Sobre Dores, Sexo E Álcool.
15 Capitulo XIV
Capitulo XIV
Os braços abertos para perdoá-lo, mas cravados para não puni-lo. Voltando ao pó, a cruz dissolveu-se entre os dedos.
“Você pode me ajudar a ser normal?”
Provavelmente na época, a mente de Xavier riu.
Quando se encontraram pela primeira vez, Kurt estava tão assustado. Uma multidão o perseguiu pela Alemanha, com tochas prontas para queimá-lo e estacas afiadas que facilmente perfurariam seu coração. Alvo de desgraça, a crueldade tem coração humano. Gritos e juras de mortes ainda ecoavam quando o professor apareceu. Com a capacidade de parar o tempo, o salvou.
Por outro dia vivo, Noturno era grato pela oportunidade e a chance de uma vida melhor. E foi influenciado por uma fantasia de Charles Xavier.
Um mundo tolerante.
Teve dúvidas, evidente. Mas ingressou num grupo de mutantes chamado “X-men”. Arriscou a vida para modificar o mundo em função da igualdade. Lutou por um mundo que os teme e os odeia. Dedicou a vida para ajudar os outros. A pergunta resta: valeu a pena? Ou melhor... Será que ajudou?
Era respeitado dentro dos X-men. Agora, não passava de uma piada. Defender um inimigo, com hipótese que ele poderia mudar, sendo que nem mesmo o professor conseguiu.
Apesar disso, Kurt não era mais uma criança.
E sim um adulto capaz de sumir com um pensamento e se teleportar para longe. Quase uma vida de treinamento correndo nas veias. Com marcas do passado que ainda o assombram. Ele é independe e não precisa de um “professor” o protegendo embaixo das assas. Arriscou-se a percorrer um caminho sozinho, entre o certo e o errado aos olhos de Xavier. E foi expulso da única casa que o acolheu sem temê-lo por ser o que era.
Kurt não era um homem habituado a raiva. Ele sempre foi calmo e tolerante, pacifico. Mas no momento, estava sendo difícil manter essa imagem. O sangue demoníaco ainda fervia.
As boas lembranças partiram e restou somente a de poucos dias aparecerem.
Durante um treino exaustivo às cinco da manhã, professor Xavier disse que Excalibur foi uma experiência fracassada.
Kurt Wagner dedicou-se a equipe. Tornou-se um estrategista qualificado e seus planos salvaram inúmeras vezes seus amigos e pessoas inocentes. Tornou-se um líder capaz de sacrificar o que conquistou por uma vida.
E tudo isso, aos olhos de Charles, não tinha valor.
Scott Summers sempre seria o líder, não importava a ocasião. A primeira geração sempre com seus luxos e privilégios. Os originais eram os queridinhos dos X-men.
Professor estava preocupado que o sonho tão almejado seja apenas um sonho. Que ao final, a convivência pacifica entre os humanos e mutantes seja impossível. Xavier estava frustrado com o fracasso em salvar o planeta dos Skrulls de Galactus. Ele se esforçou e lutou para criar uma equipe que defendesse sua ideologia. Ele poderia fazer outra no lugar. Exatamente o que estava tentando.
E certamente, obteria sucesso.
Outro fracasso estava imprevisto.
Fracasso... Dentes-de-Sabre. Duas palavras que não combinavam juntas. A redenção inexistente diagnosticada pelo professor tinha seus erros. Na época, Creed não queria ser ajudado, o desejo de matar ainda percorre nas veias.
E agora, talvez Kurt quisesse ajudá-lo por motivos egoístas. Ele acredita que não importa o quanto as coisas estejam ruins, quantas vezes erramos, sempre é possível mudar a vida para melhor.
“–É duro não ser reconhecido, né Wagner? [...]Não receber o devido valor...”
Fazia mais de uma hora que o garoto estava na sacada, olhando para o nada de prédios e imerso em pensamentos; por vezes, sombrios. Houve algumas palavras trocadas, mas nenhuma relacionada ao que aconteceu. Sabia que aquele momento pertencia somente a Noturno, mas vê-lo daquele jeito o incomodava de uma maneira tão surreal.
A primeira vontade, contida com muito esforço, foi de se aproximar e de alguma forma, abraçá-lo. Transmitir uma espécie de segurança e conforto ou qualquer coisa que chegasse perto disso.
Creed realmente não sabia o que fazer num momento desses.
E foi um erro olhar o próprio reflexo. Ele era um homem de muitos séculos vividos, as garras responsáveis por milhares de mortes. Os olhos selvagens, aos poucos, domesticados com a presença de Noturno. O que sentia, há algum tempo deixou de ser apenas atração. Mas não havia esperança em mudar o que sempre fora. Um monstro com um buraco na alma.
