Pedro e Cobra chegaram no fim da tarde, trazendo um isopor cheio de cervejas e várias peças de carne para fazer um churrasco. Tomaram várias broncas das esposas, que os proibiram de beber mais que duas latinhas (já que depois teriam que dirigir até em casa) e reclamaram de fazer churrasco (de novo).

“Ka, o Pedro está uma pilha de nervos, deixa ele extravasar.” Pediu Bianca, observando o cunhado praticamente virar uma latinha de cerveja. A loira bufou, fuzilando a irmã.

“Ele está uma pilha? Se eu posso lembrar, quem está carregando os três bebês sou eu.

“Eles se sentem impotentes, cunhadinha. No seu caso, o mané do Pedro deve estar se sentindo triplamente impotente, né?” Jade defendeu o amigo, se esbaldando em um prato de carne.

“E eu me sinto apavorada e ainda tenho que fazer a forte, porque meu marido é um fracote. Um lindo, amor da minha vida, mas um fracote.” Jade e Bianca riram, a segunda segurando a mão da irmã.

“Você foi realmente muito corajosa em seguir em frente com a gravidez tripla, Ka. Estou orgulhosa de você, irmãzinha.”

“Eu não podia separar eles, Bi. O médico até falou de redução de embriões e aquela baboseira toda, mas, diabos, se eu engravidei de três, eu vou parir os três. Mesmo estando me borrando.”

“Vai ser cesárea, né?”

“Vai, Jade. A obstetra conversou com a gente, e eles já estão praticamente sem espaço aqui dentro. Daqui a cinco semanas vamos fazer a cesárea, se nada mudar até lá. E enquanto isso, eu tomo uma cacetada de injeções e remédios para ajudar na formação deles.” Explicou Karina, brincando com o umbigo gigante. “Nessas horas é um saco ser baixinha. Não tem espaço para os três aqui.”

“E colocaram a Marquezine para ter trigêmeos naquela novela das 19h lá... Ela não é grandona, sabe? Acho que ia se ferrar mais que você.” Comentou João, chegando com uma bandeja ao lado delas.

“Você estava ouvindo a conversa?” Bianca repreendeu o marido, que negou.

“Eu apenas ouvi a última frase, Bianquinha. Você já deu alguma coisa para o Lucca?”

“Ainda não, amor. Faz um lanchinho para ele, por favor.”

“Vê se a Lara quer alguma coisa também, nerd, por favor.” Pediu Jade, e ele se afastou. “Só te digo uma coisa, Ka... Se o Pedro se inspirar no João e no Cobra, vai ser um ótimo pai!”

“Disso eu não duvido, Jade.” Concordou Bianca.

“E nem eu. Os dois são loucos pelas crianças. E se o Pedro, como tio, já é assim, imagina como pai.” A lutadora riu, observando Pedro ajudar Renatinha a se servir. “Mas mudando de pato para ganso... Eu encontrei o Alan hoje, Bi.”

“Ele tá bem?” Desde que havia se mudado para a casa nova, a atriz pouco se encontrava com o ex-cunhado. Falava sempre com Nat e Agatha, mas devia fazer quase três meses que não se encontravam.

“Tá, tá sim. Ele na verdade comentou que foi finalizado o inventário do Duca.” Explicou a mais nova, meio sem jeito. “Como você pediu, a exceção da casa onde vocês moravam, tudo ficou para a Agatha.”

“E o que você fez com o dinheiro da casa de vocês, Bi?”

“Está todo no banco, Jade. Ele vai todo para a faculdade do Lucca no futuro.”

“E por que você não fez isso com todo o resto? É só uma pergunta, juro.”

“Porque tudo ficaria mais complicado, entende? Tecnicamente, eu tive um filho de outro homem que foi gerado durante meu casamento, o que implicaria infidelidade. Então, se eu tentasse correr atrás disso, teríamos que remexer na paternidade do Lucca. E o dinheiro da casa já foi uma bolada, de todo o jeito. O Alan e a Nat passaram por uns bocados complicados nos últimos tempos, já que ela perdeu o patrocínio por se aposentar como lutadora. Achei que não era nada mais justo do que deixar tudo que era do Duca para eles. E como o Alan não queria aceitar, eu passei tudo para a Agatha, que era a afilhada e, tecnicamente, única herdeira legítima do Duca.”

