Solares

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Caso o link não abra. Maquiagem + cabelo de bella, festa de Ano novo. http://blogdatete.com/wp-content/uploads/2015/11/efeitomolhado2.jpg Max. https://pbs.twimg.com/profile_images/1645790748/Homens-com-o-cabelo-sempre-bonitos.jpg

Bella..........

Final do capítulo anterior.

Edward entrou no quarto e veio abraçar a mãe.

—Parece que essa chuvinha fina vai continuar até depois do ano novo. Disse ele para ela.

—É o que parece. Disse Esme segurando de forma carinhosa a mão dele. –A praia fica divina quando o sol está quente.

—É verdade. Disse ele de forma calma, bem diferente eu avaliava em meu íntimo. –Tomara que esquente logo que eu irei levá-la.

—Isabella irá gostar, é bem calminha a água.

—Eu vejo Esme, e me faz lembrar de Solares.

—Não está mais em Solares. Disse Edward em sua forma tosca.

—Sei que não! Revidei.

—Pegue leve filho. Peço para ser um pouco mais suave com a Isabella, sabe que conviverão como marido e mulher muito em breve.

—Sei que terei que aturá-la, mais a cria dela.

—Sim, terá que aturar ela e o seu filho. Acha que essa criança pediu para vir ao mundo ou ela que está tão jovem?

—Não vamos falar nisso mãe. Disse ele de forma a dar voltas.

—Não me respondeu! Insistiu Esme.

—Não sei, essa criança é valiosa para ela caso o engomadinho fique sabendo.

—Foi você quem a fez, agora aceite mesmo que tenha feito na mulher que você julga ser a incorreta e aquela que não o complete. A qual você julga interesseira, feia como eu sei que deixa transparecer para ela, de sangue ruim, fora às outras coisas loucas a mais que se passa em sua cabeça! Então faremos o seguinte, a deixe ir. Deixe que ela suma de nossas vidas e da sua vista de uma vez. Passaremos um corretivo no nome Isabella de nossas vidas e nunca mais a veremos de novo. Ela segue a vida dela e nós a nossa.

—Sabe que isso nunca irá acontecer! Disse ele olhando para mim. –Irei caçá-la até no fim do mundo!

—Por que não a deixa ir já que acha que o bebê não é seu? Qual o sentido de ela permanecer aqui com a gente?

—Não a deixarei ir, não vai mãe e não adianta insistir nisso! Disse ele alterado. –Será quando eu achar que já deu e limparei a bagunça!

—Eu já imaginava. Disse ela olhando na direção que vinha a voz dele. –Vamos tentar ficar numa boa.

—Não tem como!

—Então a deixe em paz e não a procure!

—Não a procuro coisa alguma!

—Sabe que não é verdade. Não force algo com ela assim, não criei um monstro Edward Antony Cullen! Respeite-a mesmo que o seu pensamento diga o contrário.

—Falando dessa forma me lembra os tempos de criança mãe e não sou mais!

—É um irresponsável! Caso eu descubra que você está enchendo a cara e dirigindo, eu mesma irei falar com o seu pai e destruir os seus brinquedinhos!

—Não será capaz disso!

—Se pôr a sua vida em risco sim! Já sofro da forma que estou tentando superar e ainda vou perder o meu único filho por causa de irresponsabilidades!

—Calma mãe, eu prometo que não irei dirigir alcoolizado. Não precisa chorar por causa disso! Disse ele a abraçando.

—Ele será um louco se dirigir dessa forma Esme, bem, irresponsável nós já sabemos que ele é né!

—Não se meta a....... É melhor ficar quieta!

—Então se lembre disso quan....

—Quando nada e ficar quieta!

—Sei que você não consegue filho, sei que você acaba vindo dormir aqui. Alice afirma que Isabella é uma moça muito linda e que o Azul dos olhos dela é lindo. É verdade?

—Muitas mulheres têm os olhos azuis, isso não é novidade.

—Cada ser humano é único, não tem como substituí-los porque nunca será igual. Não acha bonita a cor dos olhos dela?

—Pra mim é normal!

—Não perguntei se são normais!

—É dá para o gasto. Disse ele virando a cara para mim.

—Escute bem o que eu vou lhe dizer Edward. Nada deixam uma mulher mais triste que ser acariciada ou beijada e depois um homem lhe ferir o coração com palavras. Às vezes as mais lindas flores nascem no meio dos espinhos, mas isso não significa que elas irão nos espetar ao tocá-las. Lembre-se sempre disso meu filho.

—Preciso ir para o meu quarto mãe, qualquer coisa peça para me chamar. Disse ele se levantando. –Tenho que rever alguns documentos e já estou saturado de falar da raposa.

—Ela se chama Isabella e não raposa.

—Dá no mesmo.

Edward saiu do quarto e eu preferi ficar no silêncio, o que ela disse foi bem intenso e mexeu comigo de forma que me levou as lágrimas, mas não fiz som algum.

—Foi bem intenso isso que falou com o seu filho.

—Preciso fazer com que ele enxergue o caminho. Um dia desse eu chego lá e tomara que não demore muito.

—Eu a compreendo, mas tocou-me por lembrar do meu ex-namorado e o que ele fez comigo.

—Nós mulheres somos mais sensíveis filha e nos ferimos à toa.

—Com certeza!

Deitei-me ao lado dela e recebi a sua caricia até que dormir novamente. Estava tão bom.

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Às 13h da tarde.

—Dorminhoca. Chamou-me Mary e abri os meus olhos, eu ao olhar para o lado Esme também dormia. –Trouxe o seu almoço e só não deixei que dormisse mais por causa do horário do seu remédio.

—Sem problemas. Trará o dela também?

—Vai acordá-la?

—Sim, acho que ela gostaria de almoçar comigo. Pode ir que eu mesma a acordarei.

—Ta bom, vou trazer a comida dela então.

—Ok.

Mary colocou a bandeja sobre o meu colo após eu me sentar e saiu do quarto.

.

.

10min depois.

A comida de Esme chegou e imediatamente eu a acordei.

—Esme querida, acorde.

—Oi. Disse ela abrindo os olhos.

—Mary trouxe o seu almoço, eu estava esperando para comermos juntas.

—E o meu filho filha?

—Cadê o Edward Mary? Perguntei olhando para ela.

—Deve estar no quarto dele.

—Meu filho já almoçou?

—Ainda não. Quer que eu vá chamá-lo?

—Por favor. Disse Esme se sentando e Mary colocou a bandeja sobre o colo dela.

Ficamos a sós e começamos a comer, ela já se virava muito bem até e de forma lenta para não derrubar nada. Momentos depois Edward entrou no quarto.

—Chamou-me mãe?

—Estamos almoçando filho, não quer se juntar a nós?

—Estou sem fome, depois eu belisco algo.

—Você que sabe filho.

—Está com uma aparência ótima esse medalhão. Observou ele no prato dela.

—Está muito bom, prove. Falou Esme. –Dê a ele filha. Eu não posso cortar com perfeição.

—Não precisa mãe, eu apenas falei e mais nada.

—Pensei de querer provar.

—Ele pode acabar deixando veneno no meu garfo e não quero me contaminar Esme.

—Que bobagem filha!

—Ela não é sua filha mãe.

—Tanto faz, logo será a minha nora e tem a idade para ser a minha filha também. A barriga dela está tão fofinha e crescendo.

—É estou percebendo mãe. Não tente me jogar para cima dela, por favor, porque isso não faz sentindo!

—Ai filho que horror! Não estou fazendo isso.

—É isso que está acontecendo sim! E ela é tão oportunista que nem liga e ficar quieta!

—Eu não ligo por amar outro homem. Menti e Esme olhou na direção da minha voz.

—Ótimo, mas ele não a ama mais! Disse ele em tom de ironia e demonstrando raiva ao mesmo tempo. –Ele tem outra.

—Não ligo, prefiro amar sozinha e quem sabe pinte um clima quando nos reencontrarmos cara a cara, nunca se sabe.

—Não irá! Esqueceu que está comprometida comigo e sou eu quem manda nos seus passos agora? Esqueça a vida de antes porque ela não existe mais!

—Veremos Edward!

—É nós veremos mesmo!

O ignorei e continuei comendo, com ele não havia dialogo, então preferi ficar na minha.

—Filho se não quer comer eu respeito, mas, por favor, por favor, mesmo. Se for para ofender é melhor você fica quieto!

—Estou indo para o meu quarto, fiz mal em ter vindo aqui.

—Esme eu quero pedir a sua permissão de dormir com o quarto trancado, eu sei que é você e o seu marido que manda ainda aqui. Quero poder ficar com as duas chaves e dormir tranquila sem haver perturbações.

—Se prefere assim eu não vejo problema. Algo a incomoda?

—Tudo, tudo me incomoda se tratando do seu filho. Por enquanto eu quero dormir sozinha, não consigo relaxar um só minuto.

—Por mim não fará a menor diferença! Falou Edward para mim de uma forma não muito boa e saiu do quarto.

—Será como você quiser.

—Obrigado.

Terminamos de comer e Mary veio pegar as bandejas, mas antes dela sair.

—Mary querida, você poderia trazer a chave extra do quarto de Isabella?

—Claro que sim senhora. Quer que eu a traga agora?

—Se possível sim.

—Irei pegá-la. Disse ela saindo.

Fiquei bem mais aliviada em saber que eu não acordaria de madrugada por enquanto por causa dele.

—Ficará mais tranquila e só assim o meu filho não irá lhe incomodar.

—Para ser sincera eu não o entendo, mas não quero abordar esse tipo de assunto.

—Tudo bem..... Sabe filha, alguns parentes meu virão para o réveillon e vai ser uma grande oportunidade de eles conhecê-la. A casa não ficará cheia, mas são pessoas gentis.

—Mas se souberem quem eu sou, eu não saberia qual seria a reação deles Esme.

—E quem irá contar?

—O irmão do Carlisle sabe, a sua cunhada e sei lá mais quem. Notícias ruins correm.

—Pelo o que eu saiba, eu acho que ninguém mais sabe.

—Tomara mesmo, já basta o Edward me apedrejando a todo o momento e eu não sei se eu suportaria outros fazendo o mesmo.

Fomos interrompidas com Mary trazendo a chave e me entregou piscando um olho pra mim, acho que ela sacou qual era o verdadeiro sentido daquilo. Sorrindo eu a peguei e ela se foi nos deixando novamente a sós.

A conversa fluiu entre nós e passamos a tarde inteira de sábado juntas. Depois disso Edward não veio mais no quarto, acho que ficou zangado com o lance da chave. Que se dane

.

.

21h da noite.

Levantei-me da cama para ir tomar o meu banho e fui para o banheiro levando as duas chaves do quarto após Esme ir para o quarto dela com a ajuda de Mary. Comecei a me despir e deixei a camisola cai pelas as minhas pernas, permaneci de calcinha apenas e fiquei olhando para o meu cabelo em frente ao espelho. Abri com os dedos algumas mechas e em algumas partes o escuro dos meus cabelos já tinha três dedos, engravidar tinha essas desvantagens. Peguei o presto barba e fui para o Box tomar o meu banho, abri a torneira e ajustei para ficar numa temperatura adequada. Comecei me ensaboando e me assei com o presto barba estando assim ensaboada, após eu terminar me enxaguei por inteira e saí pra me secar. Penteei o meu cabelo e os prendi formando um rabinho de cavalo.

—Aquele estúpido cortou o meu cabelo! Falei para mim mesma me olhando no espelho e passei a mão em minha cabeça.

—Falando sozinha agora Swan? Perguntou Edward encostado na porta e segurava uma chave, ao olhar para a pia vi estar somente uma chave ali. Ele tinha pegado a outra escondido enquanto eu tomava banho e me chateei de verdade por não ter percebido ou trancado o quarto antes. Ele foi silencioso e rápido.

—Devolva-me! Pedi indo até ele segurando a toalha que estava presa em meu corpo tampando tudo.

—Pensou que se livraria de mim? Perguntou ele levantando a mão para me impedir de pegar a chave.

—Eu pedi a sua mãe e não a você!

—Mais saiba que quem a trouxe para cá fui eu e não ela! Disse ele me empurrando para não conseguir pegar a chave e desisti de pegá-la, eu tinha medo dele me machucar com os seus atos.

—Você é quem sabe. Falei me afastando dele, era um caso perdido.

Peguei a camisola no banheiro e coloquei a roupa usada no cesto de roupa suja. Fui para o closet me vestir e vi Edward se jogando em cima da cama, ele só fazia para me aborrecer e lembrei das palavras dele. O meu sofrimento era o que lhe dava prazer, sendo que agora ele me tirava era do sério.

Vesti um pijama rosa de lacinhos e com muito custo eu voltei para o quarto, meu olhar para ele foi mortal por não ter outra opção a não ser repousar estando ele ali ao meu lado.

—Não tenho medo de cara feia Swan! Isso para mim é fome e tem muita comida na cozinha.

—Por que insisti em vir para esse quarto?

—Comida de graça, eu gosto de praticar bastante e tenho com quem me divertir todos os dias agora. Não sou muito fã de abstinência sexual. Mesmo o seu não sendo bom e dos melhores, eu gosto de me divertir para passar o tempo.

—E pensa que sucumbirei aos seus caprichos?

—Por um lado sei que gosta e sei que faço bem mesmo você não sabendo me acompanhar, dando conta na verdade. É muito devagar e......

—Está enganado! Eu só gostava com o Jacob e tudo entre nós era melhor e prazeroso, não faço a metade com você do que eu fazia com ele. Ele parou de sorrir na mesma hora. –Eu sinto asco com você! Nojo para ser mais exata!

—Vou fingir que acredito, é um pouco crua na arte do sexo, mas está dando para o gasto quando eu não tenho nenhuma outra. Tenho a minha favorita, mas nem sempre estamos juntos, coisa de homens.

—Prefiro fingir que não escutei essas injúrias e pouco me importo com as suas putas favoritas! Você só me põe pra baixo com as suas palavras, mas saiba que com essas e as outras a mais que proferi não irá fazer a mínima diferença. Sei do que sou capaz como mulher! E sei como me sair muito mais que bem, mas isso só acontece quando estou com quem eu quero e amo!

