Sobre aqueles dias
4 Página 4 - Sua traição que me corroí
Notas iniciais
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Eu odeio lembrar disso, sua crueldade foi tanta que até hoje não consigo conter minhas lágrimas.
Mas, hoje não são mais lágrimas de tristeza e sim de raiva, por sua culpa nunca mais consegui acreditar em ninguém. Esse era seu objetivo desde o inicio não era, me despedaçar, reconstruir o meu coração, voltar a colar as peças para apenas subir em um arranha-céu e o jogá-lo de lá, deixando pior do que encontrou.
Isso foi maldoso.
Agiu que nem um puto vadio, me desprezando e humilhando da pior forma possível.
Nem se preocupou, ao contrário, sorriu debochado, fez questão de que eu visse, que todos vissem, tornando a minha desgraça pública.
Ainda me lembro perfeitamente de te ver agarrando uma vadia qualquer, na porta da faculdade onde sempre me esperava com um maldito cigarro na boca.
Sempre odiei esse habito, mesmo que eu reclamasse, lamentasse de que meu tio — a quem eu era bem próximo por sinal — morrera de câncer de pulmão por causa de seus hábitos de fumar, você desconsiderava e continuava como uma provocação de mal gosto.
Naquele momento eu preferia muito mais ver você com um cigarro do que... Comendo uma qualquer no mesmo lugar em que me esperava.
Foi horrível, várias pessoas que passavam olhavam, alguns riam, outros apontavam, alguns me olharam com pena, mas ninguém se importava de fato.
Falsos.
O resto da semana eu passei trancado no meu apartamento, bebendo até que o meu corpo, exausto, desmaiasse. Ao acordar, vomitava o pouco que tinha apenas para voltar a me afogar nas bebidas alcoólicas.
Irônico, você que criou esse costume não foi? Me levando para bares em nossos encontros, mesmo que eu dissesse que não gostava de beber de fato.
Ah... Até hoje o meu corpo se enfraquece por causa da quantidade de bebida ingerida naquela semana.
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