So Heres Your Holiday
13 Capítulo 13
Notas iniciais
“-Mikey vem cá. — Eu disse levantando e indo em direção ao meu quarto, quando cheguei à porta, a abri e deixei Mikey entrar primeiro, assim que ele entrou, eu tranquei a porta.”
Mikey parecia não estar muito preocupado com o que eu iria falar para ele, acho que isso é bom... Pelo menos agora.
- Que foi vai me estuprar é? – Mikey disse, se jogando na cama, ficou sentado sorrindo.
- Bem que você queria né? – Eu disse, entrando na brincadeira.
- E você nem quer possuir meu corpo né? — Disse Mikey, pondo o dedo na boca, MANO É A PRIMEIRA VEZ NA VIDA QUE ELE FAZ ISSO.
- Você tá virando gay, já percebeu isso? Eu já percebi. – Eu dizia entre risadas por culpa do dedinho sensual do Mikey.
- É realmente, sou muito gay, igual você. – Disse Mikey rindo e trocando de posição na cama. –Mas me diga o que você quer me contar que é tão sério assim a ponto de você ter que me trancar no quarto com você? – Disse Mikey enquanto me encarava com aquela cara quase que ele quase nunca muda.
-Tem haver com o assunto que a gente estava falando... – Eu disse, me sentando na cama junto a ele.
A expressão de Mikey ficou mais tensa, nervosa...
-QUE ISSO GERARD, NÃO EU SÓ ESTAVA BRINCANDO... – Disse Mikey, que arregalou os olhos e foi (tentando) se arrastar para trás, mas ele já estava com as costas apoiada na parede. Como se estivesse com medo de mim (?)
-Hã? Mikey, que foi? se acalma porra! – Eu dizia, não estava entendendo porra nenhuma.
-O que é fala logo, to com medo de você. – Mikey dizia enquanto me encarava como se eu fosse um monstro, PORRA EU NÃO ACREDITO QUE ELE TÁ ACHANDO QUE EU QUERO PEGAR ELE, PUTA QUE PARIU! SÓ O MIKEY PRA ACHAR ISSO, QUE DOENÇA QUE ELE TEM?! TINHA QUE SER MEU IRMÃO, MUITO DOENTE, NÃO ACREDITO QUE ELE TÁ ACHANDO MESMO QUE EU QUERO ESTUPRAR ELE, NÃO ACREDITO QUE ELE ACHA QUE EU QUERO TER ALGO COM MEU IRMÃO!
-Ai seu babaca, nem é o que você tá pensando, eu não quero te comer não, ridículo! – Eu disse fazendo uma cara de nojo. – Não sou doente a esse ponto, tá certo que você é bonito, claro sendo minha cópia, mas eu não quero sair com você não ok? – Sou convencido às vezes.
-Então o que é? – Disse Mikey parando de tentar se afastar de mim, ou de tentar entrar na parede. – PUTA QUE PARIU NUNCA MAIS FAZ ISSO, REALMENTE FIQUEI COM MEDO DE VOCÊ, VOCÊ É DOENTE SIM, DE VOCÊ NÃO DUVIDO NADA. – Dizia Mikey enquanto arregalava os olhos novamente.
- CALA A BOCA PORRA. – Eu gritei, já não estava a fim de aturar as crises de Mikey.
- Okay, vou me controlar, agora me diz o que é. – Disse Mikey, dando um suspiro e voltando a me encarar calmamente.
- Mikey, eu... – Eu não iria conseguir dizer “PORRA MIKEY EY SOU VIADO EAI?!”, tentava buscar toda a educação que nunca me foi dada para contar isso para Mikey. – Eu... Mikey, eu sou gay, realmente é essa minha opção sexual e Frank... – fechei os olhos e continuei. – vai voltar conosco para New Jersey, ele é meu namorado, praticamente meu noivo. – Eu disse, e abri um dos olhos para ver a expressão de Mikey.
