Soho Dolls

16 Capítulo 15 - She's not for you


Notas iniciais
Alguém vivo depois desse episodio mega perfeito de ontem? Pfvr, sem palavras pra descrever nosso casal junto sos *-*
Enfim, 15 recomendaçõe ahhhh *-* quero agradecer a NianDelena Forever pela recomendação, amei amr, obrigada mesmo. Ah e leitoras da trust, pfvr, n me matem por estar demorando para postar, mas é que eu estou empacada no proximo capitulo =/ ah2, acertou quem disse/pensou que é o stefan que vai aparecer, desculpem gente, espero que nao fique clichê. Sem mais, boa leitura.

Damon Salvatore Narrando

Depois daquele fatídico sábado, resolvi passar o resto de meu final de semana no hospital, lá pelo menos, não iria ter que ficar aturando uma irmã com lições de moral sobre minha vida amorosa ou uma filha lembrando-me o quanto sou um péssimo pai... Emily não falaria comigo por pelo menos o resto do mês e com toda a certeza, iria passar o seu domingo na casa de alguma amiga para não ter que dirigir uma palavra se quer a mim, então não faria muita diferença eu estar em casa ou não. E ter mais um final de semana sozinha, serviria como castigo por ela ter sido tão mal educada com Elena.

Era difícil mas tinha que admitir que Emily não era um doce de menina para as outras pessoas como ela era para mim, seus bons modos e boa educação tinham certos limites, principalmente com as mulheres que me relacionava. Esse era seu jeito, não era por falta de educação ou por ela ser mal intencionada, esse era seu temperamento, sua personalidade, a única coisa que eu podia fazer e que estava ao meu alcance era mostrar que aquilo era errado, instruí-la ao certo ou apenas fazê-la se adaptar com o que ela não gosta, afinal, não podemos ter tudo o que gostamos...

E eu ela éramos uma prova viva disso; ambos amávamos Katherine e infelizmente, não podíamos tê-la.

O que me preocupava e eu não sabia o porquê, era o fato de Elena e Emily não terem se dado bem. Não faria muita diferença minha filha não ter gostado da mulher que eu estava levando para cama, afinal, eu e Elena não estávamos namorando ou prestes a nos casar, então Emily não iria ter que obrigar-se a gostar dela já que não iriam convier diariamente. Mas esse meu incomodo não tinha explicações, não conseguia entender porque era tão importante para mim que Emily gostasse de Elena.

Eu tinha plena consciência de que meus problemas iriam começar a aparecer, Annabelle iria me fazer chamar Elena para almoços, jantares e passeios em família, apresenta-la para minha mãe e sem falar nas constantes e intermináveis perguntas que ela iria me fazer... Não estava preparado psicologicamente para isso.

Já na segunda de manha, levantei-me e fui para a cozinha fazer meu desjejum antes de começar a me arrumar e ir trabalhar. Surpreendentemente, a mesa já estava posta e Jenna já estava na cozinha fazendo exalar cheiro de café por toda a casa enquanto Anna e Emily comiam sem me esperar.

- Bom dia! — Falei sorridente.

- Bom dia, Damon. — Jenna chegou ate nós com a garrafa térmica do café em mãos.

- Chegou cedo, Jenna!

- O dever me chama... — Deu de ombros. Jenna era nossa governanta e "baba" de Emily, eu e Katherine havíamos a contratado assim que Emms nascera para que tivéssemos alguém para deixa-la quando quiséssemos fazer alguma coisa a dois ou para ficar com ela quando tivéssemos que trabalhar, tínhamos fechado um contrato que ela ficaria conosco até Emily completar dez anos mas com a morte de Katherine, dispensar Jenna estava fora de cogitação. Quando contei a Emily que Jenna estava indo embora de nossa casa, ela ficou em estado de choque, adoeceu, ficou sem comer, foi horrível. Emily chorava todos os dias implorando para que Jenna não fosse embora, alegando que não saberia o que fazer sem a baba por perto. Tive que leva-la até a um psicólogo porque aquilo estava saindo do controle, e foi ai que ele alertou-me a não dispensar Jenna, porque para Emily, a baba havia se tornado uma figura materna e perde-la traria problemas psicológicos a minha filha. Por sorte, Jenna também era muito apegada a Emily e como seus filhos moravam longe e seu marido falecera há alguns anos, não pensou duas vezes em voltar para nossa casa.