—Acho melhor parar! Disse ele me cortando e preferi ficar quieta mesmo a ficar levando essa discursão mais à frente. Uma raiva tamanha se apossou de mim, era sempre assim quando ele me diminuía como mulher.

Deitei-me o mais longe possível dele e me cobri, tentei me distrair vendo tv e ele se cobriu. Juro que tentei ignorar, mas a minha vontade era de socá-lo até lhe deixar desacordado.

.

.

30min depois.

Alguém bateu na porta e fiquei constrangida por Edward estar ali, mas ele próprio nem ligou e continuou deitado vendo televisão.

—Entre falei me sentando devagar.

—Sou eu Isab...... Interrompeu Mary a fala estando muito sem jeito por Edward estar deitado e todo à vontade ali na cama. –Vim lhe trazer um lanche reforçado. Tem dois sanduíches, um docinho e um copo de refrigerante.

—Obrigado.

—O senhor vai querer também? Perguntou ela a Edward não o encarando. Ela estava tão sem jeito e igualmente eu, mas Edward como sempre abusado....

—Não se acanhe Mary, se acostume. Esqueceu que terei que me casar à força com a raposa Swan?

—Imagina senhor........ É eu........

—Eu vou querer também.

—Tudo bem. Disse ela saindo do quarto e não olhou para trás.

—Está vendo como você causa asco nas pessoas?

—Mary já trabalha há muito tempo aqui, então cale a boca e coma!

—Não vou me calar coisa alguma! Você não é o meu pai!

—Graças a Deus! Traficante maldito e teve o que mereceu! Já deve estar no inferno por tudo que fez e levou a acontecer em minha família. Já foram tarde! Entendeu? Tarde! Disse ele descontrolado, era tocar no nome dos meus pais para ele se transformar.

Comecei a chorar e sem pensar em meus atos eu joguei a bandeja contendo todo o meu lanche em cima dele. A sujeira foi total sobre ele e o lençol. Aproveitei para varejar a bandeja em cima dele.

—Está doente da cabeça? Perguntou ele se levantando todo sujo. –Veja o que Você fez!

—Você não ouse a falar mais dos meus pais! O que aconteceu já aconteceu seu cretino! Xingando-me, me marcando e me aborrecendo fará alguma coisa mudar? Não vai não! Eu falava completamente histérica.

—Não tem o direito de levantar a voz comigo!

—Nem você! Então me deixe em paz Edward! Deixe-me em paz! A cada dia eu te odeio mais seu monstro!

—É recíproco sua raposa estúpida, não há quem te odeie mais do que eu!

—F@#%! Falei um palavrão por estar mais que irritada com ele.

—Deu para usar palavrões agora boca suja?

—Você me tira do sério! Falei entre os dentes.

A porta foi aberta e Esme entrou tateando tudo, mas a ponta do tapete fez com que ela tropeçasse e caiu com tudo no chão.

—O que está acontecendo? Eu ouvi toda a gritaria do meu quarto. Disse ela no momento que Edward a levantava cheio de cuidado e preocupação.

—O seu filho está me torturando com palavras Esme. Falei olhando de baixo do travesseiro, ele havia escondido a arma ali e eu a peguei. Sem pensar eu a apontei para ele, a raiva me dominava naquele momento e eu já não aguentava mais tanta ofensas e piadas da parte dele.

—Largue essa maldita arma Swan! Disse Edward se pondo na frente da mãe protetoramente.

—Eu jamais a machucaria seu covarde, mas você está merecendo por tudo que vem fazendo comigo! Falei destravando-a sem dó. De tanto eu ver ele fazendo acabei aprendendo, mas a tremedeira denunciava a minha inexperiência e o barulhinho que fez ao destravar a arma deixou Esme apavorada.

—Filha, não faça nada que venha se arrepender depois, solte essa arma. Disse Esme um pouco histérica. –Sabe que ele jamais a machucaria.

—Ele já me machucou e me maltrata Esme. Me acusa de coisas absurdas! Eu já não aguento ouvir mais! Não e não!

—Solte essa maldita arma! Disse ele entre os dentes e Esme saiu de trás dele.

—Fique atrás de mim mãe.

—Ela não vai atirar, só estar nervosa com você a atormentando.

—Minha vontade é de matá-lo mesmo! Eu disse possuída e o encarando.

—Quer que eu chame os seguranças? Perguntou ele com raiva. –Será o seu fim aqui mesmo e agora!

—Não filho, pare com isso! Isabella filha devolva essa arma para ele, por favor, filha. Disse Esme chorando e ao olhá-la desesperada daquele jeito, isso partiu o meu coração e mais lágrimas rolaram dos meus olhos cegando-me por segundos.

—Eu não seria capaz de algo tão cruel como o seu filho fez e faz comigo. Falei deixando a arma na cama e imediatamente Edward veio pegá-la. Ele me estapeou na face e gritou comigo exasperado.

—Tem ideia do risco que você nos acometeu? Você poderia ter ferido a minha mãe sua retardada! Agora eu vejo que você não presta mesmo, nos colocou em risco!

—Você é o culpado! Gritou Esme com ele. –Deixe-a em paz! Por que tem que vir aqui atormentá-la Edward, por quê? Esqueceu que ela está sensível, esse pobre ser humano sofre e não o reconheço mais! Não mesmo filho! Seu pai tem razão, não é justo isso!

—Vai começar a defendê-lo agora também? Perguntou Edward alto e eu chorava. –É ele quem está aqui cuidando da senhora e a apoiando? Não estou o vendo aqui!

—Edward não faça isso. Pedi tendo dó da mulher.

—Você fica quieta! Ou vai sobrar para você outra vez!

—Não tem o direito de falar assim comigo filho!

—Mais é a pura verdade mãe! Ele devia estar aqui a apoiando, mas prefere se afastar da senhora. Que marido e que pai é esse que some quando mais precisamos?

—A quem deve respeito!

—Eu respeito, mas não concordo, não concordo mãe com as atitudes dele!

—Eu não concordo com muitas coisas! Disse ela pensativa. – Me perdoe filha, me perdoe por tudo que Edward fez para você.

—Não tenho o porquê perdoá-la, não me fez nada.

—Falarei com o meu marido, o nosso filho é um caso perdido. Acho que ele nunca irá melhorar e quando poder se movimentar poderá ir embora dessa casa.

—Mas você?

—Eu sei me virar, só não irei condená-la ao fracasso estando ao lado dele. Uma moça tão jovem não merece tamanha desilusão.

—Ela não irá sair daqui! Disse Edward olhando para mim. –Eu que sou o responsável por ela e que começou com tudo isso, então sou eu quem terminará!

—Arranje um pai para o seu filho que o ame de verdade e mesmo que eu sinta saudades eu irei suportar. Disse ela deixando as lágrimas rolarem pra valer. –Eu lamento por forçá-la a se casar com o meu filho.

—Não a deixarei sozinha, tem a minha palavra. Eu juro. Falei me aproximando dela e a abracei sendo retribuída. –Fora do quarto, fora! Falei sentindo a raiva transbordar em mim para ele. Sem uma palavra ele saiu do quarto e vi que Mary estava encolhida na porta segurando a bandeja do lanche.

—Eu irei trocar a roupa de cama. Falou ela passada com a situação.

—Você mataria mesmo o meu filho?

—Mesmo tendo muita vontade de estrangulá-lo, eu não seria capaz. Eu juro pelo os meus pais Esme.

—Não a reprovo por sentir raiva, mas eu morreria se me tirasse ele mesmo tendo todos esses defeitos. Disse ela se debulhando em lágrimas.

—Eu só quis assustá-lo. Ele veio me provocar aqui no quarto novamente com palavras.

—Não tenho mais palavras, acho que mudar será meio difícil.

—Um dia isso passa.

—Acho que nem você será capaz de mudá-lo mesmo tendo muita coragem.

—Eu não sei o que dizer Esme.

—Não a obrigarei a se casar com ele mesmo sabendo o que ele já foi um dia. Você se apaixonaria no mesmo ato como muitas, mas ele irá cumprir com o papel de pai.

—Agora quem quer me casar sou eu, eu posso não ter força agora por causa do repouso, mas ele se arrependerá.

—Você está falando sério? Perguntou ela surpresa.

—Sim. Por mais que eu tenha raiva dele, ele terá uma lição.

—Eu não sei o que pensar filha. Apesar de você ter razão eu não quero o mal do meu filho, sou mãe me entende?

—Se acalme, eu juro que cuidarei de você e seremos para sempre amigas. Não quero falar a respeito de Edward com você.

—Mas filha eu n.........

—Relaxe, não quero o mal da sua família. Falei meias verdades.

—É bom ouvir isso, é reconfortante saber que posso contar com alguém depois do meu filho mesmo ele fazendo pirraças para mim. Tomara que o amor um dia o domine, tenho certeza que esse será o melhor remédio.

—Só Deus sabe.

Mary trocou as roupas de cama toda e trouxe outro lanche para mim. Pedi a ela que fizesse um chazinho para Esme se acalmar e ela dormiria aqui comigo a meu pedido.

Nos deitamos após escovarmos os nossos dentes e antes de Mary descer para dormir.

—Mary querida, o que o meu filho está fazendo?

—Se entupindo de bebida lá no bar como sempre, mas acho que está exagerando hoje. Sinto muito senhora. Disse ela saindo do quarto.

—Não sei mais o que fazer pro meu filho parar com isso. Está igual o pai dele filha e pode acabar alcoólatra.

—Posso dar um jeito.

—Não pode não, fique deitada e relaxe. Irão discutir novamente!

—Se acalme e deixe comigo.

—Mas fil.....

—Relaxe.

Chamei o segurança que ficava ali rondando a casa até certo horário e depois ele era liberado, faltava pouco para ele ir e veio até a mim ao escutar o meu chamado.

—Me leve até o andar de baixo, por favor.

—Tudo bem. Falou ele me pegando no colo e ao me ver descendo a escada Edward me ignorou.

—Nos deixe a sós, por favor, e pode ir descansar.

—Não é dona de nada para ordenar! Provocou o outro com o copo na mão e o segurança ficou indeciso se ia ou ficava.

—Pode ir, confia em mim e tenha certeza que não perderá o seu emprego por minha culpa.

—Tudo bem. Disse ele nos deixando a sós. Edward virou o copo de bebida todo de uma vez e colocou o copo audivelmente sobre o bar.

Fiquei olhando para ele e ele pouco se importava com a minha presença ali. Cometendo uma loucura eu peguei um copo no bar e o enchi de whisky sob o olhar reprovador dele, mas na hora que eu ia levá-lo a boca.......

—Está doente da cabeça? Posso ser o que for, mas a sua cria não tem culpa! Disse ele tomando o copo da minha mão e bebeu o conteúdo do copo que eu havia enchido.

—Você fala do nosso filho dessa forma e será sempre assim ou até depois que ele nascer?

—Não é meu, é só seu!

—E como eu o fiz? Apenas com o dedo e mais nada?

—Não sei o que faz aqui!

—Mas eu sim e acho inadmissível o que fez com a sua mãe hoje!

—Você por pouco não a matou!

—O alvo o tempo todo era você que eu saiba e não ela! Mas eu só queria assustá-lo, matar mesmo eu não teria coragem. Eu jamais faria isso com ela que já sofre tanto com as suas malcriações e a ausência do seu pai.

—Isso é......

—Já sei disso e carregarei esse peso para o resto da minha vida. Sofro com cada briga e problemas que há nessa casa, não pense você que não! Mas se você ir para o fundo do poço levará a sua mãe junto. É isso que você quer?

—Não deve se me.....

—Cala a boca! Pelo menos vamos conversar como duas pessoas adultas! Sua mãe precisa de atenção e carinho, o que você fez hoje não é cabível Edward! Você já é um homem barbado e sei que está sofrendo por detrás dessa capa dura tudo bem, mas não afunde tudo mais ainda! Não há como trazer a sua irmã de volta e não poderá me odiar para sempre. E o que ganhará com isso? Se for a minha derrota se sinta vencido. Estou sem família, sozinha no mundo e decepcionada com o que os meus pais faziam nas minhas costas. Sem os meus amigos e o meu ex-namorado que me deu as costas quando eu mais precisei dele. Estou vegetando literalmente sem um tostão e com um filho que no momento eu ainda não consigo amá-lo, mas tenho carinho o que é diferente. Não irei pedir seu perdão porque eu não lhes devo nada, mas olhe a sua volta, mal ou bem você tem os seus pais, uma casa ótima para morar, só precisa colocar a cabeça no lugar! Não estou pedindo que me perdoe, não estou implorando para você parar de me magoar ou até me bater como faz às vezes. Peço apenas que não coloque tudo a perder e com paciência ajude os seus pais, só restou você Edward Cullen e no momento seja o homem da casa. Se lembre das minhas palavras, mesmo tendo tanto luxo e dinheiro, uma construção não para em pé sem ter uma boa base. Aqui agora é com você. Em vez de responder, espraguejar e desobedecer, pelo menos tente trazer de volta a união da sua família. Só você como único filho poderá fazer isso! Quem sou eu para falar algo aqui e não me sinto dona de nada como você fala! Mesmo quando eu morava no luxo a minha alma era de pessoa simples e até hoje é, acho que nunca mudará. Você pode estar pensando que é mentira e que eu sou uma raposa astuta, isso e aquilo, mas saiba que eu jamais usarei esse filho para arrancar algo seu ou da sua família. Tenho em mente em dá-lo para os seus pais quando ele nascer e depois que for realizado o exame de DNA, nada irá me prender mais aqui e nem você. Quem me conhece de verdade sabe do jeito que eu sou, mas não irei fazer com que você acredite em mim. Dominado pela sede de vingança em sua mente só passa coisas com a intenção de me magoar, mas saiba que mesmo tendo mil razões para odiá-lo eu quando tive a oportunidade de difamá-los eu não o fiz. Talvez um dia eu tenha paz e desejo o mesmo para vocês. Apesar de eu ser a garota imunda perante os seus olhos, nada me deixará mais feliz que é ver todos vocês bem e felizes. Carrego nas costas a culpa dos meus pais e jamais, eu jamais pedirei para você perdoá-los. Tenha isso em mente. Continue bebendo, se entupindo de bebida alcoólica e se for dessa forma que você quer levar a sua vida continue.

