Slytherin Blood

18 Chapter Seventeen - Estréia


Notas iniciais
Heeey mulheres lindas!! (Não sei se tem algum garoto por aqui então... )E aí?? Como prometido, aqui está! Olha, quem gosta de Shakespeare, tem te novo! E quem já leu A Marca de Uma Lágrima, do Pedro Bandeira? Vai haver uma citação das palavras da Isabel u.u Obrigada pelos reviews, novas pessoinhas, sejam bem vindas! Boa leitura e cupcakes azuis pra vocês :) PS: Esse capítulo contém cenas de sentimentalismo... só pra dar uma prévia do que vai acontecer depois... PS2: A Lucy aparece aqui tá? Percebi que não estava tendo muita participação... tipo, nenhuma, então aqui vocês vão vê-la. (Se não lembra ---- > https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSv-eljAqaGCCL0gLj1iZkI7uA6W2wiPKwK4trFTBNWxd0ww7HuUg )

(No último capítulo... "Lembre-se, o que ouviu, não sai daqui")

...

Podia sentir a sombra da sensação ruim que tentava me assolar todos os dias. Era bom quando conseguia ignorá-la, e depois de tantos dias sem sentí-la, achei que a tinha superado.

Mas não. Talvez tivesse sido a conversa, relembrar tudo. Talvez fossem os olhares de esguelha dados pelos Cullen e o trio. Talvez fosse o cansaço. Talvez a culpa. Ou… mais possivelmente fosse… fosse… o… fosse o medo. Era díficil admitir até mesmo em pensamentos, mas…

Antes que completasse os pensamentos um pergaminho dobrado caiu no chão a meus pés e o recolhi. Tinha sorte por ter visto cair. Coloquei minhas vestes em um suporte e tirando o roupão entrei na água quente da banheira. Tinha conseguido escapulir antes das outras garotas e tinha o banheiro só para mim.

Depois de lavar o corpo deixei-me relaxar por alguns segundos.

Accio pergaminho. -Convoquei-o e com cuidado para mantê-lo longe da água, abri.



"Com você, perco o controle.

Por você, posso encontrá-lo.

Estou aqui. Hoje e sempre."

Sorri e continuei a leitura.

“Se te censuram, não é teu defeito,

Porque a injúria os mais belos pretende;

Da graça o ornamento é vão, suspeito,

Corvo a sujar o céu que mais esplende.

Enquanto fores bom, a injúria prova

Que tens valor, que o tempo te venera,

Pois o Verme na flor gozo renova,

E em ti irrompe a mais pura primavera.

Da infância os maus tempos pular soubeste,

Vencendo o assalto ou do assalto distante;

Mas não penses achar vantagem neste

Fado, que a inveja alarga, é incessante.

Se a ti nada demanda de suspeita,

És reino a que o coração se sujeita.”

Era o Soneto LXX. Sorri passando o indicador sob a letra caprichada.

A imagem de um par de olhos cinzentos que escondiam muitas palavras, promessas e sentimentos. Uma corrente subiu por minha coluna e sentindo os pelos da nunca se arrepiarem, suspirei.

Droga. Eu não podia deixar que sentimentos assim me tomassem. Tinha de ser forte. Forte para mim, forte para todos. Tinha de ser perfeita, ser elegante, ser mordaz, ser fria. Não podia deixar que meu coração tomasse as rédeas, deveria seguir apenas a razão.

Como poderia me entregar sem pensar no amanhã? Tinha compromissos em primeiro lugar.

Não podia voltar a ser o nada que era antes. Nunca mais. Agora tinha encontrado meu lugar e deveria provar que era alguém. Um alguém prudente.

Então, como se em resposta as minhas divagações, meu olhar recaiu sobre o pergaminho em minha mão.

E em ti irrompe a mais pura primavera.

Da infância os maus tempos pular soubeste,

Vencendo o assalto ou do assalto distante;

Meus olhos marejaram. Pulei os maus tempos. Venci.

Como podia pensar que me transformaria em nada novamente?

És reino a que o coração se sujeita.

Eu podia me manter em pé, e me manteria.

Ele entregou seu coração. A mim.

Se deixasse o medo me tomar, aí sim seria nada.

Fiz o pergaminho dobrar-se enquanto levitava até o suporte. Levantei e puxei a toalha branca, grande e felpuda para me secar. Havia meu nome bordado com fios de prata e adornado com pequenas flores de pétalas delicadas num tom que brincava entre o verde e o azul.

