Sobrevivi
8 Capítulo 8
Eu peguei a minha flecha e pratiquei mais um pouco sozinha. Já sabia atirar com arco-e-flecha, só faltava a arma.
Caminhei de voltar para o acampamento, estava escurecendo. Ficamos o final de tarde inteiro treinando. A fogueira já estava acesa.
Carol e Sophia estavam cuidando da panela. Lori estava tirando a roupa da corda junto com Andrea. Glenn mexia num arma, e meu irmão o ajudava. Não vi Shane e Rick, estranhei. Fui tomar mais um banho no lago, esfreguei a roupa que eu estava e vesti uma limpa. Estendi na corda e penteei os cabelos com os dedos. Anoiteceu completamente, e Carol serviu o jantar. Depois fiquei conversando com Andrea, que ainda estava muito abatida por causa da morte da Amy. Comentei sobre o pai de Sophia, ela me disse que ele abusava sexualmente da menina, e que Carol e Sophia estão melhores sem ele. Fiquei surpresa com essa notícia. Senti pena das duas, pelo dito, o cara era um traste.
Levei um susto quando senti meus olhos serem tampados por mãos pequenas. Sabia quem era.
– Adivinha quem é? — Disse disfarçando a voz.
– Carl. — Respondi logo.
– Como sabia?
Perguntou indignado e se sentou do meu lado.
– Só você e Sophia têm mãos pequenininhas.
Respondi, ele fez uma cara de ofendido, Andrea riu do meu lado.
– Minha mãe não é pequenininha.
Retrucou. Eu ri e fingi concordar com ele.
– Ta bom; — Disse irônica.
– Você acha que eu sou muito criança? — Perguntou.
Andrea se levantou e foi para o lado de Dale.
– Você é bem maduro para a sua idade. — Respondi.
– Mas você me vê como uma criança?
Não sabia onde ele estava querendo chegar... ou melhor, desconfiava.
–Te vejo como um lindo menininho de doze anos.
– Eu teria chan...
Ele se auto interrompeu quando Rick chegou perto de nós dois.
– Oi crianças. — Ele disse.
Carl bufou e saiu de perto da gente. Rick se surpreendeu com a atitude do sobrinho.
– Que bicho deu nele?
– Ele está na fase:"Não quero que me vejam como uma criança, sou um jovenzinho-adulto!!"
– Esse fase existe? — Perguntou brincalhão.
– Sim. — Respondi rindo.
Ficou me olhando por alguns segundos. Seus olhos eram tão profundos e calmos.
– Vem cá. — Ele disse.
Pegou minha mãe e me levou para trás do trailer. Me imprensou na traseira e me beijou. Um beijo quente e bom. Rick era diferente de todos os caras que eu namorei. Não sei se é porque os outros eram moleques e novos (todos rinham entre 17 e 23), já Rick é mais maduro, mais experiente. Só sei que beija-lo é muito bom.
Ele beijou meu pescoço e apertou minha cintura com firmeza. Puxei seus cabelos.
– Que demora foi essa com o Daryl? — Perguntou entre os beijos.
Ele estava com ciúmes.
– Demorei para aprender a atirar, e quase o matei.
Ele me soltou e me encarou.
– Foi sem querer. — Respondi rindo. — Na verdade eu sabia que não iria acertar a cabeça dele.
– Ele é um membro muito importante no grupo, não o mate, por favor.
Rick brincou.
– Quer dizer que eu posso matar outros membros?
Ele me olhou nos olhos.
– Não.
Me beijou mais profundamente. Se eu pudesse, o beijaria a noite inteira. Ouvimos um barulho estranho, paramos de nos beijar. Seguimos o som cautelosamente. Conforme chegávamos perto, eu deduzi o que era, Rick também. Parou e me olhou com vergonha.
– Eles são casados! — Eu disse.
Mas ele parecia envergonhado por sua irmã estar fazendo coisas inapropriadas para menos na barraca. Eu ri e o puxei. Fomos de mãos dadas até a fogueira.
Carl, Sophia, Carol e Glenn também estavam ali.
– Oi. — Eu disse.
Todos responderam.
– Então, Susan. Manja de jogos? — Glenn perguntou.
– Não muito, mas gosto... gostava de assistir gameplays na internet.
Ele assentiu.
– Eu tinha um canal no youtube. — Ele disse.
– Sério? Qual era o nome?
– KGGames.
– Meu Deus! Eu assistia os seus vídeos! Você fazia desafios do minecraft, não é?
– Sim, fazia. — Sorriu.
– Mas você nunca mostrou o rosto!
– Não, eu achava que iriam parar de assistir se soubessem que eu sou meio coreano.
– Nada a ver! Você uma graça. — Ele sorriu. — Não sei como não reconheci sua voz!
Ele riu fraco.
– Não gravo um vídeo há quatro meses, minha voz deve ter mudado.
Rik.
– Gostava dos seus sustos quando via um creeper ou um enderman.
– Vamos parar por aqui, senão essa conversa vai ficar nostálgica. — Glenn disse.
Eu assenti. Olhei para o rosto de todos. Realmente era triste. Aposto que eles queriam muito voltar para suas vidas antigas. Eu também queria. Mas ao mesmo tempo não queria perde-los. Parei de pensar nisso e olhei para Carol.
– Hum, Carol, quer ajuda para lavar as roupas e fazer a comida amanhã?
Senti que eu não era muito útil nesse grupo, eu só dava trabalho. Eles deviam estar de saco cheio de mim. Tinha que fazer algo que prestasse além de me perder e me machucar.
– Ah, claro. Eu lavo as roupas as seis.
Assenti. Como eu iria acordar as seis? Não tem despertador, eu sempre acordo por volta das sete. Ia pedir para ela me acorda, mas na hora Sophia disse estar com sono e elas duas foram para a barraca. Carl ficou conversando Glenn. Deitei minha cabeça no ombro de Rick.
– Posso dormir com você hoje? — Perguntei baixinho.
– Aqui fora é frio.
– Mas o Dale é um senhor de idade, o trailer é dele, não vou ficar roubando a cama!
– Está bem.
Em poucos minutos nós quatro resolvemos ir nos deitar. Andrea já estava dormindo no colchão lá dentro, eu disse para Dale dormir na cama. Carl foi para a barraca dos pais, e Glenn para a dele. Eu entrei na do Rick e me deitei, ele se deitou ao meu lado e nos cobriu com sua coberta. Me perguntei onde ele a pegou.
– Será que Daryl foi dormir? — Perguntei.
– Deve estar na mata. — Respondeu num com desconhecido por mim.
Eu ignorei e lhe beijei.
Notas finais
Obrigada por lerem, mas por que as leitoras não comentam? fico triste com isso =/
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