Slytherin Blood

31 Twenty Eight - I don't remember


Notas iniciais
#Coro de aleluias# Meninas, o Nyah! é chato e não me deixou mandar email a todas dizendo porque estava sem postar e também não deixa postar cap explicando então... I'm so, so, so sorry! Dentre muitas outras coisas, o motivo foi um superhipermegaultrapower bloqueio.Consegui escrever hoje, e vou postar nesse momento ^^ Obrigada pela paciência, perseverança, reviews, recomendações e apoio! Um superhipermegapowergigante beijo e abraço a Whisper e Ellen Gomes, as duas lindas que recomendaram recentemente! E agradecendo de novo não só a elas, mas a UmaGarotaQualquer, Valeria Sulato e Caty Pattinson que recomendaram anteriormente. Amo ver que gostam tanto de Sly Blood! E para a felicidade da nação digo a todas que... TEM PONTO DE VISTA DO DRAKE!!!

Point Of View Charlie

Quando Harry acordou novamente eu ainda estava lá.

Ele abriu os olhos e sorriu.

–Você não foi dormir?

–Não, prefiro ficar com você.

–Nossa, acho que tenho sorte de ser seu namorado então.

–Com certeza querido. Posso te chamar assim não é?

–Claro. É meio estranho… mas...É bom.

–Harry, preciso contar. Os outros tem ciúmes de nós dois… e, por isso decidimos manter em segredo. Se quiser continuar em segredo, entenderei. Se quiser deixar as claras…

Havia inserido alguns flashs de uma conversa e um suposto beijo, mas estava apostando na sorte novamente, torcendo para que o feitiço tivesse funcionado e ele conseguisse resgatar essas pequenas informações, deixando minha história mais verídica.

–Mas, porque eles tem ciúmes?

–Antes, eu andava com um pessoal da Sonserina. -Ele fez careta — Mas então eles me humilharam e quando saí correndo Hermione foi atrás de mim. Consegue se lembrar? — Ele franziu a testa — Eu estava no banheiro chorando e ela me consolou. Você e

–E o ruivo…. Ronny! — Falou e seus olhos brilharam, felizes por lembrar de algo.

–Sim, vocês foram atrás também e conversaram comigo. Comecei a andar com vocês, e Ronny parecia gostar de mim então Hermione ficou com ciúmes, e tentei deixar claro que não queria o Ronald. Ele ficou bravo quando viu que eu falava menos com ele do que com você. E a Gina…

–A irmã do Ron…

–Sim. Ela não gosta de mim, ela gosta de você. -Fiz careta e ele pareceu confuso por alguns segundos.

–Nossa… E porque fiquei com você?

–Não sei. Um dia estávamos na…

–Sala Precisa?

–Sim! Oh Merlin! Você se lembra? — Tomara que tenha dado certo, tomara que tenha dado certo, tomara que tenha dado certo! Fiz uma prece silenciosa,como um mantra, enquanto ele se concentrava

–Um pouco, é tudo muito… confuso.

–Compreendo… — Suspirei. — Enfim, estávamos na Sala Precisa esperando os outros que estavam atrasados. Começamos a conversar e rir e de repente… Nossos lábios estavam colados. — Esforcei-me para corar, e senti o rosto esquentar quando pensei que teria de contar isso para os outros depois, e embora não o tivesse beijado, agora teria de fazer isso.

Ele ruborizou.

–Acho que consigo me lembrar.

–E decidimos que não poderíamos contar aos outros para que não houvesse nenhuma briga.

–Acho que eles deveriam entender… Você… — Parou e me obsevou. Sustentei seu olhar e vi quando parou em meus lábios. Ele não é feio...Vai Charlie. É só o Potter. Pense… ele tem olhos bonitos… Charlie, faça isso. Charlotte! Não pense no gosto de remédio que provavelmente os lábios dele terão… Ele está esperando!

Inclinei-me e parei com os lábios a milímetros dos dele.

Ele assentiu e o beijei. Separei nossos lábios e ele me puxou de volta largando quando ficamos ofegantes. Até que ele sabia beijar. É.

Não que fosse melhor que…

–Ow… -Franziu a testa novamente — É, acho que… — A porta da enfermaria se abriu e levei um dedo aos lábios dele.

–Feche os olhos. Finja que está dormindo.

Me olhou confuso e então obedeceu.

–Charlotte. — Era Kate.

–Sim?

–Está aqui ainda? Por quanto tempo vai se misturar com esse tipinho?

