Notas iniciais
Gente, logo eu vou postar o trailer da fanfic. Comentem! Espero que estejam gostando. :)

Narrador: Jacob Black

– Quem são as duas garotas? – Seth estava quase babando

–Amigas da Nessie – Dei um tapa em sua cabeça

–Bonitas e humanas. Boa presa – Embry pegou no ombro de Seth

–Elas são bacanas demais pra vocês dois, idiotas – Gargalhei.

–Falando nisso – Leah interviu – Sua namoradinha te deixou pra trás? – Franzi a testa. Mas, aquilo me fez pensar. Ness estava demorando demais. Bella me olhou imediatamente, tivemos a mesma preocupação momentânea.

Resolvi subir e procurá-la, ver se precisava de mim.

Meus passos falharam quando não a encontrei. Nem no banheiro, nem no quarto. Sua janela estava aberta e com certeza não havia sido o vento.

Desci correndo. Os diversos olhos se voltaram em mim. Minha respiração desenfreada. Meu coração quase saindo de dentro do meu peito.

–Ela não está lá em cima – Minha voz falhou

–O quê? – Os olhos de Bella saltaram – Onde ela está? – Me permaneci calado, Bella entrou em desespero.

–Eu não tenho ideia Bells. Vou tentar ligar pra ela – Minhas mãos tremiam

Bella e Edward subiram até o quarto. Perceberam a mesma coisa que eu: Renesmee não havia sido levada a força o único cheiro ali era o seu.

Quebrei meu celular em um único movimento ao ver que seu celular chamava, mas ela não atendia.

–Isso não pode estar acontecendo. Ela nos avisaria! E se alguém a sequestrou?

A amiga de olhos azuis tremia tanto quanto eu. Enquanto a loira roía as unhas.

Fiquei calado, tentando esfriar meu corpo em chamas. Eu não queria pensar, se só o pior vinha em minha mente.

Charlie correu a delegacia, colocou vários carros da polícia em busca de Nessie. Mas, o que poderia tê-la levado, não seria parado pela polícia.

As duas amigas de Nessie estavam em prantos, desesperadas. Me identifiquei. A mãe de uma delas as buscou e me pediram pra entrar em contato, caso Ness aparecesse.

A matilha iniciou uma busca pelo perímetro, eu iria mais tarde. Os Denali prometeram ficar atentos caso soubessem algo. Queriam notícias, caso soubéssemos de alguma.

Os Cullen discutiam. Enquanto eu caminhava de um lado para o outro na entrada. Edward teve suspeitas de que os Volturi estariam envolvidos.

–Você não pode ir sozinho Edward – Bella gritava – Você enlouqueceu?

–Aro poderá ver meus pensamentos. Ele verá que eu não quero briga, só quero nossa filha. É melhor você ficar Bella. Meus irmãos viram comigo.

Por fim, ela concordou. Eles saíram em disparada até o carro, pegaram uma mala pequena para os quatro, com pouquíssimas coisas. Eles não demorariam. Eu não precisaria levar nada, só queria tê-la a salvo.

–Você não vai Jacob – Edward sussurrou – Os Volturi não permitirão sua presença –

–O quê? – Fui até próximo ao carro. Edward dirigiria – Eu vou buscar a Nessie com vocês! – Meu sangue começou a ferver

–Eles nunca entraram em um acordo se você estiver – Ele ligou o motor – E eu preciso da minha filha, Jacob. Você também – Ele aumentou seu tom de voz. Saiu velozmente.

Eu não precisava dela. Segura em meus braços. De sua forma de sorrir, seus olhos marcantes, de seus cabelos cacheados macios sendo acariciados pelas minhas mãos. Me sentei na beirada da porta. As lágrimas escorreram pelo meu rosto.

–Não se preocupe – Bella se sentou ao meu lado e colocou a mão direita em meu ombro – Vamos achá-la – Ela não escondia sua tristeza e aflição. Eu a conhecia bem. Ela deitou sua cabeça em meu ombro.

Renesmee Cullen

Senti um peso em meus olhos fechados. Os abri lentamente. Os raios de sol atravessavam os galhos das árvores e pareciam me cegar. Esfreguei meu olho esquerdo com a parte externa da mão. Pisquei pelo menos três vezes por segundos até me estabilizar.

