Soho Dolls

41 Capítulo Bônus - Surrender


Notas iniciais
heeeey finalmente o bonus para vocês, espero que gostem... Não tenho nada demais para falar (tinha, mas me esqueci o que era rs) então é isso, boa leitura e não esqueçam de comentar.

Caroline Forbes Narrando

- Criando meninas... – a voz aveludada de Klaus ecoou em meu quarto me tirando do devaneio que o livro que eu lia havia me feito entrar com os desafios de criar uma menina. A parte ao meu lado no colchão afundou e Klaus se deitou em minhas penas me fazendo fechar o livro para estapeá-lo.

- Klaus, se anuncie antes de entrar, um dia desses você vai acabar me matando com seus sustos – o homem fazia minhas pernas de travesseiro se controlava o máximo para ficar sério enquanto eu batia nele, Klaus adorava me ver irritada e obviamente meus tapas deveriam ser como cócegas para o seu físico forte então aquilo deveria estar sendo mais do que cómico para ele.

- Desculpe querida – ele riu baixinho se defendendo dos meus tapas – Mas eu não resisti, você estava tão adorável lendo quietinha...

- Seu bobo! – sorri deslumbrada e parei de tentar agredi-lo para começar a mexer em seus cabelos delicadamente – Não te vi chegar...

- Eu cheguei e você estava no banho então aproveitei para fazer o mesmo... – sorriu dando de ombros – E então, é bom o livro? — Klaus aconchegou-se em minhas pernas e virou-se de lado de modo que ele não precisasse olhar para cima para que conversássemos.

- É sim, tem umas coisas bem esclarecedoras, outras que eu nem fazia ideia que pudessem acontecer... Por exemplo, tem uma parte que diz que grande parcela das meninas que desenvolvem um transtorno alimentar é por causa da influencia da família com assuntos relacionados à comida, dieta, boa aparecia. Tem uma lista de dez coisas que não devemos dizer para nossa filha, tudo sobre isso.

- Parece interessante, me avise quando terminar de ler... — ele sorriu interessado e eu o olhei desconfiada.

- Você vai ler?

- Eu vou ué... Eu nunca criei uma menina também, tenho minhas duvidas. – brincou. Naquele momento não sabia se ficava surpresa por isso ou se começava a rir com a imagem de um Klaus sério, vestido de terno e gravata, sentado em sua mesa no escritório da empresa lendo um livro cor de rosa.

- Que bom que você vai ler... – sorri abertamente mordendo meu lábio para conter o riso. Klaus sorriu envergonhado e querendo mudar de assunto, levou a mão até minha barriga a acariciando ternamente.

- Ela está mexendo?

- Sim, ela sempre mexe quando você está por perto...

- Isso é tão injusto, ela mexe quando eu estou por perto mas nem assim eu consigo sentir.

- Calma, já era para você estar sentindo, os chutes dela estão ficando cada vez mais fortes, creio que em alguns dias você consiga sentir... – querendo acalenta-lo, eu levo a mão até seu rosto e acaricio delicadamente sua faze e volto a mexer em seus cabelos. Desde que nós passamos a nos entender, eu não conseguia mais me controlar e sempre que tinha alguma oportunidade, passava as mãos em seus cabelos ou fazia algo que mantivesse nosso contato – Tente falar com ela, talvez ela mexa...

- Claire... – Klaus sorriu ternamente aproximando seu rosto de minha barriga.

- Sentiu? – sorri esperançosa mas ele negou – Esse foi o mais forte do dia...

- Claire, é o papai... – mais uma vez, minha pequena chutou forte e o roto de Klaus iluminou-se com o sorriso mais lindo que eu já havia visto – Você sentiu? Você sentiu isso? – Klaus sentou-se ao meu lado na cama em um pulo colocando a mão novamente sobre onde ela havia chutado – Oh céus é claro que você sentiu, o que eu estou falando... Mas sério, o meu Deus ela chutou e eu senti!

- Viu? Ela está conversando com você! – eu sorri encantada com aquele momento, Klaus parecia estar fora de si, ele sustentava um sorriso radiante no rosto e seus olhos cheios de lágrimas de emoção.

- Filha, vem logo aqui para fora, eu e a mamãe não vemos a hora de pegar você nos braços – mais uma vez Claire chutou forte fazendo o sorriso de Klaus ficar ainda maior – Olha, mais um!

- Sim! – sorri assentindo – Ela ainda está mexendo, está sentindo? – guiei sua mão onde a sentia mexer e ele ficou em silêncio esperando o próximo movimento.

- Não, agora não...

- É, acho que esses apenas eu senti...

