Sm Vi: O Poder Do Tempo E Do Espaço

14 Capítulo 14 - uma vida renovada


Notas iniciais
contagem decrecente aqui vai o meu penultimo capitulo e a seguir o epilogo.............

Cap. 13: Uma vida renovada

- Usako…

Numa manhã solarenga de Junho, uma rapariga acordava repentinamente no seu quarto. Mais um sonho estranho naquela noite. Sonhara com um jovem homem, lhe beijava fortemente e a chamava desesperado mas o pior é que não o conhecia. Há um ano que tinha esse sonho e cada vez que o tinha sentia um aperto no coração, um aperto enorme como se aquela pessoa fosse muito importante. Talvez fosse… não se lembrava… lembrava-se da sua infância e pré- adolescência e lembrava-se deste ano é como se borracem da memória 8 anos de vida. Tudo era algo estranho. Um dia fora quase atropelada por uma rapariga loira no seu descapotável amarelo e a situação foi deveras estranha

- Desculpa…estava distraída e não vi o sinal – diz a rapariga

- Não faz mal… eu sei como és – diz sem se aperceber e a rapariga estranhara não pelo tratamento mas por tentar reconhece-la

- Podes achar estranho mas pareço que te conheço – diz a rapariga do descapotável

- Eu também estranho mas… é algo que ultimamente me acontece

- Haruka… — chama uma rapariga com o cabelo verde-marinho com um estojo dum violino – temos de ir rápido

- Já vou Michuru – diz e a tal Michuru se apressa ao ver a situação

- Estás bem? – Diz para a nossa jovem – A Haruka é sempre o mesmo… Não estás magoada?

- Não… acho que me habituei a ser atropelada – diz mas algo estranho…uma nostalgia incrível – oh desculpem estou atrasada

- Bem…se for preciso algum tratamento – diz escrevendo algo num papel – tens aqui o meu telemóvel e também da Michuru – diz entregando a ela

- Obrigada – diz num sorriso se despede e sai a correr

Já não era o primeiro mistério, além dessas duas, um anel que tinha no dedo que não se lembra de ter posto nele, fazia-a ficar horas a olhar para ele e lembrava-se do homem dos sonhos…mas não sabia porquê. Outro dos seus mistérios é que sem perceber recorria a conversas com a sua gata mesmo sabendo que ela nunca responderia mas no fundo parecia ver uma tristeza refletida nos olhos da gata e às vezes lagrimas…sabe que é impossível mas é como se ela soubesse a verdade. Outro dos mistérios era duas colegas dela que eram as suas melhores amigas: uma chamava-se Hotaru era filha de um professor e investigador da faculdade dela e que a química foi perfeita e outra era Ami, uma colega mas da área de medicina que parecia saber o momento que ela precisava de desabafar. O mais estranho é que quando as conheceu elas três sabiam os gostos uma das outras e pareciam saber a vida delas como se conhecessem há anos. Tentaram descobrir porquê mas como não conseguiam deixaram de lado o assunto.

-Boa tarde, meninas – diz para as duas amigas

- Olá Usagi – diz Hotaru – Temos uma nova amiga – é verdade esqueceu-se que elas eram crânios e que às vezes tinham cursos além da faculdade juntas

- Sim…é sacerdotisa de um templo, Rei Ino – diz para a rapariga de cabelo preto

- Prazer…Usagi Tsukino – diz e a rapariga a cumprimentara

- Sinto uma aura boa vinda de si – diz Rei – Tem tido algum sonho estranho? – Usagi estranhara mas depois se lembrara era de um templo a rapariga.

- Sim…sonhos estranhos com pessoas estranhas mas que dá uma sensação de saudade – explica Usagi se sentando no banco da pastelaria – E tenho tido casos estranhos com sensações de nostalgia que tenho com pessoas que acabo de conhecer e pior não consigo tirar este anel por nada…se o tiro um segundo, sinto-me completamente desesperada e tenho de voltar a pô-lo. Sou maluquinha, não?