Meu corpo estava escorado – metade deitado – em um tronco grande e rústico. Fui surpreendida por uma forte dor no lado esquerdo do pescoço. Passei meu dedo indicador sobre ele. O meu toque o fez queimar ainda mais.

Eu não fazia ideia do que acontecia. A hipótese de sequestro era a mais coerente.

Andrew estava a poucos metros de distância. Sentado, com os braços envolta dos joelhos. Seus olhos azuis fixamente em mim.

–Até que enfim, Bela Adormecida – Ele calçou os sapatos – Esperei a noite inteira

Eu não sentia medo, apenas curiosidade.

–Estou morta? – Ele sorriu, negando com a cabeça – Vou morrer? – Eu sofria pra manter os olhos abertos. Ele ficou quieto. Revirei os olhos.

–Você aplicou gasolina no pescoço e depois jogou fogo? – Desamarrotei meu vestido

Ele levantou uma sobrancelha, ainda sorrido.

–Morfina e outros sedativos que roubei do hospital, nem sei o que fazem. Como você é meia vampira, eu injetei uma primeira dose. Você apagou, mas já ia acordar em minutos. Apliquei no mínimo dezessete dozes.

–Você não vai me dizer o que está fazendo, não é? – Fiquei impaciente. Ele abaixou a cabeça

Meu corpo ficou ainda mais mole. Como se flutuasse, como plumas.

–Andrew... – Minha voz soou como uma provocação. Tudo ficou diferente – Você tá girando – Gargalhei involuntariamente. Tombava de um lado para o outro.

Ele ficou apreensivo.

–Era melhor se eu tivesse embebedado você. O efeito seria o mesmo – Ele me olhou preocupado. Passou a mão na cabeça

–Vou tentar pegar você – Estendi minha mão fraca, ainda gargalhando de tudo que via — Vê se para de girar Andrew! –

Eu não conseguia pensar antes de falar. Apenas dizia a primeira coisa que vinha em meu cérebro. Se é que eu tinha um naquele momento.

–Renesmee? – Ele sussurrou

Tentei me levantar, desmoronei em segundos. Rindo de meu próprio fracasso.

Meus sentidos lentos – parados – não ouviram ele se aproximar. Andrew me segurou pela cintura, evitando minha queda. Eu não conseguia falar, nem me mexer. Porém, ainda estava consciente em seus braços. Ele me levou pra fora da floresta, que não era em Forks. Provavelmente ele teria e levado mais longe, por medo de virem atrás de mim.

Senti um baque na cabeça quando Andrew – por um descuido –a deixou bater no corrimão de uma escada de algum lugar. Pelo jeito, ele era tão distraído quando eu.

Ele me sentou em uma das camas. Demorei alguns minutos pra recuperar a total consciência.

O silêncio era pior do que qualquer ameaça que um sequestrador “comum” faria.

Ele era o vampiro mais estranho que eu já havia conhecido. Não que em sete anos eu tivesse conhecido muitos, mas Andrew era diferente de todos. Andava nervoso, de um lado para o outro. Passava as mãos na parte da frente da calça freneticamente.

O quarto era simples, porém um tanto espaçoso. Cortinas azuis, combinando com as colchas das duas camas. Um banheiro ficava escondido do lado de um imenso guarda-roupa. Uma cama de cada lado. Andrew e eu estávamos no mínimo, há quatro metros de distância. Ele olhava para as paredes, desviando sempre os olhos da direção em que eu estava.

–Queria ter pelo menos uma noção – Suspirei, olhando para o chão – Queria saber por que está fazendo isso comigo – Tentei não ser dramática, mas foi inevitável.

Ele ficou sério, porém mais frio.

–Você já tem uma noção – Ele me encarou – Você não é idiota – Ele era bom em ser doce e um crápula ao mesmo tempo. Revirei os olhos. Ele tentou parecer mais amigável – Você não vai entender se eu contar agora –

–Você não tenta – Protestei

–Você não merece. Fujona!

–Meu Deus, como você é imaturo!

Ele respirou fundo e passou a mão na cabeça, deixando os cabelos lisos levemente bagunçados.

As brechas da janela nos permitia ver o mais lindo céu escuro, estrelado. Olhei para o lado e vi um pequeno criado mudo, com um relógio. Já eram onze horas.

