Soho Dolls
26 Capítulo 25 - I'm glad you came
Notas iniciais
Já se fazia três dias que Damon havia ido me procurar para conversarmos... Três dias.
Eu não aguentava mais de ansiedade para vê-lo novamente, meu orgulho era a única coisa que me impedia de ir procura-lo em sua casa ou no hospital para que finalmente pudéssemos colocar aquela historia a limpo. Mas se ele realmente se importasse comigo teria me esperado acordar para que conversássemos, mas não, ele foi embora enquanto eu dormia sem ao menos deixar recado ou ligar após disso.
Já fazia três dias que eu estava sem noticias dele e aquilo estava me deixando terrivelmente incomodada. Ele havia brincado comigo mais uma vez e eu tola acreditei em sua lábia e me derreti em seus braços...
Mas o lado bom de tudo isso que estava acontecendo era que eu já estava fisicamente renovada, meu corpo já não doía pela brutalidade do cliente e naquela noite eu iria voltar a trabalhar. Pelo menos iria ter com o que ocupar minha mente ao invés de ficar me empanturrando de besteiras enquanto remoía a falta que Damon me fazia.
Lentamente a porta de meu quarto foi aberta e eu deixei a revista que foleava de lado, para ver quem era.
– Ó de casa... – A voz delicada de Caroline fez um sorriso enorme surgir em meus lábios e eu me levantei em um pulo para ir até ela.
– Carol! – Joguei meus braços em sua volta a abraçando com força contra mim. – Meu Deus, que saudades, amiga! – Caroline retribuiu meu abraço com a mesma intensidade.
– Muitas, muitas!
– Céus, não suma mais, por favor! – Choraminguei recusando-me a soltá-la.
– Não vou mais sumir, sinto muito, mas é que estive meio ocupada com Klaus, nós estávamos saindo bastante ultimamente, ele quer contar que vai ser pai para todos os amigos então estamos cheios de eventos. Desculpe, deveria ter ligado mas simplesmente esqueci.
– Tudo bem, eu te perdoo! – Sorri a soltando. – E como está esse pequeno aqui? – Coloquei a mão sobre seu ventre.
– Essa pequena, você quis dizer!
– Ah, meu Deus, é uma menina?
– Sim! Claire! – Assentiu sorridente.
– Não acredito, uma princesa! Quando descobriram? Como está Klaus?
– Descobrimos ontem mesmo e eu não vi a hora de vir te contar. Klaus está radiante, não para de falar dela um instante... Ele vai ser um pai excelente.
– Isso é ótimo, Carol, estou tão feliz por ti! Mas me conte mais, como vocês dois estão? – Nós entramos no quarto, eu me coloquei sentada em minha cama e Carol se sentou em minha frente.
– Não sei bem... Nós tivemos uma discussão ontem, ele acabou me dizendo algumas coisas que eu não queria escutar e mais uma vez eu fui dormir chorando por causa dele. – Disse soltando um longo suspiro.
– Eu não acredito que ele fez isso, pensei que vocês já tivessem superado essa fase... O que ele te disse?
– Ele disse que eu sou uma mulher que qualquer homem adoraria ter ao lado para mostrar... Eu me senti um lixo, parece que eu não passo de um troféu na estante da sala que ele adora alisar por possuir. Eu não sei se vou aguentar isso por muito tempo, Lena, eu o amo demais mas já estou cansanda de ser machucada por ele.
– Eu acho ótimo que você queira seguir em frente, mas e Claire? Você tem que pensar nela, amiga...
– Eu sei e ela é a única coisa que me prende a ele ainda, tirando a enorme esperança de que um dia possamos ser uma família de verdade... Céus, como isso é humilhante. – Eu a entedia perfeitamente, tudo bem que nossas situações eram diferentes mas ainda assim sabia o que ela estava passando. Eu ainda queria Damon comigo mesmo depois de ele ter me dito que eu era uma vadia e mesmo depois de ter me abandonado enquanto eu dormia, e Caroline ainda amava Klaus mesmo depois de ele ter dito a ela que não a amava e que os dois não tinham nada a mais que sexo. – Eu estive pensando em fazer uma faculdade, só assim vou me garantir caso Klaus faça alguma coisa quando Claire nascer.
– Eu não acho que isso vá acontecer, Carol, mas ainda assim apoio sua decisão de fazer faculdade, é ótimo ter uma profissão digna e estabilidade. Já sabe qual curso?
– Ainda não, tirei essa semana para ver isso, quero ver quanto eu tenho guardado no banco e ver as mensalidades nas faculdades, preciso também encontrar um emprego para me manter sem que Klaus precise me bancar em tudo...
– Você sabe que qualquer eu estou aqui, não é? – Peguei sua mão fazendo carinho com o polegar nela.
– Eu sei, obrigada por isso, Elena! – Sorriu. – Mas me conte, como você está?
– Estou bem, melhor, na verdade. Essa semana atendi um daqueles clientes valentões que me deixou sem sentar por dois dias, eu e Damon ainda estamos brigados...
