Soho Dolls
8 Capítulo 7 - You say I'm crazy, I got you crazy.
Notas iniciais
Era sexta feira, se passava das nove da noite e eu já estava pronta há muito tempo. Naquele dia faria uma semana que conhecera Damon e não sei por que estava esperançosa de que ele fosse me ver de novo naquela sexta, tinha até caprichado na hora de me arrumar pensando nele...
As horas estavam passando, a boate estava menos movimenta do que o habitual e aquela era a terceira vez que dançava no pole dance, já que nenhuns dos homens que estavam no local queriam meus trabalhos. Eu procurava no meio de minha pequena plateia aquele par de olhos azuis que cuidavam de cada movimento meu na sexta passada, queria de volta aquela intensa troca de olhares e aquela química perfeita que tínhamos e é claro, aquele desejo avassalador que sentíamos um pelo o outro... Mas meu moreno não estava ali...
Minha musica acabou e eu recolhi meu dinheiro, olhei novamente para as mesas e nada de Damon. Ele não viria...
Guardei o dinheiro em meu decote e fui para o banheiro feminino.
Eu era patética, o que um cara como Damon iria querer com uma prostituta, sem classe como eu? Não sei nem porque tinha criado expectativas essa noite pensando que ele viria, tudo bem que ele havia prometido que viria mas nunca pensei que eu fosse tão inocente a ponto de acreditar nisso. Ok, nós nos conhecemos melhor, ele me pagou um café, me fez um curativo e devo admitir, foi legal, mas acabou, não passou disso e de uma transa casual.
Me olhei a ultima vez no espelho e contei mentalmente até dez retomando forças para voltar pra boate e tentar seduzir um daqueles caras que na primeira tentativa, não quiseram nada comigo. Ajeitei meu decote, arrumei meu cabelo e sai do banheiro.
— Procurando por mim? – Aquela bendita voz aveludada falou no pé de meu ouvido e eu senti duas mãos fortes em minha cintura e um corpo másculo em minhas costas. Ah meu moreno... – Devo dizer que você está terrivelmente sexy hoje, Elena. – Sussurrou meu nome como se fosse um gemido de prazer. Instantaneamente meu corpo entrou em chamas e minhas se entranhas reviraram em desejo. – Sabia que vermelho é a minha cor preferida? – Seus lábios estavam em meu pescoço, beijando minha pele e mandando correntes elétricas para meu corpo criando um delicioso curto circuito pelos meus nervos. Sorri abertamente com sua confissão, ele então iria adorar o que eu usava por baixo daquele meu mínimo vestido vermelho e colado ao corpo. – Você não vai dançar hoje?
— Eu já dancei... – Me virei de frente para ele e abracei seu pescoço com os braços. – Você chegou tarde, Doutor. – Sorri com malicia para ele. – Mas se quiser, podemos dançar agora.
— Eu adoro quando você me chama assim... – Correspondeu meu sorriso e puxou meu corpo para si.
— Do que? De Do...Doutor? – Sorri presunçosa sussurrando em seu ouvido para provoca-lo. Ele assentiu com a cabeça e eu continuei sorrindo, adorando o novo jeito que eu iria chama-lo.
— Porque você não dança para mim? – Sugeriu.
— Adorei a ideia! – Sorri já imaginando o que faria com ele. Peguei sua mão e ansiosa o guiei até o melhor quarto da boate.
Nós entramos no cômodo, eu tranquei a porta e fui ao seu encontro. Damon aproximou nossos corpos e levou uma mão até minha nuca, enlaçando meus cabelos em seus dedos e me puxando ferozmente para si enquanto que com o outro braço mantinha meu corpo colado ao dele, eu abracei sua cintura e sem mais delongas o puxei pela nuca acabando com a maldita distancia entre nossos lábios.
Nosso beijo começou ávido e indelicado, nossas línguas pareciam estar com raiva uma da outra devido à voracidade que se moviam e pela a intensidade do beijo rapidamente nossos pulmões começaram a reclamar querendo oxigênio. Com isso, desci meus beijos para seu pescoço e Damon procurou incessantemente o zíper de meu vestido.
