Sobre amor, tartarugas e novas chances
8 Capítulo VIII
Notas iniciais
'Ei, se importa se eu entrar?' A morena perguntou enquanto colocava a cabeça para dentro do banheiro. Ela mostrou a Maura uma garrafa de vinho e duas taças que estava segurando.
'Vamos ter uma festa?' Maura arqueou uma sobrancelha perfeita quando virou a cabeça para seu esposa, reprimindo uma risada quando viu sorriso travesso de Jane crescendo em seu rosto.
'Depende de você, eu já trouxe o álcool.'
Maura riu e acenou com a mão, convidando Jane para entrar na banheira. 'Vem aqui comigo.'
Antes de ir, Jane encheu as taças com vinho, entregou-as a Maura e só então se despiu. Lentamente, ela entrou na banheira sentado-se na frente de Maura. A loira sorriu e passou uma taça novamente para a mão de sua esposa.
'Deus, isso é tão relaxante.' Jane disse passando suas longas pernas ao lado do corpo de Maura, a água quente já trabalhando em seus músculos tensos.
'Sim, é por isso que eu estou aqui. Durmo melhor depois de um banho quente, e hoje eu realmente preciso de um deste. Meu corpo está tão dolorido.' Ela tomou um gole de vinho. 'Harriet está bem?'
'Uhum.' Jane suspirou. 'Me desculpe se eu fui uma idiota hoje mais cedo...' Jane suspirou. Ela estava se sentindo mal por seu comportamento, mesmo que fosse para poupar Maura de alguma futura dor.
'Então esse é um banho de me-desculpe-e-beba-vinho-comigo?' Maura perguntou, sem dar muita atenção às palavras da morena; a verdade é que ela não estava incomodada com a reação superprotetora de Jane, bem, não mais. Não depois de Jane ter comprado para Harriet um pijama customizado e roupas, o que significava que ela estava definitivamente apoiando Maura.
Jane deu uma risadinha. 'Não ... Isso é um banho de estou-tentando-ser-uma-boa-esposa.'
Maura tomou um gole de vinho e murmurou para Jane, 'Você sempre foi.'
'Oh baby, venha aqui.' Jane abriu os braços e Maura chegou mais perto dela. Ela passou as pernas ao redor da cintura de Jane e descansou a cabeça no clavícula de Jane. A morena colocou seu copo na borda da banheira e começou a passar as mãos nas costas de Maura, para cima e para baixo, pressionando os dedos sobre a pele macia. Eles ficaram em silêncio por alguns minutos; Maura apreciando a massagem e Jane desfrutando o ar quente batendo em seu pescoço enquanto Maura respirava. O único som era o borbulhar da água quando uma delas se mexia um pouco suas posições. Depois de um longo suspiro, Jane sentiu o corpo de Maura ficando mais pesado contra ela própria.
Completamente relaxada em apenas alguns minutos. Essa era um — entre tantos — efeitos que Jane causava nela. Era em momentos como este, que Maura se sentia exposta a Jane, como se tivesse se renunciado quem ela era para o mundo, para se render à morena. E Jane tinha muito a oferecer, ela poderia ser muito melhor com sua esposa. Sua doce e corajosa esposa. Seu porto-seguro. Maura às vezes pensava em Jane como um templo. Um lugar tranquilo, onde ela poderia encontrar clareza, serenidade, seu coração. Toda vez que ela se sentia oprimida, perdida, confusa, triste; toda vez que ela queria fugir do mundo, porque ela sentia-se mal por conta de pessoas horríveis; toda vez que ela queria fugir da realidade; quando ela tinha um dia ruim ... Tudo o que ela precisava fazer era colocar a cabeça no peito de Jane e ouvir seu coração batendo calorosamente para ela, guiando-a de volta para si mesma, para os seus sentidos. Acalmando sua alma abalada.
Ela se sentia abençoada. Ela se perguntou — exatamente três dias atrás — se essa coisa que ela e a detetive tinha era algo raro, designado para apenas poucas pessoas. Se fosse assim, elas foram realmente sortudas. Um amor como esse não poderia ser encontrado tão facilmente; ela tinha observando as pessoas que buscavam isso por muito tempo — incluindo ela mesma antes de conhecer Jane.
'Maur, você dormiu aí?' A voz da outra soou distante em sua mente.