Vesti-me e juntando minhas coisas saí. Algumas garotas estavam vindo na direção do banheiro e sorri satisfeita. Tinha conseguido de novo.

—Izzye! — Lucy cumprimentou. Estava com Ellie, Emma, Susan e as outras garotas do grupo.

—Lucy. — Sorri — Tudo bem?

—Tudo ótimo. — Sorriu de volta.

—Conseguiu de novo? -Ellie revirou os olhos. Sabiam que eu costumava tomar banho antes das outras.

—É.

—Sabe que conosco…

—Não se preocupe Su. Eu gosto de tomar banho sozinha. — Ri e elas deram de ombros.

—É, só o Draco pode olhar pra sua bunda neh? — Emma zuou e Ellie ralhou com ela.

—Emma!

—Que é? — Luize revirou os olhos e riu com as outras.

—É, desculpem meninas, mas ainda prefiro que meu traseiro seja admirado por uma pessoa só.

Elas riram mais e acenaram entrando no banheiro.

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—O que foi?

—Nada. — Estava com o corpo jogado na poltrona e Draco estava deitado de qualquer jeito na cama.

—Izzye, sabe que pode contar comigo.

Sorri vendo-o se sentar e me encarar.

—Eu sei.

Voltei a atenção para o livro que tinha em mãos e então ele foi tirado de mim.

—Não vai ler esse troço.

—Livros não são troços!

—Tá, tá. Larga disso e vem pra cá.

—Não, não! Estou lendo!

—Não! Não está mais!

Quero ler, devolve!

—Não!

—Devolve o livro Draco!

—Vem pegar! — Foi par ao outro lado do quarto e balançou o livro acima da cabeça.

—Cuidado com ele! Devolve vai! — Levantei andando até ele, que correu. -Covarde! -Xinguei e ele riu.

—Não consegue pegar? — Zombou e desviou de minha investida. Bufei. — Tente. — Olhou em meus olhos, provocando. — Aaah… a filhinha do Lord das Trevas não consegue? — Fez biquinho e sibilei.

—Cala boca Malfoy! Me devolve isso! — Me atirei em sua direção e colidi contra seu corpo. Ele envolveu seus braços ao meu redor e ouvi o baque do livro no chão quando caímos embolados na cama. -O LIVRO CAIU!—Gritei tentando me livrar de seu aperto, mas foi inútil. -Porra Draco!

Ele riu e calou a enxurrada de palavras que estava prestes a sair de meus lábios.

Senti-o se mover enquanto nos acomodava na cama e estava arfante pelo beijo quando ele me atacou de novo. Com cócegas.

—Aaaah! Draco! Para com isso! Para!— Eu gargalhava e sentia as lágrimas escorrendo pelo rosto quente e tinha certeza, vermelho enquanto me contorcia e debatia. — Cócegas não! Para! - Gargalhei de novo e já estava sentindo dor na barriga e nas costelas de tanto rir quando ele parou e ficou pairando sobre mim, me encarando.

Minha respiração começou a voltar ao normal e estreitei os olhos.

—O..Obr-Obrigada. Por.. Por..pa- parar! — Agradeci entre golfadas de ar.

—Você fica ainda mais linda assim.

—Assim como ? -Perguntei ainda com vestígios de sorriso, os músculos doloridos.

—Descontraída. Alegre. Risonha.

—Draco…

—Não. Quietinha. Deixe que eu te admire assim.

—Você…

—Shi…

Calei-me.

Seus olhos nublaram e percebi-os marejando. Não. Não. Draco não ia chorar. Aaah não.

—Você fica muitíssimo lindo quando sorri. — Falei e plantei um selinho em seu queixo e ele sorriu. Cutuquei suas costelas insistentemente e o sorriso começou a alargar até que se tranformou em gargalhadas.

—Pare com isso ou vou te atacar novamente! -Exclamou e ri, deliciada em ouvir suas gargalhadas. Cansei e o deixei largado na cama, arfando — muito menos que eu, claro — enquanto ajeitava as roupas.

—Bem, estamos quites. — Sorri inocentemente e arrumei o cabelo.

Peguei a varinha e olhei para ele que ainda estava deitado.

—Levanta.

—Por que?