- Eu não acredito, Car, eu fui o primeiro a senti-la mexer!

- Eu prometi que você seria o primeiro...

- Me avise se ela voltar a mexer forte, ok?

- Pode deixar! – assenti sorrindo. Klaus soltou um suspiro alto e ficou em silêncio ainda com um sorriso imenso no rosto. Sem saber o que fazer, ele pega o livro ao meu lado e fica encarando a garotinha que estava na capa – Agora que eu não vou mesmo arrumar um emprego, comecei a ler todos esses livros sobre gestação e filhos, acho que estou ficando louca com isso... É o segundo livro que eu leio e ainda tenho mais quatro na espera...

- Wow, mas porque tantos? – ele perguntou rindo e eu franzi o cenho ficando séria por alguns instantes. Klaus não sabia do meu receio em ser mãe e não saber criar ou educar dignamente Claire. Eu tentava não pensar no assunto e não comentar com ninguém sobre ele, mas antes de dormir eu ficava pensando em como seria quando Claire nascesse e inevitavelmente meus receios apareciam sem que eu pudesse evitar. Normalmente as mulheres costumam se espelhar nas mães para criar seus filhos, mas eu não tive isso, eu era tão nova quando minha mãe falecera que as lembranças que me restaram dela eram extremamente vagas e eu não queria cometer os mesmos erros que meu pai e minha avó cometeram ao me criar. Eu queria ser a melhor mãe para aquela garotinha no meu ventre, mas ao mesmo tempo tinha medo de ser um fracasso de mãe.

- Eu tenho medo, Klaus... Eu tenho medo de ser uma mãe horrível para Claire, tenho medo de não saber cria-la e ama-la do jeito que ela me merece... A minha criação foi horrível e eu não tenho no que me espelhar para cuidar dessa menininha aqui. Nunca vou me perdoar se a fizer sofrer...

- Hey querida, nunca mais repita isso, ok? Eu te proíbo de falar algo assim de novo! – Klaus me repreendeu friamente e pegou minha mão – Caroline, eu olho para você e vejo nos seus olhos o quanto você ama nossa filha, nunca diga que você teme não ama-la o bastante porque isso jamais vai acontecer, você já a ama sem ao menos ter visto seu rostinho, imagine quando ela estiver correndo por esse apartamento te chamando de mamãe... E outra, para você cria-la, não precisa se espelhar em uma boa criação, basta pensar nos erros que cometeram contigo para fazer tudo ao contrario.

- Você acha mesmo? – perguntei baixinho tentando controlar as lágrimas que estavam enchendo os meus olhos – Eu vejo a Lena tão decidida, nem por um segundo sequer ela pensou em tirar aquele bebê, ela sabe que nasceu para ser mãe, mas eu olho para trás e me sinto um monstro por ter pensado em abortar quando descobri que estava grávida.

- Caroline eu sei que você vai ser uma boa mãe e eu vou estar aqui para te ajudar no que for necessário. Você tem minha mãe e tenho certeza que Elena te ajudaria se você precisasse... Caroline, eu só aceitei ter esse bebê porque ele é seu também, eu confio em ti e não há outra mulher no mundo que eu imagine sendo mãe do meu filho a não ser você... – Klaus levou a mão até meu rosto e o ergueu com delicadeza para que eu o olhasse. Eu não sabia o que dizer, Klaus nunca havia me dito algo assim, ele nunca havia expressado seus sentimentos daquela forma, tão intensamente ou com tanta sinceridade. Eu tentava organizar o que ele havia me dito e pensar em algo a altura para responder, mas estava perdida na magnitude de seus olhos e quando percebi, os lábios macios de Klaus estavam levemente pressionados contra os meus.

Ainda mais surpresa que antes, eu entreabro meus lábios deixando que sua língua passasse por eles a procura da minha me fazendo gemer baixinho quando elas se encontram. Klaus começa o beijo lentamente da mesma forma que havíamos nos beijado naquele dia antes de dormimos e eu correspondi seu ritmo apenas aproveitando da sensação única de ter nossos lábios juntos daquele jeito e nossos corpos tão próximos. Klaus levou uma de suas mãos até minha nuca, entrelaçando seus dedos em meus cabelos enquanto que com a outra ele me puxou pela cintura me fazendo sentar em seu colo e passar meus braços pelo seu pescoço o puxando mais para mim. Inevitavelmente a volúpia começou a crescer entre nós e o beijo criou mais intensidade, Klaus passeava as mãos pelas minhas costas diminuindo mais nossa distancia e eu me prendi em seus cabelos deixando que meus instintos predominassem e guiassem o beijo da forma mais avida que eu conseguia.