–Tá com fome? – Ele se levantou e olhou-me com aqueles olhos azuis que fingiam ser bondosos. Ele estava me deixando maluca!

“Renesmee, você precisa odiá-lo e matá-lo quando tiver sua chance!” – Eu repetia pra eu mesma em meus pensamentos confusos.

Neguei com a cabeça, por mais que estivesse com fome, não conseguiria comer nada naquele momento.

Andrew pegou o casaco dele e o jogou em meu colo, indicando pra que eu o vestisse. Sorri ironicamente. Me sequestra e agora se preocupa?! Ele me olhou como se eu fosse uma criança. Coloquei a droga do casaco.

–Aonde nós vamos? – Acabei tocando em seu braço, deixando transparecer meus pensamentos. Eu pensava em fugir.

Ele uniu as sobrancelhas. Depois abriu um sorriso.

–Eu sou mais forte, mais velho e ágil que você. Sem chance -

Corei de tanta raiva.

–Pode dizer pelo menos onde estamos? – Me levantei, cruzando os braços.

–Virgínia – Ele enunciou com a maior naturalidade.

–O quê? – Coloquei as mãos na cabeça – Vi-Virginia? – Gaguejei – Eu não posso estar na Virgínia! Eu vou matar você!

Ele permaneceu calado enquanto eu gritava, quase esperneando. Até que vi que era inútil, então me encostei-me à parede.

–Acabou? –

Eu o fuzilei com os olhos.

–Tudo bem senhora drama. Vem, estamos indo. – Ele abriu a porta, deu dois passos – Agora! – Eu demorei um pouco, então o segui.

Assim que se abria a porta, havia uma pequena sacada, em seguida, uma escada. Chegamos até o estacionamento – quase vazio. Entramos em seu Ford Mustang vermelho.

–Vê se não tenta fugir – Ele ajeitou os espelhos

Ele tinha minha vida em suas mãos, eu não confiava mais nele. Apesar do quão bonito ele fosse.

–Eu não tenho que fazer nada que você goste – Me mantive olhando para a estrada – Você me sequestra e não me dá nenhuma resposta –

–Vamos parar em um posto. Você precisa comer alguma coisa.

–Eu preciso ir pra casa. Caçar, não comer comida humana, me deixa mais fraca que o normal – Deitei com a cabeça no vidro.

Em torno de dez minutos, chegamos a um posto. Rodeado por uma floresta, no meio do nada. Do lado esquerdo o abastecimento, no meio uma pequena lojinha e no lado direito um pequeno restaurante.

Talvez fosse o momento de eu fugir, pelo menos me alimentar pra conseguir recompor-me.

Entramos pela porta principal, com um enorme tapete “Bem-vindo”. Estava repleto de caminhoneiros famintos. Escolhi um hambúrguer e um suco de laranja. Andrew me deu vinte dólares, e começou a caminhar até o abastecimento.

–Não vai ficar me rondando? – Questionei

–Eu não demoro –

–Não vai me deixar caçar? – Sussurrei

–Deixar você forte com sangue seria uma burrice — Ele atravessou a porta, direcionando-se até o carro.

Era o momento perfeito. Ele podia me ver da onde estava, mas assim que fosse pagar pela gasolina no caixa, eu poderia tentar fugir.

Comi em um minuto, a garçonete me encarou surpresa. Levantei-me, confirmei se Andrew me viu sair. Ele conversava com um funcionário, alguma informação sobre a cidade. Fui o mais silenciosa possível, me dirigi até o telefone, usei uma moeda que sobrara do troco. Liguei para casa.

–Alô? – A voz de mamãe soou abatida, fraca.

–Mãe?!

Ela liberou um suspiro aliviado. Como se tivesse arrancado um peso de si.

–Re-renesmee — Ela gaguejava – Querida, onde você está? – Ela se desesperou

“Nessie” – Pude ouvir várias vozes dizerem o meu nome ao mesmo tempo. Principalmente a de Jacob.

–Eu não tenho tempo. Andrew Volturi me sequestrou. Eu não sei bem onde estou. Algum lugar próximo à Virgínia, um posto.

–Eu vou agora te buscar –

–Não vai dar tempo.

–Então fuja – Ela não hesitou – Vá a algum lugar e eu vou busca-la.

