Notas iniciais
Oi gente! Esse capítulo é grande - se não um dos maiores - então espero que gostem. Aliás, estou super feliz porque comecei a escrever o último capítulo e tá tudo indo muito bem, obrigada. (mentira, não quero que essa fic acabe)

No último capítulo: Izuki resolve dar uma mãozinha para Hyuuga e convoca Kuroko para ajudá-lo; eles pegam o celular do capitão e mandam uma mensagem para Riko, chamando-a para sair. Hyuuga e Riko vão para o fliperama e tem o clamado encontro. Acompanhe agora a continuação.

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Como esperado, Hyuuga-kun perdeu miseravelmente na corrida. Ele insiste em pegar o carro automático pra não ter que trocar de marcha, apesar de eu dizer que o manual vai até a quinta marcha, e, portanto, mais rápido.

–Não é justo, só porque eu não sei trocar marcha — ele reclama quando pego meus tickets.

–Só pisar na embreagem e mudar, não é tão difícil.

Ele ri consigo mesmo e bagunça meu cabelo. Enfia as mãos no bolso e para em pleno corredor pra me olhar.

–Que foi? — fico meio brava por ele ter estragado meu cabelo.

Ele continua me olhando e até dá um sorrisinho.

–H-Hein?

–Já quer comer? — ele pergunta e aponta para a pequena lanchonete.

–Quero sim.

E nós dois vamos e pedimos hamburgueres e batatas fritas e refrigerante.

Ficar com Hyuuga-kun é algo extremamente natural. Vir com ele ao fliperama também; já fizemos isso milhões de vezes e hoje não está sendo diferente, apesar de... De receber outro nome. Não é um "rolê de amigos", mas um "encontro".

É muito estranho pensar que estou num encontro com Hyuuga-kun. Quero dizer, nós sempre saímos juntos (seja para fazer compras, estudar, ir ao mercado, fazer trabalho ou só conversar sobre o time) e sempre foi legal. Hoje não é excessão... Porém, sinto que o clima é outro. Nós continuamos do mesmo jeito mas eu sei que alguma coisa não é a mesma.

Só ainda não sei exatamente o quê.

–E lembra: nada de fast-food, — digo — porque fast-food não constroe músculos.

–Dá um desconto — ele mastiga algumas batatas — De vez em quando não tem problema.

–Claro que não, só não vá dar uma de Kagami e comer sempre.

–Não entendo como aquele idiota come tanto hamburger e não engorda/não tem colesterol alto/tem tanto músculo. — ele ajeita os óculos e bebe seu refrigerante.

–Deve ser porque ele cresceu nos EUA — dou o último gole do meu suco — E você sabe que lá eles só comem isso.

–Hm, deve ser.

Juntamos todo o lixo e jogamos fora. Hyuuga-kun compra sorvetes para nós, apesar de eu insistir que eu queria pagar o meu. Como sempre, ele é um cabeça-dura.

Resolvemos que agora iríamos jogar o Acerte A Doninha, um jogo em que doninhas saem de buracos na máquina e você deve acertá-las com um martelo.

–Ah não. — ouço dizer.

–Que foi?

–Já é mais de dez horas.

Olho para o relógio na parede.

–E daí? — digo. Ainda é relativamente cedo.

–Você esqueceu? Depois das dez começa a balada.

–Ah.

É claro. Depois das dez eles fecham uma das salas para fazer uma balada e, surpresa, para ir da lanchonete para as outras salas precisa-se passar por ela.

–Bom, a gente passa rapidinho — digo e sorrio para ele. Ele concorda com a cabeça. — Só vá na frente para abrir caminho, ok?

–Ok.

Nós então vamos até lá. A música eletrônica bomba pelas paredes e nos ouvidos, e há várias pessoas amontoadas dentro da sala escura. Hyuuga-kun pega na minha mão e me puxa pelo meio das pessoas.

Ficar no meio de multidões não me faz bem; eu me sinto sufocada e muito mal. Quando uma pessoa esbarra em mim, eu sem querer solto a mão de Hyuuga-kun e me vejo sendo arrastada para o meio do povo, sem o menor sinal dele.

Meio que entro em pânico. Além disso, está abafado e eu mal consigo me mexer. Tento pedir licença, mas a música está tão alta que ninguém me ouve. Isso é frustrante.

