Solares

14 Capítulo 14


BELLA....

Final do capítulo anterior.

O segurança me levou para o quarto e me deitei. A pedido de Alice Mary trouxe uma bandeja com coisas leves do café da manhã para eu comer novamente. Querendo ou não eu me senti faminta novamente.

O restante saiu e ficou nós duas somente.

—Não fiz bem em ter falado a respeito do seu ex a mesa. Deu no que deu.

—Não se culpe Alice, antes de tudo isso acontecer eu tinha uma vida.

—Sei disso, mas Edward se irritou pra valer.

—Não esquento mais para os chiliques dele.

—Vou fingir que acredito. Sorri levemente e continuei comendo. Mas a porta foi aberta e Edward passou por ela estando sozinho.

—Precisamos conversar e a sós. Disse ele olhando pra Alice.

—Se veio ofendê-la, dê meia volta! Disse ela se levantando e foi encarar ele.

—Alice, eu estou te pedindo, nos deixe a sós!

—Não irei sair não! Veio com o intuito de maltratá-la, mas saiba que não irá não!

—Alice, por favor, pode ir tranquila. Intrometi-me.

—Ele veio descontar em você e eu não irei deixar.

—Pode ir tranquila, prometo me cuidar.

—Juro pra você que se agredi-la como deixou claro no pescoço dela ontem, irá se arrepender pro resto da sua vida! Se isso acontecer pode ir esquecendo que me tem como prima! Disse Alice saindo do quarto e bateu a porta pra valer.

—Está satisfeita agora? Perguntou ele vindo até a mim.

—Não estou, mas se veio me culpar perdeu o seu tempo!

—Você conseguiu embaraçá-los com a sua lábia! Mas saiba que não me engana nadinha!

—Se livrará de mim em breve Edward, não terá com que se preocupar mais!

—Do que você está falando? Perguntou ele bem perto de mim e me afastei.

—Vou embora daqui. Ele começou a rir.

—Sabe que não é verdade! Ficará aqui até eu decidir!

—Não ficará não! A deixe em paz de uma vez! Falou Carlisle após abrir a porta.

—Não se meta nisso pai, fui eu quem começou com isso!

—Faço questão de terminar!

—Não, não vai!

—Eu sou o seu pai ainda!

—Seja marido para minha mãe então!

—Edward não brigue, ele é o seu pai! Pedi a fim de evitar uma briga.

—Você não se meta! Disse ele apontando dedo para mim. -Tudo isso é culpa da sua linhagem!

—Mas não é dela Edward já basta! Você extrapolou ao violentá-la! No que se tornou?

—Na pior das criaturas ao abusarem da minha mãe e matarem a minha irmã!

—Não cometa o mesmo crime com essa moça! Ela está grávida de um filho seu!

—Não diga porque não é meu! É só dela e daquele almofadinha.

—Isso é o que você diz! Intrometi-me chateada. –Mas sabe muito bem que não é verdade!

—Você é astuta e peçonhenta garota!

—Aprendi com você Edward Cullen!

—Você arcará com as obrigações de pai, isso está decidido! Cuidará dessa moça como ela merece!

—Que loucura está falando? Perguntou ele olhando para o pai.

—Você vai consertar a desgraça que causou na vida dessa moça para o seu bem! Não se esqueça que acima de Nós há um Deus que nunca dorme! Não podemos descarregar o nosso rancor na pessoa errada!

—Ela pertence a eles!

—Os quais cansam de estarem mortos. Já não basta ou não consegue aceitar que mesmo perante as desgraças você conseguiu sentir afeto de alguma forma por ela?

—Só pode estar delirando pai. Isso. Nunca!

—Pois trate de se acostumar, irá fazer o contrário do que vem fazendo com ela.

—E vai me forçar a quê?

—Irá casar com ela!

Edward explodiu em gargalhadas e eu fiquei olhando para o Carlisle desacreditada, ele só podia estar brincando comigo.

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—Não irei me casar com o seu filho coisa nenhuma Carlisle. É a mesma coisa que estar me condenando ao inferno!

—Isso não tem acordo querida! Já está decidido!

—Mas eu não concordo e nem me casarei à força com o monstro do seu filho!

—Pense na vida que terá que levar daqui para a frente, mal iniciou a sua vida e já será responsável por um bebê sozinha. Mas o meu filho vai mudar para o bem dele e muitas vezes o oposto se atrai. É indiscutível!

—Jamais me casarei com essa raposa atrevida pai. Nunca! E já estou me relacionando com outra pessoa mil vezes.....diferente que ela!

—Sabe das suas responsabilidades e é inquestionável a minha decisão! Se retrate com essa jovem ou ficará sem um tostão. Pode dar adeus aos seus carros, além do mais eu ainda estou vivo e como eu sendo o Chefe da família, eu ainda mando naquilo tudo lá! Sabe que posso fazer isso e irei fazer caso você decida o contrário! Está cometendo um pecado Edward!

—Foi você quem começou com a desgraça que arruinou a família e eu totalmente iludido me juntei! Mas olhe o mar de lama em volta de nós! Ainda quer que eu me relacione com a filha dos que nos roubou e nos prejudicou e ocasionou toda desgraça? Está louco pai! Nuuunca!

—Essa é a sua escolha? Então pode procurar um canto para ficar porque eu não admito isso! Mesmo envolvido no mar de lama eu nunca prejudiquei ninguém e muito menos inocentes!

—Está louco por me obrigar a isso! Está louco pai!

—Sendo justo filho, estou sendo justo.

—Mas não comigo Carlisle. Falei desesperada. -Eu jamais irei me casar por causa de um bebê, ainda mais com ele! Por acaso está querendo me arruinar de vez? Essa é uma maneira branda de se vingar de mim também?

—Mais é claro que não! Ele irá se comportar para o bem dele e que arque com as responsabilidades de pai, marido e companheiro.

—Acho que o senhor andou bebendo, só pode! Não me obrigue a tal atrocidade pai. Não percebe a loucura que está cometendo?

—Se quer levar a vida de sempre, se retrate com ela e vá se acostumando!

—É isso ou nada?

—Exatamente Edward! Fez a sua escolha em minhas costas, mas quem decide aqui ainda sou eu!

—Sou de maior, não sou mais moleque e não vivemos mais como antigamente! Falou Edward alto. -Esse filho não é meu e não tem o direito de me tirar às coisas, eu trabalhei para tê-las e são minhas!

—É seu filho sim! E cale a sua maldita boca antes de me insultar seu palhaço! Esbravejei.

—Eu acho melhor você se calar para o seu bem! Não estou falando nada com você! Disse Edward com uma cara nada muito boa para mim.

—Mais eu estou falando com você sim! Não sabe o quanto eu queria ter desaparecido para sempre, só assim eu não teria a minha vida sendo decidida pelos outros que não são nada meu! Falei deixando as lágrimas rolarem de uma tal forma que molhou a minha blusa.

—Tudo se resolverá com o tempo. Disse Carlisle olhando para o filho e eu o ignorei, não era justo ele me obrigar a tal coisa. –Sabe que não poderá fugir, nós temos direito de interagir com a criança e não me leve a mal, juro que quero o seu bem e estou propondo isso com o casamento. Você merece ter todo o suporte e juntamente a criança quando nascer. Já criei dois e mesmo tendo muito dinheiro, sei que na pele dos mais humilde uma criança exige muito. Sei que está desamparada e eu só quero ajudar.

—Não parece! Falei sentida e no fundo sentindo muita raiva dele que sempre foi gentil comigo. –Posso dar o meu jeito, não quero o dinheiro e nada de vocês! Eu já disse isso e torno a insistir!

—Até parece Swan! Ladrões safados cobiçam as coisas dos outros! Está dando uma de boazinha agora por quê?

—Pare com isso Edward! Falou Carlisle alto e bem aborrecido.

—Eu posso me casar, assumir o filho do outro, mas ser o marido da raposa não mesmo!

Levantei-me devagar da cama com quem não quer nada e me aproximei bem de Edward, ele olhava para mim e eu para ele.

—Estou sendo obrigada e não quero um centavo seu! Lave a sua maldita boca antes de falar de mim. Após eu falar o tapa foi certeiro e pra lá de forte no rosto dele, ele não estava esperando por isso e seu olhar foi mortal pra mim.

—Veja lá o que vai fazer! Falou Carlisle interrompendo.

—Seu filho é um covarde, ele gosta de bater em mulheres! Torço para que um dia lhe deem uma boa surra, só assim se recordará do quanto é bom bater em inocentes! Falei mais que alto, Carlisle ficou espantado comigo.

—Cala a boca sua bruxa!

—Vem calar como um bom covarde que você é!

—JÁ CHEGA! Falou Carlisle nos interrompendo e eu fui me deitar na cama estando indignada.

—Se dê por vencido pai! Mas você vai me pagar sua raposa astuta! Falou Edward apontando o dedo para mim e saiu do quarto quase derrubando a porta.

—Carlisle, por favor, não faça isso comigo. Implorei. –Ele vai acabar de destruir mais ainda a minha vida.

—Ele não é esse menino mau, acredite em mim.

—Mas comigo sempre será. Não escutou a ameaça dele?

—Não irei deixar que ele faça uma loucura com a sua vida ou que prejudique o bebê. Querendo ou não e a partir do momento que o meu filho lhe sequestrou, ele passou a ter responsabilidades com você! Leve em consideração e pense no seu filho, no meu neto. Sabe que vai precisar de ajuda já que ele quebrou o seu cartão. Está sozinha agora, mas tem a nós e você sabe disso.

—Mas não precisamos nos casar! Não estamos mais na época de antigamente em que a mocinha engravida e é obrigada a se casar com o rapaz! Eu não sinto nada pelo o seu filho, não aceito a sua decisão e nunca aceitarei!

—Não se altere, vai ser melhor para você. Falou ele acariciando a minha mão brevemente e eu a puxei por estar chateada. Ele saiu do quarto sem dar mais uma palavra se quer.

—Não. Não e não! Falei chorando e me deitei na cama de barriga pra cima. –Não é possível meu Deus!

Passei vários minutos me debulhando em lágrimas e Alice entrou no quarto junto de tuquinha que latia horrores olhando na minha direção. Ela abanava o rabinho e dava pegas olhando para mim.

—Bella, o que aconteceu? Perguntou Alice afagando o meu ombro

—Seu tio quer que eu e Edward nos casemos por causa dessa criança! Ele quer que Edward se retrate e cuide de mim, mas eu não quero, eu não quero Alice. Nós iremos nos matar dessa forma!

—Sério? Perguntou ela sorrindo levemente.

—Está rindo do quê? Não há nada de engraçado nisso! Vocês querem acabar mesmo comigo! Falei chorando.

—Eu não estou achando graça, eu só fiquei muito surpresa. Só isso!

—Conta outra Alice, vocês são tudo da mesma família!

—Somos da mesma família, mas não somos as mesmas pessoas. É diferente!

—Preciso ficar sozinha agora, tenho que relaxar e, por favor, Alice!

—Trarei um suco de maracujá para você, não sabe o quanto que ficar assim é prejudicial ao bebê.

—Vá culpar o seu primo. Ele que é o grande culpado nisso tudo! Posso enxergar o quanto vocês estão exageradamente preocupados com a criança!

—Não seja exagerada, nos preocupamos com você também! Eu sei que ele é culpado, mas sem querer ser estraga prazeres, quem provocou tudo isso não foi só o meu primo.

—Quantas vezes vocês vão ficar me lembrando disso hum? Já ficou claro que os meus pais são os culpados e não sou surda ou burra Alice!

—Ta, eu já estou saindo e trarei mesmo assim o seu suco. Vejo que agora não é uma boa hora para se conversar com você.

—Faça bom aproveito do suco, ou para se livrarem logo de mim coloque de uma vez veneno! Estará me fazendo um grande favor!

—Estou saindo. Não estou aqui para ouvir tolices, já basta o meu primo quase todo o dia! Descanse que eu já volto. Falou ela se levantando e saiu do quarto.

—Não posso fugir, não tem como fugir. Droga, droga, droga, mil vezes droga! Falei socando a cama inconformada. –Eu tenho que dar um jeito de escapar, mas como meu Deus? Eu me perguntava aos prantos.

Eu estava inconformada e tudo isso era por causa da gravidez. Eu nunca imaginei que ela pudesse me trazer esse grande problema e chorei mais ainda. De alguma forma eu iria tentar fugir, já estava decidido. Eu não poderia ceder a um capricho deles sem que eu estivesse de acordo, a vida era minha e não deles.

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10min depois.

—Eu trouxe o seu suco. Falou Alice após abrir a porta do quarto e eu continuei deitada sem a menor vontade de respondê-la. Ela veio até a mim tendo o copo sobre uma bandejinha pequena e se sentou ao meu lado. –Tome o suco, fui eu mesma que fiz.

—Não e muito obrigado!

—Sabe que vai te fazer bem. Não respondi e permaneci muda. –Bem, se quer me ignorar se sinta à vontade, mas eu deixarei o seu suco aqui de qualquer forma.