- Bom dia! — Anna respondeu igualmente sorridente. Encontrar minha irmã tomando café conosco não fora nenhuma surpresa para mim, ultimamente ela não saia mais de minha casa, o que era ótimo, mas as circunstancias pela qual ela se encontrava ali eram péssimas, já imaginava que assim que Emily saísse da mesa, ela iria começar a falar sobre Elena até ficar sem fôlego.

- Hm, acho uma boa ideia você vir morar conosco, Anna. – Falei com um tom de gozação sentando-me a mesa.

- Não tem como, Damon, apesar de ser ótimo mesmo...

- E porque não tem como? — Emily perguntou. — Eu adoraria, tia.

- Eu também, querida, mas não tem como, é melhor que fiquemos cada um em sua casa, mais fácil assim.

- Eu não entendo, seria perfeito.

- Sabe o que é Emms, daqui a pouco seu pai vai trazer uma mulher para morar com vocês e eu não quero atrapalhar, sem falar que não só como vocês, eu também preciso de um espaço, trazer um namorado para casa do meu irmão ciumento não é uma boa ideia. — Sorriu divertida enquanto uma carranca rabugenta formou-se em minha testa ao imaginar Anna trazendo Jeremy ou qualquer outro homem para nossa casa. Claro que a mulher, que ela estava se referindo, que eu traria para casa, era Elena, mas mal sabia Anna que eu não tinha planos de nem se quer namorar Elena, ainda mais casar ou trazê-la para minha casa.

- Eu acho essa história de trazer uma mulher para morar aqui muito prematura e precipitada, Anna, isso não vai acontecer até que eu encontre alguém qualificada para dormir ao meu lado na cama que fora minha e de Katherine.

- Eu também acho! — Emily adicionou. — Mas pelo visto, não tenho voz dentro dessa casa. — Falou mal humorada afastando sua tigela de cereal. — Vou me arrumar. — Levantou-se da mesa e seguiu para o seu quarto.

- Ainda não entendi porque Emily não gostou de Elena. — Anna comentou.

- Pelo mesmo motivo pelo qual ela não gostou de nenhuma mulher que eu me relacionei nos ultimo quatro anos. — Será que era tão difícil assim enxergar o obvio? — Agora despeje logo em mim tudo o que está em sua mente. — Revirei meus olhos bebericando o café quente de minha caneca.

- Eu gostei de Elena... — Franziu o cenho adquirindo uma expressão confusa.

- Mas...

- Mas, Damon, ela não é para você.

- Como assim ela não é para mim?

- Não sendo, Damon. Você é um medico bem sucedido e conceituado e ela é o que? Uma garçonete de bar... — Riu com desgosto. Aquela era mesmo minha irmã? Não podia ser, Annabelle nunca falaria algo tão estúpido e mesquinho como isso.

- Você não pode estar falando serio, Annabelle! — Disse de modo grosseiro.

- Mas estou! Damon, Elena é legal, uma boa moça mas ela não merece você, ela é uma garçonete, Damon, não tem nada, nem família enquanto você tem tudo, família, dinheiro, pode muito bem escolher outra mulher, uma medica como você talvez. — Deu de ombros com descaso. — O que ela tem a lhe oferecer, além de bebidas em um bar e prazer sexual?

- Eu não ligo de ela não ter nada, não ligo se ela é a mulher mais rica do mundo ou a mais miserável, o amor não é sobre dinheiro, Annabelle, e eu pensei que você soubesse disso.- As palavras simplesmente saíram sem freio, falei sem pensar, sem medir as palavras...

- Amor, Damon? Você a ama? — Perguntou surpresa. Eu não amava Elena, mas gostava demais dela, na verdade, o que eu sentia era um pouco mais que apenas gostar, mas também não sabia se chagava a ser amor. Nossa relação era precipitada demais para ser chamada de amor.

- Eu gosto muito de Elena sim! — Afirmei.

- Gosta, mas ama? — Perguntou seria. — Damon, eu vejo em seus olhos que vocês se gostam, mas Elena, ela te ama, o sorriso dela, os olhar, as atitudes, fica tão evidente que ela está apaixonada por você, mas quando eu olho para ti, vejo que não sente o mesmo, pelo menos não com a mesma intensidade. — Franzi o cenho incomodado com a conversa. — Ela é uma mulher sensível, Damon, por mais que se mostre durona... — Era possível deduzir isso de uma pessoa com apenas um encontro?

- Eu acho que você está seguindo a profissão errada, Annabelle, está perdendo tempo e dinheiro em arquitetura enquanto poderia estar ajudando muitas pessoas sendo psicóloga. — Sorri divertido tentando mudar o foco da conversa.

