Soho Dolls

3 Capítulo 2 - You make me so hot


Notas iniciais
Hey gente, obrigada pelos comentarios do capítulo anterior, fiquei muito feliz em saber que vocês estão gostando.

Damon Salvatore Narrando

Segui Alaric por um longo caminho, já tínhamos saído da área agitada de Nova Iorque e presumia que tínhamos entrado em um bairro ou subúrbio histórico da ilha de Manhattan pelas ruas estreitas e com pouca iluminação. Não fazia a mínima ideia onde Ric estava me levando, mas pelos caminhos que ele fazia, coisa boa é que não era. Entramos em uma rua que poderia facilmente ser confundida com um beco e se não fosse por uma boate ao fim da quadra, ela seria completamente escura e deserta.

Nós paramos em frente aquela boate e Ric desceu do carro. O lugar tinha a fachada vermelha e uma porta enorme de vidro preto, o nome do local ficava bem acima da porta e em um tipo de letra cursiva com luzes igualmente vermelhas e brilhantes estava escrito “SoHo Dolls”, seguido por uma taça de martini com luzes brancas. Revirei os olhos ao perceber do que se tratava.

- Não acredito que me fez deixar minha filha para me trazer a um puteiro, Alaric! – Reclamei mal humorado.

- Que palavreado é esse, jovem? – Riu divertido. – O nome certo é bordel e tenho certeza que vai adorar, você anda precisando de uma distração, Damon. – Sorriu malicioso.

- Sair com a minha filha é uma ótima distração! – Reclamei.

- Não Damon, você está precisando de sexo, sabe o que é isso?

- Estou tranquilo assim, acredite, sexo para mim não faz falta. – E pior que eu não estava mentindo. Tudo bem que às vezes a carência apertava não conseguia encontrar em ninguém o seco que eu queria, nenhuma mulher conseguia me satisfazer como Katherine fazia.

- Ah sim e seu mau humor justifica bastante isso! – Riu alto. – Se você soubesse do que andam falando sobre humor lá no hospital... – Revirei os olhos ficando realmente estressado. – E cá entre nós que eu tenho que concordar com eles.

- Alaric, vamos logo, não quero demorar, estou cansado e já que você me deu um final de semana de folga, quero aproveitar para descansar.

- Ok, então essa noite você relaxa... – Fez um gesto obsceno com a mão. – E nos outros dois descansa.

- Então vamos logo!

- Você não vai se arrepender... – Me deu a vez para entrar primeiro no local. – Primeiro os mais necessitados.

A porta de vidro foi aberta automaticamente pela minha proximidade revelando um lugar no mínimo desconfortável. A iluminação, ou a falta dela, era o que piorava tudo. As luzes principais eram todas desligadas e nos cantos tinham alguns focos luminosos, velas sobre as mesas e luzes coloridas. As paredes eram vermelhas, assim como tudo no lugar e os detalhes eram em preto.

As mesas eram bem distribuídas e tinham um tipo de sofás junto com elas para se sentar. Mulheres andavam seminuas entre os homens e algumas carregavam bandejas com bebidas e petiscos para entregar as mesas. No canto da boate tinha o bar, de onde vinha as bebidas e prateleiras com espelhos atrás, estilo cristaleira eram repletas de bebidas. No meio da boate se encontrava um palco grande e oval com uma daquelas lastre em que as mulheres dançavam em volta e a medida que uma mulher subia os pequenos degraus do palco luzes eram acesas e algumas diminuídas, pequenos holofotes no teto e no chão iluminavam o corpo esguio da moça e uma musica com um ritmo lento e extremamente sensual começou.

- Dizem que essa é a melhor daqui... – Alaric falou malicioso. – Senta ai e aproveita. – Forçou meu ombro para baixo me fazendo sentar em um sofá bem em frente ao palco.

Rapidamente prendi minha atenção naquela mulher prestando atenção a cada movimento dela. Seu corpo era perfeito, como nunca tinha visto em nenhuma mulher, sua cintura era fina e era proporcional ao seu quadril, suas longas pernas e bem torneadas eram cobertas por uma meia arrastão e pareciam ficar ainda maiores com um sapato de salto altíssimo que combinavam com o micro shorts que mais pareciam uma calcinha realçando suas nádegas perfeitamente. Mordi meus lábios sorrindo enquanto a olhava de cima a baixo, sendo tomado pelo desejo. Meu olhar que antes estava preso nos movimentos sensuais que ela fazia com o quadril, agora prestavam atenção em seus seios que quase saltavam para fora de um sutiã brilhoso.