Edward me olhava e em nenhum momento mais ele me interrompeu. Virei as minhas costas e me preparei para subir a escada, fui subindo bem devagar e ele veio até a mim.

—Acho melhor eu a subir, depois a minha mãe vai pensar que eu a maltratei! Disse ele em sua forma dura de agir.

—Posso ir sozinha! Você bebeu e pode me deixar cair.

—Mas não irá!

—Que seja! Falei cruzando os meus braços e virei a minha cara para ele.

Ele me pegou no colo e me carregou sem dar uma cambaleada sequer, entramos no quarto e Esme estava sentada aparentemente nervosa, ela estava me esperando. Ao escutar passos no quarto.

—Filha ele a magoou?

—Não Esme, ele me trouxe para o quarto.

—É eu estou aqui mãe. Disse Edward me colocando na cama e foi até a mãe dele. –Se sente mais calma?

—Bem mais agora filho...... Isabella não iria matá-lo.

—Já to sabendo disso e finjo acreditar. Disse ele paciente. –Quer que eu a leve para o quarto agora?

—Acho melhor eu ir, posso acabar roncando e não deixar a Isabella dormir. Disse ela sorrindo levemente.

—Não ronca.

—Eu não sei. Disse ela no momento que Edward segurava na mão dela. –Podemos ir então. Obrigado filha e tenha uma boa noite.

—Tenha uma boa noite também Esme.

Cobri-me e eles saíram do quarto. Desliguei a televisão e o abajur deixando o quarto no escuro total.

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Madrugada de domingo, 29 de dezembro.

1h da manhã.

Acordei sonolenta com o mover da cama, fazia pouco tempo que eu tinha conseguido dormir e sabia ser ele ali ao meu lado. Senti que ele levantou a coberta e se cobriu, resolvi deixar pra lá e me movi pra ele saber que eu estava acordada, mas ele preferiu o silêncio também e momentos depois eu percebi que ele havia pegado no sono. Sua respiração estava leve.

Já o meu sono custou a vir, mas não demorou tanto assim para ele também me pegar.

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10h da manhã.

Despertei e ao me mover choquei o meu corpo em algo e vi ser Edward que dormia ali. Seu rosto estava sereno, seus cabelos emaranhados por causa do travesseiro e fiquei pensando o quanto ele era capaz de me odiar se ele acabava vindo dormir ali comigo.

Levantei a coberta e ele estava de pijama preto, definitivamente ele tinha que reavaliar o guarda roupa dele e colocar mais cor na vida dele. O cheiro bom que ao baixar a coberta me atingiu em cheio, ele era um homem totalmente cheiroso e sendo enxerida eu levantei o travesseiro devagar para ver se aquela maldita arma estava ali, mas ela não estava e ele segurou na minha mão despertando do sono.

—Não quero lhe fazer mal, só conferi se a arma estava aí e eu não a quero aqui no quarto. Ele não falou nada e largou o meu braço me olhando. –Volte a dormir.

—Acho melhor eu ir para o meu quarto.

—Se quiser sumir da minha vista tudo bem! Eu só não vejo necessidade de ela ficar mais aqui!

—Já viu que ela não está, então fica quieta!

—Tudo bem Edward. Falei me deitando novamente e fechei os meus olhos, nenhuma menção de levantar ele fez e por estar bem cansado ele acabou dormindo novamente depois.

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10:30min da manhã.

Mary bateu na porta e levou um baita susto ao ver o patrão ali depois de tudo.

—Bom dia. Disse ela colocando a bandeja em meu colo.

—Para você também Mary. Ela apontou para o patrão dormindo ali e gesticulou com a mão dando a entender que não entendeu nada. –É louco.

—Acho que é amor ou uma baita provocação. Disse ela séria.

—Não fale bobagem! Esme já acordou?

—Ainda não, a patroa está bem cansada. Ontem foi pressão demais para ela.

—Acho que um suquinho revigorante irá repor as energias dela. Suspenda o maracujá, acho que será melhor assim.

—Tem razão. Falou ela sorrindo levemente.

—Dê guaraná natural ao invés disso.

—Eu concordo. Sabe de uma coisa, irei descer para começar a preparar o almoço.

—Se eu pudesse eu lhe ajudaria, estou detestando essa cama e nunca me senti tão inútil na minha vida como estou me sentindo agora. Eu só queria acordar desse pesadelo.

—Bem ou mal você já é como patroa nessa casa.

—Não me sinto assim e pare de falar isso. Nada me deixaria mais feliz que cozinhar e estar em meu apartamento em Solares.

—Eu morreria com a gororoba. Falou ela baixinho e sorrindo.

—Não iria não, um dia desse eu te mostro. Não sou tão boa cozinheira como você, mas sei me virar bem.

—Quero só ver!

—E irá. Hoje eu estou um pouco pra baixo, aliás, eu sempre estou depois que fui raptada, mas hoje eu sinto como se as minhas energias tivessem me abandonado. Eu amaria ter o colo da minha mãe agora, apesar dos pesares ela era boa comigo e me aconselhava. Mal pude enterrá-los ou o que sobrou, na verdade não foi nada. Falei deixando as lágrimas rolarem e ela veio até a mim me confortar.

—Eu gostaria que a sua sorte fosse diferente, vejo que merece coisas boas.

—Mas parece o contrário, essa sorte se torna má sorte por me sentir mal nesse momento. Eu gostaria de ter uma vida normal só isso, mas já me acostumei.

—Quem sabe um dia desses melhore tudo.

—Já perdi as esperanças, sinto-me amarga nesse instante e está difícil mudar isso no momento.

—Se cuide bem para sair logo dessa cama.

—Estou tentando Mary.

—Eu sei, mas é impossível. Disse ela olhando para o patrão adormecido ali ao meu lado.

—Ele é genioso demais e não se cansa de me ameaçar ou me maltratar. Não mereço o que ele faz comigo.

—Sei que não, mas agora eu preciso descer, o dever me chama a todo o momento. Ficarei louca daqui a pouco.

—Tudo bem.

Ela sorriu e saiu do quarto. Comecei a comer e o outro abriu os olhos.

—Poxa! Acabei acordado por sua culpa Isabella!

—Mary daqui a pouco irá trazer o seu café. Falei cortando-o, era a melhor forma.

—Não sei se estou com fome!

—Você é quem sabe, só sei que eu estou com fome!

—Claro! O seu filhote está lhe roubando energias o tempo inteiro.

—Eu sei disso. O bebê está me sugando o tempo inteiro e o pobrezinho não tem culpa! Edward se sentou na cama e encostou-se na cabeceira, ele ficou me olhando a comer e senti que implicava comigo ao fazer isso. –Que foi agora?

—Dessa forma irá se engasgar! Comida é o que não falta aqui, mas vai com calma para não virar uma bola.

—Edward eu sei disso. Vai implicar com a minha forma de comer também droga?

—Só estou observando.

—É falta de educação isso e vá observar os seus modos de agir comigo!

—Tudo bem Isabella! Coma e mate a fome do seu filho!

—Pode ser uma menina, não sabemos ainda.

Ele cruzou os braços e ligou a televisão, mas não encontrando nada que o agradasse ele desligou a tv e se levantou para sair do quarto. Tomara que as minhas palavras de ontem tenham o tocado pelo menos um pouquinho só.

Terminei de comer e Mary levou a bandeja, me lembrei das revistas ali e as peguei para ler, nisso o tempo foi passando.

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Na hora do lanche às 16h da tarde Esme veio ficar comigo e comemos conversando.

—Edward dormiu aqui no quarto. Falei de forma simples e ela chegou a se engasgar com a notícia.

—Ele dormiu aqui? Perguntou ela surpresa. –Ele ficou uma fera com você filha ontem e o que você falou?

—Umas verdades pra ele, mas não senti que ele veio dormir aqui pra implicar, ele simplesmente se deitou e não mexeu comigo.

—Mexer?

—Sim, conhece o seu filho.

—Isso é bom! Não quero que ele a obrigue a nada.

—Tem razão, mas tomara que ele pare de pegar no meu pé.

—Tomara que ele mude. Por isso a sua cama só cheira a ele, de alguma forma ele gosta de dormir ao seu lado. Sabia que eu também gosto de ficar aqui?

—É?

—Sim, é verdade. Disse ela levando a xícara de café à boca.

—Que bom então.

—Acho que o bebê vai ser a coisinha mais linda, dizendo Alice ao telefone hoje a mistura é perfeita.

—Vocês colocam muita fé em mim e no Edward. Acho melhor perderem as esperanças quanto a me apaixonar ou até ele mesmo.

—Devo parar então?

—Eu sou a última pessoa que ele deseja estar e não me casarei com ele amando-o.

—Ele não viria dormir aqui e já te falei o que eu e a minha sobrinha achamos.

—Ele me bate pelo amor de Deus! Quem ama alguém de verdade não maltrata Esme.

—Nessa parte você tem razão e piora ainda por estar grávida. Tenho vergonha dos atos do meu filho.

—Não se sinta, agora vamos comer.

Ficamos caladas e eu pensava no absurdo que elas achavam, Edward não gostava de mim e elas só podiam estar doidas. Bem que no Natal ele não resistiu as minhas investidas e ficou bem raivoso depois, quase me sufocou até por enganá-lo. Eu não sei se elas tinham razão, o ato dele não demonstrava, mas eu iria descobrir mesmo que isso não mudasse em nada para mim.

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Às 22:17min da noite.

Eu já estava de banho tomado, alimentada e eu assistia televisão sentada com as minhas costas apoiada na cabeceira esperando o sono vir. A porta foi aberta por Edward e ele trajava uma calça cumprida do pijama com uma blusa regata deixando o seu peitoral definido bem alinhado. Desviei o meu olhar para a televisão novamente e sem ter um pingo de vergonha ele se deitou ao meu lado estando de banho tomado, o seu cabelo molhado o denunciava. Completamente cara de pau ele desligou o abajur do lado dele e se cobriu.

—Temos que ir treinando. Falou ele em sua forma dura.

—Com tanto que fique na paz e você não me encha o saco.

—Estou cansado das suas reclamações o tempo todo no meu ouvido. Disse ele se virando para o meu lado e ficou me olhando, depois o alvo foi a minha barriga e fechou os olhos. As palavras das outras vieram em cheio e mesmo me odiando por ter que testá-lo eu me aproximei dele fazendo com que a cama se movesse. Novamente ele abriu os olhos e me encarou quando eu me aproximei.

—Está treinando? Perguntei frente a frente a ele após me deitar.

—Estou sim. Disse ele se afastando de mim e me olhava desconfiado.

—Digo treinar no sentido da nossa convivência quando casados Edward.

—Eu estou falando e deixando bem claro que é dessa forma mesmo!

—Ótimo! Falei me aproximando de tudo e o beijei deixando a minha mão correr pelo peito dele sobre a blusa e sob a coberta. Foi estranho e impróprio para nossa situação, mas eu queria confirmar por ser parte dos meus planos. Ele se afastou para olhar nos meus olhos, mas não dei chance para ele pensar muito e tornei a beijá-lo como eu fazia com jake, o beijo era suave e intenso na medida certa. Para parecer verdadeiro tive que beijá-lo de língua e de uma forma nunca sentida por ele antes.

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2 minutos depois.

Novamente ele se afastou e segurou o meu ombro com força.

—O que pretende com isso?

—É um beijo apenas Edward e nós podemos tirar proveito disso. Não é isso que você faz comigo também?

—Não confio em você, pode estar armando!

—Lhe provarei que não. Falei voltando para o meu travesseiro, já ele se levantou e foi para o quarto dele.

Acabei pegando no sono momentos depois sentindo o gosto bom da boca dele na minha. Não sei se eu fiz bem, mas ele não teve uma reação negativa quando eu o beijei, ele até colaborou comigo e interrompeu atordoado com a minha ousadia. Ótimo! Sorri.

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Segunda feira, 30 de dezembro.

Hoje eu me sentia um pouco melhor e disposta, tomei o meu café da manhã e levantei a blusa para olhar a minha barriga, ela já estava tão saliente e querendo ou não lindinha.

Passei a manhã sozinha, não sei se Edward foi para a empresa ou o que Esme estava fazendo, só sei que eu para descontrair passei um bom tempo jogando e fazendo as caças palavras da revista.

Pensei no dia de amanhã que seria ano novo e não sei como seria o comportamento de Edward para comigo com os parentes dele aqui. Tentei não pensar nisso, o dia estava sendo demasiadamente tranquilo para mim e fiquei pensando na minha ousadia de ontem. Eu tinha me arrependido em tentar comprovar algo bem impossível, ele só merecia o meu desprezo.

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Às 19 h da noite.

Mary entrou no quarto trazendo a janta e o telefone, dizendo ela era Alice quem queria falar comigo. Ela colocou a bandeja de comida ao meu lado e saiu do quarto, resolvi dar atenção a Alice.

—Oi Alice.

—Oi bella, como demorou para falar comigo hein!

—Já estou na linha, diga. Você está bem?

—Mais do que bem e você?

—Hoje o dia foi tranquilo por aqui.

—Soube do babado, quer dizer que apontou uma arma para o meu primo? Perguntou ela bem séria, mas acabou sorrindo depois.

—Foi um ato de loucura, eu não iria disparar não. Não mato uma barata Alice.

—Titia me contou, não é fofoca não, mas desabafamos juntas.

—Não tem problemas.

—Então não quis deixar de se casar?

—Por incrível que pareça não.

—Por quê?

—Nem eu sei, mas o bebê precisa do pai e eu sozinha não tenho como no momento, esse é um castigo para o Edward. Tem outros fatores como dar apoio a Esme e colocar alguns pingos nos í.

—Pode ser que milagrosamente fiquem bem junto.

—Vocês duas têm essa esperança estando eu e ele nos odiando parcialmente?

—Então porque o beijou?

—Foi ele quem te contou isso?

—Digamos que sim.

—Ele é bem fofoqueiro.

—Eles só têm a mim e apesar do meu primo ser bem duro, ele tem os momentos de tranquilidade dele. Ainda não o conhece.