— Calminha, Doutor, te devo uma dança. – Sorri sacana e espalmei minha mão em seu peito o empurrando para que ele caísse sentado no enorme sofá vermelho que tinha nos pés da cama.
O deixei ali e me afastei indo pegar o controle do aparelho de som do quarto. Liguei em uma musica com o ritmo lento e sensual e voltei a ficar de frente para Damon. Amarrei meus cabelos em um coque frouxo deixando algumas mechas contornando meu rosto e comecei a me mover no ritmo da musica. Me conectei com a sensualidade que a música transpassava e prossegui com o jogo de sedução. Eu rebolava, mexia meus quadris e passava a mão em meu corpo como se fosse ele que me tocasse o provocando. Damon cuidava de mim hipnotizado, como da primeira vez que dancei para ele, seus olhos cintilavam desejo e excitação o que me motivava a caprichar mais em minha dança.
Levei minha mão até o zíper lateral de meu vestido e o abri lentamente, deslizei o tecido pelo meu corpo de uma forma sensual ainda no ritmo da musica e sem desviar um milésimo de segundo meus olhos dos dele. Um gemido de satisfação saiu de Damon quando fiquei seminua, revelando minhas roupas intimas vermelha como o vestido que usava. Coloquei a mão no quadril, ainda dançando e rebolando, fui até Damon, me coloquei no meio de suas pernas que estavam abertas e o chamei com o indicador querendo que ele levantasse. Com um sorriso, ele me obedeceu e eu me aproximei dele.
Coloquei minhas mãos em seu peitoral novamente e o acariciei por cima da camisa, descendo até a barra dela e a retirando. O puxei pela nuca enquanto ele repousava as mãos em meus quadris e o beijei com a mesma intensidade que antes. Corri as mãos pelas suas costas, voltei para o peitoral e abdômen e subi para seus braços fortes, aproveitando cada partezinha nua dele. Damon apertava com força minha cintura e começou a ousar mais em seus toques, desceu suas mãos que estavam paradas até minhas nádegas as apertando e roçando sua ereção em minha barriga, me fazendo sorrir mentalmente ao ver o quanto ele já estava excitado. Ele continuou a explorar meu corpo, subiu pelas minhas costas chegando ao fecho de meu sutiã e o abriu, de imediato a peça caiu no chão, já que tinha escolhido um modelo sem alças devido ao vestido tomara que caia, e ele levou as mãos até meus seios recém-libertos os acariciando e apertando com força entre dedos e eu gemi baixinho adorando sentir suas mãos ali.
Cada milímetro de meu corpo estremeceu com seus toques e minha intimidade implorou para recebê-lo, já estando mais do que pronta para isso, eu queria tê-lo naquele instante, uma, duas, três vezes, o queria dentro de mim até nossos corpos estarem tão esgotados a ponto de cairmos na cama e adormecêssemos do mesmo jeito...
Ele guiou a boca até meu pescoço, beijando e mordendo o local sem muita delicadeza, subiu para minha orelha a contornando com a língua e mordiscando meu lóbulo me fazendo arfar e arquear meu tronco em suas mãos que ainda estavam em meus seios.
Damon estava assumindo o controle e eu não gostava disso...
Com muito esforço, voltei à consciência e puxei seus cabelos da nuca para beijá-lo. A música ainda tocava e aproveitando dela, voltei a me mover. Fiz do corpo de Damon minha lastre no pole dance, me esfregando nele e tocando as partes mais intimas de seu corpo enquanto me movia. Ele gemia e eu apenas continuava a dançar com seu corpo, querendo provoca-lo, excita-lo o máximo que eu conseguisse e que ele aguentasse... Voltei para sua frente e de costas, com a cabeça deitada em seu ombro, me escorei nele apenas movendo meus quadris e roçando minhas nádegas em sua ereção.
