Sobrevivi

6 Capítulo 6


Quando ele ia responder, Carol avisou que o peixe estava pronto. Daryl gritou de dentro do trailer que eu não deveria comer se não ia desperdiçar a sopa dele. Bufei e fiquei olhando todos comerem. Não estava com fome, mas queria provar o peixe. Virei para Louis e fiquei encarando seu prato.

- Sinto muito, não vou desobedecer o Daryl. — Disse num tom divertido.

Só era divertido para ele.

Me virei e olhei para Rick com um olhar manipulador. Ele sorriu e negou com a cabeça, o olhei ofendida.

- É só um pedacinho. — Choraminguei.

- Uma dica: Nunca implore por comida. — Daryl disse atrás de mim. Levei um susto.

- Slender, é você?

Ouvi uma gargalhada do Glenn. Ri também com a minha própria piada. Andrea perguntou quem é Slender, eu respondi que era um personagem de um jogo de terror (era porque não há eletricidade, então não há vídeo--games) que você tem que procurar oito páginas sem ele ter matar e ele aparece atrás de você do nada.

Senti que ofendi Daryl, ate´porque a intenção ele não era me matar. Se fosse, ele teria atirado na minha cabeça, ou coração. Me encolhi no meu lugar.

O pessoal começou a conversar sobre como era bom poder assistir televisão, usar a internet, tomar banho quente.

- Daryl é muito ignorante... ao ponto de achar que você jogou uma indireta para ele. — Rick disse baixo, mas eu pude ouvir claramente.

Olhei para Rick. Não havia reparado o quão bonito os seus olhos erram. Depois de um tempo falei:

- Rick...

- Oi?

Ia pedir que ele dormisse comigo. Não ter relações sexuais, só tê-lo por perto. Porém, desisti. Não sabia como ele iria reagir, então disse outra coisa, já que ele esperava eu continuar.

- Onde as crianças dormiram esses dois dias?

Ele sabia que eu não havia falado o que eu realmente queria dizer. Como eu disse/pensei uma vez, parece que ele pode me ler, saber o que eu sinto ou quero. mas não interage.

- Sophia dormiu na barraca com a mãe, e Carl no chão ao lado de sua cama.

- Hum.

Ele me olhou curioso, eu o encarei como se estivesse perguntando o que foi. Ele desceu o olhar e encarou... os meus seios? Fiz o meu caminhou que ele e notei que havia uma aranha neles. No momento em que ia gritar ele tampou minha boca com sua mão. Ouvi Louis perguntar o que houve. Rick tirou a mão de minha boca, se aproximou da aranha devagar — eu estava tremendo — e a tirou. Sei que não é hora para isso, mas me arrepiei ao sentir sua mão em contato com a minha pelo. Ele se levantou e jogou a aranha na fogueira. Fiquei com pena. Fechei o meu casaco todo.

- Que nojo! — Exclamei.

- Ai, e se tiver mais? — Sophia perguntou assustada.

- Não é venenosa. — Rick afirmou. — Não necessidade de se assustar com uma aranha, enquanto há zumbis vagando por aí.

- Por que a queimou então? — Andrea perguntou.

- Para ninguém gritar de madrugada e atrair Walkers.

- A sopa ta pronta.

Daryl disse de qualquer jeito e saiu mata a fora. Fiquei preocupada com ele.

- Os homens desse acampamento são loucos.

Disse num que todos pudessem ouvir. As mulheres riram.

- Menos Carl. — Acrescentei.

Ele sorriu.

- Até eu, maninha?

- Até você.

Disse rindo.

Me levantei e fui pegar um pouco de sopa. Estava tão gostosa, nunca iria imaginar que Daryl sabe cozinhar. Quando acabei lavei a minha boca e peguei um pouco da pasta de dente que já estava acabando e usei. Depois fui até a porta do trailer e avisei que iria me deitar. Assentiram, e o fiz. Me deitei e em pouco tempo dormi. Não me lembro de ter tido sonhos. Mas algo estranho aconteceu. Eu senti que alguém estava junto a mim na cama durante a noite. Acho que foi alucinação, afinal eu queria tanto que Rick dormisse comigo.

Bocejei e me levantei notei que meu ombro praticamente nem doía mais, caminhei até o banheiro e notei que a pasta de dente havia acabado, logo alguém teria que ir na cidade buscar mais suprimentos, por que notei que não havia papel e nem sabonete.

Olhei no meu relógio de pulso e eram sete e quarenta. Obviamente todos estavam acordados, eles costumam levantar com o sol. Voltei para o mini quarto e peguei minha arma de dentro na mochila. Carl acordou cedo, o colchonete estava vazio.

Peguei uma maçã em cima da pequena bancada do armário e sai do trailer comendo-a. O sol bateu em meus olhos, e eu pisquei algumas vezes para poder me acostumar. Encontrei todos fazendo as mesmas coisas que fazem todos os dias. Me perguntei se eles não iriam mais para o CDC. Caminhei em direção a Lori.

- Bom dia. — Eu disse.

- Oi, bom dia, tudo bom?

- Tudo sim, e você?

- Também.

- Hum, você viu o Carl?

- Está dormindo.

- Ué, eu não o vi no trailer.

- Ele dormiu com Shane e eu.

