Smile

6 Capítulo 6 – Mônica Selvagem


Notas iniciais
Narrado por Mônica e Cebola.

(Mônica)

Eu, Magali e Cascuda estávamos nos arrumando para a festa da Denise. Ajeitávamos os biquínis. O Cebola, o Cascão e o Quim estavam ficando estressados já. A nossa demora os irritava. “Essa demora toda para colocar um biquíni?”, ouvi Cebola resmungar.

Finalmente tínhamos terminado. Fomos andando até a “mini mansão” da Denise. Quando chegamos, ouvimos a música alta. A anfitriã da festa nos deu as boas vindas.

- Se joguem, amadas. A festa começou agorinha. – disse Denise.

Eu, Cascuda e Magali lançamos olhares do tipo “Não dissemos que dava tempo?” para os garotos. A casa de Denise era muito grande (perigo de se perder nos corredores).

Quando chegamos à área da piscina (enorme, por sinal), a mesa com os comes e bebes estava afastada para não ficar molhada e o som estava alto. Tiramos a roupa e ficamos apenas de roupas de banho. Enquanto os garotos pularam na água e fizeram as macaquices comuns aos garotos, eu, a Magá e a Cas fomos passar bronzeador.
Nós estávamos batendo um bom papo com as outras garotas quando me deu uma vontade enorme de ir ao banheiro. Como eu já conhecia a casa (ou pensava que conhecia), fui sozinha.

Rodei, rodei e rodei até encontrar um banheiro. Fiz tudo o que tinha que fazer. Quando saí do cômodo, tudo parecia diferente. “Legal. Me perdi...”, pensei com ironia.
O jeito foi procurar uma saída naquele labirinto. Andei por vários corredores e nada. Estava começando a bater o desespero. Eu nunca tinha me perdido naquela casa!!
Enquanto andava por um corredor estranho (estava parecendo a fábrica do Willy Wonka), senti um cheiro de... Bom, não sabia de quê era o cheiro.

Segui o odor até uma porta e a abri. A cena era estranha: A maioria da turma estava sentada em poltronas e pufes, fumando um cachimbo. Todos me encararam.

- Mô, nós estávamos ficando preocupados já. Só faltava você. – disse Denise. Quando eu perguntei o que era, ela respondeu. – É uma erva xamânica.

- Dá barato? – perguntei, interessada.

- Até dá... – respondeu Carmem, que estava na roda. – Mas o lance não é esse. É mais espiritual. Você começa a sentir um formigamento nas extremidades.

A turma caiu na gargalhada.

Eu fui até Magali, que estava experimentando. Peguei o cachimbo com ela e comecei a tragar, rapidamente.

Titi arrancou o charuto das minhas mãos.

- Mô, não faz isso rápido, senão bate a paranoia.

Eu parei de tragar na hora. Comecei a encarar todos.

- Calma, gata. – disse Do Contra. – Você não vai morrer.

- Quer dizer... – disse Cascão. – Não agora. Nunca se sabe.

Todos começaram a rir. Eu fiquei encarando todos. Droga! Tinha batido a paranoia. Eu fui deslizando pela parede, como uma espiã.

- Cadê o Cebola? Eu tô precisando de uma mão amiga... Caraca! Eu despiroquei legal! Fudeu! Fudeu legal! Eu tô muito angustiada. Eu preciso do Cebola! Perdi completamente a noção das coisas!

Magali segurou a minha mão. Eu a encarei, desconfiada.

- Peraí, Mô. O Cebola foi no banheiro.

Delicadamente, eu soltei a minha mão da mão da Magá. Estava começando a ficar um pouco chapada. Saí correndo daquele quarto. Trombem com um garoto de cabelos engraçados.

- Oi... Você é índio? – perguntei.

(Cebola)

A Mônica parecia chapada. Será que a galera tinha avisado que não podia tragar rápido demais?

- Mô, sou eu. – tentei convencê-la.

- “Eu” quem? Você é índio? – ela voltou a perguntar.

Achei melhor entrar no papo dela.

- O que você quer? – perguntei.

- É que eu fumei um negócio xamânico...

- Fumou? – olhei para ela.

- Fumei... E agora eu tô muito louca. E preciso achar o meu namorado. Mas eu preciso também de um conselho.

- Er... Acho melhor você ir pra sua casa. – Aquilo estava saindo do controle.

- Meus pais foram viajar... Não tem ninguém na minha casa.

Com muito esforço, consegui fazê-la colocar o vestido e, com ela apoiada no meu ombro, fui caminhando até a sua casa.

Ao chegar lá, coloquei ela embaixo de uma ducha fria, com roupa e tudo. Ela começou a chorar escandalosamente.

Eu perguntei o motivo da choradeira.

- Você é tão protetor... É o tipo de pessoa que eu gostaria de ficar por toda a minha vida.

Olhei para ela.

- Você sabe quem eu sou?

- Não! – respondeu Mônica, com um berro. — É por isso que eu tô chorando! Eu não te conheço!

Ela me surpreendeu, pegando-me pelo colarinho da camisa e me jogando na cama.

- Tira a roupa. – mandou. Eu tentei recusar, mas ela sentou a mão no meu rosto. – Faz o que tô mandando!

Eu obedeci. Confesso que estava começando a gosta dos rumos da ocasião. Tirei a camisa e a calça (antes que ela mandasse). Fiquei apenas de cueca. Mônica, que já estava de calcinha e sutiã, segurava uma cinta nas mãos. Ela falou para eu ficar de bruços. Eu a obedeci e logo senti a dor prazerosa: o cinto se chocando com a minha bunda. Dei um grito (confesso que foi meio dor e meio tesão). Meu membro já estava duro. Me virei de novo e ela pulou em cima de mim, me beijando. Arrancou a minha cueca, pegou o meu membro e colocou uma camisinha nele. Logo estávamos unidos.
Quase na hora do clímax, ela pareceu recobrar os sentidos. O ritmo foi diminuindo.

- Que... O que está acontecendo? – ela perguntou. Eu expliquei tudo e ela ficou morrendo de vergonha. – Ai, não acredito nisso. Mas... – disse, com um sorriso maroto. – Já que estamos aqui, vamos continuar.

De resto, eu nem preciso dizer o que aconteceu...

Notas finais
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@leocancellier