So Heres Your Holiday
7 Capítulo 7
Notas iniciais
“- Puta que pariu... – O saquinho que continha droga até caiu no chão, não acredito no que vi, não mesmo.”
Esfreguei minhas mãos pra ter certeza se eu não estava ficando louco, era... Frank... E não estava sozinho... Estava com um homem... Mas que porra é essa? O homem não parecia querer os “serviços” de Frank, ele estava segurando o braço de Frank, e o encarando com um olhar cheio de ódio, Frank estava tentando se livrar dele, e ficava gritando “Me solta!” e o cara não o soltava, depois de ficar observando aquela breve “agressão” Frank gritou uma coisa meio vergonhosa pra qualquer... Um:
- FICA QUERENDO PAGAR DE MACHÃO, MAS NÃO FAZ NEM UMA SEMANA QUE PEDIU PRA EU TE COMER NÉ! – Frank ainda ficou olhando para o homem com um olhar que dizia “Ninguém mandou me provocar.” Esta bem, foi engraçado, mas porra que medo de Frank.
O homem o olhou com uma cara com mais ódio para Frank, ainda com sua cara de deboche (que o deixava a bicha mais linda do mundo... e foda-se eu sou viadinho e ele é lindo) depois desse homem encarar Frank com esse olhar maligno, do nada, o deu um soco no olho, Frank (como ele é um mini-prostituto) voou longe, ficou caído no chão, enquanto a expressão do homem que o agredira mudava sua expressão para uma mais tensa, EU QUE NÃO VOU FICAR AQUI PARADO VENDO FRANK APANHAR PRA UM CARA QUE PARECIA TER UNS 3 METROS NÉ?
Comecei a andar bem rápido em direção ao homem, fiquei me perguntando: porrada ou conversa? Muito obviamente minha resposta foi... Porrada.
Cheguei perto do cara, que ainda estava na mesma posição: Olhando para Frank caído no chão, e quando ele percebeu que eu me aproximava, só ficou me observando, não dei muito tempo pro homem pensar, assim que ele se deu conta, lhe dei um soco no queixo, não machucou minha mão, até por que me lembro que dos 13 aos 15 anos fiz defesa pessoal... Mas nunca foi necessário usar, até hoje.
- Qual o seu problema? Não está vendo que a conversa é comigo e com esse... — deu uma pausa enquanto olhava Frank, ainda no chão, com uma cara de nojo ou desprezo, era difícil decifrar — falso ?
- Primeiro de tudo: Não gostei da “conversa” que fez o amigo aqui cair no chão, segundo: por que você o agrediu? E terceiro: Se quiser brigar com alguém, ache alguém do seu tamanho, isso é covardia! – Eu disse, estufando o peito, o homem parecia ter uns 1,90 de altura, mesmo assim eu iria brigar com ele se preciso.
- O seu amiguinho ai, me enganou, e me roubou duzentos dólares!
- Roubei um caralho! Fiz meu trabalho e depois só cobrei. – Disse Frank, levantando o rosto, caralho, o olho dele estava roxo, muito roxo, e inchado, chegava a dar agonia de ver.
- Roubou sim! E cala a boca antes que o outro olho também fique roxo! – Disse o homem, com uma voz autoritária sobre Frank.
- Não fala assim com ele, você quer seu dinheiro de volta é isso?
- Gerard sai daqui! Ninguém te chamou pra porra nenhuma! – Disse Frank, que ainda não tinha se levantado, obviamente eu ignorei.
- Veio aqui pegar seu dinheiro de volta ou só espancar o cara até a morte? – Eu disse novamente, ignorando por completo as falas de Frank.
- Os dois. – Disse o homem, que parecia estar mais calmo.
- Olha, esquece isso ok? Quer o dinheiro? Eu te pago. – Eu disse, tirando a carteira do bolso de trás da minha jeans, quando tirei o dinheiro e o entreguei ao homem, ele fez uma cara de confuso e pegou o dinheiro.
- Cuidado da próxima vez, tenha certeza que a pessoa no outro dia não irá pedir dinheiro e sumir da sua vida. – Eu disse para o homem e olhei pra Frank, que desviou o olhar do meu.
- É? E você também... – Disse o homem, dobrando o dinheiro e o pondo no bolso, depois ele se virou e saiu caminhando. Como ele descobriu que Frank também me enganou? Ah claro, ele não falou o jeito que Frank “roubou” o dinheiro dele, e deveria estar meio óbvio né...