—Ele é o culpado Alice e cá para nós, eu só queria saber se o que vocês dizem é verdade.

—Fala a respeito de eu e titia achar que ele no fundo sente algo por você?

—É isso mesmo.

—Faria alguma diferença?

—Para mim não, sabe disso. Eu o odeio com todas as minhas forças!

—Irá tentar algo?

—Eu não sei, só curiosidade e acho que os meus hormônios estão alterados. Mais nada Alice.

—Acho que você seria a esposa ideal. É bem corajosa apesar de se magoar com facilidade e estar magoada com ele com razão. Homens gostam de mulheres dura na queda.

—A ta! Seu primo é um covarde e me bate. Chama o próprio filho de filhote por me chamar de raposa. Chama-o de cria e sabe mais o que daqui para a frente.

—Estou torcendo junto com a minha tia e o aconselharei mais ainda. Não posso abandoná-los mesmo tendo mil e uma coisas para fazer.

—Eu imagino Alice, mas o seu primo já tem idade o suficiente para entender bem as coisas e separar o joio do trigo.

—Tem razão bella e tenho esperanças que esse fio de afeto que ele tem se transforme em algo maior.

—Não adianta só ele gostar para dar certo, eu não o amo ou já esqueceu?

—Claro que não e sei que é demais da nossa parte insistir com isso. É inexplicável essa esperança em nós quando na verdade os envolvidos são tratados como inimigos. De qualquer forma irei manter essa esperança absurda bella. Desculpe por ser sincera, mas a sua presença está sendo maravilhosa para a minha tia. Não pense que sou egoísta em querer ver só o lado deles, caso um dia isso inverta verá como será maravilhoso. Todos são vítimas da própria sorte.

—Eu também estou achando que tenho feito bem a Esme. Estou sozinha no mundo e agora tendo a companhia da sua tia está sendo muito importante para mim. Estou apavorada com a ideia de ser mãe. Isso que está acontecendo comigo não é sorte e sim má sorte.

—Estamos aqui para te dar suporte e Edward a assumirá.

—Não confio nele Alice, Edward é mulherengo e não acredita que o filho é dele.

—Exija um exame que comprove a paternidade quando o bebê nascer.

—É isso que eu farei.

—Não irei comentar com ele o que conversamos, pode confiar em mim.

—Ok.

—Boa noite bella e até amanhã.

—Obrigado e para você também. Até amanhã Alice.

Comecei a comer e depois de saciada eu fui escovar os meus dentes. Aliviei-me e depois lavei as minhas mãos, ao voltar para o quarto desliguei a televisão, eu já estava com muito sono.

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Madrugada de terça feira, 31 de Dezembro.

02:26min da manhã.

Acordei apertada para fazer xixi e ao me mover na cama vi que Edward dormia ali ao chocar o meu corpo no dele. Era sempre assim por ele de propósito dormir bem perto de mim. Liguei o abajur e me levantei sem fazer muito barulho, me aliviei no banheiro de uma forma gostosa e levantei para lavar as minhas mãos após me assear bem.

Voltei pro quarto e me deitei, apaguei imediatamente a luz e me ajeitei melhor sob a coberta que estava ali. Resolvi me virar de frente para ele e sua respiração batia perto do meu rosto. A minha devia estar da mesma forma e milhares de coisas se passavam ali na minha cabeça nesse momento. Cansada respirei um pouco mais forte como se tentasse me aliviar dos problemas e a cama se moveu no escuro por causa dele.

O sono agora estava custando a vir.

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3:30min da manhã.

Por eu estar sem sono eu acabei acendendo o abajur ao meu lado e peguei uma revista para ler, com isso Edward se mexeu e permaneceu dormindo. Com o passar dos minutos eu terminei de ler a revista e fiquei lembrando dos meus pais. A forma estúpida como foi à morte deles me trouxeram as lágrimas e acho que a exaustão que ficou em meu corpo foi tanta que acabei dormindo deixando o abajur ligado.

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10:20min da manhã.

Acordei com Mary me chamando e eu ao olha para o lado a cama já estava vazia.

—Bom dia.

—Bom dia Mary.

—Já está à bem dizer na hora do seu remédio, tome-o. O café está no capricho.

—Estou vendo essa bandeja cheia de coisinhas deliciosas.

—Aproveite então.

—Todos já acordaram?

—A patroa ainda dorme e o filho dela está na sala vendo televisão. Ele desceu ainda pouco.

—O Deixe pra lá. Mais tarde a casa vai ficar cheia né?

—Irá sim. Está preparada para conhecer a metade da nova família?

—Estou apavorada, mas não passo de uma intrusa aqui. Você gosta de me sacanear né Mary? Perguntei sorrindo.

—É a mais pura realidade.

—Estou receosa, acho que é normal.

—Os priminhos do patrãozinho irão vir. Falou ela sorrindo, Mary era jovem ainda.

—São bonitos?

—São lindos e simpáticos, irá ver.

—Eu vou me sentir deslocada e acho que só descerei perto da hora da janta.

—Não poderá se esconder e sei que a senhorita Alice trouxe muitas roupas elegantes para você. Desça bem bonita e de cabeça erguida já que não tem dívida nenhuma com essa família. Escondendo-se só mostrará a quão culpada deve se sentir e sabe que não é assim.

—Não sou mesmo, terei que ser forte e encarar.

—É assim que se fala. Desça e arrase! Acho que a Julieta vem por ser próxima de Alice e íntima do seu futuro noivo ou já noivo não sei.

—Essa mulher irá vir?

—Sim, Alice me passou a lista para o preparo adequado das coisas, eles gostam de fartura e que nunca falte.

—Sei disso. Acha que Carlisle virá?

—Acredito que sim. Daqui a pouco a Alice deve estar chegando para arrumar tudo. Ela falou que deveria chegar por volta das 11 da manhã em diante.

—Ela é bem bacana.

—Sim, bastante. Vou dar uma olhada na patroa agora.

—Tudo bem Mary.

Ela saiu do quarto e eu continuei comento pensativa, se Edward iria se casar comigo ele não deveria dar confiança para outra mulher. Por mais que fosse algo fora do padrão ele deveria conservar uma imagem mesmo que fosse falsa, pelo menos manter o respeito perante a família dele. Eu ficaria mal com o comportamento dele ainda mais com essa tal de Julieta aqui, o olhar dela durante aquele café da manhã não negava que ela havia gostado e muito de passar a noite de véspera de Natal com Edward. Por um lado, eu sentia que ele iria aprontar alguma comigo, do contrário não seria ele.

Escutei tuquinha latindo de forma insistente e depois ficou quieta. Continuei tomando o meu café da manhã e quando terminei fui escovar os meus dentes para depois ir trocar de roupa no closet. Ao sair do mesmo Edward acabava de entrar no quarto e se jogou em cima da cama deixando a garrafa de whisky no criado mudo, já o copo estava em sua mão para baixo da metade.

Olhei para os itens e depois para ele.

—Que foi, já vai começar de manhã cedo? Observou ele e bebeu o restante da bebida do copo.

—Faça o que você quiser! Você está vendo eu me intrometendo em alguma coisa?

—Sabe que não tem o direito mesmo!

—Edward, Edward, por favor! Desejo ficar em paz pelo menos hoje!

—O que tem em especial hoje? Não irá descer, você vai ficar aqui dentro do quarto!

—Pois saiba que não! Isso é para você ficar mais à vontade com a sua conquistazinha lá em baixo?

—Do que está falando?

—Saiba que eu irei descer sim e não há motivos para eu me esconder, não devo nada a você e a ninguém! Infelizmente eu terei que me casar com você por causa dessa criança!

—Se estivesse boa poderia ajudar, se torna imprestável a cada dia que passa!

—Pra você eu sou tudo Edward e não me surpreendo mais com os seus elogios carinhosos!

—Que bom que aceita a realidade!

O ignorei e preferi me sentar de forma confortável na poltrona de canto. Cruzei o meu braço sobre a mesa e apoiei a minha cabeça, eu estava exausta demais de tudo isso.

Edward trocou de canais algumas vezes e decidi ir até o banheiro pegar as coisas pra dar um jeito na minha unha da mão, o pé estava bom ainda.

Na mesa tirei o esmalte com removedor e coloquei creme próprio para amolecer a cutícula. Dentro de uma cubeta eu deixei minhas unhas de molho e logo prossegui com embelezamento de minhas unhas, não demorou nada Alice chegou. Era possível escutar ela falando alto do lado de fora da porta e a cachorrinha latia para ela. Logo bateram na porta e eu sabia ser ela, na hora que eu ia falar pode entrar....

—Entra Alice. Falou Edward de forma intrometida.

—Demorei, mas cheguei! Disse ela sorrindo e olhou para mim depois olhou para o primo que se levantou para falar com ela.

—Oi Alice, bom te ver!

—Bom te ver Edward. Disse ela o abraçando e depois ela olhou para mim. –Olá bella.

—Oi Alice. Tudo bem?

—Tudo ótimo e o meu afilhadinho?

—Sofrendo junto com a mãe.

—Ah!!!! Que coisa! Disse ela se desprendendo dos braços do primo e veio me cumprimentar com beijos no rosto. –Não diga isso, o pobrezinho está aí guardadinho.

—Pobrezinho mesmo, eu tenho muita pena dele.

—Bem! Em fim eu cheguei, vou começar os preparativos lá em baixo. Meus pais só vêm mais tarde Edward.

—Imaginei, a maioria vai vir de noite mesmo. Tem de tudo na dispensa a disposição.

—Aproveite Alice e leve-o para te ajudar, poupar-me-ia de ter que ficar aturando alcoólatras já pela manhã.

—Vamos descer Alice e ignore a criada, sabe como é!

—Em pouco tempo ela será a sua esposa e vocês serão responsáveis de um bebê juntos! Disse Alice chateada. –Será que brigam dessa forma até na hora que fazem amor?

—Da onde você tirou uma barbaridade dessas Alice? Fazer amor eu só fiz com um homem até hoje, não confunda estupro, violação e abuso sexual com fazer amor, é uma agressão a algo tão maravilhoso. Esse homem não merece o meu amor e nunca irá tê-lo!

—Alice nos dê licença só um minutinho? Pediu Edward a ela olhando para mim.

—Mas.....

—Por favor!

—Tudo bem. Disse ela saindo do quarto.

—Você não tem vergonha de falar demais na frente dela não? Perguntou ele segurando no meu braço e eu o puxei de volta.

—Não tenho mais vergonha de nada! Você as tirou de mim no momento que me sequestrou Edward. Levou embora tudo de bom que eu tinha!

—Levando ou não eu a proíbo de me ofender na frente delas e de quem for! Está me entendendo? Perguntou ele segurando no meu queixo e fazendo eu olhar para ele a força.

—Tire as suas mãos sujas de mim!

—Aprenda a se portar melhor! É preferível que fique muda na frente dos meus familiares!

—Saiba que eu não irei! Você não presta!

—Eu já sabia disso e pense antes de me denegrir.

—Faça o mesmo em relação a mim ou irá se arrepender também!

—Acho bom você calar a porra da boca!

—Não me calo não! Agora fora do quarto! Fora desse quarto agora!

—Não vou não! Aprenda de uma vez que eu posso fazer o que eu quiser sua raposa enxerida!

Comecei a chorar e ele foi se deitar na cama p#* da vida. Inquieto ele mudou de canal e eu continuei pintando a minhas unhas deixando as minhas lágrimas rolarem. Não suportando ele levantou da cama e por pouco não derrubou a porta ao batê-la com muita força. Com certeza isso chamou a atenção de todos.

Eu fiquei meditando enquanto finalizava a pintura em minhas unhas, eu meditava pra não deixar morrer a vontade de descer mais tarde, mas pra falar a verdade eu já tinha perdido a coragem. Deitei-me na cama chorosa e Alice entrou no quarto vindo até mim.

—Não está tudo bem. Falou ela acariciando o meu braço.

—Não......... Falei pesarosa. –Eu estou bem de verdade.

—Gostei das unhas vermelhas. Disse ela.

—É. Eu também.

—Julieta vai vir mais tarde, Edward a convidou e ele sabe da situação dele.

—Pouco me importo Alice, deixe-o fazer o que quiser que eu farei o mesmo.

—O que quer dizer com isso?

—Não quero falar a respeito dele entende? Edward é estúpido demais e já estou com os meus nervos a flor da pele, não sei como eu não perdi essa criança ainda. Acho que é um milagre com tudo que eu já fiz e estou sofrendo.

—Edward é o culpado.

—Deixe pra lá, já deletei os problemas da minha mente.

—Vou trazer um suquinho calmante para você.

—Eu agradeço e estou precisando mesmo.

—Não entendo mais o meu primo. Eu tinha uma faísca de esperança que ele sentia algo por você, mas só vejo raiva e raiva. Talvez ele a use para se proteger. Disse ela pensativa.

—Se protegendo ou não eu o odeio!

—Vou descer para preparar o seu suco.

—Obrigado. Pouco posso me mexer para não borrar a minha unha.

—Relaxe.

—Ok. Falei sorrindo levemente.

Alice saiu do quarto e eu desliguei a televisão, preferi ficar na minha.

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16min depois.

Alice trouxe o meu suco e saiu do quarto, dizendo ela, ela estava ajudando Mary. Hoje deveria acontecer uma grande festa na praia de Solares. Pude apreciar o a festa de fim de ano do meu prédio e havia muitos fogos de artifícios, shows de bandas famosas e muitas famílias na areia da praia. Sentiria saudades da empolgação e do brinde com champanhe permitido pelos os meus pais em épocas comemorativas na minha menor idade.

Edward sem querer havia deixado a garrafa de whisky no criado mudo e o copo vazio sobre o mesmo ao lado da garrafa. Eu estava tão desgostosa da vida que levantei da cama e fui até o criado mudo, acho que morrer não seria uma boa opção estando com um bebê na barriga, mas acho que nos pouparia de decepções futura. Eu sabia que aquilo era forte demais e os peguei sem pensar duas vezes. Fui para o banheiro levando eles comigo e tirei a tampa da garrafa tremendo um pouco, levei o gargalo até o copo e o enchi pensando nesse bebê em minha barriga, era algo assustador e eu não parava de pensar nele ao encher o copo. Era como se dá barrida ele me condenava através do meu pensamento, o mais certo seria dizer que eu estava com dor na consciência. Tremendo em dobro eu terminei de encher o copo e coloquei a garrafa sobre a pia. Fiquei me olhando no espelho segurando o copo, eu tomava coragem para tomá-lo.

