So Heres Your Holiday
22 Capítulo 22
Notas iniciais
-Gerard, acorda... –Frank disse enquanto balançava meu ombro.
-Ãh? Já chegamos? São que horas? –Eu perguntava enquanto tentava identificar aonde estávamos, esfreguei minhas mãos nos olhos tentando enxergar melhor.
-Não chegamos ainda não, mas vamos lanchar, devem se fazer umas sete horas desde que saímos da casa de Ray. –Frank me explicava, com a maior paciência do mundo.
-Sete horas? Acho que nunca dormi tanto na minha vida! –Eu debochei, mas é bem raro eu dormir mais de cinco horas por dia.
–Vamos lanchar aonde? –Ray perguntou, sem tirar os olhos da estrada.
-MC Donald’s, aonde mais seria? –Eu respondi.
-Prefiro Bob’s. –Mikey disse.
-Cala a boca, você é estranho. –Eu disse, ignorando por completo o fato do meu irmão preferir ir no Bob’s do que ao MC Donald’s.
-Vai tomar no cu, Gerard. –Mikey disse, pelo “fora” que dei nele.
-Sempre que posso to dando. –Eu respondi debochando. Frank segurou o riso.
-Eu também voto no MC Donald’s. –Ray disse, e Mikey ficou olhando pra ele tipo “Tá maluco?!” Mas ele deveria estar pensando “Como você não vai concordar com seu namorado?!?!” É, exatamente isso.
-Mikey desiste, vai ser MC Donald’s mesmo. –Eu disse e ele abaixou a cabeça.
Pedimos nossos lanches e sentamos para esperar. Frank se sentou do meu lado e ficou fazendo alguma coisa que eu nem estava prestando atenção. Estava com a cabeça voando entre letras de música, minha mãe, e... Jéssica.
-Hey, anjo... –Frank disse, me acordando dos meus pensamentos.
-O que Frank? –Olhei diretamente nos olhos deles, que guiaram os meus até a mesa, ele tinha pego um ketchup e um guarnapo e estava escrito “Frank Way S2 Gerard Iero” ele voltou a olhar meus pra mim, estava corado.
-Own Frankie, eu te amo. –Eu disse e ele ficou mais vermelho ainda. –hm... Gerard Iero... Nada mal... –Eu disse e ele sorriu daquele jeito infantil, seus olhos estavam brilhando e ele estava tornando a sua cor, mas ainda estava meio rosado.
-Frank Way também não é nada mal. –Ele disse e soltou um riso baixo.
Logo veio a garçonete entregar os lanches.
Comemos e conversamos algumas coisas, tentamos arranjar o melhor jeito de “administrar” a casa de Ray quando eu e Frank formos para lá. Frank iria trabalhar no horário em que estivéssemos na escola e Ray de tarde. E eu vou ser tipo... A dona de casa... Pelo menos não precisarei trabalhar, olha como sou vagabundo.
-E você Mikey? –Frank disse, como ele não iria morar conosco, estava calado, sem prestar atenção na nossa conversa.
-Eu oquê? –Ele perguntou.
-Vai vir morar com a gente? –Frank disse e riu, provavelmente por que eu e ela vamos ir morar na casa do namorado secreto dele.
-Vocês não me convidaram. –Ele disse rindo, o que fez eu e Frank nos olharmos e provavelmente, pensar a mesma coisa “Que feio senhor Ray! Vai levar dois gays pra morar na sua casa e o seu próprio namorado você não chama!” Eu estava quase soltando uma gargalhada, mas consegui prender.
-Nem vamos, vai ter que aguentar aqueles idiotas que são nossos pais, sozinho. –Eu disse.
-Gerard para com isso, deixa de ingratidão. –Ray disse, me repreendendo.
-Ingratidão? Ah Ray, se fode. –Eu disse, dando de ombros.
-Então Mikey, você quer vir morar com a gente? Já que ninguém convidou, eu convido, por que essa porra não é a mesma sem o “Moikay” –Frank disse, se intrometendo para eu e Ray não acabarmos brigando ali.
