Sobrevivendo
2 Capitulo 2
Capitulo Dois
Eram nove horas quando Arya acordou, havia dormido meia hora a mais do que o planejado. Dez minutos depois ela se dirigia para o refeitório para tomar café, a cafeína doce iria mantê-la acordada para que pudesse estudar. Precisava tirar nota alta nessa prova.
A sala estava lotada, mais do que o normal.
— Ei Arya, você está vendo isso que esta acontecendo? – Marta, que era do quarto ao lado do meu disse.
— Mais tarde eu vejo, preciso urgente de café — Arya disse acenando e colocou o fone de ouvido, a musica abafando as vozes.
Quando voltasse pararia na sala e veria sobre o que era todo aquele tumulto. Saiu do prédio respirando o ar da noite, e andou até o prédio principal da faculdade, onde um grande numero de pessoas ainda estavam por ali.
Arya ignorou a todos e pegou seu celular lembrando que havia deixado no silencioso e percebeu que tinha doze chamadas não atendidas da sua mãe e revirou os olhos. Quando sua mãe queria algo ela insistia, percebeu que ela havia deixado uma mensagem de voz. Desligou a musica para ouvir.
— Querida – A gravação estava difícil de escutar, havia vários ruídos de barulhos altos no fundo, era difícil de entender o que sua mãe estava falando, só entendeu o final – Casa do campo, nós amamos você. – A mensagem terminou.
Huh, essa mensagem foi estranha.
Por que ela iria ligar para dizer sobre a casa do campo? Seus pais geralmente iam para lá no fim de novembro. Arya excluiu a mensagem e começou a andar de novo. Ia chama-la quando voltasse para o seu quarto, ou esperaria até de manhã.
Parou de andar quando viu o que estava a sua frente, em baixo de uma arvores estava Davan Collins. Nas três semanas que Arya estava ali nunca tinha visto Davan e agora no mesmo dia o vê duas vezes.
Davan tinha um capacete de moto em uma mão, e tinha mudado os tênis para botas de trabalho pretas, estava com fones de ouvido e olhando para a tela do seu celular com a testa franzida.
Ótimo, tudo o que eu preciso.
O olhar de Davan levantou e ele tirou os fones de ouvido.
— Desculpe?
Arya percebeu que havia dito em voz alta. Tentou lembrar de tudo o que queria dizer a ele.
— Nada – Arya disse olhando para Davan que com a jaqueta de couro e barba por fazer parecia muito quente.
Arya deu um passo para se afastar, mas Davan falou.
— Você tinha que ir e reclamar com o diretor
Arya parou e olhou para ele.
— O que?
— Você vai mesmo fingir que não foi você? Eu tenho que me encontrar com o diretor e o chefe da educação nesse fim de semana por que um aluno com pais ricos fez uma reclamação. Não disseram quem foi, mas ele não precisava para eu saber que foi você.
— Não fui eu – Arya disse e Devan bufou e começou a se afastar, Arya o seguiu – Ei, não to mentindo, não fui eu que fiz isso seu idiota.
— Eu sou o idiota? – Devan se virou – Cada ano vem crianças que pegam essa matéria, crianças que não se importam com artes e querem apenas uma matéria fácil, e agora querem mexer com o meu futuro. Este trabalho é tudo para mim.
— Primeiro, quem diz que eu não me importo com artes? Eu gosto de artes. E como eu disse, não fui eu que foi reclamar, mas tanto faz se acredita ou não, eu nãome importo com o que você pensa de mim, eu tenho coisas mais importantes para fazer, como estudar para o meu teste de economia.
— Uh
— O que? O que isso significa?
— As crianças de dezoito anos pensam que sabem tudo – Devan deu de ombros – Se você diz que não foi você, eu acho que não era.
Nunca havia conhecido alguém tão irritante.
— E você tem o que? Vinte anos? É tão sábio.
— Tenho vinte e três na verdade.
— Oh, isso muda muito então – Arya disse revirando os olhos – Eu não preciso falar com você.
— Ok – Ele deu de ombros novamente, dessa vez parecendo estar mais calmo.
— Economia é muito mais importante do que filmes.
Devan a observou, como se a estivesse avaliando.
— Ok – Foi tudo o que ele respondeu.
— Pare de dizer isso, por que ainda estou conversando com você? – Arya começou a andar e ligou o fone de ouvido, não deixou muito alto e foi na direção errada ao café, ela esperaria até ele se afastar antes de voltar a andar na direção certa.
Um grito alto, tão alto que Arya conseguiu ouvir sobre a musica. Arya tirou os fones e olhou em volta, procurando de onde havia vindo o grito. Ela e Davan se olharam.
— Você escutou isso?
— Sim – Davan respondeu, o corpo inteiro dele estava tenso.