Ela colocou o copo de suco sobre o criado mudo e acariciou o meu braço, na mesma hora eu livrei o meu braço do toque dela e me afastei. Sem esboçar reação com a minha rejeição ela saiu do quarto, mas antes de fechar a porta ela olhou para mim e eu olhei para o outro lado ignorando-a. Não era justo isso estar acontecendo comigo.

Fiquei sozinha novamente e fiquei matutando a melhor forma de fugir, mas eu com esse problema iria me prejudicar. Dizendo a médica já estava um pouquinho melhor, mas um pouquinho melhor não era a cura total. Mas nesse momento eu só queria e pensava em fugir. Eu não sabia como fazer para escapar, com certeza aquele portão estava trancado após a minha fuga. Eu não sabia dirigir para pegar um carro daqueles na garagem e pelo o que eu vi o controle do portão da garagem ficava preso na chave do carro deles. Era coisa mínima e muito preciso. -Mas como eu faria para pegá-lo? Perguntei a mim mesma.

Eu não sabia dirigir e seria o mesmo que roubar, eu estava louca só pode. Eu jamais entraria em um carro sem saber dirigir e ainda com um bebê na barriga, se Jacob tivesse me ensinado antes agora eu teria como me virar, mas eu sei que não era o correto. Procurei descartar logo essa hipótese suicida da minha cabeça. O pior era que na casa tinha seguranças e sai sem ser vista igual da última vez seria muito difícil. Fiquei pensando na possibilidade de fugir através do portão da garagem e pensei, até o portão abrir de tudo eu já estaria longe. Eu me embrenharia no meio do mato em volta novamente e sumiria, mas no meu estado isso me assustava um pouco.

Eu pensaria até logo mais, ainda estava cedo e até anoitecer eu já teria algo em mente. Olhei para o lado e vi o copo de suco deixado ali por Alice, por já estar ali há uns minutos o copo já estava suado pela friagem e resolvi beber. Estava docinho e coloquei o copo no lugar novamente estando completamente vazio.

Acho que eles ficaram receosos de vim falar comigo e me deixaram sozinha o resto da manhã.

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Às 13h da tarde.

Alguém bateu na porta e me fiz de boba fingindo que eu estava dormindo. Bateram mais uma vez e virei para o outro lado tampando a minha cabeça com o lençol.

A porta foi aberta e fechei os meus olhos estando sob a coberta, escutei passos vindo na minha direção e senti que colocaram algo sobre a cama e deram a volta. O lençol foi tirado de cima do meu rosto devagar e.....

—Isabella, Isabella. Chamou-me Mary.

—Oi Mary. Falei abrindo os meus olhos na mesma hora.

—Não está com cara de quem estava dormindo.

—E não estava mesmo! Como eu faço para fugir daqui mais uma vez?

—Fu, fugir de verdade? Perguntou ela surpresa.

—Sim, eu preciso desaparecer do mapa e pra já.

—Mas como se você está sem dinheiro e impossibilitada de andar muito?

—Darei o meu jeito. Ajude-me Mary, por favor, a escapar daqui.

—Não tem como e se eles descobrirem que fui eu quem te ajudou a fugir estando grávida do senhorzinho da casa, eu estou no olho da rua na mesma hora. Não posso bobear e eles sabem que nos damos muito bem.

—Não quero te colocar em encrenca, mas não posso ficar de braços cruzados, Carlisle quer que eu me case com o filho dele. Ele alega que criar um filho sozinha é muito difícil e me ofereceu até dinheiro, mas eu não aceitei por não querer o dinheiro deles.

—Ele tentou te subornar por algo grave que o filho dele cometeu?

—Não exatamente, ele quis me ajudar, mas eu disse que posso conseguir com o meu próprio esforço.

—Como irão se casar se o filho dele está cheio de amores com a senhorita Julieta?

—Carlisle impôs isso a ele. Disse para ele ter responsabilidades e assumir o bebê e cuida de mim. Vê se pode?

—Mas ele é um pedaço de mau caminho Isabella. Disse ela sorrindo. –Mas tão canalha com você! Disse ela pensativa.

—Só eu sei, mas juro que eu conseguirei escapar daqui. Ah se eu vou!

—Você escapar? Perguntou ela desacreditada. –O portão fica trancado, você está com riscos na gravidez, sem dinheiro e acha que conseguirá chegar a pé do jeito que está até a estrada? Perguntou ela duvidando.

—Antes eu dei o meu jeito.

—Antes você não estava com esse problema Isabella!

—Vai torcer a favor daquele imbecil também?

—Sabe que não, mas é loucura isso que pretende menina!

—Loucura ou não eu irei tentar, já está decidido!

—Você é quem sabe, mas não conte comigo! Se você estivesse boa aí sim, mas está sob cuidados!

—Agradeço a sua preocupação Mary, mas não quero me casar com o Edward!

—Pense na boa vida que você e o seu bebê terão, tenho certeza que não a prenderão mais, mas tenho certeza que terá seguranças andando com você sem dar na pinta para as outras pessoas. Terá vida de princesa.

—Pra que tanto luxo, ouro e dinheiro se o principal nós não teremos?

—Quem sabe um dia tudo mude? Mas quem sou eu para incentivá-la estando tão magoada e com muita razão?

—Isso é verdade, estou machucada porque magoada ainda é muito pouco. Estou arrasada.

—Tem todo o meu apoio para o que precisar, mas para fugir não conte comigo. Nessa parte não sei como ajudá-la e é a mais pura verdade.

—Tudo bem Mary, não posso induzi-la a tal coisa. Desde já agradeço por sempre me apoiar.

—Não vai ficar com raiva de mim por causa disso vai?

—Claro que não.

—Aqui está a sua comida. Alice achou melhor deixá-la em paz por agora e disse que era melhor deixar a poeira baixar um pouco. Eles não querem o seu mal.

—Bobagem! Mentira! Edward está louco para me ver pelas costas e eles ainda querem que eu me case com ele!

—Seu remédio está aí, tome-o.

—Obrigado. Eu agradeci de forma tranquila e algo meio maluco me veio à ideia. –Estão todos lá em baixo comendo?

—Sim, eu terminei de servi-los e subi para trazer a sua comida.

—Faz tempo que eles estão comendo?

—Não muito. Por quê? Perguntou ela desconfiada.

—Por nada. Falei colocando o meu remédio na boca e bebi um pouco de suco.

—Volto para pegar a bandeja depois.

—Tudo bem. Falei sorrindo levemente e ela caminhou na direção da porta, logo saiu fechando-a e eu coloquei a bandeja de lado para me levantar.

Descalço mesmo eu fui até a porta e a abri deixando somente uma fresta que me possibilitava ter uma visão de corredor. A barra estava limpa e a abri devagar olhando de ambos os lados, nunca se sabe. Sem pensar eu saí do quarto e tranquei a porta para o caso de alguém vir me ver e perceber a minha ausência. Caminhei pelo corredor nervosa e parei em frente à porta do quarto de Edward, sem ter dúvidas ou receio eu abri a porta e entrei, estava tudo arrumadinho e o cheiro dele reinava intensamente ali, mas o meu propósito ali era outro e fechei a porta atrás de mim.

Fui direto para o closet dele dar início na procura da chave do meu apartamento, estava com ele e eu só precisava achar, então abri a porta do closet que estava fechada. Olhei as gavetas com cuidado para não amarrotar as roupas dele e ele perceber que alguém revirou ali, no caso eu que estava mais obvio.

Olhei todas as gavetas e nada, procurei na parte de cima com o auxílio de um banco e nada, fiquei frustrada. Olhei em todos os bolsos das camisas dele em uma parte do closet e nada, eu já estava ficando irritada pelo tempo estar passando e eu não achando o que eu tanto precisava. Fui olhar na outra parte e na última gaveta eu achei a carteira dele guardada no bolso da última calça, essa que estava bem lá no cantinho mesmo. Meu propósito não era mexer na carteira dele, mas a curiosidade foi maior e abri. Havia vários cartões de crédito, duas camisinhas no bolsinho ali, uma foto da irmã dele quando moça já, uma da mãe e outra do pai. Olhei na parte do dinheiro, só ali havia mil e quinhentos dólares em notas de cem. Acho que ele não perceberia e peguei os meus trezentos dólares de volta, ele havia quebrado o meu cartão contendo milhões e trezentos dólares sendo meu não era nada demais. Eles apenas ajudariam na minha tentativa de fuga caso eu conseguisse realmente fugir daqui.

Coloquei a carteira de volta no lugar e dobrei o dinheiro colocando-o preso na tira lateral da minha calcinha. Só agora eu fui me dar conta que havia saído do quarto estando apenas de camisola um pouco curta e nem havia me lembrado do roupão antes de sair, mas eu estava escondida mesmo.

Continuei procurando a minha chave e nada de encontrá-la, percebi que ela não devia estar ali e pensei na possibilidade de ele ter a escondido em outro lugar. Possivelmente ela estaria no carro dele ou no escritório em algum cofre caso existisse de forma secreta, mas ele era esperto demais e provavelmente estaria guardada no carro dele. Olhei tudo em volta para ver se eu deixei algo fora do lugar, mas estava tudo arrumadinho ao meu ver.

Não sei quanto tempo eu fiquei ali procurando, procurando e procurando para não dar em nada, mas quando preparei para sair, escutei a porta do quarto dele sendo aberta e me xinguei de forma cruel. Eu dei mole ao perder preciosos minutos mexendo na carteira dele e me escondi atrás da porta para o caso dela ser aberta e ele não me ver ali atrás escondida.

Por ter deixado a porta entreaberta eu escutei os passos dele pra lá e pra cá, depois a televisão foi ligada e olhei da fresta da porta, ele havia se deitado estando sozinho e com um copo de bebida na mão. Como sempre!

Dali não dava para ver muita coisa, mas ele ao olhar na direção da porta do closet eu me escondi. Tentei olhar na fresta do canto onde a porta estava presa junto à parede e ali pouco dava para se ver, mas ao vê-lo se levantando deduzi que ele estranhou por ter deixado a porta fechada antes. Nessa hora o meu coração faltou sair pela boca e me encolhi na parede atrás da porta, ele escancarou a porta para a minha sorte e o senti parado olhando tudo, mesmo que eu não estivesse vendo-o do outro lado da porta.

Ele entrou um pouco mais e olhou para as coisas minuciosamente, mexeu nas gavetas e colocou o dedo indicador apoiado no queixo. Parecia que ele estava pensando bastante e olhou na direção da porta, na mesma hora eu tirei a minha cabeça por estar espiando-o, mas por não fazer nada perfeito sem querer o meu pé esbarrou de leve na porta e a mesma se mexeu pouca coisa. Diria que o suficiente para pensar que havia alguém ali escondido.

—Merda! Fui obrigada a xingar baixinho.

Ele sem hesitar veio na minha direção e tentei fugir saindo detrás da porta por ele estar um pouco distante, afinal o closet era bem espaçoso e grande. Tentei fugir saindo de porta a fora do closet, mas ele foi mais rápido e segurou no meu braço bem forte.

—Se gritar para todos ouvirem será pior! Falou ele entre os dentes. –Desembucha e me diz o porquê de você estar fuçando o meu quarto? Anda! Falou ele me prendendo na parede, o agarre em meu braço me machucava.

—Vim pegar o que é meu, o que me pertence! Falei mais alto.

—Eu falei para falar baixo! Disse ele com raiva e segurou em meu cabelo os puxando de leve. –Não sei se acredito nisso! Veio roubar, foi? Diga! Exigiu ele de forma severa.

—Não vim roubar nada! Falei dando uma joelhada nele naquele lugar e ele me largou pela tamanha dor que devia estar sentindo. Tentei fugir outra vez, mas ele me pegou com a expressão de dor no rosto ainda e puxou o meu cabelo.

—Sua vadiazinha safada, você me machucou! Disse ele apertando o meu pescoço e tentei tirar a mão dele dali.

—Pa, pa, pare Edward. Falei sentindo o meu ar faltar e muito, mais um pouco eu desmaiaria ou morreria asfixiada.

—Viu como é bom ser machucado? Perguntou ele afrouxando o aperto e me encarou. –Diga o que veio fazer aqui sua raposa astuta? Diga! Falou ele socando a parede ao lado do meu rosto para me assustar.

—Já disse que eu vim pegar o que é meu!

—O que tem de baixo dessa sua roupa? Bem, iremos descobrir. Disse ele me puxando até a cama e pegou a arma escondida ali sob o travesseiro. Largando-me de qualquer jeito ele a apontou para mim. –Saiba que eu estou com você até o pescoço, quero saber o que roubou de mim! Tire logo! Sei que você é bem astuta quando quer.

—Não tenho nada, estou apenas de calcinha.

—Não quero saber, mostre-me logo! Na calcinha dá para se esconder muitas coisas! Tire logo! Disse ele destravando a arma e pelo olhar assassino dele eu desci a primeira alça da camisola. -Anda logo! Sua moleza me tira do sério sempre!

