Smile like you mean it
3 Capítulo 3 - How low?
– Me desculpe, — disse ele, me ajudando a pegar meus livros e papéis. — estava distraído. Meu nome é Jason.
– Luch? — falei, meio exaltada. Me arrependi logo depois.
Fiquei vermelha e ele riu. Seu sorriso era lindo. Dentes branquinhos e perfeitos.
– Sim. — ele disse, me dando a ultima folha que havia caído. — E você é?
– Kim. Kim Dwayne. Tenho que ir. — falei, pegando minha mala e andando rapidamente para a sala.
Sentei-me na ultima cadeira, coloquei meu casaco de couoro e deitei na mesa.
– Well, well, well. Olhe quem é minha colega de classe.
Conhecia aquela voz masculina. Virei meu rosto para poder ver quem era.
– Ah... — revirei os olhos. — Oi.
– Seremos colegas de clase! — disse ele, extremamente feliz por uma razão que desconheço.
– É o que parece. — falei, virando para o outro lado.
Não sei porque, mas não me sentia confortávem ao lado dele. Parecia que ele... Sei lá, me desafiava de algum modo.
– Então... — falou ele. — Bonita jaqueta. Radical, para uma mulher. Mas bonita.
Virei-me novamente. Odeio gente machista. RADICAL PARA UMA MULHER? O que diabos isso significa? Que mulher não pode ter jaquetas de couro?
– É. Tanto faz. — dei de ombros.
– Você anda de moto? — perguntou ele, puxando meu cabelo.
Qual era a dele?
– Sim. Quer dizer, andava com o meu pai. Mas isso faz tempo. — faleo com a minha voz quase sumindo.
– Maneiro. Eu tenho uma Harley. — falou, enquanto pegava algo na mochila.
Dei de ombros. Quem se importa, cara?
A aula começou e Jason finalmente parou de falar, ou de se exibir, sei lá.
No final do dia eu já estava exausta. Queria ir para a minha casa, então fui procurar onde Anne estava, já que era ela quem iria me levar.
– Ela já foi embora, Kim. — disse Augusto, nosso amigo gay, enquanto eu andava que nem tonta procurando-a.
– Como? PORQUE? — perguntei, indignada. Como ela poderia me deixar sem carona? Minha casa era à 10 quadra dali!
Sai furiosa pelo estacionamento, numa tentativa falha que achar Anne.
Decidi ir andando. Estava quase 40 graus, e era hora do almoço, ou seja, mais calor ainda. Eba.
Tirei minha jaqueta, coloquei-a na mala e fiquei só com minha regata e meu cabelo preso.
Já haviam passado uns dez minutos e eu não estava nem perto de chegar em casa. A rua estava deserta, quando de repende ouvi um barulho de motor de moto. Harley, com certeza. Se eu aprendi algo com o meu pai, era que esse som era de uma Harley.
Ignorei o barulho extremamente alto e continuei na batalha de chegar em casa. A moto diminuiu a velocidade drasticamente, quase alcançando meu passo.
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