– Hey, me conte sobre isso... – No momento em que eu estava prestes a contar sobre o que estava acontecendo em minha vida, Marcos entra em meu quarto junto com Rebekah.
– Eleninha, Meredith pediu para você dar um curso de como ser uma vadia para nossa novata aqui... – Marcos disse apontando para Rebekah que estava com um sorriso envergonhado nos lábios.
– Tudo bem, vamos ver no que posso ajudar... – Disse derrotada. Aquela tarde ao lado de minha melhor amiga tinha descido pelo ralo...
– Aproveitamos que eu estou aqui também, posso ser útil. – Carol disse.
– Ai, isso vai ser ótimo, preciso estar aqui para ouvir! – Marcos disse rindo alto enquanto fechava a porta do quarto e vinha até minha cama. Rebekah se sentou na cama de April e eu me juntei a ela.
– Tudo bem então, vamos começar assim; nos conte como foram suas experiências sexuais... – Caroline sugeriu, mas Rebekah não nos respondeu, apenas abaixou o olhar para suas mãos que estavam sobre seu colo. Ok, era de se esperar que ela ficasse envergonhada em falar sobre o assunto, por mais que eu e Caroline já estivéssemos acostumadas em falar abertamente de sexo, para Rebekah isso ainda era um tabu.
– Pode nos contar, Bekah, não precisa ter vergonha... – A incentivei.
– É que eu não... Eu não tenho experiência no assunto. – Disse baixinho ainda com a cabeça baixa. – Eu sempre esperei o cara certo para isso mas ele nunca veio. – Saber que Rebekah ainda era virgem me fez sentir uma enorme culpa por estar fazendo parte da defloração prematura dela, eu a entendia perfeitamente, sabia exatamente o que ela estava sentindo, afinal eu também tinha perdido minha virgindade na prostituição.
– Ok... Isso dificulta um pouco as coisas. – Carol disse.
– Não, não dificulta não, nós vamos te passar várias dicas e seus clientes nem irão perceber que é a sua primeira vez. – Sorri acolhedoramente para a garota loira em minha frente. – Primeiramente você precisa se arrumar como uma vadia, investir nas roupas mínimas, provocantes. Você já é linda Bekah, produzida vai ficar irresistível! – Disse piscando com malicia para ela.
– Isso quer dizer que eu não vou andar só de roupa intima pela boate ou se sutiã?
– Não! – Neguei. – Nós temos que mostrar nosso corpo mas de uma forma que fique um suspense no ar, queremos que eles nos levem pro quarto e tenham uma grande surpresa ao nos verem nuas, nosso objetivo é que eles fiquem curiosos e com isso, nos paguem para matar essa curiosidade. Do que adianta eles pagarem por algo que já foi mostrado, não é mesmo?
– Segunda lição; como agir... – Caroline começou. – Enquanto estiver na boate aja com naturalidade, como se estivesse em uma festa normal. Dance, ande muito pela boate, flerte com os homens, flerte muito com os homens, pisque para eles, mande beijo, jogue olhares, seja cara de pau. Sabe aqueles homens descarados que ficam uma festa inteira no seu pé? Então, faça tudo o que ele faz, só que logico, com muita sensualidade. Você tem que seduzir! – Disse com malicia. – Se ele não tomar a iniciativa de ir até você ou se nenhum cara tomar, você vai até eles porque por incrível que pareça, muitos tem vergonha de chegar em ti.
– Eu deveria estar anotando isso? – Rebekah perguntou sorrindo divertida. – É tanta coisa que eu nem sei se vou lembrar-me de tudo na hora.
– Não vai ser preciso, tenho certeza que vai lembrar-se de tudo! – Garanti. – Não é tão difícil assim e nem são tantas coisas...
– Rebekah querida, todos tem uma prostituta adormecida dentro de si, acredite, você vai arrasar hoje à noite! – Marcos disse com descaso enquanto foleava uma revista deitado em minha cama.
– Marcos, cala a boca! – Falei tentando controlar um riso e o acertando com força uma almofada.
– Ai que violência, eu falei a verdade poxa... Você precisa ver como essas duas se transformam quando estão lá em baixo, eu temo pela minha sexualidade só de chegar perto da “Nina” ou da “Roberta”.
– Sem chances, a “Roberta” não existe mais. – Caroline defendeu. – Aliás, essa é outra coisa que você precisa pensar Rebekah, nós normalmente usamos codinomes para não ficarmos tão visadas fora do bordel.
– Que tal pensarmos nisso por ultimo? Vamos prosseguir com as dicas... – Era muito para ela ter que decidir o nome no momento, aquilo não era um simplesmente escolher seu nome da noite mas também ter que criar um personagem e ainda saber como lidar e aceitar que você iria ter que assumi-lo todas as noites. Quanto menos ela tivesse que se preocupar no momento, melhor seria.
– Então vamos continuar com as dicas, ok? – Rebekah disse um tanto confusa, sufocada.
– Ok... – Caroline assentiu. – Então você encontrou o cliente...