- Não me venha com gracinhas, Damon, não tente me distrair ou mudar de assunto, o que estou te falando é serio. — Disse ríspida. — Por mais que Elena não seja para você, não brinque com os sentimentos dela, não deixe que ela se envolva mais contigo.

- Eu acho que Elena sabe se cuidar sozinha, não precisa que você fique tomado precauções por ela, Annabelle.

- Mas eu como mulher tenho que te avisar, nada dói mais que um coração partido, Damon.

- Ah sim, agora está a protegendo? Qual é a sua Annabelle? Eu não fico falando com quem você deve ou não namorar e que eu me lembre, não lhe dei liberdade para fazer isso comigo.

- Damon, estou te tentando fazer cair na real, Emily não suportou Elena, se o relacionamento de vocês derem certo a sua vida e a de Emily virara um inferno, sem falar que as duas vão dar inicio a terceira guerra mundial.

- Emily não gosta de nenhuma mulher que eu me relaciono, acorde Anna, Elena não é a primeira. E se eu for esperar para namorar uma mulher que ela realmente goste, vou ter que ressuscitar Katherine!

- Faça o que você quiser de sua vida, Damon, depois não venha me falar que não avisei.

- Você está percebendo o quão hipócrita e mesquinha está sendo, Anna? — Não me importava em ser grosseiro com ela, minha irmã não estava em seu juízo perfeito. — Primeiro você me diz que eu deveria sair do luto e esquecer Katherine, parar de amar um defunto, e agora que eu encontrei uma mulher que eu gosto, você me fala para desistir, se decida, Annabelle.

- Não estou falando para você desistir, não coloque palavras em minha boca! — Defendeu-se. — Damon, olhe só para si mesmo, você nem ama Elena para estar sendo tão grosseiro comigo, essa mulher deve ter jogado algum feitiço em você, só pode, você está obcecado quase, trocando sua família para passar a noite transando com ela! — Eu sabia que não amava Elena mas sentia uma necessidade imensa de protegê-la e defende-la. Ao contrario do que Annabelle achava, Elena era mulher o suficiente para mim, ela era forte, independente, destemida, tinha praticamente todas as qualidades que eu admirava em alguém, e o que a fazia ainda mais corajosa era a "profissão" que seguia, ser prostituta não era para qualquer mulher.

- E quem te garante que você está certa?

- Eu me garanto! — Assentiu presunçosa. — Isso é só você não querendo admitir que não foi capaz de encontrar uma mulher boa o suficiente para você, Damon! — Annabelle já estava passando dos limites...

- Assunto encerrado! – Falei entre dentes.

- Você faz isso porque sabe que eu estou certa!

- Chega Annabelle! — Aumentei meu tom de voz. O "plim" que avisava que o elevador havia chego ao meu andar, soou pela sala fazendo a atmosfera do ambiente ficar mais leve.

- Acho que cheguei em uma hora inoportuna. — Uma voz masculina nos fez saltar surpresos.

- Stefan?

- Hey família! — Sorriu abertamente alegre por nos ver.

- Stef! — Anna se levantou da mesa e correu ao encontro de nosso irmão jogando os braços ao redor de seu pescoço o abraçando forte.

- Não sabia que viria! — Respondi surpreso me levantando da mesa e indo o dar boas vindas. — Porque não avisou? Teria arrumado o quarto de hospedes para ti!

- E eu preciso avisar? — Perguntou sorrindo divertido.

- Mas é claro que não! — Balancei a cabeça negativamente. — Como que você está? — Apertei sua mão o puxando pelo braço para um abraço.

- Estou ótimo e vocês?

- Estamos bem... — Dei de ombros fuzilando Annabelle com o olhar.

- Ah sim... — Assentiu descrente.

- Que cargas d'água te trazem a Nova Iorque? — Perguntei surpreso. Stefan, era nosso irmão do meio, era seis anos mais novo que eu e cinco mais velho que Annabelle. De nós três, Stefan era o que tinha espírito mais libertino, assim que saiu do ensino médio, mudou-se para Toronto, Canadá para fazer faculdade, ainda não sei bem o motivo o qual levou meu irmão para tão longe, mas independente da razão, tinha dado super certo. Após concluir a faculdade de direito, resolveu ficar por lá mesmo trabalhando em um cargo altíssimo na procuradoria da cidade. Nossa mãe praticamente surtou, eu já estava casado com Katherine, seu filho do meio estava saindo de casa e meu pai morrera no mesmo ano de um AVC, só sobrara Annabelle para lhe fazer companhia, mas minha irmã já tinha treze anos e mamãe tinha plena consciência que em poucos anos a caçula iria aprender a voar e deixar o ninho... Esse foi um dos motivos que eu não deixei Nova Iorque, não tinha coragem de deixar minha mãe morando nessa cidade enorme sozinha e levar para longe dela sua única neta.