—Estou tirando! Falei arriando a outra parte da camisola e a mesma ficou presa em minha cintura deixando os meus seios bem volumosos de fora. De forma astuta como ele me chamava, eu prendi o dinheiro segurando a minha camisola e a desci com o dinheiro embolado no meio do pano. Eu tive o cuidado de descer a camisola segurando o dinheiro somente e deixando a calcinha em meu corpo. Ao me reerguer, eu segurava a camisola para o dinheiro não cair. –Está vendo? Eu não estou com nada seu!

—Sinto que você mente Swan, raposas são peçonhentas quando querem.

—Tire a calcinha então se ainda não se convenceu! Falei me aproximando dele.

—Faça você mesma! Afinal quem manda aqui sou eu!

—Estou falando a verdade, não tenho nada seu!

De forma um pouco estúpida ele veio até a mim e desceu a minha calcinha, sem eu esperar ele passou a mão entre as minhas dobras para me revistar de forma intima e seu toque intenso arrepiou o bico dos meus seios na mesma hora. Virei o meu rosto para o lado a fim de fugir do olhar dele e me afastei por estar achando aquilo demais, mas no que eu me afastei, ele puxou a camisola da minha mão e o dinheiro caiu no chão para o meu azar na mesma hora.

—Então veio me roubar? Perguntou ele pegando o dinheiro e apontando a arma para mim. –Trezentos dólares? Perguntou ele sério e me fez encostar-me à parede.

—Vim pegá-los de volta, você pegou muito mais de mim! SENTI-ME NO DIREITO!

—Se sentiu no direito de vir bagunçar as minhas coisas?

—Não estão bagunçadas!

—Mas não estão da forma correta! Sei muito bem como deixo as minhas coisas e você não faz nada perfeito mesmo, então não é para se admirar!

—Você é quem vive me colocando defeitos, acha-os onde não existe! Já se olhou no espelho?

—Todos os dias e não estou nem aí, já você me prejudicou! Comecei a rir igual ele fazia. -Qual a graça garota atrevida?

—FOI VOCÊ QUEM ME PREJUDICOU! OLHE PARA MINHA BARRIGA E VEJA O QUE O SEU DESLEIXO OCASIONOU! POR ACASO DEIXARAM A SUA IRMÃ GRÁVIDA PARA VOCÊ FAZER O MESMO COMIGO?

—PRO SEU BEM, CALE. A. SUA. MALDITA. BOCA! Disse ele entre os dentes.

—A deixaram suja como eu estou me sentindo e a defloraram como você fez comigo?

—Foi muito pior, mas saiba que esse casamento vai lhe custar muito caro!

—Não irei me casar com um monstro feito você!

—Posso ser tudo que não presta, mas bem que você se torna igual a mim ao gostar de trepar comigo ou pior. Tentei bater no rosto dele, mas ele me impediu. –Estou com uma arma apontada para você, tente alguma gracinha e ela dispara querendo eu ou não!

—Detesto ser violentada por você! Pode ser que o meu estúpido corpo goste, mas saiba que eu odeio senti-lo em mim cada vez que invade o meu corpo sem se preocupar com o que eu estou sentindo!

—Ô é mesmo?

—É isso aí!

—Quem odeia invadi-la sou eu, é muito sem graça para o meu gosto e sem sal!

—Se lembre disso da próxima vez, ontem você não se lembrou! Falei o encarando. Vesti a camisola novamente e juntamente a calcinha sob o olhar dele. –Não foi capaz de respeitar a sua companheira, mas acho bem feito para você Cullen por ter que desmanchar com a engomadinha por minha causa! Não foi assim que você fez comigo também?

—Não a compare com aquele seu namoradinho fajuto, vejo que ele devia pôr lhe chifres sem você saber. Sabe como são os homens, gostamos do melhor.

—Faz questão de jogar isso na minha cara não é?

—É sim.

—Pois saiba que o Jacob não é o único homem na face da terra, posso ter outros assim. Falei estalando os dedos.

—Grávida? Perguntou ele sorrindo irônico.

—Quando eu me livrar das suas garras, eu vou até o Jacob e conto uma historinha mentirosa. Tenho certeza que ele será capaz de assumir o filho pensando ser dele. Ele é homem e honra as calças que veste, diferente de você! Falei isso só para provocá-lo, eu não iria até o Jacob e sei que eles exigiriam um exame de DNA.

—A ta! Você acha que ele irá largar a namorada dele para ficar com você? Perguntou ele me olhando de cima a baixo. -Esqueceu que filho não prende homem?

—Eu gostaria que isso acontecesse entre nós se o seu pai não se metesse na minha vida como vem fazendo!

—Não tem o direito de falar mal dele, você é quem não presta!

—Já basta você que arruinou tudo. Você é quem não presta na realidade Edward!

—Eu já sabia disso e passei a não prestar mais ainda por culpa da sua família!

—Pra que repetir isso mil vezes? Não sou surda ou burra!

—É só para você saber e lembrar!

—Fico feliz em poder arruinar o seu relacionamento e irei destruí-lo pouco a pouco.

—Isso é uma ameaça? Perguntou ele puxando o meu cabelo e desequilibrei caindo de joelho na cama.

—Pode apostar que sim!

—Pois saiba que antes de você acabar comigo eu acabo com você raposa atrevida! Acha que eu devo temer a você que para mim não significa nada?

—Só posso afirmar que já fico feliz em acabar com o seu relacionamento de “pica” igual você fez com o meu que era real!

—Vejo o quanto real ele era. Já perdi muito tempo com você. Fora do meu quarto!

—Vá se acostumando com a vida de casado. Antes eu até não queria, mas só de saber que está infeliz já me deixa feliz. Eu não sou uma mulher vingativa, mas você está conseguindo me tornar assim!

—Vá para o seu quarto, não quero perder a cabeça e fazer realmente uma besteira. É melhor sair!

—Não consegue suportar a pressão, mas saiba que estamos do mesmo jeito! Pior eu que estou grávida e se fosse outra já tinha tirado na primeira oportunidade. Em casos de estupro isso não é julgado.

—E está me dizendo isso por quê? Perguntou ele se aproximando de mim sorrateiramente.

—Por que eu tenho todas as razões do mundo para tirá-lo e arrancá-lo de mim, mas ao ouvir o coração batendo, eu simplesmente não pude. Não sei o que pensar porque na maioria das vezes as pessoas tiram. Algo me impediu de fazer isso. Falei deixando as minhas lágrimas rolarem.

—E eu sei o porquê! O dinheiro da minha família é atrativo não é mesmo? Poderia dar o golpe neles, mas saiba que em mim não!

—Sabe que é seu Edward. Eu e o Jacob não fazíamos amor sem camisinha e você foi o único que me violentou estando sem. Não sou interesseira, seu pai me ofereceu cinco milhões e eu recusei veemente e até rasguei o cheque ontem. Não preciso do dinheiro de vocês.

—Isso faz parte do plano, ficando conseguirá muito mais!

—Nunca vai haver diálogo entre nós, não é? Apesar de tudo eu sou propensa a conversar mesmo tendo em mente que você matou os meus pais.

—Já disse que eu não matei ninguém!

—Eu não consigo acreditar em você.

—Que se dane se acredita ou não, agora vá para o seu quarto e me deixa em paz! Já basta ter que me casar à força!

—Eu só lamento, daria tudo para fugir daqui. Deixe-me ir embora, aproveite enquanto há tempo e não precisará se prender a mim ou a esse filho.

—Saiba que eu não faço acordos com você, agora saia!

—Ok. Falei prendendo as outras lágrimas. –Eu te odeio Cullen!

—É recíproco, agora me deixe em paz!

—Quem deve me deixar em paz é você! Após eu dizer desci da cama.

Olhando nos olhos dele eu ajeitei a minha camisola novamente e lembrei da chave do quarto, essa que estava caída próxima da porta do closet e a peguei. Em momento nenhum mais eu olhei para ele e sai do quarto olhando para os lados. As vozes vinham lá de baixo e conversavam de forma tranquila.

Fui andando devagar para o quarto e abri a porta, meu prato estava intocado ainda por mim e fechei a porta não a trancando com a chave. Caminhei até a cama e foi heroico da minha parte segurar as lágrimas que queriam vir com força total.

Resolvi comer aquela comida mesmo estando com uma temperatura não muito boa, mas pelo menos estava muito gostosa e acabei comendo tudinho. Rejeitei a sobremesa e preferi me deitar um pouco, eu estava sentindo um pouco de dor e sabia ser por causa do stress de ontem e de hoje, estava tudo acumulado dentro de mim em meu coração.

Era uma dor chatinha e logo ela passaria na medida que eu fosse me acalmando, mas Mary entrou no quarto e veio pegar a bandeja que estava ao meu lado.

—Mary, se não for muito incomodo, você poderia me trazer aquele suco de maracujá esperto?

—Tudo bem. Sente-se nervosa?

—Um pouco, também só de me imaginar presa a Edward Cullen.

—Pra quê existe o divórcio?

—É verdade.

—Casem-se só assim eles irão parar de pegar no seu pé. Você terá a sua liberdade de volta até porque você não poderá ser prisioneira para sempre e quando estiver em liberdade depois de um tempo, seja esperta.

—Você tem razão, tem razão Mary. Sei que eles me caçarão se eu tentar fugir agora, afinal eles têm o direito de interagir com essa criança.

—Mesmo sendo “essa criança”, não vai deixar de ser o seu filho.

—Eu não quero pensar nisso agora, estou um pouco nervosa.

—Volto já então. Quer mais alguma coisa?

—Não, não. Só o suco mesmo.

—Ok.

Ela saiu do quarto e eu me cobri por estar sentindo um pouco de frio, o tempo estava chuvoso e estando próximo da praia piorava.

.

.

8min depois.

Mary trouxe o meu suco e o bebi tudo de uma vez.

—Agora irei passar um pouco de roupa. Relaxe Isabella.

—Vou dormir um pouco, estou com um pouco de sono.

—Isso, apenas se acalme.

—Farei isso. Agora me diz uma coisa, a suposta namorada de Edward ainda está aí?

—Ela foi embora após o café da manhã, disse que almoçaria hoje com os pais. Ela não é arrogante igual à Tânia.

—Se você está dizendo.

—Duvido que Edward volte a ter algo com ela, terá que se casar com você em breve.

—Estou digerindo isso ainda.

—Faça o que eu te falei, seja esperta. Eles têm muito dinheiro e conhecimento, isso já basta para te achar caso decidisse fugir agora.

—Não irei não. Farei da forma que você sugeriu e se a preocupação deles for à criança, eu a deixarei com eles quando nascer. Acho que fazendo dessa forma eles me deixem em paz para o resto da minha vida.

—Sei que você não será capaz de fazer isso quando o bebê nascer e ao amamentá-lo pela primeira vez. Tenho certeza que será amor à primeira vista

—Não diga antes do tempo Mary. Tudo que eles querem é essa criança que é do sangue deles.

—A dona Esme gosta muito de você, do contrário não teria pedido a Alice para comprar várias coisas do bom e do melhor para você. Ela seria a primeira a odiá-la por ser uma Swan, mas a patroa é uma mulher justa e sabe que você não é uma má pessoa.

—É. Falei pensativa e me mexi na cama.

—Tenho que ir agora e irei deixá-la descansar.

—Obrigado Mary.

—De nada.

Ela saiu do quarto e fechei os meus olhos, fiquei desta forma até sentir o sono ir chegando e finalmente me pegar de tudo.

.

.

18:09min da noite.

Despertei me deparando com a escuridão do quarto e permaneci deitada, mas momentos depois eu estiquei a minha mão e acendi a luz do abajur.

Recordei-me de Ângela e senti saudades da minha amiga, recordei-me de Fred e dos outros que eram tudo criança grande. Se eles soubessem de tudo que eu estava passando ficariam chocados ou desacreditados, um dos dois e resolvi me levantar para ir tomar o meu banho, o suco de maracujá me deixou bem mais tranquila e eu já não sentia mais nada. Fui para o banheiro e colocaria a mesma camisola, estava limpa por eu não sair do quarto. Despi-me e entrei no Box, me lavei por inteira de forma tranquila e nesse momento me senti ser vigiada, continuei de costas para a porta esfregando os meus cabelos para espalhar o xampu em minha cabeça e esfreguei o restante do meu corpo com o sabonete estando com a cabeça tomada de espuma. Ao dar-me por satisfeita entrei sob a água e deixei que ela levasse toda a espuma de mim, ao virar para a porta eu pego aquele palhaço me olhando e resolvi ficar quieta, era como se ele não estivesse ali para me provocar. Passei condicionador em meu cabelo e esperei uns minutinhos para retirá-lo por completo do meu cabelo.