A loira balançou a cabeça negativamente, mas não se mexeu realmente. 'Estou muito confortável aqui.' Ela murmurou abraçando a cintura de Jane com um braço, absorvendo tamanho conforto.
Os lábios de Maura movimentando-se contra o pescoço dela enviou um arrepio na espinha. Um beijo foi plantado lá.
'Você é tão macia.'
Jane riu.' E você também, querida. Só não durma aqui.' Jane riu de novo antes de beijar-lhe a cabeça. O atual estado de espírito de Maura estava mais perto do mundo dos sonhos do que a realidade, fazendo-a falar coisas incoerentes.
'Não vou.' Ela murmurou novamente, suas palavras abafadas morrendo no pescoço de Jane.
Jane assentiu com a cabeça e apertou os braços em torno do corpo de Maura. A loira estava praticamente derretendo dentro dela. Era meigo o jeito como a loira entregava-se a ela, confiava nela.
'Ok, Maur, qual é! Você tá dormindo aí!'
'Não, eu não estou!' Ela se defendeu e afastou-se encarando Jane como que para provar seu ponto, mas seus próprios olhos cansados a traíram.
Jane revirou os olhos para a teimosia de Maura, mas ela não queria discutir com ela. 'Beba seu vinho, Maur. É muito caro para ser desperdiçado.' Jane apontou para o vidro que, milagrosamente, não tinha caído dentro da banheira.
'Eu estou bebendo.' A loira mudou de posição e agora suas costas estavam voltadas para Jane, descansando contra seu peito. A morena passou os braços em volta dela, suas mãos estavam descansando na barriga da Maura agora, e distraidamente ela começou a massageá-la. Quando a loira ficou tensa sob seu toque ela percebeu o erro que cometera. O gesto tinha significado algo importante entre elas, meses atrás, mas agora era apenas uma memória dolorosa. Ela se amaldiçoou. O que diabos ela estava pensando? Só que ela não estava. Foi um ato não intencional, e talvez fosse hora de trazer o assunto à tona de qualquer maneira.
'Maura', ela beijou a nuca da loira e apertou os braços firmemente em torno dela, 'Eu sei que você ainda quer um bebê.'
Silêncio.
Pega de surpresa.
A loira se moveu inconfortavelmente entre as pernas de Jane, mas ela não tinha lugar para fugir. A única vantagem de sua posição era de que ela não estava olhando nos olhos de Jane, o que lhe deu um tempo extra antes de preparar sua resposta. Pena que ela parecia ter sido abandonada pelas palavras.
'E-eu... Nós não temos que...' Ela divagava, perdida em sua própria falta de lógica.
'Nós não temos que falar, sim, eu sei, mas eu quero, Maur. Você anda distraída ultimamente. É essa a razão?'
'Sim.' Ela disse honestamente, porque não havia mais nenhum sentido em adiar essa conversa.
'Quero compartilhar?'
'Eu...' Ela suspirou e juntou as mãos nas de Jane, procurando por uma força invisível lá. 'Na semana passada... eu estaria na trigésima segunda semana.'
'É, eu sei. Oito meses.'
'Eu pensei que nessa altura eu... Eu não sei, esse sentimento teria desaparecido, eu teria superado. Mas agora que, você sabe... Era para ser tão perto...Da data, eu...'
'Maura, não tem problema ficar chateada. Por que você não me contou isso antes?'
'Você estava tão ocupada na semana passada trabalhando em dois casos, Jane, eu não queria sobrecarregá-la com isso, mais uma vez.'
'Maura, o meu trabalho é só o meu trabalho. Você é a minha vida inteira.' Jane beijou seu pescoço, pressionando os lábios lá, esperando que as palavras de alguma forma grudassem nela.
'Eu não entendo.' Maura suspirou em frustração.
'O que, querida?'
'Eu já passei pelas cinco fases do luto. Todos elas, supostamente era para ter terminado agora. Este sentimento nostálgico de perda? Por que é que ainda dura, Jane?'
'Porque você não é um cyborg, Maura. O sofrimento não é uma missão ou, eu não sei, uma tarefa a ser concluída. Você não pode simplesmente passar por isso e guardar em algum lugar inacessível em sua mente.'
'Eu gostaria de poder.'
'Por que você não fala comigo em vez disso? Você me disse uma vez que a conversar pode ajudar. O que você está sentindo?'
'Como se eu estivesse à espera de uma coisa do passado, algo que não vai acontecer novamente. Como uma vez, quando eu era criança e eu perdi os fogos de artifício em quatro de julho.'