Kurt abandoou a família, amigos pra... Isso.
O caminho foi feito em silencio.
–Kurt.- o viu apenas mexer levemente a cabeça em sua direção. — Se você quiser voltar para os X-men, não vou te impedir.- as ultimas palavras saíram difíceis.
E pela primeira vez, Noturno o encarou frio. Um olhar de pura essência demoníaca. Deixou um Dentes-de-Sabre perplexo.
O teleporte foi rápido e com precisão. Um rastro de enxofre foi deixado para trás. Victor sentiu o impacto do corpo contra o seu. Foi empurrado antes que pudesse questionar a atitude do Noturno. O corpo desabou sobre os lençóis e logo um peso estava por cima dele, na intenção de prendê-lo a cama.
Em choque. Creed foi tomado.
A princípio, foi um beijo tímido, indeciso do que poderia acontecer. Logo, Kurt aprofundou-o quando lambeu os lábios de Victor, num pedido delicado para que se separassem até um espaço suficiente para introduzir a língua dentro da boca canadense.
Da boca invadida, um resmungo descontente fora reprimindo. Creed foi impedido de tocar em seu amante. As mãos envolveram seus braços, colocando-os de volta ao lado do corpo. Era uma ordem, não um pedido. O beijo foi quebrado quando a falta de ar era evidente. Kurt ainda segurava seus braços quando se olharam. No rosto, havia um sorriso desafiador e possessivo, cada vez mais perto até se transformar em um novo beijo.
E pela primeira vez, Victor Creed deixou-se ser dominado na cama.
O corpo ficou rígido quando os lábios macios se soltaram de sua boca. A língua de Kurt concentrava-se em lamber cada curvatura do pescoço. Diferente de Dentes-de-Sabre, não era feroz e sem a intenção de deixar marcas. A respiração quente batia contra a pele aumentando o prazer.
Cada movimento era em um azul profundo e apaixonante.
Ele desceu pela linha do peitoral, arranhando levemente a barriga. Dedicou-se a sugar os mamilos rígidos de Victor, às vezes, roçavam nos caninos longos. A regra de “não tocar” estava o deixando louco. Era difícil resistir a vontade à medida que Kurt descia pelo tórax. Um gemido baixo escapou quando a língua atingiu o umbigo.
Um movimento inesperado e Victor jogou a cabeça para trás, agarrando com força o lençol. As garras rasgaram o tecido, quase perfurando a pele. Soltou um ronronar alto ao sentir o membro deslizar nos lábios de Kurt.
Era torturante.
Para um rapaz de aparência inocente, ele sabia exatamente quando acelerar o ritmo e quando pausar. Victor sentiu a cabeça do membro bater contra a garganta e por algum momento, pensou que seria demais para o alemão aguentar.
Ele também não conseguiria aguentar por muito tempo.
Próximo ao limite, Kurt simplesmente parou com o movimento. Um sorriso divertido percorreu o rosto ao ouvir um rosnado sedutor. Então ele o montou, apoiando-se no peito largo de Victor. A cauda se enrolou no membro, ajudando a deslizar dentro dele. As unhas arranharam com força ao sentir sendo preenchido por completo.
Kurt era apertado, quente e sedoso. Os lábios azuis tremeram em excitação. Ele precisava de um tempo para se acostumar.
O mundo parou quando os olhos se encontraram.
E lentamente, Kurt começou a se mover. Gemeu de dor e prazer nas primeiras investidas e tentou relaxar diminuindo a pressão em torno de Victor. O movimento constante era outra tortura. Até sentir o membro deslizar com facilidade dentro dele, Kurt passou a acelerar o ritmo, o desejo pulsando em suas veias. Os sons tornaram-se mais fortes, misturando-se um ao outro.
Sem algum protesto, Victor começou a investir contra ele e não demorou em encontrar o ritmo certo. O agarrou pela cintura e inclinou-se para frente, até os rostos ficarem bem próximos. As garras desceram até as coxas, apertando com cuidado. A expressão deliciosa do amante o fez aumentar a velocidade e aprofundar cada golpe.
Os pares de lábios se encontraram, apenas roçando um no outro. O prazer se intensificou até o limite e Kurt o segurou nos ombros, as unhas enterradas na pele, a cabeça para trás.
O puro êxtase o atingiu.
Notas finais
Sejam pacientes, no momento, minha vida não é uma das melhores e isso reflete no atraso em atualizar Sobre dores, sexo e álcool. E gott, um Noturno ativo e passivo foi difícil de escrever... E eu não estou no clima, então desculpe por esse sexo não tão quente.
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