–Não amole! Me trocou pelos Sonserinos, e isso que é sangue do meu sangue.

–Oras Charlotte, não vou perder tempo discutindo isso. E o da testa riscada?

–Está dormindo. — Fiz aspas com os dedos e meneei levemente a cabeça. -Mas não te interessa.

–Saiba que Draco está ótimo. E é muito bem feito que ele esteja aí na cama ainda, depois da agressividade no jogo.

–A vida dele ou de qualquer um de vocês não interessa mais. — Falei, mas sorri tocando em seu ombro.

–Aposto que está se enroscando com esse aí. — Falou erguendo a sombrancelha

–Não me enrosco com ninguém. E se estiver com ele? Isso não é da sua conta. — Pronunciei silenciosamente um “hoje!” enquanto assentia.

–Não posso te chamar de prima se estiver com ele.

–Não chame então. — Falei com uma careta.

–Espero que ele não se lembre de nada quando acordar. Quero ver se ainda vai ter algum sorriso pra você.

–Ele se lembra.

–Aaah, então ele acordou? Aaah que bonitinho! Lembra é? De tudo? Duvido.

–Pode duvidar.

Kate entregou um bilhete e então apertou minha mão se virando em seguida e saindo.

Quando a porta se fechou suspirei e me joguei na cadeira, escondendo o bilhete nas vestes.

–E é por isso que estávamos escondendo tudo.

–Ela te odeia tanto assim?

–Bem… Acho que sim. Ficou com os outros em vez de me escolher então...

–O que devemos fazer?

–Finja que ainda está inconsciente. Como está se sentindo?

–Mal. Quero dizer, não parece que minha cabeça vai estourar, mas acho que tem uma gelatina no lugar. -Contive o riso

–Amanhã, se estiver se sentindo melhor, “acorde” — fiz aspas com os dedos- e aí decidimos se expomos ok?

–Ok. — Sorri inclinando e depositando um beijo em sua bochecha. Ele corou e ri.

–Hum… É. Tá.

–Tá Harry, volto depois querido.

Estava me virando quando senti sua mão prender meu punho.

–Charlie. — Respirei fundo

–Sim?

–Obrigado. — Soltei o ar suavemente e sorri o mais doce possível.

–Não há de quê.

–------------------------------

–Ô loira!

–Fala ruiva.

–Porque ficou tanto tempo lá em cima?

–Porque eu quis.

–Como ele está?

–Dormindo. Não piorou.

–Vou ver por mim mesma.

–Por Merlin! Ginevra, ele está dormindo de boa lá, porque precisa confirmar? Não acredita em minha palavra?

–Na verdade não. Ainda tenho minhas dúvidas se está mesmo brigada com aqueles lá.

–Depois do que me disseram acha que eu ficaria do lado deles? Por favor!

–Gina, a Charlie não fez nada.

–Ela ficou todo esse tempo com o Harry e…

–E nós aqui fazendo outras coisas. Ela fez um favor. — Ronald disse passando o braço em meus ombros. Uma lágrima solitária escorreu por minha face.

–Com licença.

–Charlotte! — Granger chamou, mas não olhei para trás.

Ia ler o bilhete de Kate. Minha cota de grifinórios tinha esgotado pelo resto do dia.

–---------------------

Point Of View Drake

Ela estava quieta, completamente absorta em seus pensamentos, mordendo o lábio, uma ruguinha entre os olhos, as pernas cruzadas. Lindamente concentrada.

–Izzye…

–Shii. — Cortou e continuou pensando, retorcendo o cabelo.

Bufei me jogando de costas na cama de novo.

Certamente ela era impossível.

Suspirou profundamente e se jogou ao meu lado.

A ruguinha entre seus olhos desapareceu quando mordeu tanto o lábio que o cortou.

–Ai. — Sorri e inclinei-me sobre ela dando um selinho

–Pronto, sarou.

Ela sorriu e revirou os olhos.

–Bobo.

–Seu bobo.

Ataquei-a com cócegas e suas gargalhadas preencheram-me como uma música doce.

Era bom vê-la rindo. Vê-la sorrir sem sarcasmo ou ironia, sem humor negro. Vê-la sendo apenas… mulher. Apenas menina. Não uma bruxa poderosa, uma garota que foi ferida ou filha do Lord, naquele momento ela era apenas... Ela.

–Draco pare!

–Nunca!

–Su-a a… Ata-d-dura seu bob-bo-oca!

–Minha atadura está muito bem, obrigado.