— Elena! – Ele gemeu segurando minha cintura tentando guiar meus movimentos. – Eu preciso... – Sua fala era intercortada devido a sua excitação. Ele já tinha chegado ao auge de excitação, mas eu queria mais, queria ele sedento por mim.
— Precisa do que? – Parei meus movimentos mas Damon continuou se movendo, virei minha cabeça para o lado para olhá-lo me fazendo de desentendida. – Ein? – Me virei de frente para ele.
— Eu quero...
— O que você quer, Doutor? – Sussurrei em seu ouvido o provocando.
— Você...
— Seja mais especifico, você já me tem a sua disposição... – Nossos rostos estavam a centímetros de distancia o que fazia nossos lábios se roçarem quando eu falava com ele. – Melhor, o que você quer que eu faça... – Levei minha mão até sua nuca e acariciei seus cabelos sabendo que ali era um de seus pontos fracos. Damon estava ofegante e parecia não raciocinar direito para me responder. – Hum?
— Quero que me toque... – Sussurrou.
— Onde? – Sorri presunçosa com suas respostas e reações. Meus dedos brincavam com seus cabelos sedosos fazendo um carinho gostoso neles e passando a unha em seu coro cabeludo enquanto me divertia ao vê-lo se arrepiar visivelmente com as caricias. – Onde quer que eu toque, Doutor... – Damon não respondeu, apenas pegou minha mão que estava em sua cintura e colocou sobre sua ereção coberta pelo jeans ainda.
— Aqui...
— Ótimo! – Mordi o lábio sorrindo. – Mas você vai ter que me dizer se está gostando, ok?
— Uhum...
Levei minhas mãos até seu jeans e o desabotoei e como da primeira vez, me abaixei em sua frente, retirei seus sapatos e meias e só então deslizei as calças pelas suas pernas.
Por alguns segundos me perdi naquela visão... Damon estava seminu em minha frente, com uma boxer vermelha, deliciosamente apertada devido ao seu membro ereto, e com uma feição de prazer, completamente entregue a mim... Eu estava no céu com aquela visão, só podia ser. Seu corpo era só meu, naquele momento, e eu poderia fazer o que entendesse com ele.
Me ajoelhei em sua frente e ao invés de ir direto até sua região sensível, coloquei as mãos em suas panturrilhas e fui subindo pelas suas coxas torneadas, me aproveitando de seu corpo o máximo que conseguia e gravando cada detalhe dele em minha memoria. Cheguei a sua cueca e a retirei, levei, finalmente, minha mão até seu membro e comecei a massageá-lo com vontade.
— Me diga se está gostando... – Falei. Eu conseguia ver pelas suas feições que ele estava mais do que gostando, mas precisava ouvi-lo dizer. – Está gostando, Doutor?
— Eu quero... Quero...
— Quer o que? – Não podia negar que estava adorando tudo aquilo, ver Damon praticamente implorando por mim só aumentava meu libido. Tocar seu corpo, deliberadamente, me fazia ficar mais excitada do que já estava. Era como se fosse uma relação de proto cooperação, eu o tocava, o satisfazia e ao mesmo tempo conseguia me satisfazer conhecendo melhor seu corpo.
— Sua boca... – Sussurrou e eu sorri. Voltei a tocar suas coxas, as apertando com força e deixando a marca de minhas unhas ali, refiz o caminho que havia feito com as mãos só que dessa fez com a boca deixando um rastro molhado por onde passava. Passei pelo interior de suas coxas e subi em direção ao seu sexo, sem provoca-lo mais o coloquei por inteiro em minha boca começando com fortes sucções e caricias constantes com a língua por toda a sua extensão. Eu fazia movimentos de vai e vem, o tirava parcialmente de minha boca ou por completo e logo voltava a suga-lo com vontade como antes. Ele gemia alto conforme eu mudava meus movimentos, seus gemidos eram roucos e deliciosos de serem ouvidos. – E...Lena... – Murmurou. Ao perceber que ele estava quase lá, o tirei de dentro de minha boca e quando estava prestes a recomeçar tudo, Damon agarrou meus cabelos me puxando por eles para que eu ficasse de pé em sua frente. – Agora eu me quero dentro de você, bem fundo!
