Soho Dolls
23 Capítulo 22
Notas iniciais
WOW, WOW!! Estou sem palavras, a fic atingiu 127 leitores, 73 favoritos E 27 RECOMENDAÇÕES. Isso é real? Já podem me beslicar para ver se eu estou sonhando, sério. Quero agradecer de coração a Karollyne,
Sammy Salvatore, Hellen, Nadia e Gisele Somerhalder pelas recomendações lindas, muito obrigada meninas, voces n fazem ideia o quanto eu fico feliz em ler a opiniao de vcs sobre minha fic s2
Espreguicei-me lentamente na cama sendo acordada pelo barulho da água caindo do chuveiro, minha memoria ainda estava um pouco falha devido a minha sonolência, e a insuportável dor que atingia minha cabeça não ajudava nada enquanto eu tentava recordar-me de alguns fatos importantes. Suspirei fundo e tateei o colchão ao meu lado encontrando apenas lençóis desarrumados e frios e só então conseguira me lembrar de que havia passado a noite na casa de Matt e que estava nua em sua cama. Foi bem como eu imaginei no dia anterior, parecia até um deja vú.
Merda. Eu não queria ter transado com ele, não mesmo, mas fora impossível resistir. Matt sempre fora ótimo em conseguir me seduzir e daquela vez não tinha sido diferente, o álcool em meu sangue, minha carência e seus métodos de sedução me fizeram cair em sua cama sem nem ao menos pensar em resistir. Mas o pior de tudo era que além de ter pulado em sua cama sem ao menos relutar, era que eu havia gostado dedormir com ele. Aquela noite havia me lembrado de como era bom passar a madrugada inteira em seus braços, por mais que ele não fosse Damon e que não me fizesse enlouquecer com apenas um beijo, ainda assim tinha sido ótimo, só que uma vez já fora o suficiente. Talvez Marcos realmente tivesse razão, eu precisava ter transado com outro homem que não fosse Damon, naquela noite Matt fizera eu me sentir desejada, não que eu já não sentisse isso, mas fora de uma maneira diferente, eu me senti desejada como uma mulher de verdade e não apenas como uma prostituta.
Só que ainda assim eu me sentia vazia, era estranho, não tinha aquela felicidade e excitação de como quando eu dormia com Damon. Nas manhãs após ter estado nos braços dele eu me sentia revitalizada, completa e imensamente feliz por ter me entregado ao homem que eu amava... Por mais que meu corpo estivesse leve e relaxado, ainda assim não era a mesma coisa.
Será que nem por um segundo eu era capaz de esquecer aquele “maldito”?
Virei-me na cama enquanto inalava o delicioso cheiro de café passado que estava no ar sentindo minha boca encher-se de água pelo aroma. Levantei da cama e peguei do chão a blusa que Matt usava ontem, a vesti e fui até o banheiro, onde o homem com quem passara a noite tomava banho de porta aberta.
- Hey, bom dia! – Ele sorriu abertamente ao me ver encostada na soleira da porta. – Quer se juntar a mim? – Perguntou com malicia enquanto passava a mão no vidro do box embaçado para me ver melhor. Ah, aquela era uma proposta tentadora e se ele me perguntasse há alguns anos, com toda certeza eu não iria recusar. Diferente de agora, eu não queria, eu realmente não queria me juntar a ele.
- Fica pra próxima... – Mordi o lábio fazendo que não.
- Tudo bem... – Suspirou fundo enquanto colocava um pouco de shampoo na mão. Eu desviei o olhar dele e fui até a pia onde lavei o rosto com água fria, tentando afastar o sono, passei os dedos pelo meu emaranhado de cabelos tentando colocar meus fios em ordem e acabei os prendendo um coque frouxo, desistindo de domá-los. Depois deixei que Matt terminasse seu banho e fui até seu quarto para tentar arrumar a bagunça que fizemos de noite.
Os lençóis definitivamente iriam ser trocados então não me importei em estica-los perfeitamente, só os ajeitei superficialmente e juntei nossas roupas, almofadas e travesseiros que estavam espalhados pelo chão. Com o quarto já decente, eu segui para sala onde me sentei à mesa, que já estava posta para o café, e esperei Matt para fazermos o dejejum juntos enquanto bebericava uma caneca com café.