– Ao contrario do que você pensa, o programa começa no momento em que vocês começam a se falar ainda na boate e é ai que você precisa muito ter lábia. – Disse. — Quando vocês estiverem juntos abuse de sua sensualidade, o elogie, chame de delicia, gostoso, querido, mostre que está afim dele. Sente em seu colo, mexa nos cabelos dele, acaricie o peitoral, aperte as coxas, os braços, é legal também deixar que ele te toque ou que alguma parte de seu corpo encoste naquela parte dele... Isso o excita e é isso que queremos; deixa-los excitados para que paguem o programa.
– Ah e o mais importante; faça o cliente abrir a carteira, se mostre cara e que vale a pena, afinal não estamos dando de graça, não é? – Carol completou o que eu havia dito. — Terceiro passo; você conseguiu seduzir o cliente e no momento vocês estão indo para o quarto. – Carol começou. – Tem dois tipos de clientes; o que gosta que você comande a transa e o que gosta de comandar, que nós chamamos de valentões. No momento em que entrarem no quarto você já vai saber identifica-lo...
– Minhas dicas são; se ele gosta de comandar, o deixe fazer o que quiser com você e faça tudo o que ele mandar porque se não você só vai acabar se machucando... – Encolhi meus ombros lembrando-me do ultimo valentão que atendi. – Mas se ele gosta que você comande, faça tudo o que souber para lhe dar prazer... Lembre-se; quanto mais alto ele gemer, mais dólares você vai ganhar.
– Mas eu não sei fazer nada! – Rebekah defendeu-se.
– Tenho certeza que na hora você vai saber o que fazer, mas se você estiver insegura pode perguntar a ele o que ele quer que você faça... Isso os excita bastante. – Caroline tentou a tranquilizar, mas não foi bem sucedida, Rebekah parecia estar uma pilha de nervos e era possível identificar o pavor em seus olhos. Eu queria tanto poder ajuda-la a não entrar nessa...
– Ah, e outra coisa; você tem que obriga-los a usar camisinha, isso é muito importante não só para sua segurança como para a dele também! – Adicionei. – Se ele se recusar a usar você insiste o máximo e se for preciso o deixe sozinho no quarto, essas são as regras da casa, sem camisinha, sem programa. — Disse com convicção para que ela entendesse o quão sério isso era. Uma gravidez era o mínimo que poderia acontecer conosco e saberíamos lidar com a tal, mas pegar alguma doença era inaceitável. – E já que estamos falando sobre isso, preciso que tenha isso consigo em todos os programas... – Levantei-me da cama e fui até umas gavetas que ficavam no canto do quarto. – Esse vai ser seu amigo para todas as horas, normalmente temos vários desses em cada quarto junto com os preservativos mas preciso te mostrar pra que ele serve. – Tirei da gaveta um frasco conhecido e entreguei a Rebekah.
– O que é isso? — Perguntou franzindo o cenho ao pegar.
– É um gel lubrificante para... Para facilitar a penetração e não doer tanto.
– É mesmo necessário?
– Acredite, é muito necessário... Sem falar que te ajuda a sentar nos dia seguinte.
– Ok, então. – Assentiu com um longo suspiro. – Próxima dica?
– Sabe como colocar uma camisinha nele? – Ela negou timidamente. – É muito fácil, ok? Não tem muito segredo... – Levantei-me mais uma vez e fui até minha mesa de cabeceira onde peguei a pequena embalagem do preservativo.
– Desde quando você tem camisinhas no quarto? – Caroline perguntou em um sobressalto.
– Desde quando Damon a faz visitas... – Marcos disse com malicia enquanto eu sentia meu rosto esquentar-se. Não sabia por que aquilo tinha me feito corar, não era uma novidade que eu e Damon já tínhamos dormido juntos, mas ainda assim me senti desconfortável com o assunto.
– É sério, E.? – Carol perguntou novamente.
– Talvez... – Assenti mordendo o lábio envergonhada.
– E como você não me conta isso, sua cretina? – Minha amiga cruzou os braços e cerrou os olhos como se estivesse me ameaçando.
– Porque nunca aconteceu e eu as guardo aqui caso aconteça, ok? Agora vamos mudar de assunto... – Voltei a me sentar na frente de Rebekah, o olhar de Caroline e Marcos me acompanhavam por todo o trajeto mesa de cabeceira à cama de Rebekah, eu sabia que minha desculpa não tinha sido aceita e que teria que me explicar melhor mais tarde, mas não podia fazer nada se a verdade era que nada tinha acontecido entre mim e Damon naquele quarto. – Voltando ao ponto; colocar uma camisinha é muito fácil... Abra a embalagem normalmente ok? Não use o dente porque pode correr o risco de você furar o preservativo com eles e então a proteção perde todo o sentido. – Abri a embalagem e retirei o pequeno látex lubrificado de dentro. – Primeiro você segura a pontinha dela para criar um tipo de vácuo e então desliza ao longo do colega do cliente... É obvio que o pênis dele é bem maior que meu indicador mas meu dedo foi a única coisa que pudesse ilustrar. – A mostrei como fazia usando meu indicador como se fosse o cliente. – Quando terminarem você a tira com cuidado, faz um nozinho e então joga no lixo. – Procurei ser bem exata na demonstração para que ela não passasse trabalho na hora.