—Draco, ainda temos a maldita detenção. — Falei e me detestei ao fazer isso. Sua fisionomia nublou, o seu sorriso se extinguiu. — Ah não. Odeio isso. — Murmurei e esperei que mau humorado se levantasse e me acompanhasse.

Não se preocupou em arrumar as roupas e quando chegamos a sala de treinamento todos já estavam lá.

— Formem duplas. — Fui direta. — Continuo odiando estar com vocês, então, vamos fazer isso logo. — Completei quando Alice, Rony, Edward e Harry continuaram parados. — Vai. Vamos.

—Onde está sua educação?

—Minha educação se perdeu em algum lugar…Aah, já sei. Ficou do lado de fora, ela não gosta de honrar vocês com sua presença. — Falei cortante e Alice se encolheu por um segundo

—Não fale assim com ela! — Edward repreendeu e bufei

—Nossa, quanta masculinidade. Affs Edward, vai pastar. Você não tem direito de falar porcaria nenhuma.

—Você é muito grossa.

—Que bom que percebeu Weasley. Obrigada por compartilhar sua opinião inútil conosco. Agora, poderiamos começar?

Olhei para todos esperando que um deles se atrevesse a falar mais.

—Foi o que pensei. — Sorri angelicalmente.- Hoje decidi fazer diferente. Formem uma linha reta.

—Agora, primeiro farão o feitiço “Ascendio” em si mesmos. Quero que levitem. Todos.

—Qual é a forma correta de agitar a varinha? — Rosalie perguntou e mostrei a ela.

—Entendeu?

—Sim, obrigada. — Após algumas tentativas, conseguiram. Bem, nem todos.

—Emmett, não é desse jeito. Você tem que se levitar, não levitar suas roupas. -Soltei um risinho e ele pareceu envergonhado por um instante.

Depois que todos foram capazes de realizar o feitiço, sorri.

—Todos os feitiços produzem energia. Porém, o que vão tentar fazer agora tem a intenção de provocar energia com sua energia. Vão fazer plasma. -Olhei-os -Isso aí. Não é difícil, é só fogo.

—Vai queimar de verdade? — Emmett perguntou

—Obviamente. — Sorri felina e Edward estreitou os olhos. — Cuidado, ninguém é imune a ele. Especialmente se você for comburente. — Completei e Draco riu. — Hermione, poderia nos arrumar algumas almofadinhas? — Ela transfigurou 6 objetos da sala em almofadas e agradeci invocando uma delas.

—Estão vendo? — Lancei-a ao ar e apontando a varinha disse — Lacarnum Inflamare.— Ela pegou fogo e levitei-a até que só sobrassem cinzas. — Façam isso. Primeiro tentem levitar a almofada, depois queime-a.

Jasper conseguiu na primeira tentativa e auxiliou Rosalie e Alice. Edward tentou e tentou e não conseguia, Draco ria e Hermione tentava ajudar. Harry ajudou Emmett e Rony ficou com a cara amarrada vendo a ateção de Hermione dava a Edward.

Depois de quinze minutos eu já estava entediada e estava sentada, mas em levitação.

—Eeei! Eu só consegui tirar meus pés do chão! Você está aí, a quase dois metros do chão, sentada de boa! — Emmett exclamou quando me viu e dei de ombros.

—Pratique e talvez consiga. — Falei e logo em seguida Edward e ele conseguiram queimar a almofada. -Bom.

Desci e firmei meus pés no chão suavemente.

—Graças a todas as Forças Divinas só temos mais uma aula. Então, na próxima, estejam com todos os feitiços sendo praticados de olhos fechados e com a mão nas costas. Literalmente. -Completei quando Emmett riu.

—Sério?

—É, sério. Escolham alguém e treinem um duelo com essa pessoa. Vai ser como uma… apresentação. Obviamente, Granger, Potter e Weasley, dispensados disso. Embora… Bem, Cenoura, treine com um deles, assim estarão em número par e você melhora sua… capacidade. — Ele ficou vermelho e Hermione segurou em seu braço. -Entenderam?

Assentiram.

—Ótimo. Boa noite. — Draco já estava na porta e passou o braço por meus ombros enquanto saíamos.



—Preciso ir até a Sala Precisa. — Cochichou em meu ouvido. Estávamos deitados, eu de pijama, ele só de calça.

