Sobre Dores, Sexo E Álcool.
10 Capítulo IX
Capitulo IX
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.. Começando a se descontrolar como um maníaco.
A necessidade de sangue o atordoava.
Fazia quanto tempo que não matava? Nenhum homicídio ou genocídio desde que levou Kurt para a cama. Há dias em pleno prazer. Uma abstinência que somente agora obteve resultados efetivos. Desde que voltou a matar, nunca passou mais do que dois dias sem ferir inocentes, o mantendo na linha – para melhor definição. A verdade, Creed não desejava abandoná-lo nem por um segundo com...
Wolverine.
Solto, lá fora. Espumando como um cachorro louco, infectado pela raiva. Caçando-o. Pronto para estraçalhar o coração no mano-a-mano.
Esse nome vagou traiçoeiramente, recuperando antigas memórias nada agradáveis. A velha inimizade de duas criaturas tão semelhantes. Assuntos pendentes desde Raposa Prateada, o qual já passou da validade. Conhecia bastante o canadense para saber que não desistiria fácil, fácil. Nunca esperto o bastante para manter a situação a longo prazo e tentar entender.
A rivalidade entre eles era mais profunda e intensa do que um simples “eu não gosto de você”.
Provavelmente, Logan estaria atrás do Noturno, para salvá-lo das garras monstruosas. Levá-lo para longe, mesmo por contra vontade – o que não tinha certeza – na segurança dos X-men. Para debaixo das assas do Professor Xavier. Longe dele.
E aí... Logan tiraria proveito. O ódio aumentava a medida que pensava nessa hipótese, as mãos desconhecidas acariciando o veludo, a conversa fora, aquele charme todo pra cima do Kurt. As desculpas por não ser um bom amigo, a velha amizade restaurada e saída dos dois para bares e restaurantes de esquina.
Sem perceber, Victor apertava a mão, com as garras perfurando a pele e o sangue escorrendo entre os dedos. A raiva descontrolada era grande.
Rosnou com os dentes serrados. Pensou se seria o único desejado por Kurt. Então, foi domado por um instinto de posse.
Primitivo, animalesco, egoísta. Desejava espalhar o próprio cheio por todo corpo alemão, para que nenhum outro macho se aproximasse.
Marcá-lo.
Para que soubessem a quem Kurt Wagner pertencia.
Kurt fora desviado da rota e pressionado contra a parede por um simples movimento ágil. O coração martelou mais forte por surpresa. Percebeu que não era mais uma das brincadeiras de sexo usual, os corpos não estavam tão próximos para isso e o sorriso malicioso não estava lá.
Ele olhou surpreso e constrangido.
E Creed foi direto ao assunto.
–É o Logan?- a voz saiu diferente do que estava acostumado. Séria, rude e impaciente. Creed estava o intimidando com a agressividade que exalava. Os olhos fixos nos deles e uma expressão imutável no rosto.
O x-man sussurrou baixinho qualquer coisa, e isso pareceu irritá-lo ainda mais.
Rosnou antes de socar a parede ao lado da cabeça de Kurt e ignorou o movimento involuntário por parte do corpo azulado em encolher-se ainda mais. Sentiu que o garoto estava assustado, emanado por uma força animalesca, felina e letal. Capaz de mantê-lo sem ao desejo de se teleportar, mal conseguindo se mexer.
–É ele quem te atormenta?- o rosto aproximou-se devagar, as respirações se misturaram e Kurt notou que os olhos de âmbar reluziram de forma cruel.
Creed abaixou a cabeça e Kurt entreabriu os lábios instintivamente para sussurrar um “nein” sem parecer convincente. Odiou aquela terrível e descontrolada excitação. E não demorou em ter os lábios tomados.
O beijo foi urgente, voraz e tão selvagem quanto a primeira vez. A resistência desapareceu cedendo lugar ao prazer quando as línguas se encontraram. Um beijo tão intenso e difícil de negar, incapaz de conter alguns gemidos. O beijo no qual não era acompanhado na mesma sintonia pelos lábios azuis.
A cama não estava longe.
As línguas não se desenrolaram quando Creed o deitou entre os lençóis. O segurava com força, sem a mínima preocupação com as garras. Os dedos deixando hematomas na pele azul, quase roçando nos ossos. Esmagando os lábios com uma obsessão perigosa e fácil de ser notada. E não se sentiu satisfeito com apenas aquilo.
Interrompeu o movimento, permitindo que Kurt recuperasse o fôlego e o virou de costas. Mordiscou o lóbulo direito e firmou as mãos na cintura por dentro da camisa, levantando a parte traseira para que o Elfo ficasse inclinado, facilitando o que viria pela frente.
Sem preparo.
Kurt mordeu o lábio inferior ao sentir o membro pulsante o penetrar. A cauda balançou até encontrar o peito largo do canadense, o empurrando para trás num simples pedido que diminuísse a velocidade. O que de fato, não aconteceu.
–Eu sei que você sentia algo por ele. – o imobilizou.
O braço em torno do pescoço de Kurt com a mão agarrando o ombro, enquanto o outro servia de apoio na cama. Numa posição que só restou ao alemão sustentar cada mão nas coxas de Creed e a cauda se enrolar no tórax, deixando um espaço mais que suficiente para as futuras investidas.
–O que eu faço você sentir?- sussurrou com uma voz mais amável e Kurt assustou-se ao perceber um pouco de desespero incerto contida nela.
E Creed começou a se mover.
Retirando-o e penetrando-o, sem parar, num movimento de vai e vem tão forte o qual a cama poderia ceder a qualquer momento. Ouvia os gritos de dor e prazer, hora ou outra seu nome em gemido alto demais. Pedidos quase em suplica foram em vão. As unhas cravaram em sua pele e ele ignorou a dor, continuou até obter maior facilidade nas estocadas.
Os lençóis se tornaram vermelho sangue.
As garras arranhando o azul.
O soltou para obter mais espaço entre os corpos e para intensificar o movimento. O forçou a permanecer com os quatro apoios segurando a cauda enquanto o penetrava mais fundo. Dentes-de-Sabre não conseguia mais se controlar. Tornou-se um animal até ser reduzido na mais pura selvageria egoísta, interessado somente em chegar ao clímax, ignorando todos os desejos de Kurt Wagner.
Sem ser gentil.
Todos os sentidos entorpecidos em luxuria. Um rosnado vibrou através do peito.
–Você é meu.- gozou violentamente e continuou a bombear no interior de Kurt, tendo orgasmo prolongado.
Ao sentir o membro sair de seu interior, o alemão caiu em cima dos braços, esgotado e sem fôlego. Também alcançou o clímax – despercebido por Victor, que desabou na cama, com a respiração pesada e a expressão facial satisfeita.
Então os olhos se encontraram.
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