Sobrevivência.
13 Reencontro e partida.
POV Daryl.
Estava um clima péssimo desde ontem, Rick estava transtornado, sequer apareceu no enterro da mulher, se nem ao menos dar um tempo a Carl ou a Bravinha, nem mesmo tinha a carregado, todos comíamos quietos quando ouvimos um barulho no portão, logo ele apareceu, já tomado banho.
- estão todos bem? — perguntou em um tom tenso.
- sim estamos. — May tomou a frente respondendo. — e você?
- eu limpei o bloco das caleiras. — respondeu ignorando o sentido real da pergunta.
Explicou que matou uma ou duas dúzias e que voltaria pra lá, passou apenas para ver Carl, pelo menos é um avanço, Glenn se ofereceu para que tirássemos os corpos, ma ele recusou disse que precisava voltar lá, estávamos sem munição e conseguimos poucas formulas, então o asiático e a namorada fariam uma busca ambas as coisas, mencionei que Axel estava arrumando os geradores para caso de emergência e que varreria por lá também, não queríamos mais nenhum imprevisto.
- ótimo, ótimo. — murmurou nos dando as costas e saindo, sem se importar com Hershel chamando por ele.
Segui com Oscar e Carl para fazer uma varredura pelos corredores, o garoto insistiu para ir com a gente e nesse momento me identificava muito com ele, um garoto sendo obrigado a crescer antes do tempo, já tinha vivido essa história, passamos por uma cela de solitária e ouvimos um barulho.
- eles não vão a lugar nenhum. — dei de ombros seguindo em frente olhei pra trás e Carl ainda estava parado na porta.- vamos. — chamei tocando seu ombro. — sabe minha mãe, ela gostava de beber. — comecei a puxar assunto com ele. — e de fumar na cama, eu estava brincando com a criançada da vizinhança, só podia quando Merle não estava, eles tinham bicicletas, eu não, ouvimos sirenes se aproximando, eles pularam na bicicleta e foram atrás, esperando ver algo que valesse a pena, eu corri atrás deles, mas não consegui os acompanhar, eu virei a esquina e vi meus amigos olhando pra mim, vi todo mundo olhando pra mim, caminhões de bombeiros em toa parte, pessoas da vizinhança. — tomei ar antes de continuar. — Estavam lá pela minha casa, era minha mãe na cama, queimada até virar cinzas, essa foi a parte difícil, sabe ela tinha sumido, foi apagada, não sobrou nada dela, as pessoas disseram que tinha sido melhor, — bufei. — não sei para mim não parecia real. — conclui.
- eu atirei na minha mãe. — comentou. — ela tinha morrido, mas não se transformado, eu coloquei o ponto final. — Carl estava mais abalado do que pensei. — foi real.- disse convicto. — sinto pela sua mãe. — disse no fim.
- e eu sinto pela sua. — falei tocando seu ombro e incentivando a continuar.
Continuamos seguindo até as celas de outro bloco, Oscar queria pegar suas coisas em sua cela, na verdade nem imaginava por que ele precisava de chinelos em um apocalipse, mas tudo bem, entramos na cela e logo fomos atacados por um zumbi e o filho da mãe tinha a faca de Carol cravada no pescoço, catei a faca limpando todo o sangue em sua roupa, falei para os dois voltarem ao bloco de cela e me sentei de frente a solitária da onde vinha o barulho.
Fiquei brincando com a faca um pouco antes de decidir se matava o zumbi da cela ou simplesmente o deixava ali, dei um chute na porta resolvendo ir, mas voltei e abri a porta com tudo, pra min ha surpresa não era um errante, era Carol, estava fraca e quase sucumbindo ao cansaço, apeguei no colo e voltei para junto com os outros, apenas Beth, Axel e May estavam lá, coloquei Carol em sua cela e Beth correu com um pouco de água para ela.
- onde á encontrou? — May pergunto sentando ao meu lado na escada.
- na solitária, ela deve ter se escondido lá. — dei de ombros.
- você esta bem? — perguntou segurando minha mão.
- estou, só não esperava por isso, quando abri a porta, abri pronto para acerta-la.- confessei.
- mas não acertou, pelo contrario, você a salvou, você é um herói Daryl. — sorriu encostando sua testa na minha.
- Beth água. — Hershel gritou entrando com tudo e fazendo May se afastar.
