Notas iniciais
Rukia nee: Oeee minna! Eu sei, eu sei... Estamos hiper mega atrasadas ;-; Mas por favor nos perdoem!! Época de escola e não conseguimos conciliar os nossos trabalhos :c Bom eu e a Shino-chan fizemos o melhor para vos agradar eheheh Esperemos que gostem deste novo capítulo e que nos perdoem

A morena não o tinha notado, já que esta olhava para um outro lado. O capitão suspirou entediado, ao sentir uma reiatsu muito conhecida. Sumiu no shunpo, reaparecendo no teto da casa onde um ruivo o aguardava de braços cruzados e cenho franzido.

– Toushirou! O que você está fazendo aqui? Algo errado? Tem lugar para dormir?

Suspirou novamente. Certamente Ichigo deveria ser o mais barulhento dos Kurosaki. Ou talvez tinha alguém que o superava... Mas duvidava seriamente disso.

– É Hitsugaya-Taichou! E não te interessa.

Afinal, o Soutaichou não tinha dito nada acerca do Kurosaki ter que participar ou não nesta investigação. Entretanto, tinha certeza que o substituto de shinigami iria se meter de uma forma ou de outra, já que se tratava de Karin...

– Oe? Toushirou, está me escutando?

Piscou algumas vezes, despertando de seus pensamentos. Desde quando estava divagando? Andava muito distraído.

– Pode repetir?

O ruivo suspirou, passando uma das mãos pelos cabelos. Ichigo parecia cansado, exausto. Com toda a certeza tinha passado a noite caçando Hollows, cogitou Toushirou.

– Eu disse que você pode ficar na minha casa. Acho que não tem problema você dormir no sofá... Yuzu irá ficar feliz em te ter em casa. Vamos?

Dormir na casa dos Kurosaki significaria encontrar mais vezes Karin... Não que fosse ruim, mas não sabia se seria bom também. Porém do modo que Ichigo tinha dito aquilo, ele o iria forçar a ficar lá.

– Certo...

xXx

– Kyah! O namorado da Karin-chan!

Toushirou tinha ido à Urahara Shop pegar um gigai que Urahara tinha guardado para ele. Não se sentia confortável naquele corpo artificial, já que muitos de seus movimentos eram restritos.

Assim que tinha entrado na casa, viu a Kurosaki mais nova. Yuzu quando o avistou, ficou radiante e começou a dar pulinhos de felicidade. O capitão não evitou suspirar cansado.

– Karin-chaaan! Seu namorado-kun chegou! Venha o ver, venha!

Ouviu passos no andar de cima e alguns resmungos. Segundos depois, a morena descia as escadas com um olhar entediado.

– Yuzu, sobre quem você está... falando?

Karin estava boquiaberta e seu rosto estava ficando mais pálido do que já era. De algum modo, gostou da expressão dela.

– Yô, Kurosaki.

Ela não respondeu. Parecia que estava em shock. Yuzu, preocupada, começou a balançar a irmã de um lado para o outro. Porém a morena não parecia dar sinal de vida.

– Oe, Karin! Esse é o modo de receber visitantes?

Uma voz grave ecoou pela casa e uma veia saltou do topo da testa da morena, que se virou com os dentes cerrados.

– Cala a boca, velho bêbado!

Um homem alto de cabelos negros estava apoiado no sofá, com uma lata de cerveja em uma das mãos. Toushirou arregalou os olhos, incrédulo.

– Isshin-san?

O mais velho fitou por alguns instantes o rapaz, abrindo um sorriso em seguida.

– Shiro-Shiro! – Ele se aproximou de Toushirou, bagunçando os cabelos platinados dele- Você cresceu! Tem bebido muito leite?

Como nunca tinha percebido antes? O modo de falar e de agir de Isshin e Karin eram muitos parecidos, até mesmo alguns aspectos físicos. O mais velho tagarelava, relembrando de coisas um tanto embaraçosas, mas tomando o devido cuidado para não revelar o passado oculto dos dois.

– Que confusão é essa?

O outro Kurosaki se uniu a discussão e segundos depois, um buraco foi aberto na parede pelo impacto do corpo de Ichigo ao ser jogado por Isshin. Suspirou novamente. A estadia na casa dos Kurosaki o iria deixar louco, certamente.

xXx

– Deixe-me ver se entendi bem... Você tem que ficar sempre do lado de Karin pois ela está correndo um risco muito grande?