– Só isso?
– Só! – Sorri e joguei a camisinha e a embalagem no lixo do quarto.
– Ok, espere que ainda tem mais uma lição... – Carol adicionou. – Acho que Elena poderia te ensinar a como fazer um strip-tease, não é Lena? Pode até usar o Marcos como cliente, já que ele é o único homem presente... – Caroline disse em um tom divertido e rapidamente entendi quais eram as intenções de minha amiga.
– Boa ideia, C. – Sorri perversamente. – Vai ser só uma demonstração e tenho certeza que Marquinhos não vai se importar, afinal, não joga no mesmo lado que eu então não corre risco de algo a mais acontecer. – Mordi o lábio provando meu amigo que me olhava boquiaberto.
Há, isso vai ser divertido.
– Primeiro Rebekah, coloque uma musica com um ritmo sensual e provocante... – Liguei o rádio com uma musica típica para um strip e então subi em minha cama de modo que eu ficasse de pé em frente para Marcos. – Sinta a musica... – Disse para ela enquanto começava com meus movimentos lentos e sensuais.
– Faça tudo com muita lentidão, sensualidade. – Caroline começou a me “narrar” enquanto eu dançava para o meu amigo. – Rebole, mova seus quadris, morda seus lábios... Mexa no cabelo, passeie com as mãos pelo seu corpo, eles adoram quando você se toca. Passe a mão pelos seus seios, cintura, por todo lugar onde ele adoraria estar tocando... E isso tudo olhando dentro do olho do cliente, sem desviar o olhar dele um segundo... – Marcos me fuzilava com o olhar, seus braços estavam cruzados e se fosse possível, estaria saindo fumaça de suas orelhas... Sim, isso realmente estava sendo divertido. – Quando perceber que ele já está bem excitado ou que já o torturou demais, comece a se despir mas lembre-se; sempre com lentidão e sensualidade.
Sem demorar mais com aquilo, eu me jogo no colo de Marcos o deixando no meio de minhas pernas o fazendo soltar um grito fino e histérico. De fato, aquilo estava sendo hilário e eu queria irritá-lo muito mais... Contra sua vontade, retirei a camisa colada que ele usava revelando seu corpo másculo que dava inveja em qualquer homem, Marcos era lindo e o homem que o faturasse teria muita sorte com ele.
– Você precisa saber onde tocar, Rekebah... – Caroline continuou. – Homens são fracos, vou te dizer, com qualquer toque eles já se animam mas nós vamos te dizer exatamente como e onde tocar... – Marcos se debatia debaixo de mim como um peixe fora d’água e por mais que eu estivesse, literalmente, me esfregando em seu corpo, ele não cedia. Eu deixei minhas mãos tocar seu peitoral nu, fui até seus braços e os arranhei de levinho enquanto acariciava seus músculos fortes e subi até sua nuca acariciando seus cabelos. – Você pode tocar o peitoral dele, os braços, as costas... Descer para as coxas, depositar beijos na parte interna dela... Isso os deixa loucos, literalmente. Você pode apertar ele enquanto acaricia, passar as unhas de leve... – Caroline prosseguiu. Marcos foi perdendo a resistência em baixo de mim, provavelmente estava cansado de brigar comigo e iria deixar que eu demonstrasse para Rebekah como tocar um homem. Continuei a provoca-lo, rebolei em seu colo apertando sua coxa, como Caroline havia dito, e rocei nossos narizes. Naquele exato momento, um gemido baixinho e rouco escapou pela garganta de meu amigo fazendo-me pular, assustada em seu colo.
– Marcos, eu te fiz gemer?
– Meu Deus, socorro, estou sendo estuprado por uma garota de programa! – Disse em desespero fazendo-me gargalhar alto e descontroladamente. Eu tentava me controlar daquele ataque de risos, mas era impossível, Marcos sempre havia se mostrado tão resistente as minhas provocações, nunca havia demonstrado que estava gostando, até porque eu acreditava que ele não estivesse... Ouvi-lo gemer foi a coisa mais engraçada que já havia nos acontecido, lamentava que não estivéssemos gravando aquele momento para que eu pudesse ver diversas vezes.
Determinada em irrita-lo mais, voltei a me sentar em seu colo e puxei sua cabeça para trás pelos cabelos, deixando livre seu pescoço.
– Saí Elena, eu gosto da mesma fruta que você... – Disse manhoso. – Vai procurar um macho para acabar com esse seu fogo! – Sorri abertamente abafando um riso e não me importei para o que ele disse. Fiz uma trilha de beijos pela região deixando minha língua brincar em sua pele e minhas mãos passearem pelo seu corpo, desci meus lábios pelo seu peitoral fazendo exatamente o que eu fazia com meus clientes e continuei descendo pelo seu abdômen bem definido até me deparar com um pequeno monte em suas calças.
