Snowflake

10 Capítulo 10


—Só para deixar claro, eu não quero entrar aí. – disse assim que desceu do táxi, o bar que eles haviam marcado para se encontrar era totalmente desconhecido para ela, todo aquele lugar tinha um ar latino, apertou a jaqueta contra o corpo e apresou o passo para acompanhar River. – Quem mais veio?

—Ah, só os de sempre, Barry, Cisco, Oliver, Felicity, Iris, Julian e Nick. – River enumerou adentrando no bar.

—Espera aí, Dominic está aqui? – indagou perplexa. – O que diabos ele está fazendo aqui?

—Te vigiando e curtindo a noite.

—Meu Deus, o que você fez?

—Apenas convidei ele, não é fim do mundo, Cait. Além do mais, ele teria que vir de uma maneira ou outra.

—Não precisaria, Barry está aqui, ele poderia cuidar de mim. – disse puxando River pelo cotovelo a fazendo parar. – Por que?

—Porque sim. – River se soltou e sorriu para ela, Caitlin respirou fundo. – Vamos? Já estou vendo a mesa daqui.

—Vai indo, vou pegar uma bebida.

River assentiu e se afastou no meio da multidão. Caitlin se encaminhou até o balcão de bebidas, acenou para o barman.

—Tem algum drink sem álcool?

—Temos o Cosmopolitan versão leve. – o cara de barba hipster disse, ela assentiu, então ele começou a preparar.

—Escuta aqui... – se inclinou para frente para ver melhor o crachá dele. – Linus, te pago uma gorjeta bem gorda se você não deixa minha taça vazia durante à noite.

—Sério?

—Sim, mas apenas Cosmopolitan, está bem?

Linus assentiu e lhe entregou a taça com o drink vermelho.

—Obrigada Linus.

Se afastou do balcão, avistou rapidamente a mesa de seus amigos, tomou toda a bebida de uma vez para criar coragem, Iris estava tão bonita, esticou a taça para o lado e em segundos ela se encheu. Forçou um sorriso ao se aproximar.

—Boa noite. – disse atraindo a atenção de todos.

—Pensei que tivesse se perdido. – River brincou, Caitlin fez uma careta em sua direção e se sentou ao lado de Felicity que estava maravilhosa em um vestido cinza justo.

—Ela não teria coragem de fazer isso duas vezes no mesmo dia. – Dominic disse fazendo a porcentagem feminina na mesa rir, Caitlin ergue a taça na direção dele.

—Você não me conhece, querido. – falou tomando toda a bebida de novo, em questão de dez segundos sua taça já estava cheia de novo. – Obrigada Linus.

O barman assentiu e se afastou sobe os olhares confusos e curiosos dos amigos dela.

—Então, para onde você foi está manhã? – Cisco perguntou, ela deu de ombros.

—Lugar nenhum, apenas precisava dar uma volta.

—Foi meio irresponsável, sabia? Com essas pessoas atrás de você, estava correndo perigo. – Barry disse, ela tomou outro longo gole de sua bebida.

—Ele está certo. – Felicity falou. – Por isso Nick está aqui.

Caitlin franziu a testa, o que diabos estava acontecendo ali?

—Não acho que ele precisava ter vindo.

—Fui eu que convidei ele, Cait. – Iris disse sorrindo para ela e depois para Dominic.

Ah, agora faz sentindo. Frost disse no fundo de sua mente. Ela deve estar pensando que tem algo acontecendo entre você e o Allen, estava ficando com medo.

Tomou outro gole do drink murmurou o mais baixo possível que não tinha nada entre ela e Barry. Frost riu.

Oh, claro que não. O sarcasmo era evidente na voz de Frost ou na voz dela? Aquilo já estava lhe dando dor de cabeça.

—Obrigado Linus. – disse novamente assim que pegou a outra taça.

—Então Cait, já pensou na proposta? – Oliver perguntou enquanto todos os outros conversavam entre si, Dominic não tirava os olhos dela, nem ele, nem Julian.

—Que proposta?

—De ficar aqui até as obras acabarem. – ele disse se curvando sobre Felicity para conversar melhor.

Colocou a taça na boca sem tomar nada, não sabia exatamente como negar aquilo para ele. Queria ter uma desculpa melhor do que desculpa, mas não posso; queria poder dizer que tinha que fugir porque uma louca psicopata estava atrás dela para matar seu filho pois, segundo ela, ele era a reencarnação do demônio na terra...até que isso era uma boa desculpa.

—Olha Ollie, eu...

