Snowy Days

2 Achados e Perdidos


Notas iniciais
Eu realmente me assustei com o feedback aqui do pessoal, socorro ASGASHASHGASHSA 9 comentários, 11 acompanhamentos e umas 26 visualizações (E aliás, o Nyah colocou esse sistema aí depois que a fic foi publicada. Então provavelmente o número verdadeiro deve ser maior.), e tudo isso em só um capítulo, que por sinal era o prólogo. Realmente, isso é muito mais do que eu esperava SAGHSAGHAGSSA Obrigado a todos vocês pelo apoio

P.O.V. – Percy

Naquele dia, eu fiquei deitado na minha cama durante um bom tempo sem cair no sono. Pensando no quê? Naquele garoto que eu atendi na cafeteria. Eu ainda não conseguia compreender o porquê dele ter me chamado tanta atenção; todos os dias eu atendia diversas pessoas de diferentes gêneros, tamanho e tudo o que é coisa, então geralmente não ligava muito para os clientes. Então por que justo aquele? Não tinha nada de especial naquele cara a não ser a sua aura dark.

Mas algo me dizia no fundo daqueles olhos escuros que ele não era uma pessoa que sorria muito, seja por ter enfrentado muita coisa ou por estar fazendo pose de durão mesmo. E justamente aquela droga de sorriso estava fazendo com que tivesse todos aqueles problemas para cair no sono de uma vez e esquecer-se daquele rosto.

Rolei de um lado ao outro na minha cama e depois enfiei a minha cara no travesseiro.

— Mas que merda você está pensando Percy? Ugh, eu não devia falar comigo mesmo. Que droga. — Bufei, e virei o meu rosto para a parede. Eu queria dormir o mais rápido possível para ver se conseguia ter minha sanidade de volta.

[...]

Colégio. As aulas do dia já tinham terminado, e eu estava pegando alguns dos livros que eu precisaria para estudar na semana seguinte de dentro do meu armário. Tinha uma lista em mãos, e conferia o que estava escrito ali com os volumes que estava dentro da minha mochila. Geografia ok, Inglês também estava ali, assim como o de Espanhol... Okay, onde que estava o meu polígrafo de Biologia?

Olhei de novo no meu armário, e infelizmente ele não apareceu ali como mágica. Aonde que eu tinha deixado aquela porcaria? Será que...

Antes que eu pudesse completar o pensamento, saí correndo na direção dos fundos da escola, onde que ficava a sala do zelador e o mais importante, os achados e perdidos. Sequer me preocupei em bater na porta, e fui direto à caixa de papelão, enfiando a minha mão ali dentro sem mais nem menos para ver se o maldito caderno estava ali dentro. Mas eu acabei encostando em uma outra coisa que com certeza não era de papel.

Na verdade, era outra mão.

Rapidamente olhei para cima na tentativa de ver a quem aquela parte do corpo pertencia, e senti um arrepio passar pelo o meu corpo inteiro. O mesmo rosto, as mesmas olheiras, a mesma blusa de banda (provavelmente não era a mesma, mas para mim blusas de banda são todas iguais) e o mesmo casaco, tudo isso acompanhado de uma expressão surpresa e talvez até envergonhada.

Eu rapidamente percebi que estava segurando a mão dele por tempo demais e a larguei, torcendo para que as minhas bochechas não estivessem mais vermelhas do que o frio geralmente deixava.

— Cara da cafeteria? — Ele perguntou, e só agora eu vi que o rosto dele estava tão vermelho quanto o meu provavelmente estava.

— Eu tenho nome, okay? — Rapidamente voltei minha atenção para aquele monte de cadernos esquecidos, tentando fazer com que a tensão se dissipasse. Peguei um dos livros dali, mas tive que colocá-lo de volta por não ser o que eu estava procurando. Suspirei, virando a minha cabeça na direção dele novamente. — É Percy Jackson. Ou se preferir, o idiota que fica atrás do caixa nas horas vagas. Prazer.

Ele abafou um riso, e eu pude ver a breve lufada de ar saindo dentre seus lábios. Sempre gostei disso no inverno.

— Não sabia que você estudava aqui. Aliás, eu sou o Nico.

— Ninguém presta muita atenção no pessoal que trabalha na cafeteria. — Dei de ombros, contendo um sorriso. — Legal te conhecer, Nico. Está em que série? Oitava?

Rapidamente o sorriso que há poucos instantes estava em seu rosto desapareceu. E então ele balançou a cabeça, como se estivesse tentando afastar alguns pensamentos ruins ao mesmo tempo em que respondia a minha pergunta.

— Primeiro ano. — E então, como se nada mais importasse, ele deu meia volta e foi até à porta. Caso ele tivesse vindo até aqui para pegar alguma coisa que tivesse perdido de volta, provavelmente tinha deixado-a de lado. E então, desceu o único degrau da sala do zelador e estendeu o seu braço para o lado de fora, como se estivesse verificando alguma coisa. — Acho que é melhor eu ir antes que a neve fique muito grossa. Eu faria o mesmo se fosse você. Ciao.

Por mais que eu tivesse a impressão de que ele estava indo embora por outro motivo além da neve, resolvi seguir seu conselho; Peguei a droga do caderno de Biologia, coloquei-o na mochila e saí correndo. Senti uns flocos gelados caírem sobre o meu nariz, e rapidamente coloquei o capuz do meu moletom.

Minha mãe tinha me dito que não poderia me buscar hoje, então eu teria que ir andando mesmo. E apesar disso, um sorriso estava estampado no meu rosto. Eu ainda não entendia o que estava sentindo, mas o meu coração palpitava como se não houvesse amanhã.

Notas finais
O próximo capítulo será no ponto de vista do Nico, só para avisar~ Eu não achei que esse cap ficou tão bom assim quando eu planejava que fosse, mas tudo bem. Aliás, como eu estou viajando, talvez eu atrase um pouco para responder os reviews e tudo o mais, okay? O mesmo vale para a postagem dos caps. De qualquer forma, não esqueçam de falar o que acharam!