Ao longe vieram mais gritos com vozes gritando altas. O coração de Arya acelerou quando mais alto ficou o barulho. Uma menina veio correndo ao redor do prédio parecendo muito assustada.
— O que esta acontecendo? – Gritou Arya para ela.
— Eles estão matando todo mundo – A garota gritou sem parar de correr.
Mais estudantes correram por trás dos edifícios e Arya ficou parada olhando, seu cérebro se esforçando para entender o que estava acontecendo. Em seguida ela foi empurrada quando Davan segurou firme o seu ombro.
— Corre.
Arya não tinha escutado nenhum tiro, mas os gritos horríveis enchiam a noite. Ela não tinha ideia do que eles estavam correndo, mas ela seguiu Devan Collins.
Na frente deles mais pessoas corriam, para fora da biblioteca, pessoas caíasm com outros por cima deles com os olhos arregalados. Arya ficou mais assustada quando viu que um deles mordeu o rosto de um cara que estava vestido o casaco do time de futebol. Arya sabia que todos o vermelho que viam no chão e nas paredes eram sangue.
— Por aqui – Devan a empurrou para um beco estreito.
Arya queria gritar, seu coração acelerado por acusa do seu desespero, mas ela respirou fundo e continuou correndo, seu pés acelerados batendo no asfalto, com Devan na sua frente. Ele olhou para trás.
— Mais rápido Arya. — Os pulmões de Arya queimavam, mas sabia que não podia parar, tinha que ir mais rápido, mas ela não conseguiria se manter assim por muito tempo. Devan olhou para trás mais algumas vezes – Continue correndo – Ele gritou.
Então Devan correu, mais rápido do que parecia ser possível e desapareceu no final do beco.
Oh meu Deus, o que eu faço.
Arya queria gritar para Devan espera-la, mas ele já estava muito longe. Arya ainda segurava o se celular na mão, os fones de ouvido pendurado. Precisava ligar para a policia, mas não podia parar de correr.
Ela olhou para tras e tentou se forçar a correr mais rápido quando viu que descendo o beco havia varias pessoas atrás dela. O que estava acontecendo?
Arya puxou o ar enquanto corria pelo beco mais rápido do que antes. Ela estava sozinha e ia morrer. Isso tinha que ser um pesadelo, não podia ser real, mas a cada passo a velocidade de Arya diminuía e as pessoas loucas se aproximavam.
Um farol a cegou. Alem dos gritos das pessoas, ainda havia o barulho de um motor acelerando. Arya precisou parar de correr e levantou os braços para proteger os olhos da luz da moto no beco. Pneus cantaram quando o motorista girou a moto de lado.
— Suba — Devan gritou agarrando ela com uma mão. Ele ainda segurava o capacete com a outra e bateu com ele em um homem que agarrou o braço de Arya.
Arya subiu e passou os braços ao redor da cintura de Devan.
— Vai, vai.
A moto acelerou. Arya segurou mais firme em Devan. As principais estrada para a faculdade estavam cheias de carros, os faróis iluminando as pessoas que estavam agindo como animais e matando os outros, eles estavam mordendo os alunos, mais e mais gritos ecoaram pela noite. Devan manobrou a moto, desviando dos carros, dos corpos e dos assassinos.
— Para onde estamos indo? – Arya perguntou, sua voz rouca, sua garganta estava seca e sentia sede de tanto ter corrido.
— Nos manter vivos – Devan gritou.
Isso tudo tinha que ser um pesadelo, não poderia ser real, era impossível.
Sua mente girava enquanto Devan acelerou saindo da estrada de asfalto e indo pela grama do campo.
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Tinha arvores em torno deles quando Devan parou a moto e desligou o motor. Ela ainda se agarrava a Devan e seu calor, e relutante o soltou e deixou os seus braços caírem. O silencio a deixava nervosa. As folhas das arvores balançavam com o leve vento. O coração de Arya batia acelerado com medo.
— Esta tudo bem. Não há ninguém aqui.
— Como você sabe? — Arya esticou o pescoço para trás e para frente – Eles poderiam estar aqui também.
— Eu não posso ouvir ninguém perto.
— E se eles estão se escondendo.
Devan passou a perna por cima da moto e se virou.
— Você acha que eles pareceram o tipo que se escondem antes de atacarem.
— Não, eles não parecem. Falando disso, o que era aquilo? Isso esta realmente acontecendo? Eles pareciam como, como...
— Zumbis – Devan disse com o rosto sombrio.
— Sim, pareciam com Zumbis. Como isso é possível? – Perguntou balançando as mãos e descendo da moto – Isso não é... isso não pode ser, zumbis não são reais.
— Bem, eu não acho que essas pessoas estão realmente mortas, mas elas estão claramente infectadas com alguma coisa.
