Sobrevivência.

15 Chega de brincadeira!


Notas iniciais
Bom o último, por hora, mais tarde eu volto ;)

POV Daryl.

Só o que me faltava, se não bastasse o tal governador e sua tropa, o imbecil do Merle, agora também tinha a xerife, problema, problemas e mais problemas, reconheço que pisei na bola indo embora depois de quase beija-la e prometer que voltaria, mas não precisava tanto, o que eu estava pensando também que ela correria assim que chegasse para terminarmos o que começamos antes, idiota, Daryl, você é um perfeito idiota.

Voltamos para dentro depois que Andrea foi embora, ainda tinha algumas coisas para tirar a limpo com imprestável do meu irmão, ele iria me explicar direitinho essa história do tal governador, e desse tal de Martinnez, quem diabos é esse cara afinal.

Me encostei em uma parede colocando a besta nas minhas costas, todos estavam em volta de algumas velas, a tensão era grande, May subiu as escadas voltando acompanhada de Rick e da Bravinha, a filha do fazendeiro começou a cantar uma canção que eu não conhecia, tinha uma boa voz admito.

- que reunião, não? — comentei quando Rick parou ao meu lado e de Hershel.

- ela só esta confusa. — disse.

- todos estamos, Andrea pode ser muito persuasiva, esse homem esta armado até os dentes querendo nos matar. — comentou Hershel.

- e o que faremos? — questionei.

- nós o enfrentaremos, vou sair. — Rick disse firme.

- irei amanhã. — disse.

- não fique aqui, vigie seu irmão. — mandou. — estou feliz que tenha voltado, de verdade, mas ele é sua responsabilidade. — assenti. — levarei Michonne.

- acha mesmo uma boa ideia? — questionei.

- e o que descobrirei e Carl, ele esta preparado, você e May cuidam daqui. — concordei.

***

Mesmo não achando a ideia muito boa, Rick seguiu para a cidade com Michonne e Carl, felizmente por aqui tudo tinha ficado calmo, Merle passou o dia sem fazer nada, pelo menos não irritou ninguém, Carol, Beth e May dividiram o tempo entre cuidar da Bravinha e deixarem aquela prisão o mais próximo de um lar, May me ignorou em todos os momento, fingindo que eu não estava ali ainda.

Quando Rick voltou, realmente surpreendeu a todos com a quantidade de armas e balas que trouxe, quanto a Michonne ele disse ter saído tudo bem, Carl achava que ela era parte do grupo, logo pela manhã teríamos que encontrar o tal governador, na minha opinião perca de tempo, nada mais que isso.

***

Acordei mais cedo que de costume e fui direto pro banheiro, um banho gelado seria bom, vesti uma roupa e separei a besta nova que Rick havia trazido da cidade, encontrei os outros já no carro, Rick, May e Hershel iam de carro, eu com a moto, o tal lugar não era longe, desci da moto para dar uma vasculhada junto com Rick e para nossa surpresa o tal governador já estava lá sozinho, voltei para perto dos dois e logo um carro se aproximou, saíram dois homem e Andrea que ficou surpresa pelo cara já estar lá, ela entrou direto enquanto os outros dois encaravam May.

- xerife. — cumprimentou o mais jovem.

- Martinez. — respondeu de volta, ótimo, meu dia fica cada vez melhor.

- talvez eu deva entrar. — Hershel comentou.

- não o governador prefere falar com Rick a sós. — o com cara de mordomo advertiu.

- quem diabos é você? — perguntei irritado.

- Milton Mamet.

- ótimo ele trouxe o mordomo. — debochei.

- sou o concelheiro dele. — disse me fazendo revirar os olhos.

- que tipo de concelhos?

- planejamentos, mordedores, quer saber não preciso dizer nada para o capanga. — debochou fazendo o outro rir.

- olhe a boca queridinho. — ameacei.

- olhe se vamos ficar aqui o dia todo apontando armas, faça um favor, cale a boca. — o tal do Martinnez disse, dei dois passo em sua direção.

- Caipira, não. — May ralhou entrando em minha frente e o fazendo rir.

Bufei me virando e indo para peto do Hershel, estava visivelmente irritado, tudo o que eu queria era meter uma bala na cabeça daqueles otários e só, resolvia tudo e se Andre tomasse as dores tinha bala pra ela também, mas não tem que armar esse circo todo.

- não há porque não usarmos nosso tempo para discutir isso. — o mordomo falou depois de um bom tempo.

- o chefe mandou ficarmos de boca calada. — Martinnez o advertiu.

- o tal governador? — perguntei de forma irônica.

- é bom que tenham se reunido, principalmente depois do ocorrido. — o outro continuou. — eles se resolverão, chega de batalhas. — bufei.

- eu não chamaria de "batalha" .

- eu chamaria e chamei, eu a registrei. — mostrou um caderninho.

- pra quê?

- alguém precisa registrar o que passamos, será parte da nossa história. — deu de ombros.

- faz sentido. — disse Hershel.