Desliguei o chuveiro e sai do Box me enrolando na toalha, Edward ainda estava parado ali me olhando de forma a me acusar com os olhos e me sequei estando em frente ao espelho. Por mais que a minha vontade fosse expulsá-lo eu continuei me secando normalmente e um pouco sem jeito eu tirei a toalha do meu corpo e a levei até a minha cabeça para secar o meu cabelo. Se o propósito dele fosse me abalar com a sua presença eu mostraria a ele que nem um pouco, ele já conhecia o meu corpo e não adiantaria mesmo tentar escondê-lo. Penteei o meu cabelo, passei desodorante e um óleo posto ali que provavelmente por Alice. Dizia ser bom para passar na barriga quando grávida e até que era bem cheiroso, vesti a camisola e me preparei para sair do banheiro.

—Me dá licença? Pedi o olhando de forma séria e ele saiu da frente sorrindo de forma a me desafiar.

Fui para o closet e vesti uma calcinha após pegá-la na gaveta. A presença dele ali não estava me abalando e agiria daqui para a frente com a Mary me aconselhou, mas tinha horas que ele conseguia me tirar do sério.

Voltei para a cama e me deitei para assistir televisão. Edward de propósito se deitou sob a coberta e fui obrigada a soltar um muxoxo por estar insatisfeita. Afastei-me dele e aumentei a televisão, mas ele para me importunar veio ficar ao meu lado quase colando o corpo dele no meu. Fechei os meus olhos e respirei fundo, eu iria deixá-lo me provocar o quanto quisesse e não daria esse gostinho a ele, esse foi o meu mantra. Não deixar que ele me abalasse naquele momento.

Estando de barriga pra cima, eu dei as costas pra ele e fiquei olhando na direção da televisão, mas a sua mão atrevida veio ficar sobre a minha cintura. Não se contentando ele a desceu no sentido dos meus quadris, passou pela barra da minha camisola e se manteve na minha coxa por uns minutos, eu estava louca para socá-lo. Depois ele não se contentou em deixar a mão parada e tornou a subi-la sob a minha camisola e levou a mão no sentido do meu sexo. O toque dele em meu corpo era o que me condenava ao fracasso e o bico dos meus seios já estava duro, mas eu ao sentir que ele colocou a mão lá estando sob a calcinha eu não pensei duas vezes. Levei a minha mão esquerda próxima a dele e tasquei lhe um beliscão com gosto.

—Aiiii! Falou ele tirando a mão de mim e acendeu o abajur que estava ao lado dele para verificar a mão. –Você me beliscou! Está maluca mulher?

—Se veio me importunar, saiba que não conseguiu e dê o fora de uma vez! Deixa-me em paz seu, seu... Ah! Deixa pra lá!

—Vim treinar para a vida de casado. Falou ele me agarrando e beijou o meu pescoço.

—Solte-me! Não pense que teremos uma vida conjugal normal, eu te odeio Edward!

—É mesmo? Nós veremos! Disse continuando a me agarrar por trás e apertou o bico dos meus seios beijando a minha orelha.

—Pare com isso Edward! Vá se entupi de bebida ou vá correr atrás das suas mulheres, mas me deixe em paz!

—Não quero. Faço o que eu quero e quando quero.

Edward continuou beijando o meu pescoço e lembrei das palavras de Mary pra ser esperta e não deixá-lo me aborrecer. Deixei ele fazer o que ele queria. Primeiro ele beijou o meu pescoço, só aquilo já estava me tirando de órbitas e desceu na direção dos meus seios ao me virar de forma tosca de barriga pra cima não causando danos à gravidez. Mais uma vez ele subiu na direção do meu pescoço e ao provocar-me indo à direção dos meus lábios eu virei o meu rosto.

—Pra tudo tem um limite! Falei um pouco alto e entre os dentes.

—Mas eu com você não! Disse ele vindo beijar os meus lábios e virei o meu rosto novamente. –Se me morder novamente ficará sem o restante do seu cabelo! Ou ainda duvida de mim?

—Não! Falei com raiva e com medo dele cumprir a ameaça. Edward era louco às vezes.

—Que bom que nos entendemos!

Sem pestanejar ele beijou os meus lábios de forma tranquila e a quentura de seu beijo me invadiu junto com a mão dele que acariciava os meus seios. Estando ao meu lado com o corpo bem dizer grudado no meu, eu o senti excitado e seu beijo passou para o meu pescoço. Mesmo sentindo muita raiva dele o meu corpo estava em brasa por causa dos beijos que eram distribuídos em meus seios, no vão deles e novamente ele retornou para os meus lábios o invadindo com a língua sem a minha permissão.

Sem chance eu tive que aceitar para eu não ficar careca e tive que retribuí tentando beijar muito mal sem língua, mas ele parou o beijo e ficou me olhando sério. Tentei desviar o meu olhar, mas ele não deixou ao segurar em meu rosto.

—Pare de palhaçada! Eu apenas balancei a minha cabeça que sim.

Novamente ele beijou os meus lábios e retribui de verdade com dor na consciência sentindo que o beijo dele era na verdade mais que bom. Sua mão veio ficar entre as minhas pernas e senti os dedos dele moverem em mim intimamente, mas quando eu dei conta a minha calcinha foi afastada para o lado e sentia-me vergonhosamente molhada.

—Pare Edward! Falei sentindo o meu corpo desejoso como nunca pelo o dele.

—Não irei não. Disse ele beijando o meu pescoço próximo da minha orelha.

—Não é certo!

—Sou eu quem decide isso! Disse ele me olhando e tornou a me beijar, eu estava sem saída com ele me obrigando a tal atrocidade.

Deu-me vontade de gemer com aquilo que ele estava fazendo de forma bastante lenta em mim e o primeiro gemido escapou de meus lábios roubando a atenção dele.

—Ai! Falei imediatamente para disfarçar.

—Não adianta fingir estar sentindo dor. Disse ele vindo beijar novamente os meus lábios e continuou circulando os dedos em mim.

—Não, eu não quero isso! Falei entre os lábios dele e tentei me afastar em vão, ele era forte demais e me impediu.

Alguém bateu na porta e Edward imediatamente se levantou.

—Responda logo e não quero que elas me vejam aqui! Disse ele de forma estúpida baixinho e foi se esconder no closet, já eu me ajeitei correndo e tampei o meu corpo com a coberta.

—Entre.

Ao abri-la vi ser Alice junto de Esme.

—Boa noite filha. Falou Esme.

—Boa noite.

—Está mais tranquila?

—Sim, um pouco melhor. Estou digerindo ainda a ideia louca do seu marido em me casar com o seu filho.

—Será bem vinda como a minha nora.

—Sem querer ofendê-la, mas Edward é o culpado pela tragédia da minha vida e tendo o seu apoio em querer me casar com ele é ofuscante para mim Esme!

—Ele vai mudar querida, não viverá tomado pelo ódio para sempre.

—Então até ele mudar e não sei quando isso irá acontecer eu terei que suportar as grosserias dele? Ele me bate sabia?

—Não se preocupe, ele não fará mais e será punido pelo pai se isso voltar a acontecer novamente. É só você nos informar, sabe que não queremos o seu mal.

—Isso é inacreditável! Inacreditável Esme, mas eu já aceitei infelizmente essa punição. Que fique claro que eu não quero um tostão de vocês e quando passar esse repouso eu arrumarei uma forma de trabalhar.

—Não precisa disso.

—Já aceitei a me casar com um monstro e desculpe a sinceridade, mas agora eu terei as minhas vontades também! Não irei obedecer sempre ao que vocês impor e se eu vou ter que me casar com um assassino que é o seu filho, isso só acontecerá por causa dessa criança e isso você já sabe.

—Serão aceitas filha, será do jeito que você quiser também. Mas não quero que vá embora e de qualquer forma eu me sinto mal por você estar sozinha nesse mundo cruel e desamparada tão nova.

—Sei me virar.

—Não sabe não, ainda é uma criança.

—Não mesmo, não sou criança. Estou carregando uma apenas.

—Seu modo de agir me lembra uma.

—Tudo bem, não vou ficar debatendo isso com você. Falei segurando na mão dela. -Eu agradeço por tudo que vem fazendo por mim, mas estou insatisfeita no momento.

—Um dia me agradecerá e verá o filho maravilhoso que eu tenho.

—Não quero mais falar sobre isso. Falei me lembrando de Edward ali escondido.

—Tudo bem. Disse ela sorrindo levemente. –Temos planos para o casamento.

—Não precisa de festa, será só colocar a droga da aliança no meu dedo e pronto. Não vai ter graça para mim mesmo.

—Não quer festa?

—De jeito nenhum! Só no civil mesmo e ta de bom tamanho. Diga ao seu filho que eu não quero nada dele quando for assinarmos os termos. O problema aqui é só a criança mesmo e se quiser podem ficar com ela quando nascer!

—Ta ouvindo titia isso? Perguntou Alice indignada.

—Deixe-a desabafar, ela tem o direito e sei que não será assim.

—E tenho mesmo! Mas é só isso mesmo, estou vendo que serei manipulada pelo resto da minha vida por vocês! Mas deixo bem claro que não!

—Não vai não. Você vai poder sair e ir aonde quiser, mais por termos muito dinheiro, sermos influentes nós andamos sempre com seguranças. Não é bom precipitar.

—Eu não quero ser vigiada ao sair, quero uma vida normal!

—Infelizmente nessa parte terá que ser dessa forma.

—Eu não vou falar coisas que a magoem Esme, eu prefiro guardar isso para o seu filho.

—Faça com que ele a ame.

—Ele matou os meus pais! Nunca que isso irá acontecer! Falei exasperada.

—Ele é verdadeiro comigo bella e disse que cedo ou mais tarde você ficaria órfã. Seus pais roubavam e traficava em terras inimigas, isso gera raiva e teve sorte de não fazerem algo com você. Até poderia estar morta por vingança há muito tempo! Sendo que ele não os matou, ele jura ao afirmar isso para mim. Falou Alice.

—Mas o seu primo fez pior comigo! Sequestrou-me, me estuprou e de resultado estou como estou, me bateu fisicamente e com palavras. Não se esqueça disso NUNCA! Eu não acredito nele quando afirma que não os matou, ele exala ódio.

—Ta você está certa no quesito dos seus maus tratos, mas eu acredito nele quando afirma que não os matou.

—Não me pegaram porque os meus pais não andavam sempre comigo e eram discretos quanto a isso. Talvez nem sabem da minha existência!

—Se considere com sorte por ser desse jeito então.

—Esme, quando que eu serei obrigada a me unir com o seu filho?

—O mais breve possível. Será discreto com os amigos mais íntimo da família e celebraremos na casa de Alice que tem um jardim muito espaçoso e ficará lindo lá. Entraremos em contato com um amigo nosso e agilizaremos tudo, não passará de fevereiro. Temos que ter os seus documentos em mãos e você ir junto para dar início em tudo junto com o meu filho. Mas deixe o seu repouso passar e Alice irá com você até o seu apartamento pegar as suas coisas. Dois seguranças as acompanharão.

—Não quero vigias atrás de mim!

—Mas terá que ser assim. Disse ela de forma calma.

—Tudo bem, mas aonde nós iremos morar? Perguntei disfarçando o meu ar choroso.

—Aqui e tem espaço o suficiente para vocês. Quando vocês ficarem mais civilizados poderão morar onde você quiser e escolher.

—Ok. Falei secando uma lágrima que rolou.

—Não gostou daqui?

—Não é isso Esme, a sua casa é muito bonita, bem espaçosa e um luxo só, mas eu só estava curiosa mesmo, nada mais.

—É normal. Eu e Alice já estamos bolando os preparativos e como estou impossibilitada, ela se encarregará de tudo. Claro que o dinheiro que será gasto vai ser de Edward por ter agido escondido, não o criei para agir dessa forma.

—Ele que se prepare então. Falou Alice sorrindo e eu por um lado achei bem feito para ele.

—Estamos descendo para jantar, logo a Mary trará para você também.

—Tudo bem então.

Elas se levantaram da cama e saíram do quarto, já eu levantei o lençol para tirar aquela calcinha e ele saiu do closet vindo até a mim.

—Escutou? O provoquei. –Quem vai pagar o banquete vai ser o seu bolso para você deixar de ser bobo e talvez se arrependa por ter me mantido aqui! Espero que elas gastem bastante a sua fortuna.

—Adora se fazer de boazinha “Eu não quero o dinheiro de vocês”. Disse ele me imitando. –Na verdade está louca para gastá-lo! Você é sonsa e astuta! Até parece que você conseguirá fazer com que eu a ame, minha mãe só pode estar maluca porque isso não irá acontecer! Não serve para mim por vários motivos!

—Você também não! Você não serve para mim da mesma forma que eu não sirvo para você, mas saiba que isso não me importa! Seu imbecil, imprestável! Seu estúpido e arrogante metidinho! As qualidades que preso e considero em um homem, você não tem nenhuma delas! É um grosso Edward e eu sinceramente tenho pena das mulheres que se envolvem com você, mal conhecem o monstro que estão se envolvendo e indo para a cama! Mesmo você morando em um castelo e sendo dono de uma fortuna incalculável, saiba que nada disso enche os meus olhos, ainda mais sendo você quem eu mais odeio nesse mundo! Eu odeio, odeio e odeio você! Dê. O. Fora. Já! Falei séria e demonstrando o meu estado de espírito através do meu olhar.

