Sobrevivência.
11 Presidiários.
POV Daryl.
Como bem havia dito eu não dormiria em uma gaiola, todos já me conheciam bem o bastante para saber que sou bicho do mato, arrumei uma cama improvisada no chão com alguns colchões que peguei das beliches da parte de cima, como todos já tinham se ajeitado nas celas debaixo, as de cima ficariam livres e ninguém se incomodaria de eu pegar o corredor que dava acesso á elas pra mim, me deitei sentindo um conforto que desde de muito tempo não sentia, me cobri até a cabeça a fim de dormir logo e consegui, mas tive o sono interrompido por gritos, não quaisquer gritos, mas sim gritos da xerife, desci correndo para sua cela onde todo o grupo já estava reunido, Hershel e Lori tentavam acalma-la de algum pesadelo que teve, esperei até todos se dispersarem para me aproximar, a final tinha aceitado a ideia de sermos parceiros.
– o que ouve? — perguntei me sentando a beira da sua cama.
– Daryl, sei que não gosta muito desse tipo de coisa, mas posso dormir com você? — pediu ainda com cara de assustada, ponderei por alguns minutos antes de responder.
– pode xerife, pode. — respondi revirando os olhos.
Voltamos para onde tinha arrumado minha "cama" May subiu enrolada na coberta dela, me deitei próximo a parede e deixei a besta perto do colchão, ela deitou ao meu lao jogando seu cobertor em cima do meu, por mais que tentasse ignorar ainda estava curioso sobre seu sonho, a final ela tinha gritado meu nome.
– então xerife com que estava sonhando? — perguntei me virando para encara-la.
– eu sonhei, com você, mas não sei se posso chamar de sonho, foi um pesadelo, Daryl, você estava sendo devorado, e eu me via ali para apenas chorando e gritando, foi desesperador, caipira, você não pode fazer isso comigo esta bem, não pode me deixar sozinha. — disse em um folego só e percebi que já estava chorando novamente.
Levei muito tempo para processar tudo, May estava nesse estado apenas porque sonhou que eu estava sendo devorado, apenas por mim, tenho que confessar que nunca tive alguém que se importasse de tal maneira por mim, suspirei a puxando contra meu peito.
– não se preocupe xerife, vaso ruim não quebra, agora apenas durma okay. — sussurrei a apertando mais contra mim.
****
acordei no meio da noite sentindo uma mão macia acariciando meu abdômen, me virei de lado encarando May que mordia o lábio inferior, ela tinha um brilho diferente no olhar, me encarava com um "quê" de malicia, subiu suas mãos e desceu novamente sem se pudor, tocando cada parte de meu corpo por baixo a camisa, não pude deixar de me sentir excitado, e a puxei pela cintura percebendo que estava sem camiseta, apenas de sutiã, sorri com malicia ao perceber o que ela queria, naquele momento, o mesmo que eu.
Me posicionei por cima dela ainda a encarando me aproximando aos poucos de seus lábios, até sentir nossas respiração se unirem e selar de vez em um beijo urgente e cheio de desejo, desci distribuindo beijos e mordidas até seu seio, suguei com gosto a fazendo gemer, sorri com o gesto repedindo o movimento com mais intensidade.
****
– ei você viu a... — rolei no colchão pegando a besta e mirando mesmo sonolento, quem quer que tenha interrompido meu sonho na melhor parte merecia morrer. — desculpa, é que pensei que ela tivesse sumido. — Glenn disse dando as costas e descendo.
Larguei a besta só então percebendo em que posição estava, apoiava meu corpo em uma mão, estava sobre May que mordia o lábio inferior e estava corada, assim como no meu sonho, me tocando de um pequeno problema que a maioria dos homens tem quando acordam, sem dizer que o sonho teve grande parcela de culpa na minha ereção, May teve culpa.
– foi mal. — disse saindo de cima dela e me jongano do lado.
– tudo bem, eu entendo como os homens acordam. — sorriu ainda corada. — vou descer, pelo visto Glenn venho atrás de mim. — avisou se levantando e indo.
Mais que diabos acabou de acontecer, eu tive um sonho erótico com a xerife, e amaldiçoei Glenn por ter me feito acordar na melhor parte, por Deus o que esta havendo comigo, só posso esta sentindo o peso de tanto tempo sem mulher, mas não podia sonhar com uma puta qualquer, tinha que ser justo com a xerife, droga.
