Sobre Deuses

1 Sobre Uma Futura Morte


Notas iniciais
Então, isso é meio que um capítulo teste. Se gostarem comentem e interajam, por favor, isso me deixaria muito feliz e com ainda mais vontade de escrever. Aproveitem ^^

Estava na cama já faziam semanas. O frio lhe era insuportável, sua pele tão quente quanto um objeto metálico que ficara muito tempo sob os raios solares. Arrepios, enjoos e dores de cabeça acompanhavam as manchas escuras em sua pele. A mãe, preocupada e já acostumada a dormir na cadeira ao lado da cama de sua filha doente, estava sempre com uma cruz nas mãos, rezando avidamente e com frequência, se agarrando a, agora, única esperança que tinha: a de um milagre. Enquanto a doente observava fracamente o quarto ao seu redor, via a figura de seu irmão mais velho apoiado no batente da porta, nitidamente preocupado. O garoto — pele de cor marrom escura como as da mãe e irmã, cabelo negro e enrolado cortado muito curto — se aproxima da senhora sentada ao lado dela, falando alguma coisa sobre ter que ir que ela não consegue entender muito bem. Seus olhos se fecham e ela cai em um sono profundo.

A garota doente tinha o que naquele tempo ficou conhecida como Peste Negra, doença epidêmica que, diziam, era vontade de Deus que ocorresse – ou, quem sabe, do próprio demônio. Se você, que está lendo, se preocupou com o estado da garota, sinto agora a necessidade de te tranquilizar. Ela não vai morrer, apesar das dificuldades, não agora. Quem vai falecer ainda não foi mencionado.

O motivo do irmão mais velho ter que ir é que ele servia o exército e era hora de ir para mais uma batalha longe de casa. Antes de continuarmos a narrativa, permita-me explicar a situação em que esse garoto se encontra. Estamos agora em um lugar muito parecido com a Europa durante seu período medieval, a Idade das Trevas, um Universo Alternativo, se preferir essa nomenclatura, muito parecido – porém não igual – ao que vivemos.

O garoto ocupava uma posição baixa no exército, era órfão de pai e estava com a irmã doente e a mãe preocupada em casa. Ganhava apenas o suficiente para ajudar a comprar comida e pagar impostos, por isso estava sempre procurando algum serviço, para tratar a garota doente. Seu amigo de infância estava em uma situação oposta, chamaremos o tal amigo de Cavalheiro. O Cavalheiro ocupava um alto cargo no exército, assim como todos os homens de sua família, o que lhe garantia uma vida confortável. Sua pele era pálida e seus cabelos lisos e negros iam até os ombros, dizia a lenda que nunca perdera uma luta sequer, o que lhe dava certa fama na cidade. Caso esteja se perguntando, sim, estou começando a contar a história da morte do Cavalheiro.

Bom, é o suficiente por enquanto. Resumindo: temos uma garota doente, uma mãe preocupada, um irmão desesperado e um exímio cavalheiro. Como duas dessas pessoas se tornaram divindades, essa é uma explicação para mais tarde.

Notas finais
Esse foi bem curtinho, mas espero que tenham gostado mesmo assim :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.