—Mexeu com a pessoa errada Swan! Mexeu com a pessoa errada! Disse ele apontando o dedo para mim cheio de autoridade e o seu olhar era como facas prestes a me cortar. –Com as outras é diferente, nem se compara.

—Você também mexeu com a pessoa errada seu, seu palhaço! Agora dê o fora daqui ou chamarei os seus pais agora mesmo!

Edward saiu do quarto batendo a porta e eu me ajeitei melhor sob os lençóis. Poxa! Eu dei tanto mole hoje, mas eu senti que ele falava sério quanto a cortar o meu cabelo, ainda mais que os outros não ficavam ao meu lado o tempo todo e nesse espaço de tempo sozinha ele muito bem poderia aprontar comigo. Posso afirmar com muita falta de vergonha na cara que ele era muito bom com a mão, por isso que as mulheres se derretiam por ele, mas eu não iria não. Isso nunca!

Seu beijo era bem diferente do de Jacob e diria que até melhor, sendo que na hora de me beijar em momento nenhum ele foi violento como costumava ser com as palavras. Em momento nenhum ele me penetrou com o seu sexo e quebrou o cuidado recomendado pela médica, mas se for pensar melhor eu estava quebrando ao andar. Eu poderia ficar realmente mal e isso não voltaria a acontecer mais eu acho. De alguma forma ele conseguia bloquear o meu juízo e isso era ruim demais, eu tentaria me proteger.

Edward era de veneta algumas vezes e eu não o entendia. Sentia-me uma estúpida por sucumbir ao desejo que era devastador em meu corpo. Eu não aceitava o que acontecia com o meu corpo sob o toque dele, eu me sentia pior ainda ao lembrar dos meus pais mesmo sendo eles os causadores de toda desgraça na família de Edward.

Fiquei deitada me lembrando de tudo que aconteceu, essas imagens não saiam da minha cabeça e sua forma de me beijar era sem igual. Sob a coberta eu ainda sentia o efeito que o toque das mãos dele me causou e continuei a assistir televisão para tentar apagar essas lembranças da minha mente. Elas eram proibidas para mim.

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Momentos depois.

Mary entrou no quarto trazendo a minha comida e se foi outra vez. Tomei o meu remédio e comecei a comer distraída vendo televisão, quando me dei conta à comida já tinha acabado e eu ainda estava com fome.

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Quando Mary retornou para pegar a bandeja.

—Mary, se não for muito abuso eu gostaria de comer mais um pouco, hoje eu estou com bastante fome. Parece que o meu apetite está dobrando a cada dia que passa.

—O senhorzinho foi quem pediu para não encher o seu prato de comida. Ele alegou que já teria que se casar forçado com uma estranha e não queria que você virasse uma bola, já basta que terá que aturar a sua forma cheia por causa da gravidez na frente dos amigos da família e afirmou também que já está morrendo de vergonha antes da hora por causa disso.

—Ele falou esse absurdo? Perguntei indignada.

—Sim, ainda pouco quando foi até a cozinha fuxicar a geladeira como gosta de fazer.

—Não ligue para ele e, por favor, eu realmente preciso comer um pouquinho mais. Falei meio que desesperada.

—Eu não dei ouvido a ele, sei que mulheres grávidas sentem fome.

—E eu estou. Tudo por culpa dele e ainda me fala que está envergonhado por nos casarmos comigo grávida. Que pensasse antes!

—Eu já sei disso, agora me deixa trabalhar.

—Tudo bem.

Mary saiu do quarto e fiquei pensando a respeito do que ela me falou, ele tinha vergonha de mim, mas eu sabia que eu não era feia. Devia ser mais uma das frescuras dele. Onde já se viu, agora age de uma forma que dá a entender que eu que fui culpada por engravidar. Era só o que me faltava!

Procurei esquecer essa palhaçada do Edward e coloquei a calcinha usada sob o travesseiro. Fiquei deitada e me veio à mente Jacob. O Natal estava se indo e com ele o aniversário dele, eu lamentava por toda essa confusão que começou com um grande mal entendido. Fiquei tão chateada com as palavras dele que deu a entender que foi através dele que eu tive a amizade dos outros, mas na verdade foi mesmo. Eu entendia toda a sua mágoa comigo, mas ele foi tão injusto que era difícil engolir ou esquecer.

Em nome dos nossos vários momentos juntos era o que me deixava chateada, quem sabe um dia eu tiraria toda essa história a limpo. — Quem sabe? Perguntei para mim mesma.

Se até lá eu sobrevivesse com as chaturas, com as ameaças e com tudo mais que Edward fazia comigo. Fugir mesmo já estava descartado, definitivamente eu estava numa forca e quase sendo enforcada.

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Às 21h da noite.

Fazia tempo que Mary tinha descido e nada dela subir com o que eu havia pedido, acho que ela se esqueceu de mim. Eu estava faminta e a criança parecia que estava me sugando cada vez mais, por fim fui até a porta. Olhei o corredor e estava vazio, o segurança quando não estava ali em cima ele ficava no pé da escada lá em baixo. Agora com um pouco de liberdade eu caminhei devagar até o alto da escada e o chamei. Por sorte era o segurança jovem.

— Hei você!

—O que deseja? Perguntou ele olhando para cima e eu escondi o meu corpo atrás da parede por estar de camisola.

—A Mary está muito ocupada?

—Está na cozinha. Por quê?

—Pedi a ela um pouco mais de comida e ela está demorando.

—Vou verificar, um momento.

—Tudo bem.

Ele sumiu de vista e quando voltou.

—Ela disse que não se esqueceu, mas quando se preparava para levar a sua bandeja o Sr Edward disse que você ficaria gorda demais e a proibiu. Ordens são ordens, isso foi o que ela falou.

—Tudo bem e obrigado. Falei me retirando.

Eu estava fula da vida com a intromissão de Edward e voltei para o quarto xingando-o mentalmente. Minha boca chegava a salivar pelo desejo de comer, mas isso não iria ficar assim, eu daria o meu jeito mesmo desobedecendo às ordens médica. Eu não aguentava mais isso!

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Alice e Esme vieram me dá boa noite e pelo visto o marido dela não devia estar na casa, que insensível da parte dele. Por isso Edward agia dessa forma, bem ou mal puxou o pai.

Eu esperaria todos irem dormir, claro que teria o segurança, mas aquele eu tiraria de letra já que o ultimamente eu quase não o via pela casa, parecia que as rédeas estavam se afrouxando.

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Madrugada de quinta feira, 26 de dezembro.

01:30 da manhã.

Desliguei a televisão e me levantei devagar, fui caminhando até a porta e a abri dando de cara com o corredor vazio. Ele estava pouco iluminado por ser noite. Lembrei de vestir o roupão e o coloquei após ir até o banheiro.

Ao voltar para a porta encontrei o corredor da mesma forma e sai andando devagar, passei em frente à porta de Edward e estava tudo quieto, observei que ela estava entreaberta e espiei, mas o escuro no interior do quarto não me deixava ver mais além.

Desci a escada lentamente segurando no corrimão e não havia segurança dentro de casa, acho que eles só estavam ficando agora na parte do dia, por causa da Esme ou querendo ou não, por causa de mim. Dei graças a Deus quando cheguei lá em baixo e fui caminhando na direção da cozinha. A iluminação era somente no corredor e a cozinha estava apagada, preferi andar no escurinho que não era muito por causa da iluminação do lado de fora e escutei vozes, provavelmente dos seguranças que faziam a ronda lá fora.

Meu sorriso chegou a ser total ao abrir a porta da geladeira e ver tanta coisa gostosa. Tinha sobremesa à base de frutas e chocolate, variedade de fruta, na verdade aquela parte só tinha besteiras deliciosas. Dois tipos de sabor de suco, iogurtes, cervejas, três garrafas de vinho, sobremesa chique dessa pronta vinda em caixa, mas o que me chamou a atenção foi à torta de nozes com fio de ovos. Literalmente a minha boca salivou e não pensei duas vezes. Fui até o armário pegar um pratinho e peguei um garfo, sorte era que a torta já estava partida e não pensei duas vezes ao partir uma fatia bem grossa para mim. Mesmo sabendo que não era adequado, eu precisava comer urgentemente. Peguei uma taça de pavê com morango e chantilly também ao desejar aquilo também. Eu parecia uma criança no parque de diversões fazendo artes e me preparei para fechar a geladeira, mas ao fazê-la tomei um susto com Edward ali parado me vigiando.

—Bonito! Está roubando as coisas dos outros? Perguntou ele me reprovando e não era possível ver com perfeição o seu rosto por causa da má iluminação agora com a porta da geladeira fechada.

—Eu estava com fome. Falei abrindo a porta da geladeira de volta e me preparei para guardar o que eu havia pegado.

—Agora que já pegou coma! Deve estar contaminado já! Disse ele se afastando minimamente.

—Você quem proibiu a Mary de me alimentar bem, mas não enxerga que eu como por dois agora?

—Não quero saber! Não percebe a vergonha que terei que passar com você redonda feito uma bola?

—Pensasse antes! Não enxerga que eu terei que me casar com um homem que eu não amo e para piorar estou grávida dele? Só enxerga o seu lado, mas se coloque no meu! Estou levando um duplo castigo!

—Acha que essa criança é um castigo? Perguntou ele se aproximando de mim pouca coisa.

—Ela não tem culpa na verdade, mas o pai dela tem todas por não prestar!

—Então vá culpar o engomadinho, terei que tomar conta do filho dele para o resto da minha vida! Você sabe que não deveria estar aqui em baixo!

—E você, está fazendo o que aqui?

—Te vi! Eu não estava dormindo quando você teve a audácia de fofocar em minha porta!

—Pouco me lixo para você! Falei fechando a porta da geladeira e desisti de guardar aquilo que eu peguei. Comecei a comer o pavê sob o olhar dele que era reprovador, mas estava tão bom que de propósito eu peguei outro estando ele me vigiando. A pouca iluminação não me deixava vê-lo, comi o bolo sentindo a minha boca encher de água e fui provocada por ele.

—Desse jeito ficará horrível de gorda!

—Mesmo não te agradando você me procura, não devo estar tão ruim assim. Quando eu puder andar livre, vou comprovar com outros homens se eu estou tão ruim assim.

—O que pretende? Perguntou ele segurando no meu braço.

—Me solta! Falei puxando o meu braço de volta. –Você me chama de vadia, bem, eu irei fazer o meu papel e comprovar através dos outros se eu sou tão ruim assim. Sei que eu não sou por jake sempre me deixar saber o quanto eu era boa e bem gostosa, ele adorava....... Falei sorrindo. -Estaremos casados e você fará um bom papel de chifrudo, mas se você quiser pode ir procurar as suas mulheres e eu vou arranjar alguém que eu goste de verdade. Sinta-se à vontade.

—Acha bonito isso? Perguntou ele segurando no meu braço com força e encostou-me na pia. –Mas tire o seu cavalinho da chuva garota estúpida, se eu ficar sabendo de algo vai se ferrar os dois juntos. Tenha isso em mente sempre e não me subestime!

—Já me acostumei com as suas grosserias, mas guarde bem a sua arma caso decida algo contra mim. Eu posso acabar me vingando também e bem antes de você Cullen!

—Não é novidade Swan, já tem um sangue que não presta mesmo!

—Quem não presta é você! Falei colocando a minha mão no bolo e sujei para valer o rosto dele, essa ele não esperava.

—Olha o que você fez! Sua estúpida! Disse ele limpando o rosto e veio na minha direção, sua mão suja lambuzou o meu cabelo e a minha bochecha. –Isso é para você aprender! Disse ele me segurando e pegou bolo no pratinho sobre a pia e me lambuzou novamente, ele sorria de forma perversa ao lambuzar o meu cabelo.

—Pare seu estúpido! Pare! Gritei.

—Fale baixo ou farei pior com o seu cabelo!

—Não será capaz! Falei tentando tirar a mão dele do meu braço, mas tomando cuidado para não fazer esforço físico.

—Gostou de ser lambuzada? Agora eu terei que limpar tudo isso aqui!

—Bem feito! Falei sapateando. –Seu estúpido, ignorante, perverso e tudo de ruim!

—Pode falar o que quiser, suas palavras são iguais à titica para mim, eu simplesmente dou descarga em todas elas em meu cérebro!

—Blá, blá, blá Cullen maldito!

—De que você me chamou? Perguntou ele vindo até a mim e me afastei dele. –Seu ignorante!

—Não foi isso que você me chamou! Mas acho melhor você subir da mesma forma que desceu!

—Irei mesmo, me dá enjoo de olhar para a sua cara!

—Então se acostume!

—Vá se ferra! Falei dando as costas para ele e me preparei para sair da cozinha, mas tornei a olhar para ele. –Faça-me um favor, não dirija mais a palavra a minha pessoa ou vá me atormentar com os seus caprichos! Pelo menos me faça esse favor!