Não ouvi mais a voz de Andrew com o funcionário. Desliguei no mesmo instante. Corri para o lado esquerdo da floresta eu não estava tão veloz. Era possível sentir — há alguns quilômetros dali – o cheiro de pessoas. Calor humano.

Então parei em uma parte sem árvores, apenas com relva. Senti algo frio se aproximando. Pensei que fosse Andrew a princípio, mas desconheci o rosto do vampiro enorme que apareceu diante a mim. Alto, moreno, cabelo ralo, casaco marrom-escuro, amedrontador. Aparentava ter no mínimo trinta e cinco anos. Encarou-me por segundos, como se estivesse me avaliando. Tentei manter meu coração despercebido, mas ele disparou. O vampiro levantou uma sobrancelha, surpreso.

–O que uma jovem tão bonita faz aqui sozinha? – Ele pensou que eu era humana a princípio.

–Procurando por alguém – Quase gaguejei

–Então achou – Ele sorriu asquerosamente – Eu posso ser o que você quiser -

Virei-me, tentando esconder meu medo. Eu voltaria para o posto se fosse preciso.

–Já vai, tão cedo? – Ele ficou sério – Estou com fome hoje

Estremeci, ainda de costas. Ouvi seus movimentos rápidos, seus olhos ficaram negros. Ele dobrou os joelhos, em forma de ataque. Eu estava em desvantagem, fraca. Se corresse, talvez fosse pior.

Em instantes as folhas começaram a fazer ruídos, como se um jato passasse por elas. Andrew golpeou o vampiro, o fazendo voar longe.

Andrew ficou posicionado em minha esquerda, me olhou severamente. Abaixei a cabeça.

A expressão do tal vampiro mudou, ele uniu as sobrancelhas, me analisando novamente.

–Uma híbrida! – Exclamou – Isso não se vê todos os dias –

– Atrás de mim – Andrew manteve seu olhar fixado no homem ameaçador.

O obedeci, ficando atrás dele. Seu ombro direito cobriu metade de meu rosto.

–Isso é muito encorajador! Um vampiro e uma híbrida – Ele sorria de maneira repugnante – Não vejo um híbrido há décadas – Ele deu um passo a frente. Andrew fechou a mão em punho, segurando meu antebraço com a outra mão – Poucos sabem, mas o sangue de um híbrido é o que mais sacia, que mais fortifica -

–Não estou interessado no sangue dela –

–Mas eu estou – Antes que pudesse terminar a frase o vampiro correu até nós, tentando se livrar de Andrew. Os dois rolaram pelo chão. Eu fiquei sem saber o que fazer.

Andrew arrancou a cabeça dele em um único e preciso movimento. Ele ficou assustado com o que fez.

–Ei – corri ao seu encontro – Obrigada. Você só nos protegeu –

–“Nos” protegi? – Ele mudou de ação, ficou transtornado – Protegi você, essa é a frase certa. Você não tinha que fugir – Ele quase gritava. Perdi a paciência.

–Acha que eu sou agradecida por ter salvado a minha vida? – O encarei – Você que me colocou nisso. Estou aqui por sua culpa! –

Parecíamos duas crianças.

–Você não faz ideia do que diz – Ele franziu a testa

–É claro que eu faço. Você é louco – Acho que a Virginia inteira pôde nos ouvir –

–Vai começar com a história de sequestro de novo?

–Você quer que eu comece com o quê, se essa é a única coisa que eu sei até agora? – Nossos olhos teimosos se encontraram – Eu vou fugir, enquanto eu respirar. Vou pra bem longe de você – Meus olhos se encheram, comecei a chorar, sem querer.

–Nessie – Ele se acalmou ao ver minhas lágrimas –

–Eu nunca fiz nada nem á você, nem ao seu clã estúpido – Eu soluçava.

–Eu sei disso – Sua voz voltou a ficar doce – Olha pra mim – Ele tentou segurar em minha mão. Eu o impedi.

–Não – Sussurrei

Ele respirou fundo. Esperou alguns segundos, então tomou coragem:

–Aro – Murmurou

–O que tem? – Gaguejei

Ele demorou a responder.

–Planeja matar sua família.

Virei-me no mesmo instante. Prendi a respiração.

–O que você disse?