Ele parecia meio confuso, assustado, alguma coisa assim, mas sua cara não mostrava ódio, nem mágoa, acho que isso é bom... NÉ???
-Isso é sério? – Mikey franziu a testa, ai caralho, fudeo. – Desde quando você descobriu isso? – Ele dizia, a testa ainda franzida não de ódio, e sim tentando me compreender.
-Desde o primeiro dia em que viemos pra cá, no dia em que conheci Frank... – Fitei o chão enquanto falava, estava com medo de Mikey, não me aceitar, mesmo a gente brigando e se infernizando, eu amo Mikey.
- Por que não me contou antes? SOU SEU IRMÃO PORRA! – Mikey disse, como se estivesse meio chateado por eu não ter contado antes.
- Por medo, de acabar estragando suas férias. – Eu disse, ainda fitando o chão.
- Olha Gerard, não vou dizer que apoio, afinal, não sou gay pra dizer isso, enfim, mas eu também não vou repreender, afinal... O CU É TEU, e você sabe que sempre pode contar comigo, pra qualquer coisa, então meu irmão, eu não tenho absolutamente nada contra você e Frank, muito pelo contrário. – Mikey disse, dando de ombros o fato de ter um irmão gay, acho que isso é bom... Depois ele continuou. –Ray já sabe?
- Sim, ele não é lerdo como você, estava desconfiado, ai me perguntou e como eu não sei mentir pra ele e pra você, acabei contando. – Eu disse já menos tenso pela reação de Mikey.
- A coisa que eu menos gostei nisso tudo foi saber por ultimo das coisas, achou que eu fosse fazer o que? Te expulsar da minha vida, contar pra nossa mãe e fazer ela te jogar na rua? – Mikey abriu os braços, tipo aqueles traficantes cobrando dinheiro.
- É, exatamente. –Eu realmente achava que Mikey poderia fazer isso...
- Depois não quer que eu te chame de doente. – Mikey revirou os olhos.
- Mudando de assunto, ainda vamos à boate? – Perguntei, achava que Mikey diria que não e tudo mais, mas realmente não atrapalhei a felicidade de Mikey, que abriu um sorriso, nunca tinha visto Mikey sorrir mais de uma vez no mesmo dia, era muito estranho...
-Claro, quero pega alguém hoje. – Mikey disse rindo e levantando da cama.
-Pode me pegar se quiser, delicia! – Eu disse, cruzando as pernas e tentando prender o riso.
- Então vem cá maninho. – Mikey disse e me chamou com o dedo indicador... É ELE ENTROU NA BRINCADEIRA MESMO.
Começamos a rir muito, era a primeira vez que Mikey aceitava a brincadeira.
-Somos muito estranhos! – Eu disse, eu e Mikey caíamos na gargalhada.
-Você que é, fica dando essa bunda gorda pra um anão! – Mikey disse enquanto esperava minha reação.
-Sempre soube que você tinha inveja da minha bunda. — Eu disse, fazendo uma cara sensual e gay.
-Nunca tive, mas se você por uma saia, ainda mais com esse cabelo preto até os ombros e virado de costas, te param pra perguntar quanto tá o programa. – Mikey disse e começou a rir.
- Se fuder Mikey. – Eu disse, não gostei da parte da saia.
Mikey começou a rir mais ainda.
- Vamos lá pra fora, Ray já deve estar pronto. — Mikey disse, mudando de assunto, enquanto ia em direção a porta.
Chegamos e Ray estava sentado no sofá vendo televisão, estava com uma calça jeans escura, um tênis preto e uma blusa branca com um casaco também preto por cima. Frank já estava tomando banho.
- E ai vocês? – Disse Ray olhando para eu e Mikey.
- Bem, tudo já tá okay. – Eu disse e Mikey mudou de assunto:
-Vou pegar minhas roupas e esperar Frank sair do banheiro. – Mikey disse enquanto entrava no quarto.
