So Here Is New York

9 Lembranças Contadas


Notas iniciais
Oeeee Nesse capitulo vai rolar muita coisa, mesmo sendo curto. Sim, eu sei que é curto, mas ou era isso ou eu não postava hoje. Vou tentar postar mais um essa semana, mas não prometo nada. *NYADA *Kurt chorando *Blaine protetor *Lembranças

No dia seguinte Kurt voltou a faculdade, e era de se estranhar como aquele lugar parecia tão comum. Tudo estava surpreendentemente normal. Como se a ausência de Adam não tivesse relevância, como se nada tivesse mudado. E surpreendentemente, era assim que o garoto se sentia, desde o dia anterior que enterrara o pássaro, como se a falta que o loiro fazia a uma semana atrás, tivesse sido preenchida.

O garoto se apressou, entrando na faculdade com a cabeça erguida, ele já não tinha mais ninguém para o proteger, e teria que ser firme, ter coragem. Tudo estava indo bem, ele estava andando em passos firmes e confiantes.

Isso, é claro, só durou alguns segundo, até que todos reparassem na presença do castanho, e os cochichos começarem.

*****SHINY*****

Blaine chegara mais cedo na faculdade, tinha esperanças de encontrar um certo castanho antes das aulas começarem. Ele caminhava pelos corredores para passar o tempo. Subiu e desceu as escadas algumas vezes, sempre prestando atenção para ver se não encontrava o garoto pelos corredores. Estava perdido em lembranças do dia anterior, até que ouviu um grupo de pessoas falar o nome de Kurt e parou para ouvir.

–Vocês ficaram sabendo que o Adam, do coral, foi embora? Desistiu da NYADA no último ano e mudou de cidade! – diz uma garota morena.

–Coitado do Kurt, deve estar arrasado – diz uma outra garota ruiva com um falso olhar de tristeza.

–Pode deixar que eu consolo ele – diz um garoto alto, rindo do próprio comentário.

–Até parece que Kurt Hummel olharia pra você Charlie – diz a morena rindo do garoto.

–Por que não olharia? – diz ele meio indignado.

–Kurt é um dos garotos mais bonitos da NYADA, ele é modelo da Vogue e um dos alunos mais talentosos daqui, ele pode ter qualquer um que quiser, por que acha que ele escolheria você? – diz a ruiva babando veneno.

–Ele pode ser o que for, mas eu me garanto também. Essa é a primeira vez em 8 meses que Hummel está solteiro, e principalmente, sozinho, já que mesmo antes, Adam ficava em cima dele como um abutre. – diz ele com desdém – Agora, todos vão querer conquistar o coraçãozinho solitário do menino Kurt – diz fazendo beicinho.

–Eu estou louca para ver isso – diz a ruiva rindo alto.

–Queria participar dessa disputa, mas infelizmente ele é gay – diz triste a morena.

–Eu te conto como ele é na cama depois, tá? – os três riem e Blaine sai de perto, correndo para a entrada da faculdade.

Ele procura Kurt em todos os lugares, sempre ouvindo conversas paralelas sobre o castanho. Como ele tinha chegado a faculdade sozinho. Como ele estava ainda mais “gostoso” agora que estava solteiro. Como ele parecia assustado com todos a sua volta.

As aulas começaram e Blaine não fora para a sua sala, procurou por Kurt em sua sala e não o encontrou. Correu pelos corredores procurando em cada sala vazia, banheiros, e despensas que achava. Chegou a um banheiro, em uma parte pouco frequentada da faculdade, e ouvira soluços vindos de uma das cabines, abriu a porta encontrando o castanho encolhido e chorando. Seu coração apertou com a cena.

–Kurt! O que aconteceu? – pergunta já desesperado.

–B-Blaineee!! – diz abraçando o moreno e chorando mais alto.

Blaine retribuiu o abraço quase que imediatamente, sendo puxado pelo garoto para dentro da cabine, Kurt fechou a porta e voltou a chorar nos ombros do moreno. Depois de alguns minutos Blaine afastou o mais alto apenas para se sentar e chamar o outro para se sentar com ele. Kurt se sentou entre as pernas do moreno e voltou a chorar em seu ombro, e ficaram assim por longos minutos.

–O-obrigado – diz o castanho um pouco mais calmo, olhando o menor nos olhos – obrigado!

–Quer falar sobre o que aconteceu? – Kurt olha para baixo triste.

–É só que... Eu não vou aguentar passar por isso de novo. – diz segurando a mão do moreno a tocando-a delicadamente.

–Passar pelo que de novo? – diz olhando o garoto, mesmo com tudo isso acontecendo, Blaine não poderia negar que estava adorando ter o castanho assim, tão próximo dele.

–Só me escute tá bom?! – diz o castanho se virando de costas para o mais baixo e encostando a cabeça em seu peito, segurando as mãos do mesmo, começou a falar – Eu nunca fui como os outros garotos, e por isso nunca fiz amigos. Mesmo criança, era fácil de notar que eu era diferente, eu não ligava que ricem de mim, mas tudo piorou quando minha mãe morreu, eu tinha 8 anos. Eu fui piorando com o tempo, não falava com ninguém e quase não saia de casa. No ensino médio, as piadinhas viraram insultos, e com o tempo, as agressões verbais viraram físicas. Eu apanhava, e era jogado na lata de lixo quase todos os dias pelos garotos do time de futebol – aperta um pouco a mão do moreno, começando a chorar silenciosamente – Eu cheguei a pensar até em suicídio – aquelas palavras atingiram o moreno em cheio. Blaine já tivera problemas também, mas não como os de Kurt – Meu pai descobriu e me fez entrar em um clube, no clube do coral. Foi onde eu fiz amigos.

–Como a Rachel? – diz no ouvido do castanho, que se arrepiou.

–Como a Rachel! Isso me deu força para continuar, eu “sai do armário”, sendo o primeiro na escola a se assumir gay, e fui muito apoiado pelos meus amigos, e principalmente meu meio irmão Finn. Mas as agressões continuaram, sempre piores. Até que no meu terceiro ano, eu tive coragem de enfrentar o meu agressor – ele olhou para baixo, como se aquelas lembranças doessem – Ele me beijou – um arrepio correu por toda a espinha do moreno – Depois ameaçou me matar se eu contasse para alguém.

–Isso é horrível Kurt! – diz abraçando o castanho como se quisesse livra-lo de todas as coisas ruins que lhe aconteceram.

–Quando eu entrei na faculdade hoje, e todos olharam para mim daquela forma, eu me senti tão mal. Como se estivesse nos corredores do McKinley de novo – diz se rendendo ao abraço.

E mais alguns minutos se passaram, por mais que fosse estranho, os dois apenas se sentiam bem assim. Kurt não contara tudo o que aconteceu com ele para Blaine, mas contou mais do que qualquer um sabia até agora.

–Nada vai acontecer a você Kurt – o castanho se virou para o moreno, o encarando atentamente – Ninguém vai te machucar – diz secando as lagrimas do rosto de porcelana.

Sentindo o polegar do moreno em seu rosto, Kurt fechou os olhos para apreciar o toque, Blaine aproveitou o momento para se aproximar. Ao sentir a respiração do outro tão perto, o castanho abriu os olhos, e fitou os olhos hazel do moreno. Ambos foram se aproximando, selando suas bocas com delicadeza. Apenas um simples tocar de lábios.

Notas finais
Aeeeeeeeeeee O PRIMEIRO BEIJOOOOO!!! Tava na hora né gente?! Bom, é isso. Quanto mais comentários, mais rápido sai o capitulo. Bjos e até o próximo!