- Tenho um casamento de um amigo do Ensino Médio daqui duas semanas e vou ser padrinho, não pude recusar o convite principalmente quando ele me disse que teria uma super despedida de solteiro! – Deu de ombros enquanto tirava sua mala de viagem da porta do elevador.

- Ah sim, para amigos você vem para Nova Iorque mas a família que é bom pff... – O provoquei.

- Prioridades maninho. – Sorriu sarcástico. – Brincadeira, eu já estava com passagem marcada para vir visitar vocês, o casamento foi um adendo.

- Que bom que veio, Stef, estávamos com saudades! – Anna sorriu.

- Também estava pirralha! – Sorriu divertido.

- E quando é o tal casamento? – Perguntei.

- Semana que vem, no sábado.

- Presumo que essa grande despedida é na sexta...

- Acertou! –Sorriu malicioso. Stefan era o típico mulherengo, quando saiamos juntos, eu perdia conta de quantas mulheres ele pegava por noite e pelo que parecia, não havia mudado em nada.

- Você é patético sabia disso? – Anna revirou os olhos. – Despedidas de solteiro são ridículas, principalmente as tradicionais, o que leva alguém a transar com uma prostituta? – Outch. Se ela já tinha esse pré-conceito de que Elena não servia para mim por ser garçonete, sua opinião sobre isso ficaria ainda pior quando soubesse que Elena é uma prostituta e não garçonete. – Imagine se você pega alguma doença dessas garotas? Ui...

- Mulheres... – Falamos em conjunto revirando os olhos.

- Estou pronta! – Emily saiu pelo corredor arrumando sua mochila sem perceber a presença do tio.

- Emmy, minha sobrinha favorita! – Stefan sorriu agachando-se com os braços apertos para recebê-la.

- Tio Stef! – O rosto de minha filha iluminou-se ao ver o tio e de tanta felicidade, largou sua mochila e correu para ele.

- Como está, criança? – A apertou contra seu peito a abraçando forte.

- Ótima! – Assentiu.

- Que bom!

- Sinto acabar com a felicidade de vocês, mas... – Olhei para o relógio para averiguar o horário. – Se essa mocinha não sair de casa agora mesmo, irá se atrasar feio para a primeira aula.

- Sim, eu sei! – Emily respondeu ríspida. – Jenna vai me levar?

- Não, eu levo você hoje. – Annabelle pronunciou lançando um olhar gélido em minha direção. – Quer nos fazer companhia, Stefan?

- Seria ótimo!
-Então vamos! – Emily pegou sua mochila no meio do caminho. – Tchau Jenna! – Falou alto o suficiente para que ela escutasse da cozinha. – Tchau pai... – Disse sem olhar para mim e chamou o elevador sem nem ao menos, me dar um beijo de despedida.
— Tchau princesa. – Soltei um suspiro cansado.

Conformado de que minha filha não iria voltar atrás e me dar um abraço como sempre fazia, deixei meu café como estava e segui para o meu quarto para me arrumar. A discussão de mais cedo tirou-me o apetite e me deixara, logo cedo, em uma pilha de nervos.

Tudo estava acontecendo duas vezes pior que eu imaginei que acontecesse. Pelo menos, eu imaginava que Anna fosse apoiar meu relacionamento com Elena, por mais que isso não fosse real, e me ajudaria com Emily, como sempre fazia. Mas não, não só minha filha como minha irmã estavam contra mim e provavelmente iriam fazer a cabeça de Stefan e por ultimo de minha mãe... E o pior de tudo era que em partes eu concordava com Annabelle; eu tinha que encontrar uma moça de bem, que Emily gostasse, com uma boa vida, uma médica talvez... Mas pensar em me relacionar com outra mulher que não fosse Elena, chegava a me deixar angustiado, eu já havia me tornado um dependente dela.

Notas finais
Well, acho que vocês já sabem o que vai acontecer não é? =/ mas n se preocupem, não vai ter nenhum triangulo aqui hahaha ah, e imagino que annabelle(ou eu) esteja sendo ameaçada de morte no momento....