Jane suspirou. 'Mas, assim como a oportunidade de ver os fogos de artifício no próximo ano, você tem a chance de tentar de novo.'
'Eu não sei se eu quero.' Ela confidenciou em um sussurro.
'O Quê? Por quê?' Jane disse em surpresa, realmente não se importando com o tom de sua voz. Ela tinha realmente se surpreendido ao ouvir Maura dizer assim tão fácil que ela tinha desistido de ter um bebê. A resposta da loira veio com uma voz trêmula, talvez porque a verdade por trás dela era maior do que ela pudesse colocar em palavras, mesmo com sua mente brilhante, talvez porque ela ainda estava se sentindo frágil e, uma vez que ela não se permitiria desabar de novo, uma voz trêmula seria o único sinal de fraqueza que ela permitiria escapar de si mesma, apenas para diminuir a pressão dentro de seu peito.
'Porque é doloroso? As injeções, agulhas, os hormônios... Parece um tiro no escuro para mim. Sem falar sobre a espera...' Ela suspirou em frustração.
Jane permaneceu em silêncio por um momento. As palavras de Maura ainda estavam flutuando no lugar e elas precisavam aterrissar na mente de Jane e fazer efeito antes que ela pudesse falar novamente. Não demorou muito tempo, no fim das contas.
'Podemos estudar outras opções.' Ela disse silenciosamente. Quando Maura tinha dito a ela pela primeira vez que queria um bebê, a morena sabia que Maura estava disposta a carregá-lo. Ela estava feliz com isso, na verdade, ela estava esperando ansiosamente por isso. Elas nunca tinham discutido outras opções, porque a primeira em sua mente iria aparentemente funcionar muito bem. Até o aborto de Maura. Depois disso, elas não tinham mais falado sobre isso. Não até agora.
'Sim, nós podemos.' A mão de Maura veio para cima da de Jane, em seguida, a loira trouxe-a até sua boca e beijou a palma da mão cicatrizada. Era um gesto de gratidão para com Jane, por não pressioná-la ainda mais, por ser tão aberta e capaz de ler a sua mente. Elas iriam resolver isso, juntas.
'Sinto muito, Maura.' Jane sussurrou ao lado de seu ouvido enquanto encostava o queixo no ombro da loira.
'Pelo quê?'
'Às vezes eu acho que se eu fosse um homem seria mais fácil para você ter um bebê.'
'O Quê?' Ela virou a cabeça para olhar para Jane. A observação assustou Maura por um segundo. Ela havia deixado claro o quanto ela amava Jane, e era muito, no entanto, ela sabia que Jane poderia ser um pouco insegura sobre suas próprias ações. Ela sempre quis dar a Maura seu melhor. Ela queria saber se Maura estava suficientemente confortável, feliz, ou 'eu já te disse como você é linda' ou 'o quanto eu amo você hoje', ela dizia todos os dias, especialmente os que elas passavam separadas. Ela daria qualquer coisa que Maura pedisse para ela, exceto que Maura não pediria qualquer outra coisa, considerando o quanto Jane já tinha dado a ela. Ela não poderia estar mais feliz agora — tudo bem, talvez com uma criança, mas isso não estava relacionado necessariamente à Jane. Definitivamente. Maura não poderia amar qualquer outra pessoa do jeito que ela amava Jane. Ela amava os olhos selvagens, que agora estavam repousando nela. Seu cabelo rebelde combinando sua forte personalidade. Qualquer outra realidade diferente desta, Maura a negaria.
'Eu só estou dizendo.'
Maura, virou-se para encará-la. Ela estava falando sério? 'Jane, você sabe que eu tive a chance de namorar alguns caras antes. Eu poderia ter tido um filho antes, se eu quisesse.'
'Sim, eu sei...'
'Ouça'. Maura a interrompeu. 'Por que eu me casei com você?'
'Porque você me ama.' A resposta veio rápida, cheia de certeza. Maura sorriu.
'Certo. E eu te amo exatamente por quem você é. E se eu quiser um bebê, eu só quero com você, porque eu acho que seria tão bom para uma criança a receber o mesmo tipo de amor que eu recebo.' Maura deu um beijo na boca de Jane. 'Eu quero você.' Outro beijo. 'Só você'. Um beijo de novo. 'Exatamente assim.' Um beijo no queixo. 'Você é perfeita para mim.'