Fiquei pensativa e curiosa.

- O Colchonete estava estendido no chão. — Insisti.

- Acho que Rick dormiu lá.

Disse por fim, num tom desinteressado. Voltou a fazer o que estava fazendo antes de eu chegar.

Rick dormiu do meu lado? Será que não foi alucinação? Será que ele realmente se deitou na cama comigo?

Caminhei até Shane que estava vigiando.

- Oi, você o Rick?

- 100º norte 50º leste. — Respondeu.

No mínimo ele estava fazendo ronda também. Fiquei repetindo as coordenadas na minha mente e fui seguindo para a direção indicada. Era dentro da mata, haviam várias árvores. Eu estava com medo de me perder. Pensei: Vou até o lugar que Shane indicou, se Rick não estiver lá eu voltou pelo mesmo caminho.

Continuei andando por uns dez minutos e me canse. Sentei no chão para descansar, olhei para a minha volta e só árvores e mais árvores. Não vou me desesperar. É só eu voltar pela mesma direção; Fiz isso, mas não acabei no mesmo lugar de antes, parei perto de um rio. É muito azar, fala sério. E olha que eu sei coordenadas.

Eu estava incomunicável e nem podia gritar, não sei se tem walkers por perto.

Depois de mais meia hora o sol estava mais forte. Eram dez para as nove. Eu não queria ficar mais nessa floresta, mosquitos me picavam a todo instante. Resolvi que não tinha nada a perder se gritasse, afinal, eu estava armada. Logo me lembrei que não sei usa-la.

- Rick!! Você está ai? Rick?

Ouvi um barulho estranho, parecia um bicho morrendo, será que um walker estava comendo um animal? Peguei um galho firme no chão e segui o barulho. Encontrei o animal morto, mas não estava mordido, estava "flechado". Soltei um gritinho de ansiedade. Daryl! Só pode ser. Se ele caçou ele vai vir buscar. Resolvi permanecer onde estava. Em fração de segundos Daryl apareceu.

Me olhou surpreso.

- Pensei ter visto demais. — Ele disse.

Pensei que ele fosse perguntar o que eu estava fazendo ali, ou porque eu estava ali, mas não. Ele apenas pegou uma corda, amarrou no pescoço do animal e saiu arrastando-o. Por instinto o segui.

- Eu me perdi aqui. — Comecei.

Ele não parou de andar.

- Está voltando para o acampamento? — Perguntei.

Ele não respondeu, continuei seguindo-o. Caminhamos por um longo tempo — mais de meia hora. Ele não parecia se cansar, mesmo puxando um animal de 50 quilos. Eu cansei e me sentei no chão. Ele nem percebeu que eu fiquei para trás.

- Daryl, espera, por favor.

Ele parou e olhou para mim.

- Por que? Você entrou nessa mata porque quis.

- Shane me disse que Rick estaria por aqui, mas não o achei.

- Rick, Rick, Rick, blábláblá. Se o Rick fosse tão com assim, teria te achado.

Aquilo me certou em cheio. Ele acha que eu dou atenção demais ao Rick? Eu quase não falo com ele.

Eu ia responder, mas Daryl voltou a andar. Me levantei rapidamente e voltei a segui-lo. Dali andamos por puco tempo até chegar no acampamento. Quando nos viram correram em nossa direção. Carl correu para me abraçar, eu retribuí.

- Daryl, obrigado por trazer Susan. Rick acabou de sair para procura-la. — Shane disse.

Daryl o ignorou e saiu andando puxando o animal. Shane revirou os olhos e perguntou se eu estava bem, respondi que sim.

- Shane, como Rick vai saber que eu estou bem? Eu tenho que ir lá procura-lo.

Shane gargalhou.

- Você disse que ia procura-lo logo antes de se perder.

Fechei a cara.

- Eu vou lá. — Respondeu firme.

Assenti, Louis apareceu e me deu um abraço forte. Perguntou se eu era doida, porque saí sozinha para a floresta.

- Descobri que todo o meu conhecimento em coordenadas não funcionam em florestas

Ele riu.

- Papai só nos ensinou o básico, Susy.

Olhei surpresa para ele.

- Susy?

Sury era o meu apelido quando eu era criança. Louis que me deu. Eu o chamava de Lu. Criatividade 0.

- Sim. Susy.

Sorri e o abracei

- Agora vai lá tomar um banho porque o seu último já venceu.

Comecei a rir descontroladamente.

- Sem graça! — Eu disse.

- Sem graça mas você riu igual a uma criancinha.

Revirei os olhos e fui pegar uma roupa e Louis me mostrou um pequeno riacho e eu fui tomar banho — sem sabonete, já que acabou. — e me vesti. Também fui comer, eram quase dez horas da manhã e eu só havia comido uma maçã. Peguei um daqueles sucrilhos (como isso alimenta...) que eu trouxe e fui para perto das crianças.

Notas finais
Esse ficou meio grandinho, né? Eu já escrevi uns 4 capítulos, e acho que a história está ficando boa (:
Espero que gostem... muitas coisas vão acontecer.
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Queria dizer que quando tiver tempo vou ler o novo capítulo da sua fic, Sonhadora. Estou sem tempo, mas logo-logo leio e mando review.
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Espero que gostem, e mandem reviews.
Beijos ;*