- Frank levanta daí, vou te levar pra casa e por gelo nesse olho. – Não teve malicia, realmente queria cuidar de Frank, aquele olho estava me dando agonia.
- Que nada Gerard, olha eu to bem, okay? Isso acontece de vez em quando... Não a ponto de socos mais acontece, eu vou ficar bem. Com licença agora eu tenho que ir. – Disse Frank, se levantando e limpando a sujeira do chão que grudou em sua calça.
- Não vai à porra de lugar nenhum você vai pra minha casa, eu vou cuidar desse olho ai, nem que seja a força eu te ponho naquele carro e te levo. – Eu disse, sem paciência pra discutir, foda-se se Frank se negasse a ir, ele iria e ponto final.
- Já que pediu com educação e respeito, eu vou por livre e espontânea pressão amigo. – Disse Frank em ar de deboche, realmente, a minha educação com as pessoas é incrível.
- Não deixei o carro muito longe, está ali na esquina, vamos lá. – Eu disse e fui andando em direção ao carro, Frank foi logo atrás, não falamos absolutamente nada durante todo o percurso até o carro.
Quando entramos no carro, meu celular tocou, era Ray.
- Que foi viadinho de merda? – Eu atendi, não falo “Alô” com Ray, não mesmo.
- Olha aqui seu puto, eu e Mikey já estamos indo para a festa que eu falei hoje cedo, não sei se você levou suas chaves com você, então tem uma chave em baixo do tapete pra quando você chegar ok? – Disse Ray, que estava mais parecendo minha mãe.
- Okay mamãe, e fala pra Mikey que se eu chegar e ele ainda estiver ai, eu vou nos trancar no quarto e ele vai ter uma festinha particular. – Eu disse depois que percebi o quanto Mikey fica puto quando eu assedio ele, nunca mais vou parar, por que eu sou o irmão mais capeta que existe. Percebi que Frank ficou me encarando com uma expressão confusa depois que eu falei da “festinha particular”
- Porra Gerard, Mikey ainda tá muito puto com você, mas se você quiser continuar fazendo isso, eu deixo, foi à coisa mais engraçada que já aconteceu! – Disse Ray, rindo um pouco, e eu ri lembrando Ray jogado no chão, vermelho e rindo alto, caralho que medo.
- Pode deixar agora Mikey está na minha lista hot, enquanto eu não come-lo eu não vou descansar. – Eu disse, rindo e com uma voz debochada, reparei que Frank ainda me olhava confuso.
- Tá bom viado, já te avisei onde está a chave, e agora estamos saindo de casa, tchau.
- Tchau vadia. – Eu disse e desliguei.
- Quem é... Mikey? – Disse Frank, meio que sorrindo.
- Meu irmão. – Eu disse rindo ao lembrar do rosto vermelho e cheio de raiva de Mikey.
- Vai pegar seu irmão é? – Disse Frank, rindo e depois fez uma cara de nojo.
- Claro que não, não pego gente puta. – ooooops, foi sem querer ter falado que não pego gente puta pra um prostituto que peguei ontem, foi sem querer mesmo.
- Ah tá, e quem era a “vadia”? – Disse Frank, porra ele queria saber de tudo mesmo?
- Meu melhor amigo. – Eu disse rindo levemente ao lembrar da risada de Ray, era muito apavorante e logo depois comecei a dirigir a caminho de casa, bem devagar, não queria chegar lá e “apresentar” Frank a eles.
- Então, o que fez no resto do dia? – Disse Frank, quebrando o silêncio constrangedor dentro do carro.
- Bebi, caminhei, conheci uma poser de Green Day, comprei maconha... Eu acho,ou alguma outra droga que vem em pó e é branca por aí...Dei uma porrada em um cara e agora estou levanto um cara com o olho roxo e inchado pra casa... E você? – Eu disse mais eu não queria ouvir a resposta, estava com medo de ser mais um “Trabalhei muito amigo nem te conto!” sério, eu vou ficar muito puto se ele falar isso.
- Nada de mais, sai com umas amigas e quando estava voltando pra casa encontrei um cara que queria me espancar... – Ah claro, agora me lembro do Garç... CARLOS, falando que Frank passou com umas meninas perto do bar, falando meu nome alto... Hm...
Ficamos em silêncio absoluto até que decidi ligar o rádio do carro, estava com o CD do Blink 182, Take Off Your Pants And Jacket, e estava tocando Stay Together For The Kids, caralho, como eu amo essa música. Estava tocando a música, e Frank continuou em silêncio, quando chegou no refrão eu e ele cantamos junto
-So here's your holiday, hope you enjoy this time you gave it all away it was mine so, when you're dead and gone, will you remember this night twenty years now lost? It's not right...