Desta vez Maura colocou seus lábios sobre os de Jane e não seria só um beijinho. Ela beijou-a lentamente, segurando seu rosto com as duas mãos, com os dedos pressionando a pele macia antes de entrar em seu cabelo encaracolado. Maura se afastou só um pouco, o suficiente para olhar para os olhos de Jane. 'Você é tudo que eu preciso. Por favor, permaneça do jeito que você é.' Mais uma vez, Maura envolveu o corpo de Jane com as pernas, pressionando-as juntas e beijando seu pescoço em adoração. Ela sentiu as mãos de Jane segurando sua cintura, seus longos dedos pressionando de vez em quando, e apenas um momento depois sua voz rouca soou próxima ao ouvido de Maura.
'Eu pensei que você estava cansada.' Ela disse mordiscando a orelha da loira.
'Eu nunca estou cansada quando se trata de amar você.' Ela sussurrou enquanto suas mãos lentamente correram até a cintura de Jane, e quando atingiu o nível de seus seios, Maura arrastou seus dedos através de carne firme, provocando mamilos já endurecidos. O pequeno gemido de aprovação de Jane se transformou em uma arfada quando Maura apertou a mão contra o peito e apertou-o com cuidado, enviando uma queimação ardente entre suas pernas.
Maura agarrou lábios de Jane entre os dentes e, lentamente, puxou-o, como se convidando Jane para algo ilegal, sedutor, e sob o feitiço de Maura ela encontrou-se cedendo ao seu desejo.
'Deixa eu te amar esta noite.' Maura sussurrou quando ela soltou o lábio inferior de Jane, suas mãos já viajando para baixo da barriga da morena, não lhe dando realmente um tempo para pensar direito, dedos finos roçando, provocando a parte mais baixa de sua barriga.
'Deixa eu te levar para nossa cama primeiro.' Ela disse sugestivamente.
'Estamos molhadas.' Maura declarou.
'Não diga.' Jane zombou e apertou-lhe a própria coxa contra o centro de Maura.
'Oh!' Ela arfou, fechando os olhos. 'Quer saber? Não se importe com os lençóis.' Relutantemente, ela levantou-se, oferecendo Jane as mãos para ajudá-la a se levantar também, e no meio do caminho para a cama, antes de ela perceber, ela estava sendo carregada, suas pernas ao redor da cintura de Jane, perdida entre beijos e carícias. Depois de alguns passos, Jane parou na beira da cama e gentilmente colocou Maura nela, a loira se ajeitou para que Jane pudesse subir também, seus joelhos agora apoiando seu peso, perto o suficiente do centro de Maura. Sim, isso não passou despercebido por ela. Ela começou a mover-se contra a coxa de Jane enquanto a morena a beijava quase desesperadamente, embora a reação dela não tinha nada a ver com abstinência sexual. Não. Era tudo sobre o quanto ela amava Maura, quão perto ela precisava estar dela, prová-la, simplesmente apreciando o fato de que ela estava lá, que Maura era dela.
Precisando de um pouco de ar, Jane afastou-se do beijo e olhou para Maura. Um suspiro de surpresa passou por seus lábios enquanto Maura mudava suas posições: agora a loira estava em cima, e ela abriu as pernas de Jane, um sorriso malicioso estava dançando em seu rosto, seus olhos prometendo que Jane teria um pouco de tortura antes de ter os dedos de Maura onde ela mais precisava.
Seria lento. Primeiro os lábios de Maura vieram de encontro com seu pescoço, e assim que o primeiro beijo pousou em sua pele, ela fechou os olhos e segurou a cintura de sua esposa, e Maura continuou a beijar cada centímetro de sua pele, descendo para sua clavícula, pressionando beijos leves, sua respiração quente batendo na pele da morena, provocando arrepios até a espinha de Jane ora ou outra. Quando os lábios macios encontrou seu mamilo ela não pôde evitar o um gemido de prazer que escapou de sua boca. Maura soube que Jane tinha arqueado as costas quando ela sentiu a pressão contra sua boca. Levando a mão para pegar o outro seio, Maura ouviu outro gemido escapando boca de Jane; um apelativo, mas Maura não estava com pressa. Ela tomou o tempo todo que ela precisava, então, só então, quando ela pensou que era suficiente, ela deslizou a língua ao longo da barriga perfeita e tonificada de Jane, e então quando Jane pensou que finalmente Maura iria trabalhar lá em baixo, a loira começou a plantar beijos sobre sua barriga, gentilmente, amorosamente, adorando Jane com seu jeito doce.