Fiquei pensando nas coisas ruins que estavam acontecendo comigo e o peso absurdo que estava nas minhas costas por estar no meio de uma família problemática. Eles precisavam de cuidados assim como eu, mas dolorida demais com toda essa situação eu levantei o copo e senti o cheiro forte que aquilo tinha, chegou a causar um rebuliço em meu estômago e coloquei o copo de volta na pia de forma covarde, fechei os meus olhos e escutei a cachorrinha latir no corredor, cheguei a sorrir do seu latido e voltei a prestar a atenção no que eu pretendia fazer, eu me sentia um monstro, mas eu pouparia aborrecimentos futuros.

Decidida eu peguei o copo e o levei a boca, travei os meus lábios por não conseguir beber por pensar demais no bebê e Edward apareceu na porta do banheiro tendo a companhia da cadelinha, por isso ela estava latindo. Meus olhos faltaram pular e tirei o copo da boca na mesma hora, mas permaneci segurando-o e o escondi nas costas estando passada demais. Foi uma reação do meu corpo, sendo que ele tinha me pego no flagra. Vindo até a mim sem esboçar reação alguma, mas era possível ver a raiva estampada em seus olhos ele parou na minha frente e trouxe o meu braço que escondia o copo para a frente, simplesmente ele apertou tanto o meu pulso que eu deixei o copo cair pela tamanha dor. Ele virou mil no chão.

—Ai Edward, pare porque você está me machucando! Ai! Ai! Tentei me defender e tirar a minha mão, mas ele continuou me machucando e me arrastou para o quarto. Ele puxava os meus cabelos e me levou até a cama me soltando sobre ela.

—Isso é para você aprender! Disse ele me estapeando na face uma vez só. –Ele é um inocente!

—Eu também sou e quero livrá-lo dos seus maus tratos futuro, não o ama!

—E você o ama?

—Eu não o culpo!

—E é matando o ser inocente que melhorará as coisas e vai amenizar a situação? Perguntou ele apertando o meu pescoço comigo deitada na cama.

—Pare com isso! Eu reclamava e não podia me movimentar muito. –Pare Edward! Eu pedia desesperada.

—Se tentar algo novamente, será eu mesmo a te matar! Disse ele me batendo novamente, ele estava transtornado com a minha atitude no banheiro.

—O que está acontecendo aqui? Perguntou Alice desesperada e ao ver a situação veio até nós tirar Edward de mim. –Largue ela Edward! Pare com isso! Falou ela tentando afastá-lo e livrar-me do aperto que ele estava dando em meu pescoço.

—Essa vadia safada é um monstro!

—Do que você está falando Edward? Perguntou Alice muito assustada e Esme apareceu de camisola na porta.

—O que está havendo Alice? Perguntou ela preocupada.

—A sua amiga raposa tentou abortar o filho ingerindo whisky! Falou Edward se controlando mais e eu me ajeitando na cama deixando as lágrimas rolarem, o olhar de Alice era acusador sobre mim e o rosto de Esme era de puro espanto.

—Você tentou fazer isso filha? Perguntou Esme emocionada.

—Isso é perversidade bella, como pode fazer isso? Falou Alice.

—EU NÃO FIZ! E SE FIZ FOI PRA NOS LIVRAR DELE! Falei apontando o dedo para o Edward. –EU JÁ ESTOU CANSADA DISSO TUDO! DE TODOS ESSES PROBLEMAS QUE EU NÃO CAUSEI! Falei chorando desconsolada.

—É imperdoável o que tentou ou conseguiu fazer! Falou Esme secando as lágrimas e Alice me olhava perdida em pensamentos.

—Eu não bebi e acho que eu nem conseguiria Esme, eu juro.

—Não jure sua mentirosa! Falou Edward apontando o dedo para mim.

—É a mais pura verdade Alice, eu não conseguiria beber.

—Acho melhor você descansar.

—Preciso limpar o banheiro, o copo está quebrado lá. Falou Edward saindo de porta a fora.

—Estou tão triste com isso filha, como foi capaz?

—Eu estou mais Esme e me perdoe por isso, acho que estou perdendo a cabeça.

—Sei que somos problemas demais para você já tendo os seus.

—Não quero que se sinta mal por minha causa, sabe que gosto de vocês duas.

—Gosta tanto que queria matar o meu neto?

—Foi um ato cruel, mas entenda-me. Avalie a minha situação.

—Não vamos falar mais sobre isso e.....

—Juro que não tentarei algo tão cruel outra vez, ele é tão puro que me sinto arrependida por ter cogitado essa hipótese.

—Tudo bem bella e iremos deixá-la sozinha para descansar. Logo Edward estará vindo para limpar a bagunça.

—Ok Alice. Falei me ajeitando na cama e chorei após elas saírem do quarto

Eu sentia-me mal com toda essa situação que provoquei, meu pescoço doía e o meu pulso também. Minutos depois Edward entrou no quarto e não me encarou, ele havia trago o material de limpeza que era a pá e a vassoura para varrer os cacos. Sem aguentar eu chorei como criança pelo arrependimento e coloquei o travesseiro em meu rosto para abafar o meu choro, se havia um culpado na história era Edward Cullen. O meu sofrimento era o que lhe dava prazer, essas palavras dele enchia a minha mente e pedi perdão ao meu filho ao passar a mão em minha barriga. Meus seios doloridos denunciavam que o meu corpo se preparava para ser mãe e isso mexeu com as minhas emoções mais uma vez.

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10min depois.

Edward saiu do banheiro com as coisas de limpeza na mão e saiu do quarto levando-as, inclusive a garrafa de whisky que havia ficado no banheiro. Ele não olhou para mim em momento algum e fechou a porta do quarto.

Olhei para as minhas unhas borradas e me levantei para tirar aquele esmalte, resolvi passar somente uma base clarinha e voltei a me deitar. Elas secariam rápido.

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Às 13h da tarde.

Mary trouxe o meu almoço e colocou a bandeja sobre mim de forma tranquila, a comida era incrementada como quase sempre e havia suco ali para mim.

—Eu soube da sua loucura. O que estava pensando?

—Eu estava desesperada, só isso.

—Coma que logo eu volto para buscar a bandeja. Disse ela me olhando.

—Não pense mal de mim Mary, só estou desesperada e com medo dessa criança sofrer junto comigo.

—Não tente adivinhar o futuro, pode ser que tudo melhore.

—Não sei o que pensar.

—Só não se precipite e cometa uma louca consigo mesmo. A dor do arrependimento é tamanha quando não há mais solução.

—Eu sei disso.

—Volto depois. Disse ela saindo do quarto.

Comecei a comer pensativa e pensei em todas elas que depositaram fé em mim. Agora deviam estar pensando o pior de mim, mas eu não as condenava e fiquei realmente mal por causa disso. Eu não iria mais pensar sobre isso ou perderia o meu apetite pra valer.

A comida estava muito boa, mas na metade dela eu já havia perdido o meu apetite mesmo sem querer e bebi o suco posto ali para mim. Coloquei a bandeja de lado e fui escovar os meus dentes.

Reparei que o banheiro estava limpinho outra vez e fui fazer a minha higiene. Sai do banheiro após lavar as minhas mãos e fui me deitar, dormir seria a melhor solução no momento. Eu não sabia se eu desceria hoje mais tarde, estava sem clima após eu aprontar essa e Esme estava visivelmente triste comigo. Eu estava no meio de uma encruzilhada sem saber qual rumo seguir, aos poucos eu fui sentindo a sonolência e a moleza provocada por ela em meu corpo, acabei dormindo.

.

.

19:16min da noite.

Acordei do nada e permaneci deitada, eu não queria ficar trancada aqui nesse quarto enquanto rolava uma festa lá em baixo. Isso daqui a pouco claro, olhando no relógio do criado mudo ainda era 19:17min da noite.

Fiquei deitada e senti sede, me levantei devagar e me servi da água que agora deixavam ali pra mim. Acabei bebendo três copos de água e me senti saciada. Fui até o banheiro fazer xixi e quando eu saí Edward entrava no quarto já estando apresentável para a festa. Ele vestia uma blusa social preta e calça cumprida da mesma cor. Ano novo era bom passarmos de clarinho e aquela cor de roupa dele seria um contraste total na festa. Francamente! Eu o reparava não demonstrando aprovação.

Preferi ficar calada e pensativa dele entrar sempre nas horas que eu ia ao banheiro, até no dia que eu resolvi fazer a ligação também. Achei bem estranho.

Resolvi ignorá-lo e fui me deitar novamente, já ele ficou olhando para o lado de fora através do vidro sem trocar uma palavra comigo.

.

.

4min depois.

Já estava escuro e do lado de fora estava iluminado pela luz do quintal. Aquela quietude dele já estava me incomodando, mas eu sentia-me mal ainda e o silêncio era a melhor opção no momento.

Resolvi me virar para o outro lado e fechei os meus olhos novamente, eu não estava com sono, mas era um meio viável de despistá-lo.

—É preferível que fique aqui no quarto! Falou ele do nada e continuei com os meus olhos fechados. Senti a aproximação dele e permaneci da mesma forma. –Eu sei que está muito bem acordada e que o seu ato mais cedo foi horrível!

—Repense os seus para comigo então!

—Isso já é outro departamento!

—Por que eu devo ficar no quarto?

—Por que não há necessidade de você descer, só isso!

—Está com medo de eu atrapalhar o seu entrosamento com a Julieta? Ah! Saiba que você pode fazer o que você quiser!

—Não tenho medo, só acho desnecessária a sua presença. Com você lá ou não, não faria diferença entre mim e Julieta, nós ainda não estamos casados e acho que não fará a mínima diferença depois do acontecido. Seguirei com a minha vida normalmente!

—Olha a minha cara de preocupada Edward......... Pouco me lixo para as suas decisões e saiba que se eu quiser descer, eu irei sim!

—Quer que eu a amarre outra vez?

—Não seria capaz!

—Sou sim! Sou sim e agora me poupe da sua presença porque ela só me faz mal a cada dia que passa!

—Vá e desça, sua namorada temporária deve estar te esperando. Só não esqueça a camisinha depois!

—Eu estava com ela antes de subir e não precisa me dizer o que fazer. A presença dela é contagiante.

—Fico feliz por você, então torne a descer.

—Eu irei mesmo. Disse ele se levantando e sorriu irônico.

—Que bom para você.

Edward saiu do quarto e eu fui tomar o meu banho, claro que eu iria até a festa mesmo que os olhares estivessem me condenando. Lavei a minha cabeça bem e me ensaboei, enxaguei-me por completo e saí pra me secar. Passei a toalha pelo o meu corpo e a esfreguei bem em minha cabeça deixando o meu cabelo bem enxuto. Fiz a maquiagem primeiro e ficou mais que bom.

Meus olhos ficaram bem com a maquiagem e passei creme em todo o meu corpo. Penteei os meus cabelos deixando-os bem molhados e com creme para umedecê-los bem, não secariam rápido dessa forma e fui para o closet me arrumar. Saí de lá arrumada já. Eu vestia uma blusa branca tomara que caia. O formato na frente era parecendo com um coração e a saia toda em renda rosa até o meio da coxa era linda. A mesma era presa na lateral do meu corpo e formava um cintinho dessa forma. Algo delicado e parecendo roupa de boneca. Eu estava linda e sorri.

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Fui para o banheiro me olhar e retoquei mais um pouco o batom. Tomando coragem eu saí do quarto e escutei a música bem ao fundo tocando lá em baixo.

Caminhei devagar pelo corredor e desci a escada da mesma forma, sendo que sorrindo por algumas pessoas pararem para me olhar, afinal ninguém da família me conhecia ainda. Algumas pessoas ficaram surpresas olhando para mim e inclusive Carlisle que já estava ali com roupas claras. Ele se aproximou de mim sorrindo de forma amigável com um copo de whisky na mão.

—Boa noite querida, está encantadora.

—Obrigado pela gentileza Carlisle. Cadê a Esme?

—Ainda está se arrumando, mas você deveria se sentar sabe disso.

—Juro que estou bem, melhor estraga.

—Não acredito em você. Está com marcas de agressão no pulso e no pescoço.

—Isso é o de menos, eu sem querer me machuquei.

—Conta outra! Depois eu me acerto com o meu filho.

—Não arranje tumulto, apenas curta um pouco a festa. Falei me afastando dele e peguei um copo de guaraná para beber.

A mãe de Alice mais o pai dela vieram me cumprimentar por educação, afinal eles ainda estavam grilados comigo e fui apresentada para algumas pessoas através de Bernadete. Até que foram gentis e me afastei, eu não queria fazer demora ao lado deles para perguntarem sobre mim, eu não saberia o que responder nesse momento tão turbulento da minha vida.

Mais ao canto no fundo do corredor Edward conversava bem perto da tal Julieta e ele ao me ver quase deixou a bebida cair porque ficou me olhando, já eu virei a cara para ele o ignorando e eu sabia que ele odiava quando eu fazia isso. Vendo o copo com o líquido que fazia lembrar whisky em minha mão, ele falou algo pra Julieta que me olhava bem séria e veio até a mim quase marchando por estar insatisfeito comigo. Soltei um muxoxo e parei cruzando os meus braços segurando a bebida com cuidado, não adiantaria fugir mesmo e sei que ele me seguiria onde quer que eu fosse ao tentar fugir dele ali. Eu não queria chamar a atenção para não ficar envergonhada na frente dos outros, Edward costumava se transformar quando se tratava de minha pessoa e era perceptível para as outras pessoas. Parando bem a minha frente olhando bem nos meus olhos, eu fazia o mesmo o desafiando.

—Eu falei que não era para você descer! Disse ele tomando o copo da minha mão e o cheirou olhando para mim com os seus olhos incrivelmente verdes. Desviei o olhar para ver se alguém estava olhando, mas a única que olhava era Julieta e depois quem passou a nos olhar foram os tios de Edward. Já os outros estavam distraídos.