— Infectadas com o que? – Ela olhou em volta – Mais cedo esta noite eu ouvi alguém dizer que também estava acontecendo aqui na cidade. Eu deveria ter parado e prestado atenção nas noticias. Será que você ouviu alguma coisa?
— Não — Devan passou a mão pelo se cabelo – Eu estava no porão usando um novo equipamento de edição e deixei meu celular no silencioso – Ele enfiou a mão no bolso da jaqueta – Merda, devo ter deixado cair o meu celular enquanto corria – De repente Devan ficou tenso, sua mão levantada pedindo silencio. Arya ficou congelada, ouvindo tanto quanto podia, após alguns segundos Devan relaxou – É apenas um cervo.
Arya olhou para a escuridão.
— Onde?
— Você não o viu? Ele já se foi.
— Oh, ok – Arya ficou em silencio por algum tempo, tinha vontade de gritar enquanto o seu cérebro tentava processar tudo o que estava acontecendo. Arya pegou seu celular do bolso, a luz da tela brilhando.
— Minha mãe me chamou varias vezes – Ela digitou o numero da sua mãe mas não tinha sinal, Arya usou a arvore para ficar mais alta para pegar o sinal – Vamos lá, pega sinal, vamos.
— O galo pode quebrar Arya – Devan avisou.
— Sim, mas eu ainda vou tentar.
— Eu não disse para não tentar, mas tome cuidado.
Arya ignorou a sua irritação e tentou de novo, varia vezes. Quando finalmente o barulho de que estava tocando Arya sorriu.
— Esta tocando – Tocou, tocou e tocou e caiu na caixa de mensagens, resolveu deixar uma mensagem. – Mamãe? Sou eu. Estou bem tá, está uma loucura aqui, estou me escondendo na floresta, mas eu estou bem. Me ligue de volta quando chegar a casa do campo. Amo voce.
Ela tentou o telefone de casa, depois o da casa de campo, depois o do seu pai e todos os números que poderia encontrar o seu irmão Alex, deixou mensagens em todos os números. Devan estava sentado contra a arvores com os olhos fechados e as pernas cruzadas
— Use o meu celular para fazer suas chamadas, ligar para a sua família.
— Eu não tenho qualquer família.
— Oh. Mas você tem uma namorada – Arya entregou o celular para ele.
Devan pegou o celular e digitou um numero.
— Cris sou eu. Você esta bem? Eu espero que sim, vejo voce em breve, amo voce – Ele desligou o celular e devolveu – Obrigado.
Arya abriu seu navegador e se conectou em um site de noticias.
— Vamos lá, vamos lá — A pagina carregou e ela começou a ler o texto, ela leu em voz alta para Devan – Estado de emergência. Algum tipo de vírus. Proteja-se.
— Eu não acho que um vírus poderia se espalhar tão rápido assim por conta própria – Disse Devan em voz baixa.
Arya suspirou quando o seu celular tocou,vibrando na sua mão. A imagem do seu irmão apareceu na tela do celular, era uma foto que ela havia tirado dele no verão anterior, a pele do seu irmão estava bronzeada, os cabelos dourados, o rosto estava um pouco vermelho por causa do sol. Arya atendeu.
— Alex?
— Graças a Deus. Arya você esta bem?
— Sim, estou me escondendo na floresta. O que é isso? Estão bem por ai?
— Não, isso é uma loucura, estão dizendo que é terrorismo biológico, mas eu não sei quem diabos é louco para espalhar isso. Estou indo para um quarto de segurança, é uma boa coisa que o presidente da empresa que estou trabalhando é um neurótico por segurança e tem muito dinheiro, ele tem um refugio antibomba e estamos indo para lá.
— Ótimo – Arya suspirou aliviada de que seu irmão ficaria bem – Apenas fique seguro até que isso termine – Houve silencio – Alex, você está ai?
— Sim, mas eu vou perder o sinal em breve, então não se preocupe se a ligação se cortar. Será que a mãe chegou na casa de campo?
— Ela me deixou uma mensagem, eles estão indo para a casa do campo.
— Certo, eu disse a ela que você estaria bem. Fique escondida e não deixe essas coisas te verem. Esta sozinha?
— Não, eu estou com um cara da escola. Estamos a alguns quilômetros da faculdade.
— Fique segura irmã, eu vou entrar no quarto subterrâneo agora e ficarei sem sinal, eu te amo irmãzinha,
Sentia um aperto no coração, e lagrimas se formando nos seus olhos.
— Eu também te amo Alex.
Houve a respiração pesada de Alex, e sabia que seu irmão estava sentindo o mesmo, então a chamada terminou. Arya continuou com o celular na mão desejando ligar de novo. Estava feliz que Alex estava bem.
— Estou feliz que o seu irmão esta bem – Disse Devan.
— Sim, obrigado – Arya respirou fundo olhando para a lua antes de voltar o seu olhar para Devan – O que vamos fazer?
Continua...
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