So Here Is New York
19 Garotas
Notas iniciais
–Kurt Elizabeth Hummel eu vou matar você! – Santana se aproxima do castanho o abraçando, com Rachel logo atrás.
–Que bom que você tá bem, eu estava tão preocupada! – Rachel abraça e beija o rosto do menino repetidamente.
–Gente, mas o que é que tá acontecendo aqui? – o castanho acha graça do comportamento das amigas, mas logo Santana vai pra cima dele, começando a estapeá-lo.
–E você ainda pergunta? Como pode sumir assim? – Rachel segura a latina que realmente parecia angustiada.
–Estávamos quase chamando a polícia Kurt!
–Não é pra tanto meninas, vocês sabiam que eu estava com o Blaine – diz indo até o sofá, com as duas logo atrás.
–Mas não falou que ia dormir fora, e passar o dia inteiro sem dar notícias, e sem atender o celular – Rachel diz se sentando ao lado dele, enquanto Santana se sentava no outro sofá.
–Achamos que tivesse morrido – a latina diz, logo recebendo um olhar de reprovação da morena.
–C-como assim? – pergunta o garoto, seu coração acelerou.
–Não é nada Kurt, é exagero da Santana – Rachel diz desconfortável.
–Exagero? Um cara morreu! Eu sei que tem muitos gays em New York, mas é impossível não pensar na possibilidade de...
–O que importa é que ele está bem, Santana!
–C-como assim? Quem morreu gente? – o castanho parecia realmente perturbado com toda aquela discussão.
–Não sabemos, foi outro ataque de ódio – diz a morena cabisbaixa.
O castanho ficou desconcertado, aquelas palavras o atingiram em cheio. Alguém tinha morrido, pelo simples fato de ser gay! E isso acontecera tão perto dele. Kurt lutou a vida inteira contra a homofobia, e por mais que lutasse, parecia que isso nunca ia acabar. Ele achou que quando mudasse para New York tudo ia mudar, mas não foi isso que aconteceu.
–Kurt, não fica assim – Rachel disse, abraçando o amigo – Viu o que você fez Santana!
–Ele ia ficar sabendo de qualquer jeito, não se fala de outra coisa! – diz a latina irritada – E não é como se eu não me sentisse mal também, ou você esqueceu que eu sou lésbica? – a morena abaixa a cabeça, realmente, as vezes esquecia que a latina também sofria com isso.
–E a Dani, como está? – pergunta a morena, preocupada com a outra. Mesmo que ela e a latina não tivessem feito as pazes, ela se preocupava com a Santana, e, consequentemente, com quem ela estava.
–Não sei... Nós terminamos – diz como se não fosse nada, e evitando olhar os amigos.
–O que aconteceu? – perguntou o castanho, tentando tirar a cabeça da notícia anterior.
–Eu só não queria mais! Algum problema? –pergunta Santana, irritando-se.
–Eu só achei estranho – diz a morena olhando para os pés.
–Não faz diferença – a latina estava com os olhares marejados.
–Claro que faz, somos seus amigos garota, nos preocupamos com você. Acostume-se com isso! – o castanho diz, vendo a angustia no olhar da outra.
–É que... Brittany está namorando Sam – diz ela olhando para Kurt, que entendeu imediatamente, mas a morena não pareceu entender tanto assim.
–Idai? – pergunta confusa, vendo a latina suspirar.
–Idai, Berry, que eu sou apaixonada por ela – diz vendo os olhos da morena se arregalarem – Aqui em New York, é muito mais fácil se assumir, quase todo mundo te aceita, ou simplesmente não se importa. Mas em Ohio, eu não podia me assumir, não tive coragem – diz olhando para o castanho, que retribuía o olhar, entendendo a dor da amiga – Eu só me assumi depois que cheguei em New York, mas isso não quer dizer que eu virei lésbica depois que vim pra cá, eu sempre foi. E eu era apaixonada pela Britt, ou melhor, eu sou!
–Vem cá Satanás – diz o castanho abrindo os braços, recebendo a latina em seu abraço em seguida. Ele entendia a garota.
–Se vocês contarem a alguém que eu tenho sentimentos, eu mato os dois – ela diz vendo os amigos rirem. Mesmo que não admitisse, ela amava o amigos, até mesmo a Berry.
O castanho fica mais uns minutos brincando com as amigas, tirando sarro das duas, e vendo elas brigarem, até que sente seu celular vibrar, indicando uma nova mensagem.
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De Baih
Olá meu amor (eu adorei dizer isso) Estou com saudades já, e não vejo a hora de chegar na faculdade amanhã e te ver de novo, para podermos andar de mãos dadas pelo corredor!!
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Kurt sentiu as bochechas queimarem, ficando sem jeito. E sentiu os olhares curiosos das amigas sobre si. Respondeu a mensagem como se não fosse nada. Mas a cor do seu rosto lhe denunciava para as garotas que sorriram maliciosas.
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De Kurtie
Olá Bee, também estou com saudades, e não vejo a hora de segurar a sua mão, e mostrar para todo mundo que estamos juntos!
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Não teve tempo nem de guardar o celular no bolso, já recebeu a mensagem de resposta do moreno. Olhou para as amigas, que esticavam o pescoço tentando ler a mensagem e respirou fundo.
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De Baih
Principalmente para aquele tal de Charlie, pra ele não se aproximar de você de novo!
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Kurt não pode evitar de rir, enquanto se contorcia para responder à mensagem sem que Santana lhe roubasse o celular.
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De Kurtie
Ciúmes?
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De Baih
Muito!!
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Mas nenhuma mensagem foi trocada, e as garotas ainda encaravam o castanho enquanto esse guardava o celular no bolço e sorria feito bobo.
–Explicações. A-G-O-R-A – diz a morena, cruzando os braços.
–Quem era, Hummel? – diz a latina sorrindo maliciosamente.
–Blaine – diz, se divertindo com a curiosidade das amigas.
–Hmmmmm, eu acho que alguém está nos escondendo alguma coisa – Santana dizia maliciosa – Você gosta do Blaine, não é?
–Se eu gosto? – o castanho estava adorando ver a curiosidade das amigas, elas realmente não mudavam – é obvio que sim, se não, eu não estaria namorando ele! – diz sorrindo abertamente, vendo o queixo das garotas caírem.
–Como assim, Kurt? Como não me contou antes! – a morena dizia rápido – Não sabia nem que estava gostando dele, e agora já estão namorando?
–E o Adam? Esqueceu rápido em! – diz maldosa a latina. Ela não fazia de propósito, mas não podia negar que gostava.
–Estraga o momento mesmo – diz Rachel, irritando-se. Ao perceber que outra discussão começaria, o castanho decidiu intervir.
–Vou contar tudo o que aconteceu. – diz calmo, chamando a atenção das amigas — Desde que Adam foi embora... – o castanho começa a explicar tudo para as amigas. Ou quase tudo!
Depois de horas conversando com as meninas, o maior decidiu ir dormir, pois teria faculdade no dia seguinte, e não queria ir encontrar o moreno com olheiras.
Kurt teve outro pesadelo com Karofski naquela noite, dessa vez, não estavam em Ohio, mas sim em New York, avenida Broadway para ser mais exato. Era um ataque de ódio, e Kurt era a vítima. A diferença, é que nesse sonho, algo diferente aconteceu. Ele não apanhou como de costume, alguém o defendeu.
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