Depois de cantar, nos encaramos e rimos, é bem estranho quando do nada o silêncio acaba com uma simples letra de música...
- Gosta de Blink? – Eu perguntei pra ele, com um sorriso.
- Como não gostar? – Disse Frank sorrindo, é realmente ele tem razão, impossível não gostar de Blink.
Depois disso, ficamos falando sobre clips e músicas até chegarmos em casa. Eu não tinha levado a chave, como Ray já suspeitara, então tive que pegar a que estava debaixo do tapete, por um minuto que virei o rosto enquanto estava abaixado, percebi Frank olhando para minha bunda... hmmm... Ele quer.
Chegamos em casa e Frank sentou no sofá, eu fui para cozinha buscar gelo pra por no olho dele. Depois de ficar um tempo com Frank na sala vendo televisão, eu decidi ir tomar banho.
- Frank eu vou tomar banho, vai querer também? – Ih caralho, parece que eu o chamei pra tomar banho comigo... – Digo... Depois de mim.
- Ah sim, mas eu não tenho roupas aqui... – Disse Frank, ainda com o gelo na cara.
- Te empresto umas minhas pequenas, não tem problema. – Como eu estava gordo, tinham algumas roupas minhas que estavam ficando apertadas, acho que caberiam em Frank.
Fui ao meu quarto, peguei umas roupas bem avontades e fiquei em dúvida se dava também uma cueca ou não, acabei não dando...
Tomei meu banho e botei um conjunto moletom cinza velho que eu acho te tenho a uns três ou quatro anos, frio é foda.
Depois que sai do banheiro, Frank entrou nele e demorou quase uma hora lá dentro... Hmm.. Imagino o que ele deveria estar fazendo...
Depois que ele saiu, ficamos mais alguns minutos vendo televisão.
- Frank eu vou dormir, acho melhor você dormir no meu quarto, se Ray ou Mikey chegarem aqui e lhe verem dormindo na sala, provavelmente vão entrar em pânico, do jeito que as bichas são vão achar que você é algum traficante psicopata... – Eu disse, revirando os olhos, nunca vi homens mais medrosos como Ray e Mikey, lembro de uma vez que vimos um filme de terror de madrugada, OS DOIS DORMIRAM NA MINHA CAMA COM MEDO DO FILME, realmente é uma das cenas mais gays que guardo do nosso passado...
- Okay, eu também já estou morrendo de sono, vou aproveitar que você está indo e vou com você. – Disse Frank se levantando do sofá.
Eu e Frank fomos em direção ao quarto, quando chegamos lá, peguei alguns cobertores e lençóis e fiz uma “cama”, peguei meu travesseiro e deitei ali. Depois de, se eu não estou errado, uns 45 minutos, Frank começou a me cutucar da cama dele para a merda fodida que eu estava deitado em cima.
- Hey, Gerard... Está acordado? – Disse Frank, enquanto me cutucava.
- Estou sim Frank, o que é? — Eu disse, com uma voz meio rouca, estava quase dormindo.
- Vem aqui pra cima comigo? – Disse Frank, que pela voz dava pra ver que ele estava sem graça... hmmm...Não disse que ele estava querendo ?!?
- Tudo bem Frank, chega pra lá então. – Levantei da “cama” que agora está batizada de merda fodida, e fui para a minha cama, a que o Frank estava dormindo, Frank chegou pro lado e nos ajeitamos ali, depois de um tempo Frank acabou dormindo, e já dormindo (pelo menos eu acho que estava dormindo...) apoiou sua cabeça no meu peito e me deu um abraço, eu comecei a acariciar seu cabelo, até que depois de um tempo pensando em tudo o que acabou de acontecer, acabei adormecendo.
Quando acordei no dia seguinte, estava sozinho na cama, levantei e não havia nenhum vestígio de Frank, nem de ninguém, sai gritando pela casa.
- FRANK?! ALGUÉM? HEEEY! – PUTA MERDA FRANK ME ABANDONOU DE NOVO, EU NÃO ACREDITO! COMO EU SOU IDIOTA! POR QUE ESSAS MERDAS VIVEM ACONTECENDO COMIGO? SEMPRE SE APAIXONANDO PELAS PESSOAS ERRADAS, QUE INFERNO!
Não acredito que Frank fez isso de novo, realmente eu não acredito.
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