Sobrevivendo pela Sorte

1 Capítulo 1 - Humanos?


Notas iniciais
Qualquer erro ou sugestão falem nos cometários, comentem o que acharam (amei, gostei, odiei, exclui logo) por favor, estou realmente insegura em relação a postar minha própria fanfic.

No momento estou derretendo nesse porão escuro e abafado. Por que estou aqui? Fugindo daqueles “zumbis” como chamo, ou coisas, andantes, walkers, comedores, enfim, o nome não muda o que eles são: carnívoros, mortais, e bom, lerdos.

Tudo começou quando meus suprimentos estavam acabando. Eu estava cansada de tanto vagar por aí e resolvi parar em uma loja de conveniência em um posto aparentemente seguro. Dei a volta e matei dois zumbis com meu machado e entrei rapidamente, já que por sorte a porta estava aberta.

Lá dentro estava escuro, com um leve cheiro de mofo. Com cuidado pra não fazer barulho, comecei a pegar alguns enlatados que achei na prateleira mais próxima, jogando dentro da mochila. Logo após pegar tudo que precisava não resisti e peguei aquela linda e suculenta barra de chocolate, agora já derretida, que estava gritando “coma-me”.

Saí correndo e esqueci-me de observar a frente da loja, o que foi um grande erro, já que dei de cara com uma horda. Por pura sorte – ou não –, eles não me viram, por isso, tentando ser o mais silenciosa que conseguia, comecei dando passos cuidadosos para trás. Acabei esbarrando em uma lata de lixo que estava no meio do caminho, fazendo um barulho enorme.

– Caralho! – gritei quando todos os zumbis viraram seus rostos podres e nojentos na minha direção, já começando com aqueles passos lentos e gemidos agonizantes.

Comecei a correr o máximo que conseguia tentando achar um local seguro naquela merda de rua. Acabei por encontrar uma casa de dois andares, branca com detalhes azuis que um dia fora simpática e entrei correndo lá dentro, fechei a porta e empurrei um velho e sujo sofá para ajudar a manter aquelas coisas longes de mim, o que não seria por muito tempo.

Vasculhei rapidamente a sala com o olhar e acabei encontrando uma “porta” no chão que seria minha salvação, e sem pensar duas vezes abri e entrei correndo lá, a tempo de ouvir a porta e o sofá vacilando com o esforço das dezenas de zumbis tentando entrar. E bom, aqui estou eu.

Encontro um espelho velho e quebrado no chão, olho no reflexo e quase não me reconheço: os mesmo cabelos loiros, os olhos mel, a boca levemente carnuda e as feições delicadas que nunca me agradaram. Mas o que mudava ali eram as olheiras fundas e roxas, consequência das noites mal dormidas, que rodeiam meus olhos, as bochechas que antes eram sempre coradas agora estão pálidas e cobertas pela mistura de suor e poeira, e o que mais me choca: meus olhos, que antes estavam sempre com um brilho alegre, no momento estão sem brilho, com uma mistura de medo, tristeza, e desespero.

Consequência de tudo que já vi, o que acho que é demais para uma garota de 14 anos. Ver seus sonhos serem esmagados pela dura realidade, as pessoas que mais amava serem mortas, algumas por sua culpa, culpa do seu medo, de sua covardia.

Agora que a adrenalina saiu das minhas veias, todos esses sentimentos e lembranças me abatem como um chicote. Lágrimas que pensei já estarem secas começam a pinicar meus olhos. E aqui estou eu chorando feito uma garotinha, como se isso fosse mudar alguma coisa, porém é mais forte que eu. Como daria tudo para um abraço agora! De preferência de minha amável tia Charlie, que agora está provavelmente caída no chão da sala da minha antiga casa. Morta.

Como minha já não mais suculenta barra de chocolate, e acabo adormecendo encolhida no canto da parede de madeira. Sonho com meus tios e meu primo Piter. Estávamos sentados na mesa da confortável cozinha tomando café da manhã, como fazíamos todos os dias, eu discutindo com Piter sobre a terrível mania dele de me chamar de baixinha, meu tio lendo seu jornal e bebericando a xícara de café, e minha tia mandando pararmos com aquela discussão idiota. Foi tão real que acordo feliz, finalmente um sonho onde não envolvia essas coisas me matando, ou o dia que descobri que meus pais estavam mortos.

Paro um momento para escutar como está o mundo lá fora: totalmente silencioso, alguns gemidos ao longe, mas nada tão perigoso. Junto minhas coisas que se resumem a minha mochila com cinco enlatados que durarão mais uns dias, uma foto de meus pais, outra com meus tios, uma muda de roupas, um casaco ensanguentado, uma pistola com 10 balas somente pra emergências, e por fim, meu precioso machado.
Saio do porão imundo, porém que foi meu lar por uma noite, e resolvo dar uma geral na casa e ver se encontro algo útil.

O segundo andar tem um quarto de casal, dois quartos de crianças, onde acabo encontrando algumas roupas, e um banheiro. Quando estou descendo as escadas um barulho me assusta: passos, mas não aqueles arrastados e lentos, e sim de humanos.

Humanos, há quanto tempo não vejo um? Confesso que fiquei totalmente feliz no momento, quase fui correndo para ver, mas eu tenho sensatez, e esse meu lado me alertou. Nunca se sabe o que podemos encontrar nesse mundo.

Desço as escadas silenciosamente e chego ao primeiro andar, onde dou de cara com um dos garotos mais lindos que eu já vi. Mas adivinha só? Ele está com uma arma apontada para minha cabeça, e tenho a leve impressão que ele não se importaria em atirar.

Notas finais
Então, o que acharam? Muito ruim? Bom? Aqui a foto de como eu imagino a Kath: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/6b/70/76/6b7076096b6fa2700d17c5262320355e.jpg http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRFgy_Q5BXBIFlVMmfoVrTNRQ0xVeg1uo6T-fMtUhRQQ2MtezPb