Sobre patins

9 Aula de biologia.


Notas iniciais
Oi, boa leitura!

Jean foi até a sala logo depois de entregar a medalha para a empregada desconhecida. Lauren estava à espera do primo, ela não estava convencida de que ele falava a verdade, ela tinha certeza de que sua sobrinha não estava morta e que Jean mentia:

—Voltei. – Disse Jean retornando à sala.

— Agora diga, a Giulia está viva?

—Já lhe disse que NÃO, pare de perguntar.

—Está bem, se retire.

—Obrigado.

Jean saiu de lá aliviado, acreditando que a prima havia acreditado no que tinha dito. Aquela mansão lhe trazia más memórias, o dia do incêndio foi terrível. Conseguia se lembrar dos gritos das pessoas quando se queimavam, inclusive o grito dele, muitos não conseguiram escapar. Entre essas pessoas foi sua prima Isabelle, Anthony que era o marido de Isabelle e pai de Giulia, a esposa de Jean. Belle, também morreu.

Uma de suas memórias foi o momento em que salvou Giulia, ela estava sentada em um canto da sala tentando escapar do fogo. Na época a garota tinha quatro anos, talvez hoje ela nem tenha memórias do dia. A menina estava assustada, ele sabia que se deixasse a garota na França, Lauren iria acha-la e poderia fazer mal a ela, então pegou um voo para a Inglaterra e a deixou em um orfanato.

Ele se lembra que, sem querer, a garota derrubou uma parte de sua medalhinha, a parte do gato, e antes que pudesse devolver, ela já havia ido para o seu quarto.

POV Luka

Era bom ver a Marinette novamente, estava com muita saudade, e o melhor, conheci um grupo de meninos que me chamaram para fazer parte de uma banda! Se sorte não existe, não sei o que é.

Não tinha lugar pra ficar, mas a Mari arranjou um lugar pra mim ficar, como sempre ela ajuda os outros. O lugar era um depósito era um pouco sujo, era, mas nada insuportável. Tinha uma cama lá, então não tive que improvisar e por sorte, ninguém ia lá.

Dormi cedo, pra acordar cedo. Pra falar a verdade, a Mari me acordou, ela bateu na porta do depósito e abriu a porta, ela trouxe um café da manhã para mim. Um pão , uma xicara de leita e uma maçã:

—Bom dia!

—Bom dia, Mari! Não precisava trazer tudo isso.

—Para de reclamar, eu trouxe isso porque eu sei que você sempre come pão 4 toma leite no café.

—E a maçã?

—É porque fruta faz bem pra saúde.

— Só você, Mari.- Soltei uma risada.

—Eu quero te pedir uma coisa.

—O quê?

—Vai ter uma competição no Roller, pode ser individual ou em dupla, mas estou com medo de patinar sozinha, então...

—Você quer que eu vá com você?

—Sim ou não.

—Tá, pode ser.

—Sério?

—Claro.

Aceitei, já que não tinha nada pra fazer em Paris, uma competição não faz mal, e assim fico perto da Marinette.

Ela teve que ir pra escola se despediu e saiu.

Alguns minutos depois, eu saí do depósito e fui até o Roller, tinha marcado de conversar com os garotos para decidir tudo sobre a banda. Quando eu cheguei, eles já estavam me esperando:

—Eai, Luka. – Disse Kim me cumprimentando com um hi-five.

—Oi, podemos conversar sobre a banda?

—Sim, vou chamar o Nath.

Ele saiu e voltou com Nathaniel:

—Então, você pode ser nosso guitarrista?

—Posso, mas primeiro tenho que arrumar um emprego.

—Se esse for o problema, conversamos com Tikki e Plagg, e vemos se arranjamos um emprego pra você aqui.

—Isso me ajudaria muito.

—Certo uma coisa resolvida, e o estilo da banda? – Perguntou Nathanael.

—Eu acho que a gente pode tocar de tudo um pouco. – Diz Kim.

—Sim, sem ter um estilo definido, assim agradamos a todo tipo de público. – Disse.

Ficamos conversando por um tempo, no final tive que ir embora, queria conhecer a cidade.

Tenho que dizer, a cidade de Paris é muito bonita, principalmente quando se fala em questão de arte. A torre Eiffel é um dos monumentos mais impecáveis que já vi. O

Obviamente eu sinto falta da Inglaterra, mas também não posso reclamar da França.

É muito inspirador andar pelas ruas dessa cidade, a cada lugar que passo, me sinto cada vez mais animado para escrever uma nova canção, ou pegar o meu violão e tocar.

POV Adrien

Adorei o Open, e não sabia que a Marinette cantava, ela tem um dom.

Fui para a escola e infelizmente encontrei a Chloe, mesmo quando terminamos ela fica me enchendo, o que eu fiz pra merecer isso?

Pelo jeito ela não ia largar do meu pé tão cedo:

—Oi, Adrienzinho.

—Chloe, para de me chamar assim.

—Me deixa! Enfim, vai participar da competição Miraculous?

—Vou.

—Bem que a gente podia participar em dupla, como todos os anos!

—Nem vem, esse ano eu vou participar sendo solo, ou seja, sem você.

—Duvido você chegar à final sem mim.

—Com licença, Chloe.