Ótimo, tive meu humor alterado por causa de um sonho "quente", agora tudo o que queria era matar alguns zumbis para ver se acalmava os ânimos, segui para o banheiro jogar um pouco de água fria no rosto, quando voltei todos esperavam com algumas coisas úteis que tinham tirado dos corpos dos guardas.
– eu é que não vou vestir isso, chegamos até aqui sem esses coisas. — disse erguendo um capacete nojento.
– podemos ferver. — T-dog sugeriu.
– nem com toa lenha a floresta. — neguei.
Demoramos mais um pouco até olhar pelo planta do local que Rick tinha conseguido e seguimos, ficariam apenas Lori,Carol, Beth e Carl, andamos em formação pelos corredores, estava escuro pela pouca iluminação do local, Glenn marcava os locais para que pudéssemos voltar depois, em uma certa altura vários zumbis começaram a aparecer pelo local, perdemos o japonês e namorada.
Os acontecimentos que se seguiram depois disso foram muito rápido Hershel havia sido mordido, enquanto Rick e T-dog o carregavam estourei a primeira porta que vi pela frente entramos e trancamos dois zumbis forçavam para entrar, Maggie abraçava o namorado em prantos enquanto Rick e xerife discutia obre uma chance, e logo ele pegou o machado arrancando a perna do velho, sem garantias apenas uma ponta de esperança para que desse certo.
– abaixem. — sussurrei ao ver a sombra de cinco coisas atrás e uma janela.
– minha nossa. — murmurou um deles, eram humanos, presidiários.
– quem são vocês? — perguntei serio.
– quem são vocês? — um engraçadinho que parecia ser o lider do grupo devolveu a pergunta.
– ele esta sangrando demais, precisamos voltar. — May avisou.
– por que não saem dai? Devagar e com calma. — mandei.
– o que houve com ele. — o da regata perguntou.
– foi mordido. — disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
– mordido? — perguntou sacando uma arma e T-dog sacou outra apontando pra ele.
– Calminha ai, ninguém precisa se machucar. — ralhei.
– há suplementos médicos? — Glenn perguntou passando por eles sem esperar responta.
– a onde pensa que vai. — o líder deles gritou. — a final quem são vocês, não parecem o resgate. — resgate eles só podiam estar de brincadeira.
– se é o que esperam esqueçam. — Rick gritou. -vamos precisamos ir. — disse erguendo Hershel e o colocando em uma maca improvisada que Glenn arrumou.
T-Dog abriu a porta Rick saiu com a "maca" enquanto a xerife e Maggie foram na frente para garantir passagem, permaneci um pouco mais apontando a besta, aquele cara não inspirava confiança, sai seguindo os ostros e passando a frente abrindo caminho, mas sabia que estavam nos seguindo, fiquei parado mirando a besta para porta que separava a pequena sala do bloco de selas, até que apareceram.
– ai já esta bom. — avisei.
– bloco c a cela 4 é minha, deixe-me entrar. — pediu.
– estão com sorte camaradas, estão livres, foram perdoados pelo estado da Georgia. — disse irônico.
– o que esta havendo lá? — curiosos.
– nada da sua conta. — dei de ombros.
– não me diga que não é da minha conta. — brandou apontando a arma e avancei em sua direção.
– calma cara, a perna do velho ta zoada. — disse outro tentando acalmar a situação. — estamos livres o que ainda fazemos aqui? — perguntou por fim.
Continuamos a discutir por um bom tempo, até T-dog aparecer apontando uma arma para eles e Rick e a xerife surgiram de dentro com armas a mão, o que diabos ela estava fazendo ali, com certeza não era assunto para mulher.
– ora, ora se não é a vadia que colocou aqui. — brandou o panaca que parecia ser o líder, avancei mais um passo em sua direção.
– Tomas o cretino estuprador. — respondeu com desprezo.
– há quantos lá dentro? — quis saber.
– mais do que pode dar conta. — respondeu Rick.