Ela era linda, tinha longos cabelos castanhos que passavam do fecho do sutiã e um par de olhos escuros tão profundos quanto à noite. Até poderia dizer que seu rosto era um tanto angelical se não fosse pela circunstancias em que nos encontrávamos e pela malicia que tomava conta de seus olhos e que enfeitava seu sorriso.

Eu estava hipnotizado... Seu corpo se movia com agilidade em volta do cano, no ritmo certo da música, ela prendia as pernas no mesmo e se pendurava com a maior confiança. Rodeava aquela lastre com a maior sensualidade, jogava o cabelo para trás e então se agachava com uma feição de prazer. Nossos olhares se cruzaram e eu apenas esbocei um sorriso enquanto ela piscou para mim... Céus, aquela mulher exalava luxúria...

Ela continuou a se mover, ficou de costas e descia da mesma forma, virava de frente de novo e com as pernas abertas fazia sua intimidade roçar no poste como se insinuasse as investidas. Enquanto dançava nossos olhares não se desconectavam e a cada giro que dava em volta do cano, quando ficava de frente para seu “público”, nossos olhos voltam a se conectar em uma química avassaladora. Alguns homens depositavam algumas mixarias pelo espetáculo então me levantei e deixei no mesmo lugar onde deixavam as gorjetas e tirei da carteira uma nota de cinquenta dólares a colocando ali.

Quando voltei a me sentar, infelizmente, a música acabou mais rápido do que eu queria. Em passos graciosos ela chegou até a caixa em que as notas se encontravam e em uma por uma pegou as juntando em um rolo, até chegar a minha. Seu olhar procurou entre os homens que babavam pela sua apresentação quem tinha deixado uma nota com o valor tão alto assim, mais uma vez nossos olhares se cruzaram e eu pisquei para ela, me manifestando, ela sorriu maliciosamente para mim e fez um aceno com a cabeça como se agradecesse.

A mulher saiu do palco guardando o dinheiro no bolso do shorts e ainda com o tom malicioso, veio até mim.

- Você tem talento... – Falei para ela a sentindo passar a mão em meu colarinho por trás de mim.

- Você não viu nada... – Sussurrou em meu ouvido mordendo meu lóbulo, cerrei os dentes contendo um gemido. – Qual seu nome, querido? – Sua voz aveludada e sensual o que a deixava ainda mais excitante. Ela se sentou em meu colo cruzando as pernas e ficando a centímetros de distancia de meu rosto. A ponta de seu nariz acariciava meu rosto, minha mandíbula e seguia para o meu pescoço depositando suaves beijos pelo local ou apenas um roçar de lábios.

- Damon e o seu? – Coloquei a mão sobre sua coxa a acariciando. Ok, tinha que admitir que eu realmente estava necessitado porque o simples fato de ter uma mulher sentada em meu colo já me fazia ficar um tanto animado.

- Nina! – Seus dedos estavam em meus cabelos da nuca fazendo um carinho gostoso ali. Maldita, de primeira já havia descoberto meu ponto fraco. – Então Damon, quer dançar um pouco? – Arqueou a sobrancelha.

- Porque não pulamos essa parte e você me mostra no que mais tem talento... – Sorri malicioso entrando no seu clima.

- Eu acho uma ótima ideia! – Seu sorriso se alargou e ela levantou de meu colo me puxando pelo colarinho da blusa. Assim que me pus de pé ela me agarrou pela cintura colando nossos corpos e em seguida nossos lábios.

Elena Gilbert Narrando

Ele era lindo. Tinha os cabelos negros e bagunçados, e por mais que estivéssemos um tanto longe e que a boate estivesse escura, eu conseguia perceber a intensidade de seus profundos olhos azuis como mar que entrava em perfeito contraste com a escuridão de seus cabelos e sua pele branca feito neve. Suas vestes eram um tanto sofisticadas e pareciam ser de marca, ele usava uma camisa branca polo com decote em V que destacava seus músculos perfeitamente e um jeans de lavagem escura com um corte caprichado. Não conseguia definir qual a sua profissão, ele parecia um homem sério mas sua roupa um tanto despojada não confirmavam isso. Médico? Engenheiro? Arquiteto? Não sei...

Ele era deslumbrante...

Seu olhar não deixava os meus, meu corpo, meus movimentos... Ele parecia hipnotizado, assim como todos em minha volta, mas ele em especial. Em seus lábios havia um sorriso malicioso, deslumbrado e eu não podia deixar de retribuir o mesmo. Era ele que eu queria...