Eu já não pensava direito, não conseguia completar uma linha de raciocínio sequer e a impressão que eu tinha era que Klaus tocava cada terminação nervosa de meu corpo, a cada giro que nossas línguas davam era um arrepio que passava pela minha espinha quase conseguindo me fazer atingir o ponto máximo de excitação com apenas seus beijos e suas mãos apertando minhas coxas e passeando pelo meu corpo com ousadia. Eu sentia seu membro já mostrando-se presente contra minha intimidade me deixando ainda mais excitada, suas mãos adentraram por debaixo de minha blusa e eu gemi baixinho, meu corpo inteiro estremeceu em arrepios e naquele momento eu realmente percebi o quanto estava desesperada por aquele contato intimo.

- Klaus, não comece alço que não vamos terminar... – eu estava extremamente ofegante e minha voz saiu quase como um gemido, não conseguia raciocinar com seu membro contra minha intimidade e suas mãos me tocando por debaixo da blusa – Eu estou há muitos meses sem você e só esse beijo está me deixando louca, se não for para irmos até o fim é melhorar parar... – Klaus havia passado seus beijos para o meu pescoço e mesmo que eu estivesse pedido para ele parar, meus atos contradiziam isso. Ao invés de ter nos separado para falar aquilo, eu continuava acariciando e arranhando suas costas por cima de sua blusa enquanto rebolava em seu colo sobre o seu membro.

- Caroline, nem que eu quisesse eu iria conseguir parar, você não é a única que está já meses sem sexo e te ter rebolando assim no meu colo só me faz ter mais certeza sobre o que eu queria fazer quando comecei a te beijar... – Klaus subiu sua boca pelo meu pescoço e com o mesmo modo ofegante que eu, ele sussurrou em meu ouvido.

Um sorriso extremamente malicioso surgiu em meus lábios e depois disso, me entreguei a ele, sem medo do que pudesse acontecer ou mudar entre nós depois daquilo, eu só o queria contra mim, dentro de mim, nem que fosse pela ultima vez.

Sem mais delongas, Klaus termina de tirar minha blusa e eu faço o mesmo com a sua, enquanto ele prosseguia com seus beijos em meu pescoço eu corria minhas mãos pelas suas costas e braços, apenas relembrando o quanto era bom toca-lo daquela forma e ter meu corpo envolvido por aqueles braços fortes e nus. Klaus me jogou na cama com cuidado e se colocou minhas pernas com cuidado para não ficar em cima de minha barriga e apesar do cuidado, ele parecia pouco se importar com o fato de ter uma barriga de quase seis meses de gestação entre nós, ele estava tão alucinado e excitado que parecia que havia ficado anos ao invés de meses sem transar, seus gestos estavam bem mais “agressivos” que de costume e isso apenas contribuía com a excitação e o tesão que cresciam cada vez mais.

Eu estava tão envolvida em tocar seu corpo e em sua boca que mordia delicadamente meu colo, que não percebi quando ele se livrou de meu sutiã e tocou meus seios sensíveis com a boca me fazendo gemer alto de prazer. Sua língua quente brincava com meu mamilo enquanto eu arranhava suas costas e seus braços, descontando todo o prazer delirante que estava sentindo. Sem aguentar mais aquilo eu o puxo pelos cabelos e grudo nossos lábios em um beijo cheio de volúpia, aproveitando da posição que ele estava, eu deslizo minhas mãos pelas laterais de seu corpo até chegar as suas nádegas e aperta-las com força, prossigo até suas coxas para fazer o mesmo.

- Tira isso... – eu disse quase em desespero me referindo aos seus jeans estupido que me impedia de senti-lo totalmente. Com um sorriso presunçoso, Klaus se ajoelhou na minha cama e retira sua calça e sua cueca boxer de uma só vez me fazendo gemer por antecipação ao imagina-lo dentro de mim. Impaciente para ir logo com aquilo, eu mesma retiro meus shorts e minha calcinha ficando de joelhos na cama como ele.

Com aquele sorriso de canto que eu mais gostava de ver, Klaus me puxou para si pela cintura e se sentou na cama me colocando em seu colo. Quando pense que ele fosse se colocar dentro de mim, sua mão esquerda vai até minha coxa e sobe lentamente até minha intimidade me fazendo gritar e cravas as unhas em seus ombros quando seus dedos começaram a estimular meu ponto sensível.

- Klaus! – implorei quase em desespero – Por favor, Klaus, eu não aguento mais, eu preciso de você! – eu tentava o máximo para manter meus quadris parados enquanto ele me estimulava daquela forma.