-Se todos concordarem, eu vou sim. –Ele disse, dando um sorriso amarelo.
-Ray, provavelmente sim né? Se eu estou convidando, claro que eu quero que você venha, e o Gerard...
-Eu não quero. –Interrompi Frank, eu disse sério, e todos me olharam assustados. –Claro que eu quero né seu porra, vem cá meu irmão gostosinho. –Eu disse e fiquei passando a língua no canudo do meu milk-shake Ray e Frank riram.
-Vamos gente, está ficando tarde e ainda tem muito asfalto pela frente... –Ray disse, olhando em seu relógio. Todos concordaram. Pagamos a conta e fomos para o carro.
-Gerard, você dirige. –Ray disse, me entregando a chave.
-Já que pediu com carinho, dirijo sim pode deixar. –Eu disse, em ironia.
-Ah Gerard, vai se foder. –Ele disse entrando no carona.
Ficamos conversando por umas horas e quando fui dar conta, todos estavam dormindo. Eu estava sem sono, eu queria conversar com alguém, e já deveriam fazer umas três horas que eu não implico com ninguém.
Peguei meu CD do Slipknot, o All Hope Is Gone e dei uma risadinha maléfica quando olhei para o lado e vi todo mundo dormindo.
Botei a música muito baixa enquanto não começava a gritaria, mas quando começou, aumentei rápido, botei no máximo, e ainda gritei junto:
- I DID MY TIME, AND I WANT OUT! SO EFFUSIVE FADE! –Meu grito e o som alto do carro fez com que Mikey, Ray e Frank acordassem em um pulo.
-Gerard seu idiota! Desliga essa merda! Porra, que susto! –Frank disse, e voltando a posição na qual estava dormindo.
-Gerard, não é possível, você precisa de um psiquiatra, nunca vi alguém gostar de implicar tanto! –Mikey continuou, se mexendo um pouco também.
-Gerard, seu porra, vai assustar a mãe, merda. –Ray disse, me dando um empurrão na cabeça.
Eu comecei a rir dos três revoltados. –Desculpa, é que eu amo vocês. –Eu disse e voltei a rir. –Podem voltar a dormir, vou me comportar, mas deixa o CD tocando, prometo que não aumento mais. –Eu disse abaixando o volume, eles não responderam, então foi um sim.
~~~~Gerard autista maluco de madrugada ouvindo Slipknot até de manhã~~~~
-Ray, sua vez de dirigir. –Eu disse, estava parecendo mais vampiro do que nunca, pálido, cheio de olheiras e serio, e ao som de Slipknot, o CD tocou umas trinta vezes de madrugada.
-Hm... Já é de manhã? –Ray disse, ainda com os olhos fechados.
-Já. –Eu disse, parando o carro no canto para trocar de luar com Ray.
Trocamos de lugares e eu fiquei olhando pela janela. Só eu e Ray estávamos acordados, eram seis horas da manhã.
-Não vai dormir não? –Ray perguntou, querendo puxar assunto.
-Não estou com tanto sono assim, e eu gosto de parecer um vampiro, é legal. –Eu disse, ainda olhando pra estrada. –Daqui a poucas horas já vamos estar em Jersey de novo... –Eu disse e dei um suspiro.
-Se acalma Gerard, eu acho que sua mãe não vai te expulsar de casa, te odiar, nunca mais querer ver você... Seu pai... Bem... Eu acho que ele não vai aceit...
-QUE SE FODA AQUELE MERDA! EU ODEIO ELE, QUE ELE MORRA DA PIOR MANEIRA POSSIVEL! –Eu gritei, interrompendo Ray e quase acordando os outros. –Ray, você sabe que meu pai nunca foi presente, e eu não estou falando que é por que ele viaja muito, estou falando por que... Ah Ray você sabe! quantas lembranças você tem de algum dia em que meu pai fez algo de bom pra gente? Ele sempre foi um idiota, que ficava sentado naquela porra de poltrona assistindo televisão ou na frente do computador dele, Ray, eu fico dias sem saber se ele está vivo, eu quero que ele morra mesmo, e acho que ele vai pouco se foder pra mim, como ele sempre fez. –Eu sussurrei, e Ray só concordou.