As estrelas brilhavam no infinito céu negro, enquanto Ichigo e Toushirou discutiam no salão da casa. O capitão bebericava seu chá, enquanto o Kurosaki bebia seu café.

– Exato.

O silêncio reinou por algum tempo e isso deixava o Hitsugaya desconfortável. O que tinha de errado na informação que passou? Ichigo se curvou para frente, pegando Toushirou pelo colarinho.

– Okay, mas se por caso algo acontecer com Karin... Considere-se um homem morto.

Quase riu. “Eu já estou morto, idiota.”

– Solte-me, Kurosaki.

O ruivo hesitou por alguns segundos, antes de por fim soltá-lo.

– Eu vou dormir, tenha uma boa noite Toushirou.

Ichigo se levantou e subiu as escadas, indo para o quarto descansar. Após ver que estava sozinho, Toushirou soltou um pequeno riso.

– Parece até um pouco interessante tudo isso.

Terminou seu chá e deixou seu copo na mesa do centro, junto ao de Ichigo. Tinha que fazer uma última coisa antes de tentar dormir. Subiu as escadas silenciosamente e, seguindo a reiatsu, abriu uma porta. Lá estava ela, dormindo profundamente. Karin estava enrolada nos lençóis, tentando absorver todo o calor que podia. A janela encontrava-se aberta, deixando assim a brisa da noite ventilar pelo quarto. Se aproximou dela, fechou a janela e se sentou na ponta da cama, observando o rosto sereno de Karin. Ela parecia estar tendo um sono bom, já que um pequeno sorriso estava estampado no rosto dela.

– Bons sonhos, Karin...

Por segundos, o shinigami achou que ela estava acordada pois o sorriso se alargou após suas palavras. Mas o ruído da respiração calma dela o tranquilizou. Karin estava dormindo.

xXx

O sol já se punha no horizonte e os alunos saiam de suas escolas. Karin andava distraidamente pelas ruas, pensando na noite anterior. Pensava em ter ouvido Toushirou desejar-lhe boa noite, mas quando acordou não tinha rastros dele. A não ser a janela fechada. Mas, provavelmente, tinha sido seu irmão a fechá-la.

Dobrou uma curva e parou de súbito. Observou os carros passarem à toda velocidade na sua frente. Soltou um gemido de raiva. Tinha-se perdido. Estava tão absorta em seus pensamentos que acabou errando caminho. Pensou em voltar atrás, mas não se lembrava de quantas vezes tinha virado à esquerda ou à direita. Respirou fundo, olhando para o céu.

– Está perdida, Kurosaki?

A voz rouca a fez dar um pequeno pulo. Virando levemente o rosto, viu Toushirou parado ao seu lado. Ele a encarava seriamente, mas seus olhos demostravam que queria rir.

– Não, eu não me perdi.

Para quê mentir?! Estava se irritando consigo mesma, mas não queria admitir que acabou por se perder.

– Sei.

A voz estava embargada de divertimento e isso só fazia a paciência de Karin diminuir drasticamente. Não era engraçado.

– Eu posso saber o porquê de você estar aqui?

Tentou desviar o assunto, mas o pequeno sorriso no rosto do outro a fez ter certeza que ele não iria se esquecer disso.

– Ah, nada.

Ele deu de ombros, indiferente. Estreitou o olhar. Ele não estava...

– Você não está me seguindo, estava?

Viu ele desviar os olhos e isso o denunciou imediatamente. Resmungou irritada.

– Toushirou, já basta meu irmão e agora você?! Eu sei me defender sozinha. Ele inclinou a cabeça, arqueando uma das sobrancelhas, se aproximou dela.

– Sério?

– Sim!- Karin estufou o peito, se curvando para frente.

Um sorriso debochado brincou nos lábios dele, que apoiou uma das mãos na parede da casa atrás de Karin.

– Oh, não é aquilo que parece.

Só então Karin se tocou o quão próximo estavam seus rostos. O hálito fresco dele batia em seu rosto e seus corpos estavam próximos. Um calor incomum subiu pelo pescoço de Karin, apossando-se das bochechas dela. Suas pernas torneadas começaram a tremer de leve, como se fossem feitas de gelatina.