—É refrigerante Edward e devolva-me agora! Falei de forma estúpida e com receio de passar vergonha ele me devolveu a contra gosto. Usando o cinismo eu perguntei sorrindo de forma debochada, estávamos em público mesmo. –Estou bonita? Perguntei olhando dos meus pés e fui levantando o meu olhar pelo o meu corpo até que terminei olhando nos olhos dele sorrindo com deboche. Eu sabia que estava arrasando mesmo e levei a minha mão desocupada até o pescoço dele o acariciando ali de forma cínica e sorri olhando para ele, quem não gostou foi à companheira dele e tirei a minha mão após sentir a quentura da pele dele. Nisso ele se afastou de mim de jeito a desaprovar o meu ato, com isso eu sorri, mas na verdade eu tinha medo dos atos dele.

—Para mim está a mesma coisa, a mesma raposa de sempre e sem graça! Com essa eu fui obrigada a rir, meu humor era negro e perverso.

—Não é novidade não é mesmo Edward Cullen? Mesmo sendo uma raposa você gosta de se enfiar em mim. Olha como fazemos um belo casal de quatro patas e rabo comprido?

—Acho melhor você calar a boca sua bruxa e.........

—Com licença! Falei olhando nos olhos dele e passei por ele o desafiando com o olhar, depois foi à vez de eu passar por Julieta olhando para ela e fui para a cozinha. A casa para todo lado tinha gente e vi Alice ali na cozinha vestida com um macacão de pano fino branco. Seu sapato era branco com detalhes rosa e ela estava uma graça assim. Parecia uma boneca dessa forma.

—Hei você! Falou ela sorrindo e mexendo no tabuleiro com cuidado, já Mary trabalhava concentrada e apenas olhou para mim sorrindo.

—Estou bem? Perguntei dando uma voltinha.

—Ficou perfeito! Disse ela simplesmente.

—Alice me perdoe por hoje mais cedo e mesmo que o Edward não entrasse no banheiro eu não teria coragem. Sabe que eu fugi e se eu quisesse de verdade isso já teria acontecido há muito tempo.

—Isso já passou bella, acho melhor você esquecer.

—Estou mal vista por vocês, eu sinto isso. Lembra que o meu histórico já não é muito limpo e isso contribui e muito na hora de julgar-me. Mas não ligo, eu tenho motivos de sobra.

—Quem está falando de julgamento é você.

—Não sei não Alice, só não pense mal de mim.

—Desencana. Quero te apresentar as minhas primas e primos, são pessoas legais.

—Não quero que saibam ao meu respeito. Sabe disso.

—Não irei falar nada, agora vamos. Falou ela me puxando.

Alice foi a minha frente e passamos pelo corredor onde Edward e tal moça conversava, ela estava descontraída, já ele um pouco tenso com a minha presença. Chegamos perto de um grupinho de jovens e fui apresentada a eles através de Alice, nisso acabou se formando uma pequena amizade ali entre nós. A maioria era formada e havia alguns rapazes que ainda estudavam, era perceptível que eles tinham muito dinheiro pela roupa de marca, pelo cheiro do perfume e jeito fino de agir. Gostei de conversar com todos eles e fiquei conversando com um casal de primos mais ao canto da sala. Eu tentei driblar as perguntas ao meu respeito e quando não era possível eu mentia. Dependendo do que era eu falava a verdade e meias verdades, eu me sentia mal, mas pior seria contar a verdade. Pedindo licença a nós a moça foi pegar o que comer prometendo voltar logo, então ficou o rapaz e eu conversando somente. Eu soube que ele morava em um bairro próximo dali e sendo bem gentil ele pegou uma bebida para mim. Sorrindo eu a aceitei de bom grado, nisso ele encostou a mão dele na minha e reparei que ele era bem lindo, seu nome era Max. Sua pele era clara, olhos castanhos, cabelo liso da mesma cor dos olhos, ele era charmoso demais.

Ele me apresentou aos pais dele e de forma gentil o casal me cumprimentou. A minha barriga estava grandinha, mas a roupa soube esconder um pouco com o aperto do fecho dela e quem não sabia se não prestasse bem a atenção não iria perceber. Só se a tocasse para perceber a dureza que já estava. Nisso começou a tocar outra música.

Vez ou outra ele me elogiava e reparei que isso não era um bom sinal na minha situação, eu sabia reconhecer uma cantada, mas depois de tanto escutar Edward me difamando eu achei até muito bom. Eu adorei me sentir linda novamente com os elogios dele e fiquei conversando ali com os três depois que Rosalie voltou novamente para perto de nós.

Eles começaram a se mover ao som da música, já eu não poderia muito e movi de leve o meu quadril sorrindo para eles. Joguei de leve os meus cabelos ainda molhados e levantei pouca coisa o copo de bebida me remexendo devagar e nisso soou muito sensual. Continuei dançando e sorrindo a todo o momento, eu sabia que a minha situação não era para a alegria, então, me deixei levar naquele momento ali com eles. Max se ofereceu para dançar comigo e um outro primo deles dançou com Rosalie, estávamos alegres na medida do possível. Reparei Carlisle bebendo com alguns homens e conversava bastante, ele olhou para mim e depois para o filho, mas não esboçou reação algumas e eu continuei dançando com o Max. Ele segurou na minha cintura conforme o balanço da música e sorrimos um para o outro ao nos movermos. Eu sei que eu estava errada, mas a minha vida estava toda errada, então eu não queria acertar em momento algum ali naquele momento. Não queria acertar ao ficar me lembrando constantemente de tudo que eu estava passando.

.

.

Um tempo depois eu notei estar sendo filmada e resolvi olhar de relance para o lado. Edward estava ali com a companhia dele me olhando com uma cara extremamente feia e eu sorri da minha melhor forma disfarçando, claro, para os demais ali a minha volta. Não sei se essa foi uma atitude boa, mas resolvi dar bola para o rapaz na maciota sem ser descarada, Edward precisava ver o quanto eu poderia ser querida perante os olhos dos outros homens e continuei conversando com eles numa boa ao nos mover devagar ao som da música. Ele queria saber a meu respeito se eu era solteira e fiquei bem intrigada ao responder. Falei que a minha situação estava complicada e ele queria que eu falasse para ele poder entender, nisso ele segurou no copo que eu estava bebendo de forma carinhosa e acariciou os meus dedos, seu sorriso era lindo. Eu dei uma desculpa que em uma outra hora eu contaria e ele muito gentil aceitou. Falou o quanto à cor dos meus olhos eram lindos e elogiou a minha roupa, ele chegou até colocar a mão dele com respeito no meu ombro e eu sorri para ele parando de dançar. O rapaz era respeitador e em nenhum momento me faltou com respeito. Começamos a dançar e ganhei uma olhada da tia de Edward de quem não estava entendendo nada.

—Vou beber um pouco de água, estou morrendo de sede. Falei para ele de forma simples.

—Te acompanho.

—Por mim tudo bem.

Caminhamos pela sala numa boa e passei por Edward sem olhar para ele. Chegamos na cozinha e ficamos conversando com a Mary, o olhar dela era questionador para mim e nem liguei, caso eles me chutassem dali estariam me fazendo um grande favor, mas ao pensar em Esme eu pensava que não era uma boa ideia.

Comemos umas besteirinhas na cozinha e bebemos um drink a base de frutas sem conter álcool algum, estava tudo maravilhoso e deu-me vontade de ir ao banheiro. Pedi licença a eles e fui no banheiro social, mas ao fechar a porta Edward a abriu com facilidade empurrando-a e fechou novamente após entrar quase derrubando tudo por estar com raiva.

—Qual o seu problema agora? Perguntei me afastando dele e fui me sentar perto da banheira, já ele se posicionou bem a minha frente com se me intimasse e segurou em meu queixo com força.

—Está comprometida! Que ridículo ficar andando pra lá e pra cá ou dançando com o meu primo! Deixa só ele saber o tipinho que você é.

—Por que não vai agora mesmo contar para ele? Da forma que ele está encantado nem ligaria, sabe que eu até ficaria com ele numa boa. Falei pensativa. –Ele sim é um cavalheiro de verdade e lindo demais.

—Aé? Então vai lá e peça ele para assumir o filho de outro.

—Se meta na sua vida Edward e se quiser anunciar no microfone a minha vida se sinta à vontade! Faça isso e eles conhecerão o tipo de homem bruto que você se tornou, então, estamos empatados!

—Sou bem diferente de você sua sonsa!

—Que seja e faça o que você quiser! Agora saia do banheiro! Sua presença é dispensável para mim seu estúpido e caia fora!

—Você vai se arrepender! Aguarde-me!

—FORA!

Ele fechou a porta e eu fui trancá-la. Aliviei-me, me asseei e fui lavar as minhas mãos. Sai do banheiro dando de cara com Max e ele sorriu.

—Você estava demorando, eu vim ver se estava tudo bem.

—Estou ótima! Vai usá-lo também?

—Não, eu não irei. O que faremos agora? Perguntou ele de forma simples.

—Não entendi. Falei sorrindo.

—O que eu quero saber é se você vai continuar na cozinha ou na sala?

—Por mim tanto faz. O que você prefere?

—Para ser sincero e sem ser abusado eu prefiro beijá-la já que é livre e desimpedida. Uma moça tão linda não estaria sozinha em pleno ano novo, é covardia demais. Disse ele galanteador e eu sorri para ele.

—Então prefere me beijar? Perguntei encostando-me na parede e mais ao fundo do corredor Edward conversava com Julieta novamente, mas não disfarçava a sua raiva para comigo. Ninguém estava ali mesmo, digo o pai de Edward e Alice, então, para prová-lo que eu também podia eu me aproximei do rapaz e não pensei muito ao deixar que ele desse um selinho em meus lábios. –Acho que já está bom não acha? Perguntei me afastando.

—Não mesmo. Disse ele sorrindo e veio me beijar, mas Edward nos interrompeu puxando o meu braço com força.

—Max, eu preciso conversar com ela. Disse ele não disfarçando o seu olhar assassino.

—Max, não dê bola e vamos conversar em outro lugar. Falei puxando o rapaz e Edward me puxou novamente.

—O que está havendo aqui? Perguntou o rapaz sem entender.

—O que está havendo é que ela é comprometida comigo.

—Isso é verdade?

—Comprometida, comprometida não. Só por causa do bebê, mas nós não temos nada um com o outro. Somos livres, por isso eu te disse que a minha situação é complicada.

—Está grávida? Perguntou Max surpreso olhando para a minha barriga e tornou a olhar pra mim.

—Sim, mas não ligue porque ele também tem a paquera dele, olhe ela lá. Falei olhando na direção de Julieta e Edward me largou de qualquer jeito.

—Você não presta! Disse ele se afastando e o rapaz ficou olhando para a minha cara.

—Não temos nada um com o outro, Edward só me maltrata.

—Mas o meu primo é tão bacana e legal, é bem estranho esse comportamento dele com uma dama do seu tipo.

—Mas comigo ele não é, tem raiva por eu ter ficado grávida sem querer.

—Agora reparando bem eu percebo o volume em sua barriga, está bonita. Disse ele a tocando com cara de bobo no bom sentido e olhou para mim após tirar a mão.

—Me considero uma mulher solteira e obrigada pelo elogio.

—Você é tão bonita, digo até mais que a própria que ele está. Não que ela seja feia, mas você tem o ar da graça e a doçura no jeito de ser.

—Você acha?

—Acho sim e pouco me importo se estar grávida, isso não é problema para mim.

—Enfrentaria o seu primo por causa de mim?

—Não quero me intrometer na briga e tal. Ele é o meu primo e fica um lance bem chato, mas não tenho culpa se me encantei por você.

—Tem razão. Falei sorrindo.

—Mas está claro que ele não a quer estando com outra, então se considere solteira mesmo.

—Foi o que eu te falei. Sem ter um pingo de vergonha eu o beijei na frente de Edward de forma apaixonante e bem excitante para quem visse. Ele beijava muito bem e vi quando Edward engoliu a raiva de forma rascante por sempre me diminuir e ali eu estava brilhando com um dos homens mais bonitos da festa. Max estava sendo carinhoso e me afastei sentindo a chuva de carinhos dele. –Não imagina o quanto eu senti saudades disso na minha vida ultimamente Max.

—Sou cavalheiro e gentil, gosto de tratar a mulher mais que bem.

—Acha que eu mereço? Perguntei no momento que Alice passou e olhou para nós no momento que eu ganhei um selinho demorado do rapaz. Sem saber como agir ela saiu do corredor e eu nem liguei, só me senti um pouco estranha, mas ignorei essa sensação.

—Você acha?

—Apesar dos meus problemas sim.

—Conte-me eles.

—Hoje não é o momento por ser demais até para mim.

—Será como você quiser.

—Vamos voltar para a sala, não quero chamar atenção.

—Tudo bem.

Voltamos para a sala e fiquei conversando com os demais. Não houve mais insinuações dele estando ali na sala e conversamos bastante.

Esme desceu com a ajuda de Alice e fui até ela cumprimentá-la. Eu a sentia chateada comigo, mas soube disfarçar muito bem. Não liguei para esse detalhe e ao me afastar dela o Max veio até a mim.

—Parece que não sou o único que reparou em você.

—Aé?

—Sim, acho que outros estão loucos por você. Até o seu ex olha de uma forma estranha para você.

—Nossa! Falei surpresa e sorrindo, Edward não era o meu ex. -Não quero tanta atenção assim. Falei sorrindo, mas gostando por dentro.

—Infelizmente já chamou.

—Não é para tanto. Eu disse sorrindo e percebi que Edward olhava mais que feio para mim, acho que eu já estava abusando e falei. -Acho melhor pararmos por aqui, não quero problemas entre você e o seu primo.

—Já arranjamos, mas vocês não estão mais juntos. Podemos nos ver outra hora?

—Claro que sim, apesar de tudo eu moro aqui, mas não tenho nada com ele. Fico fazendo companhia para a Esme e você sabe o caso dela.

—Sim, eu lamento por tudo que aconteceu, foi uma lástima.