- Olha, vou cobrar esse banho juntos que você deixou para próxima, ein... – Matt disse enquanto vinha em minha direção, ele ainda estava nu, com a toalha de banho enrolada da cintura para baixo e seu peitoral estava úmido devido as gotas de agua que pingavam de seu cabelo molhado. – Bom dia, anjo. – Selou nossos lábios em um beijo castro.
- Não deveríamos ter ido tão longe... – Sussurrei sem encará-lo, apenas fitando o liquido escuro em minha caneca.
- Desculpe? – Puxou uma cadeira e sentou-se em minha frente.
- Não deveríamos ter transado, Matt, não era certo.
- E porque não é certo, Lena?
- Porque eu estou completamente apaixonada por outro cara e você por essa garota de Londres... Estamos traindo nós mesmos, não percebe?
- Você não gostou, não é mesmo? – Franziu o cenho.
- Não! – Revirei os olhos soltando um riso. – É claro que eu gostei, gostei mesmo, mas não foi porque gostei que passe a certo.
- Lena, eu te entendo, mas estamos solteiros, qual é o mal em nos divertimos enquanto estivermos livres? — Ele levou uma mão até minha coxa a descansando ali e fazendo um carinho gostoso com as pontas dos dedos.
- Nenhum, mas você não se sente nem um pouco mal por estar transando comigo enquanto ama outra mulher? – Rapidamente eu levo minha mão até a dele e gentilmente a retiro.
- Um pouco, mas o que eu posso fazer? Ela está em Londres e você aqui, comigo... Não vou fazer voto de castidade só porque estou apaixonado e além do mais, eu nem sei se vou vê-la de novo, Lena. – Percebendo que eu não estava à vontade com seu toque em minhas pernas, Matt pega a minha mão e entrelaça nossos dedos. – Nós não vamos mais transar, se você não quiser, ok? – Assenti com um suspiro aliviado. – Eu juro tentar me controlar enquanto estivermos juntos, por mais difícil que seja... – Sorriu malicioso.
- Pelo menos você usou camisinha... – Disse aliviada.
- É, aprendi a usar aquele negocio depois do que aconteceu... – Levou a mão até seu cabelo, mexendo nele em um gesto que mostrava que ele estava sem graça.
- E aprendeu a gostar de café...
- Na verdade, não. Fiz porque sei que gosta. – Riu fazendo uma careta de desgosto.
- Obrigada... – Sorri meigamente.
- Não por isso. – Balançou a cabeça negativamente. – Eu sei que você disse que não acha certo nós continuarmos a fazer sexo, mas caso mude de ideia, eu vou estar aqui, ok? – Sorriu maliciosamente para mim e voltou a colocar a mão em minha coxa. Matt era impossível...
- Você continua o mesmo tarado, meu Deus! – Ri alto dando um tapa de leve em sua mão que subia pela minha coxa adentrando por debaixo de sua camisa.
- Impossível mudar isso em mim, só vou aperfeiçoando com o tempo...
- Percebo... – Retirei sua mão de mim. – Será que tem como você me deixar em casa? Estou com uma dor de cabeça insuportável.
- Tudo bem... – Ele assentiu de bom grado e me deu um beijo demorado na testa.
Fiquei extremamente grata por Matt ter me entendido e não insistido em continuarmos a dormir juntos, uma noite já havia sido o suficiente para provar a mim mesma que era Damon que amava e que nem um outro homem, nem mesmo Matt, podia assumir o lugar dele em meu coração, infelizmente...
Assim que terminamos de comer, fomos nos arrumar e em menos de quinze minutos já estávamos dentro do carro de Matt indo em direção ao bordel, eu não via a hora de chegar em casa e tomar um longo banho para tirar os resquícios da noite passada de meu corpo e cair em minha cama para dormir o resto daquela tarde. Eu tinha a impressão de que minha cabeça fosse explodir de tanta dor, lembrando-me do porque que eu não ingeria bebida alcóolica com mais frequência. Beber, definitivamente, não era para mim. Independente da quantia que consumia, minha cabeça doía como se tivesse sido atingida com força por alguma coisa e mesmo assim não aprendia a não beber.