Em necessidade de uma nova posição para apoiar seu corpo, Maura se deslocou de joelhos na cama e apoiou as mãos no quadril de Jane. Ela olhou para a morena e mordeu o lábio inconscientemente, abaixando-se, os lábios novamente encontrando o baixo ventre de Jane, logo após o seu umbigo... Maura deu um beijo ali, e desceu... Arrastando as mãos à parte interna das coxas da morena, ela forçou as pernas abertas, e provocando ela roçou os lábios ali e sem aviso, sugou fortemente deixando uma pequena marca lá, e sorriu satisfeito com o alto gemido de Jane.
Sim, Maura estava muito perto de seu centro de agora. Ela estava queimando, ela precisava de Maura lá. 'Por favor', ela implorou enquanto segurou o olhar de Maura de 'Maur, por favor.' Ela enterrou as mãos no cabelo de Maura, como se fosse um último pedido, mas novamente Maura não tinha pressa. Um sorriso travesso cresceu em sua boca e refletiu em seus olhos. Ela passou a língua entre os lábios para umedecê-los e, em seguida, torturosamente, deu um beijo suave no clitóris inchado de Jane. A morena se contorceu e um gemido desesperado saiu de sua boca. Ela apertou sua mão no cabelo de Maura e entre os dentes cerrados, ela pediu 'por favor, agora, Maura.'
Finalmente atendendo a necessidade de Jane, Maura passou a língua entre suas dobras molhadas, uma vez, duas vezes, provando seu núcleo suculento e, novamente, lambendo os lábios. A visão de Jane mordendo o próprio lábio e se retorcendo era algo bonito. Ela queria mais do que isso, no entanto. Ela queria Jane tremendo sob seu toque, perdendo o controle, gritando seu nome. E ela sabia muito bem como fazer isso.
'Jane... Diga-me o que você quer.' Sua voz estava extraordinariamente profunda.
'Os seus dedos dentro de mim!' Ela grunhiu.
Maura levantou dois dedos para ela e arqueou uma sobrancelha, uma pergunta no ar.
'Sim, qual é, Maura!'
Aquele sorriso travesso novamente. A loira baixou os dedos e apertou-os e administrou leves círculos sobre o clitóris de Jane.
'Caralho, Maura! Dentro de mim!' Ela implorou, sua voz tremendo de excitação.
Só então a loira deslizou seus dedos dentro de Jane, primeiro devagar, sentindo as paredes pressionando-os com força, mas assim que a umidade permitiu que seus dedos entrassem e saíssem com facilidade, ela começou a empurrá-los sem piedade. E ao som dos gemidos de Jane, ela sentiu a umidade fluindo entre suas próprias pernas, sua própria respiração ficando mais pesada.
De repente, braços fortes a puxou para cima e Jane a beijou apaixonadamente. Maura continuou com os movimentos entre as pernas de Jane. 'Maura', ela sussurrou enquanto a loira se afastava para pegar um pouco de ar. Maura inclinou-se para ela novamente e diminuindo as investidas ela perguntou 'Sim, querida?', mas 'Maura' ela disse novamente, e desta vez Maura tinha compreendido. Ela sabia que era algum tipo de súplica, uma espécie de rendição, porque Maura estava fazendo amor com ela, amando-a e adorando-a, e Jane se sentia segura, se sentia em casa, e ela estava prestes a se perder em Maura, a se quebrar em pequenos pedacinhos e ela precisaria de Maura para pegar cada um deles e recompô-la mais tarde. Então, 'sim, se entrega para mim, Jay', Maura disse enquanto aumentava as estocadas e capturava os lábios de Jane sobre os dela novamente, 'eu seguro você, você é minha', e foi dito entre beijos e respirações instáveis e gemidos.
E então, quando Jane sentiu que era demais para suportar, ela segurou Maura com força, e se entregou. Em seguida, seu corpo trêmulo não era mais dela. Em seguida, todos os seus sentidos tinham se tornado Maura. Maura em sua boca, Maura em sua pele, no nariz, em seu interior. 'Oh, Maura!', Porque ela estava intoxicada — e se sentia tão bem — 'Maura!' e, em seguida, novamente, porque talvez algo dentro dela estava caindo aos pedaços, e 'Maura' novamente, porque era a única coisa restante que fazia sentido para ela.