—Não escutei. Falou ele de forma debochada e acendeu a luz causando-me incomodo nos olhos. –Desapareça de uma vez, olhe a bagunça que está isso aqui! Ande logo e some para o seu quarto!

—Irei mesmo! Ai! Fiz fazendo teatro com a mão em minha barriga.

—Não adianta ficar de palhaçada Swan! -Você está fingindo!

—Ai! Eu não estou não! Falei me curvando teatralmente e com muita luta ele veio até a mim.

—Onde está doendo?

—Na minha barriga. Falei sorrindo internamente.

—Acho melhor você se deitar outra vez antes que os outros venham e fique alugando o meu ouvido!

—Você foi o culpado! Agora terá que arcar com as consequências! A dor está me bloqueando! Anda, me ajude a ir até o quarto seu imbecil, imprestável! Seu estúpido!

—Se vai continuar me ofendendo que dê o seu jeito! Disse ele com raiva novamente.

—Ande.......Logo! Terei que tomar um banho por sua culpa.

—Somos dois então! Acho que farei companhia a você.

—Não preciso dela! Falei no momento em que ele me pegou no colo.

—Acho melhor se calar!

Ele me carregou numa boa e subiu a escada, já no segundo andar nós fomos para o quarto que eu ocupava.

—Me leve para o banheiro.

—Isso já está obvio para mim, agora pare de perturbar!

—Que se dane! Mas dê o fora para eu ficar mais à vontade!

Edward me colocou no chão e saiu de porta a fora. Tirei a minha roupa e fui para o Box, liguei o chuveiro e fui tirando aos poucos o glacê que emaranhou em meu cabelo com o xampu. Edward de propósito lambuzou tudo e estava bem ruim para tirar aquilo.

.

.

5min depois.

Ainda havia gordura em meu cabelo e com a próxima colocada de xampu sairia tudo, mas Edward entrou nu no banheiro e entrou no Box para me provocar, mas para o azar dele eu não falei nada e ele pegou o sabonete para esfregar o seu rosto sujo.

—Por sua culpa eu tive que limpa a cozinha!

—Parabéns e bem feito!

—Isso, pode se divertir nas costas dos outros.

—Aprendi com você, agora tome o seu banho e cale a boca!

—Calada quem deve ficar é você! Disse ele segurando em meu cabelo e choquei o meu corpo contra o dele.

—Já acabou com o teatro? Acho melhor me soltar!

—Pelo visto você não estava sentindo dor coisa alguma!

—Obrigado por me deixar fazê-lo de bobo um pouco. Falei sorrindo pra valer e ele me virou de frente para ele ficando centímetros do meu rosto. Juro que fiquei com medo nesse momento.

—Estava fingindo esse tempo todo sua bruxa?

—Sim. Falei sorrindo.

—Eu já sei que você é uma vadiazinha astuta! Disse ele socando a parede ao meu lado e me assustei mais ainda, ele fazia isso para descarregar a raiva. –Você é uma fingida!

—Você também seu estúpido! Agora dê o fora daqui ou chamarei os outros!

—Comece a chamar então, berre e é bom que eles vejam o quanto você gosta de trepar comigo! Disse ele me virando de costas outra vez para ele. Sem demora ele beijou a minha nuca e apertou o bico do meu seio esquerdo. Senti a sua excitação que era total bater em minha costa e tentei me afastar dele, mas ele me travou colocando a mão dele em meu sexo e o acariciou por inteiro com os dedos. Fui obrigada a fechar os meus olhos com a intensidade do desejo que começou a despertar em mim e minha cruel vontade era de me entregar naquele momento a ele. Senti vergonha de mim mesma e abri os meus olhos.

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—Pare Edward! Não devemos porque eu te odeio!

—Eu te odeio mais e não irei parar! Disse ele perdido no desejo perceptível para mim beijando o meu pescoço e veio beijar os meus seios roubando-me suspiros baixos junto com os seus dedos que não desgrudavam de mim externamente. Ele desligou o chuveiro e me tirou a força do Box, digo a força no sentido que a vontade era dele e não minha, mas não houve luta da minha parte por me sentir perdida no meio dos problemas e sensações que me dominava completamente naquele momento. Sem pensar ele me deitou na cama e abriu as minhas pernas de uma forma que me deixou bem acanhada estando sob a luz do abajur, mas o seu gesto seguinte me surpreendeu e senti os lábios dele muito macios me levando a loucura lá em baixo, ele era demais fazendo isso. Tentei afastá-lo com a minha mão, mas estava difícil para mim e piorou quando ele veio beijar a minha boca e me acariciou intimamente com o seu sexo grande, muito macio e quente. A quentura daquilo e seu corpo junto ao meu só pioravam tudo e deixei um gemido escapar com ele esfregando o seu sexo bem devagar em meu ponto mais sensível. Eu o molhava de maneira gritante e o meu corpo borbulhava de uma forma que chegava a doer em minhas entranhas, finalmente eu soube o que era desejar alguém de verdade. Mas eu não deixaria de odiá-lo por causa disso.

—Não devemos! Falei com ele invadindo os meus lábios de forma calma e não me machucava com o seu corpo, muito pelo contrário.

—Sou eu que decido isso! Disse ele colocando só a cabeça de seu sexo em mim e forçou só um pouco a deixando assim em minha entrada.

—Vai me machucar, sabe que eu não posso. Já até abusei fazendo esforço demais!

—Cale a boca, fala demais!

—Você não presta.

—Somos os dois então! Disse ele voltando a sarrar devagar em mim e gozei segundos depois apenas, meus gemidos me traíram e eram constantes por causa do turbilhão que circulava em meu corpo. Não aguentando a minha forma safada de gemer Edward gozou me enchendo de fluidos e se afastou na mesma hora. –Está vendo porque eu digo que você é uma vadia de luxo?

—Estou e saiba que estou péssima por causa dessa realidade! Falei chorando e me cobri sob o olhar dele. –Fora! FORA! Eu gritei bem alto. –FORA DESSE QUARTO E FIQUE BEM LONGE DE MIM!

—Irei mesmo! Disse ele saindo nu mesmo e fechou a porta sem bater como ele costumava fazer. Talvez por Esme e Alice estarem dormindo.

Desabei em lágrimas e soquei a cama por ser tão fraca. Ele brincava comigo e eu caia igual boba, mas jurei para mim mesma mais uma vez e essa seria a última. Ele não iria mais me sacanear ou me chamar de puta de luxo tendo razão. Gozar daquela forma entregue foi demais para mim e motivo para ele me ofender, sendo que eu não consegui me conter.

.

.

Limpei-me como eu pude, os meus olhos estavam vermelhos de tanto que eu chorava e mais vontade me dava, por fim acabei dormindo com o travesseiro molhado ao meu redor.

.

.

09:50min da manhã.

Acordei com a porta sendo aberta e era Alice ali toda arrumada.

—Bom dia. Falou ela sorrindo, mas parou ao ver que as lágrimas sem querer desceram dos meus olhos. –O que foi?

—Não é nada Alice, mulheres grávidas têm disso pelo o que eu estou percebendo.

—Meu primo andou aprontando outra vez?

—Não mesmo. Falei ajeitando o lençol, pela transparência por ele está sobre mim e os outros bem mais a baixo, era possível ver a minha nudez da cintura para cima.

—Sei que ele está metido nisso.

—Eu já disse que não! Agora esqueça esse detalhe, mas fique sabendo e aconselhe-o a ficar bem longe de mim!

—Darei o recado. Sente-se bem ou sente alguma dor?

—Apenas em meu coração, só isso e pela a minha falta de vergonha na cara!

—Não estou a entendendo.

—Melhor assim mesmo, mas diga a Edward para ficar longe de mim! Está escutando Alice? E passe esse recado para o pai dele. Diga para aconselhar o filho a me deixar em paz! Falei entre os dentes.

—Ele veio aqui mexer com você, é possível perceber que está nua sob a coberta e está fazendo frio, pode acabar se resfriando.

—Apenas diga para ele ficar longe de mim! Ele ofende com palavras inapropriadas a minha pessoa e estou começando a pensar que ele tem razão!

—O que há bella? Não quer se abrir?

—Não! Vocês querem me casar com ele mesmo assim! Não se importam comigo e vivem dizendo que ele é isso ou aquilo, mas na verdade ele não É!

—Acho melhor você se recompor. Eu vim me despedir, tenho que voltar para a minha vida normal outra vez. No ano novo eu volto de novo.

—Ok Alice, vá com Deus e bom trabalho.

—Obrigado bella. Fique bem!

—Impossível!

—Falarei com o meu tio, pode deixar. Não me adianta ir falar com o meu primo porque ele vai vir direto aqui.

—Não tenho dúvida! Falei me cobrindo de forma correta e Alice se levantou.

—Até breve.

—Até Alice.

Ela se foi e as minhas lágrimas continuaram descendo. Não se passou muito tempo a Mary entrou no quarto com o meu café da manhã e o remédio, mas no lugar do café era suco de maracujá. Os pãezinhos estavam uma delicia com queijo bree e peito de peru, comi tudo e mais um pouco que havia ali na bandeja para mim.

.

.

O restante da manhã foi tranquilo, em nenhum momento Edward veio aqui no quarto e nem Esme, ela devia estar em seu quarto relaxando ou triste por sua situação. Era assim que ela ficava longe da nossa presença. Já Edward devia ter ido trabalhar. Graças a Deus!

.

.

No período da tarde eu passei dormindo.

.

.

Às 19h da noite.

Levantei para ir tomar o meu banho e aproveitei para lavar a minha calcinha de uma vez. Lavei-me bastante e vesti outra camisola que foi lavada por Mary.

Voltei para o quarto e não demorou muito ela própria trouxe a minha janta. Estava muito boa a comida e na quantidade de sempre, nem tanto que deu para me satisfazer bem.

Após ela levar a bandeja eu fui escovar os meus dentes e tornei a me deitar, parecia que hoje eu me livrei da presença de Edward.

.

.......................................................

Sexta feira, 27 de dezembro.

Às 10:30 da manhã.

Mary me acordou e era a hora do remédio. Dizendo ela, Esme estava preocupada com o filho que não apareceu pra dormir em casa ontem devido a uma briga com o pai. Obvio que foi por minha causa pensei na hora que Mary contava para mim. Alice comentou que falaria com o tio para mim, eu já estava cansada das injúrias de Edward.

Dizendo ela Esme estava muito preocupada e resolvi ir até lá após acabar de tomar café. Bati na porta do quarto.

—Quem é?

—Sou eu Esme, a bella.

—Entre. Consentiu ela e tuquinha que começou a latir sem parar, ela era bem insistente às vezes. Abri a porta e a fechei novamente.

—Vim te ver e saber como estava.

—Preocupada com o meu filho, ele não veio para casa ontem. Tenho certeza que é por causa da discursão que teve com o pai e dizendo o meu marido, ele deu uma prensa nele lá na empresa. Alice disse que ele forçou a barra com você estando nessas condições filha, não podemos permitir! Está de repouso e você nem poderia estar pra lá e pra cá, parece até que não se importaria caso viesse a perder o seu filho só porque ele é um de nós. Digo meio termo porque ele tem um pouco de você e do meu filho. Disse ela se emocionando e se recompôs outra vez.

—Seu filho só me ofende e vocês querem me obrigar a casar com ele.

—Só peço que o mude, sei que você é a pessoa certa para fazer isso.

—E ter que aturá-lo tendo mil razões para matá-lo? Não percebe que estão me obrigando?

—Sabe que seria incapaz de matar uma mosca, eu sinto isso apesar de não enxergar. Não é dessa forma que enxergando, só queremos que você fique bem.....Edward deve estar de pirraça e não apareceu na empresa até agora, Carlisle costuma pegar pesado quando quer e conhecendo o filho que eu tenho sei que está de malcriações, mas eu não quero que ele fique longe de casa e de nós.

—O que quer que eu faça?

—Não tenho o direito de pedir nada, mas eu só queria o meu antigo filho de volta.

—Ele me odeia Esme, olhando pra mim todos os dias será impossível dele mudar.

—Alice tem certeza que ele sente algo por você, ela não tem dúvidas, mas por ser uma Swan ele luta contra os sentimentos.

—Não acredito nisso, Alice deve est......

—Acho que ela tem razão, Alice é bem esperta filha e você não a conhece bem ainda.

—Ele me bate, ele me maltrata, então desconsidere essa hipótese de gostar. Aliás, gostar, ele gosta é mesmo de me maltratar.

—Se você acha isso eu a respeito. Disse ela se ajeitando no travesseiro e deixou uma lágrima rolar.

—Quer que eu ligue para ele? Ofereci-me, mas me detestando por causa disso, eu me importava com ela.

—Seria capaz de fazer isso por mim?

—Por que não?

—O telefone você sabe onde fica. Fique à vontade para pegá-lo.

—Sei sim, é só falar o número do celular dele que eu ligarei.

—Tudo bem.