— Seu desejo é uma ordem, Doutor! – Sorri maliciosa e o empurrei novamente para o sofá. Peguei um monte de preservativos de um armário pequeno, coloquei ao nosso lado no sofá e me sentei em seu colo. Ele estava completamente nu em baixo de mim enquanto a única coisa que impedia nosso encaixe era o tecido fino de minha calcinha. – Você pode tocar, se quiser... – Sussurrei para ele pegando suas mãos e as colocando em meu corpo. Minha pele implorava para sentir o toque de suas mãos, minha mente gritava “Me toque, por favor, me toque”, mas eu não iria falar isso em voz alta, eu deveria satisfazê-lo e não a mim...
Desesperada para senti-lo, guiei suas mãos por todo o meu corpo tendo como ponto de partida minha cintura e desci pelo meu quadril, passei pelas minhas nádegas... Nossos olhares estavam conectados enquanto eu o fazia me tocar e era incrível como conseguia ver em seus olhos o prazer e a excitação dele e com certeza eu também transpassava para ele o quanto estava gostando daquilo.
De repente, Damon criou autonomia e voltou a me tocar com ousadia. Minhas mãos foram para seus ombros, deixando que a dele me explorasse o quanto quisesse e eu apenas me concentrei no que suas mãos me causavam. Ele apertou minhas coxas que estavam uma a cada lado de sua cintura, subiu para minhas nádegas novamente as apertando também com força como fizera com minhas coxas e então subiu pela minha cintura, acariciou minhas costas e voltou para a parte de frente de meu tronco. Eu já não estava mais em mim... Deu toque era sutil e ele fazia as trilhas pelo meu corpo vagarosamente o que tornava ainda melhor, minhas pálpebras ficaram pesadas demais e eu fechei os olhos me concentrando nas caricias.
Damon subiu as mãos para os meus seios e os contornou com delicadeza, depois continuou a aperta-los com força e seus polegares brincaram com meus mamilos. Um gemido involuntário escapou de minha garganta quando ele fez isso e em resposta, movi meu quadril sobre sua ereção. Ele sem aguentar minha provocação, simplesmente arrancou minha calcinha a rasgando dos lados. Afobado, pegou camisinha, a abriu e colocou em si, segurou minha cintura e com pressa me fez sentar sobre si, me completando.
Finalmente... Nós dois gememos alto de prazer. Ele finalmente estava dentro de mim como há tanto queria.
Novamente rebolei em cima dele e só então comecei a me mover de verdade. No inicio fiz estocadas lentas mas ao mesmo tempo profundas, bem como ele havia me pedido e como eu queria que fosse... Damon me segurou pela cintura novamente tentando estipular o seu ritmo mas eu rapidamente as tirei dali e prendi seus pulsos no encosto do sofá.
— Shh shh shhh... Essa eu comando. – Sussurrei para ele recebendo um muxoxo de reclamação.
Eu o fazia sair de mim por completo e de uma vez só, voltar, fiz isso repetidas vezes apenas aumentando a intensidade com que ele entrasse em mim.
— Mais rápido... – Ele gemeu. – Por favor... – Eu sorri presunçosa e mesmo assim continuei por mais que aquilo fosse uma tortura.
Aquele ritmo lento estava me enlouquecendo também então sem aguentar mais, aumentei a velocidade das estocadas. Não me importei em ir rápido de mais, já tinha nos torturado o bastante, então deixei que meu instinto e meu desejo me guiassem. Damon também estava entregue ao momento, nem se debatia mais para se soltar e apenas tentava mover seu quadril em baixo de mim para me ajudar com aquilo.
Nossos corpos pareciam querer se juntar em um só, não tinha um milímetro se quer entre nós e nem meus movimentos rápidos eram suficientes para acabar com aquele contato pele com pele.