Depois que minha música acabou, desci do palco e fui até ele em passos lentos, rebolando todo o caminho. Passei por trás dele e passei a mão pelo seu colarinho o fazendo derrubar um pouco a cabeça para trás.

- Você tem talento... – Percebi o sorriso em seu rosto ao nosso contato. Era essa a deixa que eu precisava para me garantir. Ele estava no papo.

- Você não viu nada... – Sussurrei sedutoramente em seu ouvido mordendo seu lóbulo da orelha e ele conteve um gemido. Andei até sua frente e me sentei em seu colo cruzando as pernas e nos aproximando. Cheguei bem perto dele e com a ponta do nariz fiz um carinho pela sua bochecha, mandíbula e pescoço, deixando sutis beijos no local e inalando seu perfume masculino inebriante. – Qual o seu nome? – Ele acariciava minha coxa enquanto eu o provocava.

- Damon e o seu? – Eu sentia seu membro ficar ereto contra minhas pernas.

- Nina! – Sussurrei em seu ouvido acariciando seus cabelos da nuca o fazendo amolecer em baixo de mim. Bingo! Ponto fraco. – Então Damon, quer dançar um pouco?

- Porque não pulamos essa parte e você me mostra no que mais tem talento?

- Acho uma ótima ideia! – Sorri abertamente. Pronto, ele era meu, assim como seu dinheiro...

Me levantei de seu colo e o puxei pelo colarinho, descendo as mãos até sua cintura e trazendo seu corpo em encontro ao meu. Levantei a cabeça para ficar na sua altura e selei nossos lábios. Tomei iniciativa do beijo pedindo brecha com a língua e logo fui cedida. Nosso beijo começou avassalador e intenso sem a mínima intenção de ser apaixonado ou delicado, era apenas desejo e luxúria.

Ele segurou minha cintura e eu o guiei em meio ao beijos sem desgrudar nossas bocas um segundo até o quarto mais próximo. Abri a porta me obrigando a me separar dele apenas nesse instante, o empurrei para dentro, tranquei a porta com a chave que ficava na fechadura e o encostei a porta tomando controle do beijo.

Desci minhas mãos pelo seu peitoral o apertando com um tanto de força até chegar à barra de sua blusa e levantá-la, com a sua ajuda a retirei jogando no chão do quarto. Nossas línguas travavam uma batalha, que a minha ganhava, eu explorava cada milímetro de sua boca com a minha língua e massageava a dele com vontade. Quando o ar foi necessário, desci meus beijos pela sua mandíbula a mordendo e então segui para o seu pescoço onde deixava chupões e fazia movimentos circulares com a língua. Damon agarrava minha cintura com força fazendo nossos quadris se roçarem para mostrar como ele estava excitado, sorri vitoriosa contra sua pele e continuei descendo até seu peitoral. Minha boca traçava um caminho sem muito sentindo e ele jogava a cabeça para trás se deliciando com aquilo. Um gemido vindo de sua parte pareceu inevitável quando cheguei aos seus mamilos os mordendo e os rodeando com a língua.

- Nina... – Sussurrou extasiado. Ele estava gemendo o “meu” nome? Era isso? Nenhum outro cliente gemeu meu nome antes, apenas palavras de baixo calão como “isso sua vadia” ou coisas piores...

Sorri ainda mais orgulhosa, meu falso nome ficava uma delicia sendo gemida na voz dele, fiz o caminho de volta para sua boca o beijando com mais fervor que antes. Damon separou nossas bocas e seguiu os beijos para o meu pescoço como eu tinha feito com ele. Seus beijos eram deliciosos mas, infelizmente, não me causavam nada, a não ser um leve arrepiozinho.

Se eu contasse para alguém que não conseguia sentir prazer, mesmo depois de todos esses anos fazendo programa, ninguém acreditaria. Eu odiava essa vida, não conseguia aceitar o fato de ter que dar sexo para conseguir dinheiro. Eu só sentia nojo de mim e dos homens que me procuravam e por isso meu corpo não me dava o luxo de um orgasmo.

Mas Damon era diferente, não só porque ele me chamou pelo nome e não por nomes sujos, mas também porque ele não queria tomar o controle, ele me deixava fazer o meu trabalho e o dar prazer, ele não tinha me tocado tão ousadamente e repousava as mãos em minha cintura apenas.

Enquanto ele beijava meu pescoço eu arranhava seu o peitoral e seguia para suas costas com força o suficiente para deixar um caminho branco que ficava vermelho em seguida, ia para sua nuca e acariciava o local puxando seus fios. O moreno seguiu a boca para minha orelha e passou a língua em volta dela, mordendo meu lábio, finalmente, arrancando um gemido de mim e fazendo um verdadeiro arrepio em minha espinha. Eu friccionava meus quadris nos dele sentindo sua ereção latejar e implorar pela minha.