Pelo que descobrimos os imbecis estavam presos lá desde que tudo havia começado, mal sabiam como mundo estava fora daquele prédio, queriam á todo custo retomar o bloco de cela, mas Rick sugeriu um acordo, limparíamos outro bloco em troca de metade dos suplementos deles, babacas não sobreviveriam meia hora lá fora e ainda queriam por banca.
Mesmo a contra gosto seguimos com eles, May mesmo dizendo que seria melhor que ficasse não nos escutou e seguiu com a gente, ouvindo alguns desaforos do infeliz, que por mim já teria uma flecha atravessada na porra da cabeça.
Seguimos o desgraçados primeiro até a cozinha e tinha muito mais comida do que mencionaram, idiotas ainda tentaram nos passar pra trás, mas trato era trato, Rick e T-dog levaram parte da comida, enquanto fiquei com a xerife de olho neles, três deles não pareciam ser inofensivos, apenas o tal líderzinho de merda e o moreno mais baixo.
– então xerife, que tal se redimir me dando uma boa foda em troca? — sugeriu o imundo que May acusou de estrupador.
– que tal você se redimir com o mundo e dar um tiro na própria cabeça? — retrucou, já estava prestes a dar uma flechada na cabeça dele quando Rick e T-dog voltaram.
Explicamos para aqueles imbecis como deveriam fazer para matar os errantes e o porque o idiota não podia usar arma de fogo, para então Rick montar uma formação e seguirmos, pelos corredores escuros novamente.
Encontramos um grupo pequeno em um dos corredores e antes de terminar a contagem aqueles imbecis correram feito idiotas acertando todas as partes, menos a cabeça, só quando perceberam que não adiantava em nada ficarem naquela ignorância e começaram a fazer o trabalho certo.
– é no cérebro seus idiotas. — disse acertando um que vinha de outra direção.
Pelo menos com o segundo grupo que encontramos eles conseguiram ser mais útil, tirando um que deixou-se ser mordido, Rick e um outro discutiram o que podiam fazer, até o líder deles acertar a cabeça do cara sem misericórdia e seguir com golpes precisos e até cruéis, quando terminou seu trabalho sujo estava todo sujo de sangue e o cara com toda a cabeça estourada.
– viram o olhar dele, se ele tentar algo apenas dê o sinal e enfio uma flecha na cabeça do desgraçado. — avisei Rick e May.
Chegamos ao bloco que eles ficariam e Rick jogou a chave para que um deles abrissem, mesmo a contra a gosto o vez, mas como que pra provocar ao invés de abrir uma, como lhe foi instruído, abriu as duas deixando mais fácil para os errantes de nós alcançarem, T-dog gritou com ele que deu de ombros e começamos a acerta-los, o infeliz aina em um movimento que tento fazer parecer sem querer quase acertou a cabeça de May com a barra que segurava, em seguida jogando um errante em cima dela, maldito, estava preso cuidando de outros dois, mas os deixei para T e corri até ela acertando a cabeça do infeliz e a ajudando a levantar, desgraçado.
– ele estava vindo pra mim. — disse encarando Rick que ficou visivelmente irritado com a situação, afinal isso não era mais uma democracia e o responsável era ele.
– sim eu entendo, acontece, eu entendo. — murmurou irônico acertando o facão que usava na cabeça dele, bem feito, se ele não o fizesse eu mesmo faria e foda-se o resto.
O outro ainda correu na direção dele com bastão de baisebol, Rick e o chutou e saiu correndo quando ele conseguiu escapar, May, T-dog e eu permanecemos com os outros dois que diziam não ter nada haver com eles, ignorei o protesto do louro e os mandei ajoelhar até que Rick voltasse.
Quando voltou avisou que o outro correu para um patio cheio de Walkers e provavelmente já havia servido de almoço para eles, mas votou descido a acabar de vez com os outros dois que restavam, não os considerava perigosos, porém, não iria arriscar nada, talvez fosse realmente melhor acabar de uma vez por toda com aquilo, seria se já não tivéssemos nossa humanidade, por fim já que os dois não dariam trabalho os deixamos ficar com o bloco que tínhamos limpado, mesmo sobre seus protestos para irem com a gente, ai já era querer de mais.
– você esta bem? — perguntei caminhando uma pouco atrás com May.
– estou viva, é o que importa no momento. — sorriu fraco, assenti e continuamos a segui-los.
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