– Marquinhos, você está excitado? – Perguntei abismada. Eu tinha conseguido deixar meu amigo gay excitado, não muito mas ainda assim ele estava excitado. – Está pensando em fazer alguma coisa comigo? – Perguntei rindo alto.
– Não... Sim... Olha só o que você fez comigo sua bandida! – Choramingou. – Eu vou dar parte na policia por assedio sexual Dona Elena Gilbert! – Não me importei com o que ele falava, apertei suas coxas com vontade e abruptamente ele me vira na cama ficando por cima de mim. Marcos encosta nossos lábios e me beija fervorosamente pegando-me desprevenida por isso. Era obvio que eu não senti nada com o beijo e aquela não era a primeira vez que eu tinha beijado meu melhor amigo gay, isso era mais uma de nossas brincadeiras mas foi hilário vê-lo envergonhado por ter ficado excitado com uma mulher, principalmente quando a mulher era eu. — Queridinha, isso é pra você aprender a não mexer com fogo... Mesmo que seja uma linda e colorida fogueira gay. – Me deu um beijo estralado nos lábios e então saiu do quarto.
– Ok... Isso foi muito estranho. – Caroline comentou rindo alto assim como eu. – Porque eu não gravei? Eu iria usar isso contra ele até seu ultimo dia de vida! – Disse lamentando-se. – Eu ganhei meu dia com essa cena...
– Bom, acho que já demonstramos o bastante! – Disse sentando em minha cama um tanto ofegante. – O resto é instinto, Rebekah.
– Instinto?
– Sim, instinto! Quando fazemos sexo não tem como raciocinar na hora, você deixa seus instintos e necessidades te comandarem. Parece que sua mente fica em branco e seu corpo te dá as ordens... – Dei de ombros. – Ah, e se prepare porque vai doer muito! – Eu queria poder dizer a ela o quanto iria doer mas isso a deixaria ainda mais apreensiva.
– Isso não está facilitando, gente. – Rebekah choramingou. – Vocês acham que eu devo correr para uma locadora e alugar o pornô mais forte que tiver na prateleira para eu não ir tão despreparada?
– Se você se sentir mais tranquila... – Caroline disse rindo.
– Ok, então é isso que eu vou fazer! – Rebekah suspirou e se levantou da cama. – Muito obrigada pela ajuda meninas, não sei como agradecer.
– Nos agradeça fazendo muito sucesso essa noite! – Disse piscando com malicia para ela. – Se precisar de ajuda para se arrumar é só me chamar, ok?
– Ok, obrigada mais uma vez! – Sorriu meigamente e saiu de meu quarto.
– E já vou embora, amiga, você tem que se arrumar para descer e Klaus daqui a pouco está em casa e ele vai ficar uma fera quando souber que eu vim pra cá. – Carol disse levantando-se do pufe onde estava sentada e colocando sua bolsa no ombro. – Ele odeia que eu venha até o bordel...
– Bom, se não fosse por Klaus até insistiria para que ficasse comigo até eu descer mas não quero te causar problemas... – Me levantei também e fui até ela.
– Sinto muito amiga, queria passar aqui para te dar um abraço e contar sobre Claire, podemos combinar de sair esse final de semana, o que acha?
– Acho perfeito! – Sorri abertamente. – Sinto tanto sua falta, C.
– Eu também amiga, demais! – Carol veio até mim e passou os braços em minha volta. – Boa sorte hoje à noite e qualquer coisa me ligue, ok?
– Pode deixar! – A abracei com força também. – Cuide bem dessa princesa, ok? – Coloquei a mão sobre o ventre de minha amiga.
– Cuido sim!
– Tchau princesa da tia! – Disse fazendo voz de bebê e acariciando onde ela supostamente estava.
– Tchau titia! – Carol respondeu no mesmo tom que eu me fazendo rir baixinho. Nós nos abraçamos mais uma vez e então Carol foi embora me deixando sem escolhas a não ser começar a me arrumar para trabalhar.
Tomei um banho demorado, deixei que a água quente do chuveiro relaxasse meu corpo enquanto eu tentava me preparar psicologicamente para voltar ao trabalho e depois do banho demorei mais um tempo significativo passando hidratante em meu corpo ainda no banheiro. Minha vontade de sair daquele cômodo quente era negativa, voltar ao trabalho era sempre muito complicado, principalmente pelos motivos que fizeram eu me afastar. Meu corpo já não doía mais pelo programa mas ainda assim iria demorar para que meu psicológico estivesse cem por cento curado.
Após ter terminado de passar creme por todo meu corpo, eu me enrolo novamente na toalha e saio do banheiro levando o maior susto ao perceber que um homem esperava-me em meu quarto. Momentaneamente meu coração passou a bater ridiculamente forte... Não era qualquer homem, era o homem, o meu homem.
– Damon, o que faz aqui? – Disse parando exatamente onde eu estava, segurando firme a toalha em volta de mim.
– Você está me devendo uma conversa se não se lembra...
– Ah claro, após você ter me abandonado enquanto eu dormia. – Revirei os olhos.