—Uhum. — Resmunguei com a cabeça ainda em seu peito. Estávamos cobertos e o edredom era uma capa quentinha contra o frio do quarto.

—É sério. — Ele riu quando assenti de novo ainda sem me mecher. — Quer que eu fique até que durma?

—Aham. É gostoso.

—O que é gostoso?

—Você.

—Obrigado. -Ele riu. — Mas eu sei disso.

—Não, bobo. Ficar aqui com você.

—Ah. — Ele ficou calado. — Também acho. — Falou baixinho e meus pensamentos se enevoaram enquanto seus dedos passeavam por meus cabelos.

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Abri os olhos e por um momento fiquei confusa por não sentir a presença de Draco ao meu lado. Então lembrei que ele havia saído para ir até a Sala Precisa.

Espreguicei e sorri ao lembrar que não teriamos aula. Hoje teria jogo. Jogo da Sonserina.

Desperta, joguei o cobertor para o lado e peguei um pergaminho.

“Seremos dois novos amantes

Pelo amor energizados

Transformados,

Mas em quê?

Quem eras antes de mim?

Quem sou depois de você?”

Estava decidida a mudar as coisas, não podia ter medo.

Elbert Hubbard disse:

“O maior erro que você pode cometer, é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum”

E Shakespeare foi incisivo.

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”

Então, quem seria eu para discordar?

Acrescentei Hubbard e Shakespeare depois de Pedro Bandeira e respirei fundo com a pena pairando sobre o papel.

“Se fecho os olhos, são os seus que vejo.

Quando me deito, é em você que penso.

E isso é uma droga.

Como posso ter controle de mim mesma se meus pensamentos insistem em flutuar até você?

Como posso concentrar-me se seu sorriso me impede?

Não gosto de não ter controle.

Ainda bem que você também perde o seu.

Estou aqui. Hoje e sempre.”

Franzi a testa, e antes que me arrependesse selei o bilhete.

Colocaria no bolso do casaco dele.

Fiz uma trança raiz e entremeei os fios com fitinhas verdes bordadas com minúsculas esmeraldas.

Passei uma sombra prata,verde e preta, sem exagero e sorri para meu reflexo.

Minha vassoura estava no vestiário feminino, em uma bolsa sem fundo, junto com meu uniforme e por isso fui direto para o refeitório.

A mesa da Sonserina era um borrão verde, a Corvinal um mar azul. Os lufanos se dividiam entre objetos e acessórios azuis e verdes, mas a maioria dos grifinos usava alguma coisa azul.

Emma pulou na minha frente. A capa que estava usando era verde, os cabelos ruivos estavam cheios de fitinhas cor de esmeralda e prateadas, sua sombra era prateada também, mas leve e usava cachecol listrado de verde e prata.

—BOM DIA! — Exclamou e me puxou para a mesa. — Seu cabelo esá MARAVILHOSO!

—Meu Deus, que animação Emma!

—É que vamos ganhar! — Falou dando pulinhos.

Dei risada enquanto cumprimentava meus amigos.

—Bom dia galera.

—E aí Bells! — Zabini ergueu a mão em um high five.

Olhei ao redor. Susan estava usando uma tiara verde e as pontas de seus cabelos estavam tingidas.

—Su! O que fez com o cabelo?

—Nós conseguimos fazer um feitiço que os deixa da cor que quisermos por 24 horas — Sorriu exibindo as mechas coloridas.

Tinham conseguido até mesmo a convencer Pansy a colorir o cabelo.

—Onde está o Malfoy? — Crabbe perguntou olhando para mim.

—Não estava comigo. -Falei.

—Ele não estava no quarto. — Lucca comentou

—Não?

—Não, fui chamá-lo.

Droga.— Resmunguei. Peguei um guardanapo e coloquei um pedaço de bolo sobre ele e alcançando uma maçã a coloquei no bolso. — Acho que sei onde está. Os vejo lá fora. — Virei o resto do leite que estava tomando e saí apressada.

Corri pelas escadarias e desviei de alguns passantes ocasionais. Pirraça apareceu.

—AAAhhhhh, a garota do Salazar!

—Cala a boca Pirraça! — Joguei e ele mostrou a língua

—O campo é do outro ladoooo!

—Eu sei seu idiota, agora me deixa passar! — Desviei dele e continuei correndo. Ele ficou para trás cantando qualquer coisa sem sentido e cheguei ao corredor da Sala Precisa.