A musica que eu dançara para ele ainda tocava, na verdade, era a quinta vez que ela repetia mas naquele momento tínhamos nos desligado dela e o único som que eu estava concentrada era nos gemidos altos do homem que estava embaixo de mim.
Damon conseguiu se soltar, facilmente já que eu tinha afrouxado minhas mãos em seu pulso e antes que eu pudesse reclamar, segurou minha cintura aumentando a profundidade das investidas.
Eu não aguentei mais muito tempo, já sentia meu sexo se contraindo em volta dele e aquela onda de prazer tomou conta de meu corpo me causando uma deliciosa convulsão. Assim que atingi meu orgasmo, Damon chegou ao dele em seguida, derrubando a cabeça no vão do meu pescoço com o ombro. Lentamente nos desencachei mas não nos separei, continuei abraçada nele até que nossas respirações se normalizassem e que nós nos recuperássemos daquele pós-orgasmo.
Eu não queria me mover, queria ele ali em meus braços apenas sentindo seu corpo quente em baixo do meu e sua respiração ofegante pinicando meu pescoço . Era estranho mas parecia que eu tinha sido feita sob medida para Damon, minha estatura pequena se encaixava perfeitamente em seu corpo forte e musculoso... Me assustava o quão bem e segura eu me sentia em seus braços, parecia que ali era meu lugar. Por um momento imaginei como seria dormir com ele, dormir mesmo, de conchinha ou em seu peito com seus braços ao meu redor e nossas pernas entrelaçadas... Mas era obvio que isso nunca iria acontecer, sem chances.
Finalmente nossas respirações voltaram ao normal e eu tentei sai de seu colo para começar a me vestir.
— Eu quero mais! – Damon me segurou antes que eu conseguisse ficar de pé.
— Eu também... – Sorri maliciosa voltando a me sentar sobre suas pernas.
Abracei sua cintura com as pernas e nós voltamos a nos beijar ferozmente. Me levantei de seu colo e o puxei para que ele me acompanhasse.
— Meredith vai arrancar minha cabeça se descobrir que transamos no sofá... – Expliquei porque não podíamos continuar ali. Minha “chefe” falava que tinha cama nos quartos para serem usadas e que o bordel dela era algo limpo e que não queria rastros de sexo em seus sofás e que os lençóis nas camas eram para serem sujos e não o estofado dos sofás.
— Então vamos para outro lugar. – Sussurrou malicioso contra meus lábios e antes de continuarmos a nos beijar, pegou um preservativo de meu monte. Eu sorri perversa e mordi seu lábio inferior para provoca-lo e voltei a beijá-lo. Damon abraçou minha cintura me empurrando até a parede me prensando com força sobre a mesma, desceu as mãos até minhas coxas me erguendo do chão, entendendo sua intenção eu abracei sua cintura com as pernas. Ele aproveitou essa posição e desceu a boca até meu pescoço fazendo movimentos circulares com a língua por ele ou deixando beijos úmidos na região.
— É um desperdício ignorar essa cama, sabia? – Comentei ofegante devido aos seus beijos. Damon sorriu em meio a beijos e me segurou com mais força, eu me ajeitei melhor entrelaçando mais firme minhas pernas ao seu redor e ele nos levou até a cama.
Agora ele estava por cima, nossos corpos colados da mesma forma que antes e eu arranhava suas costas sem muita dó. Damon tateou algo em nosso lado e saiu de cima de mim só para conseguir se proteger devidamente e assim que seu membro estava coberto pela camisinha se colocou no meio de minhas pernas.
Suas mãos desceram pelas minhas panturrilhas e ele levantou minhas pernas de modo que meus tornozelos ficassem em sua nuca. Sem que esperasse, ele me penetrou e eu simplesmente gritei de prazer com aquilo, apesar de ser estranho e um tanto desconfortável aquela posição era incrivelmente prazerosa... Minhas mãos agarraram o lençol da cama os puxando com força e eu gemia alto sem conseguir controlar o volume dos sons que emitia. Damon parecia também não ligar em ser delicado, seus movimentos eram rápidos e profundos, bem do jeito que eu e ele queríamos.