– Agora você sabe o quanto é ruim quando aproveitam que você dormiu para ir embora, não é mesmo? – Aquilo era golpe baixo, ele estava usando algo que fiz no passado para se justificar.
– É diferente, Damon, e aliás, eu pensei que você viesse me procurar no dia seguinte ou que esperaria eu acordar para conversarmos, mas não, já faz três dias que você veio me procurar a primeira vez.
– Eu sei, me desculpe por isso, não deveria ter te deixado enquanto dormia e também não deveria ter demorado tanto para te procurar, mas o trabalho me chamou e eu não consegui vir antes por causa do hospital também. Sinto muito, não queria te deixar esperando.
– Tudo bem... – Assenti cruzando os braços com força em meu peito. – Então, o que quer conversar? – Perguntei com descaso.
– Elena, não aja como se não tivéssemos muito a que conversarmos... Eu vim aqui para te pedir desculpas e não saio daqui até você me perdoar e te ter em meus braços novamente. – Damon disse em um tom áspero e foi até a porta de meu quarto a trancando com as chaves que já estavam na fechadura.
– Damon, você não precisa agir como se se importasse comigo... Não precisa se desculpar por ter falado a verdade.
– Mas não é verdade, Elena, eu não te acho uma vadia e não deveria ter me direcionado a ti dessa forma. Eu estava furioso por saber que você tinha ido pra cama com meu irmão e acabou saindo, mas não era minha intenção, eu juro... – Ele disse calmamente e veio em passos firmes até mim. Damon aproximou nossos corpos fazendo minha respiração pesar pela nossa proximidade, ele passou seu braço esquerdo pela minha cintura e com a mão direita acariciou meu rosto delicadamente com as costas de seu indicador. – Quer saber o que eu realmente acho de ti? – Disse baixinho para mim e eu ergui o olhar para ele, arrependendo-me até o ultimo fio de cabelo por ter feito isso. Nossos olhares se conectaram novamente fazendo meu corpo inteiro reagir devido à magnitude intensa e surreal que eles transpassavam. Eu deveria desviar o olhar mas não conseguia, eu estava hipnotizada pelos olhos de Damon. – Eu te acho a mulher mais forte e incrível desse mundo... – Seus dedos traçavam um caminho dormente de minha bochecha à minha mandíbula e desciam pelo meu pescoço até chegar a minha clavícula, meu corpo arrepiava-se visivelmente com aquele pequeno estimulo e eu tentava decodificar o que ele havia me dito. Era perfeito demais, era exatamente o que eu queria ouvir dele, parecia até meus sonhos... – Você não sabe o quanto me incomoda pensar em você na cama com outros homens e principalmente com o meu irmão. – Damon levou as caricias até minha nuca e enlaçou seus dedos em meus cabelos.
– Então não pense... – Minha voz saiu quase em um sussurro por eu estar afetada devido suas caricias. Era vergonhoso até a forma que eu reagia a Damon, me sentia uma garotinha inexperiente com ele, seus toques eram certeiros e conseguiam me roubar suspiros pesados.
– Me perdoe, Lena? – O tom manhoso que ele usara para falar tinha o deixado ainda mais sexy do que o habitual.
– Quais são as garantias de que você não ira me magoar na primeira oportunidade que tiver? – Disse com uma falsa convicção, tentando me mostrar não tão abalada por estar em seus braços.
– Não posso te garantir nada, Lena, não posso adivinhar o futuro, mas eu vou evitar o máximo para que isso não aconteça, não te quero longe de mim mais...
Pela primeira vez Damon havia conseguido me calar, eu não sabia o que dizer a ele, estava sem respostas. Uma parte bem pequena de mim me mandava recuar, me mandava despacha-lo e não acreditar no que ele estava dizendo, mas o restante gritava para que eu me jogasse em seus braços novamente e que o perdoasse sem pensar duas vezes... Eu precisava tanto dele, chegava a ser doloroso o quanto eu o necessitava. Não era só fisicamente, não era apenas sexo, eu o queria em todos os sentidos... Queria habitar seu coração como Katherine um dia habitou. Queria ocupar sua mente em todos os pensamentos, dos mais importantes e intensos aos mais supérfluos e insignificantes. Queria que ele fosse inteiramente meu, cada partícula de seu ser, cada célula, tudo, assim como eu era dele...
Nossos olhos ainda estavam conectados, era como se nos entendêssemos em silencio, em telepatia. Seus límpidos olhos azuis invadiam-me a alma, deixavam-me indefesa. Eu poderia ficar tranquilamente por horas os olhando de tão reconfortante que era. Lentamente Damon se inclinou para mim acabando com a distancia entre nossos lábios e momentaneamente demos inicio a um beijo delicado.