- Nina, para de me torturar, vamos logo com isso! – Gemeu ainda em meu ouvido e eu mordi meu lábio. Não conseguia entender o que ele estava causando em mim, só sabia que não era um bom sinal. Sorri mais uma vez com seu pedido e então nos separei mas só o suficiente para desatar seu cinto e desabotoar seu jeans. Me agachei em sua frente e retirei seu sapatenis junto com as suas meias e então, finalmente, abaixei suas calças. Subi o olhar para ele que me olhava de cima, sorri ao ver seu membro ereto em minha frente apenas coberto por uma box preta apertada.

O puxei pelo quadril com força o fazendo se mover e quando ele se desencostou da porta o empurrei em direção à cama o jogando no colchão, seu corpo delicioso afundou no mesmo e ele se apoiava com os cotovelos para me ver. Naquela posição eu tinha a visão perfeita de seu corpo. Seu abdômen e peitoral eram bem definidos, seus braços eram fortes e musculosos assim como suas torneadas coxas e, céus, seu membro era um tanto grande demais. Mordi meu lábio sorrindo maliciosa para ele pela visão em minha frente, joguei meus cabelos para o lado e subi na cama ficando de pé em sua frente no meio de suas pernas.

Desabotoei meu shorts e rebolando o retirei, depois fiz o mesmo com a minha meia calça arrastão. Damon jogou a cabeça atrás com um riso sofrido quando me viu parcialmente nua. Levei minhas mãos até o fecho do meu sutiã nas costas e o desabotoei, segurei ele em meus seios e para provoca-lo, tirei apenas os braços ao invés de tirar tudo de uma vez. Após estar sem as duas alças em meus ombros, finalmente retirei a peça o jogando no chão do quarto.

Damon suspirou alto e eu fui para cima dele de gatinho. Dei um beijo castro em seus lábios e puxei o inferior entre dentes, desci de novo para o seu pescoço o beijando como antes, segui para seu peitoral repetindo o que havia feito e ao invés de subir para sua boca continuei descendo. Fiz seu caminho da felicidade e parei ali só até baixar sua box o suficiente para seu membro pular para fora. Continuei descendo fazendo Damon soltar um gemido ansioso, já sabendo minha intenção.

Levei minha boca até ele apenas passando a língua pela sua extensão, Damon gemeu e eu continuei. Fui até o topo dele com a língua também e só então o coloquei por inteiro na boca. Seu gemido se transformou em um grito de prazer me estimulando a continuar. Eu o massageava com a língua dentro de minha boca intercalando chupões fortes e mais leves, deixava os dentes relar ali o fazendo uivar e se agarrar nos lençóis vermelhos da cama.

- Nina... Eu vou... – Sua fala era cortada por meio de suspiros e gemidos desesperados e assim que entendi o que ele queria falar, tirei minha boca substituindo pelas minhas mãos. Me sentei em seu colo apenas com o espaço o suficiente para que minha mão trabalhasse nele e então comecei a estimulá-lo. Minha mão fazia um movimento rápido de sobe e desce e o apertava forte como se fosse meu interior, enquanto fazia isso eu gemia em seu ouvido o provocando e ele fazia o mesmo só que de prazer. – Aaaah... – Damon jogou a cabeça para trás assim que chegou ao seu orgasmo. – Nina... – Sussurrou extasiado segurando minha cintura ali. Com um pouco de esforço me levantei e fui em direção a uma gaveta onde guardava os preservativos, peguei um e voltei a me sentar em seu colo. Abri a embalagem e desenrolei a camisinha por todo seu pênis. Fiquei de pé de novo só para tirar minha ultima peça de roupa e me sentei em suas pernas novamente.

O ajeitei em minha entrada e apenas rebolei nele, roçando meus seios em seu peitoral e em seu rosto me fazendo rir de seus gemidos frustrados por não conseguir pegá-los com a boca. Ergui sua cabeça e colei nossos lábios calando seu gemido quando o fiz me completar.

Devo admitir que aquilo estava sendo muito novo, eu estava ansiosa para tê-lo dentro de mim e por incrível que pareça estava gostando da transa. Era possível contar nos dedos de uma mão quantos homens conseguiram me fazer sentir prazer em todos esses sete anos e Damon agora iria entrar para minha pequena lista.

