Soins Dans La Famille

1 capitulo 1: Feliz natal


Notas iniciais
Essa é minha fanfic de natal super atrada. Desculpem mas tem sem inspiração pra fazer uma fic de natal. xD

Bem nessa fic relato o natal dos gêmeos Klaus e Kaius quando eram duas crianças.

Espero que gostem e deixem reviews. xD
kissus

Era uma manhã fria, nevava do lado de fora da enorme mansão. A porta de um dos quartos se abriu e um garotinho de mais ou menos oito anos corria desabalado pelo enorme corredor.

-Klaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuussssssssss. –Gritava enquanto corria. Logo chegou a frente da porta do quarto do irmão entrando repentinamente. Klaus estava adormecido ainda, mas logo foi acordado quando o menino pulou em cima dele dizendo:

-Acorda Klaus, anda é natal.. Acorda. –Klaus se mexeu na cama ao sentir o peso do outro garoto e murmurou algo em russo tentando fazer com que o menino o deixasse em paz.

-Klaus acorda logo. – Dizia ele o chacoalhando. Klaus então acordou empurrando as cobertas e derrubando o garoto junto.

- O que você quer Kaius? –Indagou ele nervoso olhando para o irmão sentado no chã.

Kaius se levantou rindo e foi pra perto da cama e ficou encarando o irmão.

Eram gêmeos idênticos, perfeitos reflexos um do outro. Mas suas personalidades eram totalmente diferentes. Klaus era o mais velho por apenas dois minutos, mas ele considerava isso tempo o bastante para dar uma de “mandão”. Ele era introvertido, e um pouco cruel. Adorava perturbar o caçula e ver ele se dar mal. Já Kaius era um menino doce e gentil, era alegre e sempre perdoava as maldades do seu irmão.

Ficaram mais um tempo se encarando até que Kaius disse:

-É natal, a árvore deve estar abarrotada de presentes não quer ir ver? –

-Sim... –Disse um pouco desanimado se levantando da cama.

Ele passou a mão pelos espessos cabelos azuis, eram mesmo idênticos. Klaus e Kaius tinham cabelos no tom azul-escuro olhos castanhos violeta e a pela clara quase pálida. Era praticamente difícil diferenciá-los, se fossem vistos um ao lado do outro ninguém era capaz de dizer quem era quem. Filhos de Voltaire Hiwatari com Analice Checoviski, os gêmeos herdaram a beleza da mãe e os olhos do pai. Mas estes raramente estavam presentes.

Pelo fato de Voltaire ter que cuidar dos negócios em outro país e a mãe deles ter uma saúde muito fraca eles foram mandados para um internato em São Petersburgo evinham para casa no fim do ano, passar o natal com a família. Haviam chegado a três dias, mas assim como das outras vezes passariam o natal na companhia dos empregados da casa. Pois já fazia dois meses que a mãe deles estava internada e o pai avisou que não voltaria a tempo das comemorações.

Klaus odiava tudo aquilo, odiava a vida que levava. Do que adiantava ter uma família se ela nunca estava junta? Kaius tentava dizer que ele deveria ser compreensivo, mas o garoto não queria entender, era cabeça dura como o pai e não via motivo na animação do irmão naquela gélida manhã.

- Kaius pode me esperar lá embaixo, eu descerei logo. –Disse Klaus suspirando de olhos fechados. Kaius fez cara de quem não queria sair do local, mas sabia que o irmão gostava de privacidade então saiu e foi esperá-lo na sala.

Depois de trocado Klaus desceu, trajava uma camisa branca e um pulôver preto que combinavam com as calças no tom azul escuro e os sapatos pretos que usava. Seu cabelo estava penteado de lado como sempre e sua expressão ainda era de puro tédio.

Chegou à sala e viu o irmão sentado na poltrona se servindo de uma caneca de chocolate quente que fora trazida por uma das empregadas.

-Obrigado. –Disse Kaius pegando a caneca com as mãos e tomando a bebida espumante.

-Pode me trazer uma, por favor? –Disse Klaus enquanto se sentava na outra poltrona apoiando a cabeça em uma das mãos. A jovem empregada assentiu e voltou à cozinha para pegar a bebida de seu jovem mestre.

Klaus ficou um tempo em silêncio, mas Klaus quebrou o clima chato:

-E ai o que acha que ganhou? –

-Num faço idéia, mas com certeza num é nada daquilo que eu sempre pesso. –Respondeu o garoto em tom desanimado suspirando em seguida. Kaius ficou encarando-o como se não tivesse entendido:

- Qual é, dá uma olhada antes quem sabe...

Klaus sorriu de canto, achava que a inocência do caçula era ridícula:

-O que eu queria de presente de natal não está entre esses lindos pacotes embrulhados e presos com laços brilhantes. O que eu queria não pode estar em um embrulho. –Logo a jovem empregada chegou com a bandeja e a caneca que continha o liquido quente, entregando-a a Klaus que agradeceu e a empregada se retirou em seguida deixando os dois a sós.