Dois segundos depois de Mikey ter fechado a porta do quarto, Ray deu um pulo pra perto de mim.
- E AI COMO VOCÊ CONTOU? COMO ELE AGIU? ELE TÁ BEM MESMO? – Ray estava com os olhos arregalados e me olhando com uma cara de ansiedade, porra que medo.
- Eu fiquei gaguejando, ai ele achou que eu queria comer ele, ai ele entrou em desespero, ai eu xinguei ele, ai depois deu no que está ai, acho que ele tá bem. – Eu disse, dando de ombros.
-Só? Então... Ok... – Disse Ray, que se virou de novo para a televisão e ficou em silêncio.
Depois de uns minutos Mikey saiu do quarto, não deu nem um minuto e Frank saiu do banheiro, ao ver Mikey, Frank corou. Não era pra menos.
- FALA AE CUNHADINHO! – Mikey gritou e foi dar um abraço em Frank, que não estava entendendo nada, e retribuiu o abraço.
-... – Frank ainda estava corado.
Mikey depois entrou no banheiro e Frank ficou me encarando com um olhar de “QUE PORRA QUE HOUVE?” e eu dei de ombros.
Depois de já prontos Mikey e Ray foram à cozinha fazer sei lá o que e Frank se sentou ao meu lado.
-O que você disse pro Mikey? – Frank sussurrava com medo de alguém escutar.
-Primeiro eu falei que ia pegar ele, ai depois falei que ia falar serio, ai ele acho que eu estava querendo comer ele de verdade ai depois eu xinguei ele, ai contei pra ele sobre a gente, ele ficou meio “Ah que se foda” ai depois comentamos sobre o tamanho da minha bunda. Acho que foi só isso. –Dei de ombros, não estava a fim de falar muita coisa.
Frank riu e depois disse:
-Não é obvio o fato de a sua bunda ser grande? E gostosa... muito gostosa... – Disse Frank, enquanto fazia uma cara bem gay. – E só minha, vou fazer uma tatuagem escrito “Essa bunda é propriedade do Sr. Frank Anthony Thomas Iero Jr. Qualquer tentativa de furto ou invasão de propriedade será punida com pena de morte.” É, assim ninguém além de mim vai mexer ai. – Disse Frank, enquanto me olhava com uma cara de idiota.
- Propriedade? – Eu disse e comecei a rir. – Não precisa tatuar, todo mundo já sabe disso. – Eu disse, ainda rindo.
-Mas é bom prevenir. – Disse Frank, sorrindo daquele jeito bobo, toda hora ele faz isso, isso me deixa louco, e mais gay a cada segundo.
- Se você acha, tudo bem eu deixo você fazer uma tatuagem na minha bunda. – Eu disse, como isso soa ridículo!
Já eram umas nove horas da noite quando decidimos ir para a boate. Sabíamos que não iriamos ficar a noite toda juntos, então combinamos de assim que saíssemos da boate, iriamos avisar para os outros com SMS, assim se acontecesse algo pelo menos a gente saberia aonde não procurar os outros. Mas eu sei que essa porra não vai dar certo, certeza de que todos iriam ficar bêbados pegar a primeira menininha que desse bola e arrastar ela pro canto, o que me dá mais tempo sozinho com Frank... Hm, hoje tem...
O percurso todo Frank foi guiando Ray até a boate, quando estávamos próximos a ela, Era possível separar os grupos de pessoas que estavam lá como patricinhas, putas, playboys e maloqueiros. Patricinhas com minissaias e blusas curtas, putas com quase nenhum pano no corpo playboys pagando de pegadores (a maioria é virgem, acreditem eu já ouvi uma conversa entre dois deles e tipo, estavam parecendo menininhas no primeiro encontro.) e os maloqueiros cheios de maconha e roupas de mendigo.
Assim que chegamos lá, fomos abordados por algumas meninas.
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