aquilo ia de encontro à mão dele junto de suas investidas. Abri os meus olhos encontrando os dele focados em mim. Ele movia o corpo me olhando, mas ele saiu de dentro de mim e levantou da cama me deixando deitada de pernas aberta. Sem fazer hora ele pegou a roupa dele e saiu do quarto batendo a porta.
—É UM LOUCO E ESTÚPIDO! Gritei para ele ouvir.
Ajeitei a camisola somente em meu corpo e me levantei da cama, eu queria saber o que ele iria fazer. Mary e Esme já estavam dormindo mesmo e saí no corredor, cheguei na escada e olhei para o bar, mas ele não estava ali. Imaginei que o quarto dele seria o mais provável e girei a maçaneta devagar, eu colocaria a minha máscara novamente e abri de leve a porta, ele já tomava banho e esfregava o sabonete no corpo com intensidade. Da forma que fazia parecia que estava muito sujo e sorri de forma cínica notando ser por minha causa, arranquei aquela camisola do meu corpo a deixando cair no chão e abri a porta de vidro do banheiro completamente nua. Quando ele me viu ali fechou a cara e ignorei isso me juntando a ele, sonsa eu passei a minha mão nas costas larga dele e inundei a minha mão com espuma de sabão. Ele me impediu de continuar a tocá-lo.
—O que faz aqui? Perguntou ele segurando a minha mão, mas o seu corpo não escondia o que ele queria.
—Terminar o que começamos lá no outro quarto. Falei o tocando intimamente com a mão livre e movi a minha mão fazendo ele estremecer.
—Quem não está a fim sou eu!
—Mais ele não pensa da mesma forma. Falei olhando para o sexo dele que estava bem empolgado, diria que no ponto máximo. –Acho que estamos em sintonia somente nessa parte. Falei sorrindo de forma perversa e ele me afastou.
— Fora daqui!
—Ok! Falei saindo do Box após deixar a aguar cair sobre mim. O corpo dele sujou o meu de sabão e ele ficou olhando para a minha barriga. –Te espero na cama meu bem. Falei pegando a toalha dele e me sequei sob o seu olhar raivosos, fiz de propósito.
Fui me deitar na cama dele após trancar a porta e esconder a chave quando ele virou para se enxaguar, eu estava o deixando desnorteado. Abusada eu liguei o ar e me cobri estando totalmente nua, eu o aguardaria. Eu só podia ter bebido o meu juízo e cheguei a desistir, mas eu faria isso para provocá-lo somente. Ele vivia dizendo que eu era sem graça.
Fiquei filmando-o e ele saiu para se secar, mas pegou outra toalha e não a que eu usei, acabei sorrindo e puxei a coberta de forma que o chamasse para vir se deitar ao meu lado. Ele saiu do banheiro e se deitou na cama me olhando, estranhei, mas ele me puxou e falou entre os dentes.
—Quer me chatear?
—Quero fazer bastante sexo, é diferente!
CONTINUA............
Fale com o autor