Depois que terminaram de beber colocaram as canecas em cima da mesinha de centro. Klaus volteou a se encostar-se à poltrona e fitou as chamas da lareira.

-Não quer ver os presentes? –Perguntou Kaius.

-Ta bom... –Ele se levantou e foi com o irmão até a enorme árvore que estava armada e lindamente decorada. Em baixo dela diversos presentes, os meninos se ajoelharam e olharam para todos os embrulhos etiquetados com o nome dos seus respectivos donos.

Kaius tinha os olhos brilhando pegou então um dos pacotes que estava endereçado a ele e foi abrindo devagar.

-Nossa demais! –Exclamou ele feliz ao ver os patins de gelo. –Eu queria mesmo um desses. O que será que você ganhou Klaus? –

O mais velho olhou entre os pacotes e pegou um que estava com seu nome abrindo-o não pareceu muito surpreso com o carrinho motorizado. Mas sorriu:

-Esse com certeza quem mandou foi o tio Luan. –Kaius arregalou os olhos.

-Claro que não. Foi o papai Noel. –Disse Kaius com brilho nos olhos.

Klaus o olhou como se ele fosse um perfeito idiota.

-Você ainda acredita nessa coisa de papai Noel? –

-Bem... Não. –Respondeu um tanto envergonhado, já fazia um ano desde que Klaus provou pra ele que o bom velhinho era só uma invenção ridícula de adultos para fazer as crianças serem boas o ano todo se não iam ganhar presentes.

Eles continuaram a abrir os presentes. Kaius sempre com os olhos brilhando e Klaus com ar de decepção a cada pacote que abria.

Depois de abrirem tudo se sentaram no chão rodeado pelos brinquedos, roupas e um montem de papeis de embrulho rasgados.

-Foi legal né? –Perguntou Kaius ao irmão. Klaus se levantou do chão:

-Não. Foi a mesma coisa de todos os anos, meu presente não veio. –Disse indo em direção das escadas. Kaius ficou olhando o irmão subir os degraus de cabeça baixa e com um semblante triste.

-Por que será que ele sempre fala isso? Que presente ele tento espera? –O menino ficou ali um tempo pensando até que se lembrou que ainda não havia dado seu presente para o irmão. Então subiu correndo as escadas foi na direção do quarto de Klaus que estava sentado na beira da janela olhando a neve cair. Entrou no quarto a passos lentos, quando Klaus notou sua presença se virou para ele e Kaius viu uma lágrima triste escorrer pelo rosto do irmão. Klaus imediatamente limpou o rosto perguntou:

-O que quer aqui? –

Kaius se aproximou devagar, sabia o que irmão queria de natal e nunca recebeu... Carinho, um abraço da família. Kaius sentiu o coração apertado, eles não poderiam mais ter certeza se tinham mesmo uma família.

-Eu... Esqueci de dar seu presente. – Klaus desceu da janela e foi andando até chegar próximo a Kaius que estendeu um pequeno embrulho azulado.

Klaus pegou o presente e o abriu. De dentro tirou uma pequena corrente dourada que tinha um pingente que se abria formando um porta retratos. Dentro havia a foto deles juntos quando tinham seis anos e passaram o natal com a família, à mãe e o pai. Klaus sentiu as lágrimas se formarem em seus olhos, olhou para Kaius que sorria.

-Feliz natal meu irmão. –Disse Kaius abraçando Klaus que correspondeu de imediato já não contendo as lágrimas.

Klaus sabia que a mãe estava muito doente e mesmo que quisesse não poderia estar ali com eles. E que seu pai era ocupado demais com os negócios da empresa para lembrar que tinha um filho que queria muito que ele estivesse ali com ele naquele dia.

-Obrigado Kaius. –Disse Klaus prendendo a corrente ao pescoço. – Me desculpe, mas eu não te comprei nada.

-Sem problemas, mas e ai vamos sair pra patinar? Você ta mesmo me devendo. –Disse Kaius dando uma cutucada no irmão.

-Vamos. –Respondeu Klaus indo até o armário e procurando os patins de gelo. Eles desceram as escadas e Kaius pegou seus novos patins e ambos saíram para patinar, já havia parado de nevar e com certeza o tempo estava perfeito para patinar sobre o lago congelado que havia próximo dali.

Passaram o resto da manhã patinando juntos. Klaus nunca se sentiu tão bem ao lado do irmão que tinha mostrado que família não eram aqueles de quem sentíamos falta, mas sim aqueles que estão sempre ao seu lado e quase nunca percebemos.

Notas finais
E então oque me dizem?
gostaram?????????

Deixem reviews xD
kissus e boas festas pra todos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!