Sol E A Magia
3 Capítulo 3 Frank - Encontramos e agora?
Notas iniciais
Frank
Estava pensando no dia em que conheci o Percy. Eu e Hazel estávamos de vigia, e de repente me aparece um garoto com uma Senhora nas costas, e com duas górgonas em sua cola, vindo em nossa direção. Fiz o que estava no meu alcance para ajudá-lo. Ele aceitou ir comigo e Hazel em uma missão suicida, que sem ele nós morreríamos no primeiro obstáculo. Mas no que estou pensando? Agora ele precisa da minha ajuda e eu fico aqui se lembrando do passado? Hazel tem razão eu penso de mais, ta na hora de continuar a nossa missão.
Fui ao encontro dos meus amigos no refeitório, estavam lá todos, menos o fauno, quer dizer sátiro, sempre confundo.
- E como fica nossa missão? — Falei sentando na cadeira, mas próxima.
- Ela está em andamento... — Disse Nico olhando algumas folhas que tinha em sua mão.
- Em andamento como? — Fiz uma pausa. — Já faz três dias que encontramos o sol, Talvez estamos atrasados, ainda nem temos sinal da magia.
- Estamos Trabalhando nisso. — Nico disse, revirando os olhos.
- Sim, mas enquanto isso Percy e Annabeth estão presos lá no tártaro, e podem morrer a qualquer momento. — Disse em dom de magoa misturado com desespero, e todos pararam o que tava fazendo e olharam para mim. – Eles podem estar mortos.
- Mortos não estão. – Disse Nico revirando os olhos, novamente. – Eu saberia se tivessem.
- Como? – Perguntei.
- Se você não se lembra Frank, eu sou filho do deus dos mortos, e... – Nico fez uma pausa pra dar ênfase. – Sou o Rei deles.
- Rei do que? – Estela perguntou assustada.
- Nada. – Disse Hazel. – Coisas dos filhos de Hades.
- Mas o mais importante aqui não é isso. – Disse Leo.
- Então o que é? – Perguntou Estela. – Quem são Percy e Annabeth? — Todos a olharam como se ela tivesse arrotado alto. E ela continuou: — Qual é? Esqueceram? Novata! Eu sou novata! Não sei quem são esses.
- Verdade. – Disse Piper. – Às vezes me esqueço que você entrou nessa há três dias Estela.
- Sim, mais também não sou burra. Tem fotos de dois garotos no corredor, eu pensei que era um memorial sabe, de pessoas que morreram em batalha... Ou coisa do tipo.
- É quase isso. – Disse Jason. – É para não esquecermos que eles deram suas vidas para que nós conseguíssemos fechar a porta da morte e tiramo-los de lá.
- Mas eles estão na porta? – Perguntou Estela.
- Não. – Disse. – Como eu disse antes, então no tártaro.
- E pra fechar as portas... – Falava Nico.
- É preciso do lado de fora e do lado de dentro?- Estela falou com espanto, e todos concordaram. – A profecia! – Ela gritou. – A decisão está na minha mão e na mão da magia.
- Sim! – Todos disseram juntos.
- Isso é muita coisa... – disse Estela tristemente.
- Você não está sozinha! – Disse Leo pegando em sua mão. – E, além disso, tem a magia.
- É! – Estela afirmou. – Que nem sabemos a onde está.
- Gente. – Disse Piper encorajando todos. – Nós vamos conseguir!
- Piper tem razão! – Disse Nico. – Vamos voltar a nossas buscas.
Ficamos procurando alguma coisa, ou qualquer resíduo de magia, e nada foi encontrado. A noite estava chegando, e o navio estava sobrevoando uma cidade que parecia os de contos de fada, no céu a lua nova brilhava, clareando as ruas da cidade. Percebi que a cidade estava ficando mais próxima, e então ouvi Hazel dizer:
- Frank, estamos descendo para a cidade.
- Por quê? — Perguntei.
- O nosso raio de Sol pediu. — Percebi que Hazel falou meio ressentida. — E o Leo está fazendo o que ela quer, e também precisa comprar uma peça por navio.
- Hazel, não querendo te deixar mais irritada. — Ela me cortou afirmando:
- Eu não estou irritada!
- Então tá! — Não queria ficar discutindo hoje, ainda mais hoje.
Descemos todos do navio, só o treinador que queria ficar, pois ia passar uma luta muito boa de UFC. E assim, fomos a cidade. A cidade não era grande e Estela teimava que sentia que ia acontecer alguma coisa relacionada à magia naquele lugar. Não entendia como, mas a seguia. Porque ela era o sol, que iria nos guiar. E pra falar a verdade até eu sinto uma coisa diferente aqui. Paramos numa lanchonete e pedimos à comida que dava no cardápio, e de longe tinha uma mulher que usava roupas pretas e cabelos pretos veio em nossa direção perguntando:
- São turistas?
- Hã? — Perguntou Piper.
- Deve ser. — Falou a mulher. — Pra não estar trancafiado em casa.
Todos nos olhamos, e ai a minha ficha caiu, as pessoas estavam nervosas e principalmente as casas estavam trancadas como se o mal fosse passar. A lanchonete só estava agente e essa mulher como clientes. Então eu perguntei:
- O que está acontecendo?
- Vocês não sabem da lenda?
- Não. — Todos nós falamos.
- Nos últimos 115 anos, Toda Lua Nova aparece uma serpente aquática que tenta destruir o vilarejo inteiro.
- Pra 115 anos de lua nova, que significa guerra neste vilarejo está bem conservado. — Jason disse.
- Ai que está! — Indagou a mulher. — O vilarejo não sofre, pois a nossa heroína não deixa ser destruído.
- Que Heroína? — Todos nos gritamos.
- Uma que diz ser filha da nossa patrona. — Disse ela revirando os olhos.
- E qual é a patrona da sua cidade minha senhora. — Perguntei.
- Meus deuses! Vocês são meios-sangues e não sabem. — Respondeu ela.
- Como você sabe disso? — Perguntou Hazel.
- Isso não importa! — Respondeu ela. — O importante é saber, por que vocês estão aqui?
- Só uma parada! — Respondeu Leo.
- Que estranho. — Disse ela colocando a mão na boca.
- Estranho... — Disse Estela. — Estranho no que?
- As pessoas... — A mulher fez uma pausa. — Ela só vem aqui quando estão em busca de alguma coisa.
- Em buscas? — Perguntou Nico.
- Sim. Em busca, a cidade busca aqueles que estão em buscas.
- Hum, Então... A cidade tem vida própria? — Nico Perguntou sarcasticamente.
- Não! Mas nossa Patrona sim. — Respondeu ela ofendida.
- E quem é sua Patrona afinal? — Nico perguntou.
- Hecate, deusa da magia.
- Não acredito! — Gritei. — Pode ser você a pessoa que procuramos.
- Duvido muito garoto. Mas eu sei quem vocês procuram.
- Como assim? — Estela perguntou animadamente.
- Estão procurando a magia. E a magia que nós temos só se revela na lua nova.
- Como a Senhora sabe de tudo isso? — Perguntei.
- Já te disse isso não interessa! Agora é a vez de vocês.
- A vez do que? — Perguntou Nico ficando irritado.
- De encontrar a magia. — Falou ela saindo da lanchonete.
- Mais aonde vamos encontrar ela? — Perguntei.
A mulher na porta da lanchonete apontou com um dedo na direção de um som, som não, um rugido. O rugido de uma fera muito brava. Quando ia agradecer a mulher ela não estava, já fora embora, sumiu igual fumaça.
Corremos então em direção dos rugidos que só aumentavam. E ao fim da busca da Magia.
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