Ele percorria minha boca com suavidade como se estivesse reconhecendo território, nós não tínhamos pressa nenhuma, deixávamos nossas línguas se acariciarem preguiçosamente e sem urgência e era isso que fazia o beijo ainda mais doce, estávamos apenas aproveitando das sensações que aquele tango de línguas faziam sem a intenção de nos separarmos nunca mais. O braço de Damon mostrou-se mais firme em volta de minha cintura puxando-me mais si e eu passei o braço em volta de seu pescoço grudando-me mais a ele e intensificando um pouco nosso beijo. Ele deixava suas mãos passearem pelas minhas costas de modo possessivo, como se quisesse me mostrar de quem eu era, nossos corpos estavam cada vez mais colados um no outro e eu sentia o calor de meu moreno envolver-me por inteiro. Cada partícula de meu ser estava sendo tomada por ele, cada célula minha parecia pegar fogo por ele, Damon estava possuindo-se de meu ser sem que eu fizesse o mínimo de esforço para impedi-lo...
Os movimentos de nossos lábios ainda eram sutis, ainda queríamos guardar a textura e o sabor deles conosco, o beijo era extremamente carinhoso e envolvente, mas aos poucos aquilo foi se tornando insuficiente, apenas beijos não estavam mais nos satisfazendo; nós precisávamos de mais, de mais contato, de mais intensidade, mais toques... Eu já estava sedenta por ele e pelo visto ele sentia-se da mesma forma por mim.
A boca de Damon deixou a minha para que pudéssemos recuperar o folego e ele desceu até meu pescoço depositando beijos úmidos no local enquanto suas mãos se empenhavam a explorar meu corpo e a livrar-se da toalha de banho que estava em volta de mim. Meu corpo inteiro estremeceu ao sentir seu toque em meu corpo desnudo e eu me agarrei ainda mais a ele, necessitando daquela proximidade mais do que qualquer coisa naquele momento. Rapidamente tratei de despi-lo, o livrando da camiseta que me impedia de toca-lo. Sem aguentar mais ficar longe de seus lábios cornudos, eu o puxo de volta para mim voltando a me deliciar em sua boca que tanto senti saudade de ter contra a minha.
Eu tocava seu peitoral e apertava seus ombros largos, aproveitando-me de sua pele quente e macia enquanto nos beijávamos com paixão. Eu já estava entorpecida, completamente entregue a ele, nada mais era preciso, nenhuma palavra mais era necessária, eu só queria sentir, sentir Damon contra mim, suas mãos percorrendo meu corpo e ele dentro de mim para satisfazer aquele desejo mais primitivo e pulsante que se aprimorava de meu corpo.
As mãos habilidosas de Damon percorriam meu corpo, acariciavam minhas curvas deixando-me ofegante em seus braços. Ele fazia o caminho da minha coluna, percorrendo o vão de minhas costas com as pontas dos dedos e seguia para minha cintura, onde fazia questão de puxar-me por ela para tentar aproximar mais nossos corpos. Eu não conseguia dizer em palavras o quanto aquilo era bom, por mais absurdo que isso soasse, suas mãos pareciam distribuir correntes elétricas pelo meu corpo. Era como se eu estivesse em uma febre de mais de quarenta graus pelos arrepios e calafrios que percorriam meu corpo, e eu me perguntava qual seria a real temperatura que meu corpo estava enquanto fazíamos amor.
Aquilo estava sendo ainda mais intenso do que todas as vezes que ficamos juntos, não sabia se era porque estávamos morrendo de saudades um do outro ou se era porque eu sabia que naquilo tinha sentimento, que não era apenas sexo. Cada poro de minha pele implorava pelo seu toque, pelos beijos de seus lábios macios, e quando isso era concedido parecia que suas mãos percorriam cada terminação nervosa de meu corpo de tão prazeroso que estava sendo, meu corpo inteiro estremecia e implorava pelo dele. Nunca pensei que pudéssemos transmitir tantos sentimentos com o simples ato de fazer amor, nossos corpos esvaiam paixão, desejo e podia jurar que tinha amor naquilo, pelo menos na parte dele já que eu tinha certeza de meus sentimentos por ele.
Desci minhas mãos que passeavam pelas suas costas e segui até o cós de seu jeans, que sem mais delongas, abri o cinto e retirei a calça e sua cueca de uma vez só. Estávamos ambos completamente nus trocando beijos intensos e caricias excitantes como se nada mais restasse no mundo, erámos apenas nós dois nos amando em meu quarto, matando as saudades de nossos corpos e de todo o prazer que podíamos nos favorecer. Ninguém, nunca, um dia iria entender o que eu estava sentindo naquele momento, estar de volta aos braços de Damon depois de ter ouvido o que ele me dissera agora pouco era uma realização para mim, e era isso que fazia aquele momento tão certo. Ele havia se entregado sentimentalmente para mim e eu estava me entregando a ele de corpo e alma, sem temer pelo nosso futuro incerto.
Damon chutou sua calça para longe e livrou-se de seus sapatos, eu o abracei mais uma vez sentindo meus seios sensíveis pressionados contra seu peitoral fazendo-me literalmente ferver em desejo e excitação. Ele abraçou minha cintura com mais força e me empurrou até a parede mais próxima fazendo-me gemer pelo contato de nossos corpos em chamas ter aumentado.