A Kurosaki perdeu-se no profundo olhar turquesa, eles vibravam pela conexão arrebatadora. Aproximavam-se lentamente, saboreando o momento estimulante.

Karin focou-se nos lábios entreabertos do capitão, fechando os olhos ao aproximar mais.

– Karin-chan!

Hitsugaya como recobrasse a consciência que por momentos a perdeu, afastou-se rapidamente. Intrigado com o rapaz que chamara Karin tão intimamente. Não quis admitir mas não gostou nem um pouco desse pormenor e muito menos do sorriso galante do misterioso rapaz.

– Hakai?

– Eu mesmo. Há quanto tempo…

– O que você está dizendo? Faz dois dias que nos encontramos! E o que está aqui?

– Que cruel Karin-chan, estava com saudades de conversar com você, não precisa me tratar desse jeito.

akai sorria divertido com o diálogo. Ele proporcionalmente excluíra o albino, satisfazendo-se com o seu olhar verde de ódio, possesso pelo ciúme.

“Interessante… Um capitão com ciúmes de uma humana? Esta história será bem mais divertida do que pensei.”

Por sua vez Karin estava confusa, ela não compreendia o sentido das palavras do recente conhecido. Eles se conheceram há dois dias mas ele fazia entender que eram amigos de longa data. Karin ergueu uma sobrancelha para o questionar a respeito disso.

Hakai prevê sua atitude e antes que a Kurosaki estragasse a sua sessão de ciúmes no capitão ele interveio.

– Tenho que ir Karin-chan, nos vemos por aí.

O rapaz aproximou-se da morena com um encantador sorriso depositando um beijo na bochecha dela e indo embora, não sem antes direcionar um olhar vitorioso a Toushirou que trincou o lábio superior.

Karin ficou sem reação. Não entendera nada do que tinha acontecido. Ela encarou o albino e o viu furioso, ficando preocupada com a mudança de atitude do mesmo.

– Toushirou…?

O chamamento fez efeito, o shinigami encarou a Kurosaki de volta. Contudo seu olhar só demonstrava raiva, fazendo a morena estremecer, procurando algum requisito do Toushirou anterior. Mas o que mais a magoou foram suas palavras rudes e insensíveis.

– Deverias ter mais cuidado Kurosaki, está muito vulnerável.

– O quê? Do que está falando?

– Não deverias confiar em qualquer pessoa, preste mais atenção.

– Está se referindo ao Hakai? Eu não sei o que aconteceu. Nós nos conhecemos recentemente…

– Não me interessa a tua vida em nada.

Toushirou ficou dominado pelo ciúme não moderando as palavras, ele olhou acusatoriamente para a morena mas arrependeu-se amargamente quando o fizera. Deparando-se com os olhos ónix lacrimejados, sentiu-se internamente culpado e idiota por não ter controlado as suas emoções, na realidade nem compreendia o motivo para estar tão furioso com o fato de Karin ser amigavel com outro rapaz. Mas só a ideia de eles conversarem animadamente o deixava fora de si.

– Kurosaki…

– Vai embora.

– O quê?

– Um shinigami não deve interferir na vida de um humano, não é “Hitsugaya-Taichou”?

Pela primeira vez Karin o olhou com mágoa e o tratou formalmente, pensara que quando isso acontecesse ele iria ficar estonteante mas tivera o efeito contrário. Um aperto em seu peito o incomodava. Por algum motivo o seu nome soava bem com a voz dela e de mais ninguém, não queria perder isso.

Toushirou assistiu Karin virar as costas e prosseguir o caminho para sua casa. Nem parecia mais perdida, simplesmente vagueava sem destino de cabeça baixa. Hitsugaya a seguiu em uma distância segura sem se pronunciar, envergonhado com a sua atitude infantil, pela forma cruel que a tratara.

Contudo outra coisa o incomodava, uma frase que ela dissera que martelava em sua mente.
“Um shinigami não deve interferir na vida de um humano.”
“Um shinigami não deve interferir na vida de um humano.”
“Um shinigami não deve interferir na vida de um humano.”