Para minha sorte, Matt não morava longe de mim e antes que eu percebesse, já estava entregue no aconchego de minha “casa”. Quando o carro de Matt desaparecera pela rua, eu tirei meus sapatos de salto alto e entrei pelo pequeno portão ao lado da boate para subir a enorme escadaria que dava até a porta da sala.
Dei três batidas de leve na porta e rapidamente fui atendida por Marcos, que soltou um suspiro aliviado ao me ver.
- Depois conversamos, mocinha... – Fuzilou-me com os olhos sussurrando.
- Marcos, não faça drama, não estou com cabeça para isso. – Choraminguei entrando em casa.
- Bom, mas vai ter que ter, você tem visita. – Apontou para trás e eu segui seu dedo com o olhar, encontrando ninguém mais, ninguém menos que Stefan.
- Stefan? – Perguntei surpresa. – O que faz aqui? Nós não estamos abrindo ainda...
- Não, eu não vim por programa... – Riu baixinho.
- Vou estar no seu quarto com April, anjo... – Marcos se retirou da sala nos dando privacidade para conversarmos.
- Damon te mandou aqui, não foi? – Perguntei soltando um suspiro cansado.
-Não, na verdade eu vim por conta própria.
- Tudo bem, diga o que quer, sou toda ouvidos.
- Damon não me mandou mas ele é o motivo de eu estar aqui. Elena, você não sabe o quanto ele está arrasado. – Realmente, eu não sabia mesmo, Damon parecia uma muralha impenetrável que não deixava nada abala-lo, saber que ele estava arrasado era mesmo uma novidade e tanto.
- Meus pêsames por ele, Stefan, mas eu não tenho nada a ver com isso.
- Ai que você se engana, Elena, Damon está assim por causa de você...
— Wow, estou me sentindo lisonjeada, independente do que eu tenha feito, desde quando uma vadia tem tanta moral para cima de alguém?
- Elena, você não é uma vadia...
- Obrigada Stefan, fico feliz que pense assim, mas seu irmão, claramente, não tem a mesma opinião.
- Ele está arrependido, Lena, eu fiquei a madrugada inteira o consolando dizendo que você ainda gosta dele enquanto ele acabava com uma garrafa de uísque sozinho... – Minha vontade era de correr para os braços de Damon, enchê-lo de beijos e dizer que estava tudo bem, que eu perdoava mas era ótimo ouvir que eleestava naquelas situações por minha culpa chegava a massagear meu ego, apesar de me deixar com uma incrível compaixão.
- Bom, eu iria aconselhar a leva-lo a um psiquiatra, isso pode ser inicio de uma depressão ou então aos alcóolatras anônimos, mas ele é médico, sabe o que é melhor para si...
- Elena, Damon não é assim, ele só está assim por sua causa. Você tem que perdoá-lo.
- Não tenho porque perdoá-lo, Stefan, Damon está exagerando... – Revirei os olhos. Eu não iria admitir que estava realmente magoada com ele, eu tinha que me mostrar superior, mostrar que não me importava em ser chamada de vadia. – E outra, o que eu posso fazer se sou mesmo uma vadia? Ele não mentiu.
- Não é bem assim, não adianta fingir que o que Damon disse não te atingiu principalmente porque eu vi como você saiu aquele dia depois da briga e quando eu vejo em seus olhos o quanto está magoada. – Aquilo seria mais difícil que eu esperava, Stefan não iria sair dali enquanto eu não me redimisse e dissesse que Damon tinha me magoado por ter sido tão imbecil, e como eu estava exausta, decidi contar-lhe a verdade. Tinha certeza de que Damon nunca iria saber da existência daquela conversa então não tinha problemas em contar a Stefan o que ele queria ouvir.
- Stefan, eu sinto muito pelo seu irmão, entendo que esteja preocupado com ele, mas se Damon quiser mesmo meu perdão, vai ter que fazer por merecer, eu não vou perdoá-lo tão fácil.