Vejo a cabeça de Hyuuga-kun por cima de umas pessoas mais baixas. Ele as afasta e vem na minha direção, parando na minha frente e franzindo as sobrancelhas.

Ele grita alguma coisa, mas eu não escuto. Meu coração 'tá batendo super rápido e eu mal consigo respirar. Ele, então, me puxa pela mão e vai abrindo caminho até a lateral da sala, e me apoia contra a parede. Meus joelhos parecem ter perdido as forças.

Hyuuga-kun abaixa e diz na minha orelha:

–Você 'tá bem?! Você 'tá super pálida!

Ele se afasta e olha pro meu rosto com as sobrancelhas franzidas.

Balanço a cabeça. Com Hyuuga-kun parado na minha frente, pelo menos as pessoas dão certa distância e eu consigo respirar melhor.

Mas ele 'tá me olhando super estranho.

Ok, talvez eu não consiga respirar tão melhor assim.

Não consigo parar de olhar os olhos dele. São bonitos. O tom de verde é meio curioso e eles parecem maiores por trás dos óculos.

Hyuuga-kun abaixa até ficar na minha altura e eu honestamente não sei o que retumba mais alto nas minhas orelhas: meu coração ou a música. Ele chega perto e nossos narizes se encostam.

Não estou nervosa. Estou bem calma, por sinal.

O olhar dele desce até minha boca e eu faço o mesmo, inclinando-me para frente. Resolvo fechar os olhos de uma vez.

Hyuuga-kun apoia a testa na minha antes de encostar os lábios nos meus de um jeitinho super suave e agora eu nem 'to ouvindo mais a música. Só consigo focar na pressão que a boca dele 'tá fazendo sobre a minha e mais nada.

Além de Teppei e o beijo que recebi dele hoje também.

Não. Não. Não quero lembrar disso, não agora. Não quero lembrar de Teppei. Por favor.

Minha mente está em conflito quando Hyuuga-kun me dá três beijinhos e se afasta um pouco para me olhar. A expressão dele muda um pouco.

Aquela sensação 'tá vindo de novo. Aquela de querer fugir não sei do quê.

Hyuuga-kun pega na minha mão de novo e vai me puxando para fora da multidão, e me põe sentada em um banco de plástico duro do lado da máquina de Acerte A Doninha. Não consigo respirar muito bem.

Minha cabeça está prestes a explodir. Não é hora de ficar pensando em Teppei. Estou num encontro com um garoto e penso em outro; isso é tão errado que me deixa aflita e com uma imensa sensação de culpa. Além disso, quero me socar por ter interrompido o momento.

Não gosto dessa sensação.

Pare de pensar em Teppei. Pare de pensar nele. Concentre-se aqui e agora. Por que fico lembrando do cachorrinho, ou do jeito que ele pega na minha mão, ou daquela vez que saímos para tomar sorvete? Porque não consigo focar em Hyuuga-kun?

Ele, por sinal, me olha de um jeito superpreocupado e eu fico pensando se é porque ele acha que eu sou uma total e completa idiota.

–Técn- Riko?

Não tenho coragem de olhar pra ele. Não pensando em outro garoto.

–Quer beber alguma coisa? Você 'tá pálida.

Sacudo a cabeça e ele levanta para ir comprar água na máquina de refrigerantes ali do lado.

Isso não pode estar acontecendo. Por favor.

Hyuuga-kun volta antes de eu começar a entrar em pânico. Ele me entrega minha água e eu bebo quase metade só pra tentar afastar pensamentos ruins da minha cabeça.

Ele não diz mais nada, somente passa o braço por trás das minhas costas e apoia a bochecha em cima da minha cabeça.

Isso faz eu me sentir bem. Mas ainda não é o que eu preciso.

Afasto o braço de Hyuuga-kun e levanto, parando na frente da máquina Acerte A Doninha, e enfio uma fichinha no buraco. Pego o martelo com força e, quando o sino toca, dou uma porrada tão grande na primeira doninha que levanta que tenho medo de ter quebrado o brinquedo.

Continuo batendo sem parar e sem nenhuma dó. Toda a raiva vai embora, pelo menos. Não sobra nenhuma doninha e só consigo ouvir o apito de novo recorde enquanto milhares de tickets caem aos meus pés.

Com o cabelo caindo no rosto, olho para Hyuuga-kun. Ele tem as sobrancelhas arqueadas e a boca semi aberta. Rio da expressão dele, e ele ri junto.