- Eu quero ter certeza de que você está pronta para mim, querida, não quero correr o risco de te machucar.

- Eu estou pronta para você desde o momento que você se sentou ao meu lado nessa cama, por favor, eu não aguento mais...

Sem me torturar mais, Klaus me coloca de volta deitada na cama e finalmente encaixa nossos corpos me fazendo gemer de alívio. Impaciente, eu ergo meus quadris o incentivando a começar a se mover e ele apoia os braços um de cada lado de minha cabeça para começar a se mover de forma lenta e gotosa. Klaus saia lentamente e entrava em uma investida firme, me fazendo alucinar ao sentir seu membro daquela forma, minhas pernas estavam em volta de sua cintura e eu gemia alto toda vez que ele se colocava por inteiro dentro de mim. Aquele não era o sexo costumávamos a fazer, nossas transas eram sempre intensas e podia afirmar que chagavam até a ser insanas, cuidado, carinho e calma não era nada comum então aquilo estava sendo totalmente novo para nós. Nossos corpos escorriam suor e nós gemíamos alto tentando nos controlar para aproveitar o máximo o ato.

- Klaus... Mais rápido... Estou quase...

Klaus atendeu ao meu pedido e sem que eu pudesse controlar, meu corpo começou a sofrer leves espasmos de prazer enquanto aquele calor conhecido aos poucos tomava conta de meu corpo. Ao perceber que eu estava quase atingindo meu orgasmo, Klaus intensifica o ritmo das investidas até que nós dois caíssemos exaustos na cama e ele me puxasse para os seus braços, me aninhando em seu peito.

- Me diga que as coisas entre nós vão continuar perfeitas amanha e que você não vai voltar a me evitar como antes... – eu digo sem pensar ou conseguir me conter, Klaus soltou um suspiro pesado e com as pontinhas dos dedos acariciou minhas costas com delicadeza.

- As coisas entre nós vão continuar perfeitas para sempre, Caroline, eu não vou voltar a te evitar e prometo que não vou te deixar mais sem sexo por tanto tempo.

- Eu não ligo para o sexo, Klaus, eu quero saber sobre você, quais são as garantias que as coisas não vão ser como antes? – encorajada, eu ergo minha cabeça para olhá-lo e me deparo com ele me olhando intensamente.

- Porque eu te amo, Caroline...

Aquela combinação de palavras foram o suficiente para fazer uma descarga de adrenalina percorrer meu corpo e fazer meu coração bater mais forte em meu peito. Eu não conseguia pensar ou respirar ou dizer alguma coisa, parecia que minha voz tivesse fugido e que meus pensamentos aproveitaram e foram junto, eu estava estática, abismada, surpresa... Não tinha adjetivos o suficiente para dizer. “eu te amo, Caroline” “porque eu te amo” “te amo”...

- O que você disse? – me sentei na cama rapidamente me cobrindo com o lençol.

- Eu disse que eu te amo... – Klaus se sentou também e levou a mão até meu rosto – Porque você está chorando, querida? – chorando? Eu estava chorando? Oh céus, eu realmente estava chorando... As lágrimas escorriam pelo meu rosto e eu não conseguia controla-las, sequer sabia o motivo delas...

- Repete isso, por favor... – eu coloquei as mãos em seu rosto e o puxei para mim, encostando nossas testas.

- Eu te amo, Caroline, e eu sou um idiota por tudo o que te fiz passar... Eu percebi o quanto te amo desde o momento que você colocou suas coisas para dentro desse apartamento, só não conseguia admitir... Hoje eu vejo que não tenho motivos para esconder isso ou negar! Eu te amo! – Klaus me puxou pela cintura e disse pausadamente as três ultimas palavras.

- Oh céus, não acredito que estou ouvindo isso! Klaus, eu te amo, te amo tanto! – eu encostei nossos lábios e comecei um beijo intenso, um beijo repleto de amor e paixão, como sempre quis beijá-lo e nunca pensei que fosse chegar a fazer.

Eu não sabia se aquilo era um sonho ou se era realidade... Mas se fosse realidade, finalmente meu sonho estava sendo realizado e se fosse sonho, eu esperava não acordar nunca mais...

“Eu te amo, Caroline”

Notas finais
Aeaeaeae saiu o primeiro "te amo" da fic, o que acharam? Sobre o proximo capítulo; quem quer um hot delena? Sim sim, eu sei que eu tenho falado bastante que eles vão passar por uma fase conturbada mas esse hot vai ser a saidera deles até os dois se entenderem novamente... Ahh, recomendações são bem vindas, sintam-se a vontade para recomendar hehehe bjs gnt.