Notas iniciais
Higuri Killer deu uma betada pra mim o/ [e ela disse que não teve muito erro :D], me ajudou, e hoje é o aniver dela, então, mesmo que ela já tenha lido, dedico à ela *-*

Não considero que tenha incesto, então, não marquei lá u_u

E sim, capa tosca feita por mim '8Dv

Isto está mais para um sonho que não acaba nunca. Será eterno. Esta é a minha maldição, afinal, sou um vampiro, não sou?Essa sede de sangue que me tortura. Tudo isso que me traz as lembranças daquele dia longínquo, em que vi você pela última vez, Ichiru. Desde aquela época, seu sorriso já não era mais inocente. Você dizia que eu compensava em tudo que você falhava, mas quem falhou fui eu, ao perceber seu desgosto e ter esperanças de que fosse somente a minha imaginação.

Daria tudo para que aqueles dias não passassem. Mesmo nos treinos, você me observava de longe, encolhido, com medo do Mestre. Sempre percebi um sorriso singelo seu quando eu lhe olhava. Eu me distraía e caía, mas, como disse, daria tudo para aquele tempo voltar. Aquele tempo em você era apenas você e eu era apenas eu. Aquele tempo em que você não era somente uma amargurada lembrança de um desfecho trágico.

...


- Zero! Zero! – o menino arfava. Naquele frio, percebia-se claramente que ele havia corrido, mas ele parecia feliz – Venha ver!

O outro, idêntico a ele o olhou, com um ar intrigado.

- O que foi, Ichiru? – mal terminou a frase, seu gêmeo o estava puxando para fora de casa.

Ao saírem, o ar gelado envolveu seus rostos e suas mãos. Só que, desta vez, suas visões estavam manchadas de pontinhos brancos. Um deles começou a correr pelo pátio, feliz. O outro ficou a observar aquela maravilha. Nunca havia visto antes tamanha beleza vinda do céu. Aquele céu inalcançável, que naquele momento, parecia poder ser tocado.

- Viu, Zero? É a neve! – disse sorrindo o que parecia ser o mais novo, pegando um punhado de neve com as mãos, mas logo começou a tossir, largando a neve e caindo no chão. O outro o pegou e o levou para dentro de casa.

- Ichiru, você está com febre de novo, não deve sair andando por aí neste frio...

- Mas você mesmo viu a neve caindo na gente, não tem como resistir.

- Então, da próxima vez, se agasalhe mais.

- Tudo bem, desde que você vá comigo.

- Eu vou – e lhe entregou uma xícara de chá quente – Tome... é para a sua recuperação. Eu levei um susto quando te vi caindo, me preocupo com sua saúde.

- Só você... – tomando o chá, o menino havia assumido uma expressão vazia.

- Não fale bobagens.

Os dois adormeceram juntos naquela noite.

No outro dia, a neve caía com mais intensidade. Ao meio-dia, os gêmeos estavam perto de uma árvore no jardim, observando a bela paisagem que tinham ali, naquela nova casa. Ichiru, recostado no ombro de Zero, conversava com o irmão.

- Zero, você nunca vai me abandonar, né?

- Claro que não. Não se deve abandonar as pessoas queridas.

- Então você gosta de mim?

- Sim, é claro.

- Já me basta que você goste de mim, Zero.

...

Ah, meu querido e perfeito irmão. Sempre conseguindo fazer as coisas que eu não conseguia. Mas, mesmo assim, nunca me abandonou, estava sempre ao meu lado quando eu precisava. Apesar de tudo isso, ainda me sentia só, infeliz e fracassado. E eu ainda sorria. Pois você parecia gostar de mim Zero, de verdade. Só que eu não entendia por que não se cansava de alguém como eu, sempre enfermo.

Talvez ao ver aquela mulher, que chorava, desolada, tenha me identificado. Tenha reconhecido alguma mágoa. Pois, quando a vi, senti um carinho especial por ela. “Então existem pessoas assim, como eu?”

Quando fez um acordo comigo, de me dar uma ótima saúde, em troca de serviços, senti-me feliz. Por finalmente ser saudável e, por estar ajudando alguém que também estava necessitando de amparo. Eu sei que estava o abandonado Zero, mas, você não era mais nada para mim. Nem você, nem nossos pais. Apenas ela, Shizuka-sama.

Ela me deu seu sangue, eu lhe dei meu corpo. Agora, a vendo morta em meus braços, quebrando-se como cristal, um cristal que antes me parecia tão forte... Mas ainda assim, Zero. Você a matou. Você e este maldito colégio. Mas ainda assim, gostaria que tudo fosse como antes: Quando éramos inocentes e ainda sabíamos sorrir.

Notas finais
~ Review não dói, te dá pontos e deixa um autor baka vivo e feliz 8Dv ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!