Passei em frente a porta algumas vezes pensando em Draco dormindo lá dentro e então a porta apareceu. Entrei num rompante.

Havia muitas coisas espalhadas por lá, mas logo achei o armário sumidouro. Draco estava dormindo, caído em cima de uma manta e havia objetos estranhos ao seu redor.

—Drake. Draco. Acorda. — Chacoalhei-o e com um resmungo abriu os olhos, confuso.

—Izzye?

—Acorda Draco, já é de manhã. Vamos. — Ele estava um trapo. — Ficou a noite toda aí é? Vem. — Ajudei-o a se levantar.

—O que…

—Tem jogo! Vamos logo, toma, não vai ter tempo de comer lá embaixo. — Entreguei a maçã. Ele ficou me olhando inexpressivo — DRACO MALFOY! — Exclamei e ele me olhou sobressaltado.

—Izzye.

—Isso. Sou eu. Vamos! — Pareceu acordar e então me encarou assustado.

—Estou atrasado?

—MUITO! -Exclamei — Vamos, vamos! — Saí correndo e o puxando.

—Calma…

—Anda, anda. — Saímos de lá, verificamos se não havia ninguém e então corremos escadas abaixo. — Vai, vá usar o banheiro, seu uniforme está no quarto né? — Ele assentiu. — Termina essa maçã, coma esse bolo. — Coloquei no bolso do casaco dele — E me encontre no vestiário. Vou levar suas roupas pra lá.

Fui até o quarto de Draco e peguei as peças de seu uniforme e sua vassoura. Corri dormitório afora e atropelei uma garota do primeiro ano.

—Foi mal! -Gritei. Assim que saí das masmorras diminuí o passo.

Respirei fundo enquanto mantinha o passo firme e rápido, mas sem correr de fato.

Estava tudo muito silencioso, estavam todos indo para as arquibancadas, ou já estavam lá — tipo, noventa por cento das pessoas.

Esbarrei em Draco e sorri jogando a vassoura em sua direção.

—Ainda bem que está correndo! — Ele sorriu -Acordou? — Perguntei e ele assentiu. -Ótimo! Vamos! — Corremos pegando um atalho e chegamos arfantes ao vestiário.

Malfoy! — Ouvi os garotos gritarem e passei por eles, momentaneamente invisível para que ninguém me visse antes da hora. -Onde estava?

—Dormi demais.

—E ela?

—Acabou de passar por vocês.

Suas vozes ficaram indistintas quanto afundei no vestiário feminino.

Coloquei o uniforme de quadribol deixando minhas vestes dobradas e coloquei minha varinha entre elas.

Peguei a vassoura e respirei fundo enquanto acalmava a respiração.

Fechei os olhos e mentalizei até que sentisse o corpo mais leve. Estava nervosa. Abri a porta de ligação com o vestiário masculino e eles fizeram algazarra.

Ri, mas logo todos ficaram sérios enquanto combinávamos os últimos detalhes do plano. Era engraçada a forma com a qual tentavam me incluir e pedir opinião, querendo agradar.

Resolvemos tudo e então ouvimos o anúncio.

—E hoje temos as inteligentes águias... Cooorvinal!- As palmas foram ouvidas enquanto eles entravam — E do outro lado… As astutas serpentes… Sonserina! — Saímos do vestiário, a formação perfeita, eu no centro, de capuz.

Aplausos foram ouvidos, gritos e outros sons inteligíveis.

—Esse ano temos uma novidade… Ninguém sabe quem é o novo jogador! Disseram que é uma garota. Estou certo?

Sons afirmativos foram emitidos e reprimi um sorriso.

—E quem seria? Vamos, tire o capuz Garota Misteriosa! — Os meninos deram passos para o lado e para trás ao mesmo tempo. Fiquei a frente de todos, o Capitão segurou minha vassoura e elntamente ergui os braços para baixar o capuz.

Os sons foram diminuindo e a expectativa era paupável.

Deixei que ele caísse e então ergui a cabeça, um sorriso se formando em meus lábios.

Notas finais
O que acharam? Sacanagem parar bem nessa parte? Xoxo http://1.bp.blogspot.com/-0YJiaTi5OCk/Tn_ZWiUdXII/AAAAAAAABJQ/v1866-0-xaI/s400/verde-festa+012.jpg