Seguimos até ele e Rick que depositavam o corpo de uma mulher negra no chão coberto por um cobertor, tinham também uma cesta de supermercado cheias de formula, olhei de May para eles sem entender, nada, mas pelo que entendi a moça apenas chegou ferida e com as formulas, depois desmaiou, e mulher parecia assustada não dizia nada apenas ficava exaltada quando chegávamos muito perto.
Rick a deixou um pouco trancada e me seguiu até onde havia deixado Carol, ele como todos tiveram uma surpresa quando a viram, assim como eu ninguém esperava por essa, coloquei minha mão no ombro de May que deu um leve sorriso para mim, sabia o quanto ela gostava de contato físico, abraços, demonstração de carinho, essas coisas, e realmente ela conseguia me fazer querer um pouco dessas coisas também.
Permanecemos um pouco ali com o grupo conversando e querendo saber como aconteceu tudo, depois Rick avisou que precisava ter uma conversa com a mulher misteriosa e seguimos até lá.
- podemos cuidar da sua ferida, dar lhe água comida e deixa-la ir . — Rick avisou se aproximando. — mas terá que dizer como nos encontrou e por que trouxe formula. — avisou.
- os suplementos foram deixados por um asiátio e uma moça bonita. — disse.
- e o que aconteceu?
- ele foram atacados? — Hersel se preocupou.
- foram levados. — olhei para May que me encarava também perplexa.
- Levados? por quem?
- pelo mesmo filho da puta que me baleou. — respondeu somente.
- ei eles estão com a gente, diga o que aconteceu agora. — Rick mandou apertando sua perna baleada.
Depois de gritar e nos mandar nos ferrarmos e que nos mesmo procurássemos por eles, finalmente contou que estavam em uma cidade, chamada Woodbury, onde um homem intitulado de "O governador" , o cara tinha armas, como ela disse "aspirantes á paramilitareres", a mulher sabia como entrar, passando pela guarda armada, deixamos ela sobre os cuidados de Hershel e seguimos até o resto, Rick queria ir até lá resgata-los, e explicou tudo á eles.
- como sabe que ela é confiável? — Oscar perguntou.
- é Maggie e Glenn, por que ainda estamos discutindo? — Beth questionou.
- ela esta certa, não podemos deixa-los á própria sorte. -May concordou.
- não estamos, eu irei atrás deles. — falei.
- este lugar parece bem seguro, não pode ir sozinho. — disse Rick.
- eu irei. — Beth se prontificou
- eu também. — Axel concordou.
- Estou dentro.- foi a vez de Oscar se manifestar.
Mas Rick achava arriscado demais sairmos todos, então iriamos, apenas eu, ele, a estranha e Oscar que era mais forte e sabia usar uma arma de fogo, May também queria ir, mas Rick queria alguém forte e de confiança na prisão, então sobrava apenas ela, que a contra gosto aceitou, peguei as armas, e granadas de gás lacrimogênio e luz e coloquei tudo no porta malas, junto com uma bolsa minha, com algumas coisas.
- não se preocupe com seu pai, ficarei de olho nele. -disse á Carl que apenas sorriu.
- ei Daryl. — May me chamou quando pretendia entrar no carro, corri até ela que me puxou pelo pescoço colando nossas testa e narizes. — fica bem okay, e volta pra mim. — sussurrou praticamente contra meus lábios, quase em um beijo.
- parceiros. — a lembrei e logo ela me largou.
Entrei no carro recebendo olhares curiosos e apenas os ignorando, seguimos estrada pelo caminho que mulher explicava, paramos á alguns quilômetro como ela recomendo, para que não fossemos avistados, a cidade parecia realmente segura, entraríamos mais ao anoitecer, como ela havia dito que seria mais seguro por causa do toque de recolher.
- eu sei o que fez por mim e pelo meu bebê, quanto eu. — Rick disse deixando a última palavra no ar. — Resolvendo tudo. — continuou. — Obrigado. — disse.
- é o que fazemos. — dei de ombros.
Continuamos a andar até dar de cara com uma hora relativamente grande, matamos alguns, mas mesmo assim eram muitos, entramos em uma cabana sentindo um cheiro horrível, um cachorro deveria estar morto ali á dias, Rick apontou para cama, havia alguém lá disso tínhamos certeza, nos aproximamos e ele puxou o edredom fazendo m velho levantar em um pulo.
- Quem são vocês? — perguntou agitado.
- não queremos machucar você. — Rick garantiu.
- saiam a minha casa. — berrou novamente.
- certo nós vamos. — Rick tentou manter a calma.