Mais uma vez, ele desceu com os beijos para meu pescoço e continuou a descer até chegar ao meu colo, onde fez desenhos com a língua por ele até seguir faminto ao meu seio esquerdo. Meu corpo sofreu violentos espasmos de prazer e eu gemi alto, arqueando-me em sua boca implorando para que ele continuasse a trabalhar em mim. Sua língua contornou minha aureola e então sugou com vontade meu mamilo fazendo-me gemer ainda mais alto que antes, ele brincava com meu mamilo com a língua e dentes me fazendo urrar de prazer. Eu arranhava suas costas sem nem perceber, o prazer que estava sentindo era tanto que mal conseguia controlar a força com que passava minhas unhas em sua pele. Enquanto Damon refazia em meu seio direito o que havia feito no esquerdo, suas mãos desceram pela lateral de meu corpo e chegaram as minhas coxas, onde me ergueu por elas até que eu conseguisse abraçar sua cintura com as pernas.
No momento em que eu coloquei minhas pernas em volta dele, Damon me penetrou em uma lentidão absurda que fez meus olhos revirarem e meus dedos dos pés contorcerem pelo prazer. Eu sentia cada centímetro de seu membro entrando lentamente em mim e eu soltei um gemido longo e alto até que ele estivesse completamente alojado em meu interior.
– Damon... – Sussurrei extasiada contra seus lábios enquanto rebolava sobre ele.
Meu moreno me segurou com mais firmeza e então nos guiou até minha cama sem nos desconectar um segundo se quer, deitou-me sobre o colchão e se colocou em cima de mim, no meio de minhas pernas que estavam flexionadas o encaixando perfeitamente no local. Damon começou a se mover lentamente, saindo quase que por completo e depois voltando de uma só vez em uma estocada firme.
Nem eu, nem ele estávamos dispostos a acabar logo com aquilo, por isso não nos importamos em manter o ritmo lento e firme durante o ato. Ele queria me sentir e eu queria sentir ele...
Damon tentava calar meus gemidos com seus beijos mas era impossível, minha mente estava em branco e eu nem me importava que a casa estivesse cheia e que todos pudessem nos ouvir, estava concentrada demais no prazer imensurável que o membro de Damon entrando e saindo de meu corpo e o físico másculo e irresistível sobre mim estavam me causando.
Desistindo de abafar os sons absurdamente altos que eu emitia, Damon encostou nossas testas conectando nossos olhares durante todo o restante do ato. Eu conseguia ver o prazer e a excitação refletidos em seus olhos, Damon deixava transpassar todo o que estava sentindo por eles, era como se ele tivesse abaixado uma barreira e agora me permitia ver dentro dele... Era como uma ostra que escondia uma linda perola dentro. Era como se eu pudesse sentir sua alma...
Os movimentos foram ficando mais urgentes gradativamente, Damon fazia tudo sozinho não deixando que eu o ajudasse nas investidas. Uma onda de prazer gigante percorreu desde a base de minha coluna até minha nuca e involuntariamente meu interior se contrario ao redor de Damon , meu corpo estremecia empurrando-me cada vez mais por aquele precipício de satisfação e antes que pudesse lutar contra aquilo, a onda de calor inundou-me novamente fazendo todo aquele prazer reprimido libertar-se em um orgasmo extremamente intenso. No mesmo momento em que eu atingi o clímax da relação, Damon atingiu o dele em perfeita sincronia, deixando que nossos ápices se misturassem em um só.
O corpo de Damon desabou sobre o mesmo enquanto nos recuperávamos do que tinha acabado de acontecer entre nós. Seu rosto estava escondido em meu pescoço e eu passava a pontinha de meus dedos em sua espinha enquanto inalava a mistura perfeita de nossos cheiros em sua pele. Meu interior borbulhava felicidade, eu soltava fogos de artificio por estar de volta em seus braços, nem em sonhos eu imaginei que me entregar a ele de volta pudesse ser tão maravilhoso.
– Eu estou tão feliz que você está aqui... – Minha voz saiu mais baixa e rouca do que imaginava.
– E eu estou feliz por estar aqui. – Ele ergueu a cabeça e olhou para mim, sorrindo ternamente enquanto acariciava meu rosto.
– É bom ouvir isso... – Soltei um longo suspiro fechando meus olhos para aproveitar do carinho que ele me fazia. Damon encostou nossos lábios e nós começamos um beijo demorado e calmo, como o que dera inicio a tudo aquilo. Eu acariciava seu rosto ternamente e mexia em seus cabelos da mesma forma enquanto ele se deitava ao meu lado e me puxava para si fazendo um carinho em minha espinha.
– O que acha de irmos para minha casa? Emily foi passar a noite na casa de uma amiga então teríamos o apartamento só para nós dois... – Disse contra meus lábios enquanto eu insistia em não separar nossas bocas.
– Uma ótima ideia! – Sorri ainda selando beijos rápidos em seus lábios.
Nós ficamos na mesma posição por muito tempo apenas nos beijando e enchendo o outro de caricias até que finalmente criamos coragem e nos levantamos para que pudéssemos seguir para a casa de Damon.
Fale com o autor