- Acho que não…o seu subconsciente deve estar a tentar relembrar-lhe de algo… pelo menos é o que senti quando lhe toquei…o seu subconsciente está a gritar para que se lembre de algo esquecido

- Bem…pelo menos fico mais descansada pensava que era louca – diz mas logo Rei sorri

- Talvez…todos somos loucos de uma maneira ou de outra – diz com altivez – Eu…por exemplo acho que já a conheci mas não me lembro de onde

- Lá estamos outra vez – diz Ami – Ela diz sempre isso, parece que são parecidas…a Usagi também anda com essas sensações

- Boa tarde…o que desejam? – Pede uma rapariga de cabelo castanho e de rabo-de-cavalo

- Um sumo de manga – dizem Rei, Hotaru e Ami e Usagi ri-se

- Podia ser também mas queria um bolo de…

- Chocolate? – Diz de imediato a rapariga

- Como fez isso? – Pergunta curiosa por ter-lhe lido os pensamentos

- Não sei…achei que me pediria algo de chocolate – diz apontando o pedido

- Sim…acertou. Obrigada – diz olhando para o crachá – Makoto

- Trate-me por Mako – diz com um sorriso fraternal – Se for incomodo me perdoe mas podia dizer-me o seu para pôr no pedido

- Usagi – reponde de imediato

- Vai achar estranho mas ando a ter sonhos em que chamo por uma Usagi – diz com um ar pasmado – Estranho não?

- Não…tenho tido sonhos parecidos – diz Usagi – Aquela é sua colega? – Pergunta apontando para uma loira super- atrapalhada

- Sim…chama-se Minako mas…é um pouco trapalhona e tem um estranho vicio de trocar provérbios – diz mais baixinho – o último que ela trocou foi: Filho de peixe sabe voar! – E isso faz as quatro raparigas rirem-se as gargalhadas – Bem…já volto com os pedidos

- Ei! Aquele não é o futuro namorado da Hotaru? – Diz Ami apontando para uma mesa ao lado e Hotaru logo corou

-Bom dia meninas – diz o jovem homem

- Bom dia Motoki – diz Usagi e Ami e Hotaru só acena vermelha

- Já vos apresentei o meu amigo? – Diz apontando para quem o acompanhava – chama-se Mamoru e acabou de chegar dos E.U.A. com a graduação de medicina

- Prazer – dizem todas mas algo acontecera… Usagi petrificara. Aquele homem era o do sonho. Sentira o seu coração a explodir. Sentia um aperto tão grande no coração mas também uma estranha felicidade incrível ao vê-lo. Porque sentia aquilo? Nunca o vira só em sonhos e agora estava a assim como se fosse o amor da sua vida? Ou estaria Rei certa e o seu subconsciente tinha razão?

Mamoru da sua cadeira também olhava petrificado para Usagi. Era ela que ele via em sonhos que ultimamente tinha. Tinha uma saudade estranha dela mas como teria se nunca a conheceu? Sentia uma estranha vontade de abraça-la, chorar até não poder mais nos seus braços e uma estranha vontade de beija-la com desespero. O que se passava com ele?

- Já se conhecem? Pergunta Motoki a eles que quebra o momento

- Não, nunca a vi mas…na mesma parece que sim — diz Mamoru

- Ia dizer o mesmo – diz Usagi sem retirar os olhos dela dos dele

- Bem…decidam-se – diz Ami – Talvez comece a acreditar em amores à primeira vista

- Não… — refuta de imediato Usagi – É algo mais do que há primeira vista… É algo mais estranho, mais…

- Profundo – completa Mamoru lendo-lhe o pensamento

- É melhor deixa-los a sós – goza Hotaru mas com um sorriso eu nem ela sabia porquê.

- Tenho…Tenho de ir… — diz Usagi sentindo que ia chorar por algum motivo – não me estou a sentir bem.

- E o bolo? – Pergunta Makoto chegando com o pedido

- Embrulhe – o…vou leva-lo – diz saindo com a empregada

- Bem…algo a desconcertou – diz Rei encolhendo os ombros

Usagi correra para casa o mais rápido possível pensava pensar em tudo. Algo não estava bem…sabia-o do fundo da sua alma. Os seus sonhos, as sensações, algo não estava correcto…se calhar Rei tinha razão tinha-se de lembrar do que esquecera e fora de certeza naqueles 8 anos que não se lembra. Chegara a casa e fechara-se nele e começara a chorar e atira-se para a cama e chorara agarrada à almofada

- O que se passa? – Diz alto – O que se passa? sei que não me lembro de coisas… o que aconteceu para não me lembrar de tudo? Luna…sei que não me vais responder, mas…Porquê?