Mas o homem não queria conversa, tão pouco ligou quando ele argumentou que haviam errantes lá fora, apenas disse que chamaria a policia, Rick tentou novamente dizendo que abaixaria a arma e que logo sairíamos de lá, começou com toda a ladainha de policial e logo entraram em uma luta corporal, acertando um tiro na parede de madeira, o velho escapou tentando abrir a porta, mas a mulher atravessou sua katana pelas costas dele acertando o coração e o matando na hora, o cara já estava morto, aproveitamos seu corpo com distração para os errante, e saímos pelos fundos, dando a volta sem sermos percebidos por eles.
***
Chegamos na tal cidade que de fato era mesmo muito segura, mas a mulher que finalmente se apresentou por Michonne sabia como entrar, já dentro tivemos que render um morador que nos viu chegar, o deixamos desacordado na casa mesmo e seguimos em direção á alguns tiros, ouvindo gritos de Glenn e Maggie, desgraçados estavam fazendo algum tipo de tortura com eles, jogamos uma granada de luz para finalmente conseguirmos alcança-los, o asiático estava sem camisa tinha a dado para sua namorado, o que me fazia pensar em que eles poderiam ter feito com eles, ainda mais com ele, e se fosse May, mas por que diabos essa xerife venho invadir meus pensamentos agora, droga, arrombei um porta entrando na frente e certificando de que não tinha ninguém.
- não há saída aqui atrás. — avisei.
- Rick como nos encontrou? — a namorada do asiático perguntou.
- você esta muito ferido. — ele disse a Glenn
- vou ficar bem. — garantiu o asiático.
- onde esta aquela mulher? — Maggie perguntou a atenção para o sumiço de Michonne.
- estava atrás de nós. — Oscar disse a procurando. — talvez ela tenha sido vista. — concluiu.
- devo ir procura-la? — questionei.
- não temos que tira-los daqui, ela esta por conta própria.- assenti.
- Daryl. — Glenn chamou. -Merle fez isso. — parei o encarando, que merda meu irmão virou.
- você o viu? — perguntei ainda sem acreditar.
- frente a frente. — garantiu, droga, Merle seu desgraçado. — atirou um errante em mim e ia nos executar. — merda.
- meu irmão é o tal governador? — perguntei ainda meio confuso.
- não é outra pessoa, ele é como um tenente. — Maggie respondeu.
- ele sabe que estou com vocês?
- agora sabe, Rick desculpe contamos sobre a prisão. — Glenn falou. — não conseguimos resistir. — argumentou.
- não precisa se desculpar. — Rick garantiu. — precisamos voltar, consegue andar? — o asiático assentiu.
- se Merle esta aqui preciso vê-lo. — disse.
- agora não, estamos em território hostil. — alertou.
- ele meu irmão. — argumentei.
- veja o que ele fez. — apontou pros dois. — precisamos sair daqui!
- eu posso falar com ele fazer um acordo. — argumentei novamente.
- você não esta pensando direito, não importam o que digam, estão machucados, Glenn mal consegue andar, como vamos sobreviver se formos encurralados por errantes e esse Governador nos alcançar? Preciso de você, esta comigo? — por mais que precisasse encontrar o desgraçado do Merle, não poderia os deixar na mão, não agora.
- estou. — garanti.
Peguei outra granada de luz, precisávamos dificultar a visão deles para sair dali, seguimos em formação, eu daria cobertura, mesmo Maggie dizendo que tínhamos que ficar juntos, seria mais seguro se saíssem primeiro enquanto os distraia, continuei atirando contra os capangas do tal governador, vi Oscar ser atingido e Glenn e Magie pular o muro, logo depois Rick, ótimo agora era hora de dar o fora, esse era o plano até um desgraçado me acertar por trás e tomar minhas armas, incluindo minha besta, maldito, mal sabe que pode morrer por isso.
uns infelizes surgiram e eme amarraram murmurando algo sobre o tal governador lunático querer os intrusos vivo, ótimo um tempo a mais para descobrir como sair dali, não iria morrer, não mesmo, nem fodendo.
Aqueles filhos de umas puta me arrastaram até um circulo onde um homem caolho começou a berrar feito idiota, coisas do tipo que um dos terrorista era irmão do Merle e ele teria que provar sua lealdade, revirei os olhos irritado com toda situação, e logo o imbecil do Merle venho pra cima de mim me socando, demorei um pouco para devolver os golpes, mais tínhamos que trabalhar juntos se queríamos sobreviver, soltaram alguns zumbis ao redor da arena, alguém gritava por nome, mas não conseguia identificar.