Deixei de lado aqueles dois e preparei minha besta quando ouvi alguns grunhidos, segui atras de Andrea, o tal Martinnez e May vinham atrás, dei passagem pro mexicano que só fez depois que Andrea matou o primeiro, acertou um com seu bastão e atirei uma flecha em outro, May bufou sem fazer nada, acertei mais um e quando ele foi acertar a cabeça com o taco joguei minha faca que atravessou seu o olho do monstrinho feio.

Retirei minha faca achando um maço de cigarros no bolso de, quem quer que tenha sido um dia, acendi um comecei a fumar, observando a xerife conversar com o cara.

- legal que tenha sobrevivido. — idiota.

- é um caipira idiota me salvou de morrer por uma picada de cobra. — disse alto o bastante para que eu ouvisse.

- guardei sua corrente. — avisou tirando algo do bolso e entregando á ela, palhaço.

- quer? — perguntei oferecendo o maço.

- não, prefiro mentolados. — bichinha.

- babaca. — murmurei. — então você era do exercito, ou algo assim? — perguntei a fim de acabar com o assunto dos dois.

- não, só odeio essas coisas. — deu de ombros. — pelo o que elas fizeram com minha esposa e meus filhos. — por essa nem eu esperava.

- que droga. — disse.

- eu sinto muito. — May falou tocando seu braço.

- obrigado. — disse pra ela.

- sabe que é uma piada certo? Eles não resolverão nada. — disse.

- claro eles darão seu shows, mas amanhã ou outro dia a ordem sera dada. — concordou.

- eu sei. — assenti, passando a encara a xerife.

- é, é tudo uma droga. -deu de ombros.

Voltei a ficar em silencio encontro eles papeavam qualquer coisa banal, á que não dei muita atenção, ainda estava irritado demais, por mim Rick já tinha dado um tiro na cabeça dele e estava tudo resolvido, em pensar que aquele desgraçado quase, soquei a parede á minha frente de raiva, nem tinha percebido que os dois tinham voltado pra lá, fiz o mesmo começando a andar de um lado para outro, tentando recuperar a calma.

- o que você tem, por que esta tão tenso? — a xerife perguntou parando na minha frente.

- porque acho que isso não passa de uma perca de tempo, já deveríamos ter enfiado uma bala na cabeça desses idiotas e ponto, assunto resolvido. — disse irritado.

- Daryl não é bem assim, eu não vou atirar no cara que me salvou. — disse indignada.

- a claro o mexicano babaca, porque não se atira nos braços dele e pede uma vaga na tal cidade. — debochei.

- Daryl, não começa. — advertiu.

- não começa, você não venha defender... — parei olhando pro lado e vendo que estavam nos observando. — babacas. — murmurei a puxando pela mão e arrastando pra trás de uma parede. — chega com essa história de ficar de papo com aquele cara, e chega de me ignorar xerife, eu fui embora, porque não podia deixar o maldito do meu irmão sozinho, você tinha um grupo inteiro por você, ele apenas eu, por mais que não mereça, agora eu voltei pra você, eu cumpri minha promessa. — disse em um folego só cansando de brincadeira e a beijando, minha língua invadiu sua boca sem nenhuma objeção, movíamos nossa boca em um ritmo perfeito, até ela separar e me acertar um tapa na cara.

- isso foi por ter me beijado se avisar. — disse seria, me puxando pela gola da camisa novamente e me beijando. — temos que voltar. — disse entre selinhos.

- nada de papo com aquele cara — adverti.

Voltamos lado a lado encontrando os outros ainda olhando em nossa direção, babacas, me encostei no capô do carro enquanto May sentou em cima, logo Rick saindo passando por Andrea sem dar atenção á ela, pelo visto a conversa não tinha sido muito boa, o tal governador parou diante de May a encarando sem acreditar muito no que via, ela por sua vez soltou um breve riso ao ver seus olho.

A cutuquei e apontei para o carro, ela assentiu e foi, passei por ele e segui até a moto, fizemos o caminho de volta a prisão e Rick avisou para todos entrarem, daria as noticias da conversa.

- eu conheci o governador. — Rick disse encarando todos. — conversei com ele um bom tempo.

- só vocês dois? — perguntou Merle e ele assentiu. — devia ter ido quando tivemos a chance, irmão. — bufei.

- ele quer a prisão, quer que a gente suma, mortos. — todos encaravam Rick tensos. — Ele nos quer mortos, pelo que fizemos a Woodbury, nós vamos para guerra. — declarou.

Passei o braço pelos ombros de May, todos haviam entendido a situação e estavam tensos, olhei para Merle, não precisava dizer nada, para que ele entendesse que estava quero saber se ele estava com a gente, ele apenas assentiu, subi com a xerife até onde dormia e me deitei com ela.

- acha que temos chance de vence-lo? — questionou.

- espero que sim. — dei de ombros.

- muito esperançoso você, caipira.

- as ordens xerife. — sorri de lado.