Ela estava certa. A sua missão era observá-la de longe e protege-la caso precisasse e não ir viver na casa dela, visitar seu quarto durante a noite e muito menos controlar as amizades da mesma. Karin Kurosaki era uma missão e nada mais. Porém ele envolvera-se com ela de alguma forma, algo nela o atraía e isso era estritamente perigoso. Contudo ele não se conseguia afastar nem estava minimamente interessado em fazê-lo. Pela primeira vez, não quis seguir as regras e ser racional. Permitiu-se ser guiado pelos seus sentimentos mesmo sendo perigoso para ele, estava disposto a arriscar.

O capitão sabia que estava escolhendo um caminho sem volta, um beco sem saída. Que atirava-se para um abismo incerto mas ele queria desvendar aquele sentimento que o ligava à irmã do substituto de shinigami.

– Kurosaki.

Hitsugaya acompanhou Karin até o treinamento de futebol. Esta se sentara no relvado, ignorando completamente a presença do capitão do décimo bantai. Mesmo a chamando ela não se virou sequer para o encarar. Ele suspirou frustrado, redimir-se não era propriamente sua melhor qualidade até que teve uma ideia, sorrindo de canto.

Karin ouvira perfeitamente o albino a chamar porém continuou a ignorá-lo. Ela percebera sua voz rouca, sabia que ele estava arrependido, mas sentia-se demasiado magoada para simplesmente esquecer. Ele a desprezara quando ela não fizera nada de errado. Sabia que as relações entre humanos e shinigamis eram proibidas, enxergava isso no Ichi-nii e na Rukia, percebia que Toushirou criasse uma barreira entre eles por essas regras, mas não precisava de ser tão brusco com ela.

A Kurosaki sentiu algo húmido pousar em sua mão, curiosa direcionou seu olhar para o local se surpreendo, balbuciando murmúrios impercetíveis. Uma flor de gelo em miniatura estava na sua palma e o mais inacreditável é que numa das pétalas estava lindamente expresso “desculpa”. Karin ergueu o olhar vendo mais flocos de gelo pairarem pelo ar, colorindo numa bela paisagem alva o campo de futebol.

A morena enxergou Toushirou emocionada e incrédula, observando-o a encarar um ponto fixo distante dela, com um ligeiro rubor na face. A humana esqueceu completamente o episódio anterior, nem se lembrava mais que estava triste e com raiva dele, simplesmente se ergueu eufórica. Correu na direção dele e atirou-se para o seu pescoço o abraçando, pegando o capitão desprevenido, fazendo com que ambos tombassem entre a neve.

Uma cortesia do capitão de gelo pelos seus inimigos, transformou-se numa reconciliação com uma humana. O gelo considerado álgido e empardecido conseguiu aquecer e amolecer um coração. Talvez a neve traga a revelação de muitos sentimentos e consequentemente união de almas.

Notas finais
HoshinoForea: Hoi, hoi! ^^ Enton, gostaram? *-* Ah, Feliz Natal!!!!! Considerem isso um presente de natal da parte minha e da tutti frutti (Rukia-nee)... so eu a posso chamar assim ò3ò9 -desvia de pedras- ta... voces também...... Mentira e_e so eu mesmo u_u ... okay, vamos parar com essa coisa sem sentido...................................... Toushirou com ciumes em :3 Hakai suspeito e... ja to pegando odio dele -.-' pois é :v tenho odio de minhas proprias criaçoes... opa, correçao... O Hakai foi criado por mim e pela Tutti Frutti :3 hauahauauahua mas vale.... Guah, to meio tristonha ;( pessoas passaram a me ignorar e tals D: mas isso nao interessa né?????????? vamos mudar de assunto... pera............................................................... HOI, HOI! GENTE LHENDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!! EU AMEI TODOS OS COMENTARIOS DO CAP ANTERIOR *^* era uma mais lindo que o outro *w* que eu quase tive um surto dos infernos :v heheeheheh so meio louca mesmo.... Ah, demoramos um bocado pq era dificil conseguirmos achar um dia para podermos escrever juntas ja que tenho também SC... masssss, a Charlote ta em parceria com uma outra garota no moment e ela tem que conciliar os tempos também com ela... ou seja: SC pode demorar mais tempo ;( e SF (Snow Flower) talvez seja atualizada com mais frequencia :) mas SC... :( Eu e a Charlote estamos tendo dificuldades para escrevermos juntas eee...... Han, deixa queto............ Espero que tenham gostado e até o proximo.... -indo pro canto do desespero- ninguém fala mais comigo...