Arrumo meu cabelo e junto todos os meus tickets.

–Vamos dançar de novo — digo.

Hyuuga-kun ri e concorda com a cabeça.

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Tentar parar de pensar em Teppei só me faz lembrar dele. Ou seja, a solução não é tentar, é se concentrar em outras coisas.

Ou seja, em Hyuuga-kun dançando desajeitadamente ao meu lado e quase tropeçando nos próprios pés.

–Pelo menos eu tirei um 5 — ele diz enquanto arruma os óculos.

–Ha! Eu tirei 9! -rio dele.

Em seguida, paramos na de tiro ao alvo.

–Acho que você só é bom em arremessos mesmo — digo e pego uma bolinha.

–Cala a boca, eu vou ganhar de você — Hyuuga-kun arremessa a bolinha, que bate na parede ao lado.

–Só acha.

Arremesso a minha; ela acerta no alvo e ele cai. Continuamos jogando. No final, nós dois empatamos e resolvemos ir trocar nossos tickets por alguma coisa legal.

–Hmmm... — ele olha para a parede cheia de prêmios — O que você acha que dá pra pegar com 950 tickets? Que tal aquela bola de futebol?

–Você joga basquete — rio — Ok, eu tenho 1002 tickets. Acho que vou pegar aquela girafa de pelúcia ali, olha.

A moça pega meus tickets e me dá minha girafa. É fofa. Hyuuga-kun continua olhando para a parede. Ele chama a moça e troca os seus por um macaco de pelúcia menor.

–Toma — ele estende o brinquedo na minha direção — P-Pra fazer um parzinho. — as bochechas dele estão vermelhas.

–Obrigada — digo e trato de esconder o rosto também.

–Vamos para casa, já está tarde. — ele ajeita os óculos, e eu sacudo a cabeça.

Nós saímos do fliperama umas onze horas da noite. Não há quase ninguém na rua e está muito, muito frio. Toda vez que irrito entusiasmadamente Hyuuga-kun por ter perdido na máquina de dança, forma-se uma fumacinha por causa do frio. Felizmente não estamos longe de casa.

–Mas porque aquele dia você estava gritando com o Izuki-kun e com o Kuroko-kun? Isso não ajuda com sua fama de capitão bonzinho.

–Haa, desde quando eu tenho essa fama? Tsc, não era nada não... Eles são só uns idiotas.

–Diga, Hyuuga-kun.

Meu Deus, o que estou fazendo?

Socorro.

–Hm?

Droga, droga.

Olho bem fundo nos olhos dele e até paro de respirar por um instante.

–Você gosta de mim? — digo meio sem fôlego.

Ele desvia os olhos de mim na hora e olha para frente. Acho que as orelhas dele estão vermelhas.

–É-É... Bom, c-claro que sim.

Continuo olhando para ele. Odeio quando Hyuuga-kun age desse jeito; tipo um idiota.

–Ahn... — ele não me olha. Incrível — Na verdade, eu... Eu... — ele limpa a garganta e diz firmemente — Na verdade eu gosto sim.

As orelhas dele ainda estão vermelhas. As minhas parecem estar queimando.

–Eu gosto de você, sim. — diz baixinho.

Não sei o que responder.

Parece que um peso enorme saiu dos meus ombros. A coisa que eu mais queria era saber se ele gostava de mim, e ele gosta. Ele gosta de mim e eu gosto dele. Hyuuga-kun, o cara com quem eu cresci junto, gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto dele. Isso me faz sentir leve, honestamente. Mas ainda meio culpada.

Paramos na esquina da nossa rua, esperando o sinal de pedestres abrir. Ficamos em silêncio até agora, mas desse silêncio eu não gosto. É meio estranho e desconfortável.

Olho para ele e ele olha para mim. Nós sorrimos.

Pergunto-me se ele sabe que Teppei gosta de mim e eu dele também.

Hyuuga-kun abaixa e me beija de novo. Continua suave que nem antes. Minhas mãos estão tremendo um pouco (não sei se de frio) e eu não consigo pensar em mais nada. Minha mente fica em branco total.

Hyuuga-kun segura na minha mão enquanto pego na barra da blusa dele. Está frio e meu nariz está super gelado, apesar de o resto do corpo estar mais ou menos pegando fogo e meu coração totalmente disparado no peito. A mão dele continua fria, apesar de tudo.