Tinha acabado de avistar a Marinette mexendo no armário e me lembrei da aposta que fiz com Nino, se não conseguir leva-la a um encontro vou ter que comprar um par de patins pra ele e definitivamente não quero fazer isso:

—Eai, Menina-Delivery?

—Oi, Mauricinho. Como você tá?

—Bem, e você?

—Bem também. Você arrasou no Open ontem.

—Obrigada.

—Quem era aquele que tocou ontem junto com o Nathanael e o Kim ontem?

—É o Luka, um amigo da Inglaterra.

—Vocês são namorados? – Fui direto ao ponto.

—Não! Por que todo mundo pergunta isso??

—Porque parece.

—Não somos namorados, só amigos.

—Mudando de assunto, você vai participar da competição Miraculous?

—A de patinação?

—Essa mesmo.

—Sim.

—Dupla ou solo?

— Dupla.

—Já arranjou seu par?

—Já vou patinar com o Luka- Porcaria, por que esse moleque teve que aparecer? – E você?

—Solo.

—Achei que ia patinar com a loirinha ali. – Ela disse apontando para a Chloe.

—Você enlouqueceu? Nunca iria patinar com ela, nós terminamos, acabou tudo.

—Ok...

—Tem o que fazer hoje à tarde?

—Não, acho que vou no Roller.

— Que tal a gente dar uma volta? Você precisa conhecer a cidade.

—Melhor não, eu quero encontrar o Luka pra gente fazer a inscrição e começar a treinar.

—Tudo bem, fica pra outro dia então. Tenho que ir pra aula, tchau, Menina-Delivery.

—Tchau, Mauricinho.

POV Marinette

Por que será que ele me chamou pra dar uma volta? Sei lá, só sei que quando estava indo para a sala, já que o sinal tinha tocado, e vi uma lista de inscrição para os clubes da escola, o que mais me chamou a atenção foi o de teatro, a inscrição era escrever o nome, me inscrevi, é bom fazer atividades diferentes.

Fui até a sala, me sentei ao lado de Alya e ficamos conversando até a professora de biologia, chegar. Ela disse que hoje iriamos ter aula no laboratório para aprender sobre as cobras, e o mais incrível é que tinha duas no laboratório, um píton e uma jiboia, ambas inofensivas, mas confesso que bateu um medo.

A professora disse que poderíamos segura-la, Alya foi a primeira a se voluntariar, eu a conheço a pouco tempo e sei que ela é tímida, mas ela é corajosa. Nem a Alex que é considerada a mais valente de nossa turma se voluntariou para segurar. Alya se aproximou de mim com a jiboia no pescoço e disse:

—A música não dizia que você é valente?

—Há, há, muito engraçado. – Disse em tom de ironia.

—Mari, elas nem são venenosas, não precisa ter medo!

—Eu sei, mas mesmo assim dá uma tremedeira ao ver uma de perto.

—Silêncio, por favor.- Disse a professora começando a aula. – Alguém sabe como se diferencia uma cobra peçonhenta de uma não peçonhenta? — Alya levantou mão.- Diga, senhorita Cesáire.

—Uma das maneiras é pelo olho, se a pupila da cobra for em forma de fenda, ela é peçonhenta, porém se for de forma circular não é. Existem outras formas de identificar, por exemplo fosseta lacrimal, as cobras não-peçonhentas não a possuem.

—Muito bem, senhorita Cesáire. E alguém pode me dizer a diferença entre um animal peçonhento de um animal venenoso. –Foi Mylene que levantou a mão dessa vez.- Diga senhorita Haprèle.

—Um animal peçonhento possui glândulas de veneno, tipo a cobra e o escorpião, enquanto o animal venoso produz o seu veneno, por exemplo a rã.

—Correto, Ivan, me diga duas espécies de cobras peçonhentas e três não peçonhentas.

—A jararaca e a surucucu são peçonhentas e a píton, a jiboia e a cascavel não são peçonhentas.

—Errado, a cascavel é peçonhenta, se no lugar dela você tivesse dito sucuri ou caninana estaria correto.

—Aff.- Disse resmungando. – Professora, posso segurar a píton?

—Claro, Ivan, aqui está.

A professora entrega a cobra ao Ivan e ele se aproxima de mim, Mylene e Alex e mostra a cobra pra elas:

—Sintam medo! Uhahá.

—Tira esse bicho daqui e só pra constar a sua risada maléfica é horrível. – Fala Mylene se afastando.

—Calma, ela não morde.

—Mesmo assim, tira de perto da gente. –Eu disse tentando se afastar daquele animal.

—Medrosas, medrosas.

—Para de zoar a gente, vai arrumar coisa melhor pra fazer. – Alex nos defendeu e deu certo porque Ivan saiu de perto na hora.

A aula continuou normalmente, estudamos e falamos sobre as cobras, a professora explicou como o veneno de algumas agem no nosso corpo, acreditem ou não, eu segurei uma cobra, deu medo mais segurei. A aula terminou e fui para casa almoçar.

Notas finais
Desculpa se o assunto das cobras ficou chato, mas é uma área que entendo bem e gosto de explicar, da próxima vez vou tentar colocar uma aula mais legal para a Mari, pelo menos ela segurou uma na mão, kkkk. Obrigada por ler! —Beijinhos de cereja!!!