- Eu sei disso, Elena, eu compreendo seu lado e é por isso que vim te procurar... Damon não tem jeito, ele é teimoso, orgulhoso e tudo isso que você está pensando, mas ainda assim ele é um cara muito legal e eu sei que ele gosta muito de você. – Definitivamente, eu não queria ficar ali discutindo sobre Damon com Stefan, além de sua voz parecer um eco devido a insuportável dor de cabeça que estava sentindo, eu não aguentava mais pensar em Damon e aquela conversa não estava cooperando com a minha disposição de esquecê-lo.
- Stefan, não me leve a mal mas Damon vem atormentando minha mente ultimamente e a ultima coisa que quero falar é sobre ele, e outra, minha cabeça está explodindo e eu queria muito tomar um banho e cair na cama.
- Tudo bem, vou te deixar descansar mas espero que pense com carinho nisso, Elena.
- Pode deixar... – Soltei um suspiro cansado.
- Você vai ver, nós ainda vamos nos encontrar em seu casamento. – Sorriu divertido.
- Meu casamento? Que casamento?
- No seu com o meu irmão. – Ah não, meu humor não estava para piadas sem graça principalmente sobre isso, revirei os olhos mal humorada, bufando. – Adeus, Elena...
- Até mais, Stefan. – Disse aliviada.
A presença de Stefan estava me sufocando, era como se a “arma do crime” estivesse comigo ainda, ao olhar para aquele Salvatore, me lembrava automaticamente da noite que tivemos juntos e da minha briga com seu irmão por causa dela, era horrível porque eu nem se quer havia gostado de transar com ele para estar me sentindo tão culpada assim... Mas no momento que aquele homem passou por aquela porta deixando a sala de minha casa, era como se uma tonelada tivesse saído de minhas costas. Eu sei que se quisesse ficar com Damon iria ter que superar o fato de eu ter ido para cama com seu irmão, mas por enquanto aquilo era muito recente para mim principalmente por ser o motivo de eu e Damon estarmos brigados.
Eu suspirei fundo e praticamente me arrastando fui até o meu quarto. Não tinha nada naquele momento que eu desejasse mais que um banho e dormir até tudo em minha vida estar resolvido, ou seja, para sempre. Abri a porta do quarto e encontrei Marcos esparramado em minha cama conversando com April, que mexia no notebook.
- Mulher, que homem é esse? – Meu amigo se sentou quase em um pulo ao me ver adentrar pela porta.
- Aquele é Stefan Salvatore...
- Meu. Deus. – Disse pausadamente. – Isso sim é que é fazer filho com amor, como que eles conseguem ser tão lindos?
- Sinceramente? Eu não faço a mínima ideia! – Bufei. – E eu não sei como eles conseguem ser tão difíceis também, são impossíveis na verdade, principalmente de tirar de sua mente! – Era obvio que eu estava me referindo a Damon e Marcos sabia disso então não me importei em ser mais especifica enquanto ao Salvatore que pensava.
- Tudo bem, não queria chegar a esse ponto, vamos mudar de assunto... – Eu adorava o quanto Marcos me entendia e não insistia para que conversássemos sobre Damon, esse era o único ponto em que o diferenciava de Caroline, Carol fazia que eu encarasse minhas dificuldades de frente enquanto Marcos me ajudava a esquecê-las, os dois eram ótimos com isso apesar de eu, quase sempre, preferir o método de Marquinhos. – Ah, ia quase me esquecendo, eu estou furioso com você, Elena, onde você se meteu? Custava dar noticias e dizer que não iria passar a noite em casa? – Fuzilou-me com o olhar me fazendo começar a rir de sua cara, o lado durão não era para Marcos, definitivamente.
- Marcos, você sabia que eu iria sair com Matt, não tinha motivo para se preocupar, aliás noticias ruins sempre chegam muito rápido então por favor, me livre dessa parte e pule logo para o interrogatório... – Revirei os olhos já sabendo o que viria em seguida, aquilo era apenas um pretexto para ele me perguntar o que havia acontecido para eu não ter dormido em casa, como combinado. – Não, melhor, me pergunte depois porque eu estou fedendo a sexo e preciso tomar banho!