Após o choque principal, Jane encontrou-se flutuando em paz, mesmo com os pequenos tremores que corriam através de seu corpo; mesmo que fosse difícil respirar e fosse difícil de abrir os olhos, ela não poderia se sentir mais leve do que isso, melhor do que isso. Ou foi o que ela pensou... Porque logo mãos macias seguraram seu rosto e beijou suavemente seus lábios trêmulos e ela sabia como era estar no céu.
'Jane, volte para mim, querida.' Maura disse, seus lábios roçando levemente contra os de Jane enquanto ela falava.
Mas Jane não podia falar ainda, então ela só pressionou os dedos nas costas de Maura em resposta.
'Aí está você...' Maura acariciou sua bochecha, em seguida, passou sua mão na testa suada de Jane, colocando fios de cabelo para trás.' Você é tão bonita. Eu te amo tanto.' Ela colocou um beijo no pescoço de Jane. 'Minha linda esposa.' Um beijo em seu queixo. 'Minha doce Jane.'
Quando Jane foi finalmente capaz de abrir os olhos, ela encontrou os verdes de Maura, e tudo o que ela viu lá era amor, a forma mais pura de amor. 'Maura, Deus...' Ela era capaz de respirar novamente.
Maura sorriu para ela. Ela gostava de ver Jane desfeita assim. Ela correu o polegar em sua bochecha no momento em que Jane apertou os braços em torno do corpo de Maura, o lugar que sempre pertencia.
'Isso foi... Uau.' Ela afirmou, ainda tentando equilibrar a respiração.
Maura deu uma risadinha. 'Você merece muito mais do que isso.' Ela deu a Jane um beijinho nos lábios.
'Eu quero que você...' Jane tentou se levantar para trocar de posição, mas Maura empurrou-a de volta para a cama, e ela tentou resistir, mas os músculos não estavam respondendo corretamente aos seus comandos.
'Não, querida. Eu disse que eu queria te amar esta noite. Então deixa eu te amar, te dar meu amor.' Maura rolou ao lado só para trazer Jane em seus braços. A morena descansou a cabeça no clavícula de Maura. Parecia tão seguro, tão suave, tão Maura. Ela colocou um braço em torno de seu esposa, sentindo o calor que emanava dele e suspirou alto, agora muito confortável lá, até mesmo para mover um músculo.
'Então amanhã?' Jane perguntou num tom quase inocente.
'Você prometeu me amar por toda a eternidade, lembra-se? Maura riu quando Jane levantou a cabeça e deu um sorriso brincalhão. Em seguida, ela descansou a cabeça contra Maura mais uma vez, e a loira começou a correr os dedos pelo cabelo rebelde.
'Eu quero ter certeza de que você entende, Jane, o quanto eu preciso de você na minha vida.' Maura beijou a cabeça de Jane.
'Eu sei, Maur, mesmo.'
'Desse jeito assim, do jeito que você é. Ok?'
'Tudo bem, querida.'
'Então me prometa que não vai se comparar com qualquer outra pessoa, nunca mais.'
'Eu prometo.' Jane beijou-lhe o queixo.
'Você é tudo que eu preciso.' Ela apertou seu abraço sobre Jane.
'Mesmo que eu não possa te dar um bebê?' Ela perguntou tão ingenuamente que fez o coração de Maura pular uma batida.
'Você pode me dar um filho, Jane. Não de uma forma convencional, mas hey, olhe para mim. Eu pareço me encaixar em regras sociais?'
'De jeito nenhum.' Jane disse rindo.
'É isso aí. Você disse que nós temos outras opções. Vamos estudá-las.'
'Sim'. Uma pausa. 'Você está se sentindo melhor?'
'Bem... Sim.' Era verdade. Depois de, finalmente, conversar um pouco ela estava se sentindo melhor. 'Obrigada'. Ela sussurrou. 'Você sempre dá um jeito de me deixar melhor.'
'Bem...' Ela deu de ombros. 'Obrigada pelo orgasmo.' Ambas riram.
E depois de um dia absolutamente estressante, as duas dormiram em paz, porque se elas tivessem uma à outra, desse jeito, eles iriam encontrar paz, mesmo através da guerra — especialmente esta que elas estavam prestes a enfrentar.
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