Luna olhava para ela com tristeza, não poderia dizer nada apesar de se lembrar de tudo. Tentara-lhe devolver a memória mas foi em vão pois o poder do cristal era demasiado poderoso e só que o utilizara é que o quebraria e isso só se resumiria a ela. Há um ano que milagrosamente eles voltaram à sua vida normal sem uma misera memoria do que se passou e cada um dos desabafos de Usagi fazia-a sofrer por não poder contar.

- Eu quero-me lembrar – diz batendo com a cabeça na almofada e Luna desviara o olhar – Eu sinto que era feliz mas…sei que perdi toda a felicidade

Aos poucos, escurecera, jantar nem queria mas tivera de engoli-lo pois não queria responder a perguntas indiscretas e que nem saberia como responder aos pais. E fora para o quarto e adormecera logo que chegou devido ao choro.

Via-se numa espécie de parque onde estava feliz e sorridente nos braços de alguém, olhos para cima em direcção a quem a abraçava…era ele, o homem que conheceu naquele dia… olhava-a com ternura e lhe dizia que a amava e ela dizia-lhe que também o amava-o e muito. De repente são interrompidos por um grupo de raparigas. Ami a sua colega, a Hotaru também, a Haruka e a Michuru as raparigas do atropelamento, a Mako e a Minako as empregadas da pastelaria e mais duas: uma era Rei a sacerdotisa e outra que olhava-os ternamente com o cabelo escuro e porte mais elegante.

De repente tudo desapareceu e via-se à frente de um palácio glamoroso e atrás dela uma senhora ricamente vestida olhava-a com carinho. Via-se vestida com um vestido branco justo e uma tiara que não lhe era estranho por completo

- Ficas linda vestida de rainha – diz a figura com ternura – tens de te lembrar de tudo o teu coração já não aguenta estar longe de quem amas

- Quem és tu? – Pergunta confusa

- Rainha Serenity, rainha deste lugar e…tua mãe – diz perante o choque de Usagi – Sei que vais refutar e é normal pois não te lembras de nada

- MINHA MÃE? – Pergunta escandalizada mas talvez não tanto como pensava – afinal…há mesmo coisas que não me lembro

- Sim…tu és a princesa deste lugar, agora rainha já que atingiste o teu poder máximo – diz e nos olhos de Usagi aparecia lágrimas que ela não compreendia – Lembra-te do que aconteceu ao teu reino, a tua reencarnação como protectora do planeta Terra e da tua missão protegeres o Universo e seres feliz com quem sempre amaste – diz a rainha e um luz vinda da testa de Usagi aparecera e a envolvera e começou a lembrar-se de tudo: de ser a Serenity, de ser a Usagi Tsukino, das meninas, e claro do seu mamo, o seu amor eterno e que jurou nunca deixa-lo de amar… olhara para sua mãe com lágrimas e controlou a vontade de abraça-la pois sabia ser impossível – Já me lembro...mamã…como sobrevivi ao poder do tempo e do espaço. Não era impossível?

- Sim….Desde que nenhuma protectora se sacrificasse pela tua vida e no milénio…incumbi a Sestuna desse fardo.

- A Sestuna sacrificou-se? – Diz com lágrimas – Eu não…

- Eu sei…fui eu que ordenei. Não te sintas culpada – diz limpando as lágrimas – O que vais fazer para teres um sorriso no rosto? – Pergunta tentando anima-la

- Acho que é óbvio – diz com um sorriso a aparecer

- Deves o fazer mas…não podes usar o cristal directamente- revela – tens de arranjar outra solução

- Porquê?

- Vais perceber tudo…filha. Vai e sê muito feliz junto ao príncipe e as sailors – diz num sorriso – Agora vai e só depois é que podes usar o cristal…eu prometo que vais adorar

Usagi acorda de dia com lágrimas mas feliz…era ela e ninguém tirava a vontade de dar um grito de felicidade…olhara para um lado e Luna olhava-a estranhada

- Luna…marota. Porquê que nunca falaste comigo? – Diz e a gata se surpreendera – podes falar…lembro-me de tudo!

