Snowflake
4 Capítulo 4
Notas iniciais
—Alguém tentou te matar, você não deveria se envergonhar. – River passou a mão pelo seu braço sorrindo calmamente. Caitlin bufou apertando o casaco contra o corpo.
—Você quer calar a boca, por favor.
—Você está bem, Cait? – Barry perguntou com aquele tom calmo, Caitlin assentiu abaixando a cabeça. – E o seu braço?
—Melhor.
—Tem certeza que não quer que eu te leve para o médico?
—Eu estou bem, Bar. – assegurou, ele sorriu e colocou uma mecha do cabelo dela que balançava com o vento atrás de sua orelha. Pelo canto do olho viu River esconder o riso. – Ei, o que você sabe sobre o caso até agora? – indagou se afastando. – Sabe de onde veio a bala?
—Não ainda, mas não se preocupe, vamos encontrar quem fez isso. Eu prometo.
Ela observou Barry se afastar, mordeu o lábio com força.
—O que deu nele? – River indagou.
—Não sei, não tenho a menor ideia. – revelou.
—Mas você tá gostando, né? Dá pra ver nos seus olhinhos, ainda tá toda caidinha por ele.
—Cala a boca, por favor. – pediu sentindo o rosto ficar vermelho. Barry não estava ajudando em nada com aquela confusão que estava seus sentimentos, o que diabos ele estava fazendo?
Barry só podia estar louco, não podia trata-la daquela maneira depois de tudo o que haviam passado. E ela só podia estar maluca por ainda estar, como dizia River, caidinha por ele. Barry não devia fazer aquilo, ela tinha um plano, estava tudo pronto para quando ela fosse embora, iria desaparecer do mapa, nada de mensagens de Cisco, nada de Central City, nada de Flash, nada de Barry Allen.
—Caitlin. – levantou a cabeça encarando Joe. – Posso te fazer algumas perguntas?
—Você sabe que sim. – sorriu para ele antes de abraça-lo. – É tão bom ver você.
—Digo o mesmo. Mas ainda tenho que fazer algumas perguntas.
—Claro. Pode mandar?
—Quando voltou?
—Há dois dias.
—Onde esteve nesses últimos meses?
—Por aí. – disse, Joe franziu a testa.
—Respostas concretas, Caitlin.
—Boston, Miami, Las Vegas, Seattle, lugares.
—Fez algum inimigo?
Ela mordeu o lábio soltando uma risada nervosa. Joe arqueou a sobrancelha.
—Bem, não tem como passar por algum lugar sem deixar para trás algumas pessoas irritadas.
Ele riu.
—Deixou alguém bem irritado?
—Não.
—Então não suspeita de ninguém?
—Não.
—Ok, faremos o possível para encontrar quem quer que tenha feito isso. – Joe sentou ao seu lado, não era mais o detetive, mas sim o amigo, o companheiro de equipe. – Conseguiu controla-la?
—Sim, ela está sobe controle. Não se preocupe. Joe, eu devia ter dito isso antes, mas eu sinto muito por Cecile, Frost estava descontrolada, ela faria qualquer coisa por Savitar.
—Eu entendo, não foi sua culpa.
—Mas mesmo assim sinto muito.
Eu não. A voz de Frost ecoo por sua mente, Caitlin balançou a cabeça tentando prestar atenção em Joe.
—Detetive West? – alguém chamou, Joe se levantou, Caitlin então encarou a figura a sua frente, alto, forte, moreno, olhos mel, terno feito sob medida, sapatos Victor Valentin. Ela quis morrer.
—Sim.
—Sou Dominic Garder, seu novo parceiro. – Caitlin abaixou a cabeça se escondendo entre as mechas de seu cabelo.
—Ah claro, então preparado para seu primeiro caso na cidade?
—Claro, o que temos?
—Essa é Caitlin Snow, ela é a vítima. – Joe colocou a mão no seu ombro, ela levantou a cabeça encarando Dominic, o sorriso que ele tinha no rosto se desfez.
—Isso só pode ser brincadeira. – ele rosnou, ela revirou os olhos.
