Sobre patins
5 Na escola.
Notas iniciais
POV Marinette
No dia seguinte, acordei cedo para me arrumar para a escola. Coloquei meu uniforme, que era uma camiseta de manga comprida branca, com um blaser azul marinho, uma saia xadrez e um sapato preto.
Fui até a cozinha, tomei meu café, escovei os dentes e fui para a escola. Estava muito ansiosa, só havia ido para a escola quando pequena. Entrei no carro, junto com Chloe, pelo menos ela não está na mesma sala que eu.
Ao chega na escola, fui entrar e acabei trombando com alguém, de início não vi quem era, mas quando vi...
POV Adrien
Era o primeiro dia de aula, estava muito ansioso e estava decidido: ia termina com Chloe. Não adianta nada eu estar com uma pessoa que seja chata e irritante. Hoje combinamos de nos encontrar à tarde e vai ser nessa hora que vou terminar com ela.
Ia entrar na escola quando vi a Marinette indo em direção a porta de entrada e, não sei porquê, mas decidi correr para trombar com ela:
—Ei, o que é isso? – Pergunta ela quando nos trombamos.
— De novo, menina Delivery? Temos que parar de nos trombar! — Respondi.
— Temos. – Ela soltou uma risada.
—Então, em que sala você está?
—No primeiro colegial, você está no segundo certo?
—Sim, como sabe?
—É que você está na sala da Chloe.
—Você ainda tá brava com ela?
—Sim, só porque eu derrubei Milk-shake nela, sem querer, não é motivo pra ela me derrubar na piscina.
—A Chloe nunca toma as melhores decisões, por isso vou terminar com ela.
—Olha só, o Mauricinho vai separar da patricinha.
—Ou melhor da vilã. – Cochichei para ela e ela riu.
—Por que me contou isso? – Ela me perguntou.
—Porque quero contar tudo para a minha nova amiga, conto tudo para meus amigos. – Ela deu um sorriso.
—Tenho que ir, e ainda tenho que achar a sala, tchau.- ela saiu.
Acabei encontrando Nino, e ele disse que no recreio iria escolher com quem eu teria que conseguir sair.
POV Marinette
Após terminar a conversa com Adrien, eu fui ao encontro de Alya, eu me sentia perdida naquela escola, meu Deus, era muita gente, na hora segurei minha medalhinha e respirei fundo, pensei “Calma, Marinette, com o tempo você se acostuma. ” :
—Alya, finalmente te encontrei, eu não acredito que tem tantas pessoas nessa escola.
—E olha que nem tem tantos alunos aqui. Em Paris tem colégios que chegam a sete mil alunos, e a nossa escola só tem dois mil e quinhentos alunos.
—Então, qual é a nossa classe?
—É aquela. – Ela aponta uma sala grande.
—Q-quantos alunos tem na nossa sala?
—Acho que trinta!
—TRINTA? É muita gente.
—Tem sala que tem setenta.
—QUÊ?
—Calma, se acalme. Então, vamos para a sala, Mari?
—Sim.
No meio do caminho, trombamos com Adrien e um garoto moreno de óculos, quando Alya viu o moreno, ela corou de leve:
—Menina Delivery, você tem que parar de trombar comigo! – Disse o loiro brincando.
—Eu estou começando a achar que você que quer trombar comigo, Mauricinho.
—Vocês se conhecem? – Pergunta o moreno – A propósito, meu nome é Nino Lahiffe.
—Muito prazer, eu sou a Marinette e sim, nos conhecemos – Disse.
— De onde?
—Os pais da Marinette trabalham para a madrinha da Chloe. – Responde Adrien.
—É e essa garota me empurrou na piscina enquanto eu estava de patins e como não conseguia ficar em pé, ele me salvou. – Corei um pouco na hora.
—Olha só, Adrien salvador. – Fala Nino zombando do amigo. – E toda amiga do meu amigo é minha amiga!
—Obrigada, vamos Alya?
—V-Va- vamos. – Por que ela estava gaguejando?
