Sob As Estrelas
9 Fim Alternativo 2 - Paraíso
Notas iniciais
Boa leitura ♥
POV: Leo
Um vento frio soprava, ardendo em meu rosto, como se quisesse me lembrar da sensação da água fria caindo do céu naquela noite. Como se quisesse me lembrar de como tudo aconteceu. Como se eu precisasse lembrar o porquê de eu estar ali. No enterro de Jennifer.
Eu não estava prestando muita atenção nas coisas que estavam acontecendo ao meu redor. Nem no padre falando, nem nas pessoas chorando, nem nos olhares de pena lançados para mim. Eu só conseguia pensar nela. No seu sorriso, no seu cabelo, na pele branca. No seu perfume...
Uma noite! Só uma noite! Eu queria trazer ela de volta, para continuarmos a história de onde paramos. Eu ouvi brevemente o padre dizer: “Deus sabe a hora certa de cada um ir. Se aconteceu, era para acontecer. Ninguém teve culpa. Ninguém poderia ter impedido.” Era a hora certa de ela ir? Então eu queria voltar no tempo, dizer que a amava bem antes da noite no telhado, para passar mais tempo com ela. Parecia tudo muito irreal.
O padre terminou de falar e era a hora de jogar as flores no caixão, antes de o baixarem. Todos os conhecidos mais próximos de Jenny tinham uma rosa em mãos. A primeira pessoa a se aproximar do caixão para jogar a rosa foi a mãe dela. Ela chorava de um jeito estranho. Não parecia triste como uma mãe devia estar. Depois dela, Percy se aproximou. Esse sim estava triste. Seu rosto estava vermelho e molhado com as lágrimas. Ele parecia um cara sem motivos para viver. Eu não devia estar melhor. Ele jogou a rosa e se afastou. Annabeth e Thalia foram as próximas. Elas estavam totalmente arrasadas. Jason seguiu os passos delas. Eu fui o próximo. Quando me aproximei do caixão e joguei a rosa sobre ele, todas as cenas se repetiram de novo em minha mente: o momento em que cheguei ao corpo de Jenny... Implorando a ela para que não me deixasse, não naquele momento, não daquele jeito. Eu caindo de joelhos ao lado do corpo dela, já sem vida. Outros dois caras que eu não conheço tendo que segurar Percy para que ele não quebrasse as coisas, tamanho o seu desespero. O sangue no chão... Afastei-me do caixão com lágrimas caindo de meus olhos. O tempo começava a fechar e as pessoas começavam a sair do cemitério. Ficamos para trás Percy, Annabeth, Thalia e eu. As garotas conversaram brevemente com Percy e se dirigiram para o carro de Jason. Percy veio em minha direção e colocou a mão em meu ombro.
- Vamos, Leo. – sua voz parecia saída de um filme de terror – Não tem mais porque ficar aqui...
Eu o segui até seu carro, deixando para trás a lápide da garota que eu mais amei. Da garota mais linda, doce e gentil que eu já conheci. Uma cena passou em minha mente: o sorrido de Jenny ao ouvir seu apelido. Miss Chérie.
Fim.
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