Fui até a mesinha de canto e disquei o número do celular do filho que ela tinha já em sua memória. Chamou algumas vezes e acho que ao se cansar de ignorar ele atendeu.

—Alô mãe. Disse ele com a voz mole e soube que devia estar cheio de bebida na cara.

—Sua mãe está preocupada com você. Falei decidida, mas portando ódio ao me lembrar de tudo que ele me falou.

—Você é uma enx...en....enxerida! Quem a.a.a..... Autorizou a ligar para mim? Perguntou ele com raiva e bem alcoolizado. –Você e a sua família são os causadores de tu.tudo! São os culpados!

—Se enxergue! Pouco estou me importando para o que você ache ou deixe de achar seu bêbado estúpido, mas estou ligando porque a sua mãe estava preocupada com o filho irresponsável que ela tem!

—Calma filha, desse jeito será pior. Falou Esme preocupada.

—Que nada Esme, ele tem que ouvir a verdade. Acredita que ele já está trêbado a essa hora do dia?

—Olha...a.a.a. aqui sua enxerida! Toma conta da sua vida! Disse ele alterado e eu resolvi colocar uma máscara de serenidade.

—Edward, se recompõe da bebida e venha para casa quando se sentir em condições, sua mãe está bastante preocupada e sente a sua falta.

—Já falou tudo? Perguntou ele de forma ignorante como sempre.

—Sim, só volte quando der e se sentir em condições, sua mãe quer falar com você.

—Di.diga a.a ela que vou,vou ver, não quero falar com ela es.estando assim.

—Tudo bem.

—Adeus! Disse ele desligando o telefone e eu coloquei o aparelho no gancho estando com o meu sangue fervendo por causa das grosserias. Ele mal conseguia falar de tão chapado, era um irresponsável mesmo.

—Ele não quis falar comigo? Perguntou ela chorando.

—Ele só não quis falar por estar bêbado da forma que está, mas só está agindo por pirraça e irá passar.

—Tomara, mas eu fico preocupada dele dirigir dessa forma bella.

—Ele seria um louco se o fizesse.

—Obrigado por encarar a fera por minha causa. Acho que estou em dívidas com Deus por fazer com que se case com o meu filho. Mas entenda, sei que ele vai melhorar e você verá que ele é muito maravilhoso.

—Vou para o meu quarto. Falei me levantando.

—Não tem vontade de ligar para alguém? Perguntou ela do nada.

—Não irei envolver os meus amigos, agora quem sente vergonha sou eu.

—Eu a entendo. Disse Esme se cobrindo e se encolheu na cama, saí do quarto com o coração apertado por tê-la deixado chorando, mas a minha alma estava da mesma forma.

Voltei para o quarto sentindo-me aos pedaços, em outra época eu ligaria para os meus amigos, mas só havia um que eu futuramente precisava acertar alguns pontos, mas eu esperaria essa má época passar. Essa que me impossibilitava de andar muito, aliás, quase nada. Eu estava com vergonha de estar grávida estando tão jovem, acho que a vergonha era por eu ter sido estuprada. Nem sei mais.

.

.

20h da noite.

O dia se foi muito rápido e ao olhar no relógio já passava das 20h da noite. Carlisle não ficava quase aqui mesmo e Edward não tinha aparecido para me importunar ainda, mas por eu ter deixado a porta entre aberta antes de eu me deitar novamente após o banho ainda pouco, nem sinal de movimento no corredor. Estava tudo silencioso.

Eu sentia dó de Esme por estar suportando a dor da perda, do abandono e das pirraças do filho que eram tamanhas. Eu não poderia mudá-lo por não saber como, entre eu e ele não havia diálogo, então seria bem difícil.

A minha janta havia chegado nesse momento.

—Edward já chegou Mary?

—Não, ele ainda não chegou. Por quê?

—Por nada, só peço que me faça um favor.

—Qual?

—Pegue o telefone sem fio lá em baixo para mim.

—Mas você sabe que...

—Por favor, Mary. Eu mesma irei falar com aquele irresponsável mais uma vez.

—Mais uma vez?

—Sim, eu liguei para ele mais cedo tendo a autorização da Esme. Agora, por favor, traga-me o aparelho.

—Olha lá hein Isabella, eu preciso do meu emprego!

—Não se preocupe.

Mary saiu do quarto e comecei a comer, logo ela trouxe o aparelho, o número eu havia decorado de primeira, então restou esperar ele atender quando chamou.

—Alô. Falou ele com a voz um pouco melhor, mas dava para perceber que andou bebendo de novo.

—Não tem consideração nenhuma e nenhuma não é mesmo?

—Outra vez garota! O que foi dessa vez?

—Venha para casa logo! Está fazendo o papel do seu pai! Se você fosse casado tudo bem, mas está de pirraça e com isso fazendo a sua mãe sofrer! Só pensa no seu umbigo Edward Cullen e pouco se importa com a dor alheia. Saiba que não é só você que sofre! E sua mãe é muito mais pela perda da sua irmã, pelo abandono do homem amado que é o seu pai e agora ter que aturar as suas malditas pirraças! Pior ainda é que se entope na bebida e isso a preocupa e muito! Quando irá crescer e se importar um pouco mais com os outros? Terminei de falar estando um pouco exasperada e bati o telefone na cara dele, se surtiu algum efeito eu não sei, mas me sentia um pouquinho só aliviada.

Não demorou nada o telefone tocou de volta. Chamou, chamou e chamou, na quarta vez eu atendi.

—Alô.

—Deixa de ser enxerida e se meta na sua vida! Disse ele de forma dura.

—To pensando que é outra pessoa importante......... Ah! Falei chateada e bati o telefone na cara dele outra vez.

O telefone tornou a chamar e de propósito eu atendi.

—Olha aqui garota!

—Olha aqui você!

—Já está bem atrevida em mexer nas coisas dos outros!

—Mexo mesmo, agora eu tenho o direito ou já esqueceu que iremos nos casar? Levo um filho seu na barriga!

—Pouco me importo porque a minha vida eu levarei da mesma forma, agora você se prepare! Abaixe o tom comigo sua raposinha!

—Estou cansada das suas ameaças e elogios Edward! Acho melhor você calar a sua boca!

—Isso, vai, continue abusando porque estamos no telefone!

—Não, não, agora se você quiser me calar terá que me matar mesmo! Sua mãe precisa de você, ela está bem chateada com as suas atitudes de criança!

—Não vou para casa porque sou capaz de te matar, tive uma discursão feia com o meu pai por sua causa raposa!

—Então venha e me mate logo, só assim eu me livro de você! Quando vem para casa? Perguntei com uma vontade imensa de agarrar no pescoço dele, mas eu estava me controlando e me saindo um pouco bem.

—Não percebe que hoje eu não irei? Pretendo até ir me divertir com outra puta melhor que você daqui a pouco.

—Ótimo! Faça isso, só assim você me dá um descanso.

—Olha aqui, preciso desligar!

—Onde você está? Ela precisa saber.

—Em um hotel e diga que eu estou bem!

—Vai vir para casa amanhã?

—É você ou ela quem quer saber?

—Vai vir ou não Edward? Usei um pouco de ignorância.

—Eu irei sim, agora eu preciso ir dormir! Disse ele se contradizendo e deixei para lá.

—Ok.

Desliguei o telefone e Mary quando entrou no quarto eu pedi a ela que avisasse a Esme que o filho estava bem. Disse onde ele estava e que foi dormir, sem esquecer que ele prometeu vir para casa amanhã. Prometendo passar o recado ela saiu do quarto levando a bandeja após esperar eu terminar de comer.

Fui escovar os meus dentes e me aliviei, voltei para o quarto e me deitei para dormir.

.

.

.

...................................................................

Madrugada de sábado, 28 de dezembro.

2h da manhã.

Acordei no escuro com a cama afundando ao meu lado e só o perfume me deixou ciente de quem se tratava. Eu não sabia se acendia a luz ou se ficava quieta para ele não me importunar, mas eu estava bem magoada fora à raiva que eu tinha dele. Piorou ao sentir a sua aproximação atrás de mim e ignorei para o bem de todos ficando quieta.

Sem respeitar os conselhos do pai ele colocou a mão na minha cintura e metade de seus dedos ficou sobre a minha barriga. Senti beijos sendo distribuídos pelo o meu pescoço e fechei os meus olhos percebendo que os cabelos dele estavam molhados quando ele se encostou a mim, mas ao lembrar das palavras dele eu acendi a luz.

—Acho melhor parar Edward! Já não basta tudo que aconteceu?

—Iremos nos casar muito em breve, então vá se acostumando.

—Pra você me chamar de puta, vadia e prostituta de luxo sempre que terminar? Por acaso é tão difícil enxergar o quanto isso me ofende Edward?

—Já não voltei? Perguntou ele de forma dura.

—Vá para o seu quarto!

—Ficarei aqui!

—Você bebeu! Não toque em mim!

—Já passou dos limites, agora vá dormir!

—Então colabore para que isso aconteça Edward! De pirraça ele desligou o abajur que ficava ao meu lado e não do dele, sacudindo a cama em demasia ele se ajeitou sob a coberta para me importunar. -Eu mereço! Falei inconformada.

—Vá dormir! Agora quem está perturbando é você! Coloquei um travesseiro no meio de nós e Edward o arrancou dali. –Não precisa desta merda no meio de nós! Reclamou ele e escutei o pequeno baque que o travesseiro fez ao cair no chão. O ignorei respirando milhares de vezes fundo e fui sentindo o sono chegar, Edward se mexia muito e me trazia a consciência sempre que o sono tentava me levar.

—Está com uma pulga no corpo? Estou tentando dormir!

—Mas eu não consigo!

—Vá paro o seu quarto então droga!

—Ficarei aqui, já disse!

—Então tente fazer com que o sono venha!

—Então cale a boca e fique quieta! Disse ele se aproximando e me agarrou por trás, sem chances de reclamar ele me virou de frente para ele e me beijou a força.

—Pare!

—Não, não e não!

—Sim, sim e sim! Falei o empurrando, mas ele era mais forte e tornou a me beijar. Deixei ele sair vencido quebrando todos os meus juramentos e, acho que a partir desse momento eu não faria mais nenhum por não os cumprir mesmo ele falando besteiras para mim depois. Eu me casaria com ele e sei que pelo o seu tipo mandão, ele me perturbaria quando bem entendesse. Para tentar melhorar a situação daquela casa, mas arruinando a minha eu deixei que me beijasse. Ele me beijava intensamente e foi beijar os meus seios deixando os seus cabelos úmidos e muitos perfumados ofuscar o meu olfato, ele havia tomado banho. Ele suspirou ao sentir que eu já estava bem úmida ao tocar-me lá e me virou de costas para ele. Eu suspirava com o meu rosto no travesseiro, mas ele se tocou e se afastou de mim.

—Acho melhor você ir dormir! Falou ele chateado e virou para o outro lado da cama me deixando muito febril.

Virei-me devagar e ajeitei a coberta em meu corpo, o bico dos meus seios doía por terem sido tocados e por causa do tesão reprimido imenso que eu estava sentindo em meu corpo. Eu tinha certeza que a gravidez estava mexendo comigo em vários aspectos porque parecia que eu estava no cio naquele momento, meu sexo estava pra lá de úmido e o meu ponto principal estava bem sensível ao toque de meus dedos. Sem querer eu deixei um suspiro sair e ajeitei a minha calcinha que ele havia colocado de lado. Após isso senti a cama se mexer mais uma vez e ficamos em silêncio.

O sono foi chegando pra mim e pra Edward eu não sei, ele já estava bastante tempo quieto e fechei os meus olhos sendo levada pela inconsciência.

.

.

Às 9:30min da manhã.

Edward ao se sentar na cama me acordou, fiquei olhando para as costas larga dele e para aquele sinal que ele tinha ali. Do nada ele olhou para trás e me pegou no flagra o olhando.

—Vá falar com a sua mãe. Você vai trabalhar hoje?

—Não comece já cedo, não qu....

—Cale a boca! Eu estou te perguntando se você vai trabalhar hoje?

—Pra que quer saber? Perguntou ele pegando a arma ao lado da cama e a colocou em seu colo.

—Não tem necessidade de ficar com isso aqui Edward! Falei o reprovando, eu tinha muito medo dele estando com aquela arma.

—Não irei dar ouvido, mas saiba que você falando ou não eu vou falar com a minha mãe! Disse ele se levantando.

—Ótimo!

—Vê se não fica me importunando durante o dia quando eu for trabalhar e durante a semana. Saiba que hoje é sábado para o seu governo! Não quero que fique ligando para mim e para ninguém, pois não está na sua casa! Saberei através da conta se você ligou para alguém ou não, aí se prepare!

—Não tenho medo das suas ameaças mais!

—Está bem confiante garota!

—Fazer o quê! Se tivesse que me matar já tinha o feito, mas pare de encostar o dedo em mim! Não sou nada sua até assinar aquele maldito papel! Acho que mesmo assim não fará a diferença, é só por causa dessa criança mesmo.