Não me importei em começar de vagar, apenas segui com investidas aceleradas e fortes. Eu o sentia inteiro dentro de mim e ele agarrava minha cintura me ajudando naqueles movimentos insanos. Não podia negar que estava adorando aquilo e quanto mais rápido e forte eu ia, mais eu queria. Como não era sempre que isso acontecia, estava aproveitando ao máximo e apenas seguia meu desejo, sem me importar com nada. Damon também parecia estar gostando daquilo, ele não parava de gemer e sua cabeça tinha tombado em meu ombro enquanto eu cavalgava em seu colo.

- Nina, não aguento mais... – Sussurrou. Não iria fazê-lo segurar mais, por mais que meu orgasmo não estivesse muito perto, iria deixa-lo chegar ao seu. Rebolei em seu colo em sinal para que relaxasse e assim ele fez, senti seu corpo estremecer em baixo do meu em sinal que seu ápice havia chego. – Ah... – Gemeu aliviado.

Nós ficamos na mesma posição por um bom tempo, nossas respirações já tinham até se normalizado quando Damon se moveu. Tentei sair de cima dele para que o programa acabasse mas ele segurou minha cintura no local.

- Agora você vem junto. — Ele me jogou de costas na cama ficando por cima de mim. Damon saiu da cama, retirou o preservativo usado o jogando no lixo e foi até onde eu tinha ido para pegar outra camisinha, abriu a embalagem, a desenrolou pelo seu membro e voltou para cima de mim me fazendo abraçar sua cintura com as pernas. Ele me penetrou com pressa e eu soltei um gemido extremamente alto de prazer. Agora ele comandava as investidas e eu me agarrei nele, finalmente, sentindo que iria conseguir chegar ao orgasmo também.

Eu arranhava suas costas com força, descontando meu prazer em sua pele. Nossos quadris se moviam em sincronia e depois de várias estocadas conseguimos, juntos, sim, juntos chegar ao orgasmo.

- Aaaah... – Gritei sentindo aquela rara sensação deliciosa tomar conta de meu corpo.

Damon levantou a cabeça para me olhar e nossos olhares de conectaram como da primeira vez. Ele sorriu, um sorriso de canto de lábios e então me beijou levemente nos lábios. Eu o soltei e ele saiu de dentro de mim, levantando da cama. Sem dizer nada meu moreno começou a se vestir e eu sentei na cama puxando o lençol para o meu corpo, me levantei e fiquei de pé encostada a uma parede apenas o observando.

Ele tirou do bolso duas notas de cem e mais três de cinquenta, deixou em cima a uma mesa e sorriu para mim.

- Isso vale muito mais do que meu programa... – Arqueei a sobrancelha e fui pegar meu dinheiro.

- Não posso querer te dar um agrado? – Sorriu divertido. Exibido, ele tinha muito dinheiro, isso eu já percebi.

- Ok... – Dei de ombros. Damon veio ao meu encontro e me encurralou contra a parede. – Volta? – Sussurrei o convidando. Nunca tinha convidado nenhum homem para voltar, mas ele era diferente.

- Se você quiser! – Sorriu.

- Eu quero. – Falei baixinho ainda um tanto envergonhada.

- Então eu volto! – Sorriu de canto para mim e abaixou a cabeça para me beijar.

Nosso beijo foi calmo e intenso, bem diferente de todos que tínhamos trocado a noite inteira, sem nenhuma malicia ou desejo. Dessa vez as línguas não guerrilhavam, apenas se acariciavam em uma dança deliciosa. Mordi seu lábio inferior o fazendo sorrir, terminando o beijo.

- Adeus, Nina!

- Tchau... – Imitei seu sorriso e ele me deu um beijo castro nos lábios e se afastou. Fiquei no mesmo lugar que ele havia me deixado o assistindo pegar sua blusa do chão, a vestir e sair do quarto.

Suspirei fundo apenas tentando assimilar tudo... Balancei a cabeça expulsando esses pensamentos, não podia perder meu precioso tempo pensando em um simples cliente que tinha me proporcionado um delicioso clímax enquanto lá fora havia outros homens querendo meu trabalho e eu querendo seus pagamentos, tempo para mim era dinheiro...

Deixei o lençol no chão e comecei a me vestir, juntei o dinheiro deixado sobre a mesa e coloquei no meu bolso do shorts junto com o que havia ganho no pole dance. Retirei os lençóis e no lugar deles coloquei outros limpos, deixei os usados por mim e Damon em um cesto escondido no canto do quarto e voltei para a boate.

Minha noite ainda não tinha nem começado.

Notas finais
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