-Mas Gerard, ele é seu pai. –Ele dizia, querendo que eu não falasse mas a verdade sobre meu pai.
-E qual o problema? Ray, eu acho que nem Mikey gosta muito dele, meu pai sempre foi um idiota, e sempre será. O lado bom é que ele está sempre viajando a trabalho, então não sou obrigado a vê-lo todo dia.
-Será que ele já voltou de New York? – Ele perguntou, ainda com a voz calma.
-Provavelmente sim. Que se foda.
-Voltando ao assunto principal, e não a sua carência em forma de ódio pelo seu pai... –Ele disse e eu ri. –Vai contar assim que chegarmos ou vai esperar um pouco?
-Planejo contar hoje, até por que Frank pode ser pequeno, mas ainda é uma pessoa, e eu estou levando um estranho pra ir morar comigo.
-É, isso é verdade. Tenta dormir um pouco. Hoje vai ser um dia bem longo pra você.
-Não vou dormir, desiste Ray.
-Okay então, mas tenta não desmaiar, você ficou acordado a noite toda.
-Vai à merda, Ray.
-Vai você.
-Puto.
-Bichinha.
-Sou mesmo e daí? -Eu disse com uma voz de travesti.
Começamos a rir.
Conversamos sobre várias coisas, boas e ruins.
~~~~9h30min~~~~
-Bom dia... –Frank diz, se espreguiçando.
-Bom dia Frank. –Eu e Ray dissemos juntos.
-Nossa, acordaram que horas? Achei que acordar primeiro. –Frank disse.
-Eu to acordado desde ontem. Acordei Ray as seis. –Eu expliquei pra Frank.
-Já estamos chegando? –Ele disse se mexendo.
-Já, acho que antes das quatro horas da tarde chegamos lá.
-Então vai demorar. –Eu disse.
-Menos que ontem. –Ray disse.
Conversamos sobre milhares de coisas, Frank acordou de bom humor, o que é raro pra qualquer pessoa.
~~13h54min~~
Mikey acordou, e começou a fazer as mesmas perguntas “Que horas são?” “Estamos chegando?” “Tem café?” e as mesmas respostas “Uma da tarde, Sim, Não.” E depois ficou um silencio absoluto, aproveitei para pegar meu celular pra escutar música. Acabei dormindo.
~~Algumas horas depois~~
-Vampiro... Acorda... –Ray me balançava enquanto falava.
-Hã? Que foi?–Eu disse, com a voz rouca de sono.
-Já chegamos. –Ray disse, sorrindo.
-Já? Nossa, essas foram às três horas mais rápidas da minha vida. –Eu disse saindo do carro e me espreguiçando.
Fui pegar minha mala, Frank já estava tirando a dele quando eu cheguei.
-Gerard... Vai contar agora? –Ele disse, pondo a mão no meu ombro.
-Provavelmente, o que vou dizer quando ela ver você? Que seus pais morreram de câncer enquanto você foi viajar conosco? Acho que ela não acreditaria. –Eu disse e fiz um bico.
Frank me deu um selinho, pelo menos tentou. Peguei na cintura dele e o beijei bem lentamente, o menor afastou nossos rostos.
-Gerard, você pede pra se foder não é possível, na frente da sua casa ainda não. –Ele disse e eu ri.
-Tem razão, mas vai me compensar né? –Eu disse, fazendo uma carinha de criança.
-Claro. –Ele disse rindo.
Soltei Frank e peguei minha mala, fui em direção a porta, minhas pernas tremiam só de saber que minha mãe estaria lá dentro, e que consequentemente, teria que contar pra ela, o que talvez ela não quisesse ouvir...
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