—Se foi e me sinto em dívida.

—Não entendo porque se sente dessa forma princesa, mas tudo bem. Eu gostei mesmo de você.

—Eu também.

—Quero te encontrar e não ligo se você está esperando um filho. Falou ele de forma carinhosa e eu sorri levemente. –Como eu faço para falar com você?

—Liga pra cá e se for a Mary quem atender peça a ela para passar pra mim.

—Somente ela?

—Sim.

—Então ta.

—Preciso descansar um pouco, logo, logo eu torno a descer.

—Vou esperar.

—Seja discreto e com licença. Falei me afastando dele e subi para o quarto me sentindo um pouco mal com a situação. Não que eu devesse algo a Edward, mas eu estava convivendo na casa dele e eu devia respeito para os pais dele estando eu sob o teto deles. Senti-me bem por me deixar levar e senti carinho de verdade depois de tanto tempo, mas achei ótimo Edward ter visto o cuidado e ser agraciada com candura pelo primo dele. Sinal que eu não era aquele verme feiosa que ele me fazia sentir e ser uma. Deitei-me na cama após tirar o meu sapato e relaxei deixando os meus olhos fechados.

.

.

3min ½ depois.

A porta foi aberta com estupidez por Edward e permaneci deitada da forma que eu estava, vindo até a mim ele me agarrou.

—Solte-me!

—Sabe que está comprometida COMIGO! Disse ele puxando o meu cabelo. -Quantas pessoas não devem ter te visto se agarrando com o meu primo?

—O suficiente que era somente você e a sua ficante! Viu como eu sou desejada por outros e não aquela porcaria que você diz eu ser?

—Está fazendo papel de puta e mulher perdida isso sim!

—Estou fazendo bem? Perguntei sorrindo e ele me beijou a força. -Solte-me! Ai pare! Não gosto do seu beijo e o do seu primo é bem melhor!

—Sei que é mentira sua e não irei soltá-la não! Sabe que é minha e que essa coisa que você tem no meio das pernas pertence só a mim! Disse ele invadindo a minha calcinha com os dedos e fechei os meus olhos, para minha infelicidade ele fazia aquilo bem. — Você não tem mais querer sabe disso, e lhe daria uma surra agora se estivesse em condições! Falou ele circulando os dedos em mim e tornei a abrir os meus olhos para olhá-lo. Sem receio ele tirou a mão das minhas partes intimam e rasgou a minha blusa, fiquei com os meus seios bem volumosos de fora e depois ele arrancou a saia me deixando apenas de calcinha sobre a cama. –Eu disse que você ia me pagar Swan! Falou ele jogando a minha roupa no chão e nisso deu tempo de eu me esconder sob os lençóis.

—Seu vândalo! Como é que eu irei descer depois?

—Sou mesmo! Disse ele vindo até mim sem eu ter chance de fugir e bagunçou os meus cabelos. De propósito ele borrou a minha maquiagem com os dedos e sem eu querer ele voltou a me beijar, tentei me afastar quando senti que ele me acariciava sob a calcinha novamente e aquilo estava ótimo, mais um pouco eu explodiria e belisquei a mão dele que se movia em mim. –Ai! Sua raposa estúpida!

—Não quero! Deixe-me em paz!

—A deixarei em paz quando eu quiser! Disse ele tornando a me acariciar intimamente e afundou metade de seu dedo em mim. Ele circulava bem lentamente e tentei tirá-lo, mas eu só senti o quanto eu estava molhada ao encostar a minha mão em mim própria. Não se contentando ele trouxe seus dedos até a minha boca e passou em meus lábios fazendo com que eu sentisse o meu próprio gosto, nisso ele mais uma vez me beijou a força e através da boca dele mais uma vez eu senti o meu gosto que o julgando era bem suave. Edward me beijava com gana e eu o empurrei.

—Seu maldito! Quem pensa que é?

—O seu dono!

—Te mostrarei que não é e nunca vai ser!

—Veremos! Disse ele se levantando e sorriu de forma perversa. –Bom fim de noite para você!

—Eu terei mesmo!

—Agora sim está bom! Quero ver você descer novamente e saiba que eu a proíbo terminantemente de descer. Abaixa o seu maldito fogo ou subirá sendo arrastada pelos cabelos na frente de todo mundo! Está me entendendo Isabella Swan?

—Não! E não faço questão de entender! Falei olhando para ele com os meus cabelos revirados e sentindo o meu batom borrado em volta da minha boca, a de Edward não ficava atrás e ele também estava sujo de batom. Toda a maquiagem do meu rosto estava borrada por causa dos dedos dele.

—Pois é, eu irei dar atenção para os convidados depois de me limpar, já você irá ficar aqui porque eu estou mandando!

—Não é justo!

—Claro que é! Tenha vergonha na cara porque sabe muito bem que é uma puta comprometida! Comprometida entendeu?

—E você? Só você pode se esfregar e trepar com outras? Não tenho nada com você Edward Antony Cullen!

—Você está proibida de falar todo o meu nome! Para você eu serei sempre senhor! Eu comecei a rir.

—Não irei te tratar mais assim! Nunca mais!

—Está avisada! NÃO. QUERO. QUE. DESÇA! Disse ele alto.

—Fala baixo! Eu não sou surda!

—Mais age como uma!

Edward saiu do quarto batendo a porta e eu fiquei deitada na cama matutando, as palavras dele foram insignificantes e nem liguei. Comecei a chorar por ele ter me desarrumado e estragado aquela roupa tão bonita.

.

.

20min depois.

Cansada de chorar e me sentir derrotada, eu tive uma ideia e me levantei. Fui para o banheiro tomar um banho e evitei molhar o meu cabelo, estava bom do jeito que ele secou. Tornei a me maquiar da mesma forma de antes. Passei creme em meu corpo, depois eu fui para o closet escolher outra roupa para vestir e calçar, eu acho que escolhi bem. Era um vestido chique rosa tomara que caia que ia até o meio de minhas coxas rodado, porém, justinho na cintura avantajada pela gravidez. Na barra próximo aos meus seios era todo em renda branca e o meu sapato era na cor rosa também. Eu estava pronta outra vez.

Voltei para o banheiro e penteei o meu cabelo de leve, eu daria uma desculpa para caso me perguntassem o motivo da minha troca de roupa. Eu mostraria para Edward a minha determinação de forma branda só porque eu estava no meio das outras pessoas. Claro que ele não iria me impedir de ficar lá em baixo hoje, não mesmo eu matutava. Olhei-me no espelho e corajosa eu saí do quarto, dei de cara com a última pessoa que eu imaginava ali em cima me procurando e sorri quando ele sorriu para mim.

—O que faz aqui em cima? Perguntei a Max.

—Vim ver se você estava bem, conheço a casa do meu primo e desculpe por ter sido intrometido.

—Acho melhor descermos. Falei sem ser grosseira. –Podem pensar besteira de nós e já viu.

—Então vamos.

—Ok.

Eu desci na frente e Edward bebia no bar, ele ao me ver descendo a escada largou o copo sobre o bar na hora e fez menção de se aproximar de mim, mas ao ver o primo apontar no alto da escada ele parou de andar e olhou de uma forma assassina para mim.

—O que isso significa? Perguntou ele vindo até a mim e eu me afastei dele bem rápido.

—O que, por exemplo? Perguntei cínica. –Eu desci novamente só isso. Não está vendo?

—Eu não falei para você ficar no quarto? Perguntou ele entre os dentes e apertou o meu braço. –O que ele estava fazendo lá em cima com você?

—Imagine você o que bem entender! Agora me largue!

—É mentira o que está querendo insinuar para mim! Disse ele me olhando intensamente.

—Sobre? Perguntei cínica e sorrindo, acho que isso piorou a situação e fingi ajustar o meu vestido dando a entender o que não devia.

—Está mentindo! Falou ele alto e puxando o meu cabelo, nisso Max veio até nós interceptá-lo.

—Pare de maltratá-la Edward! Pare com isso está machucando-a e ela está grávida! Falou Max passado com as ações do primo.

—É melhor parar de se meter você! Não enxerga que ela já tem dono? Perguntou ele no momento que Alice mais a Mary passava ali por nós com bandeja na mão e pararam preocupadas.

—O que está acontecendo aqui Edward? Perguntou Alice olhando para mim.

—Essa.... Essa vag......... Ela estava dando confiança para o Max lá em cima! Disse Edward raivoso se controlando para não avançar no primo ou até mesmo em mim.

—Não estava coisa alguma, fui eu que subi e a encontrei no corredor se preparando para descer. Se conforme que perdeu uma grande mulher!

—Não a perdi e tão pouco quero ganhar! Se soubesse quem ela é e da onde veio entenderia o meu rancor!

—Não faça isso Edward, eu não tenho culpa de nada!

—É uma deles por isso eu a odeio!

—Então me diz qual é o mistério no meio disso tudo? Perguntou Max bem bolado olhando para mim.

—Ele me faz passar pela vilã, mas nesse momento o único é ele!

—Não estou entendendo nada!

—Não há o que entender Max, Edward não se dá bem com a Isabella só isso. Falou Alice mentindo.

—Então o que faz aqui?

—Coisa da vida vá entender. Falei me afastando de todos eles.

Saí de perto deles e algumas pessoas ficaram ali nos olhando assustados. Alice tentava apaziguar as coisas entre eles e eu fui para a sala ganhando alguns olhares. Sentei-me no sofá e Mary veio me servir um suco.

—Viu o que provocou Isabella?

—Nada demais! Falei séria por causa do efeito da briga, eu estava tensa.

—Não está preocupada?

—Por que eu estaria? Não devo nada a ninguém nessa casa e nem vou abaixar a minha cabeça! Já estou cansada disso tudo!

—Provocou o patrãozinho e veja no que deu.

—Eu o odeio!

—Se casarão e por mais que a situação seja ruim entre os dois, você fez a sua escolha ao ficar com o bebê. Você carrega um deles na barriga. Os avós estão tão empolgados.

—Que assim seja Mary. Falei totalmente fria.

—Falando dessa forma você me assusta.

—Isso não me importa mais! Ele conseguiu me ridicularizar na frente de alguém tão bacana comigo! Ele sempre consegue tirar as pessoas que se importam um pouco comigo de mim! Falei deixando uma única lágrima rolar e imediatamente eu a sequei.

—Você cooperou para que isso acontecesse hoje. Sabia do temperamento dele o tempo todo.

—Não sou nada dele e nunca. Irei. Ser!

—Mas está morando aqui e logo irá se casar, pelo amor de Deus Isabella! Casara-se com ele na frente dessas pessoas e mais um pouco, não parou pra pensar?

—Como se eu me importasse. Não enxergou que o seu patrão está com outra mulher aqui na festa e sabe mais quanta fora daqui? Você por acaso está achando justo ele ter me ridicularizado dessa forma?

—Claro que não! Fica uma situação bem estranha para os dois. Não vou me meter mais, está cheio de serviço para eu fazer.

—Tudo bem Mary e não me leve a mal, estou nervosa só isso.

—Quem sou eu para condená-la.

Respirei fundo e fechei os meus olhos quando ela se afastou, cansada de receber alguns olhares curiosos na minha direção eu fui até a mesa pegar o que comer. Max se aproximou de mim e olhei para ele.

—Não quero que brigue com o seu primo por minha causa Max.

—Tudo bem, mas foi grosseiro da parte dele tratá-la daquela forma. Apesar de tudo nós nos damos bem, mas hoje ficamos bem balançados. Sou contra a agressão nas mulheres.

—Estou acostumada.

—Acho que ele está morrendo de ciúmes, isso sim.

—Não diga besteiras, ele está com outra! Ele tem várias mulheres atrás dele.

—E você, não se importa e não fica enciumada?

—Nem um pingo.

—Tem certeza?

—Sim, mas é claro! Ou você acha que eu o beijaria para provocá-lo?

—Não estou falando isso.

—Nem deve, me ofenderia.

—Mulher de mistérios.

—Não sou não, seu primo que complicou tudo, só isso.

—Vamos ficar tranquilos agora, você está grávida e respeito isso. Teremos tempo de conversar, isso se for da sua vontade também.

—Claro que sim e eu fiquei com vergonha de você. Edward perde a linha às vezes.

—Engraçado é que ele não era assim tão agressivo.

—Vá entender. Falei pesarosa e sabendo o motivo.

—Vou me manter afastado aqui na festa, não quero complicá-la, mas eu ligo no meio da semana para saber como você está.

—Vou esperar e feliz ano novo para você. Falei sorrindo.

—Para você também. Após falar ele se afastou com o copo de bebida na mão.

Eu resolvi subir porque a festa tinha acabado para mim no momento em que eu fiquei mal na frente de Max. Passei por algumas pessoas e cheguei no corredor, olhei para o bar não vendo Edward ali e subi a escada devagar.

No andar de cima eu passei pelo corredor e fui para o quarto que eu estava ocupando, tranquei a porta e fui trocar de roupa. Removi a maquiagem toda no banheiro e fui me deitar, preferi ficar na escuridão e não consegui dormir. Eu não havia comido o suficiente para me sentir saciada, cada vez mais eu sentia fome e preferi ignorar esse detalhe por me sentir bem chateada.

Virei para o outro lado da cama e fiquei olhando para a escuridão do mar através do vidro, pensei em meus amigos e deixei as lágrimas rolarem.

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23h da noite.

Escutei alguém bater na porta e ignorei.

—Bella eu trouxe a sua janta. Falou Alice. –Vai me ignorar também agora? Perguntou ela e foi o que eu fiz. Eu me sentia péssima e não queria que visse a minha derrota. –Sabe que tem que tomar o seu remédio e se alimentar bem. Sei que deve estar com fome. Não falei nada e percebi quando ela se afastou.

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10min depois.

Escutei a chave girando na porta e por Edward estar com a outra não era novidade, fingi estar dormindo após tampar o meu rosto com a coberta e a maçaneta foi girada. A porta foi aberta e os passos se aproximaram, a luz do abajur foi acesa e só senti quando destamparam o meu rosto.

—Abra os olhos, eu sei que você está acordada bella. Eu não os abri. – Sua comida está aqui, coma se você quiser. O remédio está aí também. Já é grande e sabe o que é bom para você. Continuei quieta e Alice saiu do quarto fechando a porta.