- Usagi? – Pergunta a medo

- Sim…gatinha querida – diz abraçando-a – há quanto tempo não nos falamos?

- Um ano – diz feliz…finalmente via a sua amiga e dona como antigamente

- Então tens de esperar mais uns minutos porque hoje faço 22 anos e tenho algumas memórias para devolver – diz correndo rapidamente para o armário

- E vais começar por quem? – Pergunta desconfiada…sabia-o bem

- Isso é pergunta? Claro que é o meu amor eterno – diz correndo para a rua…correra sítios e sítios e não o encontrava mas…fizera-se luz…Crown…só podia lá estar e fora o mais rápido para lá e quando chegou, vi-o com o Motoki e não conseguia controlar as lágrimas que caiam…conseguiram mais uma vez ficar juntos, as saudades de o ver e de senti-lo abraça-la era quase insuportável

- Olá Usagi! Ouvi dizer que fazes anos. Parabéns – diz alegremente Motoki – Estás a chorar? Precisas de algo? – Diz confuso

- Não… — diz limpando as lágrimas – Mamo…ru…preciso falar contigo a sós – diz usagi se controlando

- Bela paixão que lhe arranjaste – diz Motoki gozão mas Mamoru não lhe ligara pois desde o dia anterior que não conseguia tirar a mágoa que sentia desde o dia anterior que a encontrara

- Por favor, não lhe ligues e vem comigo, por favor – pede desesperada…ele quase inexplicavelmente a seguira sem hesitação e ambos vão a uma ruela sem ninguém.

- Talvez estejas a pensar que estou louca para te levar para aqui e tu supostamente não me conheces vais pensar ainda mais quando eu fazer isto — diz e agarra-o e beija-o com paixão desesperada… e surpreendentemente ele não se afastou pois sentia algo diferente como se aquele sabor já tivesse estado nos seus lábios, aquele toque… a abraçara-a forte e algo como um flash de memórias apareceu-lhe na mente e a abraçou-a desesperado… era a sua usagi, a rapariga que sempre amou...lagrimas caiam na face dele devido ao recordar tudo naquele momento…o beijo quebrou-se e as lágrimas de ambos respondiam ao que queriam saber.

- Usako…estás viva – diz com lágrimas e dá festas na face dela – resultou tudo…pensei que nunca mais te teria comigo

- Já passou – diz abraçando-o – Acabou tudo…eu estou aqui…apesar de ter passado um longo e doloroso ano…eu estou aqui

- Não me interessa quanto tempo passou desde esteja contigo para sempre meu anjo – diz num beijo doce – parabéns meu amor. O que queres de presente?

- Obrigada mas a única coisa que quero já tenho: tu – diz com lágrimas – mas…preciso de dar a memória a todas…vens comigo?

- Eu irei contigo até o fim do Mundo se for preciso…acho que não consigo estar mais um minuto sem ti

Passado umas horas…todos estavam reunidos no templo Hikawa mas nem sabiam porquê…alguns falavam outros questionavam-se como ela tinha simplesmente o número de telemóvel delas ou mesmo como sabiam tão bem o caminho para ali e parecia tudo familiar…entretanto Usagi chega com Mamoru e entra e dá-lhe vontade de chorar ao ver todos reunidos mas controla-se

- Devem estar a pensar no porquê de estarem aqui mas peço para fecharem os olhos e se concentrem na minha voz – e inexplicavelmente todas o fizeram – Eu quero que se lembrem do passado onde eramos sailors – diz e a lua da testa dele apareceu e instantaneamente todos os símbolos planetários apareceram…Recordavam de tudo e após algumas lágrimas e mostras de dor…todas abriram os olhos com um sorriso

- Conseguimos – diz Haruka – conseguimos…tudo resultou

-Sim…menos a Sestuna…desculpem eu não queria que… — diz Usagi

- Era a sua missão – diz Michuru limpando a ultima lágrima – e ela tinha-o de fazer

- Bem… usarei agora o cristal para devolver a memória de todos – diz Usagi com um sorriso – Pelo poder do cristal Lunar… — e tudo ficou envolto na luz prateada do cristal

Notas finais
e só falta o epilogo....buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. preparem os lencinhos que eu já gastei um pacote