Meu celular começa a tocar. Hyuuga-kun se afasta e olha para o lado nervosamente. Quando tiro o aparelho do bolso, ele já parou de tocar. Vejo a chamada perdida (Teppei) e uma mensagem não lida (Teppei: Oi Riko! Posso passar aí rapidinho?).

Eu achei que fosse impossível, mas meu coração começa a bater mais rápido ainda.

–Ah, olha, Hyuuga-kun...

Mas Hyuuga-kun não está prestando atenção em mim. Ele olha para a esquerda. Olho também.

Teppei está parado com o celular na mão, o olhar arregalado e a boca meio aberta.

Não. Por favor.

–O...

Se eu parar de respirar agora, será que morro a tempo?

–O que...

–Ha, tinha que ser. — Hyuuga-kun parece realmente furioso e eu sinto meu peito apertando. Teppei continua com cara de cachorrinho sem dono — Tinha que ser o encosto do Kiyoshi. Ótimo, maravilha. Pra encerrar a noite com chave de ouro.

–R-Riko...

Não, não, não, não, não.

Num segundo, a cara de cachorrinho sem dono vira uma carranca perigosa e muito, muito brava.

–Hyuuga! — ele vem andando rápido até perto de nós — O que você pensa que 'tá fazendo?!

Hyuuga-kun é outro que parece estar bravo.

–O que você acha, imbecil? Exatamente o que parece!

–N-Não briguem, por favor — digo — Olha, eu...

–Como assim?! COMO ASSIM?! HYUUGA, VOCÊ SABIA QUE EU E A RIKO...

–EU NÃO SABIA DE PORRA NENHUMA, SEU DESGRAÇADO.

–G-Gente, por favor...

–O QUE VOCÊS ESTAVAM FAZENDO, AFINAL?

–A GENTE SAIU NUM ENCONTRO, SEU IDIOTA! NO FLIPERAMA!

–Meninos...

Porque eles não me escutam?

Na verdade, por que eu ainda tento me impor sobre garotos furiosos e bem mais altos do que eu?

Por que eu?

–ISSO SÓ PODE SER BRINCADEIRA!

–E PARECE BRINCADEIRA? EU TENHO CARA DE QUEM ESTÁ BRINCANDO? SE LIGA, KIYOSHI. CAI NA REAL.

–CAI VOCÊ! EU NÃO ACREDITO NISSO!

Ah... Acho que estou com vontade de chorar de novo. Droga.

Continuo tentando parar a briga, mas eles não me escutam. Não me escutam e eu estou quase me descabelando aqui. Ninguém olha para mim. Ninguém percebe que eu consigo ouvir tudo o que eles dizem, e como eles falam sobre mim como se eu não estivesse ali, e como vê-los brigando desse jeito me deixa muito, muito triste.

Quem estou tentando enganar? Eu sabia que iria acontecer.

Sinto que Hyuuga-kun e Teppei podem sair no tapa a qualquer momento. Meu Deus. Eu tenho que fazer alguma coisa. Eu tenho que...

–Izuki-kun! Izuki-kun!

–T-Técnica? O que foi?!

Não vou chorar. Aperto o celular mais forte.

–Teppei e Hyuuga-kun estão brigando mas eles não me ouvem! P-Por favor... E-Eu...

Eu preciso que alguém venha acabar com essa confusão. E com a minha confusão de sentimentos também.

Izuki-kun desliga no mesmo segundo. Os gritos de Teppei e Hyuuga-kun ecoam na rua e estou ficando assustada. Puxo Teppei pela manga da blusa, mas ele me ignora.

–Parem com isso! — grito também, mas não sou páreo para ele — Parem, por favor!

Vejo Izuki-kun fazendo a curva na esquina adiante, e vindo correndo na nossa direção com uma calça de moletom e pantufas.

Estou assustada.

Estou com medo.

Nunca pensei que fosse vê-los tão bravos, ou que fossem discutir mais do que o usual.

Estou magoada.

Eles não me ouvem. Eles sequer notam minha presença.

Começo a recuar. Os dois estão se empurrando e continuam gritando um com o outro. Meu peito 'tá pesado.

–EI, VOCÊS DOIS! PAREM COM ISSO, IDIOTAS! — Izuki-kun empurra Hyuuga-kun para longe de Teppei, mas eles continuam se xingando.

Por minha causa. Isso tudo por minha causa.