Ignorei o que ela havia colocado ali para mim e faltando pouco para a meia noite eu acabei dormindo, dei graças a Deus. Não era vantajoso eu receber feliz ano novo, não havia nada que me deixasse feliz no momento.

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Madrugada de quarta feira, 01 de janeiro.

03:38min da manhã.

Despertei sentindo a cama afundar e a aproximação dele em minha costa, minha vontade era de espancá-lo e controlei os meus nervos para não o fazer realmente, faltou bem pouco. Senti a respiração dele bater em meu pescoço e acendi o abajur. Peguei o meu travesseiro e o coloquei o contrário sem olhar pra Edward, ele estava olhando para mim de forma a desaprovar o meu ato e nem liguei. Desliguei o abajur e deitei ao contrário, tirei a coberta de cima e me cobri com ela somente a fim de separar os nossos corpos.

—Como se isso fizesse alguma diferença! Falou ele me ignorando.

—Ótimo! Então vá para o seu quarto e não me encha a droga do meu saco!

—Está com raivinha porque eu apaguei o seu fogo?

—Foi demais para você ver o que é um beijo de verdade? Com ele sim eu seria capaz de ser mulher de verdade.

—Tenha certeza que se não tivesse com o seu filhote na barriga, levaria uma boa surra para deixar de ser besta! Pouco me importa o que você faz ou deixa de fazer. Exijo respeito dentro da minha casa, só isso!

—Não é o que parece! Mais saiba que eu sim não me importo para o que você sente. Nem o seu ódio irá me atingir mais!

—Isabella, eu acho melhor você ficar quieta e ir dormir de uma vez!

—Esse é o seu problema! Acha-se no direito, mas para cima de mim não!

—Só pode estar querendo me tirar do sério há uma hora dessas!

—Se quer dormir em paz vá para o seu quarto!

—POR FAVOR, ISABELLA! Disse ele alterado no silêncio da noite, ele já estava com bebida na ideia.

—CALA A BOCA VOCÊ EDWARD!

—Os meus parentes estão dormindo nos quartos ao lado, quer parar com o escândalo desnecessário? Que ridículo isso!

—Só assim eles conhecem o priminho perfeitinho que eles têm! Estou me lixando!

—Inclusive a sua paquerinha está dormindo aqui.

—É mesmo? Então me fale o quarto que eu irei lá fazer companhia para ele!

Edward não suportando a provocação veio até a mim e segurou em meu cabelo ao se deitar ao meu lado colando o corpo dele no meu.

—Está cheia de fogo, mas apague-o para o seu bem!

—Irá matá-lo também seu desgraçado?

—Sou capaz de matá-la se não fosse a sua cria na barriga!

—É nossa! Digo isso de forma pesarosa por não ter sido com o homem da minha vida e sim com um monstro! Ficaria feliz se eu tivesse conhecido o seu primo antes.

—Mas para a sorte dele não aconteceu dessa forma! Disse ele a centímetros de mim, eu sentia o seu cheiro bem próximo de mim e se sentindo na posse, ele beijou o meu pescoço o mordendo levemente. Depois fez o mesmo na minha orelha enquanto invadia o meu sutiã com a mão. –Sabe que nunca será dele! Disse ele se abaixando para beijar os meus seios e não adiantaria lutar com ele, eu já tinha feito esforço demais nas últimas horas e virei o meu rosto para o lado deixando ele fazer o que quisesse comigo. –Sabe que eu detesto quando você me ignora! Falou ele vindo beijar a minha boca e beijou os meus lábios inferiores, tentei me afastar, mas ele era forte demais e me impediu. –Cedo ou mais tarde terá que colaborar e sabe que eu não aceito um não! Saiba que nunca ficará livre de mim e das minhas garras, elas já estão mais que fincadas em você. Disse ele no meu ouvido e continuou. –Vai ter que me aturar até quando eu quiser e vai me respeitar para o seu bem. Para sua sorte está impossibilitada porque senão agora eu estaria te mostrando o que é ser homem de verdade.

—Graças a Deus! Falei me afastando dele e ele me puxou novamente.

—Acho bom você ficar bem mansinha para mim, não tenho medo de animalzinho brabo e rebelde. Sabe que sei amansá-la à minha maneira!

—Já acabou com a sua chatura?

—Trate-a como quiser, mas vou dormir. Estou cansado demais. Disse ele se deitando ao meu lado após pegar o travesseiro dele. Isso era de propósito.

—Imagino até o porquê.

—Não transei hoje porque eu não quis. Tive que dar atenção para as pessoas.

—Fala de sexo com tanta facilidade e vulgaridade. Com tanta bebida irá deixá-lo broxa novo, novo.

—Fazer amor é só com quem eu futuramente irei me apaixonar e já te mostrei que estou longe de brochar. Podemos fazer de outra maneira sem prejudicar o seu filhote. Falou ele em meu ouvido sorrindo debochado. -É muito fraca Isabella e tenho certeza que o meu primo não iria aprovar o sexo meia boca que você oferece, mas ele nunca irá conhecê-lo mesmo. Disse ele sorrindo.

—Tomara que se apaixone logo, só assim me deixará em paz! Agora quanto ao sexo meia boca só ele poderá avaliar quando ele tiver a oportunidade. Eu iria adorar ser tocada com carinho e atenção, bem diferente das suas grosserias.

—Diga o que quiser. Deixei para lá e me cobri melhor, o quarto estava escuro e o empurrei por eu estar quase na beirada. –O que foi garota?

—Estou na beirada e volte para o seu lugar! Ou eu farei.

—Ficarei onde eu estou.

—Então se muda quem está incomodado! Falei fazendo menção de levantar e ele me agarrou me impedindo de levantar.

—Quieta! Falou ele sério me segurando e não me soltou.

—Eu só posso ter tacado pedra na cruz SENHOR!

—Vai dormir!

Respirei fundo e tentei me livrar dele, mas desisti e dei as costas para ele, na mesma hora ele me agarrou por trás e permanecemos assim. De propósito ele colou mais o corpo dele no meu e deixou a mão por dentro da minha camisola sobre o meu seio direito. Não se contentando ele me obrigou a tirar o sutiã e se deitou da mesma forma de antes com a mão sobre o meu seio direito. Vez ou outra ele passava o dedo no bico e se aproximava de mim, eu sentia a respiração dele em meu pescoço e me afastava, mas ele tornava a me puxar para ele. Só sei que ficamos nessa luta até adormecermos quase que juntos, sendo que eu acabei dormindo primeiro.

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10:22min da manhã.

Acordei com Alice abrindo a porta do quarto e ela tomou um susto ao olhar na direção da cama. Edward estava me agarrando por trás e repousava a mão sobre o meu seio sob a camisola, ele dormia profundamente e eu fiquei muito envergonhada. Alice estava vermelha e veio colocar a bandeja sobre a mesa de canto, enquanto isso eu tentei tirar a mão do Edward de mim e ele reclamou na sonolência mantendo a mão em meu seio.

Tentei tirar a mão dele mais uma vez.

—Edward! Falei segurando na mão dele e ele se aproximou cheirando o meu pescoço. –Sua prima está aqui! Tira a sua mão de mim droga! Edward recolheu a mão e abriu o olho estando bastante sonolento, meio perdido eu diria.

—Antes de se entrar no quarto de um casal se bate na porta. Disse ele sorrindo debochado enquanto eu estava morrendo de vergonha e me encolhi sob o lençol.

—Não há casal algum! Falei olhando para a Alice. –Desculpe Alice, mas o seu primo é impertinente.

—Depois de ontem jurei que ela estaria sozinha, por isso eu entrei. Desculpe.

—Sou o futuro marido dela.

—Infelizmente Edward! Intrometi-me.

—Fale o que você quiser garota!

—Eu só vim trazer o seu café e o seu remédio, não o tomou ontem bella.

—Não tem importância, se eu morrer é um favor que eu faço para o meu espírito!

—Bem, eu irei descer. Você vai comer aqui Edward?

—Depois eu irei descer, preciso fazer companhia para a Julieta. Disse ele passando a mão no cabelo bagunçado.

—Max já acordou Alice?

—Está tomando café lá em baixo com os demais. Quer mandar algum recado?

—Diga que eu mandei um bom dia. E feliz ano novo para você Alice.

—Para você também bella. Disse ela vindo me abraçar.

—Não terei um bom ano. Está na cara.

—Vai ter o seu primeiro filho, era.......

—Esse bebê é de vocês, não quero nada que seja com Edward!

—Mas...

—Mas nada Alice!

—Está sendo cruel com a criança! Ela tadinha não merece que a própria mãe o maltrate ou o rejeite, é triste demais!

—Só eu posso aguentar a barra sozinha não é? Eu posso ser violada, agredida na frente dos outros que eu ainda estou errada!

—Quem está falando que está certo isso?

—É o que dá a entender Alice!

—Ei, ei vamos parar por aqui! Falou Edward se intrometendo.

—Você é o único culpado seu desgraçado e cale a boca! Falei o estapeando no rosto e ele segurou a minha mão para evitar o segundo tapa.

—ACHO BOM SE ACALMAR! Disse ele me segurando ainda, mas depois me largou.

Comecei a chorar e me deitei de forma correta na cama. Alice ignorando o meu choro colocou a bandeja ao meu lado e saiu do quarto sem falar uma palavra a mais. Era o melhor a se fazer.

—Acho bom você comer!

—Vá se ferrar! Vá ferra Edward pra lá e me deixe quieta!

—Estamos agitadinha já de manhã? Provocou ele e peguei o copo de suco para beber após me sentar, mas a minha real vontade era de tacar nele. Resolvi ignorar as piadinhas dele e tomei o meu café, eu estava faminta.

Levantei da cama me sentindo saciada e fui escovar os meus dentes, sem descaramento algum Edward foi fazer xixi ali na minha frente e virei a cara pra ele movendo a escova pelo os meus dentes. Enxaguei a minha boca sob o olhar dele e me dei conta do que ele olhava eram os meus seios sob a camisola um pouco transparente, eles estavam soltos por eu estar sem sutiã e os escondi cruzando o meu braço.

—Conheço o seu corpo e cada cantinho dele.

—Não estou te perguntando nada!

—Nem eu estou querendo que me pergunte. Disse ele se aproximando e eu saí do banheiro tendo ele na minha cola.

Deitei-me na cama e Edward saiu do quarto, dei graças a Deus e liguei a televisão. Lembrei-me de Esme e ela estava sendo tão legal comigo que comecei a me sentir mal por causa da situação de ontem. A senti chateada e o seu sonho é que eu dê um jeito no filho dela, mas estava bem longe do meu alcance por ambos se odiarem e não existir diálogo decente entre nós.

Eu precisava me acalmar, meus nervos estavam à flor da pele e eu não conseguia relaxar os meus músculos durante o sono. Eu me sentia nervosa e bem agitada. Edward conseguia roubar com facilidade a tranquilidade de mim.

Virei-me de lado na cama e deixei as lágrimas rolarem. Aquele mesmo cheiro doce que me atingia no porão estava ali de forma bem suave e me sentei na cama estranhando, mas tão logo ele sumiu. Foi coisa de segundos e pensei estar sentindo coisas, acabei deixando pra lá e continuei deitada deixando as minhas lágrimas rolarem. Pensei em Esme e fui trocar de roupa sem pensar duas vezes. Coloquei um vestidinho solto, passei um pouco de maquiagem só e calcei uma rasteirinha. Abri a porta do quarto e desci a escada devagar, dei na sala e vi todos ali tomando café, menos Edward. Fui até Esme e a abracei por trás já que ela estava tomando café calada. Eu a senti triste e apertei o meu abraço em torno dela de forma carinhosa, era incrível a facilidade de troca de carinho entre nós duas. Nisso alguns deles ali a mesa ficou nos olhando.

—Bom dia. Falei beijando a bochecha dela.

—Para você também querida. Disse ela sorrindo levemente e colocou a mão dela sobre a minha. –Está se sentindo carente, não é?

—Um pouco. Acho que estou enlouquecendo naquele quarto e lamento por ontem. Sendo que eu não me arrependo.

—O que ele fez?

—Nada demais.

—Mentirosa.

—Ele fala demais só isso.

—Sei.

—Vim só lhe deseja tudo de bom. Desejo que fique bem com o passar dos dias e que recupere a sua família.

—Nós ficaremos bem.

—É sim. Agora eu irei subir novamente.

—Depois irei te ver.

—Vou esperar.

Cumprimentei todos a mesa e desejei um ano feliz para todos, subi a escada e passei em frente ao quarto de Edward, curiosa eu abri a porta e ele tomava banho distraído. A garrafa de whisky estava sobre a pia do banheiro e o copo estava ali também pra cima da metade de líquido. Ele já estava bebendo antes mesmo de tomar café. Dando-me coragem eu abri a porta e entrei não o temendo, ele só percebeu a minha presença quando eu já despejava o conteúdo da garrafa todo no vaso de uma só vez. Ele ficou passado e veio até mim completamente nu tentar pegar a garrafa da minha mão, mas já era tarde demais.

—Você jogou o meu whisky que custa uma nota fora? Você é louca mesmo! Disse ele tomando a garrafa da minha mão.

—Tome vergonha e saiba que de manhã se toma é café e não bebida alcoólica!

—Se meta na sua vida!

—Já fiz o que eu tinha que fazer aqui, to indo para o quarto!

—Saia daqui sua enxerida! Você só me dá prejuízo!

Virei as costas e sai do quarto deixando ele reclamando muito. Fui para o quarto e me deitei sentindo um pouco de dor, preferi me encolher colocando a mão em cima da dorzinha no momento que Edward entrou no quarto vestindo um roupão. Ao ver a minha situação ele colocou a garrafa vazia em cima do criado mudo e veio me olhar, com certeza ele tinha vindo reclamar do meu ato mais uma vez. Edward era surtado e parecia um velho às vezes de tanto reclamar.

—O que é agora Swan?

—Nada! Só vá para o seu quarto! Falei de olhos fechados.

—Você está mentindo! Está sentindo dor? O seu filhote está com problemas?

CONTINUA...........