—Caitlin Snow? – a voz grossa, porém familiar a interrompeu, virou a cabeça encontrando o homem moreno que sorria para ela. Franziu a testa confusa. – Não se lembra de mim? Alejandro.

—Jandro? Oh Deus! – se levantou para abraça-lo. – Nossa que coincidência.

—Eu que diga, minha chica. – ele se afastou sorrindo. – Você está linda, Caitlin.

—E você está um pedaço de mal caminho. – disse fazendo-o rir. Alguém limpou a garganta chamando sua atenção, se virou encarando River.

—Cait não vai apresentar seu novo amigo? – ela indagou inclinando sutilmente para frente em buscando evidenciar o busto, Caitlin riu.

—Este é Alejandro, um grande amigo. – disse entrelaçando seus braços e sorrindo.

—Prazer. – Jandro sorriu para todos ali, Caitlin pode notar a repentina mudança na postura de Iris e Felicity. – Oh, chica, está tocando nossa música. – ele disse de repente.

—Nós não temos uma música. – retrucou.

—Agora temos. – Alejandro a puxou para a pista longe deles, alguma música em espanhol tocava. – De nada.

Ela o olhou confusa.

—Pelo o que?

—Por te tirar do meio daquele fogo cruzado. – ele disse colocando a mão na cintura dela. – Deus, a tensão naquele lugar era quase palpável e eu só fiquei lá por dez segundos no máximo.

—Está tão ruim assim? – indagou, Jandro riu a girando no ritmo da música.

—Está péssimo, chica. Principalmente aquele de jaqueta vermelha, ele não sabe se olha para você ou pra morena ao lado dele.

Caitlin nem precisava olhar para saber de quem ele estava falando, Barry. Deus era tão óbvio o que estava acontecendo entre eles? Mas o que exatamente estava acontecendo com eles? Barry agira estranho quando eles estavam sozinhos, era mais leve, risonho, chegava até a flertar discretamente, mas quando Iris chegava ele mudava da água para o vinho, ficava mais sério sem deixar o otimismo de lado, porém parecia que às vezes ele se forçava a trata-la diferente, mas formal. Estava a poucos dias com ele, mas já podia sentir aquilo.

—E aquele loiro. – Jandro continuou, de onde ele estava podia ver a mesa sem nenhum problema. – Ele está muito incomodado comigo, está cochichando com o cara do lado, o de cabelo grande, o tempo todo; e ainda tem aquele alto, musculoso deus grego, ele também fica te encarando.

—Barry, Julian e Dominic. – disse, Jandro riu.

—Você mudou bastante, Cait.

Balançou a cabeça sorrindo.

—Quer tentar uma coisa? – ele indagou.

—Que tipo de coisa?

—Quer ver o quanto você mexe com eles?

—Como você pretende fazer isso? – perguntou, Jandro sorriu e se afastou em direção ao Dj, ainda era início de noite, então o bar estava um pouco vazio, poucas estavam na pista de dança, por isso ela ficou parada esperando ele voltar.

—Se lembra de algum passo que te ensinei? – ele indagou colocando as duas mãos em sua cintura e a empurrando de um lado para outro. – Vamos fazer aqueles anos no quarto valerem a pena.

Caitlin riu alto.

—Nunca repita isso perto de outras pessoas.

—Apenas me deixe guia-la. – Jandro pediu ela deixou.

A música tocava alto, suas batidas eram envolventes e sensuais, ela se remexia ao desejo de Jandro, seu corpo parecia se lembrar de cada passo que havia ensaiado exaustivas vezes com ele. Quando a puxava para perto, quando a rodava para longe, Caitlin se sentia livre, leve e solta.

—Eles não conseguem desgrudar os olhos de você. – Jandro disse ao seu ouvido antes de empurrar seu tronco para frente, eles estavam perto o suficiente para se beijaram, ela riu com esse pensamento. – Nenhum deles.

Eles continuaram a dançar, passos simples, mas com toda a delicadeza que Jandro colocava na dança a faziam sensual. Não que ela precisasse disso, não estava afim de testar ninguém, nem queria ver qual o limite deles, apenas era a primeira vez que podia ser um pouquinho como a antiga Caitlin, aquela Cait adolescente que ficava no quarto dançando com seu único amigo que no caso era gay.

No final da música ela estava cansada e enjoada de tanto rodar, riu como uma boa. Pediu licença a ele e saiu para o banheiro, não queria nem olhar para sua mesa, para ver a cara de seus amigos. Abriu a porta suspirando cansada, foi quando sentiu a mão apertar seu braço e a joga-la no chão, levantou a cabeça encarando o cara com a arma apontada para ela.

—Diga bay bay, baby.