Smile like you mean it
1 Capítulo 1 - Baby, I'm gonna rock your world.
Acordei, eram dez da manhã segundo meu celular. Droga, perdi o horário da aula, minha tia vai me matar. Olho para meu celular novamente: quatorze mensagens da Annie.
"Onde você tá? Hoje é prova de história!""Kim, cadê você? Entrou um cara muito gato na escola." "Kim, como você falta e não me avisa? Miss u"E coisas assim. Me levantei lentamente, acendi a luz e senti na cama novamente. Abri meu laptop e fiz minha lição para amanhã. Tomei um banho gelado, era calor em Los Angeles, para variar. Coloquei meu shorts velho, uma blusa do Ramones (clichê, eu sei. Mas eu realmente gosto da banda) e prendi meu cabelo castanho claro em um coque alto. Vantagem de ter feito ballet até os meus doze anos. Desci para a sala, liguei a TV e sentei no sofá. Dor de cabeça. Forte. Muito forte. Deve ter sido por causa de ontem. Festa da Kaitlin. Não me lembro de muita coisa, só de ter bebido muita tequila com limão. Culpa da Anne. Nunca mais bebo. Credo. No fim da tarde, minha tia chegou carregando vários compras de mercado, pedindo minha ajuda. Ela era uma pessoa muito atraente, alta, morena, magra e com os olhos verdes. Não era muito velha, devia ter uns quarenta e poucos anos. Não era brava, mas também não era tão boazinha.- Então, tia... — dizia eu enquanto colocava as compras na geladeira. — perdi o horário da aula hoje. Mas eu não perdi nada! — ok, eu menti. - Tudo bem. — disse ela, lendo as correspondencias. — Alguma notícia de sua mãe? Dei de ombros. Não falava com minha mãe há século, e ela não se deu ao trabalho de vir falar comigo.Minha tia assentiu.- Bom, vou preparar hamburgueres. Quer me ajudar? — falou ela, tentando aliviar o clima tenso que se criou no recinto. Jantamos cedo e eu acabei dormindo as dez e meia. Acordei no meio da noite com uma mensagem dele."Sai na janela. P.S: isso não é uma brincadeira."Ignorei a mensagem. Dormir era mais importante."Vamos, Kim. Eu sei que você leu. Saia na porta, então. Não vou desistir até você descer." Sabia que era verdade. Desci de pijama e pantufas do Frajola, que tinha desde os treze anos e ainda servia. Abri a porta e ele estava lá, sentado no meio-fio e fumando um baseado, para variar.- Quer um? — sussurrou ele, enquanto me olhava de cima a baixo. — Belo visual. — deu um sorriso torto.Meu corpo estremeceu. Revirei os olhos. Cheguei junto á ele, dei uma leve tragada em seu baseado e me sentei.- O que você quer? — sussurrei. — São três da manhã. Ele sorriu.- Estava com saudades, Kim. Sou seu namorado, lembra? — falou ele, enquanto curtia a erva entrando em sua mente. — Você não pode me ignorar para sempre.- Não estou te ignorando. — disse, secamente — Só estou confusa. — falei, pegando o baseado de sua mão quente e macia, e dando outro trago. - Posso te desconfundir? — falou ele, sorrindo ao me ver fumando e se aproximando de mim.
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