“Tá, era mais simples não ter perguntado.” A bailarina fez careta, voltando sua atenção para a comida. “E o João tá de boa com isso?”

“Ele tá numa boa com isso do dinheiro da casa, mas ele não queria o resto. E eu não tiro a razão dele, né? Ele é o pai do Lucca, e tem o direito de querer ser o provedor de tudo que vem para ele.” Explicou Bianca, sorrindo para o marido. “Sabe que às vezes eu esqueço que ele não é pai biológico do Lucca?”

“Acho que todo mundo esquece, cunhadinha.” Riu Jade, observando as crianças. “O Lucca parece bastante com o João, né?”

“Assustadoramente.” Concordou Karina, vendo que pai e filho faziam caretas para entreter Lara.

“Mas, brother, era uma puta grana. Eu queria uma grana daquela, desse para mim.” Pedro estava indignado ao ouvir o valor dos bens de Duca. “Ou melhor, pros meus filhos. Eu tenho três a caminho, sabia?”

“Quem vê, pensa que vocês estão passando fome.” Se horrorizou Cobra.

“Cara, eu fiz as contas, sabia? Há dois anos atrás, as fraldas custavam 20% menos do que hoje. No primeiro mês de vida do Lucca, o João e a Bianca gastaram 6 fraldas por dia. Isso dá 180 fraldas, estimando um mês de 30 dias. Com três bebês, dá 540. Você sabe quando custa 540 fraldas, sua criatura rastejante?”

“Faz um chá de bebê.”

“João, eu precisaria ganhar um pacote de fralda de cada aluno do Gael, mais os alunos da Ribalta, mais os clientes do Perfeitão, para conseguir fralda para um mês. Eu to fodido e mal pago, irmão, você não está entendendo.”

“Achei que tava rolando uma graninha boa dos direitos autorais das músicas da Sol.”

“E tá, claro que tá. Mas é comprar casa nova, equipar o quarto, o leite especial que eles vão precisar... O médico já avisou que eles vão nascer mais cedo do que o indicado, ficar algum tempo internados, e a Karina não vai ter leite o bastante para os três. E isso me lembrou que a conta do hospital vai ser outro parto: o meu, para botar dinheiro para tudo isso.”

“João, o que mesmo ele disse quando o médico falou que a Karina ia ter trigêmeos?” Perguntou Cobra, sem conseguir disfarçar o sorriso.

Hehe, eu sou o cara, tão ligados? Três pontos em um único chute.” O nerd fez uma imitação grotesca do melhor amigo, que o fuzilou. “Ah, qual é, agora não pode zoar o rei da zoeira?”

“Eu amo meus filhos, João, eles são a melhor coisa que eu já fiz na vida. Eu só to meio desesperado com o que fazer para sustentar eles, nada demais.” O guitarrista emburrou, marchando para a beira da piscina, onde Renata estava com os dois sobrinhos.

“Será que pegamos pesado?” Perguntou Cobra.

“Talvez. Ele vai ficar mais feliz quando descarregarem o caminhão de fraldas que consegui para ele.” Cobra arregalou os olhos. “Uma marca de fralda quis me contratar para fazer os comerciais da nova campanha. Eu concordei, desde que eles fornecessem fraldas para os trigêmeos durante o primeiro ano.”

“Você trocou seu cachê por fraldas?”

“Do jeito que o Pedro falou que elas estão custando, acho que ganhei mais do que receberia em dinheiro.” Os dois riram com a comparação. “To imaginando o Silvio Santos: João Spinelli, quer trocar seu cachê por fraldas de bebê ou barras de ouro?”

“Tá, a piada estava boa até agora, cara. Por que foi estragar ela?”

“Mas eu não estraguei a piada, Cobra, eu só... Esqueci a carne na churrasqueira e agora ela virou um pedaço de carvão.” João gritou, atraindo a atenção de todos. “Que droga, era a picanha!”

“Eu falei que devíamos ter pedido pizza!” Gritou Karina, irritada.

“Será que ainda dá tempo de conseguir meu cachê de volta?” João resmungou irritado.

Notas finais
HELLO KIDS!!! To fugindo das facas e xingamentos, porque sim HAHAHAHAH Não vou nem tentar me desculpar, apenas torcer para que curtam muito esse capítulo. Tem emoção chegando, e isso nem sempre é positivo HAHAHAH Beijos e queijos e caranguejos ;* http://www.facebook.com/fanficswaalpomps
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.