Snow Blood

3 Capítulo 3 - Coragem


Notas iniciais
A aventura de Gou e seus companheiros está apenas começando! Nada mais nada menos que um ato de Coragem! Boa leitura!! :3

Vagamos por horas vendo apenas miséria entre os planetas, e os pouco abitados só expressavam tristeza. Sentia vontade de ajudar a todos, mas tínhamos nosso principal objetivo que era salvar o príncipe Nai e restaurar o universo que todos conheciam e amavam... bom, pelo menos era o que eu ouvi dos meus...amigos.

–Gou...?

Disse Ike olhando pra mim. Eu logo o atendi com o olhar e ele continuou

–Você não se lembra de nada do seu planeta?

Respondo meio seco pois não tinha nada mais a dizer

–Eu não sei de nada... não seu nem se tenho família ou amigos... não sei se sou feliz ou se sou... só.

Estava com um pouco de remorso, queria chorar, mas lagrimas não trariam as minhas memórias de volta. Ike notou minha tristeza e tentou me reanimar e foi nesse instante que decidimos parar em um planeta para dormirmos. Havíamos vagado pelo espaço o equivalente a um dia inteiro e Mavis estava exausta de me carregar por aí.

Descemos, arrumamos um abrigo, comida e logo depois de comermos descansamos. No dia seguinte dava para ver como o planeta que estávamos aparentava ser. Pacífico silencioso. Os únicos sons que ouvíamos era dos poucos animais sobreviventes e do pequeno rio que passava por perto.

Estávamos terminando de comer o "café da manha" e eu olhava para o que restava de vida do pobre planeta que estávamos. Ike afiava suas flechas em uma pedra próxima e pensava com sigo certas coisas quando ao olhar para mim distraias o mesmo disse

–Gou, você sabe manusear uma espada?

Disse Ike guardando as flechas já afiadas em seu suporte para as mesmas. Eu respondi sinceramente.

–Não, acho que nunca peguei em uma espada em toda a vida...

–Jura? -disse ele surpreso — Como você pretende salvar o príncipe Nai se não sabe lutar para se proteger?

Parei para pensar no que ele disse e vi que o mesmo tinha total razão. Não sabia se quer segurar uma espada, quanto mais manuseá-la. Me vi em uma saia justa.

–Gou, o Ike tem razão, você precisa aprender alguma coisa. Não vou conseguir te proteger sem ser uma arma.

Mavis estava sempre do lado do Ike e por incrível que pareça eles estavam certos. Fiquei sem resposta e simplesmente escutei o sermão dos dois que aparentavam não parar.

–Se vocês dois tem tempo de me dar sermão por que não me ensinam a usar uma?

Falei com razão. Os dois se olharam com uma cara não muito feliz.

–Desculpe Gou mas...eu sou um arqueiro, não sei muito sobre espadas, apenas sei o suficiente para não morrer em combate.

Disse Ike coçando a cabeça. Mavis veio em minha direção e disse.

–Pelo o que eu sei sua armadura lhe ensina os mais básicos movimentos. Creio eu que de defesa principalmente.

–Mesmo? Então vamos experimentar.

Pedi para Mavis se transformar em uma espada e sem demora ela se transformou. Uma espada de tamanho ideal ao meu com lamina dupla. Creio que seja uma espada de fácil manejo pois não tive dificuldade nenhuma de segurar a mesma, leve e sem complicações para move-la em minhas mãos.

–Ike lance uma flecha em mim.

Falei apontando a espada para o menino de cabelos azuis. O mesmo me olhou estranho e disse preocupado.

–Você ficou louca? Se não se esquivar posso te mata!

–Ótimo, então terei que desviar de qualquer maneira.

Ike fez uma cada de quem mau podia acreditar no que estava acontecendo e mesmo preocupado se posicionou e pegou uma de suas flechas. Ele mirou em mim e lançou a mesma. No instante em que a flecha se aproximou de mim, por impulso eu levei minha espada em posição de defesa contra a flecha, a fazendo ricochetear e mudar a direção para longe de nós. Eu não estava acreditando no que eu havia feito e fiquei olhando para onde a flecha tinha ido tentado acreditar, enquanto isso Mavis voltou ao normal.

–Incrível, parece que você tem o jeito com a espada.

Disse Mavis com uma cara de quem havia feito algo.

–Como assim? Você mesma disse que a armadura dela iria a proteger.

Disse Ike achando estranho o modo como Mavis disse.

–Eu menti.

Disse a loira super feliz.

–O QUE?!

Eu e Ike falamos ao mesmo tempo e com um pouco de raiva, principalmente eu é claro.

–Simples. Eu sabia que se eu falasse para a Gou que a armadura dela a protegeria ela teria coragem para testar.

–Então quer dizer que eu me defendi sozinha?

Perguntei meio que feliz.

–Sim! Eu também não ajudei em nada e dessa vez é verdade.

–E como você sabia que ela iria defender?

Disse Ike arrumando um erro no pensamento da Mavis

–Eu não sabia. Na verdade eu estava duvidando de mim mesma mas deu tudo certo hihi.

Ike fez uma cara de espanto, surpreso e intolerante ao mesmo tempo achando um absurdo a ideia da Mavis mas depois ele até riu da situação.

Após desse pequeno intervalo, voltamos a nossa busca pelo Príncipe Nai e enquanto vagávamos pelo espaço infinito vimos alguns seres diferentes enquanto íamos em frente. Pareciam lutar contra uma pessoa e por isso quis chegar mais perto, mesmo Ike sendo contra eu e Mavis fomos nos aproximando devagar e com isso Ike veio atrás enquanto reclamava.

–Vocês não podem tentar evitar problemas? Temos um longo caminho a percorrer vocês sabiam?

Assim que chegamos mais perto pudemos ver que tinha uma garota lutando contra os seres estranhos e também vimos que a mesma usava uma armadura roxa meio clara e meio escura com branco e usava um brasão que parecia com o meu e o do Ike.

Em um momento a garota não percebeu que havia uma criatura atrás dela e sem se dar conta foi segurada por trás pela mesma. Ela se debatia para se soltar da criatura mas a mesma era extremamente forte e com essa força começou a esmagar a garota que gritava de dor.

–Mavis, vire uma espada.

A mesma olhou pra mim. Eu estava seria e determinada então Mavis não demorou e logo se transformou em espada, dessa vez uma espada de samurai que parecia ter golpes rápidos e letais.

–O que você está pensando em fazer Gou?

Disse Ike olhando pra mim serio e segurando meu braço direito.

–Vou salva-la, mesmo não tendo nenhuma chance, não posso ver ela morrer sem fazer nada. Se tentar me impedir vou lutar contra você.

Ele olhou pra mim, soltou o meu braço, pegando seu arco e a flecha dizia.

–Ótimo que tenha me dito isso. Eu estava preocupado de você dar um chilique porque eu ia dizer a mesma coisa que você.

Eu olhei pra ele e ele olhou pra mim, trocamos um sorriso e seguimos em direção a luta.

Salva-la será meu primeiro desafio, minha primeira missão e por algum motivo senti meu sangue ferveu de emoção.

Notas finais
E ai, gostaram?! Obrigada por lerem mais um capítulo de Snow Blood!