Vou para casa. Preciso sentar, preciso... Preciso respirar direito. Minha cabeça 'tá explodindo.

–FOI ELE QUEM COMEÇOU!

–EU?! EU?! VOCÊ QUEM TRAPACEOU, FILHO DA PUTA!

–EU?!

O farol abre e eu continuo recuando. Não quero mais ver essa cena. Não quero mais ouvir esses gritos. Não quero saber que eu fiz Teppei e Hyuuga-kun brigarem feio. Não quero saber que eu que causei isso tudo.

Não.

–T-Técnica! — Izuki-kun exclama enquanto segura Hyuuga-kun pelas costas. Mitobe e Koga vêm correndo também, dobrando a esquina. Mitobe-kun pula em cima de Teppei, e Koga-kun corre na minha direção e me segura pelos ombros.

–Técnica! Técnica!

Não consigo ver direito, 'tá tudo meio embaçado. 'To com séria falta de ar. Tudo 'tá tão confuso...

–R-Riko? — Teppei para de gritar.

–Riko? Oi! — Hyuuga-kun soa preocupado, mas mesmo assim... Mesmo assim...

Afasto as mãos de Koga dos meus ombros, viro para trás e corro para casa. Não quero mais saber disso! Não quero mais ouvir os dois brigando!

Não quero ser uma idiota que fica chorando pra lá e pra cá! Não quero que nada disso aconteça!

Praticamente chuto a porta de casa e bato-a com força quando entro.

–Ahh, Riko-tan! Eu fiz...

Ignoro papai e corro escada acima. Tranco-me no banheiro. Sento no vaso e coloco a cabeça entre os joelhos; sinto-me estranhamente enjoada.

Trato de respirar o mais fundo possível, mas acho que estou ficando histérica.

MEU CELULAR. RÁPIDO. MEU CELULAR.

Tiro a bateria e o jogo na banheira. Paro na frente da pia e lavo o rosto com água fria cinco vezes antes de conseguir me acalmar.

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Eu estava deitado quase dormindo quando várias mensagens começam a chegar de uma vez. Todas de Izuki-senpai. Ele parece aflito com alguma coisa, e fica dizendo que precisa da minha ajuda.

Ligo para ele.

–Izuki-senpai — cumprimento-o.

–Kuroko, desculpe interromper tão tarde. — ele está sem fôlego — Desculpe mesmo, só que...

–Pode falar — sento-me na cama. Alguma coisa está errada.

–Preciso da sua ajuda. É urgente.

–Estou ouvindo.

–Aparentemente Kiyoshi e Hyuuga estavam brigando por causa da técnica hoje na rua, agora há pouco. A técnica viu tudo e saiu correndo...

–Não precisa dizer mais nada. Eu sei o que fazer. — consulto o relógio ao lado da cama e suspiro — Tenho que fazer uma ligação, depois eu ligo de volta.

Izuki-senpai respira aliviado.

–Obrigado, sério. Fico te devendo uma.

–Não tem problema.

Desligo o telefone. Agora é só esperar que Gossip Girl ainda esteja passando na TV.

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–Riko? Filha?

Papai continua batendo na porta, mas não sei se estou pronta pra encarar alguém agora.

–Não sei o que aconteceu, mas, olha, fiz uns cookies e vou deixar aqui na sua porta. Aconteceu alguma coisa com a academia e eu vou ter que sair rapidinho, ok?

–Ok — respondo.

–Depois a gente conversa e eu mato quem tiver que matar.

–Ok.

–Tchau.

Afundo a cabeça no travesseiro. Meu celular continua sem a bateria, e estou com medo de ligá-lo e ter que ver mensagens ou receber ligações. Já é quase meia-noite e minha cabeça não consegue parar de pensar na briga. Quase que jogo tanto o cachorrinho quanto o macaco e a girafa no lixo.

A campainha começa a tocar.

Estou com medo de atender.

Olho rapidamente pela janela. As luzes do quarto de Hyuuga-kun estão acesas.

A campainha toca incessantemente por alguns minutos, até que fico de saco cheio e desço para ver quem é.

–Ah, Aida-senpai! Pensei que não fosse abrir! Que tal termos uma Noite das Garotas? Acho que você está precisando!

Notas finais
Tá aí, ó, a treta pra quem queria kkk lembro que foi divertido de escrever. Detalhe: a fic vai ter 12 capítulos. Ou seja, estamos chegando ao fim. ;-;