- Fedendo a sexo? – Perguntou surpreso com um tom de malicia. – Pelo amor de Deus, Elena, nos conte logo o que aconteceu! – Disse impaciente.
- Será mesmo que você não faz nem ideia do que nós fizemos? – Perguntei com malicia também enquanto retirava meu blazer e desabotoava minha saia.
- Mentira que vocês transaram... Me conte agora como que foi!
- Foi ótimo, mas ainda estou me sentindo péssima por ter dormido com ele.
- Ai Elena, não venha com essa, você não tem motivos para estar se sentindo assim.
- Talvez não tenha mesmo, mas não acho justo eu fazer sexo com outro homem enquanto estou completamente apaixonada por Damon. – Eu tinha consciência de que April estava ali nos ouvindo, mas pouco me importava com isso, ela não parecia ser uma “ameaça” e eu estava cansada de ter que controlar o que dizia dentro de casa para que alguém indesejado não ouvisse.
- Bom, então peça demissão agora mesmo, querida... – Disse com sarcasmo.
- Você entendeu, besta. –Revirei meus olhos e deixei minhas roupas sujas dentro do cesto para dar um jeito nelas mais tarde. Enquanto eu procurava uma roupa leve para colocar depois do banho, alguém abriu a porta de meu quarto sem ao menos bater antes.
- Independente de seus planos para essa noite, vocês vão ter que cancelar. – Meredith disse em um tom presunçoso. – Vamos abrir essa noite, consegui as duas meninas que faltavam. E vocês duas – Apontou para mim e April. – Depois venham até a sala que eu vou lhes apresentar suas novas colegas e Elena, você terá que treinar uma das novas garotas... – Antes que eu pudesse responder, ela saiu do quarto batendo a porta com força atrás de si.
- Ótimo, só isso que eu precisava para melhorar o meu dia... – Disse chorosa. – Agora mais do que nunca eu preciso de um banho e da minha cama, Marcos.
...
Depois de ter recebido a noticia de que a boate iria voltar a funcionar, meu animo, que já não estava tão alto, pareceu ter sumido. Aqueles dias que estive de “folga” foram perfeitos , há anos que eu não tirava férias e eu já havia me esquecido do que era dormir de noite ao invés de ter que ficar exibindo meu corpo para homens depravados. Após ter saído do banho, eu despachei Marcos de meu quarto e consegui dormir em um sono pesado pelo resto da tarde, sendo acordada em cima do horário, tendo pouquíssimo tempo para me arrumar e ir ao matadouro.
Antes de descer a boate, Meredith nos apresentou as duas novas garotas, Rebekah e Hayley, eu ficaria responsável por Rebekah já que Hayley tinha vindo de outro bordel que fora fechado recentemente e tinha experiência na área. Eu me sentia péssima em ter que ajudar uma garota tão inocente como Rebekah a virar uma prostituta, ela tinha apenas dezoito anos e estava precisando urgentemente do dinheiro para conseguir ajudar sua mãe a pagar o tratamento contra leucemia, ela não tinha culpa de estar ali e aquele fora o caminho mais fácil que ela encontrara no desespero...
As duas iriam descer conosco e enquanto Hayley já começaria naquele dia mesmo, Rebekah ficaria comigo e eu a instruiria aos poucos, a mostraria como lidar com um cliente e daria algumas dicas.... Era como se eu fosse uma criminosa que estava instruindo minha aprendiz a fazer o trabalho sujo.
Depois de estarmos todas prontas, nós descemos juntas e à medida que a boate ia enchendo, eu implorava mentalmente para que fosse uma noite como outra qualquer... Só que não foi o que aconteceu, exatamente.
Eu já estava em meu quinto cliente e apesar de terem sido programas calmos, os clientes exigiam muito de mim, principalmente quando eles não conseguiam alcançar o orgasmo sem um empurrão meu. Graças a Deus aquele era o meu ultimo cliente e eu não iria voltar à boate depois que esse fosse embora.