Nos dirigimos até a sala e encontramos Alix e Mylene, conversamos até bater o sinal. A certeira era dupla, ou seja, para duas pessoas. Eu e Alya sentamos juntas. Mylene e Alix ocuparam a outra carteira do lado.
Eu até estava animada para a aula, apesar de ser um pouco chato, os professores são muito legais e todos me deram boas-vindas.
A professora de literatura pediu para que na hora do recreio fossemos até biblioteca. Escolhermos um livro para ler. Tínhamos uma semana para a leitura, então falaríamos sobre o conteúdo com os colegas. Quando bateu o sinal do recreio, me dirigi a biblioteca e escolhi para ler “As mil e uma noites”.
POV Adrien
A aula foi aquela chatice de sempre e quando deu a hora do recreio, Nino me puxou para um lado e me disse:
—Vou escolher a sortuda.
Ele examinou cada garota até que olhou para a janela da biblioteca:
—Bom, vamos dar as boas-vindas a novata, você terá que sair em um encontro com a Marinette.
—O quê?
—Você me ouviu, ou é isso, ou me arranja patins novos.
—Ok, eu consigo um encontro com ela, ninguém consegue resistir aos charmes de Adrien Agreste.
O recreio terminou e saí da escola, fui a praça, onde tinha marcado um encontro com Chloe, o mesmo encontro no qual vou terminar com ela:
—Oi, Adrienzinho. – Ela chegou e tentou me dar um beijo, mas eu me afastei. – O que foi?
—Chloe, nós temos que conversar.
—Por que você tá sério? Odeio essa expressão!
—Olha, Chloe, eu não tô feliz com nosso relacionamento, e....
—E o quê?
—Eu quero terminar.
—Como assim? O que eu fiz?
—Chloe, você é .... Digamos que você é exagerada e um pouco arrogante?
—Um pouco?
—Obrigado por me corrigir, você é muito arrogante e metida, e eu falo na cara mesmo porque eu não aguento mais você, e, Chloe, você empurrou uma garota na piscina só porquê ela derrubou Milk-shake em você. Pra mim isso é o cúmulo.
—Então é por culpa daquela menina que você tá terminando comigo? Quer saber, não fala mais comigo, Adrien. – Ela saiu irritada.
—Tudo bem.
Sai daquele lugar, e fui para minha casa onde fui surpreendido por meu pai:
— Você demorou.
—Me desculpe, mas tinha que resolver uma coisa.
—Que coisa?
—Eu terminei com a Chloe.
—Por quê?
—Pai, ela era muito arrogante e eu não estava aguentando mais ela.
—Faz ideia do que fez? A Lauren Montenegro, madrinha de sua Ex, era uma pessoa com boa qualidade de vida, ela iria deixar uma herança para Chloe. Você largou uma pessoa que podia te garantir mais dinheiro do que já temos, filho.
—Pai, eu não ligo para essa porcaria de dinheiro. Eu estava infeliz e por isso larguei ela, mas você nem se importa com a felicidade de seu filho, só pensa em lucro.
Saí do local irritado, meu pai sempre pensava em juntar mais e mais dinheiro, ele nem liga para mim, talvez nem ligasse para minha mãe, uma das minhas mais tristes lembranças é que quando soubemos do falecimento dela, ele não derrubou sequer uma lágrima.
Na mansão Montenegro, Lauren estava na sala observando uma foto, que continha uma mulher adulta e uma criança de quatro anos no colo da mulher:
—Senhora Lauren- Diz Ruy entrando na sala.- Temos que agendar sua reunião com .... Esta foto e da...
—Sim, é da Isabelle, minha irmã, e da Giulia, minha sobrinha. Sabe, Ruy, após o incêndio, nunca acharam o corpo de Giulia, apenas de Isabelle e seu marido.
—V-você acha que, Giulia, possa estar viva?
—Só não acho, como tenho quase certeza que sim. Outra pessoa que sobreviveu ao incêndio, foi meu primo, Jean, ele deve saber de algo.
—Se a senhora quiser, vou atrás dele e procuro respostas.
—Quero sim, amanhã você irá!
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