Granadas de luz foram atiradas próxima a arena, eles tinham voltado, era a hora de dar o fora daquele lugar de gente louca corri na direção do cara que segurava minha besta o acertando em cheio e a recuperando, desgraçado, segui Rick e o resto e com a ajuda do infeliz do Merle saímos de vez daquele lugar, seguindo para onde o carro tinha ficado estacionado, nisso o dia já estava amanhecendo.
- Glenn. — Rick gritou quando estávamos perto. — temos um problema afaste-se. — advertiu.
- o que ele esta fazendo aqui. — gritou irritado, enquanto a mulher negra pegava sua katana.
- ei, ei espere. — Rick pediu. — pare. -gritou.
- ele tentou me matar. — argumentou Michonne.
- largue a espada. — mandou apontando a arma pra ela.
- foi tudo por culpa dele. — Glenn gritou pra mim.
- não, ele nos ajudou a escapar. — argumentei.
- após te espancar. — Rick lembrou.
- ei nós dois apanhamos cara. — gracejou o idiota do meu irmão.
- babaca. — gritei pra ele.
- cala boca. — devolveu.
- já chega. — Rick mandou. ei, ei, abaixe isso, agora. — mandou novamente Michonne abaixar a espada.
- tire isso da minha cara. — mandei batendo na arma de Glenn.
- cara parece que virou um nativo irmãozinho. — Merle disse rindo.
- e você que estava com aquele psicopata. — brandei.
- é sim ele é encantador. — imbecil, não leva na da a serio. — e preciso dizer, esta metendo legal na sua amiguinha, Andrea. — disse diretamente para Michonne.
- Andrea esta em Woodbury? — Glenn perguntou confuso.
- bem ao lado do Governador. — fez questão de ressaltar e Michonne partiu pra cima dele
- já mandei soltar isso. — gritou Rick. — conhece Andrea? — perguntou.
- sim, conhece ela passou o inverno todo no mato abraçada com a loirinha. — Merle debochou. — Isso ai a rainha núbia tinha dois errantes de estimação, sem braços, sem mandíbula, acorrentados, meio irônico na verdade. — é possível uma pessoa não calar a boca.
- Cala a merda da boca. — berrei.
- elas estavam na floresta, Andrea quase morrendo. -continuou.
- por isso Andrea esta com ele? — Maggie quis saber.
- Sim, os dois estão coladinhos, o que vai fazer agora xerife? Cercados de mentirosos, durões e covardes. — Merle insistia.
- Cale a boca. — Rick gritou, mas foi ignorado.
- veja só isso que patético, um monte de armas e nada de balas. — gracejou.
- Merle, cala a boca. — gritei.
- cale a boca você, bando de frouxos. — gritou exaltado recebendo uma coronhada na cabeça e caindo desacordado.
- babaca. — murmurei.
Mesmo que eu usasse todos os argumentos do mundo a decisão ainda seria a mesma, Merle era um desgraçado filho da puta e isso não tinha como contestar, mesmo sendo seu irmão, eu era o primeiro a reconhecer isso, sequestrar pessoas e deixa-las na mão de um lunático, era demais até pra ele, se não tinha outro jeito teríamos que ser apenas eu e ele, como antigamente, não podia o deixar sozinho por ai, ele era instável de mais para sobreviver a isso, e querendo ou não era a única pessoa que tinha o mesmo sangue que eu.
- okay nós nos viramos sozinhos. — disse por fim.
- não foi o que eu disse. — argumentou o japonês.
- eu não vou sem ele. — neguei.
- Daryl, não precisa disso. — Maggie tentou argumentar.
- éramos só nós no começo. -dei de ombros.
- não faça isso. — Maggie pediu.
- esta falando serio, vai nos deixar? — questionou Glenn.
- vocês fariam o mesmo. — garanti.
- e o que diremos a May? — perguntou tocando no ponto fraco.
- ela vai entender. — engoli em seco. — mande um tchau para o seu pai. — pedi a Meaggie.
- é serio? Daryl. — chamou.
- tem que haver outra maneira. — Rick disse me alcançando.
- não me peça para abandona-lo, já fiz isso uma vez. — pedi.
- arrumamos um problema ontem a noite, sabe disso? — me perguntou.
- eu não vou sem ele, só isso. — disse abrindo o porta malas e pegando minha mochila. — tenha cuidado, cuide da bravinha, do Carl, ele é um garoto corajoso. — disse virando as costas e saindo.
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