- Hey, delicia... – Sorri com um tom de malicia para o homem sentado perto ao palco que não havia desgrudado o olhar de mim um segundo se quer durante a noite.
- Aleluia consegui um pouco de sua atenção. – Sorriu para mim e se endireitou para que eu sentasse em seu colo.
- Aw, desculpe querido, estive um pouco ocupada. – Ao sentar sobre suas pernas, fiz questão de que sua ereção, já visível, fosse pressionada por alguma parte de meu corpo.
- Eu espero que valha a pena essa espera... – Colocou a mão sobre minha coxa a apertando com força. Não sabia dizer se era porque eu estava cansada ou se seu aperto havia sido forte demais para ter me causado um pouco de dor.
- Garanto que vai... – Disse presunçosa. – Então, quer beber alguma coisa?
- Eu adoraria!
Tudo começou com um drink, uma dança sensual e logo em seguida ele me pediu para subirmos, para “termos mais privacidade”. Em minha mente aquilo seria algo fácil, afinal ele não era tão jovem e não iria pedir que eu fizesse coisas que os mais novos pediam, que exigia muito de mim... Mas tudo isso não se passara de uma doce ilusão ao achar que esse ultimo programa seria tão calmo como os anteriores...
Eu o guiei até a nossa melhor suíte e assim que fechei a porta atrás de mim, senti suas mãos se fecharem com força em minha cintura e meu corpo ser lançado contra a porta. Minhas roupas foram retiradas com selvageria, seus beijos eram tão ferozes quanto suas caricias e eu tinha plena consciência de que ficaria marcada devido a brutalidade que ele estava me tratando, suas mãos deixavam meu corpo dolorido por onde passavam e se soubesse o que aconteceria nesse quarto jamais teria entrado ali com ele.
Se apenas seus toques estavam me causando aquela dor, por um momento senti medo ao imaginar como seria quando ele me penetrasse...
- Hey, vamos com calma... – Consegui sussurrar com muito esforço, mas foi como se tivesse falado pra uma porta, meu corpo fora pressionado com mais força e brutalidade que antes contra outra parede e tudo o que podia fazer era fechar os olhos e esperar que ele terminasse de usar o meu corpo como quisesse, afinal estava pagando pelo programa e eu não podia reclamar.
O momento que mais temi desde que estávamos no quarto aconteceu, ele me penetrou e como não estava preparada para recebê-lo, era como se ele estivesse me rasgando por causa da força usada, suas mãos ásperas se fecharam fortemente sobre meus seios e eu podia ouvi-lo gemer, louco de prazer, enquanto se arremetia dentro do meu corpo. A dor era alucinante e eu gemia alto por causa dela...
–Calada, só eu posso gemer aqui, vadia. – Foi quando tudo ficou ainda pior, coisa que achava não ser possível, ele segurou com força em meus cabelos puxando minha cabeça pra trás com força me fazendo gritar. Sua voz era fria e autoritária, me forcei a ficar quieta por mais difícil que fosse enquanto ele mudava a posição que me penetrava. Meu corpo doía por demais com suas caricias firmes e eu sabia que meu colo deveria estar todo marcado devido às mordidas e chupões que ele depositava ali. O pior de tudo mesmo não era ter que aguentar aquilo calada e sim fingir estar gostando quando sua vontade era chorar de cansaço e dor...
Quando, finalmente, ele alcançou o orgasmo, seu corpo caiu sobre o meu enquanto ele respirava fundo para se acalmar. Sem demorar muito, senti seu membro deslizar para fora do meu corpo sendo atingida por uma sensação de incrível alivio por não mais tê-lo dentro de mim. Eu não tinha coragem de abrir meus olhos, meu orgulho estava ferido demais para que eu o encarasse depois de tudo que fizera comigo, ainda me restava o mínimo de dignidade e amor próprio para que eu me redimisse a esse ponto. Ainda de olhos fechados eu pude sentir quando algo caiu sobre meu corpo sensível, quando me forcei a abri-los, me deparo com o dinheiro espalhado ao meu redor e sobre mim enquanto ele se virou, já vestido para sair do quarto me deixando na cama machucada e humilhada.
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