—Está sob o meu teto, irá se casar infelizmente comigo, então se considere comprometida! Não faça gracinha Swan por que nem sempre eu estou de bom humor. Comecei a rir por ele sempre me ameaçar.

—Você nunca está, agora dê o fora! Vá dar bom dia para a sua mãe! Falei dando as costas para ele e ele soltou um muxoxo ao se levantar da cama.

—Garota metida! Falou ele saindo do quarto e eu respirei fundo por ter que suportar as suas gracinhas.

Continuei deitada e lembrando dos momentos de madrugada, de uma forma louca esse homem proibido mexia com o meu corpo. Acho que só Deus mesmo para me ajudar a odiá-lo, mas Deus pregava o amor e sendo que não em meu caso.

Acabei dormindo outra vez.

.

.

Às 10:26min da manhã.

Aporta do quarto foi aberta e isso me acordou. Era a Esme que entrava no quarto tendo a companhia de Mary e vieram até a mim.

—Bom dia Esme. A saudei sonolenta.

—Bom dia filha. Falou ela se sentando devagar na cama e sorriu para mim.

—Aqui está o seu café Isabella.

—Obrigado Mary.

—Volto depois.

—Ta bom.

Ela saiu do quarto e Esme se ajeitou melhor na cama, depois pegou um dos travesseiros que estava ali e o levou no nariz, mas foi discreta ao não comentar nada e disfarçou o colocando em suas costas para apoiar o seu corpo na cabeceira da cama.

—Meu filho está em casa hoje.

—É eu sei, ele dormiu aqui.

—Ele dormiu aqui? Mas a Mary deu o seu recado ontem já bem tarde. Resolveu ligar para ele foi?

—Tive a ousadia e o atrevimento de mexer no telefone de vocês para falar algumas verdades para ele. Desculpe.

—Claro que não! Aqui é a sua casa também e já a considero como a minha nora. Não é mais prisioneira nessa casa, mas ficaria triste se um dia você se fosse com neto ou não.

—Não se preocupe com isso Esme, já aceitei o que está acontecendo.

—Sinto que ainda será bem feliz com o meu filho. Por milagre ele a obedeceu, só não sei o que você falou para ele vir e dormir aqui. Disse ela simplesmente.

—A verdade e tive que cortá-lo por diversas vezes, Edward é muito complicado.

—Só você mesmo filha e obrigado por tudo que vem fazendo por mim. Se você não estivesse aqui, eu estaria perdida agora. Disse ela de forma triste. -Não estou fazendo chantagem emocional para você ficar, só deixo claro que gosto de sua companhia e que apesar dos acontecimentos é uma excelente mulher para o meu filho. Sei que para você isso parece loucura, mas para mim não é.

—Nossa! Isso é loucura mesmo!

—Sem ser enxerida eu sei que....

—Sim, ele dormiu aqui e me deixou surpresa ao vir de madrugada para casa.

—Pois é. Nada me tira da cabeça que ele gosta mesmo de você, que loucura é a vida. Digo não no mal sentido da palavra.

—Eu sei disso, mas acho que não. Ele não sente nada por mim.

—Conheço o meu filho, ele só se relaciona se sentir algo pela pessoa. Ele por ser genioso já tinha dado cabo de você filha, escuta-me ou já tinha a entregando para os leões de uma vez. Ou a libertando logo após se vingar, mas ele não deixa porque sabe que fugiria do alcance dele no sopro do vento por causa dos acontecimentos.

—Eu não sei o que pensar.

—Essa é a mesma teoria da Alice e eu assino em baixo, por isso afirmo que só você conseguirá domá-lo caso queira também né. Não irei falar mais nisso para não a contrariar filha.

—O que eu ganharia em dobrá-lo? Digo sem ser algo material.

—Companheirismo, carinho, a atenção que merece e afirmo com todas as letras que ele é um cavalheiro. Ele cuidará de vocês muito bem, chegará até ser chato, ele é assim quando gosta de verdade de alguém e um pouco ciumento.

—Parece que você está falando de qualquer outra pessoa e não dele, em minha cabeça quem ocupa é os defeitos.

—Por causa de tudo que aconteceu.

—To sabendo. Falei começando a comer. –Quer comer comigo?

—Já tomei o meu café, obrigado. E o meu neto?

—Deve estar bem. Falei simplesmente e ela olhou na direção da minha voz.

—Não sente nada por ele ainda?

—Está complicado aceitar ainda, mas no fundo eu o quero muito bem.

—Não o ama?

—Não fui capaz de tirá-lo, acho que já é um bom sinal.

—Pra tudo tem a sua vez, nada forçado.

—Não tem como mesmo. Falei pensativa e segurei na mão dela a trazendo até a minha barriga.

—Está lindinha filha.

—Está crescendo.

—Estou percebendo. Vou pedir a Alice para tirar fotos, para um dia você ter lembranças da sua gravidez.

—Parece bom. Falei sorrindo levemente, eu não queria desapontá-la.

—Tem ideia de nomes?

—Não pensei nisso. Não tenho nada em mente, está em branco ainda.

—Então vá pensando logo porque quando você menos der conta, já estará dando à luz.

—Estou com medo.

—Medo é normal na primeira vez, segunda e por assim vai. Mas é só relaxar que tudo acontece ao natural.

—Tenho medo da dor, algumas pessoas dizem que dói muito.

—Depende filha e isso varia de pessoa para pessoa. Não sofra antes do tempo.

—Tomara que dê tudo certo.

—Vai dar tudo certo. Disse ela apertando a minha mão me passando confiança.

—Com certeza.

Terminei de comer e ficamos conversando a respeito de bebês. Ela disse que Alice estava empolgada para arrumar um dos muitos quartos de hospedes que tinha ali para o bebê, mas disse que o quarto que eu ocupava era o ideal já que ao me casar com o primo dela nós iríamos dormir juntos.

—Juntos?

—É sim, a mãe e o pai do bebê.

—Vamos acabar nos matando Esme e não tem lógica isso!

—Tenho certeza que não. Alice está louca para ajudá-la nas roupinhas.

—Você pode ir junto, claro que irá!

—Se você quiser!

—Claro que sim! Vai ser válida a sua opinião.

—Que bom então! Disse ela sorrindo. –Quem sabe um dia possa vir outro e outro.......

—Não posso lhe dar certezas, aliás, com certeza não! Vou fazer de tudo para que isso não aconteça.

—Vou torcer que sim. Disse ela sorrindo levemente. –Alice já até se ofereceu para ser madrinha não foi?

—Sim. Alice é fora de série.

—Ela é gentil e bem chegada a nós aqui em casa. Ela às vezes passa dias e depois vai embora. Ela é uma excelente arquiteta e decora como ninguém.

—Por isso ela viaja muito.

—Sim a trabalho e para ficar sempre na moda.

—Imagino. Não pensa em dar as roupas que foram da sua filha e as coisas dela?

—Você as quer?

—Não é isso, acho que Edward se convencerá e talvez isso fará bem na recuperação do humor dele. Tem vários orfanatos por aí e pessoas carentes.

—É difícil para mim, mas sei que nunca mais ela irá voltar. Disse Esme tentando prender a emoção. -Não me conformo da forma que eu a perdi filha, eu não consigo.

—Eu juro que também me sinto mal.

—Mas você tem razão e já passou da hora disso acontecer, estamos em uma data festiva e sei que fará a alegria de muitas jovens. Tem coisas intocadas e muitas joias dela, sendo que essas eu irei guardar. Caso você não se importe ou até mesmo Alice quando engravidar e ser uma menina, eu irei dá-las. Tem cada coisa linda e eu me recordo de muitas delas, umas foram até o irmão quem deu. Era o xodó dele.

—Por isso essa revolta. Falei para mim mesma.

—É sim. Disse ela secando uma lágrima que rolou. –Falarei com o Fausto para dar as roupas e as coisas dela semana que vem, mas isso quando Edward estiver fora. Pedirei Alice para ajudá-lo.

—Com certeza deve fazer dessa maneira e quem ganhar irá amar. Tenho certeza que Brenda também.

—Ela não era uma criatura egoísta.

Edward entrou no quarto e veio abraçar a mãe.

—Parece que essa chuvinha fina vai continuar até depois do ano novo. Disse ele para ela.

—É o que parece. Disse Esme segurando de forma carinhosa a mão dele. –A praia fica divina quando o sol está quente.

—É verdade. Disse ele de forma calma, bem diferente eu avaliava em meu íntimo. –Tomara que esquente logo que eu irei levá-la.

—Isabella irá gostar, é bem calminha a água.

—Eu vejo Esme, e me faz lembrar de Solares.

—Não está mais em Solares. Disse Edward em sua forma tosca.

—Sei que não! Revidei.

—Pegue leve filho. Peço para ser um pouco mais suave com a Isabella, sabe que conviverão como marido e mulher muito em breve.

—Sei que terei que aturá-la, mais a cria dela.

—Sim, terá que aturar ela e o seu filho. Acha que essa criança pediu para vir ao mundo ou ela que está tão jovem?

—Não vamos falar nisso mãe. Disse ele de forma a dar voltas.

—Não me respondeu! Insistiu Esme.

—Não sei, essa criança é valiosa para ela caso o engomadinho fique sabendo.

—Foi você quem a fez, agora aceite mesmo que tenha feito na mulher que você julga ser a incorreta e aquela que não o complete. A qual você julga interesseira, feia como eu sei que deixa transparecer para ela, de sangue ruim, fora às outras coisas loucas a mais que se passa em sua cabeça! Então faremos o seguinte, a deixe ir. Deixe que ela suma de nossas vidas e da sua vista de uma vez. Passaremos um corretivo no nome Isabella de nossas vidas e nunca mais a veremos de novo. Ela segue a vida dela e nós a nossa.

—Sabe que isso nunca irá acontecer! Disse ele olhando para mim. –Irei caçá-la até no fim do mundo!

—Por que não a deixa ir já que acha que o bebê não é seu? Qual o sentido de ela permanecer aqui com a gente?

—Não a deixarei ir, não vai mãe e não adianta insistir nisso! Disse ele alterado. –Será quando eu achar que já deu e limparei a bagunça!

—Eu já imaginava. Disse ela olhando na direção que vinha a voz dele. –Vamos tentar ficar numa boa.

—Não tem como!

—Então a deixe em paz e não a procure!

—Não a procuro coisa alguma!

—Sabe que não é verdade. Não force algo com ela assim, não criei um monstro Edward Antony Cullen! Respeite-a mesmo que o seu pensamento diga o contrário.

—Falando dessa forma me lembra os tempos de criança mãe e não sou mais!

—É um irresponsável! Caso eu descubra que você está enchendo a cara e dirigindo, eu mesma irei falar com o seu pai e destruir os seus brinquedinhos!

—Não será capaz disso!

—Se pôr a sua vida em risco sim! Já sofro da forma que estou tentando superar e ainda vou perder o meu único filho por causa de irresponsabilidades!

—Calma mãe, eu prometo que não irei dirigir alcoolizado. Não precisa chorar por causa disso! Disse ele a abraçando.

—Ele será um louco se dirigir dessa forma Esme, bem, irresponsável nós já sabemos que ele é né!

—Não se meta a....... É melhor ficar quieta!

—Então se lembre disso quan....

—Quando nada e ficar quieta!

—Sei que você não consegue filho, sei que você acaba vindo dormir aqui. Alice afirma que Isabella é uma moça muito linda e que o Azul dos olhos dela é lindo. É verdade?

—Muitas mulheres têm os olhos azuis, isso não é novidade.

—Cada ser humano é único, não tem como substituí-los porque nunca será igual. Não acha bonita a cor dos olhos dela?

—Pra mim é normal!

—Não perguntei se são normais!

—É dá para o gasto. Disse ele virando a cara para mim.

—Escute bem o que eu vou lhe dizer Edward. Nada deixam uma mulher mais triste que ser acariciada ou beijada e depois um homem lhe ferir o coração com palavras. Às vezes as mais lindas flores nascem no meio dos espinhos, mas isso não significa que elas irão nos espetar ao tocá-las. Lembre-se sempre disso meu filho.

—Preciso ir para o meu quarto mãe, qualquer coisa peça para me chamar. Disse ele se levantando. –Tenho que rever alguns documentos e já estou saturado de falar da raposa.

—Ela se chama Isabella e não raposa.

—Dá no mesmo.

Edward saiu do quarto e eu preferi ficar no silêncio, o que ela disse foi bem intenso e mexeu comigo de forma que me levou as lágrimas, mas não fiz som algum.

—Foi bem intenso isso que falou com o seu filho.

—Preciso fazer com que ele enxergue o caminho. Um dia desse eu chego lá e tomara que não demore muito.

—Eu a compreendo, mas tocou-me por lembrar do meu ex-namorado e o que ele fez comigo.

—Nós mulheres somos mais sensíveis filha e nos ferimos à toa.

—Com certeza!

Deitei-me ao lado dela e recebi a sua caricia até que dormir novamente. Estava tão bom.

CONTINUA........