—Acredite, também não estou nem um pouco feliz com isso. – disse se levantando da cadeira.
—Vocês já se conhecem? – Joe indagou confuso.
—Sim. – eles responderam juntos. Ela rosnou irritada. – Infelizmente, essa louca me deu um soco. – Dominic disse. – E um chute nos países baixos.
—Porque você tentou me beijar a força. – se defendeu e agradeceu quando viu Barry se aproximar.
—O que está acontecendo aqui? – ele perguntou se colocando ao lado dela.
—Posso abrir um processo por assédio e perseguição? – indagou a Barry, ele arqueou a sobrancelha contendo o riso. – Me deixa em paz, por favor.
—Me recuso a entrar nesse caso se essa louca estiver.
Caitlin cruzou os braços e revirou os olhos, péssima ideia, sentiu uma súbita tontura e se apoiou em Barry. tendia a reagir
—Você está bem? – ele indagou preocupado a segurando pela cintura.
—Sim, apenas não comi nada e toda essa emoção acabaram me enfraquecendo.
—Barry, leve-a para comer alguma coisa. Ficarei aqui com Dominic resolvendo certos assuntos. – Joe mandou, Barry assentiu a puxando pela mão para fora da delegacia, Caitlin sentia um formigamento estranho, mas ao mesmo tempo era tão familiar.
—Espera. – Barry a fez parar, ela se virou para ele. – Pega, está fazendo frio. – ele lhe estendeu o casaco que usava, Caitlin riu.
—Você sabe que eu não sinto frio e além do mais eu já tenho um casaco.
Barry abaixou a cabeça envergonhado.
—Nem quando eu tento ser cavalheiro você aceita. Você está diferente, Cait.
—Isso é ruim? – indagou, ele negou com a cabeça e fez um gesto para que ela continuasse a caminhar. – Mas para você é?
—Não sei, apenas...você mudou muito nesse último ano.
—Coisas aconteceram, Barry. Coisas acontecem, pessoas são afetadas e mudam. É assim que a é vida.
—É, é assim. Vamos procurar algo para você comer.
Barry estendeu o braço, Caitlin entrelaçou o seu no dele. Juntos caminharam até uma lanchonete à frente da delegacia.
***
Ela se jogou na cama olhando para o teto da casa de Joe, estava no antigo quarto de Iris enquanto River estava no quarto de Wally e o West mais novo havia sido obrigado a dormir no sofá. Medidas de prevenção, era o que Joe e Barry haviam dito para convence-la a dormir na casa do detetive durante alguns dias, mas provavelmente era só mais um motivo ou tentativa de faze-la ficar mais tempo na cidade.
Olhou para o celular que vibrava insistentemente em cima do criado mudo, era muito provável que Barry tivesse contado para Cisco sobre o incidente, e ele não a deixaria em paz enquanto não lhe respondesse. A porta do se abriu, Joe sorriu para ela.
—Está tudo bem aqui? – ele indagou em um tom calmo, ela assentiu. – Precisa de algo?
—Você pode ligar para Cisco e pedir para ele me deixar em paz apenas essa noite? – pediu.
—Claro, apenas isso? – assentiu novamente. – Então boa noite.
—Boa noite.
Joe fechou a porta deixando Caitlin sozinha com seus pensamentos. O quarto de Iris era como um museu, tudo ainda estava lá, fotos, pôster, quadros, seus livros ou outras coisas que não cabiam em seu apartamento. Caitlin se levantou caminhando até o mural de cortiça onde havia algumas fotos, passou o dedo por aquelas que Iris estava com Barry, os dois sorriam como se guardassem um segredo. Engoliu seco.
Ele sempre a amou e sempre amará, quem era ela para se meter no meio deles?
A mãe do filho dele. A voz de Frost soou, ela estava mais ativa nos últimos dias do que estava nas últimas semanas. Eu já disse.
Empurrou Frost para o fundo de sua mente e se concentrou para impedir que ela voltasse, já havia pegado pratica naquilo. Voltou para a cama pegando o travesseiro e se enrolando em posição fetal, precisava dormir um pouco ou chegaria atrasada na manhã seguinte.
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