–Malfoy!!

Ela se contorcia sob mim tentando se libertar, mas seus membros já estavam fracos pelas cócegas.

–Vou fazer xixi! — Gritou me fazendo parar.

–Na cama nã- Antes que pudesse terminar ela havia fugido e agora os papéis se invertiam. Estava preso enquanto era atacado por cosquinhas. -Isso foi golpe baixo!

–Não foi não! — Exclamou e ri com sua felicidade.

–Aaah, com certeza foi! Disse que faria xixi!

–E você acreditou seu bobão!

Riu mais, a respiração arfante, aos poucos parou, cansada, mas continou sobre mim.

Passei os dedos em seus cabelos e acariciei seu rosto macio e corado. Seus olhos brilhavam, os lábios rosados entreabertos. Tão linda.

Doía pensar que puderam ferí-la e me deixava nervoso, por isso mudei o rumo dos pensamentos concentrando-me na textura de sua pele.

–Drake… -Parou aproximando seu rosto do meu.

–Sim?

–Eu te amo Malfoy.

Alguma coisa explodiu em meu interior, uma sensação boa de agitação em minha barriga.

O amor transbordou e achei que fosse vazar por meus poros.

Isabella despertava o melhor em meu interior.

–Eu te amo Isabella.

Sorriu deitando novamente.

–Em que estava pensando?

–Nas horcruxes. — Uma sombra passou em seus olhos e me odiei por ter desfeito seu sorriso.

Mas já havia começado então…

–O que a preocupa?

–A guerra que está por vir. Não quero perder ninguém. Mas… O que mais quero é recuperar meu pai.

–Como assim?

–Quero recuperar sua essência. E quero garantir que vivamos.

–Nós dois?

–Sim.

–Querida, você vai vencer. Nós vamos.

–Eu sei. Mas baixas podem acontecer! Meu pai teve sua essência dispersa e teve que recuperar sua forma com a ajuda do veneno de Nagini, sangue do Potter e aquela coisa toda. Mas…

–Mas…?

–Encontrei um feitiço. Uma poção.

–Como?

–É uma antiga língua. Consegui traduzir. E preciso fazer.

–Me conte. Vou te ajudar.

Reconquistar a aparência — Quebra de maldição

Para encontrar a aparência perdida, e para a maldição quebrar, é necessário voltar ao início.

Encontre um sangue puro, sangue do seu sangue.

Duas presas do sombrio voador.

Dois fios da crina do nobre e puro equino.

Uma medida do sangue do amaldiçoado.

Uma pitada de cinza de fênix

A canção do que renegou.

As palavras devem ser ditas, com fé, com intenção, com poder.

Se o encantador não tiver poder suficiente, definhará.

–O quer quer dizer com voltar ao início?

–Não sei. Pode ser o início da história dele, e para isso teria que ir para o mundo dos trouxas e tals; Pode ser o início do problema, a antiga casa dos Potter; Pode ser o orfanato, que seria o início da vida bruxa; Pode ser a câmara secreta, a primeira horcrux, o local onde retomou sua forma, o local onde conheceu minha mãe… São muitos lugares.

–Acho que o início se refere ao começo da jornada dele.

–As jornadas começam quando nascemos.

Arqueei a sobrancelha.

–O sangue do seu sangue é óbvio. É você não é?

–Sim.

–Um corte basta?

–Sim. Ele não teve que matar Nagini, nem o Potter então…

–Mas o que quer dizer com a canção do que Renegou? Alguma coisa que ele deixou de fazer? Tipo aceitar um desafio de karaokê?

Ela revirou os olhos.

–Karaokê?Sério mesmo?

–Não é uma canção?

–Draco…

–Certo, certo.

–Creio que tenha alguma coisa a ver com meu tio.

–Seu tio?

–É, Charlie. Ele renegou tudo.

–Ele é cantor?

–Malfoy! — Exclamou brava e depois riu.

–Vou ter ajudar a descobrir. Agora relaxe. Quer cocégas de novo?

–Não!

Suspirou depois de alguns minutos.

–E sobre as horcruxes?

–Lembra-se dos tipos?

–Sim. -Ficou em silêncio. — Não precisa ter receio. Diga e ouvirei. A ajudarei no que for necessário.

–Mesmo que seja algo doloroso? — Fiquei em silêncio por alguns segundos.

–Sim.

–Tem certeza?

–Absoluta Izzye.

–Bem, é o seguinte…



Notas finais
E aí? Beijos!