Damon estava esgotado ao meu lado na cama, seu corpo estava completamente nu e suado e ele parecia lutar contra o sono, assim como eu. Aquela ideia de adormecer em seus braços voltou para minha mente se tornando tentadora demais, e a posição em que ele se encontrava ao meu lado, extremamente convidativa, não facilitava nada nisso. Sabendo que não iria conseguir resistir, me sentei na cama puxando o lençol para mim e abraçando minhas pernas deitando minha cabeça em meus joelhos de modo que minhas costas ficassem nuas e só meu busto coberto pelo lençol. Damon levou a mão até minhas costas fazendo um carinho nelas com as pontas dos dedos, meu corpo se arrepiou e eu fechei os olhos aproveitando o carinho.
— Isso é bom... – Sussurrei sonolenta.
— Está cansada não é? – Virou de lado para me olhar.
— Um pouco, mas já passa... – Mentira, eu estava exausta, meus olhos ardiam de sono e a única coisa que eu queria fazer era me deitar naquela imensa e confortável cama e dormir... Nos braços dele, obvio. Mas infelizmente eu tinha que trabalhar, Damon tinha sido só meu primeiro cliente da noite.
— Quando vou te ver novamente? – Ele perguntou.
— Você sabe onde me encontrar... – Sorri. Era ele quem tinha vir me procurar, isso não estava ao meu alcance, eu não tinha autonomia o suficiente para encontra-lo no hospital quando tivesse vontade de vê-lo. Damon respondeu com um riso e se sentou um pouco atrás de mim, beijando minhas costas. “Não Damon, não faça isso... Não posso dormir...” Pensei. Uma parte de mim queria que ele parasse mas a outra estava adorando as caricias e iria se aborrecer demais se ele parasse.
— Vai me deixar cuidar de você na próxima vez? – Perguntou enquanto passava a ponta do nariz pelas minhas costas.
— Próxima vez? – Então ele queria mais noites comigo? Um sorriso radiante surgiu em meus lábios e eu soltei fogos de artificio de felicidade em minha mente.
— Uhum...
— Vou pensar em seu caso, Doutor. – Provou.
— Eu posso te dar prazer também, Nina... – Se sentou ao meu lado e sussurrou em meu ouvido.
— Tenho certeza que pode... – Novamente meu corpo se arrepiou e minha voz saiu pesada de excitação. Virei meu rosto para ele, que parou de beijar meu ombro e passou a beijar meus lábios de maneira suave. Damon pegou meu rosto e eu me virei para ficar de frente para ele, levando minha mão para sua nuca para intensificar o beijo. – Quando vamos nos ver de volta? – Ele encostou nossas testas ao finalizar o beijo e eu falei de olhos fechados não querendo ver sua expressão quando ele me respondesse.
— Em breve. – Mesmo sem estar de olhos abertos para ver, consegui perceber em seus lábios ao falar. – Agora eu preciso ir... – Suspirou. Abri meus olhos e assenti, Damon beijou minha testa e então se levantou da cama para começar a se vestir.
Eu fiquei na mesma posição apenas o assistindo procurar suas roupas do chão e se vestir.
Não queria que ele fosse... Era pedir demais para que ele ficasse aqui? Sim... Era loucura desejar que ele passasse uma noite inteira comigo.
Ele veio até mim, já vestido e se ajoelhou no colchão ao meu lado para depositar um beijo castro em meus lábios. Antes que se afastasse eu o segurei, coloquei a mão em sua nuca e o beijei dignamente.
— Nunca mais saía sem se despedir... – Repeti o que ele havia me dito na ultima vez que nos encontramos, ele sorriu contra meus lábios e me beijou a ultima vez. Selamos o beijo com vários outros e Damon se afastou, tirou da carteira meu dinheiro, o deixou no criado mudo ao lado da cama e então foi embora.
Porque esse homem me deixava tão desnorteada? O que ele estava fazendo comigo?
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